Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul


Um curto passeio
Wayne McMillan junto ao Pegasus da Mount Cook Ski Planes que acabou de aterrar nas alturas dos Alpes do Sul.
Névoa Ziguezague
Névoa preenche um desfiladeiro dos Alpes do Sul, na Ilha do Sul da Nova Zelândia.
Lago Pukaki-Alpes do sul-Nova Zelândia
Os Grandes Alpes do Sul
Picos sobranceiros dos Alpes do Sul, em redor do Aoraki Mount Cook.
Ao Comando
Wayne, um dos pilotos da Mount Cook Ski Planes no cockpit do seu Pegasus.
Um refúgio destemido
Uma cabana erguida quase em equilíbrio sobre uma falésia abaixo do Aoraki Mount Cook.
Gelo de Tasman
O cimo enrugado do glaciar Tasman, em plenos Alpes do Sul.
Passeio nas alturas
Passageiros de um Mount Cook Ski Plane num planalto nevado nas imediações do Aoraki Monte Cook.
Tons dos Alpes do Sul
Estrada 8 da Nova Zelândia percorre as margens do lago Pukaki, no cenário dos Alpes do Sul.
Rocha vs Neve
Falésias semi-cobertas de neve num desfiladeiro abaixo do Aoraki Monte Cook.
Glaciar Tasman abaixo
Avião da Mount Cook Ski Planes sobrevoa o cimo do glaciar Tasman.
Poses de altitude
Casal passageiro dos Mount Cook Ski Planes fotografa-se na montanha acima do glaciar Tasman.
O Grande Glaciar neozelandês
o rio de gelo em curva do glaciar Tasman, o mais longo dos glaciares da Nova Zelândia.
Pista à Vista
Ski plane da Mount Cook Ski Planes prestes a aterrar na pista de Mount Cook.
Lago Tasman
Grande lago formado pelo degelo do glaciar Tasman, ampliado pelo Verão do Hemisfério Sul.
Tecto da Nova Zelândia
O cume aguçado do Aoraki Monte Cook, a montanha mais elevada dos Alpes do Sul e da Nova Zelândia.
Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.

Do outro lado da linha, à moda dos bons gestores, Richard Royds soa-nos tão diplomático como pragmático. “Estão em Twizel? Óptimo! É suficientemente próximo. Venham andando para cá. Podem ter que esperar um bocado mas devo conseguir-vos qualquer coisa daqui a pouco.”

Tínhamos recentemente adicionado 250 dólares neozelandeses a uma ainda curta lista de multas por excesso de velocidade no downunder. Esforçamo-nos para não voltarmos a exagerar nas pressas.

Depois de Voar Baixinho, Sobrevoar os Alpes do Sul

Mesmo assim, passados 25 minutos, estacionamos frente aos escritórios da Mount Cook Ski Planes no aeroporto de Mount Cook. Melhor do que o prometido, vencidos mais 25, estamos a subir para bordo do Pilatus Porter PC6 da Mount Cook Ski Planes.

Já em táxi, Wayne, o piloto encarregue do voo, transmite-nos e a dois casais asiáticos – um indiano o outro japonês – um briefing de segurança resumido. Em seguida, contra o vento, como mandam as regras, elevamo-nos sobre as águas frígidas do Lago Tasman.

Lago formado pelo glaciar Tasman, Alpes do sul, Nova Zelândia

Grande lago formado pelo degelo do glaciar Tasman, ampliado pelo Verão do Hemisfério Sul.

À medida que subimos, os Roaring Forties concentrados pelo longo desfiladeiro para diante golpeiam a aeronave e fazem com que os passageiros se agarrem com mais força aos bancos da frente.

Wayne mantêm-se impávido e sereno: “Está tudo bem, não se preocupem. Trabalho há muito tempo nesta rota, há demasiado tempo, atrevo-me até a dizer.

Este vento está cá quase sempre. Se os aviões não me desiludirem eu também não os desiludo.” afiança enquanto retoca a manche e ajusta manípulos e botões. “Sabem o que me apoquenta? Este calor.

Avião ski plane sobre o glaciar Tasman, Alpes do sul, Nova Zelândia

Avião da Mount Cook Ski Planes sobrevoa o cimo do glaciar Tasman.

Vieram na altura certa. Há uns 20 anos o gelo ocupava grande parte do que é agora lago, lá em baixo. Se estes Verões continuam assim, não tarda, só vai restar o topo, onde vamos aterrar.”

