Moorea, Polinésia Francesa

A Irmã Polinésia que Qualquer Ilha Gostaria de Ter


Pacífico celestial
Vista aérea de Moorea a partir de um avião da Air Tahiti que faz a ligação entre várias ilhas do arquipélago das Sociedade.
De molho
Coqueiro praticamente deitado sobre o mar tranquilo da baía de Cook.
Litoral de coral
Panorâmica de Moorea com a linha de costa envolvida por um recife de coral amplo.
Tatoo
Músico tatuado com tatuagens inspiradas na tradição polinésia taitiana.
Uma superfície dentada
Alguns dos muitos picos aguçados de Mooorea, uma ilha de origem vulcânica esculpida por uma intensa erosão.
Modo resort
Estrutura de cabanas-palafitas sofisticadas de um dos hotéis requintados instalado sobre a lagoa aquém do recife de coral de Moorea.
Espécie de cavaquinho
Músico toca um instrumento de corda tradicional.
Tons de azul
Forte contraste de tons marinhos entre o interior e o exterior da lagoa coralífera. Ao fundo, o verde das montanhas de Taiti.
De molho II
A Baía de Cook, um dos muitos recortes geológicos de Mo'orea, em tempos navegado pelo descobridor inglês James Cook.
Quase lá
Visitante caminha nao longo da costa norte de Mo'orea, à beira da lagoa interior
A meros 17km de Taiti, Moorea não conta com uma única cidade e abriga um décimo dos habitantes. Há muito que os taitianos veem o sol pôr-se e transformar a ilha ao lado numa silhueta enevoada para, horas depois, lhe devolver as cores e formas exuberantes. Para quem visita estas paragens longínquas do Pacífico, conhecer também Moorea é um privilégio a dobrar.

Descansamos e preparamos a exploração do Taiti e de Moorea à beira da piscina de Carole e das duas amigas, ambas Caroline, com quem a anfitriã partilhava a vivenda de Puna’auia.

Elas, por sua vez, experimentam hulas tradicionais polinésias, as saias vegetais que, com o tempo, evoluíram e deram lugar aos populares páreos.

Eram peças de vestuário essenciais para a sua participação na heiva, o festival e competição local de dança, em que entrariam como metros (francesas da metrópole) e assim se procuravam integrar na sociedade taitiana. As amigas tinham acabado de regressar de umas férias no Havai.

Queixavam-se com frequência de que Caró estava sempre atrasada.  Com a melhor das intenções, de lá lhe trouxeram um presente, um espelho que versava “I am not retarded”. Compraram-lhe o souvenir com base no significado francês de “retardé”.

Ao receber a prenda, Carole – bem mais dotada na língua inglesa – percebeu de imediato que alguma coisa não batia ali bem. Questionou-as sobre o que acharam que lá estava escrito. Quando lhes explicou o quê, entregaram-se as três a longas gargalhadas.

Por aquela hora, as amigas partilhavam ainda um compromisso. Saem à pressa. Nós, constatamos que o ocaso nos apanhava desprevenidos.

Rumamos a uma praia nas imediações da ponta de Nu’uroa, na orla da lagoa delimitada pela barreira de recife que protegia a maior parte da ilha.

A Silhueta Peculiar de Moorea

Banhamo-nos. Conversamos imersos naquele mar amornado pela tropicalidade. Apreciamos a ilha ao largo.

Reconstituímos nas mentes o mapa do grupo Barlavento do arquipélago das Sociedade. Concluímos que, pelo menos em consciência, contemplávamos Moorea pela primeira vez.

Carole reaparece a passear o seu labrador negro. Como o cão, o sol mergulha com estardalhaço sobre o horizonte.

O súbito arrebol transforma o verde exuberante da ilha irmã de Taiti num contorno escuro e caprichoso envolto de dourado, o celeste e o marinho seu reflexo.

Casal em caiaque com Moorea em fundo, Polinésia Francesa

Silhueta de casal em caiaque e da ilha de Moorea, em fundo.

À aparente distância de uma boa natação, a vinte minutos de barco, Moorea parecia-nos mais intrigante que nunca. Dias depois, em vez de desembarcarmos do ferry, acabamos por lá aterrar, chegados de Huahine, uma ilha mais distante do grupo.

