Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas


Fiorde em S
Desfiladeiro recortado do Milford Sound, a poucos km do Mar da Tasmânia.
Nichos de Rocha
Leões-marinhos no extremo marinho do Milford Sound.
Jorro
Cascata flui com abundância acima do the Chasm, no Fiordland National Park.
Tribuna de Honra
Passageiros de um ferry admiram a paisagem do Milford Sound.
Ponte sobre Chasma
Caminhantes cruzam uma ponte sobre o The Chasm, em pleno Fiordland National Park.
Ferry Kiwi
Bandeira náutica da Nova Zelândia ondula na popa de um ferry que percorre o Milford Sound.
Tunel à Vista
Trecho da estrada que liga Te Anau à entrada do Milford Sound.
Fetos neozelandeses
Feto viçoso nas imediações de the Chasm, no Fiordland National Park.
Caminho para a Montanha
Pico nevado destaca-se acima da Te Anau - Milford Sound Highway.
Stirling Falls
Passageiro de um ferry admira a cascata de Stirling Falls.
Os Cumes dos Fiordes
Panorama do cimo dos Sounds como visto durante um voo panorâmico.
Um Certo Atrevimento
Ferry aproxima-se o máximo das Stirling Falls, uma de várias quedas d'água do Milford Sound.
Trilhos de musgo
Floresta coberta de musgo à beira da Te Anau - Milford Sound Highway.
Rio Apressado
Riacho percorre um vale do Fiordland National Park.
Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.

Seja qual for o itinerário, a descoberta dos sounds neozelandeses tem início obrigatório em Te Anau, onde os caminhantes se abastecem das provisões e do equipamento de última instância, tantas vezes necessário por não chegarem preparados para a caprichosa meteorologia local. 

As autoridades kiwi locais chamaram-lhe Te Anau Milford Highway.

À medida que percorremos a ilha do Sul, fomo-nos habituando ao minimalismo ecológico destas vias básicas. E basta-nos meia-hora de caminho para confirmarmos como a sua humildade contrastava com a imponência do cenário envolvente.

Começamos por serpentear, subir e descer através de colinas deixadas para trás pela morena glaciar que escavou o Lago Te Anau, quase até aos 500 metros de profundidade.

Para diante, embrenhamo-nos numa floresta escura e densa de faias que alterna com planícies de aluvião e prados gentis amarelados pelo frio que aperta e que vemos materializado em tons de branco no topo das montanhas que fecham o Eglinton Valley e nos cumes altivos do Pyramid Peak e do Ngatimamoe Peak.

Com mais frequência do que esperávamos, estacionamos o carro e saímos para caminhadas promissoras, como a dos Mirror Lakes em que, sobre um passadiço, admiramos os reflexos mais-que-perfeitos das montanhas em redor.

Por volta do Km77, encontramos a zona conhecida pelos nativos como O Tapara, Cascade Creek para os colonos.

Ali se situa o lugar em que os destacamentos maori se encontravam e descansavam a caminho de Anita Bay, onde prospectavam a pedra a que chamavam pounamu (nefrite) e que, apesar de hoje tida como semi-preciosa,  consideravam a mais valiosa e sagrada.

A Divisão Lítica de The Divide

Sete quilómetros e muitas quedas de água alimentadas pelo descongelar da neve depois, alcançamos o paredão de rocha de The Divide, a passagem de nascente para poente mais baixa dos Alpes do Sul. The Divide marca uma separação geológica mas também climatérica.

Estrada entre Te Anau e Milford Sound, Fiordland National Parkl, Nova Zelândia

Trecho da estrada que liga Te Anau à entrada do Milford Sound.

Sem que o esperássemos, começa a cair um nevão espesso, de câmara lenta que nos resgata a visibilidade e obriga a uma condução atrapalhada.

Se há lugares à face da Terra em que chove e – nos meses mais frios – neva muito, Fiordland é um deles.  Certas zonas têm uma precipitação média anual de quase 7metros, distribuída por cerca de 180 dias.

Nalguns desses dias podem cair 250 mm de chuva ou neve ou ainda de neve e chuva, uma combinação dinâmica que, propulsionada pelo vento forte, desnorteia e coloca em aflição até os caminhantes mais experientes, à mercê das alturas traiçoeiras dos 480 km de trilhos da região.

Rio, Fiordland National Park, Nova Zelandia

Rio percorre um vale do Fiordland National Park.