Um Voo Glaciar Tasman Acima, Apontados ao Aoraki Monte Cook

O Pilatus Porter penetra numa nebulosidade inesperada mas liberta-se em três tempos. Num céu já completamente limpo, perdemos o aconchego do vale e aproximamo-nos dos picos e fiordes mais imponentes dos Alpes do Sul, o Tasman, o Dampier, logo o Teichelmann.

Névoa, Alpes do sul, Nova Zelândia

Névoa preenche um desfiladeiro dos Alpes do Sul, na Ilha do Sul da Nova Zelândia.

Pouco depois, identificamos também o Aoraki Monte Cook ligeiramente sobressaído devido à sua maior altitude e à forma de prisma do  cume, naquela altura agasalhado por uma curiosa nuvem lenticular.

Chapéu Lenticular, Monte Cook, Nova Zelândia

Cume do Aoraki Monte Cook acompanhado de uma nuvem lenticular.

Contornamos a montanha rainha da Nova Zelândia por duas vezes. A repetição permite-nos admirar a sumptuosidade dos Alpes do Sul e, para Oeste, o litoral selvagem do Mar da Tasmânia, muito mais visível do que alguma vez pensávamos possível, tendo conta a altitude a que voávamos.

Estava cumprido o objectivo inicial do voo. Wayne aponta de novo para o leito de gelo do glaciar Tasman que sobrevoamos até a zona de formação.

Ali, inverte mais uma vez o sentido do voo, faz o ski-plane baixar e aterra sobre a neve superficial. Contra o declive e o atrito, o avião não demora a imobilizar-se.

Piloto Wayne McMillan e avião da Mount Cook Ski planes, Alpes do sul, Nova Zelândia

Wayne McMillan junto ao Pegasus da Mount Cook Ski Planes que acabou de aterrar nas alturas dos Alpes do Sul.

Wayne aproveita o silêncio e anuncia com forte sotaque kiwi: “Aqui estão os grandes cenários da Nova Zelândia. Divirtam-se”. Estávamos, sobre um glaciar de montanha majestoso, a apenas algumas centenas de metros de altitude dos picos que inúmeros alpinistas tinham ambicionado escalar.

A Inovação Revolucionária agora ao Serviço dos Mount Cook Ski Planes

Há algumas décadas atrás, este acesso facilitado ao topo da cordilheira provou-se também ele, uma enorme conquista. O responsável foi o fundador da Monte Cook Ski Planes, a empresa que nos tinha concedido o privilégio da aventura.

Em 1953, Harry Wigley, um antigo piloto da Força Aérea da Nova Zelândia já fazia voos panorâmicos em redor do Aoraki Monte Cook e sobre os glaciares.

Por essa altura, apercebeu-se da necessidade de um sistemas de esquis retractáveis que permitisse aos aviões descolar de pistas normais e aterrar na neve.

Wayne, Piloto da Mount Cook Ski Planes, Alpes do sul, Nova Zelândia

Wayne Mc Millan, um dos pilotos da Mount Cook Ski Planes no cockpit do seu Pegasus.

Já existiam esquis fixos mas uma investigação internacional revelou que o sistema retractável não tinha sido ainda desenvolvido.

Por outro lado, os esquis fixos só podiam ser usados em parte do Inverno da Nova Zelândia, nas temporadas em que o aeródromo de Monte Cook tinha a sua pista coberta de neve.

Wigley não se conformou. Investiu centenas de horas na criação de uma roda que se destacasse através do esqui durante a descolagem e aterragem sobre o asfalto.

E uma forma de o esqui descer durante o voo para permitir aterragens nos campos de neve elevados do glaciar Tasman.

Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia

Passageiros de um Mount Cook Ski Plane num planalto nevado nas imediações do Aoraki Monte Cook.

Em 22 de Setembro de 1955, Harry Wigley aterrou ali o primeiro ski plane – um Auster – equipado com o novo sistema.

Um dos passageiros mais famosos a dele beneficiar foi Sir Edmund Hillary que, sete anos antes, tinha conquistado o seu idolatrado tecto da Nova Zelândia mas nem por isso o deixou de visitar.

Mais tarde, o conceito e o design foram aperfeiçoados e os esquis passaram a ter bases de plástico e a ser operados de forma hidráulica.

