Monte Roraima, Venezuela

Viagem No Tempo ao Mundo Perdido do Monte Roraima


Recompensa Kukenam
Participantes de uma expedição recuperam do cansaço no rio Kukenam.
No Caminho Certo
Sombra de caminhantes no trilho que conduz à base do Monte Roraima.
Gran Sabana
Vastidão primitiva da Gran Sabana, cenário de filmes como "Jurassic Park".
Trilho árduo
Marco Alexis sobe uma ladeira no caminho para o Monte Roraima.
El Fosso
Homem examina e fotografa El Fosso, uma cratera criada pela erosão na superfície do Monte Roraima.
Cascata El Pozo
Riacho gerado pelas chuvas frequentes flui para o interior da cratera El Pozo.
Sobre a Tripla Fronteira
Guia guianês Marco examina a vastidão rochosa do Monte Roraima do cimo do marco que assinala a tripla fronteira da Venezuela, Brasil e Guiana.
Pântano ervado
Uma das raras superfícies cobertas de vegetação do Monte Roraima.
Apreensão Meteorológica
Guia Marco examina o manto de nuvens a instalar-se entre os tepuys Roraima e Kukenam.
Vista abrupta
Carregadores olham para o penhasco vertical que os separa do cimo do Monte Roraima.
Apreensão Meteorológica II
Guia Marco examina o manto de nuvens a instalar-se entre os tepuys Roraima e Kukenam.
Predadora vegetal
Planta carnívora na superfície do Monte Roraima.
Faxina ao ar livre
Auxiliar de guia prepara-se para lavar loiça num rio com vista para o tepuy Kukenam.
A meio da ascensão
Participante de uma expedição examina os penhascos verticais do Monte Roraima.
El Fosso II
Vista de um fosso enorme escavado pela erosão na superfície do tepuy.
Em fila
Grupo caminha ao longo de uma saliência rochosa.
Descanso merecido
Guia repousa em plena rampa final para o cimo do Monte Roraima.
Vegetação pré-histórica
Enormes plantas endémicas projectadas do solo superficial do Monte Roraima.
Colinas ervadas
Cenário verdejante próximo do acampamento base, no sopé do Monte Roraima.
Perduram no cimo do Monte Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.

A caminhada ainda não tinha começado quando surgem as primeiras queixas.

Deixamos Santa Elena de Uairén – a cidade mais próxima da fronteira entre a Venezuela e o Brasil – num 4×4 que o condutor fez questão de levar aos limites.

Se na estrada asfaltada e larga saíamos das curvas praticamente a derrapar, depois do desvio para o trilho de terra que levava a Paraitepui, o desafio passou a ser proteger o corpo dos saltos que o jipe dava sobre os buracos e desníveis.

Günther, o alemão do grupo, já tinha acordado algo indisposto, segundo suspeitava graças a alguma empanada demasiado frita do dia anterior. Não aguentou. Algo contrariado, o condutor lá parou e pudemos todos recuperar do cataclismo motorizado.

Dez minutos depois, estávamos de novo em condições de prosseguir. Faltavam 15 quilómetros para chegarmos ao ponto de partida do itinerário.

A pequena escola de Paraitepui surge numa encosta. Daí para a frente, sucedem-se dezenas de cabanas típicas da região. Os habitantes não mostraram qualquer reacção à invasão dos forasteiros.

Malgrado o chamariz dos dólares, euros e bolívares aqui deixados pelos visitantes, a aldeia faz o possível para proteger o que resta da sua identidade cultural. Fotografar os seus membros, interior de habitações ou outros domínios privados é algo que só uma compensação financeira à altura da desfeita pode conseguir.

De acordo, seguimos sem paragens até uma espécie de quartel-general improvisado para acolher os grupos e tratar dos últimos preparativos. Faltava quantificar o que havia para transportar. E apurar quantos carregadores seriam necessários.

Foi algo de que se encarregou, Marco Alexis, o guia nativo.

