Red Centre, Austrália

No Coração Partido da Austrália


À sombra da falésia
Guia Chief sobre um pequeno promontório do Kings Canyon.
Uluru-Ayers Rock
Sagrado para os aborígenes Anangu do Red Centre, o rochedo de arcose Uluru tem 873 metros de altura e uma circunferência de 9.4 km.
Caminhada sob ameaça
Grupo caminha num trilho de Kata Tjuta, protegido das moscas infernais por redes.
Sombra e sol no Outback
Contornos de rochas do Red Centre desenhados contra um rasto de sol poente.
Morro de Pedra
Mais uma estranha protuberância rochosa de Kata Tjuta.
Líder em caqui
Guia Chief conduz um grupo de visitantes do parque nacional Kata Tjuta.
Verdura e secura
Uma árvore morta sobressai do cenário inóspito de Kata Tjuta.
Melodia aborigene
Nativo toca didjeridu.
Fila Australiana
Grupo percorre a superfície aquecida e árdua do Kings Canyon.
Por fim, repouso
Amigas descansam junto à lagoa de Garden of Eden, num desfiladeiro interior do Kings Canyon.
The Olgas
Os rochedos de Kata Tjuta iluminados ao pôr-do-sol.
Barracão Camel Outback Safaris
Abrigo de camelos arejado, num bar de beira de estrada de Erdlunda.
Avistamento
Dois visitantes perscrutam os rochedos avermelhados de Kata Djuta.
Rumo incerto
Casal isolado ou perdido percorre uma plataforma ocre do Kings Canyon.
Deserto do Outback
Chief examina a paisagem sobre dunas à beira da estrada, nas imediações de Erdlunda.
Kata Tjuta ou The Olgas
Os rochedos imponentes de Kata Tjuta a partir de um desfiladeiro à sombra.
Acidente aussie
Viajantes examinam o que terá sido o resultado de um acidente rodoviário fenomenal.
Aureola e Silhueta
A sombra monumental do rochedo Uluru/Ayers Rock.
Chief em Erdlunda
Guia Chief sai de um bar de beira de estrada, em Erldunda.
Canyon Real
Um dos desfiladeiro avermelhados do Kings Canyon.
O Red Centre abriga alguns dos monumentos naturais incontornáveis da Austrália. Impressiona-nos pela grandiosidade dos cenários mas também a incompatibilidade renovada das suas duas civilizações.

Chief chega sobre a hora marcada.

Apressa-se a salvaguardar a integridade da sua imagem: “Disseram-me que vinham dois jornalistas. Que eu tinha que me apresentar e comportar em condições! Vamos lá ver o que se arranja”.

Apesar de originalmente da Nova Zelândia, a sua figura não podia ser mais ozzie. Ri-se sem complexo do topo do seu metro e noventa e pouco.

Veste uma camisa justa e uns mini-calções, ambos de caqui, gastos pelos quilómetros percorridos no deserto, sujos de nódoas que cabe ao tempo lavar. As botas de pele, amareladas, altas e poeirentas e um velho chapéu Akubra são os derradeiros apontamentos de um traje criado e retocado pelo Outback.

kings canyon, chief, promontorio, Red centre, coracao, Australia

Guia Chief sobre um pequeno promontório do Kings Canyon.

Se tivesse chegado na altura certa, Chief podia ter sido um dos pioneiros destemidos que desbravaram o interior da Austrália e ergueram a cidade de onde íamos partir à descoberta do Território do Norte.

Não foi por acaso que Alice Springs surgiu no centro geométrico da Austrália.

A Árdua Colonização do Red Centre Australiano

Na segunda metade do século XIX, grande parte do sul estava colonizado. O centro e parte do Norte eram ainda domínios incógnitos, ocupados em exclusivo pelos guardiões ancestrais aborígenes.

Em 1861-62, John McDouall Stuart liderou uma expedição ao coração do deserto. Acabaria por se tornar no primeiro europeu a atravessar a Austrália de sul a norte. E estabeleceu a rota que abriria caminho à linha de telégrafo programada para ligar Adelaide a Darwin e Darwin à Grã-Bretanha.

Mais tarde, a descoberta de ouro fluvial em grandes quantidades, a cerca de 100 km, deu origem a uma população fixa em redor de Stuart, como a colónia seria baptizada. O fim do ouro ditou que a povoação se deslocasse para próximo da estação do teleférico.

erdlunda, abrigo camelos, bar, estrada, Red centre, coracao, Australia

Abrigo de camelos arejado, num bar de beira de estrada de Erdlunda.

Essa povoação, por sua vez, foi chamada de Alice Springs, em honra da esposa do chefe dos correios e das nascentes que irrigavam o vasto oásis envolvente.

Eram tempos ásperos, dominados pela incerteza e em que a secura dominante da paisagem pedia soluções criativas. De acordo, as autoridades pioneiras resolveram importar camelos do noroeste da antiga Índia britânica – hoje Paquistão. Conduziam-nos, em longas caravanas, imigrantes das tribos Pathan, incorrectamente apelidados de cameleiros afegãos.

Estas caravanas resolveram por algum tempo o problema da falta de água. Com o passar dos anos, tornaram-se desnecessárias. Os camelos foram abandonados ou perdidos.

