Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa


Via Conflituosa
Soldados israelitas passam percorrem a mesma rua em que decorre a Via Crucis.
Leitura bíblica
Padres Franciscanos lêem passagens da bíblia numa das estações da Via Dolorosa.
Igreja do Santo Sepúlcro
A igreja do Santo Sepúlcro, no âmago da Jerusalém Cristã.
Pedra de unção
Crente debruça-se sobre a pedra da unção sagrada na Igreja do Santo Sepúlcro.
Velas
Fiel acende uma vela num recanto escuro da Igreja do Santo Sepúlcro.
Jerusalém
Panorâmica de Jerusalém, a partir do Monte das Oliveiras.
Via Dolorosa
Sinalética de Jerusalém que indica a terceira estação da Via Dolorosa.
Franciscanos na 1a Estação
Padres franciscanos alinhados no cimo da rampa em que tem início a Via Crucis.
Abóboda divina
Abóbada da Igreja do Santo Sepúlcro.
Santo sepulcro
Padre ortodoxo em frente à capela do Santo Sepúlcro.
Na Paz de Deus
Padres coptas num recanto da zona copta da igreja do Santo Sepúlcro.
Fila de Fé
Fiéis esperam pela sua vez de acederem à capela do Calvário.
Guardião do Leste
Padre ortodoxo à entrada da capela do Calvário.
Dor Cristã
Fiéis debruçam-se em reverência, junto à pedra de unção em que foi depositado e cuidado o corpo de Cristo.
Dor Cristã II
Crentes aglomerados em redor da pedra de unção de Jesus Cristo, à entrada da Igreja do Santo Sepulcro.
Em Jerusalém, enquanto percorrem a Via Dolorosa, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.

Ainda não são 3 da tarde.

Os padres franciscanos já estão alinhados à sombra da parede da capela da Flagelação, à espera da hora marcada, de mais fiéis ou simples interessados no itinerário guiado.

Os tradicionais hábitos castanhos uniformizam-nos perante Deus e os crentes mas não disfarçam a diversidade étnica da congregação, representada, em Jerusalém, por clérigos de várias partes do mundo.

Via Crucis: a Primeira Estação Paredes Meias com um Colégio Islâmico

Cinco separam-se da comitiva, sobem a rampa do colégio islâmico Al-Omariyeh e alinham-se à frente da entrada. O local exacto da primeira estação fica dentro da instituição.

As janelas do andar superior concedem uma vista privilegiada sobre o Monte do Templo mas a comitiva nem da porta passa. A cerimónia  ainda está por começar e a disputa religiosa e territorial pela Cidade Santa já se faz sentir.

Um dos franciscanos de feições asiáticas inaugura a leitura ao microfone das passagens da bíblia descritivas dos derradeiros dias de Cristo. Quase ao mesmo tempo, soa do minarete acima um apelo estridente de muezzin à oração que abafa as palavras amplificadas do padre.

A rivalidade pouco tem de novo. Ao longo dos séculos, os exércitos de cruzados e de combatentes muçulmanos, como os sacerdotes e imãs chegaram e partiram. As ruelas de Jerusalém passaram dos domínios de Deus aos de Alá várias vezes.

Na actualidade, em termos territoriais, a cidade até é dominada pela terceira das religiões abraâmicas mas as fés concorrentes e os seus seguidores já se conformaram com uma frágil coexistência forçada.

A estranha desgarrada prossegue por uns minutos. Em seguida, os franciscanos voltam a descer a rampa, juntam-se aos restantes irmãos e dão início ao cortejo.

Via Crucis: a Segunda Estação Junto à Igreja Franciscana da Condenação

Deixamos as imediações da Capela da Flagelação e paramos na segunda estação, situada do lado oposto do colégio na Igreja Franciscana da Condenação, onde se acredita que Jesus terá recebido a cruz pouco antes de ser castigado.

Passamos por debaixo do arco de Ecce Homo, que se pensou em tempos ser uma das entradas para a fortaleza de Herodes.

