Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força


Promessa?
Mulher sobe a escadaria da Igreja da Srª da Imaculada Conceição, um dos monumentos religiosos mais impressionantes de Pangim.
Sapatos abençoados
Sapatos de participantes num casamento tradicional hindu a ter lugar, ao fim da tarde, nas imediações de Anjuna.
À cabeça
Rapariga transporta um alguidar carregado sobre o pôr-do-sol e numa das ruas centrais de Pangim, a capital goesa.
Rochas divinas
Escultura de Shiva acompanhado de uma tartaruga durante a maré vazia da praia de Vagator, nas imediações de Anjuna.
Brincadeiras Balneares
Crianças criam posições com estilo sobre o areal de uma praia de Goa, em grande diversão.
Outra Goa
Barco passa por um velho pontão num braço de mar nos arredores de Pangim, em Goa.
Uma Boda Hindu
Casal durante uma cerimónia matrimonial nas imediações de Anjuna, e segundo os preceitos sagrados e coloridos da religião hindu.
Vendedoras e Vacas balneares
Vendedoras de panos goeses contornam vacas em repouso sagrado sobre o areal de uma praia a norte de Anjuna.
Imponência colonial
A igreja de Nossa Srª da Conceição, destacada num branco imaculado contra o azulão forte sobre a capital de Goa.
“Little Business”
Raparigas tentam vender panos garridos a clientes de um restaurante de praia, equilibradas sobre uma laje de rocha muito irregular.
Num transe cerimonial
Participante num casamento a ter lugar em Anjuna entoa um cântico hindu absorto na espiritualidade da sua religião.
República Lodging
A fachada peculiar do velho hotel República, na capital goesa Pangim.
Debaixo dos panos
Vendedoras de lenços e panos fazem uma pausa no seu giro pelas praias e posam para a fotografia.
Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.

O Inverno permanece rigoroso na pátria tuga e gera um súbito desejo de evasão para outro lado mais aconchegante do Mundo.

Dezassete horas após a descolagem de uma Portela frígida, aterramos na abafada Mumbai. Abençoados pelo trânsito fluído da cidade àquela hora tardia, depressa prosseguimos para a Central Station.

O Longo Trecho Ferroviário entre Bombaim e Goa

Faltam várias horas para a partida do Mandovi Express mas não há uma única sala ou negócio aberto na gare. Sem alternativa, instalamo-nos contra a parede de uma plataforma limítrofe, o mais abstraídos possível das incursões das ratazanas à depressão lúgubre e oleosa em que repousavam  os carris.

A composição parte pouco depois do nascer do sol. Celebramos o facto de os assentos rebaterem como se de uma bênção de Shiva se tratasse. Acomodada a bagagem, aterramos na diagonal.

Só acordamos centenas de quilómetros depois, no limiar do estado de Maharashtra e com o de Goa a anunciar-se.

“Old Goa, Anjuna, Panjim?” interrogam-nos outros passageiros determinados em que saíssemos na estação certa. Deixamos a composição entregue à estação da Velha Goa e, com a penumbra a insinuar-se, transferimo-nos num Ambassador branco para uma pousada de nome Punan, plantada na beira-mar de Anjuna.

A Beira-Mar Tropical e Mochileira de Anjuna

Nessa noite, ainda espreitamos um ensaio de rave party nas imediações. Havia lua cheia mas faltava transe ao evento e as abordagens incessantes de vendedores de tudo um pouco acabaram por nos convencer a regressar aos novos aposentos.

O primeiro despertar em Goa tem a recompensa de um pequeno-almoço revigorante numa esplanada elevada. Saboreamos a refeição com prazer e tranquilidade. Não tanto como desejávamos.

Little Business

Raparigas tentam vender panos garridos a clientes de um restaurante de praia, equilibradas sobre uma laje de rocha muito irregular.

É com surpresa que escutamos vozes femininas vindas de baixo: “Little business, sir, madam!” Just a little business.” Intrigados, espreitamos sobre o varandim e descobrimos duas jovens vendedoras na laje negra e porosa. Carregam panos abertos acima das cabeças.

As adolescentes intensificam o apelo. “Very good cloth, madam. Please, tell me a good price!”. Por essa hora, dávamos absoluta prioridade ao mergulho inaugural no Mar da Arábia. O desejo não tardaria a realizar-se.

Rochas divinas

Escultura de Shiva acompanhado de uma tartaruga durante a maré vazia da praia de Vagator, nas imediações de Anjuna.

