Tóquio, Japão

A Noite Sem Fim da Capital do Sol Nascente


Shin Marunouchi life
Transeuntes num cruzamento complexo em frente ao edifício garrido Shin Marunouchi.
Tóquio sem fim
Vista do casario infindável e elevado de Tóquio, dourado pela luz urbana.
Lost in the Crowd
Multidão cruza-se no cruzamento de Shibuya tornado ainda mais famoso pelo filme "Lost in Translation" de Sophia Coppola.
Salarymen vs hosutos
Salarymen (executivos de empresas) passam junto a um hosuto club repleto de imagens de hosts. Muitos destes hosutos ganharão facilmente mais que eles.
Um refúgio da pressão
Salarymen, conviven num recanto de um bar de rua protegido do vento e da chuva.
Jantar a 500 ienes
Cliente deixa um restaurante de noodles e outras especialidades de baixo custo.
Brinde ao passado
Poster de antiquário à entrada de um bar sinalizado com balão de papel iluminado.
Novidades ou contas ?
Morador de Tóquio abre a sua caixa de correio ou apartado.
Catálogo de hosutos
A entrada de um hosuto club, decorada com as imagens dos hosutos (hosts) disponíveis.
Milk tea para 2
Maid moe Macaro e um amigo aquecem-se a beber milk tea junto a uma das incontáveis máquinas de bebidas de Tóquio.
Mãos para tudo
Ciclista faz-se a uma passadeira numa noite chuvosa de Tóquio.
Atmosfera de grelhados
Restaurante de rua fumarento protegido dos elementos numa passagem debaixo de uma linha de comboio urbana.
LOHB
Iluminação sofisticada do restaurante LO HB Natural Dining, em plena praça de Shibuya.
Dizer que Tóquio não dorme é eufemismo. Numa das maiores e mais sofisticadas urbes à face da Terra, o crepúsculo marca apenas o renovar do quotidiano frenético. E são milhões as suas almas que, ou não encontram lugar ao sol, ou fazem mais sentido nos turnos “escuros” e obscuros que se seguem.

Procuramos um Maid Café do distrito de Akihabara quando, nas traseiras sombrias de um bloco de prédios, reparamos na silhueta de um casal junto a uma das incontáveis máquinas de bebidas da cidade.

Sem pressas, ainda meio perdidos na excêntrica vida nocturna de Tóquio, aproximamo-nos deles com o pretexto válido de usarmos o dispositivo.

Faz um frio de rachar. Sabemos que as máquinas nos dispensam, num ápice, contra uma centena de ienes, um milk tea aquecido e revigorante.

Pedimos desculpa por perturbarmos o seu convívio e abordamo-los. Vestida de maid, Macaro prenda-nos com um sorriso tão rasgado como os seus olhos de Lolita inebriada.

Pausa para milk tea, Tóquio

Maid moe Macaro e um amigo aquecem-se a beber milk tea junto a uma das incontáveis máquinas de bebidas de Tóquio.

Enfiado num gorro de picachu que lhe cobre o cabelo alaranjado, com os lábios trespassados por piercings, o amigo, esforça-se por rir. Também o duo se aquecia, tudo indicava num curto intervalo ou fuga dos afazeres do estabelecimento que buscávamos, ou de outro do género.

Três ou quatro perguntas depois, confirmamos que não falam palavra de inglês. Tentar nipónico ou qualquer outro idioma estava fora de questão. Em vez, brindamos com eles quase em surdina, fotografamo-los, interpretamos os seus gestos de que o café em que trabalhava(m) estava ali ao lado e despedimo-nos.

Dobramos a esquina. Identificamos um letreiro com um grafismo que não deixava lugar a dúvidas. Subimos a escadaria estreita.

No cimo, outra “empregada” vestida com tanta cor quanto Macaro, quase se desfaz em boas-vindas: “Okaerinasaimase, goshujinsama!” grita com uma das vozes mais agudas e infantis que alguma vez ouvimos, para logo nos instalar num recanto abonecado e decorado em estilo “Candy Candy” do estabelecimento.

Pedimos chá. Enquanto o beberricamos, apreciamos a intrigante servilidade e graciosidade de desenho animado com que as empregadas de mesa atendem e mimam os clientes.

Pormenor de restaurante de Shibuya, Tóquio, Japão

Salarymen (executivos de empresas) passam junto a um “hosuto club” repleto de imagens de hosts. Muitos destes hosutos ganharão facilmente mais que os salaryman.

