Curitiba, Brasil

A Vida Elevada de Curitiba


Presa por vários arames
Fim do dia na ópera de Arame, uma das várias obras arquitectónicas originais e emblemáticas de Curitiba
Música e vinho
Três jovens animam a feira do bairro "italiano" de Santa Felicidade.
Casario colorido
Curitiba vista da torre panorâmica da Telepar, hoje pertença da operadora Oi.
Igreja “ucraniana”
A igreja ortodoxa de São Jorge, uma de várias erguidas pela comunidade cristã ortodoxa da cidade.
Olho de arquitecto
O Museu Oscar Niemeyer ou olho do arquitecto como é mais informalmente conhecido pelos curitibenses.
Histórico e menos histórico
Contraste extremo na arquitectura do centro da capital do Paraná.
Sem pressas
Pai e filho repousam na sombra de um dos inúmeros jardins da cidade.
Dia de Mercadinho
Frequentadores animam o mercado do Largo da Ordem, uma das zonas mais antigas de Curitiba.
Não é só a altitude de quase 1000 metros a que a cidade se situa. Cosmopolita e multicultural, a capital paranaense tem uma qualidade de vida e rating de desenvolvimento humano que a tornam um caso à parte no Brasil.

Os dias maléficos de chuva tinham finalmente dado de si.

Prendados por um sol sub-tropical radiante, aventuramo-nos numa feira realizada no bairro “italiano” de Santa Felicidade.

Ali, desfasado dos transeuntes pelo visual anacrónico, um trio pitoresco toca clássicos rurais vinícolas da Ligúria.

Anima-nos um acordeão e uma viola, e um vocalista de boina que, durante toda a actuação, adopta uma pose tão fidedigna como o traje e conserva uma mão no bolso enquanto, com a outra, segura um copo de vinho.

Música e vinho

Três jovens animam a feira do bairro “italiano” de Santa Felicidade.

Em grande parte moradores da capital “europeia” do Brasil, os transeuntes reconhecem-se na atmosfera que o pequeno trio recria. Passeiam-se e espreitam cada uma das bancas com interesse redobrado.

Convivem e provam o que mais os atrai, incluindo pinhões dos mais variados tipos.

A Origem Colonial Portuguesa de Curitiba. Entre Araucárias

Curitiba foi fundada por colonos portugueses, em 1693, entre milhares de pinheiros araucária imponentes. O seu próprio nome advém dessa abundância. Os indígenas tupi chamavam-lhe a terra dos pinhões.

Curitiba, Paraná, Araucária

Uma das araucárias que, em tempos, preencham as zonas elevadas do estado do Paraná.

Os portugueses ainda tentaram instituir Vila da Nossa Senhora da Luz dos Pinhais mas, a meio do século XVIII, era já o nome tupi que vigorava.

Por essa altura, a faixa costeira da zona era pouco povoada. A economia dos poucos pioneiros portugueses e dos caboclos aqui e ali em conflito com os nativos baseava-se na venda de madeira e na pecuária.

Mas, a partir de 1853, por decreto do Imperador D. Pedro II, a região assegurou a autonomia face à província de São Paulo.

Curitiba, Paraná, gravura Frade

Gravura de um missionário activo no sul do Brasil.

A falta de mão-de-obra provava-se então de tal forma prejudicial que o governador encorajou a vinda de forasteiros e aderiu ao programa oficial de fomento à imigração europeia.

O velho continente mantinha-se assolado pela desigualdade social e por sucessivas guerras que alimentavam a pobreza. Como era de esperar, milhares de almas ansiosas por incentivos semelhantes, zarparam em direcção ao Atlântico do Sul.

E o Influxo Migratório Multicultural que se Seguiu

Em 1871, chegaram ao Paraná 164 famílias de polacos, seguidos de genoveses e de ucranianos, estes últimos reforçados por duas levas distintas após o fim de ambas Grandes Guerras.

Igreja "ucraniana"

A igreja ortodoxa de São Jorge, uma de várias erguidas pela comunidade cristã ortodoxa da cidade.

Nesses períodos, instalaram-se mais alemães, suíços, eslavos, suecos e franceses, bem como árabes provenientes do Líbano e da Síria, holandeses, japoneses e espanhóis, para mencionar apenas as comunidades mais representadas.