O curto voo revelou-nos vistas aéreas de três dos vários cogumelos insulares característicos da Polinésia Francesa, o da Huahine de que descolamos, o de Moorea e também de Taiti, a irmã mais velha, ilha fulcral do arquipélago das Sociedade.

Nos três casos, montanhas pontiagudas e luxuriantes despontavam de lagoas incríveis com tons de azul que mudavam do ciano a um quase petróleo consoante a profundidade do leito arenoso marinho. Delimitavam estas lagoas, atóis que combinavam orlas terrestres com secções de recife.

Tal como nos permitira suspeitar a observação a partir do litoral oeste de Taiti, o maciço montanhoso no âmago de Moorea, podia até ser menor e menos elevado.

Revelava-se, todavia, uma esplendorosa obra de arte geológica. Entrecortada e afiada até aos limites da imaginação pela actividade vulcânica e pela erosão milenar, em particular, das chuvadas tropicais que mantêm as montanhas cobertas de uma floresta viçosa.

Vanessa, a Dama Metropolitaine de Moorea

O avião pousa na ponta nordeste, ao longo de uma zona excepcional de laje que concedeu a construção da pista singular da ilha.

Recebe-nos Vanessa Boulais, outra jovem francesa apostada na vida alternativa, bem mais solarenga, livre e melhor remunerada da Polinésia Francesa. Vanessa tinha comprado um Twingo há apenas três semanas. É nele que seguimos para a sua casinha com jardim.

Vanessa era enfermeira em Papeete, a capital do Taiti e de todo aquele território insular ultramarino. Só fazia os turnos da noite, de maneira a poder apanhar, na ida e na volta, o Aremiti 5, o ferry que ligava Moorea à capital. A nova anfitriã instala-nos.

Faz questão de nos levar a um rent a scooter. De lá, ela segue para os seus afazeres. Nós, inauguramos o ansiado modo de exploração.

A Descoberta Motorizada de Moorea

Não há, em Moorea, uma Papeete ou sequer um centro urbano que se lhe assemelhe. Em vez, os seus dezasseis mil habitantes surgem dispersos por pequenas vilas, aldeias e lugarejos, com centro administrativo, vá lá que seja, em Afareaitu e Vaiare, communes a meio da costa leste.

Fazemo-nos à estrada circular que percorre o litoral recortado. Dela partem outras, íngremes, que conduzem a pontos elevados na encosta. Uma destas vias interna-se mais que as afins.

É por ela que cruzamos os vales profundos de Opunohu e de Paopao, massacramos o motor fraco da scooter e seguimos montanha acima até passarmos o pitoresco Colégio Agrícola e atingirmos o miradouro Belvedere, o ponto mais elevado da ilha acessível por veículo.

Nas suas alturas verdejantes, deleitamo-nos com a imponência pseudo-piramidal do monte Rotui (899m), com as suas muitas arestas aguçadas. Este monte mantém apartadas, sem apelo, as baías profundas de Opunohu e de Cook.

Linhas dentadas de Moorea, Polinésia Francesa

Alguns dos muitos picos aguçados de Mooorea, uma ilha de origem vulcânica esculpida por uma intensa erosão.

Para trás e para o interior, ergue-se a montanha suprema de Moorea, o monte Tohivea (1207m), em tempos, parte da borda sul da cratera pré-histórica da ilha.

Um Reduto Tropical com Muito de Rural

Moorea está como que dividida em três mundos distintos. Afareaitu e Vaiare, mais urbanas sem serem verdadeiras cidades, formam um deles.

As aldeolas e povoações congéneres por que passamos enquanto damos a volta à ilha são outro. Nelas vadiam galinhas, porcos e restantes animais domésticos que os nativos entregam à natureza circundante.

Estas povoações são formadas por agrupamentos de casas mais ou menos tradicionais, de fares com telhados de junco ou fibras de palmeira a outras, derivadas, já todas em madeira ou com materiais menos orgânicos.

Sejam como forem os domicílios, os terrenos contíguos surgem ajardinados e florados com tal afinco que nos fazem suspeitar de contágio de um excessivo perfeccionismo colonial francófono.