A Tara rentável dos Maid Cafes e Cuddle Cafes

Na origem, os Maid Cafes surgiram como satisfação comercial da tara nipónica masculina otaku, que é como dizer dos fans de anime, manga e afins com fetiches particulares pelas maid moe, raparigas jovens, inocentes mas atraentes, ainda mais nos seus trajes afrancesados encolhidos, repletos de rendas e folhos típicos das empregadas gaulesas de outros tempos.

Nos maid cafes mais atenciosos, as empregadas chegam a dar comida à boca dos clientes, a limpar-lhes os ouvidos e a dar-lhes massagens sobre a roupa. Também os entretêm com jogos infantis, de tabuleiro, à sardinha etc..

Conscientes da tara de muitos clientes, os estabelecimentos regem-se por uma série de princípios éticos rígidos: não é permitido fotografar ou tocar as maids de forma abusiva. Não é tolerado aos clientes pedir-lhes os contactos ou persegui-las, entre outras restrições.

Outros Estabelecimentos Menos Aconchegantes

De há algum tempo para cá, os maid cafés como que abriram portas a uma panóplia de cafés e restaurantes concorrentes fora da caixa.

São uma variante em tudo distinta são os prolíficos restaurantes, cafés e clubes nocturnos “robot” em que estes protagonistas automatizados de metal servem as refeições ou dançam, exibem coreografias e animam a vida nocturna barulhenta.

Alguns, em discotecas apocalípticas inspiradas na “Guerra das Estrelas”; outros, em que os robôs de serviço são femininos, algures entre mulheres de verdade e maid moes.

Em simultâneo, têm surgido variantes quase inimagináveis destas excêntricas variantes: restaurantes Ninja, um café Alice no País das Maravilhas, bares masmorras e o Yurei Izakaia, um bar-restaurante com atmosfera arrepiante de género comboio-fantasma.

Mais uma volta na cena noctívaga da megalópole e regressamos ao âmbito da carência afectiva e da incontornável suplementação feminina. Lá damos com os Cuddle Cafés, em que, ao invés do sucedido nos Maid Cafes, os clientes pagam para dormir com as raparigas, mas não do modo que a sociedade se apressou a convencionar com o termo.

Pagam, sim, para se aninharem em conchinha com jovens donzelas “residentes”, para delas receberem os afectos de que carecem nas suas vidas escravas dos PCs e alienadas de tudo e de todos.

Os Cuddle Cafes são, na prática, uma espécie de versão ternurenta e asséptica do que se passa nos Red Light Districts de Kabukicho e Shinjuku.

Ali, mulheres kaba kuras kurabu (contracção de Cabaret Club, com pouco que ver com as gueixas sobreviventes de Quioto) e homens hosuto kurabu (contração de hosts de clubs) entretêm clientes contra pagamento, em boa parte dos lugares, com sexo envolvido.

Hosutos, os incontáveis hosts de Tóquio

As imagens dos hosutos surgem disseminadas por toda a cidade, não só nas imediações dos clubes em que trabalham. Os para cima de duzentos estabelecimentos que exploram o seu charme e dotes sedutores geram rios de dinheiro.

E gastam-nos a divulgarem estes seus chamarizes andróginos em espaços publicitários retro-iluminados dispendiosos que reservam em localizações fulcrais, com habitantes e transeuntes abastados.

Salarymen passam por um hosuto club, em Tóquio, Japão

Salarymen (executivos de empresas) passam junto a um hosuto club repleto de imagens de hosts. Muitos destes hosutos ganharão facilmente mais que eles.

Roland é considerado o hosatu Top da cidade. Trabalha para o Club Platina de Kabukicho onde, rezam as crónicas que, em 2017, durante o seu aniversário, clientes femininas gastaram com ele dez milhões de ienes (77.500€) em apenas três horas.

Num mês normal, este hosuto aufere 370.000€. Para consolidar o seu estatuto, gastou já 80.000€ em ajustes plásticos à sua face. E despende 1600€ mensais para a manter imaculada.

Mas as Maid Moes, as kubakuras, os hosuto kurabu e Roland são apenas alguns dos inúmeros passatempos nocturnos da capital nipónica.

Com os seus quase 15 milhões de habitantes, Tóquio tem de tudo um pouco, de pousos recatados aos antros mais fumarentos e barulhentos da Ásia.

Incluem-se, há já muito, na primeira classe, as casas de internet, de videojogos 24/7 e de Pachinko. A quantidade de info e vídeoadictos tornou-se tal, que proliferam estes estabelecimentos que os acolhem noite fora, no conforto de boas poltronas, à frente de ecrãs e auscultadores topo de gama, se for caso disso, durante o sono.

Confrontados com os preços assustadores das dormidas na cidade, a determinada altura, os forasteiros de visita começaram também eles a dormir nestes Internet Cafés almofadados e artilhados.