O primeiro dos fluxos conferiu um estímulo decisivo no aproveitamento da terra fértil.

Os recém-chegados plantaram-na com café, erva mate e soja em vastas áreas até do interior do estado.

A Segunda Vaga e a Recente Inversão da Migração

Curitiba está situada no cimo de um grande desfiladeiro que surgia na rota que ligava São Paulo ao Rio Grande do Sul. Numa altura em que o café e a criação de gado despontavam, também se assumiu como uma paragem incontornável dos gaúchos e suas manadas.

A meio do século XIX, uma nova vaga de portugueses juntou-se aos pioneiros que haviam ocupado a zona litoral de Paranaguá. Rumaram para o interior atraídos pelo estímulo das plantações de café e instalaram-se nas áreas actuais de Londrina, Maringá, Campo Mourão e Umuarana.

A ironia das ironias é que, hoje, quando nos encontramos com brasileiros que se mudaram para Portugal desde há vinte anos atrás, muitos daqueles que conhecemos e com quem falamos, são provenientes desse mesmo interior paranaense onde se limitavam a subsistir cada vez com mais dificuldades:

“ah vocês conhecem Iguaçu, Londrina também, sério?” pergunta-nos, surpreendido, o caixa de uma das frutarias de Benfica em que, durante o Verão, nos abastecemos de quando em quando. “vejam só que eu vivi toda a minha vida em Londrina, ali tão perto, e nunca deu pra ir a Iguaçu …

Na altura em que tivemos que decidir, o Brasil entrou numa crise séria.

Apesar de Curitiba estar bem acima de quase todo o país, nessa altura, já tínhamos conhecidos em Lisboa. Lisboa dava mais garantias.”

Curitiba: Cidade com uma das Qualidades de Vida Mais Elevadas do Brasil

Mais tarde, subimos à Torre de telecomunicações e panorâmica da Telepar (hoje Oi, ou ainda das Mercês) na companhia de uma funcionária do turismo local.

Já orientada em termos profissionais, Delianne não se esquiva a elogiar o cenário urbano em que cresceu, contra a lógica do caixa emigrante que conhecíamos em Portugal: “é um lugar especial, Curitiba.

Casario colorido

Curitiba vista da torre panorâmica da Telepar, hoje pertença da operadora Oi.

Quem consegue fazer vida boa aqui, tem muita sorte, mesmo. Quem dera que todas as cidades do Brasil fossem assim tão seguras e evoluídas.”

Desvendamos a frente de arranha-céus comedidos dispostos de forma mais ou menos improvisada no distrito comercial da quase megalópole, a prova mais evidente da sua já longa prosperidade.

Daquelas alturas, também nos é fácil constatar como os espaços verdes se tornaram numa espécie de fetiche em detrimento da mais selvagem especulação urbanística.

Curitiba, Paraná, Jardim

Pai e filho repousam na sombra de um dos inúmeros jardins da cidade.

Neles, mais que encontrar simples retiros de lazer, os moradores habituaram-se a conviver com o seu passado e com o dos seus concidadãos.

Tanto o brasileiro, como o anterior.

Um Legado Cultural e Étnico Indígena e dos Quatro Cantos do Mundo

Deixamos o mercadinho animado do Bairro da Felicidade e rumamos ao enorme Parque Tingui. O parque foi dedicado ao povo tupi-guarani.

Assim o prova a estátua de bronze do cacique Tindiquera colocada junto ao porta de entrada. A estátua reproduz o líder da tribo Tingui (“narizes afiados”) que controlava a região quando os primeiros portugueses ali aportaram.

Essa homenagem não invalida a presença do Memorial Ucraniano, uma igreja ortodoxa de madeira trazida do interior do estado para homenagear o fluxo de imigrantes ucranianos e que os seus descendentes continuam a visitar para lá deixar as suas preces e mensagens escritas.

Curitiba, Paraná, Memorial Ucraniano

Deparamo-nos com fenómenos semelhantes nos distintos bosques dos arredores atribuídos às diferentes comunidades da cidade: tanto são “alemães” e recontam a história dos irmãos Grimm, como se revelam “italianos” e abrigam uma enorme panela de polenta, como a que fervia na Feira do Bairro da Felicidade.

