Osaka, Japão

O Japão Urbano-Jovial de Osaka


Pedra ante Pedra
Alunos brincam as escaladas na base do castelo de Osaka.
Ginasta Dançarino
Dançarino destoa dos visitantes do castelo medieval de Osaka.
Por um Túnel Galeria
Transeuntes percorrem um tunel do metro de Osaka.
Adoração do Ídolo Billy Ken
Crianças detêm-se aos pés da estátua dourada de BilliKen.
Osaka Jo
O Castelo de Osaka, destacado acima do centro da cidade.
Dotonbori
As margens iluminadas por neon do canal de Dotonbori.
Things as They Are
Duas amigas fazem-se fotografar aos pés da estátua de Billy Ken.
Beicinhos
Amigas e um bebé num Dog Café de Osaka,
Jintan
Modelo promove uma antiga equipa de beisebol de Osaka.
Amigas de Ferrys
Amigas na fase da Ferrys Wheel da Bay Area.
O Oceanário de Osaka
O aquário Kaiyukan iluminado na Bay Area de Osaka.
Dotonbori
Moradora de Osaka à sombra do neon garrido de Dotonbori.
Asahi Lager
Outdoor vistoso promove a cerveja japonesa Asahi.
Recordação à moda Nipónica
Visitantes fotografam-se com o castelo de Osaka em fundo.
Reflexos da Vida de Osaka
Edifício da Bay Area de Osaka gera um reflexo curiosos dos seus visitantes.
Osaka a (muitas) Cores
Decoração garrida de uma rua do centro de Osaka.
Salaryman
Salaryman passa num corredor de um edifício da Bay Area.
CBD de Osaka
O casario moderno de Osaka, a terceira cidade japonesa.
Ensaios de Rua
Jovens praticam dança na base iluminada de um centro comercial.
Terceira cidade mais populosa do Japão e uma das mais antigas, Osaka não perde demasiado tempo com formalidades e cerimónias. A capital da região do Kansai é famosa pelas suas gentes extrovertidas sempre prontas a celebrar a vida.

Menos de duas horas. É quanto nos demora a viagem de 330km entre Hiroxima e Osaka.

Chegamos à estação de Shin Osaka, por volta das 17h30. Instalamo-nos num café das imediações de Osaka Jo Kitazume até à hora em que a jovem moradora nossa anfitriã connosco se podia encontrar.

Mayu chega em cima das 22h. Caminhamos com ela até casa. Quando chegamos ao seu apartamento no 10º andar, percebemos que, não só estamos próximos do castelo de Osaka, em pleno centro de Chuo-Ku, como temos uma vista privilegiada sobre a fortaleza, o lago em redor e os prédios alinhados do Central Business District.

Mayu põe-nos à vontade. Oferece-nos cervejas geladas que partilhamos numa amena cavaqueira em inglês. Até à meia-noite. Por essa hora, desculpa-se mas tem que se ir deitar. Do nosso lado, depois da longa jornada de baixo a meio da ilha de Honshu, o plano dela parecia-nos bem.

Só despertamos às 10 da manhã. Mayu tinha saído para o ginásio e só voltaria ao final do dia. Ainda estávamos algo confusos quanto ao plano para a exploração de Osaka.

À Conquista do Velho Castelo de Osaka

Com o castelo da cidade ali à mão de semear, apostamos em simplificar. Afinal de contas, mais que destacado acima do âmago da cidade, como seria de esperar, o Osaka Jo é indissociável da história desta que é agora a terceira urbe nipónica.

Castelo de Osaka, Japão

O Castelo de Osaka, destacado acima do centro da cidade.

Ergueu-o, em 1583, um dáimio que resistia ao domínio crescente de Ieyasu Tokugawa, este, o unificador do Japão, primeiro xógum do xogunato Tokugawa.

Quase o consumiu um incêndio provocado por um raio, cinquenta anos após Ieyasu o ter conquistado. E não obstante os bombardeamentos dos Aliados na 2ª Guerra Mundial o terem danificado, o Osaka Jo resistiu à destruição atroz que se verificou, sobretudo, numa área para sudoeste do bairro de Chuo-Ku.

De acordo, concretizada uma reabilitação que durou de 1995 a 1997, o castelo recuperou o esplendor medieval e uma imponência oriental que desde o dia anterior nos seduzia. Instantes depois de passarmos para o domínio interior do antigo fosso, damos com um pequeno exército de jovens alunos.