Até que os argutos empresários locais detectaram a oportunidade e lançaram os claustrofóbicos hotéis cápsula.

Cruzamento movimentado de Tóquio, Japão

Transeuntes num cruzamento complexo em frente ao edifício garrido Shin Marunouchi.

A Noite Nipónica de todas as Vidas

Mas nem sempre os moradores de Tóquio conseguem prever onde aterram para noite. À imagem de quem quer passe mais que uns dias na cidade, não demoramos a constatar a realidade das saídas devastadoras de outros dos seus badalados escravos, os laborais.

É famosa a abnegação socialmente forçada dos japoneses para com o trabalho. E só um pouco menos notória – não estamos certos de que quanto ainda prevalecente – a realidade dos subalternos que, por extensão dessa pressão, se veem obrigados a sair às sextas-feiras à noite com os superiores das suas empresas e de os acompanharem em desventuras nocturnas encharcadas em sakê, whisky ou afins.

A verdade é que, tenham-se eles enfrascado com os chefes, na companhia de colegas ou sós, chegado o fim-de-semana, encontramos sempre inúmeros desses sararymen enfiados nos seus fatos executivos negros, a caminharem aos esses ou já a dormir onde o destino os fez aterrar.

Noutras partes, esteja o céu estrelado, caia chuva ou neve, o convívio faz-se ao ar livre, em grupos bem mais naturais e saudáveis.

Durante várias das longas caminhadas que fazemos por Tóquio reparamos no oportunismo dos barzinhos-restaurante que se encaixam nas laterais das passagens sob os viadutos ferroviários.

Em tempos, até à desactivação do gigantesco Mercado de Tsukiji, até ali existiam bares a servir sushi, sashimi e afins.

Restaurante debaixo de ponte, Tóquio, Japão

Restaurante de rua fumarento protegido dos elementos numa passagem debaixo de uma linha de comboio urbana.

Atravessamos algumas delas vezes sem conta, fascinados com as atmosferas fumarentas e festivas de santos populares nipónicos conferidas pelos letreiros coloridos e pelos balões de papel vermelhos.

Nessas arcadas arredondadas e convenientes, são grelhados non stop petiscos sobre o carvão servidos a preços comedidos, acompanhados com muita conversa, cerveja e, claro está, mais sakê.

Nem os deslizares recorrentes e infernizantes dos comboios por cima dos festins fazem desanimar os convivas.

Famoso cruzamento de Shibuya, Tóquio, Japão

Multidão cruza-se no cruzamento de Shibuya tornado ainda mais famoso pelo filme “Lost in Translation” de Sophia Coppola.

Shibuya, Roppongi, Ginza: cada bairro, sua Vida Nocturna de Tóquio

Os comboios também passam nas imediações de Roppongi e de Shibuya. Aí, o ambiente é, no entanto, outro. Durante os anos posteriores à 2ª Guerra Mundial, Roppongi tornou-se um dos poisos predilectos dos militares aliados.

Desde então, por razões adicionais que só a razão conhece, o bairro mantém-se um dos favoritos dos gaijin, assim chamam os japoneses aos expatriados e visitantes.

Há muito que o bairro concentra boa parte dos clubes nocturnos da cidade e tem a reputação de uma das suas vidas nocturnas mais animadas. Sobretudo pela moda rap e hip-hop que foi importada dos E.U.A. no fim dos anos 80, aparentemente para ficar. Sobretudo em Roppongi, também em Shibuya e em Shinjuku proliferam os protagonistas afro da vida nocturna.

São tantos os DJs, rappers, performers e dançarinos pagos a peso de ouro para exibirem os seus dotes como outros que constataram a mina que ali estava e se instalaram de armas e bagagens. Possuem agora os seus próprios Clubs.

Prédios dourados de Tóquio, Japão

Vista do casario infindável e elevado de Tóquio, dourado pela luz urbana.

Controlam pequenos exércitos de colaboradores igualmente afros e imigrados, touts (angariadores) que percorrem os distritos circundantes a distribuir panfletos que anunciam Nights e Ladiesnights especiais, e que, mais em cima desses eventos, patrulham as zonas em redor a atraírem transeuntes sem rumo.

Nas nossas deambulações pelas ruelas frenéticas de Shibuya, cruzamo-nos com eles e recusamos – ou então recebemos – os folhetos que impingem.

É impossível falhá-los. Além do tom desfasado de pele, têm quase o dobro da altura e volume dos japoneses. Usam roupas garridas, bling bling a condizer e ostentam um à vontade quase soberbo de ídolos das massas teenager nipónicas.