Mesmo dentro do abrigo da viatura, sentimos  desconforto psicológico e impotência perante aquela paisagem rude e a inclemência dos elementos que a esculpiram. A tempestade não se prolonga. Passada meia-hora, o cenário fica entregue a uma bonança recompensadora que lhe devolve a nitidez da antiguidade crua.

Um Panorama Pouco ou Nada Mudado pelos Milénios

Em termos visuais, mas não só, Fiordland continua a fazer parte da era pré-histórica. Muitos dos seus animais e plantas são endémicos e pouco evoluíram desde então: o takahe, uma espécie de ganso que se pensava extinto há 50 anos, o kakapo, o papagaio mais pesado do mundo, a kea, um aparentado atrevido (e o único papagaio alpino) que achamos encharcado num miradouro e, sabe-se lá porquê, que faz questão de nos morder o calçado.

Em termos geológicos, a paisagem de Fiordland foi recortada por uma intensa erosão glaciar e pela actividade tectónica que afectou as ilhas da Nova Zelândia durante a sua longa deriva pós-Gondwana pelo Oceano Pacífico.

Enquanto, o movimento das placas continua a levantar os penhascos e as montanhas à ordem de 1.3 cm ao ano, o clima diluviano encarrega-se dos retoques decorativos finais, com clara aposta nos tons mais vivos de verde.

À medida que mais e mais quilómetros inóspitos passam, os cenários confirmam-se preenchidos por um sortido caótico de arbustos que dão passagem a riachos determinados. São ainda cobertos de tapetes de musgo e fetos resplandecentes, por troncos verdes ou castanhos, uns hirtos, outros caídos e apodrecidos mas sempre repletos de líquenes. 

Floresta, Fiordland National Park, Nova Zelândia

Floresta coberta de musgo à beira da Te Anau – Milford Sound Highway.

Passagem por The Chasm e a Visão Majestosa do Milford Sound

Detectamos esta composição em pleno, a apenas a 10km de Milford Sound e do Mar da Tasmânia, em redor de The Chasm onde o rio Cleddau se despenha entre calhaus gigantescos polidos e desaparece para o fundo de um abismo apertado, tudo apreciado sobre uma ponte de madeira com vista para o Monte Tutoko, o pico mais elevado de Fiordland.

The Chasm, Fiordland National Park, Nova Zelândia

Cascata flui com abundância acima do the Chasm, no Fiordland National Park.

O primeiro avistamento do Milford Sound deslumbra-nos a dobrar. De um momento para o outro, os rios rebeldes dão lugar a um braço de mar longo e meândrico do Mar da Tasmânia. Das margens do seu leito azul-escuro projectam-se enormes penhascos rochosos quase verticais forrados de um verde florestal verticalizado.

Embarcamos num dos navios que dá a conhecer esta última fronteira kiwi e, a coberto do vento gélido, aproximamo-nos do domínio supremo do Mitre Peak (1692m).

Te Anau a Milford Sound highway, Fiordland National Park,Nova Zelândia

Pico nevado destaca-se acima da Te Anau – Milford Sound Highway.

Quedas d’Água da Chuva, Quedas d’Água do Gelo

As quedas de água formam fios brancos que se destacam e sucedem em dimensões e volumes regulados pelo degelo das terras continentais e pela pluviosidade.

Algumas são permanentes. É o caso das Stirling Falls, com um caudal farto e dançante que nos proporciona e aos restantes passageiros sobre o convés um duche rejuvenescedor.

Ferry, Stirling Falls, Milford Sound, Fiordland, Nova Zelândia

Ferry aproxima-se o máximo das Stirling Falls, uma de várias quedas d’água do Milford Sound.

A embarcação segue o seu rumo em águas tranquilas. Até que o fiorde se abre, revela a imensidão do Mar da Tasmânia e se submete ao incomodo da forte ondulação. Exploramos um pequeno trecho das vertentes marítimas deste sound, avistamos colónias de focas e alguns pinguins.

Leões-marinhos, Milford Sound, Fiordland National Park, Nova Zelândia

Leões-marinhos no extremo marinho do Milford Sound.

Entretanto, o barco inverte a marcha e regressa à protecção da embocadura para felicidade dos passageiros mais vulneráveis que já começavam a enjoar.

A História Colonial dos Evasivos Sounds

Os marinheiros ao serviço dos primeiros descobridores a passar ao largo, entre os quais o holandês Abel Tasman – que deu o nome ao mar envolvente – dificilmente padeciam desse mal. Por estranho que pareça, admiraram as mesmas vistas mas falharam ou ignoraram as entradas estreitas que escondiam canais navegáveis e davam acesso avançado ao interior.