A povoação da ilha é diminuta. Só de quando em quando nos cruzamos com um ou outro nativo por norma demasiado entregue aos seus afazeres ou indiferente para saudar os popas (estrangeiros) de passagem.

Aliás, em poucos lugares do mundo sentimos tanta dificuldade como nas Ilhas Sociedade para conhecermos nativos e com eles convivermos. Terá sido igual ou pior nas comparáveis ilhas Cook.

Apesar de algumas excepções, continua a provar-se bipolar a relação dos polinésios das ilhas Sociedade com os seus colonos históricos. Vanessa não tarda a descrever-nos o que vive: “no exterior, os polinésios são o mais simpáticos que conseguem para com os metros.

Nativos e Metros: um Convívio por Resolver

Nos locais de trabalho, a coisa muda de figura. Mantêm a educação necessária às funções mas durante as horas de pausa, por exemplo, é raro juntarem-se aos de fora. Nós, achamos que eles não gostam de nós que vimos da França metrópole porque consideram que lhes tiramos os postos de trabalho.

O que até pode ser verdade mas não deve ser visto só assim. É a França que injecta dinheiro na Polinésia Francesa onde pouca gente paga impostos relevantes.

A ideia que nos dá é que o trabalho desagrada aos polinésios. As mulheres, em grande número, ficam em casa. Os homens trabalham, mas não todos, nem de perto nem de longe e, quando trabalham, nem sempre o fazem com vontade.”

O que é certo é que os nativos não parecem estar suficientemente insatisfeitos com o sacrifício da sua independência e integridade cultural. Os movimentos de separação têm-se revelado inexpressivos. Os polinésios sabem que a qualidade de vida que preservam há décadas depende da França.

E, isto, apesar de as ilhas com menos expressão turística sofrerem uma séria falta das infraestruturas, cuidados de saúde e outros direitos abundantes em Taiti, em Moorea e noutras ilhas mais relevantes.

Vista aérea de Moorea

Vista aérea de Moorea a partir de um avião da Air Tahiti que faz a ligação entre várias ilhas do arquipélago das Sociedade

Vanessa conta-nos o caso de uma mulher de vinte anos que havia dado à luz em Papeete, regressou de avião à sua casa na ilha de Maupiti e lá se viu vítima de uma infecção. Sem centro hospitalar em Maupiti ou voos frequentes para Taiti, já não conseguiu voltar a Papeete com vida.

Mesmo assim, os indígenas toleram a sua progressiva submissão à administração e cultura gaulesa, bem patente na proliferação das baguetes, dos Carrefours e dos inúmeros veleiros atracados nas marinas em redor da ilha pelos metros abastados.

Uma Acesa Disputa Colonial

E, no entanto, se o rumo histórico dos descobrimentos europeus tivesse sido distinto, hoje, a Polinésia Francesa seria espanhola ou inglesa.

Crê-se que o primeiro navegador ocidental a avistar Moorea foi, em 1606, Pedro Fernandes de Queirós, um eborense ao serviço de Espanha, mas os primeiros europeus a ancorarem e a permanecerem com sérias intenções de exploração foram Samuel Wallis e o bem mais famoso capitão James Cook, em 1769.

A Baía de Cook local continua a honrar o explorador homónimo. Cook, por sua vez, foi o autor do baptismo das Ilhas Sociedade. Fê-lo em função do patrocínio da sua expedição concedido pela Real Sociedade de Londres (para o melhoramento do Conhecimento Natural). Também Charles Darwin viria a estudar tanto Taiti como Moorea.

Na ressaca destas primeiras abordagens, verificou-se uma verdadeira corrida ao domínio das inúmeras ilhas polinésias, disputada entre britânicos, espanhóis e franceses. Após sucessivos e intrincados eventos, os últimos anexaram Taiti e decretaram um Protectorado Francês que incluía já diversas outras ilhas em redor.

Desrespeitaram uma tal de Convenção Jarnac, assinada em 1847, para contentamento dos britânicos. Daí em diante, não cessaram de alargar o seu domínio no Pacífico. Como os restantes, Moorea, um dos seus redutos mais próximos de Taiti, foi-se afrancesando.