Apesar da formalidade de fato e gravata dos seus uniformes, tinham cedido à tentação de conquistarem o monumento, favorecidos pela ausência de autoridades do complexo e pelo tamanho das frechas entre os blocos de granito da estrutura.

Pé ante pé, pedra após pedra, os rapazes avançavam nessa base, mais avanço que subida já que a subida implicava desafiarem a gravidade.

E a vida.

Castelo de Osaka, Japão

Alunos brincam as escaladas na base do castelo de Osaka.

Por mais inconscientes e imaturas se revelassem as suas, os jovens sabiam que o castelo já tinha assistido a suficientes tragédias. Como tal, viraram-se para nós, concordantes com uma ou duas fotos cool. Após o que trataram de regressar ao solo sem espalho ou espalhafato.

Quando o conseguem, pedem-nos para espreitar as imagens. “Sugoi!” exclamam em jeito de aprovação do registo. Despedimo-nos do pequeno gang. Saímos em busca de outros japoneses e motivos fotografáveis.

A Evasão e Diversão Nipónica em redor do Osaka Jo

Uma guia turística de bandeirinha amarela em riste apela ao seu grupo de visitantes que a ela se reúnam. Logo ao lado, num estilo que contrastava com o uniformizado da senhora, um outro súbdito do imperador destacava-se pela sua exuberância.

Trajava botas de neve, calças púrpura, t-shirt verde e gorro rosa.

Dançarino, Osaka, Japão

Dançarino destoa dos visitantes do castelo medieval de Osaka.

De fones nos ouvidos e uma mini-máquina fotográfica pendurada ao pescoço para o que desse e viesse, este turista-dançante entregava-se a movimentos e coreografias ditadas pela música. Indiferente à audiência em redor e, sobretudo, ao que dele podiam achar, fazia do pátio de acesso ao Osaka Jo a sua pista particular.

Outros visitantes, enfiavam as cabeças em modelos de personagens medievais nipónicas, e fotografavam-se com o castelo em fundo.

Para cá, para lá, acima e abaixo dos sete pisos que abrigam o museu dedicado ao próprio castelo e a Toyotomi Hideyoshi, o senhor da guerra japonês que ordenou a sua construção, chegamos ao fim da tarde.

Recordação, castelo de Osaka, Japão

Visitantes fotografam-se com o castelo de Osaka em fundo.

Afastamo-nos para aquém do fosso e do lago e apreciamos a duplicidade de atmosferas nocturnas do bairro de Chuo-Ku. A do castelo amarelado que quase parecia pairar acima da mancha escura da floresta.

E a dos prédios altos e modernos do CBD, verdadeiras caixas de luz espetadas à beira do lago, cada qual, com a sua razão corporativa de ser. Ou melhor, com centenas delas.

OSaka, Japão

O casario moderno de Osaka, a terceira cidade japonesa.

O CBD de Osaka e relevância da cidade no Panorama Financeiro Nipónico

Osaka tornou-se um dos principais centros financeiros do Japão. Entre as multinacionais famosas à escala mundial que lá têm as suas sedes, contam-se a Panasonic e a Sharp.

Salaryman, Osaka, Japão

Salaryman passa num corredor de um edifício da Bay Area.

Malgrado a relevância empresarial, a cidade é conhecida pela sua cultura menos cerimoniosa, mais informal, espontânea e festiva, em comparação, por exemplo, com a capital Tóquio, com Yokohama e com a tradicionalista Quioto.

Até o próprio à vontade da nossa anfitriã Mayu parecia contribuir para o confirmar.

Situada na zona subtropical do Japão, Osaka tem um clima mais ameno mas também mais chuvoso ao longo do ano que estas vizinhas.

Para os dois dias seguintes, estava previsto céu cinzento e aguaceiros.

Dotonbori, o Coração e a Alma Cosmopolita de Osaka

Conformados com a sina meteorológica, informados da sua abundância de ruas arcadas, dedicamo-nos a explorar a zona de Dotonbori, a que se estendia entre duas das pontes que atravessam o canal do rio homónimo, um dos vários que sulcam a cidade, na iminência da grande Baía de Osaka.

Reflexos de Osaka, Japão

Edifício da Bay Area de Osaka gera um reflexo curiosos dos seus visitantes.

De facto, Dotonbori confirmou-se o coração e a alma da vida cosmopolita da cidade, a rede de ruas e ruelas que traduzem a sua riqueza cultural e comercial.

