Tataouine, Tunísia

Festival dos Ksour: Castelos de Areia que Não Desmoronam


Dia no ksar
Nativos deixam o ksar Ouled Soultane.
Abraço Ancião
Dois anciãos saúdam-se no ksar Oule Soultane.
Moda berber
Mulheres exibem o folclore berber no ksar Douiret.
Cavalaria do Deserto
Grupo de cavaleiros alinhados em frente à bancada do estádio de Tataouine em que se realizou o Festival dos Ksour.
Jóquei
Jóquei tunisino antes do início de uma prova equestre.
Encenação de batalha
Cavaleiros encenam antigas batalhas no deserto.
Corredores do Deserto
Prémios são entregues aos vencedores e participantes de uma prova de atletismo do Festival dos Ksours.
Tuareg
Guerreiro líbio exibe arte de guerra tuareg.
Cenário do deserto
O deserto visto do ksar Douiret, na iminência de uma tempestade de areia.
Conversa Discreta
Motorista da comitiva de políticos fala ao telefone num recanto do Ksar Ouled Soultane.
De volta a Casa
Mulheres descem do ksar Douiret para a planície em redor, a caminho da sua aldeia.
Vida colorida
Mulher exibe dotes de tecelagem durante exibições culturais levadas a cabo em Tataouine.
Reverência Forçada
Participantes do Festival dos Ksours louvam o então Presidente Tunisino Ben Ali, deposto durante a revolução tunisina Primavera Árabe.
Convívio berber
Nativos da região de Tataouine posam contra uma fachada interior do ksar Ouled Soultane.
Acrobacias a cavalo
Cavaleiro galopa de costas ao som de música berbere.
Tuareg
Guerreiro tuareg, parte de uma comitiva líbia que participou no festival.
Quotidiano simulado
Dois nativos berberes observam o trabalho de um ferreiro figurante, no ksar Ouled Soultane.
Os ksour foram construídos como fortificações pelos berberes do Norte de África. Resistiram às invasões árabes e a séculos de erosão. O Festival dos Ksour presta-lhes, todos os anos, uma devida homenagem.

Tataouine ganhava nova vida.

Milhares de almas do deserto do Sara, provenientes dos quatro cantos do Magrebe e do Egipto, instalavam-se na povoação

Chegavam por terra, em carrinhas cobertas de poeira fina. Ou em voos curtos provenientes das nações vizinhas. Formavam comitivas desorganizadas e barulhentas que se instalavam um pouco por toda a cidade e arredores, de tendas de inspiração beduína aos hotéis mais luxuosos.

Os nativos de Tataouine estão habituados à esta invasão anual dos visitantes. Identificam com facilidade as origens dos visitantes. Saúdam-nos com salamaleques efusivos e apertos de mão repetidos.

O Mundo (Por Essa Altura ainda Mais Extraterreno) de Tataouine

Não estamos assim tão longe da Europa mas estas portas do Sara estabelecem ainda uma fronteira de exotismo que era famosa em tempos coloniais.

Os franceses partiram da Tunísia no terceiro mês de 1956. Por terras gaulesas, “aller à Tataouine” continua a significar perder-se no fim do mundo. Sem saber como nem porquê, George Lucas conseguiu ridicularizar a expressão.

Filmou parte substancial do episódio IV da Guerra das Estrelas na região circundante. Quando teve que baptizar um remoto exoplaneta das areias para a saga, optou por Tatooine.

Cavaleiros, festival dos ksour, tataouine, tunisia

Grupo de cavaleiros alinhados em frente à bancada do estádio de Tataouine em que se realizou o Festival dos Ksour.

Enquanto avançamos do centro da capital de província para o hipódromo que acolheria vários eventos do festival, Tataouine parece-nos realmente de outro mundo.

Uma vasta zona de baixas-pressões resiste sobre o centro e norte de África. Estende-se do interior do Senegal, Mali e Níger até à Sicília e à Sardenha.

O manto de nuvens cúmplice rouba o sol escaldante a grande parte do Sara. Em simultâneo, vendavais revolvem as dunas do deserto e pintam a atmosfera do sul da Tunísia de um tom sépia algo marciano.

ksar guermessa, festival dos ksour, tataouine, tunisia

O deserto visto do ksar Douiret, na iminência de uma tempestade de areia.