A introdução de uma aeronave mais poderosa, o Cessna 180 permitiu à Mount Cook Ski Planes operar todo o ano e transportar mais passageiros afortunados como nós.

O Desembarque bem Acima do Glaciar Tasman

O casal indiano é primeiro a sair. Dão alguns passos e, num micro-clima frio mas romântico, eventualmente de lua-de-mel, abraçam-se. Os jovens japoneses afastam-se em direcção a formas rochosas exuberantes e fazem-se fotografar em poses cómicas e excêntricas.

Casal junto a ski plane, Alpes do sul, Nova Zelândia

Casal fotografa-se junto a ski plane da Mount Cook Ski Planes, acima do glaciar Tasman.

Nós começamos a subir o campo de gelo com o objectivo de voltarmos a espreitar para lá da aresta mais elevada da cordilheira.

Wayne vive a sua rotina e pouco se afasta do Pilatus Porter.

Avisa-nos que não íamos ter tempo para tanto, pelo que desistimos da pequena expedição.

Em vez, deixamo-nos deslumbrar pela grandiosidade branca do cenário e pela insignificância a que sujeitava a aeronave colorida.

Glaciar Tasman, Alpes do sul, Nova Zelândia

o rio de gelo em curva do glaciar Tasman, o mais longo dos glaciares da Nova Zelândia.

Regresso ao Ponto de Partida, pela Mesma Rota do Glaciar Tasman

Em redor, a 3.000 metros de altitude, estendia-se a base vasta do maior rio de gelo da Oceania, com 27 km de extensão, 4 de largura e uns não menos impressionantes 600 metros de espessura.

O dia aproximava-se do fim e a mancha de luz que incidia no vale diminuía a olhos vistos como o calor ténue que até então afagava os passageiros.

Wayne verifica o relógio e dá instrução de regresso ao avião. Deslizamos sobre os skis e a neve mais uma vez com suavidade surpreendente e regressamos às alturas delimitadas pelo vale.

Dez minutos depois, estamos a rodar no tarmac abrasivo do aeródromo.

Aterragem vista de cockpit, Alpes do sul, Nova Zelândia

Ski plane da Mount Cook Ski Planes prestes a aterrar na pista de Mount Cook.

O dispositivo dinâmico de aterragem voltara a funcionar na perfeição.

Cumprimos, assim, mais um trecho da façanha que Harry Wigley fez questão de concretizar.

Nelson a Wharariki, PN Abel Tasman, Nova Zelândia

O Litoral Maori em que os Europeus Deram à Costa

Abel Janszoon Tasman explorava mais da recém-mapeada e mítica "Terra Australis" quando um equívoco azedou o contacto com nativos de uma ilha desconhecida. O episódio inaugurou a história colonial da Nova Zelândia. Hoje, tanto a costa divinal em que o episódio se sucedeu como os mares em redor evocam o navegador holandês.
Circuito Annapurna: 1º - Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Wanaka, Nova Zelândia

Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas.
Ilha do Norte, Nova Zelândia

Viagem pelo Caminho da Maoridade

A Nova Zelândia é um dos países em que descendentes de colonos e nativos mais se respeitam. Ao explorarmos a sua lha do Norte, inteirámo-nos do amadurecimento interétnico desta nação tão da Commonwealth como maori e polinésia.
Península de Banks, Nova Zelândia

O Estilhaço de Terra Divinal da Península de Banks

Vista do ar, a mais óbvia protuberância da costa leste da Ilha do Sul parece ter implodido vezes sem conta. Vulcânica mas verdejante e bucólica, a Península de Banks confina na sua geomorfologia de quase roda-dentada a essência da sempre invejável vida neozelandesa.
Monte Denali, Alasca

O Tecto Sagrado da América do Norte

Os indígenas Athabascan chamaram-no Denali, ou o Grande e reverenciam a sua altivez. Esta montanha deslumbrante suscitou a cobiça dos montanhistas e uma longa sucessão de ascensões recordistas.
Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 - Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e as experiências prévias com o Mal de Altitude que não devemos arriscar subir à pressa.
Glaciares

Planeta Azul-Gelado

Formam-se nas grandes latitudes e/ou altitudes. No Alasca ou na Nova Zelândia, na Argentina ou no Chile, os rios de gelo são sempre visões impressionantes de uma Terra tão frígida quanto inóspita.
Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado da Nova Zelândia