O Areal Agitado de Goa e do Mar da Arábia

Após o longo banho e um convívio deitado sobre o areal de Anjuna, assalta-nos de novo o apetite. Compramos espetadas de abacaxi e adoçamos ainda mais a manhã. É, de novo, sol de pouca dura.

Vacas indianas, sagradas como todas, rainhas soberbas da praia sentem, no ar, o aroma açucarado da fruta.

Num ápice, temo-las com os focinhos junto às faces, a fazerem-se ao que restava do petisco. A sua persistência torna-se tal que nos força a levantar dos páreos.

Instigado pela batalha ganha, aquele gado balnear persegue-nos enquanto corremos, às voltas, de espetadas na ponta dos dedos.

Afastamo-nos o suficiente para as desencorajarmos e aproveitamos o balanço para caminharmos pelo litoral a norte. Também para aqueles lados, mais vendedoras e mais vacas protagonizariam reproduções das cenas anteriores.

Vendedoras e Vacas balneares

Vendedoras de panos goeses contornam vacas em repouso sagrado sobre o areal de uma praia a norte de Anjuna.

A vingança não é intencional mas, com a devida autorização, juntamo-nos a um casamento hindu para que, sem verdadeiro aviso ou convite que fosse, nos convoca.

De uma forma fotográfica, perturbamo-lo o mais que podemos.

Uma Boda Hindu

Casal durante uma cerimónia matrimonial nas imediações de Anjuna, e segundo os preceitos sagrados e coloridos da religião hindu.

Ficheiros Secretos. Mulder & Scully numa Inesperado Cinema de Goa

Foi preciso esperarmos pela noite escura e pelo retiro do terraço da Punan guest-house para sentirmos uma paz indisputada. Dessa vez, para variar, somos nós a pôr-lhe cobro.

Um clarão intrigante cintila nos ares. Não nos parece ter o padrão de festa rave nem são horas para tal. Resolvemos investigar. Achamos um anfiteatro modular quase repleto. Mesmo sem sermos grandes fãs, damos connosco a acompanhar um velho episódio da série X-Files, projectado num lençol branco gigante.

No coração de Anjuna, sob um firmamento hiperestrelado, suados devido ao calor do Verão goês, entre coqueiros altivos e outros atributos do tropicalismo indiano, acompanhamos a dupla Mulder & Scully em “Ice”, uma aventura esotérica passada num cenário árctico grandioso do Alasca.

Mas estávamos em falta para com a portugalidade de Goa. A meio da manhã seguinte, alugamos uma motoreta e mudamo-nos para Pangim.

Promessa?Na capital, deambulamos por entre ruelas com nomes tão familiares como alguns dos nossos, subimos ao Altinho e à igreja de Nª Srª da Imaculada Conceição.

Ao Deus Dará, pelas Ruas da Capital Pangim

Nos bairros das Fontainhas e de São Tomé, falamos com vários habitantes com tez mais clara, olhos verde-azeitona e outros tons, antes pouco comuns naquelas partes da Índia que só a presença histórica portuguesa pode justificar.

À cabeça

Rapariga transporta um alguidar carregado sobre o pôr-do-sol e numa das ruas centrais de Pangim, a capital goesa.

Um ou outro nativos mais idosos atrevem-se a exemplificar o seu domínio enferrujado da nossa língua e até a exprimir algum saudosismo do já distante passado colonial. “O que vos posso dizer é que tínhamos uma boa vida todos juntos, afiança-nos um Sr. Lourenço”.

O governo indiano discorda, cumpre o seu papel e continua a resgatar o território dos antigos senhorios. Recentemente, anunciou a promulgação de uma lei que confisca propriedades de portugueses em Goa. A decisão ainda dá que falar.

Já as almas empreendedoras da cidade, preferem lucrar com o legado cultural. Apuramo-lo num dos barcos de cruzeiros no rio Mandovi. Além da tripulação, seguem também a bordo um batalhão de homens indianos e umas dezenas de senhoras de saris.

“Malhão, Malhão” e Outros Êxitos Portugueses, Rio Mandovi Acima

Mal nos tínhamos ainda ambientado, quando os anfitriões dão início a um espectáculo que contempla interpretações de canções populares anglófonas, indianas. E também portuguesas.

Todos os passageiros – nós muito mais que os restantes – se surpreendem com uma imitação de rancho folclórico de visual indo-minhoto. O espanto passa a apreensão e, logo, a pavor quando nos convocam para um deturpado “Malhão, Malhão”.