Atletismos, Corridas de Cavalos, Acrobacias, Danças e Afins

Zulia, uma anfitriã do evento recebe-nos em frente ao hipódromo. Após os devidos cumprimentos, faz questão de avisar: “Está prestes a começar uma corrida. Andem por aí à vontade mas tenham cuidado com os animais. Alguns sentem a excitação no ar e podem dar coices ou morder”.

Não levamos a coisa demasiado a sério. Circulamos entre camelos e cavalos a que os proprietários e os jóqueis dão os derradeiros cuidados. Um veterinário de serviço inspeciona-os com minúcia e tira notas num bloco com páginas pré-formatadas. Está visto que as provas não são a brincar.

Cavalo, Jokei, festival dos ksour, tataouine, tunisia

Jóquei tunisino antes do início de uma prova equestre.

Passamos para o interior do recinto. Damos com as bancadas repletas de um público agasalhado e curioso que acompanha a chegada à meta dos primeiros classificados de uma meia-maratona. Atrapalham-nos camelos foragidos que teimam em não abandonar a pista.

Os prémios são entregues com pompa e circunstância.

Premiados Atletismo, festival dos ksour, tataouine, tunisia

Prémios são entregues aos vencedores e participantes de uma prova de atletismo do Festival dos Ksours.

Logo após, têm início exibições de acrobacias montadas que entusiasmam a multidão: cavaleiros que galopam virados para trás. Outros que deles se dependuram e apanham terra do chão. Tudo ao som de tambores e flautas do deserto tocados ao vivo. Tudo narrado em directo por uma repórter radiofónica equipada a rigor.

Entretanto, um exército de peões trajados de jilabas toma conta do recinto. Alinham-se no extremo oposto à bancada a empunharem bandeiras vermelhas e brancas, – as cores da Tunísia.

Assistem à acção oferecida por cavaleiros que galopam de um lado para o outro, a simularem antigas batalhas históricas a que Lawrence das Arábias preferia não ter faltado.

Cavaleiros a Galope, festival dos ksour, tataouine, tunisia

Cavaleiros encenam antigas batalhas no deserto.

Sem que o esperássemos, tornamo-nos vítimas do confronto.

Perigosos Disparos de Pólvora Seca e os Tuaregues Líbios

Os cavaleiros haviam recebido ordens para dispararem quando se cruzassem em frente ao centro da bancada.

Alguns fazem-no contra o solo, demasiado próximo dos fotógrafos e do público. Ficamos meio surdos.

Como se não bastasse, somos atingidos por pequenas pedras projectadas do chão que nos provocam feridas ligeiras no pescoço e na face. Esses estilhaços e deixam uma espectadora a chorar, com perda momentânea de visão.

Recuperamos do incómodo. Um comentário sarcástico de um colega inglês devolve-nos o bom-humor: “São assim os guerreiros do deserto! Se os tivessem deixado usar pólvora a sério, por esta altura estávamos todos mortos!”

Pouco depois, entra em cena uma milícia tuaregue líbia. Os seus trajes negros, as bolsas vermelhas a tiracolo e os turbantes e véus que lhes revelam apenas os olhos impressionam-nos.

Guerreiros, Libios, festival dos ksour, tataouine, tunisia

Guerreiro líbio exibe arte de guerra tuareg.

Sentimo-nos intimidados mas, ao mesmo tempo, aliviados. Como armas, usavam apenas punhais. Só com muito azar sofreríamos novos danos.

Uma Já Esperada Apoteose Presidencial

Nos últimos anos e até à revolução tunisina, o grande evento do hipódromo era encerrado em apoteose.

Levava-o a cabo uma multidão de participantes e figurantes que exibiam ao público uma fotografia emoldurada do ex-Presidente Ben Ali, entre bandeiras ondulantes da Tunísia e gritos de apoio incondicional. Isto, enquanto o locutor de serviço assegurava uma longa ovação de pé.

Viva Presidente, festival dos ksour, tataouine, tunisia

Participantes do Festival dos Ksours louvam o então Presidente Tunisino Ben Ali, deposto durante a revolução tunisina Primavera Árabe.