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell, o feiticeiro da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. Com 88 anos de idade, após 23 anos de contrato com a cidade, fez afirmações demasiado polémicas e acabou despedido.
Mount Cook, Nova Zelândia

O Monte Fura Nuvens

O Aoraki/Monte Cook até pode ficar muito aquém do tecto do Mundo mas é a montanha mais imponente e elevada da Nova Zelândia.
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.
Delta do Okavango, Nem todos os rios Chegam ao Mar, Mokoros
Safari
Delta do Okavango, Botswana

Nem Todos os Rios Chegam ao Mar

Terceiro rio mais longo do sul de África, o Okavango nasce no planalto angolano do Bié e percorre 1600km para sudeste. Perde-se no deserto do Kalahari onde irriga um pantanal deslumbrante repleto de vida selvagem.
Thorong Pedi a High Camp, circuito Annapurna, Nepal, caminhante solitário
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna 12º: Thorong Phedi a High Camp

O Prelúdio da Travessia Suprema

Este trecho do Circuito Annapurna só dista 1km mas, em menos de duas horas, leva dos 4450m aos 4850m e à entrada do grande desfiladeiro. Dormir no High Camp é uma prova de resistência ao Mal de Montanha que nem todos passam.
Igreja colonial de São Francisco de Assis, Taos, Novo Mexico, E.U.A
Arquitectura & Design
Taos, E.U.A.

A América do Norte Ancestral de Taos

De viagem pelo Novo México, deslumbramo-nos com as duas versões de Taos, a da aldeola indígena de adobe do Taos Pueblo, uma das povoações dos E.U.A. habitadas há mais tempo e em contínuo. E a da Taos cidade que os conquistadores espanhóis legaram ao México, o México cedeu aos Estados Unidos e que uma comunidade criativa de descendentes de nativos e artistas migrados aprimoram e continuam a louvar.
Aventura
Viagens de Barco

Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque e deixe-se levar em viagens de barco imperdíveis como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Via Conflituosa
Cerimónias e Festividades
Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa

Em Jerusalém, enquanto percorrem a Via Dolorosa, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.
Treasures, Las Vegas, Nevada, Cidade do Pecado e Perdao
Cidades
Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.
Cacau, Chocolate, Sao Tome Principe, roça Água Izé
Comida
São Tomé e Príncipe

Roças de Cacau, Corallo e a Fábrica de Chocolate

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.
Ooty, Tamil Nadu, cenário de Bollywood, Olhar de galã
Cultura
Ooty, Índia

No Cenário Quase Ideal de Bollywood

O conflito com o Paquistão e a ameaça do terrorismo tornaram as filmagens em Caxemira e Uttar Pradesh um drama. Em Ooty, constatamos como esta antiga estação colonial britânica assumia o protagonismo.
Desporto
Competições

Homem, uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, as competições dão sentido ao Mundo. Umas são mais excêntricas que outras.
Homer, Alasca, baía Kachemak
Em Viagem
Anchorage a Homer, E.U.A.

Viagem ao Fim da Estrada Alasquense

Se Anchorage se tornou a grande cidade do 49º estado dos E.U.A., Homer, a 350km, é a sua mais famosa estrada sem saída. Os veteranos destas paragens consideram esta estranha língua de terra solo sagrado. Também veneram o facto de, dali, não poderem continuar para lado nenhum.
Capacete capilar
Étnico
Viti Levu, Fiji

Canibalismo e Cabelo, Velhos Passatempos de Viti Levu, ilhas Fiji

Durante 2500 anos, a antropofagia fez parte do quotidiano de Fiji. Nos séculos mais recentes, a prática foi adornada por um fascinante culto capilar. Por sorte, só subsistem vestígios da última moda.
Vista para ilha de Fa, Tonga, Última Monarquia da Polinésia
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

Sinais Exóticos de Vida

Aloés excelsa junto ao muro do Grande Cercado, Great Zimbabwe
História
Grande Zimbabwe

Grande Zimbabué, Mistério sem Fim

Entre os séculos XI e XIV, povos Bantu ergueram aquela que se tornou a maior cidade medieval da África sub-saariana. De 1500 em diante, à passagem dos primeiros exploradores portugueses chegados de Moçambique, a cidade estava já em declínio. As suas ruínas que inspiraram o nome da actual nação zimbabweana encerram inúmeras questões por responder.  
Porto Santo, vista para sul do Pico Branco
Ilhas
Vereda Terra Chã e Pico Branco, Porto Santo