A Delicada Faceta Requintada e Luxuosa de Moorea

O “terceiro mundo” de Moorea, também ele produto deste contexto histórico, é ainda mais complexo.

Moorea, Polinésia Francesa

Panorâmica de Moorea com a linha de costa envolvida por um recife de coral amplo.

Com o tempo, seduzidos pela sumptuosidade esmeralda-turquesa dos cenários divinais, os franceses fomentaram que a Polinésia Francesa se transformasse no mais requintado recreio insular do Pacífico do Sul.  Moorea não fugiu à norma.

Malgrado o amplo litoral da ilha, enquanto a circundamos, constatamos que as verdadeiras praias, com areais vastos, são incomuns, excepção feita às de Hauru Point e à de Temae – das raras públicas – a última nas imediações do aeroporto.

Essa lacuna não impediu que dezenas de resorts luxuosos se tenham apoderado da beira-mar com acessos directos e luxuosos à lagoa turquesa no interior da barreira de recife.

Por um lado, os resorts furtam aos habitantes e aos visitantes não hóspedes um convívio fácil e saudável com a incrível orla marinha.

Cabanas palafíticas de um dos resorts luxuosos de Moorea, Polinésia Francesa

Estrutura de cabanas-palafitas sofisticadas de um dos hotéis requintados instalado sobre a lagoa aquém do recife de coral de Moorea

Por outro, mesmo se são empresas da metrópole e de outras partes do mundo a ficar com os lucros, os hotéis feitos de cabanas geminadas quase flutuantes dão emprego a uma boa parte dos nativos. Formam um reduto divulgado no resto do mundo como “chaves do paraíso” perfeitas para luas-de-mel e escapadas românticas.

Como seria de esperar, é assim que o resto do mundo vê a mítica Bora Bora e, por extensão, Moorea. Demasiados forasteiros visitam estas ilhas por uns meros dias e têm contacto com pouco mais que o resort e lagoa circundante. Como qualquer outra das Ilhas Sociedade, Moorea é uma criação da Natureza demasiado longínqua e prodigiosa para ser desperdiçada.

Mais informações sobre a Polinésia Francesa no site do Tahiti Tourisme

Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.
Papeete, Polinésia Francesa

O Terceiro Sexo do Taiti

Herdeiros da cultura ancestral da Polinésia, os mahu preservam um papel incomum na sociedade. Perdidos algures entre os dois géneros, estes homens-mulher continuam a lutar pelo sentido das suas vidas.
Maupiti, Polinésia Francesa

Uma Sociedade à Margem

À sombra da fama quase planetária da vizinha Bora Bora, Maupiti é remota, pouco habitada e ainda menos desenvolvida. Os seus habitantes sentem-se abandonados mas quem a visita agradece o abandono.
Bora-Bora, Raiatea, Huahine, Polinésia Francesa

Um Trio Intrigante de Sociedades

No coração idílico do vasto oceano Pacífico, o Arquipélago da Sociedade, parte da Polinésia Francesa, embeleza o planeta como uma criação quase perfeita da Natureza. Exploramo-lo durante um bom tempo a partir do Taiti. Os últimos dias, dedicamo-los a Bora Bora, Huahine e Raiatea.
Delta do Okavango, Nem todos os rios Chegam ao Mar, Mokoros
Safari
Delta do Okavango, Botswana

Nem Todos os Rios Chegam ao Mar

Terceiro rio mais longo do sul de África, o Okavango nasce no planalto angolano do Bié e percorre 1600km para sudeste. Perde-se no deserto do Kalahari onde irriga um pantanal deslumbrante repleto de vida selvagem.
Circuito Annapurna, Manang a Yak-kharka
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna 10º: Manang a Yak Kharka, Nepal

A Caminho das Terras (Mais) Altas dos Annapurnas

Após uma pausa de aclimatização na civilização quase urbana de Manang (3519 m), voltamos a progredir na ascensão para o zénite de Thorong La (5416 m). Nesse dia, atingimos o lugarejo de Yak Kharka, aos 4018 m, um bom ponto de partida para os acampamentos na base do grande desfiladeiro.
Escadaria Palácio Itamaraty, Brasilia, Utopia, Brasil
Arquitectura & Design
Brasília, Brasil