Passamos por incontáveis restaurantes, uns tradicionais, outros nem tanto. Espreitamos salões de pachinko (jogo de sorte electrónico japonês) e outros de purikura, versões hipermodernas da vulgar máquina de fotografias.

Tanto as ruas abertas como as arcadas estão pejadas de faixas publicitárias verticais, algumas em forma dos néones que carregam a noite de luz e de cor, várias acompanhadas de símbolos figurados sobre as suas portas.

Rua de Osaka, Japão

Decoração garrida de uma rua do centro de Osaka.

Num dos cruzamentos, surpreende-nos a estátua dourada de um grande bebé de sorriso trocista, sentado num trono em jeito de Buda pueril. Uma inscrição que o identificava como “Billiken – Things as They Ought to Be”, pouco ou nada nos esclarecia.

O Estranho Fenómeno Urbano do Bebé Grande Biliken

E, no entanto, adultos, adolescentes e crianças que por ali passavam homenageavam-no e repetiam, com o boneco, fotos e mais fotos.

Só muito mais tarde viemos a apurar de onde provinha a sua popularidade. E vinha de bem longe.

BilliKen, Osaka, Japão

Crianças detêm-se aos pés da estátua dourada de BilliKen.

Nos primeiros anos do século XX, a tal figura apareceu num sonho de Florence Pretz, uma professora de arte e ilustradora de Kansas City. Fretz atribuiu-lhe o nome Billiken que achou num poema de 1896, chamado “Mr. Moon: a Song of the Little People”.

Chegada a 1908, Pretz registou a patente do boneco que veio a fazer furor tanto no Canada como nos Estados Unidos, onde se tornou símbolo da Universidade de Saint Louis, não tarda, apodo de uma série de equipas menores de beisebol.

O boneco chegou ao Japão, levado pelas representações desportivas nipónicas que se deslocavam aos Estados Unidos. Uma das mais impressionantes representações do Billiken foi erguida, logo em 1912, no Luna Park de Osaka em representação de um sortido prolífico de Americana.

Billiken, Osaka, Japão

Duas amigas fazem-se fotografar aos pés da estátua de Billy Ken.

Em 1923, essa estátua de madeira sumiu com o fecho do parque. E, em 1980, uma réplica foi colocada numa das torres famosas da cidade, a Tsutenkaku. Daí em diante, o notório, já quase divino Billiken de Osaka como que andou em tournée dentro do Japão e até nos Estados Unidos.

Bastaram apenas alguns passos para encontrarmos outra das influências culturais com que os norte-americanos preencheram o vazio deixado pela derrota nipónica na 2ª Guerra Mundial.

O beisebol tornou-se o desporto número um do Japão. Movimenta biliões de ienes, parte deles em contratações de jogadores estrangeiros.

Logo ao lado, dois modelos, jogadores ou ex-jogadores, exibiam o equipamento de uma equipa de outros tempos, a Osaka Gold Vilignes.

Modelo de beisebol, Osaka, Japão

Modelo promove uma antiga equipa de beisebol de Osaka.

America-Mura. Onde a Cultura Nipónica se Funde com a Legada pelos Estados Unidos

Caminhamos ao longo do America-Mura, mais conhecida como Ame-Mura, um sector da área de Minami, fulcro da cultura e da moda jovem da região nipónica da região de Kansai, que a presença de uns poucos gaijin (estrangeiros) torna mais cosmopolita.

Dotonbori, Osaka, Japão

As margens iluminadas por neon do canal de Dotonbori.

Ame-mura estende-se pela Naga Hori Street, até ao culminar de néon de Dotonbori. Quando lá voltamos, ainda é de dia. Uma multidão percorre a viela às compras ou a saborear distintos petiscos, caso das okonomiyaki, as panquecas de couve que fazem japoneses e estrangeiros viajarem de longe, para as saborearem em Osaka.

Acima, imponentes, um a enfrentar o outro, impingem-se outdoors rivais das cervejas Kirin Lager e Asahi Super Dry, em qualquer caso, bebidas apropriadas para acompanhar a intrincada okonomiyaki que, convidados por Mayu, ainda nos viria a deliciar.

Outdoor, Osaka, Japão

Outdoor vistoso promove uma cerveja japonesa.

Sem deixarmos por completo o âmbito, quando escurece, destaca-se sobre o canal e nele reflectido o atleta vitorioso da marca de comida Glico, também ela de Osaka mas presente em mais de trinta países.