Pico Branco, Terra Chã e Outros Caprichos da Ilha Dourada

No seu recanto nordeste, Porto Santo é outra coisa. De costas voltadas para o sul e para a sua grande praia, desvendamos um litoral montanhoso, escarpado e até arborizado, pejado de ilhéus que salpicam um Atlântico ainda mais azul.
costa, fiorde, Seydisfjordur, Islandia
Inverno Branco
Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando armadores de Reiquejavique compraram a frota pesqueira de Seydisfjordur, a povoação teve que se adaptar. Hoje, captura discípulos da arte de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.
Lago Manyara, parque nacional, Ernest Hemingway, girafas
Literatura
PN Lago Manyara, Tanzânia

África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.
Mergulhão contra pôr-do-sol, Rio Miranda, Pantanal, Brasil
Natureza
Passo do Lontra, Miranda, Brasil

O Brasil Alagado a um Passo da Lontra

Estamos no limiar oeste do Mato Grosso do Sul mas mato, por estes lados, é outra coisa. Numa extensão de quase 200.000 km2, o Brasil surge parcialmente submerso, por rios, riachos, lagoas e outras águas dispersas em vastas planícies de aluvião. Nem o calor ofegante da estação seca drena a vida e a biodiversidade de lugares e fazendas pantaneiras como a que nos acolheu às margens do rio Miranda.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Cavalgada em tons de Dourado
Parques Naturais
El Calafate, Argentina

Os Novos Gaúchos da Patagónia

Em redor de El Calafate, em vez dos habituais pastores a cavalo, cruzamo-nos com gaúchos criadores equestres e com outros que exibem para gáudio dos visitantes, a vida tradicional das pampas douradas.
Jerusalém deus, Israel, cidade dourada
Património Mundial UNESCO
Jerusalém, Israel

Mais Perto de Deus

Três mil anos de uma história tão mística quanto atribulada ganham vida em Jerusalém. Venerada por cristãos, judeus e muçulmanos, esta cidade irradia controvérsias mas atrai crentes de todo o Mundo.
Em quimono de elevador, Osaka, Japão
Personagens
Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A noite japonesa é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, acolhe-nos uma anfitriã de couchsurfing enigmática, algures entre a gueixa e a acompanhante de luxo.
Santa Marta, Tayrona, Simón Bolivar, Ecohabs do Parque Nacional Tayrona
Praias
Santa Marta e PN Tayrona, Colômbia

O Paraíso de que Partiu Simón Bolívar

Às portas do PN Tayrona, Santa Marta é a cidade hispânica habitada em contínuo mais antiga da Colômbia.  Nela, Simón Bolívar, começou a tornar-se a única figura do continente quase tão reverenciada como Jesus Cristo e a Virgem Maria.
Celebração newar, Bhaktapur, Nepal
Religião
Bhaktapur, Nepal

As Máscaras Nepalesas da Vida

O povo indígena Newar do Vale de Katmandu atribui grande importância à religiosidade hindu e budista que os une uns aos outros e à Terra. De acordo, abençoa os seus ritos de passagem com danças newar de homens mascarados de divindades. Mesmo se há muito repetidas do nascimento à reencarnação, estas danças ancestrais não iludem a modernidade e começam a ver um fim.
Train Fianarantsoa a Manakara, TGV Malgaxe, locomotiva
Sobre Carris
Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.
Tombola, bingo de rua-Campeche, Mexico
Sociedade
Campeche, México

Um Bingo tão lúdico que se joga com bonecos

Nas noites de sextas um grupo de senhoras ocupam mesas do Parque Independencia e apostam ninharias. Os prémios ínfimos saem-lhes em combinações de gatos, corações, cometas, maracas e outros ícones.
Cruzamento movimentado de Tóquio, Japão
Vida Quotidiana
Tóquio, Japão

A Noite Sem Fim da Capital do Sol Nascente

Dizer que Tóquio não dorme é eufemismo. Numa das maiores e mais sofisticadas urbes à face da Terra, o crepúsculo marca apenas o renovar do quotidiano frenético. E são milhões as suas almas que, ou não encontram lugar ao sol, ou fazem mais sentido nos turnos “escuros” e obscuros que se seguem.
Cabo da Cruz, colónia focas, cape cross focas, Namíbia
Vida Selvagem
Cape Cross, Namíbia

A Mais Tumultuosa das Colónias Africanas

Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.
EN FR PT ES