Brasília: da Utopia à Capital e Arena Política do Brasil

Desde os tempos do Marquês de Pombal que se falava da transferência da capital para o interior. Hoje, a cidade quimera continua a parecer surreal mas dita as regras do desenvolvimento brasileiro.
Era Susi rebocado por cão, Oulanka, Finlandia
Aventura
PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
Kente Festival Agotime, Gana, ouro
Cerimónias e Festividades
Kumasi a Kpetoe, Gana

Uma Viagem-Celebração da Moda Tradicional Ganesa

Após algum tempo na grande capital ganesa ashanti cruzamos o país até junto à fronteira com o Togo. Os motivos para esta longa travessia foram os do kente, um tecido de tal maneira reverenciado no Gana que diversos chefes tribais lhe dedicam todos os anos um faustoso festival.
Forte de São Filipe, Cidade Velha, ilha de Santiago, Cabo Verde
Cidades
Cidade Velha, Cabo Verde

Cidade Velha: a anciã das Cidades Tropico-Coloniais

Foi a primeira povoação fundada por europeus abaixo do Trópico de Câncer. Em tempos determinante para expansão portuguesa para África e para a América do Sul e para o tráfico negreiro que a acompanhou, a Cidade Velha tornou-se uma herança pungente mas incontornável da génese cabo-verdiana.

jovem vendedora, nacao, pao, uzbequistao
Comida
Vale de Fergana, Usbequistão

Uzbequistão, a Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Uzbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.
Cultura
Dali, China

Flash Mob à Moda Chinesa

A hora está marcada e o lugar é conhecido. Quando a música começa a tocar, uma multidão segue a coreografia de forma harmoniosa até que o tempo se esgota e todos regressam às suas vidas.
Corrida de Renas , Kings Cup, Inari, Finlândia
Desporto
Inari, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final da Kings Cup - Porokuninkuusajot - , confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.
A Toy Train story
Em Viagem
Siliguri a Darjeeling, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
MAL(E)divas
Étnico
Malé, Maldivas

As Maldivas a Sério

Contemplada do ar, Malé, a capital das Maldivas, pouco mais parece que uma amostra de ilha atafulhada. Quem a visita, não encontra coqueiros deitados, praias de sonho, SPAs ou piscinas infinitas. Deslumbra-se com o dia-a-dia maldivano  genuíno que as brochuras turísticas omitem.
Vista para ilha de Fa, Tonga, Última Monarquia da Polinésia
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

Sinais Exóticos de Vida

Pitões das Júnias, Montalegre, Portugal
História
Montalegre, Portugal

Pelo Alto do Barroso, Cimo de Trás-os-Montes

Mudamo-nos das Terras de Bouro para as do Barroso. Com base em Montalegre, deambulamos à descoberta de Paredes do Rio, Tourém, Pitões das Júnias e o seu mosteiro, povoações deslumbrantes do cimo raiano de Portugal. Se é verdade que o Barroso já teve mais habitantes, visitantes não lhe deviam faltar.
São Jorge, Açores, Fajã dos Vimes
Ilhas
São Jorge, Açores

De Fajã em Fajã

Abundam, nos Açores, faixas de terra habitável no sopé de grandes falésias. Nenhuma outra ilha tem tantas fajãs como as mais de 70 da esguia e elevada São Jorge. Foi nelas que os jorgenses se instalaram. Nelas assentam as suas atarefadas vidas atlânticas.
Barcos sobre o gelo, ilha de Hailuoto, Finlândia
Inverno Branco
Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, a ilha de Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.
Visitantes da casa de Ernest Hemingway, Key West, Florida, Estados Unidos
Literatura
Key West, Estados Unidos

O Recreio Caribenho de Hemingway

Efusivo como sempre, Ernest Hemingway qualificou Key West como “o melhor lugar em que tinha estado...”. Nos fundos tropicais dos E.U.A. contíguos, encontrou evasão e diversão tresloucada e alcoolizada. E a inspiração para escrever com intensidade a condizer.
Natal na Austrália, Platipus = ornitorrincos
Natureza
Atherton Tableland, Austrália

A Milhas do Natal (parte II)