Marco estava habituado a acumular funções e a encarregar-se dos mantimentos e utensílios essenciais.

Como tal, decidimos em conjunto contar apenas com um homem adicional. Ouvimos algumas suas derradeiras indicações. Por fim, colocámos as mochilas às costas.

Desde a chegada a Paraitepui que víamos, à distância, o objectivo da expedição.

Chegara a hora de o perseguir.

Não fossem os jéjenes que infestam esta zona do norte da Venezuela, demoníacos mosquitos imunes aos repelentes convencionais e os quilómetros iniciais do percurso, sempre a descer, teriam sido um passeio.

No Caminho Certo

Depois de atravessarmos um primeiro curso de água, aos mosquitos juntaram-se duas ou três subidas que exigiram esforço máximo. Até ao cume, nenhuma etapa nos pareceu tão desgastante como a primeira.

Sentíamos um cansaço a que Marco Alexis e o tio Manuel, habituados a repetir a jornada de ida e volta, já eram imunes mas que o primeiro sabia ser extremo para a maior parte dos viajantes que se metem nestas aventuras.

De acordo, o guia determinou a primeira paragem para descanso.

Após servir guloseimas achocolatadas que repuseram, de imediato, as energias, transmitiu algumas informações suplementares.

Colinas ervadas

Os Tepuis da Savana Venezuelana e os Indígenas que nunca foram Pemón

Tudo se passava no estado venezuelano de Bolívar.

Mais precisamente numa região remota que entra pelos territórios brasileiro e guianês, denominada Gran Sabana.

Das centenas de tepuis (mesetas rochosas) existentes na Gran Sabana, tínhamos como destino o cimo do mais elevado (2723m), o Monte Roraima. Um “irmão”, de nome Kukenan, apenas 123 metros mais baixo, afirmava-se logo ao lado.

Entre eles, há uma espécie de desfiladeiro orientado de norte para sul. Dali, as nuvens oriundas do Atlântico espreitavam e, de tempos a tempos, invadiam a paisagem.

Os penhascos verticais que separam os topos do Monte Roraima do solo ultrapassam os 500 metros de altura. Estabelecem uma fronteira que foi, durante muitos milénios, inexpugnável.

Em termos de extensão, nem o Roraima nem o Kukenan se podem comparar aos maiores tepuis existentes à face da Terra. Um destes, o Auyantepui é conhecido por ser do seu topo que mergulha a queda de água mais alta do Mundo, o Salto Angel, com 989 metros.

Ora, o Auyantepui abrange uma área de 700km². São quase vinte vezes os 34km² ocupados pelo Monte Roraima.

Cerca de doze quilómetros depois de Paraitepui, chegamos ao primeiro acampamento intermédio, junto ao rio Tok.

Faxina ao ar livre

Marco Alexis e um outro tio, também ele de apelido Alexis – uma espécie de guru do Monte Roraima preparam um jantar que o grupo devorou num ápice.

Logo, juntaram-se ao grupo, reforçaram a boa disposição geral e ofereceram uns goles de rum que nos anestesiaram do cansaço acumulado.

Alexis descarta alguma timidez inicial. Faz impor a sua sabedoria da savana. Desbobina uma série de contos e informações fascinantes.

Destas, chamou-nos a atenção o descontentamento dos indígenas perante o termo “Pemón”, universalmente aceite pelos estrangeiros para os denominar.

Segundo fez questão de nos explicar, “Pemón” significa, num dialecto local, “os humanos”. foi a expressão utilizada pelos índios no primeiro encontro com europeus, para responder a uma questão do género “Quem são vocês?”.

Alexis voltou a realçar que não existe nem nunca existiu um grupo de índios Pemón. Mesmo contra a sua vontade, basta uma breve pesquisa na Internet para constatar como a palavra é usada de forma viral em qualquer texto sobre esta região da América do Sul.

A Caminho da Segunda Base e do Sopé do Tepui Monte Roraima

Apesar de alguma chuva e da trovoada rimbombante, nessa primeira noite, conseguimos dormir e recuperamos do forte desgaste muscular.