Contra a opinião de inúmeros historiadores, o local em que Poncius Pilatos terá apresentado Jesus Cristo já flagelado e com a coroa de espinhos colocada, à multidão judaica hostil, onde determinou que, uma vez que não via razões óbvias para a condenação que fosse a multidão a decidir o seu destino,

Via Crucis: a Terceira Estação nas Imediações da Capela Católica Polaca

A procissão chega ao fim do beco sombrio. Entra na rua Al-Wad e no souq movimentado do Bairro Muçulmano. Segue em direcção à terceira estação, o lugar em que Cristo terá caído pela primeira vez no percurso para o Calvário, hoje situado junto a uma pequena capela polaca adjacente à entrada do Hospício Patriarcal Católico Arménio.

Os franciscanos detêm-se ali por algum tempo, a completarem a narrativa bíblica correspondente, sob o olhar controlador de jovens militares das forças de defesa israelitas. A passagem do cortejo não parece agradar aos proprietários muçulmanos das lojas em redor.

Entretanto, os participantes tinham aumentado a olhos vistos. Bloqueavam a circulação dos transeuntes pela rua e as entrada de clientes. Como se não bastasse, alguns visitantes são acusados de fotografarem um grupo de mulheres islâmicas sem lhes pedir autorização.

Suscitam a ira de dois ou três homens visivelmente ressentidos que os querem obrigar a apagar as imagens. Como é habitual nestas contendas, os soldados da IDF não tardam a marcar presença.

Impõem a sua autoridade e desencorajam os queixosos de prosseguir com o escândalo. Quase em simultâneo, surgem três outros militares a escoltar um palestiniano algemado por entre a multidão.

Via Crucis: a Quarta, Quinta e Sexta Estação

Por essa altura, a procissão já se adiantara para a quarta estação, onde se acredita que Jesus encarou a sua mãe. Forçados a recuperar terreno, nunca chegamos a perceber qual o motivo do aprisionamento.

A Via Dolorosa prossegue para a quinta estação onde se diz que os romanos ordenaram a Simão o Cirenaico que ajudasse Jesus a carregar a cruz e para a sexta em que Verónica Lhe limpou a face com um pano. Ali próximo, já no Bairro Cristão, o Patriarcado Grego Ortodoxo exibe inclusive o que reclama ser esse pano, com a marca da face de Jesus.

A rua Al-Wad continua para sul em direcção à Muralha Ocidental.

Deixamo-la na pista dos franciscanos que vencem uma escadaria delimitada pelas lojas do enorme souq Khan as-Zeit. Os padres desafiam os fiéis a rezar com eles mas recitam a dezena do terço em Latim e a língua morta desencoraja os seguidores.

A lacuna frustra um franciscano que, em italiano, não contém a sua desilusão: “Já não sabem latim? Deviam saber. O latim é a nossa língua. Foi através dela que espalhámos a santa fé!”.

Via Crucis: a Sétima Estação próxima da Capela Franciscana

A sua reclamação não colhe frutos até porque a sétima estação se anuncia e os irmãos dela encarregues reclamam o protagonismo para descreverem o drama da segunda queda de Jesus, sob o peso desumano da cruz.

Atravessamos todo o atarefado souq e absorvemos de forma multisensorial os traços culturais daquele velho centro comercial muçulmano. Subimos a rua Aqabat al-Khanqah e encontramos a oitava estação em que Jesus disse a algumas mulheres para chorarem por elas e pelos filhos, não por Ele.

Então, a continuação da Via Crucis requer o regresso ao souq.

Via Crucis: a Nona Estação Marcada pela Igreja Copta de Jerusalém

Dali, segue rumo à Porta de Damasco e contorna a Igreja Copta. Os vestígios de uma coluna na sua porta marcam a nona estação e o lugar em que Cristo caiu pela terceira vez.

As cinco estações seguintes, encontram-se no interior da Basílica do Santo Sepulcro, o mais sagrado dos edifícios cristãos da Cidade Velha de Jerusalém por abarcar alegadamente o local bíblico do Calvário.

Pelo menos, assim acreditou Helena, a mãe do Imperador Constantino, 300 anos depois da morte de Cristo – ela própria uma peregrina convicta – que, após a identificação da sepultura de José de Arimateia e das três cruzes, decretou a construção do templo protector.