Em 1773, um desses marinheiros mais famoso, de nome James Cook, regressava de uma jornada épica pelo Oceano Antárctico à procura do grande continente do sul quando  detectou uma reentrância substancial nas montanhas.

Mais cauteloso que curioso, optou por não a explorar com receio que o vento acelerado pela garganta apertada impedisse o retorno da embarcação a mar aberto. Inspirado por essa desconfiança, baptizou-a com o nome que o fiorde vizinho de Milford continua a ostentar: Doubtful (duvidoso ou suspeito).

Desfiladeiro, Milford Sound, Fiordland, Nova Zelândia

Desfiladeiro recortado do Milford Sound, a poucos km do Mar da Tasmânia.

Cook haveria de ancorar o Resolution mais a sul, no Pickersgill Harbour, um refúgio natural de outro enorme fiorde, o Dusky Sound.

A dificuldade em colonizar estas terras selvagens e inóspitas manteve-se com o passar dos séculos, de tal maneira que Fiordland é a região da Nova Zelândia com menos população: apenas 2000 dos seus 4,1 milhões de habitantes vivem aqui.

Em compensação, quando começaram a chegar aos quatro cantos do planeta descrições da pureza e beleza destes cenários, novos exploradores passaram a afluir.

Popa de ferry, Milford Sound, Fiordland, Nova Zelândia

Bandeira náutica da Nova Zelândia ondula na popa de um ferry que percorre o Milford Sound.

Donald Sutherland: o Pioneiro que se Tornou Anfitrião

Tudo começou quando Donald Sutherland, um soldado, aventureiro, caçador de focas, prospector de ouro e sabe-se lá mais o quê, declarou ao avistar o Milford Sound: «Se alguma vez lançar a âncora, será aqui.»

Doze anos depois, em 1878, a sua mulher, Elisabeth, aproveitou o estabelecimento do primeiro caminho entre Te Anau e Milford e abriu uma pousada para acolher os asphalters, a gente da cidade que chegava para apreciar a grandiosidade dos cenários.

Milford Track. O Milford Sound Descoberto a Pé

Todos os anos, 400 mil viajantes de todo o mundo acorrem à região, determinados em desbravá-la, custe o que custar. Uns pagam apenas com dinheiro e são transportados a tempo inteiro por terra, mar e ar. Outros pagam também com o corpo. Caminham e escalam até à exaustão.

A construção de estradas limitou-se, em Fiordland, ao absolutamente necessário ou talvez nem isso, tendo em conta que só existe uma. Já os trilhos de tramping – a actividade ao ar livre preferida dos neozelandeses – esquadrinham a região sem cerimónia ou pudor, num total de quase 500 quilómetros que serpenteiam do nível do mar aos cumes mais elevados.

Um destes trilhos, o Milford Track, tornou-se de tal forma conhecido que as autoridades do Parque Nacional Fiordland tiveram de «racionar» o número anual de autorizações concedidas, para evitar excesso de tráfego nos meses mais quentes.

Com 54 quilómetros de extensão, que demoram cerca de quatro dias a completar, e um percurso que conduz à entrada do Milford Sound através de florestas e vales encharcados, o Milford Track surge rotulado como «fácil».

Feto, Fiordland National Park, Nova Zelândia

Feto viçoso nas imediações de the Chasm, no Fiordland National Park.

Outros, tão ou mais longos, sobem e descem montanhas com encostas de tal forma íngremes que requerem conhecimentos técnicos de escalada.

Segundo a mitologia maori, os fiordes não foram esculpidos pelos rios de gelo que, em tempos, preenchiam todos os vales, mas por um deus de machado em riste, Tu-te-raki-whanoa, que talhou fatias na costa, já então castigada por enormes ondas, para a tornar habitável.

O projecto urbanístico falhou redondamente mas os maoris aproveitaram para descobrir a região, para pescar, caçar e recolher um tipo de jade a que chamavam tangiwai.

Certos grupos tribais derrotados em conflitos internos chegaram, no entanto, a instalar-se temporariamente, vivendo, em reclusão, entre as focas e pinguins – que os colonos europeus depois quase extinguiram – até regressarem ao interior.

Popa de ferry, Milford Sound, Fiordland, Nova Zelândia

Bandeira náutica da Nova Zelândia ondula na popa de um ferry que percorre o Milford Sound.

Já nessa altura sofriam com as moscas de areia que infestam esta zona da Nova Zelândia, responsáveis pelas únicas críticas negativas que alguém se atreve a fazer à região.