Às seis e pouco da manhã estávamos prontos para percorrer os mais dez quilómetros até à segunda base, já situada no sopé do Monte Roraima.

Ainda era cedo quando chegámos à margem do rio Kukenan. Àquela latitude quase equatorial, o sol já nos queimava a pele sem cerimónia. Consciente da dificuldade crescente da caminhada,

Marco dá-nos autorização para um mergulho. “Mesmo com tanta fotografia, são um grupo rápido!”, elogiou-nos. “Merecem a recompensa!”

Recompensa Kukenam

Em pleno rio Kukenam, constatamos que a vista longínqua dos “manos” tepuis se tinha transformado numa imagem bem dotada de formas e cores.

Daí para a diante, o caminho foi cumprido sempre a subir e debaixo de um sol cada vez mais cruel. Por essa altura, já ninguém se lamentava.

Conversa puxa conversa, atingimos o acampamento base.

À Descoberta do Cimo Extraterrestre do Monte Roraima

As tardes e noites ali passadas tiveram como tema incontornável de debate a localização da rampa para o topo. Malgrado a proximidade relativa, continuávamos a achar difícil acreditar que, no dia seguinte, chegaríamos ao cimo do tepui

Tudo o que sobressaia da rocha vertical era uma estreita saliência coberta de arbustos em que o equilíbrio parecia impossível.

Os mais ansiosos começaram então a imaginar momentos de pura vertigem, de suspensão entre a parede e o abismo e a centenas de metros de altura.

A meio da ascensão

Com a melhor das oportunidades, os guias não tardaram a presentear o grupo com novo jantar altamente calórico e mais alguns tragos do bom rum caribenho.

O último assalto fez-se entre a vegetação selvagem que cobria a encosta mesmo até ao paredão de rocha.

Cumprimo-lo por um trilho em que se alternavam troços quase verticais que exigiam locomoção “quadrúpede” com outros, mais suaves, que se venciam com facilidade de pé.

Vista abruptaDe quando em quando, surgiam mais pequenos riachos e quedas d’água que sugeriam descanso e reabastecimento. Em duas ou três ocasiões, também passamos por zonas livres de mato que nos permitiram contemplar a vastidão da Gran Sabana.

Após um trecho final traiçoeiro que nos obrigou a caminhar apoiados no penhasco, com cuidado redobrado para evitarmos o resvalamento de pedras, conquistamos o topo.

Descanso merecido

Tiradas as fotos da praxe, impôs-se que achássemos o lugar em que iríamos passar a noite.

Com esse objectivo em mente, Marco inaugurou uma bem mais exigente liderança na superfície do Monte Tepui.

Mesmo antes avisados, foi com surpresa que nos deparámos com a crueza do “Hotel”, uma simples reentrância numa falésia com espaço suficiente para as tendas e que assegurava relativa protecção contra a chuva e o vento.

Ali nos instalámos sem caprichos.

E dormimos.

Vegetação pré-histórica

Marco desperta-nos sobre o nascer do sol.

Tinha já preparado um novo pequeno-almoço bem venezuelano de arepas, huevos revueltos e café. A refeição durou pouco. A vontade de explorar sobrepunha-se a tudo. Como tal, quinze minutos depois, entregamo-nos ao cenário surreal.

O percurso revelou-se, uma vez mais, complexo.

As fracturas na rocha sucediam-se, profundas. Alternavam com grandes cristas intransponíveis, longas superfícies com padrões de fragmentação, cursos de água, vales alagados e outras formações problemáticas.

Paramos pela primeira vez em El Foso, um enorme buraco circular para onde corria um riacho que mesmo antes de se juntar a lençóis subterrâneos, se transformava em lagoa.

El Fosso

Em seguida, alcançámos o Vale dos Cristais, como o nome indica, uma área coberta de cristal bruto em que se destacavam algumas esculturas naturais impressionantes.