Via Crucis: Décima à Décima Quarta Estação, na Basílica do Sepulcro

Há 16 séculos que peregrinos dos 4 cantos do mundo ali chegam, se comovem e deixam as suas lágrimas junto aos lugares em que foram retiradas as vestes a Jesus (10ª estação), em que foi pregado à cruz (11ª), em que pereceu (12ª), em que o seu corpo foi removido da cruz e entregue a Maria (13ª) e, por fim, onde foi colocado no Santo Sepulcro (14ª). O mesmo acontece com vários crentes que acompanhamos no périplo da Via Dolorosa prestes a chegar ao término.

Por volta do século VIII, já os fiéis levavam a cabo paragens rituais que recuperavam os acontecimentos do caminho de Cristo para a Cruz.

As várias cisões da fé cristã são evidentes na Cidade Velha que há muito acolhe templos e crentes católicos, ortodoxos, coptas luteranos, entre outros. Durante a Idade Média, a Cristandade Latina dividiu-se em campos rivais e a Via Dolorosa ramificou-se.

Cada uma das facções reclamava que os verdadeiros itinerários visitavam as capelas de uma ou da outra.

A Elaboração Secular e Controversa da Via Crucis

No século XIV, os franciscanos desenharam uma caminhada de devoção que incluía algumas das estações actuais mas tinha como início o Santo Sepulcro.

Durante 200 anos, foi esta a rota usual até que o desejo dos peregrinos europeus em seguir os acontecimentos pela ordem das escrituras e a terminar no Calvário acabou por conquistar a mudança. Mas nem todos se puseram de acordo, nem assim se esperava em Jerusalém, a cidade de todas as disputas.

Vários historiadores reclamam que a Via Dolorosa deveria começar ainda fora da Cidadela, junto de onde, em tempos, se erguia a residência de Pilatos. Referências bíblicas ao julgamento de Jesus mencionam que teve lugar numa plataforma e num espaço aberto.

Segundo os estudiosos, só o palácio do governador poderia ter tal estrutura. De acordo, os historiadores reivindicam que o itinerário ideal para a Via Dolorosa deveria seguir, dali, para leste pela rua de David.

Depois, para norte, através do actual souq el-Lahamin e, para Oeste, em direcção ao Calvário.

Morondava, Avenida dos Baobás, Madagáscar

O Caminho Malgaxe para o Deslumbre

Saída do nada, uma colónia de embondeiros com 30 metros de altura e 800 anos ladeia uma secção da estrada argilosa e ocre paralela ao Canal de Moçambique e ao litoral piscatório de Morondava. Os nativos consideram estas árvores colossais as mães da sua floresta. Os viajantes veneram-nas como uma espécie de corredor iniciático.
São João de Acre, Israel

A Fortaleza que Resistiu a Tudo

Foi alvo frequente das Cruzadas e tomada e retomada vezes sem conta. Hoje, israelita, Acre é partilhada por árabes e judeus. Vive tempos bem mais pacíficos e estáveis que aqueles por que passou.

Istambul, Turquia

Onde o Oriente encontra o Ocidente, a Turquia Procura um Rumo

Metrópole emblemática e grandiosa, Istambul vive numa encruzilhada. Como a Turquia em geral, dividida entre a laicidade e o islamismo, a tradição e a modernidade, continua sem saber que caminho seguir

Helsínquia, Finlândia

Uma Via Crucis Frígido-Erudita

Chegada a Semana Santa, Helsínquia exibe a sua crença. Apesar do frio de congelar, actores pouco vestidos protagonizam uma re-encenação sofisticada da Via Crucis por ruas repletas de espectadores.
Helsínquia, Finlândia

A Páscoa Pagã de Seurasaari

Em Helsínquia, o sábado santo também se celebra de uma forma gentia. Centenas de famílias reúnem-se numa ilha ao largo, em redor de fogueiras acesas para afugentar espíritos maléficos, bruxas e trolls
Jaffa, Israel