A 25 Dezembro, exploramos o interior elevado, bucólico mas tropical do norte de Queensland. Ignoramos o paradeiro da maioria dos habitantes e estranhamos a absoluta ausência da quadra natalícia.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Garranos galopam pelo planalto acima de Castro Laboreiro, PN Peneda-Gerês, Portugal
Parques Naturais
Castro Laboreiro, Portugal  

Do Castro de Laboreiro à Raia da Serra Peneda – Gerês

Chegamos à (i) eminência da Galiza, a 1000m de altitude e até mais. Castro Laboreiro e as aldeias em redor impõem-se à monumentalidade granítica das serras e do Planalto da Peneda e de Laboreiro. Como o fazem as suas gentes resilientes que, entregues ora a Brandas ora a Inverneiras, ainda chamam casa a estas paragens deslumbrantes.
Teleférico de Sanahin, Arménia
Património Mundial UNESCO
Alaverdi, Arménia

Um Teleférico Chamado Ensejo

O cimo da garganta do rio Debed esconde os mosteiros arménios de Sanahin e Haghpat e blocos de apartamentos soviéticos em socalcos. O seu fundo abriga a mina e fundição de cobre que sustenta a cidade. A ligar estes dois mundos, está uma cabine suspensa providencial em que as gentes de Alaverdi contam viajar na companhia de Deus.
Mascarado de Zorro em exibição num jantar da Pousada Hacienda del Hidalgo, El Fuerte, Sinaloa, México
Personagens
El Fuerte, Sinaloa, México

O Berço de Zorro

El Fuerte é uma cidade colonial do estado mexicano de Sinaloa. Na sua história, estará registado o nascimento de Don Diego de La Vega, diz-se que numa mansão da povoação. Na sua luta contra as injustiças do jugo espanhol, Don Diego transformava-se num mascarado esquivo. Em El Fuerte, o lendário “El Zorro” terá sempre lugar.
Mangal entre Ibo e ilha Quirimba-Moçambique
Praias
Ilha do Ibo a Ilha QuirimbaMoçambique

Ibo a Quirimba ao Sabor da Maré

Há séculos que os nativos viajam mangal adentro e afora entre a ilha do Ibo e a de Quirimba, no tempo que lhes concede a ida-e-volta avassaladora do oceano Índico. À descoberta da região, intrigados pela excentricidade do percurso, seguimos-lhe os passos anfíbios.
Banhistas em pleno Fim do Mundo-Cenote de Cuzamá, Mérida, México
Religião
Iucatão, México

O Fim do Fim do Mundo

O dia anunciado passou mas o Fim do Mundo teimou em não chegar. Na América Central, os Maias da actualidade observaram e aturaram, incrédulos, toda a histeria em redor do seu calendário.
Comboio do Fim do Mundo, Terra do Fogo, Argentina
Sobre Carris
Ushuaia, Argentina

Ultima Estação: Fim do Mundo

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul.
Gatis de Tóquio, Japão, clientes e gato sphynx
Sociedade
Tóquio, Japão

Ronronares Descartáveis

Tóquio é a maior das metrópoles mas, nos seus apartamentos exíguos, não há lugar para mascotes. Empresários nipónicos detectaram a lacuna e lançaram "gatis" em que os afectos felinos se pagam à hora.
Casario, cidade alta, Fianarantsoa, Madagascar
Vida Quotidiana
Fianarantsoa, Madagáscar

A Cidade Malgaxe da Boa Educação

Fianarantsoa foi fundada em 1831 por Ranavalona Iª, uma rainha da etnia merina então predominante. Ranavalona Iª foi vista pelos contemporâneos europeus como isolacionista, tirana e cruel. Reputação da monarca à parte, quando lá damos entrada, a sua velha capital do sul subsiste como o centro académico, intelectual e religioso de Madagáscar.
Salvamento de banhista em Boucan Canot, ilha da Reunião
Vida Selvagem
Reunião

O Melodrama Balnear da Reunião

Nem todos os litorais tropicais são retiros prazerosos e revigorantes. Batido por rebentação violenta, minado de correntes traiçoeiras e, pior, palco dos ataques de tubarões mais frequentes à face da Terra, o da ilha da Reunião falha em conceder aos seus banhistas a paz e o deleite que dele anseiam.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.