Prosseguimos para norte. Contornamos, os vastos “Labirintos”.

Ali, a negrura impressionante do Roraima torna-se mais densa. Parece não ter fim, um efeito gerado pela sucessão de milhares de blocos irregulares de rocha, intercalados com fendas suficientemente amplas para permitir a passagem.

Como Marco nos confessou, aquele era um reduto misterioso e algo perigoso em que nem os próprios guias se sentiam à vontade.

Pântano ervado

A explicação, substanciada pelos exemplos das várias pessoas desaparecidas para sempre nos topos do Roraima e do “irmão” Kukenam, frustrou qualquer exigência ou iniciativa rebelde.

Manteve-nos na direcção do principal objectivo da expedição.

A Tripla Fronteira Disputada do Cimo do Monte Roraima

O lugar em que o Monte Roraima atinge a sua altitude máxima (2.800 m) assinala também a convergência das linhas que separam os territórios da Venezuela, Brasil e Guiana.

Esta fronteira é denominada pelos venezuelanos de BV 0 (Brazil-Venezuela: zero).

Está identificada, no terreno, por um marco geodésico que deveria ter assinalados, em cada uma das suas faces, o país correspondente.

Sobre a Tripla Fronteira

Mas a Venezuela reclama, há muito, uma parte significativa do território da Guiana.

Por esse motivo, a placa que sinaliza o lado guianense é arrancada vezes sem conta pelos visitantes e guias venezuelanos do Monte Roraima.

A Tripla Fronteira coincidia com o ponto mais setentrional do tepui a que estava previsto chegarmos.

Marco não cedeu à pretensão que partilhávamos de continuar em direcção à Proa de onde poderíamos observar a vastidão da savana brasileira e da selva guianense.

O guia aproveitou, inclusive, para dramatizar a sua resposta negativa: “amigos, prefiro dispensar o vosso pânico quando nos virmos perdidos, às escuras, enregelados, sem tendas nem sacos-cama, nesta vastidão agreste”.

Ele, melhor que ninguém, conhecia a realidade. Ao nosso ritmo fotográfico displicente, já seria difícil voltar ao “Hotel” antes do anoitecer, quanto mais metermo-nos em novos desafios.

Em fila

Muito devido ao desaparecimento de nativos e descobridores forasteiros, o Roraima cedo se envolveu num profundo misticismo, alimentado e divulgado pelas tribos da região cujos relatos enigmáticos vieram a despertar a curiosidade de mais e mais exploradores.

Mesmo confirmada a sua inexistência, os dinossauros e outras criaturas pré-históricas, assim como personagens míticas são um tema recorrente das velhas lendas e estórias improvisadas pelos nativos de etnia Arekuna, Taurepan e Camaracoto.

Predadora vegetal

Desde o meio do século XVIII que essas narrativas fascinavam aventureiros do velho mundo.

É mais que provável que a ascensão pioneira ao topo do Monte Roraima tenha sido feita pelos indígenas, antes da chegada das expedições europeias.

Os primeiros registos escritos das tentativas de conquista do topo datam do início do século XIX e comprovam diversas desistências.

Apreensão Meteorológica II

Foi apenas em 1838 que o cientista inglês Sir Robert Schomburgk achou forma de subir.

Desde então, a lista de visitantes nunca mais cessou de aumentar. A ironia das ironias está em que, apesar de ter escrito e publicado o livro mais famoso sobre o Monte Roraima: “O Mundo Perdido”, Sir Arthur Conan Doyle nunca foi um deles.

Conan Doyle limitou-se a assimilar os relatos dos indígenas e dos primeiros exploradores. Elaborou, assim, uma ficção romantizada protagonizada por um cientista aventureiro e meio louco, o Professor Challenger, que chega a confrontar-se com dinossauros.

O tema d’ “O Mundo Perdido” foi várias vezes adaptado ao cinema e televisão mas a mais famosa das versões cinematográficas é a saga Parque Jurássico, filmada, em parte, nas planícies repletas de palmeiras da Gran Sabana.