Onde Assenta a Telavive Sempre em Festa

Telavive é famosa pela noite mais intensa do Médio Oriente. Mas, se os seus jovens se divertem até à exaustão nas discotecas à beira Mediterrâneo, é cada vez mais na vizinha Old Jaffa que dão o nó.
Marinduque, Filipinas

Quando os Romanos Invadem as Filipinas

Nem o Império do Oriente chegou tão longe. Na Semana Santa, milhares de centuriões apoderam-se de Marinduque. Ali, se reencenam os últimos dias de Longinus, um legionário convertido ao Cristianismo.
Marinduque, Filipinas

A Paixão Filipina de Cristo

Nenhuma nação em redor é católica mas muitos filipinos não se deixam intimidar. Na Semana Santa, entregam-se à crença herdada dos colonos espanhóis.A auto-flagelação torna-se uma prova sangrenta de fé
Jerusalém, Israel

Em Festa no Muro das Lamentações

Nem só a preces e orações atende o lugar mais sagrado do judaísmo. As suas pedras milenares testemunham, há décadas, o juramento dos novos recrutas das IDF e ecoam os gritos eufóricos que se seguem.
Jaffa, Israel

Protestos Pouco Ortodoxos

Uma construção em Jaffa, Telavive, ameaçava profanar o que os judeus ultra-ortodoxos pensavam ser vestígios dos seus antepassados. E nem a revelação de se tratarem de jazigos pagãos os demoveu da contestação.
Jabula Beach, Kwazulu Natal, Africa do Sul
Safari
Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.
Thorong La, Circuito Annapurna, Nepal, foto para a posteridade
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna 13º: High Camp - Thorong La - Muktinath, Nepal

No Auge do Circuito dos Annapurnas

Aos 5416m de altitude, o desfiladeiro de Thorong La é o grande desafio e o principal causador de ansiedade do itinerário. Depois de, em Outubro de 2014, ter vitimado 29 montanhistas, cruzá-lo em segurança gera um alívio digno de dupla celebração.
Lençóis da Bahia, Diamantes Eternos, Brasil
Arquitectura & Design
Lençois da Bahia, Brasil

Lençois da Bahia: nem os Diamantes São Eternos

No século XIX, Lençóis tornou-se na maior fornecedora mundial de diamantes. Mas o comércio das gemas não durou o que se esperava. Hoje, a arquitectura colonial que herdou é o seu bem mais precioso.
Totems, aldeia de Botko, Malekula,Vanuatu
Aventura
Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula.
Desfile de nativos-mericanos, Pow Pow, Albuquerque, Novo México, Estados Unidos
Cerimónias e Festividades
Albuquerque, E.U.A.

Soam os Tambores, Resistem os Índios

Com mais de 500 tribos presentes, o pow wow "Gathering of the Nations" celebra o que de sagrado subsiste das culturas nativo-americanas. Mas também revela os danos infligidos pela civilização colonizadora.
Penhascos acima do Valley of Desolation, junto a Graaf Reinet, África do Sul
Cidades
Graaf-Reinet, África do Sul

Uma Lança Bóer na África do Sul

Nos primeiros tempos coloniais, os exploradores e colonos holandeses tinham pavor do Karoo, uma região de grande calor, grande frio, grandes inundações e grandes secas. Até que a Companhia Holandesa das Índias Orientais lá fundou Graaf-Reinet. De então para cá, a quarta cidade mais antiga da nação arco-íris prosperou numa encruzilhada fascinante da sua história.
Máquinas Bebidas, Japão
Comida
Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.
Casal Gótico
Cultura

Matarraña a Alcanar, Espanha

Uma Espanha Medieval

De viagem por terras de Aragão e Valência, damos com torres e ameias destacadas de casarios que preenchem as encostas. Km após km, estas visões vão-se provando tão anacrónicas como fascinantes.

Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Desporto
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Train Fianarantsoa a Manakara, TGV Malgaxe, locomotiva
Em Viagem
Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.
Danças
Étnico
Okinawa, Japão

Danças de Ryukyu: têm séculos. Não têm grandes pressas.