Não obstante a sua assinatura em inglês “Good Taste and Good Health”, esta multinacional exporta  chocolates, batatas-fritas, pastilhas elásticas, gelados e vários outros produtos destoantes.

Dotonbori, Osaka, Japão

Moradora de Osaka à sombra do neon garrido de Dotonbori.

Uma já inesperada chuva a potes atesta o canal de Dotonbori. Faz debandar a multidão para as ruas arcadas. Com o cansaço a adensar-se ao mesmo ritmo que a noite, recolhemos ao abrigo reconfortante de Mayu onde, até à hora de nos deitarmos, voltamos a beber Asahis geladas, à conversa.

Bay Area: a Versão Mais Marinha e Aberta de Osaka

O dia seguinte, dedicamo-lo à Bay Area, a zona do estuário que nos fez lembrar uma Expo 98 à moda de Osaka. Lá se encontra também um grande oceanário, o Osaka Aquarium. Nas imediações, os Universal Studios Japan e uma enorme Ferris Wheel.

Aquário Kaiyukan, Osaka, Japão

O aquário Kaiyukan iluminado na Bay Area de Osaka.

Nenhuma destas atracções se revelava prioritária se quiséssemos manter-nos fiéis à descoberta da exótica e criativa cultura nipónica.

Mesmo assim, desafogada à beira-mar, a Bay Area fez-nos caminhar mais do que contávamos e subirmos ao observatório do edifício Umeda de onde acompanhámos o acender das luzes urbanas.

Hip-hop. Osaka, Japão

Jovens praticam dança na base iluminada de um centro comercial.

Terminámos o périplo de Osaka num piso subterrâneo desse mesmo edifício. De rastos, sentámo-nos a assistir a uma comunidade bem-disposta de breakdancers e hip-hopers da cidade, a aperfeiçoarem as suas danças acrobáticas.

Ogimashi, Japão

Um Japão Histórico-Virtual

Higurashi no Naku Koro ni” foi uma série de animação nipónica e jogo de computador com enorme sucesso. Em Ogimashi, aldeia de Shirakawa-Go, convivemos com um grupo de kigurumis das suas personagens.
Tóquio, Japão

A Noite Sem Fim da Capital do Sol Nascente

Dizer que Tóquio não dorme é eufemismo. Numa das maiores e mais sofisticadas urbes à face da Terra, o crepúsculo marca apenas o renovar do quotidiano frenético. E são milhões as suas almas que, ou não encontram lugar ao sol, ou fazem mais sentido nos turnos “escuros” e obscuros que se seguem.
Tóquio, Japão

À Moda de Tóquio

No ultra-populoso e hiper-codificado Japão, há sempre espaço para mais sofisticação e criatividade. Sejam nacionais ou importados, é na capital que começam por desfilar os novos visuais nipónicos.
Tóquio, Japão

Um Santuário Casamenteiro

O templo Meiji de Tóquio foi erguido para honrar os espíritos deificados de um dos casais mais influentes da história do Japão. Com o passar do tempo, especializou-se em celebrar bodas tradicionais.
Quioto, Japão

Sobrevivência: A Última Arte Gueixa

Já foram quase 100 mil mas os tempos mudaram e as gueixas estão em vias de extinção. Hoje, as poucas que restam vêem-se forçadas a ceder a modernidade menos subtil e elegante do Japão.
Tóquio, Japão

Fotografia Tipo-Passe à Japonesa

No fim da década de 80, duas multinacionais nipónicas já viam as fotocabines convencionais como peças de museu. Transformaram-nas em máquinas revolucionárias e o Japão rendeu-se ao fenómeno Purikura.
Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para o seu inemuri, dormitar em público.
Tóquio, Japão

O Imperador sem Império

Após a capitulação na 2ª Guerra Mundial, o Japão submeteu-se a uma constituição que encerrou um dos mais longos impérios da História. O imperador japonês é, hoje, o único monarca a reinar sem império.
Tóquio, Japão

O Mercado de Peixe que Perdeu a Frescura

Num ano, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Desde 1935, que uma parte considerável era processada e vendida no maior mercado piscícola do mundo. Tsukiji foi encerrado em Outubro de 2018, e substituído pelo de Toyosu.
Tóquio, Japão