A realização do Festival dos Ksour de 2012 esteve em dúvida. Foi recentemente confirmada pelos representantes da Associación des Diplomés du Superieur, pela primeira vez encarregada de supervisionar a organização. Ben Ali já não esteve presente, nem em pessoa nem em imagens.

No dia seguinte, o Festival dos Ksour passa a itinerante. Afasta-se da cidade e visita os ksour considerados mais importantes da região.

Acrobacias Cavalo, festival dos ksour, tataouine, tunisia

Cavaleiro galopa de costas ao som de música berbere.

A Fascinante Itinerância do Festival dos Ksour

Viajamos quase 20 km. Até que damos com uma multidão de pedestres de beira de estrada.

Como nós, dirigiam-se para o ksar de Guermassa, situado num cenário extraterrestre ainda e cada vez mais alaranjado, entrecortado por mesetas longínquas. A subida para o topo da colina deixa bem claro porque o povo berbere ali instalou a sua fortificação.

Mulheres a sair Ksar, festival dos ksour, tataouine, tunisia

Mulheres descem do ksar Douiret para a planície em redor, a caminho da sua aldeia.

Pelo caminho, informam-nos que está prestes a começar o espectáculo dos aldeãos. Chegamos extenuados mas a tempo de ouvir a música introduzir as danças, protagonizadas por um coro de mulheres trajadas com haiks folclóricos e lenços vermelhos que cobrem as cabeças coroadas por tiaras douradas.

Indiferente à agitação humana, um camelo altivo, também enfeitado, espreita por cima deste grupo.

Grupo Mulheres, festival dos ksour, tataouine, tunisia

Mulheres exibem o folclore berber no ksar Douiret.

Ao nível do solo, dois anciãos de jilabas brancas protagonizam uma estranha dança bélica.

Circulam num sentido e no outro. As velhas espingardas que mantêm em riste fazem-nos lembrar ponteiros de relógio. Da forma que os manuseiam, os guerreiros de idade, renovam provocações dramáticas e perseguições lentas e contidas.

Quando a exibição termina, mudamo-nos para o ksar Ouled Soultane.

Saida Ksar Ouled Soltane, festival dos ksour, tataouine, tunisia

Nativos deixam o ksar Ouled Soultane.

O Castelo de Areia Sumptuoso de Ouled Soultane

Ouled Soultane é um dos castelos de areia mais sumptuosos do Magrebe. Agrupa duas estruturas de ghorfas (células de armazenamento de alimentos) construídas em alturas diferentes (séculos XV e XVIII) e repartidas por quatro ou cinco andares.

Ksar, Ouled, Soltane, festival dos ksour, tataouine, tunisia

Nativos da região de Tataouine posam contra uma fachada interior do ksar Ouled Soultane.

Também aqui os aldeões organizaram uma recepção calorosa aos visitantes. Contempla degustação de comida tradicional, música e danças e uma reconstituição do que se crê ter sido a existência das tribos berberes que habitavam o ksar.

Dois outros anciãos encontram-se. Trocam um abraço interminável que nos parece pôr cobro a uma longa separação.

Abraço, festival dos ksour, tataouine, tunisia

Dois anciães saúdam-se no ksar Oule Soultane.

Perguntamos o porquê de tanta emoção a um organizador que fala francês.

O anfitrião explica-nos com orgulho: “Nunca foi fácil por estes lados. Agora a Tunísia é predominantemente árabe mas já foi berbere. A partir da altura em que os primeiros exércitos islâmicos aqui chegaram, as incursões tornaram-se frequentes e, sempre sob ameaça, as tribos habituaram-se a dar valor à amizade e à solidariedade.

Foram valores que nunca mais se perderam. Estes cumprimentos são apenas uma das suas expressões. Não pensem que só acontecem nestes dias.”

Acompanhamos o festival até o fim e percebemos melhor a honra porque se rege o evento: malgrado todas as adversidades, os povos indígenas do Sara não salvaram só os ksour.

Tecela, festival dos ksour, tataouine, tunisia

Mulher exibe dotes de tecelagem durante exibições culturais levadas a cabo em Tataouine.

Ao manterem os seus castelos na areia, preservaram as suas identidades.