Gran Sabana

A Origem Geológica do Monte Roraima

Como todos os tepuis da região, o Monte Roraima fazia parte da formação Roraima, um gigantesco maciço rochoso com mais de 3.6 biliões de anos gerado pela compressão de várias camadas de areia e sílica provocada por grandes oscilações térmicas.

Esta formação começou a fragmentar-se no fim do Período Jurássico (há cerca de 150 milhões de anos) quando a América do Sul se separou do continente africano.

Nessa era, forças provindas do interior da Terra, causaram fortes movimentações tectónicas que criaram as primeiras fissuras e fracturas na sua superfície.

Ao longo de milhões de anos, novas derivações das placas e uma forte erosão, fizeram com que a maior parte da rocha original fosse arrastada para o mar.

Hoje, do gigantesco bloco inicial, resistem apenas algumas pequenas ilhas no tempo, os actuais tepuis da Venezuela, Guiana e Brasil.

PN Canaima, Venezuela

Kerepakupai, Salto Angel: O Rio Que Cai do Céu

Em 1937, Jimmy Angel aterrou uma avioneta sobre uma meseta perdida na selva venezuelana. O aventureiro americano não encontrou ouro mas conquistou o baptismo da queda d'água mais longa à face da Terra
PN Henri Pittier, Venezuela

PN Henri Pittier: entre o Mar das Caraíbas e a Cordilheira da Costa

Em 1917, o botânico Henri Pittier afeiçoou-se à selva das montanhas marítimas da Venezuela. Os visitantes do parque nacional que este suíço ali criou são, hoje, mais do que alguma vez desejou
Mérida, Venezuela

Mérida a Los Nevados: nos Confins Andinos da Venezuela

Nos anos 40 e 50, a Venezuela atraiu 400 mil portugueses mas só metade ficou em Caracas. Em Mérida, encontramos lugares mais semelhantes às origens e a geladaria excêntrica dum portista imigrado.

Gran Sabana, Venezuela

Um Verdadeiro Parque Jurássico

Apenas a solitária estrada EN-10 se aventura pelo extremo sul selvagem da Venezuela. A partir dela, desvendamos cenários de outro mundo, como o da savana repleta de dinossauros da saga de Spielberg.

PN Tayrona, Colômbia

Quem Protege os Guardiães do Mundo?

Os indígenas da Serra Nevada de Santa Marta acreditam que têm por missão salvar o Cosmos dos “Irmãos mais Novos”, que somos nós. Mas a verdadeira questão parece ser: "Quem os protege a eles?"
Mérida, Venezuela

A Renovação Vertiginosa do Teleférico mais Alto do Mundo

Em execução a partir de 2010, a reconstrução do teleférico de Mérida foi levada a cabo na Sierra Nevada por operários intrépidos que sofreram na pele a grandeza da obra.
Fish River Canyon, Namíbia

As Entranhas Namibianas de África

Quando nada o faz prever, uma vasta ravina fluvial esventra o extremo meridional da Namíbia. Com 160km de comprimento, 27km de largura e, a espaços, 550 metros de profundidade, o Fish River Canyon é o Grand Canyon de África. E um dos maiores desfiladeiros à face da Terra.
Ilha Margarita ao PN Mochima, Venezuela

Ilha Margarita ao Parque Nacional Mochima: um Caribe bem Caribenho

A exploração do litoral venezuelano justifica uma festa náutica de arromba. Mas, estas paragens também nos revelam a vida em florestas de cactos e águas tão verdes como a selva tropical de Mochima.
Santa Marta e PN Tayrona, Colômbia

O Paraíso de que Partiu Simón Bolívar

Às portas do PN Tayrona, Santa Marta é a cidade hispânica habitada em contínuo mais antiga da Colômbia.  Nela, Simón Bolívar, começou a tornar-se a única figura do continente quase tão reverenciada como Jesus Cristo e a Virgem Maria.
Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes da Venezuela em Fiesta