Ronronares Descartáveis

Tóquio é a maior das metrópoles mas, nos seus apartamentos exíguos, não há lugar para mascotes. Empresários nipónicos detectaram a lacuna e lançaram "gatis" em que os afectos felinos se pagam à hora.
Tóquio, Japão

Pachinko: o Vídeo - Vício Que Deprime o Japão

Começou como um brinquedo mas a apetência nipónica pelo lucro depressa transformou o pachinko numa obsessão nacional. Hoje, são 30 milhões os japoneses rendidos a estas máquinas de jogo alienantes.
Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.
Elafonisi, Creta, Grécia
Praia
Chania a Elafonisi, Creta, Grécia

Ida à Praia à Moda de Creta

À descoberta do ocidente cretense, deixamos Chania, percorremos a garganta de Topolia e desfiladeiros menos marcados. Alguns quilómetros depois, chegamos a um recanto mediterrânico de aguarela e de sonho, o da ilha de Elafonisi e sua lagoa.
Caminhada Solitária, Deserto do Namibe, Sossusvlei, Namibia, acácia na base de duna
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Sossusvlei, Namíbia

O Namibe Sem Saída de Sossusvlei

Quando flui, o rio efémero Tsauchab serpenteia 150km, desde as montanhas de Naukluft. Chegado a Sossusvlei, perde-se num mar de montanhas de areia que disputam o céu. Os nativos e os colonos chamaram-lhe pântano sem retorno. Quem descobre estas paragens inverosímeis da Namíbia, pensa sempre em voltar.
hipopotamos, parque nacional chobe, botswana
Parques nacionais
PN Chobe, Botswana

Chobe: um rio na Fronteira da Vida com a Morte

O Chobe marca a divisão entre o Botswana e três dos países vizinhos, a Zâmbia, o Zimbabwé e a Namíbia. Mas o seu leito caprichoso tem uma função bem mais crucial que esta delimitação política.
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Casario tradicional, Bergen, Noruega
Arquitectura & Design
Bergen, Noruega

O Grande Porto Hanseático da Noruega

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O pequeno farol de Kallur, destacado no relevo caprichoso do norte da ilha de Kalsoy.
Aventura
Kalsoy, Ilhas Faroé

Um Farol no Fim do Mundo Faroês

Kalsoy é uma das ilhas mais isoladas do arquipélago das faroés. Também tratada por “a flauta” devido à forma longilínea e aos muitos túneis que a servem, habitam-na meros 75 habitantes. Muitos menos que os forasteiros que a visitam todos os anos atraídos pelo deslumbre boreal do seu farol de Kallur.
Desfile de nativos-mericanos, Pow Pow, Albuquerque, Novo México, Estados Unidos
Cerimónias e Festividades
Albuquerque, E.U.A.

Soam os Tambores, Resistem os Índios

Com mais de 500 tribos presentes, o pow wow "Gathering of the Nations" celebra o que de sagrado subsiste das culturas nativo-americanas. Mas também revela os danos infligidos pela civilização colonizadora.
Moradora de Dali, Yunnan, China
Cidades
Dali, China

A China Surrealista de Dali

Encaixada num cenário lacustre mágico, a antiga capital do povo Bai manteve-se, até há algum tempo, um refúgio da comunidade mochileira de viajantes. As mudanças sociais e económicas da China fomentaram a invasão de chineses à descoberta do recanto sudoeste da nação.
Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Transbordo
Cultura

Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a “Survivor”

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.

Desporto
Competições

Homem, uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, as competições dão sentido ao Mundo. Umas são mais excêntricas que outras.
Casal Gótico
Em Viagem

Matarraña a Alcanar, Espanha

Uma Espanha Medieval

De viagem por terras de Aragão e Valência, damos com torres e ameias destacadas de casarios que preenchem as encostas. Km após km, estas visões vão-se provando tão anacrónicas como fascinantes.

Étnico
Gizo, Ilhas Salomão

Gala dos Pequenos Cantores de Saeraghi

Em Gizo, ainda são bem visíveis os estragos provocados pelo tsunami que assolou as ilhas Salomão. No litoral de Saeraghi, a felicidade balnear das crianças contrasta com a sua herança de desolação.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Igreja arménia, península Sevanavank, Lago Sevan, Arménia
História
Lago Sevan, Arménia

O Grande Lago Agridoce do Cáucaso

Fechado entre montanhas a 1900 metros de altitude, considerado um tesouro natural e histórico da Arménia, o Lago Sevan nunca foi tratado como tal. O nível e a qualidade da sua água deterioram-se décadas a fio e uma recente invasão de algas drena a vida que nele subsiste.
Vela ao vento
Ilhas

Zanzibar, Tanzânia

As Ilhas Africanas das Especiarias

Vasco da Gama abriu o Índico ao império luso. No século XVIII, o arquipélago de Zanzibar tornou-se o maior produtor de cravinho e as especiarias diversificaram-se, tal como os povos que o disputaram.