Ginza, um Bairro à Parte

O distrito de Ginza, forma um mundo com pouco que ver com este. Durante o dia, acolhe as lojas mais conceituadas e caras de Tóquio e uma das maiores concentrações de marcas de luxo à face da Terra. Pouco depois do sol assentar, converte-se na zona de entretenimento Premium da cidade.

Ao contrário de outras, não atrai, todavia, uma multidão de rua irrequieta. Os seus estabelecimentos surgem fora da vista, nos andares superiores das enormes lojas e centro comerciais.

Lá estão ocultados os melhores restaurantes de Sushi japoneses. E outros com culinárias distintas mas o mesmo tipo de serviço requintado e multimilionário. Lá estão também os melhores bares-chic e clube nocturnos opulentos e sofisticados.

Poster à entrada de um bar, Tóquio, Japão

Poster de antiquário à entrada de um bar sinalizado com balão de papel iluminado.

Por mais voltas que o mundo tenha dado na última década, o Japão permanece uma das suas quatro mais poderosas economias.

Com 15 milhões de moradores e, em redor, quase 130 milhões de japoneses ávidos por se divertirem a gastar, Tóquio mal tem tempo para respirar. Quanto mais para dormir.

Mais informações sobre Tóquio no site da JNTO – Japan National Tourism Organization.

Quioto, Japão

O Templo de Quioto que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.
Okinawa, Japão

Danças de Ryukyu: têm séculos. Não têm grandes pressas.

O reino Ryukyu prosperou até ao século XIX como entreposto comercial da China e do Japão. Da estética cultural desenvolvida pela sua aristocracia cortesã contaram-se vários estilos de dança vagarosa.
Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita o tori de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Na ilha de Miyajima, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.
Iriomote, Japão

Iriomote, uma Pequena Amazónia do Japão Tropical

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.
Nara, Japão

O Berço Colossal do Budismo Nipónico

Nara deixou, há muito, de ser capital e o seu templo Todai-ji foi despromovido. Mas o Grande Salão mantém-se o maior edifício antigo de madeira do Mundo. E alberga o maior buda vairocana de bronze.
Takayama, Japão

Takayama do Japão Antigo e da Hida Medieval

Em três das suas ruas, Takayama retém uma arquitectura tradicional de madeira e concentra velhas lojas e produtoras de saquê. Em redor, aproxima-se dos 100.000 habitantes e rende-se à modernidade.
Okinawa, Japão

O Pequeno Império do Sol

Reerguida da devastação causada pela 2ª Guerra Mundial, Okinawa recuperou a herança da sua civilização secular ryukyu. Hoje, este arquipélago a sul de Kyushu abriga um Japão à margem, prendado por um oceano Pacífico turquesa e bafejado por um peculiar tropicalismo nipónico.
Quioto, Japão

Um Japão Milenar Quase Perdido

Quioto esteve na lista de alvos das bombas atómicas dos E.U.A. e foi mais que um capricho do destino que a preservou. Salva por um Secretário de Guerra norte-americano apaixonado pela sua riqueza histórico-cultural e sumptuosidade oriental, a cidade foi substituída à última da hora por Nagasaki no sacrifício atroz do segundo cataclismo nuclear.
Ogimashi, Japão

Uma Aldeia Fiel ao A

Ogimashi revela uma herança fascinante da adaptabilidade nipónica. Situada num dos locais mais nevosos à face da Terra, esta povoação aperfeiçoou casas com verdadeiras estruturas anti-colapso.
Magome-Tsumago, Japão

Magome a Tsumago: o Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o xogum Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é percorrido por uma turba ansiosa por evasão.
Japão

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Tóquio, Japão

Pachinko: o Vídeo - Vício Que Deprime o Japão

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Só na Gronelândia e na Antárctica se encontram geleiras comparáveis ao Vatnajökull, o glaciar supremo do velho continente. E no entanto, até este colosso que dá mais sentido ao termo Terra do Gelo se está a render ao cerco inexorável do aquecimento global.
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Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell, o feiticeiro da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. Com 88 anos de idade, após 23 anos de contrato com a cidade, fez afirmações demasiado polémicas e acabou despedido.
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Ultima Estação: Fim do Mundo

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul.
Gatis de Tóquio, Japão, clientes e gato sphynx
Sociedade
Tóquio, Japão

Ronronares Descartáveis

Tóquio é a maior das metrópoles mas, nos seus apartamentos exíguos, não há lugar para mascotes. Empresários nipónicos detectaram a lacuna e lançaram "gatis" em que os afectos felinos se pagam à hora.
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Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Cabo da Cruz, colónia focas, cape cross focas, Namíbia
Vida Selvagem
Cape Cross, Namíbia

A Mais Tumultuosa das Colónias Africanas

Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.
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