Há também um português, munido de oito pilares decorados por azulejos com versos de poetas lusófonos ilustres dos séculos XVI ao XX e que identificam os PALOP’s.

E um polonês, caso do baptizado em honra do papa João Paulo II após a sua visita à cidade em 1980.

Os Poloneses Prolíficos de Curitiba e do Paraná em Geral

Com o passar do tempo e o desconhecimento do continente europeu levou a que o curioso termo tivesse sido adaptado pelo povo para definir os brasileiros de cabelo e olhos claros oriundos do Leste da Europa, não necessariamente da Polónia.

O próprio Clemente, o anfitrião com sangue e “cantar” italiano que nos ajudou a explorar muito do estado do Paraná, recorria ao termo para explicar a normalidade de famílias que mais pareciam ter saído de Kiev ou de Kalininegrado. “Ué, são poloneses, né?

O Brasil não é só os vossos descendentes, negro, índio e mulato. Os poloneses cá do sul são isso assim.”

Quando o pretexto não é o étnico, Curitiba edifica e requalifica em nome das artes, se assim se justificar, sem qualquer pretexto, desde que a obra contribua para a dignificação da cidade e dos curitibanos.

Ópera de Arame, Niemeyer e o Ambiente Futurista de Curitiba

Onde existia uma velha pedreira, o município construiu, em ferro e vidro, a exuberante Ópera de Arame inspirada na de Paris.

Presa por vários arames

Fim do dia na ópera de Arame, uma das várias obras arquitectónicas originais e emblemáticas de Curitiba

Passamos pelo Jardim Botânico Fanchette Rischbieter, onde uma estufa reluzente é o coração de um espaço com cerca de 25 hectares que concentra os atributos da flora regional e as principais plantas do Brasil.

E no estilo arrojado que tornou famoso o autor, o museu Óscar Niemeyer – ou “do olho”, como é conhecido localmente – surge semi-suspenso pela sua sofisticação arquitectónica.

arquitectura, arquitetura, design, obras de arquitectura do mundo, arquitectos, arquitetos, arquitectura & design, arquitectura monumental

O Museu Oscar Niemeyer ou olho do arquitecto como é mais informalmente conhecido pelos curitibenses.

Estes são alguns exemplos.

A riqueza patrimonial e o dinamismo de Curitiba parecem não ter limites. Em jeito de recompensa, em 2003, a UNESCO elegeu-a como a Capital Americana da Cultura.

O prémio actuou como incentivo extra. Daí para cá, muitas mais foram as obras e eventos que o continuaram a justificar e a dar sentido aos dias atarefados dos residentes que sustentam o quinto maior PIB do Brasil.

A contar pelas estações-tubo de autocarro futuristas em que aguardamos bem abrigados da chuva, pela quantidade de ciclistas que percorrem a vasta rede de ciclovias local, diríamos mais facilmente que estávamos no Japão ou em Berlim que numa capital de estado brasileira.

Histórico e menos histórico

Contraste extremo na arquitectura do centro da capital do Paraná.

Curitiba é um caso à parte.

Ao contrário do que se passou com a vizinha São Paulo, com o Rio de Janeiro e também com a mais jovem Brasília, até há algumas décadas atrás, Curitiba tinha crescido e chegado a quase 2 milhões de habitantes de forma quase imaculada.

Hoje, apesar de ter cedido à pressão populacional e à invasão de algumas favelas, continua a destacar-se por uma qualidade de vida e diversidade que é única no território brasileiro e que respeita os seus próprios antecedentes históricos.

Curitiba, Paraná, painel azulejo

Pintura em azulejo dá mais vida a Curitiba.

Entre tantos jardins e monumentos arrojados, arranjamos tempo para passar a Praça Tiradentes, admiramos a Catedral Metropolitana e avançamos pelo túnel pedestre até ao velho Largo da Ordem.

Ali, muitos dos edifícios seculares da cidade foram restaurados e aprimorados e o calçadão negro serve de base para mais um mercado, este belo e amarelo.

Dia de Mercadinho

Frequentadores animam o mercado do Largo da Ordem, uma das zonas mais antigas de Curitiba.

É a cor da maior parte do casario que o cerca e das bancas em que alguns vendedores montam os seus negócios, bem mais confortáveis que dezenas de outros comerciantes de roupa e livros usados que os expõem directamente no chão para consulta e regateio de centenas de acocorados.