O reino Ryukyu prosperou até ao século XIX como entreposto comercial da China e do Japão. Da estética cultural desenvolvida pela sua aristocracia cortesã contaram-se vários estilos de dança vagarosa.
portfólio, Got2Globe, fotografia de Viagem, imagens, melhores fotografias, fotos de viagem, mundo, Terra
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Porfólio Got2Globe

O Melhor do Mundo – Portfólio Got2Globe

Marcha Patriota
História
Taiwan

Formosa mas Não Segura

Os navegadores portugueses não podiam imaginar o imbróglio reservado a Formosa. Passados quase 500 anos, mesmo insegura do seu futuro, Taiwan prospera. Algures entre a independência e a integração na grande China.
Ilhéu das Rolas, São Tomé e Príncipe, equador, enseada
Ilhas
Ilhéu das Rolas, São Tomé e Príncipe

Ilhéu das Rolas: São Tomé e Principe a Latitude Zero

Ponto mais austral de São Tomé e Príncipe, o Ilhéu das Rolas é luxuriante e vulcânico. A grande novidade e ponto de interesse desta extensão insular da segunda menor nação africana está na coincidência de a cruzar a Linha do Equador.
Cavalos sob nevão, Islândia Neve Sem Fim Ilha Fogo
Inverno Branco
Husavik a Myvatn, Islândia

Neve sem Fim na Ilha do Fogo

Quando, a meio de Maio, a Islândia já conta com o aconchego do sol mas o frio mas o frio e a neve perduram, os habitantes cedem a uma fascinante ansiedade estival.
Recompensa Kukenam
Literatura
Monte Roraima, Venezuela

Viagem No Tempo ao Mundo Perdido do Monte Roraima

Perduram no cimo do Mte. Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.
Barrancas del Cobre, Chihuahua, mulher Rarámuri
Natureza
Barrancas del Cobre, Chihuahua, México

O México Profundo das Barrancas del Cobre

Sem aviso, as terras altas de Chihuahua dão lugar a ravinas sem fim. Sessenta milhões de anos geológicos sulcaram-nas e tornaram-nas inóspitas. Os indígenas Rarámuri continuam a chamar-lhes casa.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Ponte de Ross, Tasmânia, Austrália
Parques Naturais
À Descoberta de Tassie, Parte 3, Tasmânia, Austrália

Tasmânia de Alto a Baixo

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito aussie mais rude ser. Tassie mantém-se envolta em mistério e misticismo numa espécie de traseiras dos antípodas. Neste artigo, narramos o percurso peculiar de Hobart, a capital instalada no sul improvável da ilha até à costa norte, a virada ao continente australiano.
A Toy Train story
Património Mundial UNESCO
Siliguri a Darjeeling, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Sósias dos irmãos Earp e amigo Doc Holliday em Tombstone, Estados Unidos da América
Personagens
Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.
Tambores e tatoos
Praias
Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.
igreja, nossa senhora, virgem, guadalupe, mexico
Religião
San Cristobal de las Casas a Campeche, México

Uma Estafeta de Fé

Equivalente católica da Nª Sra. de Fátima, a Nossa Senhora de Guadalupe move e comove o México. Os seus fiéis cruzam-se nas estradas do país, determinados em levar a prova da sua fé à patrona das Américas.
Composição Flam Railway abaixo de uma queda d'água, Noruega
Sobre Carris
Nesbyen a Flam, Noruega

Flam Railway: Noruega Sublime da Primeira à Última Estação

Por estrada e a bordo do Flam Railway, num dos itinerários ferroviários mais íngremes do mundo, chegamos a Flam e à entrada do Sognefjord, o maior, mais profundo e reverenciado dos fiordes da Escandinávia. Do ponto de partida à derradeira estação, confirma-se monumental esta Noruega que desvendamos.
cowboys oceania, Rodeo, El Caballo, Perth, Australia
Sociedade
Perth, Austrália

Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.
Visitantes nas ruínas de Talisay, ilha de Negros, Filipinas
Vida Quotidiana
Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.
Parque Nacional Gorongosa, Moçambique, Vida Selvagem, leões
Vida Selvagem
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
PT EN ES FR DE IT