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.
Cartagena de Índias, Colômbia

A Cidade Apetecida

Muitos tesouros passaram por Cartagena antes da entrega à Coroa espanhola - mais que os piratas que os tentaram saquear. Hoje, as muralhas protegem uma cidade majestosa sempre pronta a "rumbear".
Huang Shan, China

Huang Shan: as Montanhas Amarelas dos Picos Flutuantes

Os picos graníticos das montanhas amarelas e flutuantes de Huang Shan, de que brotam pinheiros acrobatas, surgem em ilustrações artísticas da China sem conta. O cenário real, além de remoto, permanece mais de 200 dias escondido acima das nuvens.
Pueblos del Sur, Venezuela

Os Pauliteiros de Mérida, Suas Danças e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.
Serengeti, Grande Migração Savana, Tanzania, gnus no rio
Safari
PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.
Fieis acendem velas, templo da Gruta de Milarepa, Circuito Annapurna, Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 9º Manang a Milarepa Cave, Nepal

Uma Caminhada entre a Aclimatização e a Peregrinação

Em pleno Circuito Annapurna, chegamos por fim a Manang (3519m). Ainda a precisarmos de aclimatizar para os trechos mais elevados que se seguiam, inauguramos uma jornada também espiritual a uma caverna nepalesa de Milarepa (4000m), o refúgio de um siddha (sábio) e santo budista.
Treasures, Las Vegas, Nevada, Cidade do Pecado e Perdao
Arquitectura & Design
Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Aventura
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
Cerimónias e Festividades
Pueblos del Sur, Venezuela

Os Pauliteiros de Mérida, Suas Danças e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.
Silhuetas Islâmicas
Cidades

Istambul, Turquia

Onde o Oriente encontra o Ocidente, a Turquia Procura um Rumo

Metrópole emblemática e grandiosa, Istambul vive numa encruzilhada. Como a Turquia em geral, dividida entre a laicidade e o islamismo, a tradição e a modernidade, continua sem saber que caminho seguir

Moradora obesa de Tupola Tapaau, uma pequena ilha de Samoa Ocidental.
Comida
Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
Ooty, Tamil Nadu, cenário de Bollywood, Olhar de galã
Cultura
Ooty, Índia

No Cenário Quase Ideal de Bollywood

O conflito com o Paquistão e a ameaça do terrorismo tornaram as filmagens em Caxemira e Uttar Pradesh um drama. Em Ooty, constatamos como esta antiga estação colonial britânica assumia o protagonismo.
Desporto
Competições

Homem, uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, as competições dão sentido ao Mundo. Umas são mais excêntricas que outras.
Motociclista no desfiladeiro de Sela, Arunachal Pradesh, Índia
Em Viagem
Guwahati a Sela Pass, Índia

Viagem Mundana ao Desfiladeiro Sagrado de Sela

Durante 25 horas, percorremos a NH13, uma das mais elevadas e perigosas estradas indianas. Viajamos da bacia do rio Bramaputra aos Himalaias disputados da província de Arunachal Pradesh. Neste artigo, descrevemos-lhe o trecho até aos 4170 m de altitude do Sela Pass que nos apontou à cidade budista-tibetana de Tawang.
Insólito Balnear
Étnico

Sul do Belize

A Estranha Vida ao Sol do Caribe Negro

A caminho da Guatemala, constatamos como a existência proscrita do povo garifuna, descendente de escravos africanos e de índios arawaks, contrasta com a de vários redutos balneares bem mais airosos.

portfólio, Got2Globe, fotografia de Viagem, imagens, melhores fotografias, fotos de viagem, mundo, Terra
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Porfólio Got2Globe