Logo ao lado, uma loja desvia-nos, por momentos, a atenção da feira e da sua encantadora genuinidade.

A calçada portuguesa que a precede, o seu nome e a mercancia em que se especializaram, dizem-nos, uma vez mais, muito de Curitiba: “Gepetto: Brinquedos”.

Cataratas Iguaçu/Iguazu, Brasil/Argentina

O Troar da Grande Água

Após um longo percurso tropical, o rio Iguaçu dá o mergulho dos mergulhos. Ali, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, formam-se as cataratas maiores e mais impressionantes à face da Terra.
Hidroeléctrica Binacional de Itaipu, Brasil

HidroElétrica Binacional do Itaipu: a Febre do Watt

Em 1974, milhares de brasileiros e paraguaios confluíram para a zona de construção da então maior barragem do Mundo. 30 anos após a conclusão, Itaipu gera 90% da energia paraguaia e 20% da do Brasil.
Passo do Lontra, Miranda, Brasil

O Brasil Alagado a um Passo da Lontra

Estamos no limiar oeste do Mato Grosso do Sul mas mato, por estes lados, é outra coisa. Numa extensão de quase 200.000 km2, o Brasil surge parcialmente submerso, por rios, riachos, lagoas e outras águas dispersas em vastas planícies de aluvião. Nem o calor ofegante da estação seca drena a vida e a biodiversidade de lugares e fazendas pantaneiras como a que nos acolheu às margens do rio Miranda.
Manaus, Brasil

Os Saltos e Sobressaltos da ex-Capital Mundial da Borracha

De 1879 a 1912, só a bacia do rio Amazonas gerava o latex de que, de um momento para o outro, o mundo precisou e, do nada, Manaus tornou-se uma das cidades mais avançadas à face da Terra. Mas um explorador inglês levou a árvore para o sudeste asiático e arruinou a produção pioneira. Manaus voltou a provar a sua elasticidade. É a maior cidade da Amazónia e a sétima do Brasil.

Florianópolis, Brasil

O Legado Açoriano do Atlântico Sul

Durante o século XVIII, milhares de ilhéus portugueses perseguiram vidas melhores nos confins meridionais do Brasil. Nas povoações que fundaram, abundam os vestígios de afinidade com as origens.

Goiás Velho, Brasil

Um Legado da Febre do Ouro

Dois séculos após o apogeu da prospecção, perdida no tempo e na vastidão do Planalto Central, Goiás estima a sua admirável arquitectura colonial, a riqueza supreendente que ali continua por descobrir.
Brasília, Brasil

Brasília: da Utopia à Capital e Arena Política do Brasil

Desde os tempos do Marquês de Pombal que se falava da transferência da capital para o interior. Hoje, a cidade quimera continua a parecer surreal mas dita as regras do desenvolvimento brasileiro.
Pirenópolis, Brasil

Uma Pólis nos Pirenéus Sul-Americanos

Minas de Nossa Senhora do Rosário da Meia Ponte foi erguida por bandeirantes portugueses, no auge do Ciclo do Ouro. Por saudosismo, emigrantes provavelmente catalães chamaram à serra em redor de Pireneus. Em 1890, já numa era de independência e de incontáveis helenizações das suas urbes, os brasileiros baptizaram esta cidade colonial de Pirenópolis.
Pirenópolis, Brasil

Cruzadas à Brasileira

Os exércitos cristãos expulsaram as forças muçulmanas da Península Ibérica no séc. XV mas, em Pirenópolis, estado brasileiro de Goiás, os súbditos sul-americanos de Carlos Magno continuam a triunfar.
Pirenópolis, Brasil

Cavalgada de Fé

Introduzida, em 1819, por padres portugueses, a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis agrega uma complexa rede de celebrações religiosas e pagãs. Dura mais de 20 dias, passados, em grande parte, sobre a sela.
Goiás Velho, Brasil

Vida e Obra de uma Escritora à Margem

Nascida em Goiás, Ana Lins Bretas passou a maior parte da vida longe da família castradora e da cidade. Regressada às origens, continuou a retratar a mentalidade preconceituosa do interior brasileiro
Miranda, Brasil