São João de Acre, Israel

A Fortaleza que Resistiu a Tudo

Foi alvo frequente das Cruzadas e tomada e retomada vezes sem conta. Hoje, israelita, Acre é partilhada por árabes e judeus. Vive tempos bem mais pacíficos e estáveis que aqueles por que passou.
Matmata, Tataouine:  Tunísia

A Base Terrestre da Guerra das Estrelas

Por razões de segurança, o planeta Tatooine de "O Despertar da Força" foi filmado em Abu Dhabi. Recuamos no calendário cósmico e revisitamos alguns dos lugares tunisinos com mais impacto na saga.  
Pirenópolis, Brasil

Cruzadas à Brasileira

Os exércitos cristãos expulsaram as forças muçulmanas da Península Ibérica no séc. XV mas, em Pirenópolis, estado brasileiro de Goiás, os súbditos sul-americanos de Carlos Magno continuam a triunfar.
Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.
Jaisalmer, Índia

A Vida que Resiste no Forte Dourado de Jaisalmer

A fortaleza de Jaisalmer foi erguida a partir de 1156 por ordem de Rawal Jaisal, governante de um clã poderoso dos confins hoje indianos do Deserto do Thar. Mais de oito séculos volvidos, apesar da contínua pressão do turismo, partilham o interior vasto e intrincado do último dos fortes habitados da Índia quase quatro mil descendentes dos habitantes originais.
Sigiriya, Sri Lanka

A Capital Fortaleza de um Rei Parricida

Kashyapa I chegou ao poder após emparedar o monarca seu pai. Receoso de um provável ataque do irmão herdeiro do trono, mudou a principal cidade do reino para o cimo de um pico de granito. Hoje, o seu excêntrico refúgio está mais acessível que nunca e permitiu-nos explorar o enredo maquiavélico deste drama cingalês.
Nikko, Japão

O Derradeiro Cortejo do Xogum Tokugawa

Em 1600, Ieyasu Tokugawa inaugurou um xogunato que uniu o Japão por 250 anos. Em sua homenagem, Nikko re-encena, todos os anos, a transladação medieval do general para o mausoléu faustoso de Toshogu.
Elmina, Gana

O Primeiro Jackpot dos Descobrimentos Portugueses

No séc. XVI, Mina gerava à Coroa mais de 310 kg de ouro anuais. Este proveito suscitou a cobiça da Holanda e da Inglaterra que se sucederam no lugar dos portugueses e fomentaram o tráfico de escravos para as Américas. A povoação em redor ainda é conhecida por Elmina mas, hoje, o peixe é a sua mais evidente riqueza.
Helsínquia, Finlândia

A Fortaleza em Tempos Sueca da Finlândia

Destacada num pequeno arquipélago à entrada de Helsínquia, Suomenlinna foi erguida por desígnios político-militares do reino sueco. Durante mais de um século, a Rússia deteve-a. Desde 1917, que o povo suómi a venera como o bastião histórico da sua espinhosa independência.
Marinduque, Filipinas

Quando os Romanos Invadem as Filipinas

Nem o Império do Oriente chegou tão longe. Na Semana Santa, milhares de centuriões apoderam-se de Marinduque. Ali, se reencenam os últimos dias de Longinus, um legionário convertido ao Cristianismo.
Chefchouen a Merzouga, Marrocos

Marrocos de Cima a Baixo

Das ruelas anis de Chefchaouen às primeiras dunas do Saara revelam-se, em Marrocos, os contrastes bem marcados das primeiras terras africanas, como sempre encarou a Ibéria este vasto reino magrebino.
Inari, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final da Kings Cup - Porokuninkuusajot - , confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.
Djerba, Tunísia

A Ilha Tunisina da Convivência

Há muito que a maior ilha do Norte de África acolhe gentes que não lhe resistiram. Ao longo dos tempos, Fenícios, Gregos, Cartagineses, Romanos, Árabes chamaram-lhe casa. Hoje, comunidades muçulmanas, cristãs e judaicas prolongam uma partilha incomum de Djerba com os seus nativos Berberes.
Erriadh, Djerba, Tunísia