O Melhor do Mundo – Portfólio Got2Globe

Forte Galle, Sri Lanka, Ceilão Lendária Taprobana
História
Galle, Sri Lanka

Nem Além, Nem Aquém da Lendária Taprobana

Camões eternizou o Ceilão como um marco indelével das Descobertas onde Galle foi das primeiras fortalezas que os portugueses controlaram e cederam. Passaram-se cinco séculos e o Ceilão deu lugar ao Sri Lanka. Galle resiste e continua a seduzir exploradores dos quatro cantos da Terra.
Ilhéu das Rolas, São Tomé e Príncipe, equador, enseada
Ilhas
Ilhéu das Rolas, São Tomé e Príncipe

Ilhéu das Rolas: São Tomé e Principe a Latitude Zero

Ponto mais austral de São Tomé e Príncipe, o Ilhéu das Rolas é luxuriante e vulcânico. A grande novidade e ponto de interesse desta extensão insular da segunda menor nação africana está na coincidência de a cruzar a Linha do Equador.
Oulu Finlândia, Passagem do Tempo
Inverno Branco
Oulu, Finlândia

Oulu: uma Ode ao Inverno

Situada no cimo nordeste do Golfo de Bótnia, Oulu é uma das cidades mais antigas da Finlândia e a sua capital setentrional. A meros 220km do Círculo Polar Árctico, até nos meses mais frígidos concede uma vida ao ar livre prodigiosa.
Vista do topo do Monte Vaea e do tumulo, vila vailima, Robert Louis Stevenson, Upolu, Samoa
Literatura
Upolu, Samoa

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado. Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração.
Rancho Salto Yanigua, República Dominicana, pedras de mineração
Natureza
Montãna Redonda e Rancho Salto Yanigua, República Dominicana

Da Montaña Redonda ao Rancho Salto Yanigua

À descoberta do noroeste dominicano, ascendemos à Montaña Redonda de Miches, recém-transformada num insólito apogeu de evasão. Desse cimo, apontamos à Bahia de Samaná e a Los Haitises, com passagem pelo pitoresco rancho Salto Yanigua.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Parques Naturais
Viagens de Barco

Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque e deixe-se levar em viagens de barco imperdíveis como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Via Conflituosa
Património Mundial UNESCO
Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa

Em Jerusalém, enquanto percorrem a Via Dolorosa, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.
Visitantes da casa de Ernest Hemingway, Key West, Florida, Estados Unidos
Personagens
Key West, Estados Unidos

O Recreio Caribenho de Hemingway

Efusivo como sempre, Ernest Hemingway qualificou Key West como “o melhor lugar em que tinha estado...”. Nos fundos tropicais dos E.U.A. contíguos, encontrou evasão e diversão tresloucada e alcoolizada. E a inspiração para escrever com intensidade a condizer.
ilha Martinica, Antilhas Francesas, Caraíbas Monumento Cap 110
Praias
Martinica, Antilhas Francesas

Caraíbas de Baguete debaixo do Braço

Circulamos pela Martinica tão livremente como o Euro e as bandeiras tricolores esvoaçam supremas. Mas este pedaço de França é vulcânico e luxuriante. Surge no coração insular das Américas e tem um delicioso sabor a África.
Jerusalém deus, Israel, cidade dourada
Religião
Jerusalém, Israel

Mais Perto de Deus

Três mil anos de uma história tão mística quanto atribulada ganham vida em Jerusalém. Venerada por cristãos, judeus e muçulmanos, esta cidade irradia controvérsias mas atrai crentes de todo o Mundo.
Sobre Carris
Sobre Carris

Viagens de Comboio: O Melhor do Mundo Sobre Carris

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie os melhores cenários do Mundo sobre Carris.
Tombola, bingo de rua-Campeche, Mexico
Sociedade
Campeche, México

Há 200 Anos a Brincar com a Sorte

No fim do século XVIII, os campechanos renderam-se a um jogo introduzido para esfriar a febre das cartas a dinheiro. Hoje, jogada quase só por abuelitas, a loteria local pouco passa de uma diversão.
Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Parque Nacional Gorongosa, Moçambique, Vida Selvagem, leões
Vida Selvagem
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.