Já os homens indianos rejubilam quando chega a sua vez. Terminadas as exibições ao vivo, os animadores passam a altos berros um qualquer êxito bollywoodesco. Mal o reconhece, a turba projecta-se das mesas para a pista.

Como se todos tivessem nascido Shahrukh Khans ou outros ídolos de Mumbay, contorcem-se, abanam os braços e as mãos para um lado e para o outro, para cima e para baixo de forma tresloucada. E emulam, num delicioso êxtase embarcado as coreografias que passaram a vida a admirar.

As mulheres do grupo, essas, limitam-se a assistir.

Numa outra tarde, passamos pela Velha Goa e examinamos o património eclesiástico majestoso ali deixado pela nossa nação de aventureiros, descobridores e missionários, em particular, pela Basílica do Bom Jesus onde jaz o corpo de São Francisco de Xavier, o Apóstolo do Oriente.

Imponência colonialPartida em Aflição Para Cochim

Quando percebemos que o comboio que tínhamos que apanhar para sul, passava pela estação local dentro de três horas, entramos em modo de aflição.

Saímos disparados para entregar a motoreta e arranjámos um táxi que nos espera na pousada enquanto metemos tudo à pressa nas mochilas. Pagamos a estadia e avisamos o motorista deste novo Ambassador que tem que seguir prego a fundo.

O homem faz questão de nos provar a qualidade daqueles clássicos. Quase voa para o interior de Goa. Pelo caminho, ainda gabamos a música que passa no seu auto-rádio de museu. Acabamos por lhe comprar a cassete. ­

À chegada, vemos o Netravati Express já a ganhar balanço. Ainda o apanhamos. Quinze horas depois, dávamos entrada em Cochim.

Goa, Índia

O Último Estertor da Portugalidade Goesa

A proeminente cidade de Goa já justificava o título de “Roma do Oriente” quando, a meio do século XVI, epidemias de malária e de cólera a votaram ao abandono. A Nova Goa (Pangim) por que foi trocada chegou a sede administrativa da Índia Portuguesa mas viu-se anexada pela União Indiana do pós-independência. Em ambas, o tempo e a negligência são maleitas que agora fazem definhar o legado colonial luso.
Ilha Ibo, Moçambique

Ilha de um Moçambique Ido

Foi fortificada, em 1791, pelos portugueses que expulsaram os árabes das Quirimbas e se apoderaram das suas rotas comerciais. Tornou-se o 2º entreposto português da costa oriental de África e, mais tarde, a capital da província de Cabo Delgado, Moçambique. Com o fim do tráfico de escravos na viragem para o século XX e a passagem da capital para Porto Amélia, a ilha Ibo viu-se no fascinante remanso em que se encontra.
Guwahati, India

A Cidade que Venera Kamakhya e a Fertilidade

Guwahati é a maior cidade do estado de Assam e do Nordeste indiano. Também é uma das que mais se desenvolve do mundo. Para os hindus e crentes devotos do Tantra, não será coincidência lá ser venerada Kamakhya, a deusa-mãe da criação.
Dooars, Índia

Às Portas dos Himalaias

Chegamos ao limiar norte de Bengala Ocidental. O subcontinente entrega-se a uma vasta planície aluvial preenchida por plantações de chá, selva, rios que a monção faz transbordar sobre arrozais sem fim e povoações a rebentar pelas costuras. Na iminência da maior das cordilheiras e do reino montanhoso do Butão, por óbvia influência colonial britânica, a Índia trata esta região deslumbrante por Dooars.
Gangtok, Índia

Uma Vida a Meia-Encosta

Gangtok é a capital de Sikkim, um antigo reino da secção dos Himalaias da Rota da Seda tornado província indiana em 1975. A cidade surge equilibrada numa vertente, de frente para a Kanchenjunga, a terceira maior elevação do mundo que muitos nativos crêem abrigar um Vale paradisíaco da Imortalidade. A sua íngreme e esforçada existência budista visa, ali, ou noutra parte, o alcançarem.
Meghalaya, Índia

Pontes de Povos que Criam Raízes

A imprevisibilidade dos rios na região mais chuvosa à face da Terra nunca demoveu os Khasi e os Jaintia. Confrontadas com a abundância de árvores ficus elastica nos seus vales, estas etnias habituaram-se a moldar-lhes os ramos e estirpes. Da sua tradição perdida no tempo, legaram centenas de pontes de raízes deslumbrantes às futuras gerações.
Príncipe, São Tomé e Príncipe