Uma Aldeia Feita Galeria de Arte Fugaz

Em 2014, uma povoação djerbiana milenar acolheu 250 pinturas murais realizadas por 150 artistas de 34 países. As paredes de cal, o sol intenso e os ventos carregados de areia do Saara erodem as obras de arte. A metamorfose de Erriadh em Djerbahood renova-se e continua a deslumbrar.
Chebika, Tamerza, Mides, Tunísia

Onde o Saara Germina da Cordilheira do Atlas

Chegados ao limiar noroeste de Chott el Jérid, o grande lago de sal revela-nos o término nordeste da cordilheira do Atlas. As suas encostas e desfiladeiros ocultam quedas d’água, torrentes sinuosas de palmeiras, aldeias abandonadas e outras inesperadas miragens.
Ras R’mal, Djerba, Tunísia

A Ilha dos Flamingos de que os Piratas se Apoderaram

Até há algum tempo, Ras R’mal era um grande banco de areia, habitat de uma miríade de aves. A popularidade internacional de Djerba transformou-a no covil de uma operação turística inusitada.
Delta do Okavango, Nem todos os rios Chegam ao Mar, Mokoros
Safari
Delta do Okavango, Botswana

Nem Todos os Rios Chegam ao Mar

Terceiro rio mais longo do sul de África, o Okavango nasce no planalto angolano do Bié e percorre 1600km para sudeste. Perde-se no deserto do Kalahari onde irriga um pantanal deslumbrante repleto de vida selvagem.
Yak Kharka a Thorong Phedi, Circuito Annapurna, Nepal, iaques
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna 11º: Yak Karkha a Thorong Phedi, Nepal

A Chegada ao Sopé do Desfiladeiro

Num pouco mais de 6km, subimos dos 4018m aos 4450m, na base do desfiladeiro de Thorong La. Pelo caminho, questionamos se o que sentíamos seriam os primeiros problemas de Mal de Altitude. Nunca passou de falso alarme.
Music Theatre and Exhibition Hall, Tbilissi, Georgia
Arquitectura & Design
Tbilisi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.
Aventura
Vulcões

Montanhas de Fogo

Rupturas mais ou menos proeminentes da crosta terrestre, os vulcões podem revelar-se tão exuberantes quanto caprichosos. Algumas das suas erupções são gentis, outras provam-se aniquiladoras.
Cerimónias e Festividades
Pueblos del Sur, Venezuela

Os Pauliteiros de Mérida, Suas Danças e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.
Anoitecer no Parque Itzamna, Izamal, México
Cidades
Izamal, México

A Cidade Mexicana, Santa, Bela e Amarela

Até à chegada dos conquistadores espanhóis, Izamal era um polo de adoração do deus Maia supremo Itzamná e Kinich Kakmó, o do sol. Aos poucos, os invasores arrasaram as várias pirâmides dos nativos. No seu lugar, ergueram um grande convento franciscano e um prolífico casario colonial, com o mesmo tom solar em que a cidade hoje católica resplandece.
Comida
Margilan, Usbequistão

Um Ganha Pão do Uzbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
Jardin Escultórico, Edward James, Xilitla, Huasteca Potosina, San Luis Potosi, México, Cobra dos Pecados
Cultura
Xilitla, San Luís Potosi, México

O Delírio Mexicano de Edward James

Na floresta tropical de Xilitla, a mente inquieta do poeta Edward James fez geminar um jardim-lar excêntrico. Hoje, Xilitla é louvada como um Éden do surreal.
Desporto
Competições

Homem, uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, as competições dão sentido ao Mundo. Umas são mais excêntricas que outras.
kings canyon, Red centre, coracao, Australia
Em Viagem
Red Centre, Austrália

No Coração Partido da Austrália

O Red Centre abriga alguns dos monumentos naturais incontornáveis da Austrália. Impressiona-nos pela grandiosidade dos cenários mas também a incompatibilidade renovada das suas duas civilizações.
Camponesa, Majuli, Assam, India
Étnico
Majuli, Índia

Uma Ilha em Contagem Decrescente

Majuli é a maior ilha fluvial da Índia e seria ainda uma das maiores à face da Terra não fosse a erosão do rio Bramaputra que há séculos a faz diminuir. Se, como se teme, ficar submersa dentro de vinte anos, mais que uma ilha, desaparecerá um reduto cultural e paisagístico realmente místico do Subcontinente.
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