Especialistas em gerar mitologia, os maori criaram a lenda de que foram introduzidas pela deusa das Trevas, Hine-nui-te-po, para evitar que os humanos se tornassem inactivos perante a beleza ofuscante da paisagem. Desta vez, os planos divinos não falharam. A única forma de não lhes oferendar algum sangue é parar o menos possível.

Nelson a Wharariki, PN Abel Tasman, Nova Zelândia

O Litoral Maori em que os Europeus Deram à Costa

Abel Janszoon Tasman explorava mais da recém-mapeada e mítica "Terra Australis" quando um equívoco azedou o contacto com nativos de uma ilha desconhecida. O episódio inaugurou a história colonial da Nova Zelândia. Hoje, tanto a costa divinal em que o episódio se sucedeu como os mares em redor evocam o navegador holandês.
Wanaka, Nova Zelândia

Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas.

Ilha do Norte, Nova Zelândia

A Caminho da Maoridade

A Nova Zelândia é um dos países em que descendentes de colonos e nativos mais se respeitam. Ao explorarmos a sua lha do Norte, inteirámo-nos do amadurecimento interétnico desta nação tão da Commonwealth como maori e polinésia. 

Península de Banks, Nova Zelândia

O Estilhaço de Terra Divinal da Península de Banks

Vista do ar, a mais óbvia protuberância da costa leste da Ilha do Sul parece ter implodido vezes sem conta. Vulcânica mas verdejante e bucólica, a Península de Banks confina na sua geomorfologia de quase roda-dentada a essência da sempre invejável vida neozelandesa.
Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 - Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.
Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado da Nova Zelândia

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell, o feiticeiro da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. O último obrigou-o a mudar-se para casa da mãe.
Mount Cook, Nova Zelândia

O Monte Fura Nuvens

O Aoraki/Monte Cook até pode ficar muito aquém do tecto do Mundo mas é a montanha mais imponente e elevada da Nova Zelândia.
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
Crocodilos, Queensland Tropical Australia Selvagem
Parques nacionais
Cairns a Cape Tribulation, Austrália

Queensland Tropical: uma Austrália Demasiado Selvagem

Os ciclones e as inundações são só a expressão meteorológica da rudeza tropical de Queensland. Quando não é o tempo, é a fauna mortal da região que mantém os seus habitantes sob alerta.
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Visitantes nas ruínas de Talisay, ilha de Negros, Filipinas
Arquitectura & Design
Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Aventura
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
auto flagelacao, paixao de cristo, filipinas
Cerimónias e Festividades
Marinduque, Filipinas

A Paixão Filipina de Cristo

Nenhuma nação em redor é católica mas muitos filipinos não se deixam intimidar. Na Semana Santa, entregam-se à crença herdada dos colonos espanhóis.A auto-flagelação torna-se uma prova sangrenta de fé
Basmati Bismi
Cidades

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Intersecção
Cultura
Hungduan, Filipinas

Filipinas em Estilo Country

Os GI's partiram com o fim da 2ª Guerra Mundial mas a música do interior dos EUA que ouviam ainda anima a Cordillera de Luzon. É de tricycle e ao seu ritmo que visitamos os terraços de arroz de Hungduan.
Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Desporto
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Rebanho em Manang, Circuito Annapurna, Nepal
Em Viagem
Circuito Annapurna: 8º Manang, Nepal

Manang: a Derradeira Aclimatização em Civilização

Seis dias após a partida de Besisahar chegamos por fim a Manang (3519m). Situada no sopé das montanhas Annapurna III e Gangapurna, Manang é a civilização que mima e prepara os caminhantes para a travessia sempre temida do desfiladeiro de Thorong La (5416 m).
António do Remanso, Comunidade Quilombola Marimbus, Lençóis, Chapada Diamantina
Étnico
Lençois da Bahia, Brasil

A Liberdade Pantanosa do Quilombo do Remanso

Escravos foragidos subsistiram séculos em redor de um pantanal da Chapada Diamantina. Hoje, o quilombo do Remanso é um símbolo da sua união e resistência mas também da exclusão a que foram votados.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Cacau, Chocolate, Sao Tome Principe, roça Água Izé
História
São Tomé e Príncipe

Roças de Cacau, Corallo e a Fábrica de Chocolate

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.
Banhista, The Baths, Devil's Bay (The Baths) National Park, Virgin Gorda, Ilhas Virgens Britânicas
Ilhas
Virgin Gorda, Ilhas Virgens Britânicas