Viagem ao Retiro Nobre da Ilha do Príncipe

A 150 km de solidão para norte da matriarca São Tomé, a ilha do Príncipe eleva-se do Atlântico profundo num cenário abrupto e vulcânico de montanha coberta de selva. Há muito encerrada na sua natureza tropical arrebatadora e num passado luso-colonial contido mas comovente, esta pequena ilha africana ainda abriga mais estórias para contar que visitantes para as escutar.
Ilha de Moçambique, Moçambique  

A Ilha de Ali Musa Bin Bique. Perdão, de Moçambique

Com a chegada de Vasco da Gama ao extremo sudeste de África, os portugueses tomaram uma ilha antes governada por um emir árabe a quem acabaram por adulterar o nome. O emir perdeu o território e o cargo. Moçambique - o nome moldado - perdura na ilha resplandecente em que tudo começou e também baptizou a nação que a colonização lusa acabou por formar.

Ooty, Índia

No Cenário Quase Ideal de Bollywood

O conflito com o Paquistão e a ameaça do terrorismo tornaram as filmagens em Caxemira e Uttar Pradesh um drama. Em Ooty, constatamos como esta antiga estação colonial britânica assumia o protagonismo.

Hampi, India

À Descoberta do Antigo Reino de Bisnaga

Em 1565, o império hindu de Vijayanagar sucumbiu a ataques inimigos. 45 anos antes, já tinha sido vítima da aportuguesação do seu nome por dois aventureiros portugueses que o revelaram ao Ocidente.

Elafonisi, Creta, Grécia
Praia
Chania a Elafonisi, Creta, Grécia

Ida à Praia à Moda de Creta

À descoberta do ocidente cretense, deixamos Chania, percorremos a garganta de Topolia e desfiladeiros menos marcados. Alguns quilómetros depois, chegamos a um recanto mediterrânico de aguarela e de sonho, o da ilha de Elafonisi e sua lagoa.
Caminhada Solitária, Deserto do Namibe, Sossusvlei, Namibia, acácia na base de duna
Parque Nacional
Sossusvlei, Namíbia

O Namibe Sem Saída de Sossusvlei

Quando flui, o rio efémero Tsauchab serpenteia 150km, desde as montanhas de Naukluft. Chegado a Sossusvlei, perde-se num mar de montanhas de areia que disputam o céu. Os nativos e os colonos chamaram-lhe pântano sem retorno. Quem descobre estas paragens inverosímeis da Namíbia, pensa sempre em voltar.
festa no barco, ilha margarita, PN mochima, venezuela
Parques nacionais
Ilha Margarita ao PN Mochima, Venezuela

Ilha Margarita ao Parque Nacional Mochima: um Caribe bem Caribenho

A exploração do litoral venezuelano justifica uma festa náutica de arromba. Mas, estas paragens também nos revelam a vida em florestas de cactos e águas tão verdes como a selva tropical de Mochima.
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Igreja colonial de São Francisco de Assis, Taos, Novo Mexico, E.U.A
Arquitectura & Design
Taos, E.U.A.

A América do Norte Ancestral de Taos

De viagem pelo Novo México, deslumbramo-nos com as duas versões de Taos, a da aldeola indígena de adobe do Taos Pueblo, uma das povoações dos E.U.A. habitadas há mais tempo e em contínuo. E a da Taos cidade que os conquistadores espanhóis legaram ao México, o México cedeu aos Estados Unidos e que uma comunidade criativa de descendentes de nativos e artistas migrados aprimoram e continuam a louvar.
Salto Angel, Rio que cai do ceu, Angel Falls, PN Canaima, Venezuela
Aventura
PN Canaima, Venezuela

Kerepakupai, Salto Angel: O Rio Que Cai do Céu

Em 1937, Jimmy Angel aterrou uma avioneta sobre uma meseta perdida na selva venezuelana. O aventureiro americano não encontrou ouro mas conquistou o baptismo da queda d'água mais longa à face da Terra
Indígena Coroado
Cerimónias e Festividades
Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes da Venezuela em Fiesta

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.
Coração Budista do Myanmar
Cidades

Yangon, Myanmar

A Grande Capital Birmanesa (Delírios da Junta Militar à Parte)

Em 2005, o governo ditatorial do Myanmar inaugurou uma nova capital bizarra e quase deserta. A vida exótica e cosmopolita mantém-se intacta, em Yangon, a maior e mais fascinante cidade birmanesa.