A Vida Lá Fora

Fim do dia no lago da barragem do rio Teesta, em Gajoldoba, Índia
História
Dooars, Índia

Às Portas dos Himalaias

Chegamos ao limiar norte de Bengala Ocidental. O subcontinente entrega-se a uma vasta planície aluvial preenchida por plantações de chá, selva, rios que a monção faz transbordar sobre arrozais sem fim e povoações a rebentar pelas costuras. Na iminência da maior das cordilheiras e do reino montanhoso do Butão, por óbvia influência colonial britânica, a Índia trata esta região deslumbrante por Dooars.
Torshavn, Ilhas Faroe, remo
Ilhas
Tórshavn, Ilhas Faroé

O Porto Faroês de Thor

É a principal povoação das ilhas Faroé desde, pelo menos, 850 d.C., ano em que os colonos viquingues lá estabeleceram um parlamento. Tórshavn mantém-se uma das capitais mais diminutas da Europa e o abrigo divinal de cerca de um terço da população faroense.
Maksim, povo Sami, Inari, Finlandia-2
Inverno Branco
Inari, Finlândia

Os Guardiães da Europa Boreal

Há muito discriminado pelos colonos escandinavos, finlandeses e russos, o povo Sami recupera a sua autonomia e orgulha-se da sua nacionalidade.
Sombra vs Luz
Literatura
Quioto, Japão

O Templo de Quioto que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.
Napali Coast e Waimea Canyon, Kauai, Rugas do Havai
Natureza
NaPali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto exploramos a sua Napalo Coast por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Recompensa Kukenam
Parques Naturais
Monte Roraima, Venezuela

Viagem No Tempo ao Mundo Perdido do Monte Roraima

Perduram no cimo do Monte Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.
Cansaço em tons de verde
Património Mundial UNESCO
Suzdal, Rússia

Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival.
Mascarado de Zorro em exibição num jantar da Pousada Hacienda del Hidalgo, El Fuerte, Sinaloa, México
Personagens
El Fuerte, Sinaloa, México

O Berço de Zorro

El Fuerte é uma cidade colonial do estado mexicano de Sinaloa. Na sua história, estará registado o nascimento de Don Diego de La Vega, diz-se que numa mansão da povoação. Na sua luta contra as injustiças do jugo espanhol, Don Diego transformava-se num mascarado esquivo. Em El Fuerte, o lendário “El Zorro” terá sempre lugar.
Pescador manobra barco junto à Praia de Bonete, Ilhabela, Brasil
Praias
Ilhabela, Brasil

Em Ilhabela, a Caminho de Bonete

Uma comunidade de caiçaras descendentes de piratas fundou uma povoação num recanto da Ilhabela. Apesar do acesso difícil, Bonete foi descoberta e considerada uma das dez melhores praias do Brasil.
Noiva entra para carro, casamento tradicional, templo Meiji, Tóquio, Japão
Religião
Tóquio, Japão

Um Santuário Casamenteiro

O templo Meiji de Tóquio foi erguido para honrar os espíritos deificados de um dos casais mais influentes da história do Japão. Com o passar do tempo, especializou-se em celebrar bodas tradicionais.
white pass yukon train, Skagway, Rota do ouro, Alasca, EUA
Sobre Carris
Skagway, Alasca

Uma Variante da Febre do Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.
Em quimono de elevador, Osaka, Japão
Sociedade
Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A noite japonesa é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, acolhe-nos uma anfitriã de couchsurfing enigmática, algures entre a gueixa e a acompanhante de luxo.
Vendedores de fruta, Enxame, Moçambique
Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Bwabwata Parque Nacional, Namíbia, girafas
Vida Selvagem
PN Bwabwata, Namíbia

Um Parque Namibiano que Vale por Três

Consolidada a independência da Namíbia, em 1990, para simplificarem a sua gestão, as autoridades agruparam um trio de parques e reservas da faixa de Caprivi. O PN Bwabwata resultante acolhe uma imensidão deslumbrante de ecossistemas e vida selvagem, às margens dos rios Cubango (Okavango) e Cuando.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.