Maria dos Jacarés: o Pantanal abriga criaturas assim

Eurides Fátima de Barros nasceu no interior da região de Miranda. Há 38 anos, instalou-se e a um pequeno negócio à beira da BR262 que atravessa o Pantanal e ganhou afinidade com os jacarés que viviam à sua porta. Desgostosa por, em tempos, as criaturas ali serem abatidas, passou a tomar conta delas. Hoje conhecida por Maria dos Jacarés, deu nome de jogador ou treinador de futebol a cada um dos bichos. Também garante que reconhecem os seus chamamentos.
hipopotamos, parque nacional chobe, botswana
Safari
PN Chobe, Botswana

Chobe: um rio na Fronteira da Vida com a Morte

O Chobe marca a divisão entre o Botswana e três dos países vizinhos, a Zâmbia, o Zimbabwé e a Namíbia. Mas o seu leito caprichoso tem uma função bem mais crucial que esta delimitação política.
Thorong Pedi a High Camp, circuito Annapurna, Nepal, caminhante solitário
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna 12º: Thorong Phedi a High Camp

O Prelúdio da Travessia Suprema

Este trecho do Circuito Annapurna só dista 1km mas, em menos de duas horas, leva dos 4450m aos 4850m e à entrada do grande desfiladeiro. Dormir no High Camp é uma prova de resistência ao Mal de Montanha que nem todos passam.
Sombra vs Luz
Arquitectura & Design
Quioto, Japão

O Templo de Quioto que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.
Salto Angel, Rio que cai do ceu, Angel Falls, PN Canaima, Venezuela
Aventura
PN Canaima, Venezuela

Kerepakupai, Salto Angel: O Rio Que Cai do Céu

Em 1937, Jimmy Angel aterrou uma avioneta sobre uma meseta perdida na selva venezuelana. O aventureiro americano não encontrou ouro mas conquistou o baptismo da queda d'água mais longa à face da Terra
Kente Festival Agotime, Gana, ouro
Cerimónias e Festividades
Kumasi a Kpetoe, Gana

Uma Viagem-Celebração da Moda Tradicional Ganesa

Após algum tempo na grande capital ganesa ashanti cruzamos o país até junto à fronteira com o Togo. Os motivos para esta longa travessia foram os do kente, um tecido de tal maneira reverenciado no Gana que diversos chefes tribais lhe dedicam todos os anos um faustoso festival.
Casamentos em Jaffa, Israel,
Cidades
Jaffa, Israel

Onde Assenta a Telavive Sempre em Festa

Telavive é famosa pela noite mais intensa do Médio Oriente. Mas, se os seus jovens se divertem até à exaustão nas discotecas à beira Mediterrâneo, é cada vez mais na vizinha Old Jaffa que dão o nó.
Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Mulheres com cabelos longos de Huang Luo, Guangxi, China
Cultura
Longsheng, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Desporto
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Camboja, Angkor, Ta Phrom
Em Viagem
Ho Chi-Minh a Angkor, Camboja

O Tortuoso Caminho para Angkor

Do Vietname em diante, as estradas cambojanas desfeitas e os campos de minas remetem-nos para os anos do terror Khmer Vermelho. Sobrevivemos e somos recompensados com a visão do maior templo religioso
Do lado de cá do Atlântico
Étnico

Ilha de Goreia, Senegal

Uma Ilha Escrava da Escravatura

Foram vários milhões ou apenas milhares os escravos a passar por Goreia a caminho das Américas? Seja qual for a verdade, esta pequena ilha senegalesa nunca se libertará do jugo do seu simbolismo.​

luz solar fotografia, sol, luzes
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Casario de Balestrand, Noruega
História
Balestrand, Noruega

Balestrand: uma Vida Entre Fiordes

São comuns as povoações nas encostas dos desfiladeiros da Noruega. Balestrand está à entrada de três. Os seus cenários destacam-se de tal forma dos demais que atraíram pintores famosos e continuam a seduzir viajantes intrigados.
Buraco Azul, ilha de Gozo, Malta
Ilhas
Gozo, Malta