Os “Caribanhos” Divinais de Virgin Gorda

À descoberta das Ilhas Virgens, desembarcamos numa beira-mar tropical e sedutora salpicada de enormes rochedos graníticos. Os The Baths parecem saídos das Seicheles mas são um dos cenários marinhos mais exuberantes das Caraíbas.
Passageiros sobre a superfície gelada do Golfo de Bótnia, na base do quebra-gelo "Sampo", Finlândia
Inverno Branco
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor”. Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o quebra-gelo Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Visitantes da casa de Ernest Hemingway, Key West, Florida, Estados Unidos
Literatura
Key West, Estados Unidos

O Recreio Caribenho de Hemingway

Efusivo como sempre, Ernest Hemingway qualificou Key West como “o melhor lugar em que tinha estado...”. Nos fundos tropicais dos E.U.A. contíguos, encontrou evasão e diversão tresloucada e alcoolizada. E a inspiração para escrever com intensidade a condizer.
bangka, lago kayangan, coron, busuanga, filipinas
Natureza
Coron, Busuanga, Filipinas

A Armada Japonesa Secreta mas Pouco

Na 2ª Guerra Mundial, uma frota nipónica falhou em ocultar-se ao largo de Busuanga e foi afundada pelos aviões norte-americanos. Hoje, os seus destroços subaquáticos atraem milhares de mergulhadores.
Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Bandeiras de oração em Ghyaru, Nepal
Parques Naturais
Circuito Annapurna: 4º – Upper Pisang a Ngawal, Nepal

Do Pesadelo ao Deslumbre

Sem que estivéssemos avisados, confrontamo-nos com uma subida que nos leva ao desespero. Puxamos ao máximo pelas forças e alcançamos Ghyaru onde nos sentimos mais próximos que nunca dos Annapurnas. O resto do caminho para Ngawal soube como uma espécie de extensão da recompensa.
Fuga de Seljalandsfoss
Património Mundial UNESCO
Islândia

Ilha de Fogo, Gelo, Cascatas e Quedas de Água

A cascata suprema da Europa precipita-se na Islândia. Mas não é a única. Nesta ilha boreal, com chuva ou neve constantes e em plena batalha entre vulcões e glaciares, despenham-se torrentes sem fim.
aggie grey, Samoa, pacífico do Sul, Marlon Brando Fale
Personagens
Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.
Avião em aterragem, Maho beach, Sint Maarten
Praias
Maho Beach, Sint Maarten

A Praia Caribenha Movida a Jacto

À primeira vista, o Princess Juliana International Airport parece ser apenas mais um nas vastas Caraíbas. Sucessivas aterragens a rasar a praia Maho que antecede a sua pista, as descolagens a jacto que distorcem as faces dos banhistas e os projectam para o mar, fazem dele um caso à parte.
Àgua doce
Religião

Maurícias

Uma Míni-Índia nos Fundos do Índico

No século XIX, franceses e britânicos disputaram um arquipélago a leste de Madagáscar antes descoberto pelos portugueses. Os britânicos triunfaram, re-colonizaram as ilhas com cortadores de cana-de-açúcar do subcontinente e ambos admitiram a língua, lei e modos francófonos precedentes. Desta mixagem, surgiu a exótica Maurícia.    

Comboio Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia
Sobre carris
Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.
Parada e Pompa
Sociedade
São Petersburgo, Rússia

A Rússia Vai Contra a Maré. Siga a Marinha

A Rússia dedica o último Domingo de Julho às suas forças navais. Nesse dia, uma multidão visita grandes embarcações ancoradas no rio Neva enquanto marinheiros afogados em álcool se apoderam da cidade.
Casario, cidade alta, Fianarantsoa, Madagascar
Vida Quotidiana
Fianarantsoa, Madagáscar

A Cidade Malgaxe da Boa Educação

Fianarantsoa foi fundada em 1831 por Ranavalona Iª, uma rainha da etnia merina então predominante. Ranavalona Iª foi vista pelos contemporâneos europeus como isolacionista, tirana e cruel. Reputação da monarca à parte, quando lá damos entrada, a sua velha capital do sul subsiste como o centro académico, intelectual e religioso de Madagáscar.
tunel de gelo, rota ouro negro, Valdez, Alasca, EUA
Vida Selvagem
Valdez, Alasca

Na Rota do Ouro Negro

Em 1989, o petroleiro Exxon Valdez provocou um enorme desastre ambientai. A embarcação deixou de sulcar os mares mas a cidade vitimada que lhe deu o nome continua no rumo do crude do oceano Árctico.
Napali Coast e Waimea Canyon, Kauai, Rugas do Havai
Voos Panorâmicos
NaPali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto exploramos a sua Napalo Coast por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.