Comida
Comida do Mundo

Gastronomia Sem Fronteiras nem Preconceitos

Cada povo, suas receitas e iguarias. Em certos casos, as mesmas que deliciam nações inteiras repugnam muitas outras. Para quem viaja pelo mundo, o ingrediente mais importante é uma mente bem aberta.
Cultura
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Desporto
Competições

Homem, uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, as competições dão sentido ao Mundo. Umas são mais excêntricas que outras.
Passageira agasalhada-ferry M:S Viking Tor, Aurlandfjord, Noruega
Em Viagem
Flam a Balestrand, Noruega

Onde as Montanhas Cedem aos Fiordes

A estação final do Flam Railway, marca o término da descida ferroviária vertiginosa das terras altas de Hallingskarvet às planas de Flam. Nesta povoação demasiado pequena para a sua fama, deixamos o comboio e navegamos pelo fiorde de Aurland abaixo rumo à prodigiosa Balestrand.
Étnico
Viti Levu, Fiji

A Partilha Improvável da ilha Viti Levu

Em pleno Pacífico Sul, uma comunidade numerosa de descendentes de indianos recrutados pelos ex-colonos britânicos e a população indígena melanésia repartem há muito a ilha chefe de Fiji.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Uma Cidade Perdida e Achada
História
Machu Picchu, Peru

A Cidade Perdida em Mistério dos Incas

Ao deambularmos por Machu Picchu, encontramos sentido nas explicações mais aceites para a sua fundação e abandono. Mas, sempre que o complexo é encerrado, as ruínas ficam entregues aos seus enigmas.
Praia de El Cofete do cimo de El Islote, Fuerteventura, ilhas Canárias, Espanha
Ilhas
Fuerteventura, Ilhas Canárias, Espanha

A (a) Ventura Atlântica de Fuerteventura

Os romanos conheciam as Canárias como as ilhas afortunadas. Fuerteventura, preserva vários dos atributos de então. As suas praias perfeitas para o windsurf e o kite-surf ou só para banhos justificam sucessivas “invasões” dos povos do norte ávidos de sol. No interior vulcânico e rugoso resiste o bastião das culturas indígenas e coloniais da ilha. Começamos a desvendá-la pelo seu longilíneo sul.
Santas alturas
Inverno Branco

Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbegi (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.

Trio das alturas
Literatura

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

O Apogeu da América do Norte
Natureza

Denali, Alasca

O Tecto Sagrado da América do Norte

Os indígenas Athabascan chamaram-no Denali, ou o Grande e reverenciam a sua altivez. Esta montanha deslumbrante suscitou a cobiça dos montanhistas e uma longa sucessão de ascensões recordistas.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Parques Naturais
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-BragaNepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Em espera, Mauna Kea vulcão no espaço, Big Island, Havai
Património Mundial UNESCO
Mauna Kea, Havai

Mauna Kea: um Vulcão de Olho no Espaço

O tecto do Havai era interdito aos nativos por abrigar divindades benevolentes. Mas, a partir de 1968 várias nações sacrificaram a paz dos deuses e ergueram a maior estação astronómica à face da Terra
Fieis acendem velas, templo da Gruta de Milarepa, Circuito Annapurna, Nepal
Personagens
Circuito Annapurna: 9º Manang a Milarepa Cave, Nepal

Uma Caminhada entre a Aclimatização e a Peregrinação

Em pleno Circuito Annapurna, chegamos por fim a Manang (3519m). Ainda a precisarmos de aclimatizar para os trechos mais elevados que se seguiam, inauguramos uma jornada também espiritual a uma caverna nepalesa de Milarepa (4000m), o refúgio de um siddha (sábio) e santo budista.
Avião em aterragem, Maho beach, Sint Maarten
Praias
Maho Beach, Sint Maarten

A Praia Caribenha Movida a Jacto

À primeira vista, o Princess Juliana International Airport parece ser apenas mais um nas vastas Caraíbas. Sucessivas aterragens a rasar a praia Maho que antecede a sua pista, as descolagens a jacto que distorcem as faces dos banhistas e os projectam para o mar, fazem dele um caso à parte.
Via Conflituosa
Religião
Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa

Em Jerusalém, enquanto percorrem a Via Dolorosa, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.
Comboio Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia
Sobre carris
Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.
Sociedade
Margilan, Usbequistão

Um Ganha-Pão do Usbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
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Vida Quotidiana
Colónia Pellegrini, Argentina

Quando a Carne é Fraca

É conhecido o sabor inconfundível da carne argentina. Mas esta riqueza é mais vulnerável do que se imagina. A ameaça da febre aftosa, em particular, mantém as autoridades e os produtores sobre brasas.
Abastecimento
Vida Selvagem

PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.

Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.