Cavalos sob nevão, Islândia Neve Sem Fim Ilha Fogo
Inverno Branco
Husavik a Myvatn, Islândia

Neve sem Fim na Ilha do Fogo

Quando, a meio de Maio, a Islândia já conta com o aconchego do sol mas o frio mas o frio e a neve perduram, os habitantes cedem a uma fascinante ansiedade estival.
Na pista de Crime e Castigo, Sao Petersburgo, Russia, Vladimirskaya
Literatura
São Petersburgo, Rússia

Na Pista de “Crime e Castigo”

Em São Petersburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.
Moradora de Nzulezu, Gana
Natureza
Nzulezu, Gana

Uma Aldeia à Tona do Gana

Partimos da estância balnear de Busua, para o extremo ocidente da costa atlântica do Gana. Em Beyin, desviamos para norte, rumo ao lago Amansuri. Lá encontramos Nzulezu, uma das mais antigas e genuínas povoações lacustres da África Ocidental.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Kogi, PN Tayrona, Guardiães do Mundo, Colômbia
Parques Naturais
PN Tayrona, Colômbia

Quem Protege os Guardiães do Mundo?

Os indígenas da Serra Nevada de Santa Marta acreditam que têm por missão salvar o Cosmos dos “Irmãos mais Novos”, que somos nós. Mas a verdadeira questão parece ser: "Quem os protege a eles?"
Peregrinos no cimo, Monte Sinai, Egipto
Património Mundial UNESCO
Monte Sinai, Egipto

Força nas Pernas e Fé em Deus

Moisés recebeu os Dez Mandamentos no cume do Monte Sinai e revelou-os ao povo de Israel. Hoje, centenas de peregrinos vencem, todas as noites, os 4000 degraus daquela dolorosa mas mística ascensão.
aggie grey, Samoa, pacífico do Sul, Marlon Brando Fale
Personagens
Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.
Vista aérea de Moorea
Praias
Moorea, Polinésia Francesa

A Irmã Polinésia que Qualquer Ilha Gostaria de Ter

A meros 17km de Taiti, Moorea não conta com uma única cidade e abriga um décimo dos habitantes. Há muito que os taitianos veem o sol pôr-se e transformar a ilha ao lado numa silhueta enevoada para, horas depois, lhe devolver as cores e formas exuberantes. Para quem visita estas paragens longínquas do Pacífico, conhecer também Moorea é um privilégio a dobrar.
Detalhe do templo de Kamakhya, em Guwahati, Assam, Índia
Religião
Guwahati, India

A Cidade que Venera Kamakhya e a Fertilidade

Guwahati é a maior cidade do estado de Assam e do Nordeste indiano. Também é uma das que mais se desenvolve do mundo. Para os hindus e crentes devotos do Tantra, não será coincidência lá ser venerada Kamakhya, a deusa-mãe da criação.
Comboio do Fim do Mundo, Terra do Fogo, Argentina
Sobre carris
Ushuaia, Argentina

Ultima Estação: Fim do Mundo

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul.
city hall, capital, oslo, noruega
Sociedade
Oslo, Noruega

Uma Capital (sobre) Capitalizada

Um dos problemas da Noruega tem sido decidir como investir os milhares milhões de euros do seu fundo soberano recordista. Mas nem os recursos desmedidos salvam Oslo das suas incoerências sociais.
Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Barco e timoneiro, Cayo Los Pájaros, Los Haitises, República Dominicana
Vida Selvagem
Península de Samaná, PN Los Haitises, República Dominicana

Da Península de Samaná aos Haitises Dominicanos

No recanto nordeste da República Dominicana, onde a natureza caribenha ainda triunfa, enfrentamos um Atlântico bem mais vigoroso que o esperado nestas paragens. Lá cavalgamos em regime comunitário até à famosa cascata Limón, cruzamos a baía de Samaná e nos embrenhamos na “terra das montanhas” remota e exuberante que a encerra.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.