Dias Mediterrânicos de Puro Gozo

A ilha de Gozo tem um terço do tamanho de Malta mas apenas trinta dos trezentos mil habitantes da pequena nação. Em duo com o recreio balnear de Comino, abriga uma versão mais terra-a-terra e serena da sempre peculiar vida maltesa.
lago ala juumajarvi, parque nacional oulanka, finlandia
Inverno Branco
Kuusamo ao PN Oulanka, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.
José Saramago em Lanzarote, Canárias, Espanha, Glorieta de Saramago
Literatura
Lanzarote, Canárias, Espanha

A Jangada de Basalto de José Saramago

Em 1993, frustrado pela desconsideração do governo português da sua obra “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, Saramago mudou-se com a esposa Pilar del Río para Lanzarote. De regresso a esta ilha canária algo extraterrestre, reencontramos o seu lar. E o refúgio da censura a que o escritor se viu votado.
kings canyon, Red centre, coracao, Australia
Natureza
Red Centre, Austrália

No Coração Partido da Austrália

O Red Centre abriga alguns dos monumentos naturais incontornáveis da Austrália. Impressiona-nos pela grandiosidade dos cenários mas também a incompatibilidade renovada das suas duas civilizações.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Parques Naturais
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-BragaNepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Património Mundial UNESCO
Fortalezas

O Mundo à Defesa – Castelos e Fortalezas que Resistem

Sob ameaça dos inimigos desde os confins dos tempos, os líderes de povoações e de nações ergueram castelos e fortalezas. Um pouco por todo o lado, monumentos militares como estes continuam a resistir.
aggie grey, Samoa, pacífico do Sul, Marlon Brando Fale
Personagens
Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.
El Nido, Palawan a Ultima Fronteira Filipina
Praias
El Nido, Filipinas

El Nido, Palawan: A Última Fronteira Filipina

Um dos cenários marítimos mais fascinantes do Mundo, a vastidão de ilhéus escarpados de Bacuit esconde recifes de coral garridos, pequenas praias e lagoas idílicas. Para a descobrir, basta uma bangka.
igreja, nossa senhora, virgem, guadalupe, mexico
Religião
San Cristobal de las Casas a Campeche, México

Uma Estafeta de Fé

Equivalente católica da Nª Sra. de Fátima, a Nossa Senhora de Guadalupe move e comove o México. Os seus fiéis cruzam-se nas estradas do país, determinados em levar a prova da sua fé à patrona das Américas.
Composição Flam Railway abaixo de uma queda d'água, Noruega
Sobre Carris
Nesbyen a Flam, Noruega

Flam Railway: Noruega Sublime da Primeira à Última Estação

Por estrada e a bordo do Flam Railway, num dos itinerários ferroviários mais íngremes do mundo, chegamos a Flam e à entrada do Sognefjord, o maior, mais profundo e reverenciado dos fiordes da Escandinávia. Do ponto de partida à derradeira estação, confirma-se monumental esta Noruega que desvendamos.
Cabine Saphire, Purikura, Tóquio, Japão
Sociedade
Tóquio, Japão

Fotografia Tipo-Passe à Japonesa

No fim da década de 80, duas multinacionais nipónicas já viam as fotocabines convencionais como peças de museu. Transformaram-nas em máquinas revolucionárias e o Japão rendeu-se ao fenómeno Purikura.
manada, febre aftosa, carne fraca, colonia pellegrini, argentina
Vida Quotidiana
Colónia Pellegrini, Argentina

Quando a Carne é Fraca

É conhecido o sabor inconfundível da carne argentina. Mas esta riqueza é mais vulnerável do que se imagina. A ameaça da febre aftosa, em particular, mantém as autoridades e os produtores sobre brasas.
Barco e timoneiro, Cayo Los Pájaros, Los Haitises, República Dominicana
Vida Selvagem
Península de Samaná, PN Los Haitises, República Dominicana

Da Península de Samaná aos Haitises Dominicanos

No recanto nordeste da República Dominicana, onde a natureza caribenha ainda triunfa, enfrentamos um Atlântico bem mais vigoroso que o esperado nestas paragens. Lá cavalgamos em regime comunitário até à famosa cascata Limón, cruzamos a baía de Samaná e nos embrenhamos na “terra das montanhas” remota e exuberante que a encerra.
Napali Coast e Waimea Canyon, Kauai, Rugas do Havai
Voos Panorâmicos
NaPali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto exploramos a sua Napalo Coast por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.
PT EN ES FR DE IT