Multiplicaram-se e espalharam-se pelo deserto, de tal maneira que existem, hoje, em maior número, na Austrália, que em muitos países árabes.

Alice Springs: o Âmago Urbano do Red Centre

Alice – como é carinhosamente tratada – espraia-se ao longo do leito quase sempre seco do rio Todd. É feita de edifícios baixos, armazéns e complexos comerciais térreos que pouco ou nada bloqueiam o céu azul. Outros negócios dominantes são os bares, as agencias de turismo e as galerias de arte.

À primeira vista, tudo parece normal mas a presença aparentemente disfuncional da comunidade aborígene causa, neste entreposto turístico, mais desconforto que noutras localidades do Território do Norte.

nativo, aborigene, didjeridu, Red centre, coracao, Australia

Nativo toca didjeridu.

Prova-se difícil para os visitantes recém-chegados compreender porque passam o tempo sentados na relva dos jardins ou à frente de lojas e estações de serviço.

Custam a aceitar os modos primitivos e a sua incapacidade em lidar com a marginalização a que se viram votados pela civilização ocidental que os desenraizou sem retorno.

O Desenquadramento Aborígene na Sua Própria Terra

Aqui, como por toda a Austrália, o governo australiano desculpou-se e tenta redimir-se. Paga pelos pecados cometidos em dólares australianos e com a devolução de terras de que se apropriou durante o período em que manteve uma lei que equiparava os aborígenes à fauna e flora.

Aqui, como por toda a Austrália, as medidas estão longe de resolver o que quer que seja.

Durante o trecho inicial da viagem, Chief confessa: “… não faço sempre isto. Trabalho com a comunidade prisional aborígene de Alice Springs. Sou dos poucos que os conhece e aceita”.

Confessa ainda que, mesmo assim, tem dificuldade em responder às perguntas e observações preconceituosas dos turistas australianos e estrangeiros.

Tenta mentalizá-los do valor dos aborígenes explicando aos forasteiros, nos lugares mais emblemáticos, a fascinante cultura mitológica dos indígenas.

Uluru – Ayers Rock. A Sempre Controversa Questão da Ascensão

“Não posso acreditar nisto!”, repete Kevin uma última vez, após rogar uma série de pragas.

Assim que acorda e sai do seu swag (saco cama australiano), o pequeno coreano depara-se com a maior das frustrações. Depois de um ano a trabalhar em Sydney como um autómato, sonhava com o ponto alto da viagem: contemplar o Red Centre do topo do Uluru.

uluru, ayers rock, Red centre, coracao, Australia

Sagrado para os aborígenes Anangu do Red Centre, o rochedo de arcose Uluru tem 873 metros de altura e uma circunferência de 9.4 km.

Nessa manhã, o silvar estridente do bush australiano soava a más notícias.

Na tarde anterior, Chief, tinha sido bem claro. Em nome dos aborígenes Anangu, pedia a todos que não subissem.  Esclarecia ainda que só impediria quem o quisesse fazer caso as condições meteorológicas o determinassem.

Contra as previsões, em vez de acalmar, o vento aumentou durante a noite. Sobre a aurora, as autoridades do parque fecharam o acesso ao trilho e facilitaram a vida ao guia.

À primeira vista simples, o tema das ascensões ao Ayers Rock – como lhe chamaram os colonos de origem britânica em homenagem ao Chief Secretary da Austrália do Sul de 1873 – é, na realidade, bastante complexo.

Reflecte a relação melindrosa que os descendentes de colonos australianos mantêm com os indígenas.

bar, estrada, erdlunda, Red centre, coracao, Australia

Guia Chief sai de um bar de beira de estrada, em Erldunda.

Uluru – Ayers Rock: um Rochedo no Coração Partido da Austrália

Em 1983, o primeiro-ministro Bob Hawke prometeu devolver aquela terra em particular aos seus donos tradicionais. Concordou com um plano com dez pontos que incluía a proibição de escalada do Uluru.

À boa maneira política, a promessa depressa foi esquecida. Antes da restituição oficial, foram impostos noventa e nove anos de concessão em vez dos cinquenta pré-acordados com os aborígenes.

O acesso ao topo do Uluru acabou por ser permitido, por forma a não contrariar a vontade dos milhares de visitantes mais jovens ou simplesmente em boa forma física.

O Significado Espiritual de Uluru para os aborígenes Anangu

Os aborígenes Anangu, os protectores ancestrais do rochedo e do espaço circundante, não o escalam.

Evitam fazê-lo devido ao grande significado espiritual de Uluru. Segundo as suas crenças, passar no topo, um trilho do seu Dreamtime (o passado mitológico). Também proibiram a sua escaladas por uma questão de responsabilidade pela segurança de quem acolhem.

Ao longo dos anos, contra a vontade dos aborígenes, as subidas já causaram 35 vítimas. Em cada uma das fatalidades, os aborígenes manifestaram tristeza. Malgrado o pesar dos indígenas, os australianos são um povo habituado a conviver com a aventura e o risco. De acordo, à data, não estava prevista qualquer proibição total e absoluta que os rangers do parque pusessem em prática.

Situado no canto sudoeste do vasto Território do Norte, em pleno coração do Outback, este estranho monte-ilha de arcose, tão emblemático como homogéneo e compacto, sobreviveu a milhões de anos de erosão que apagaram do mapa um maciço envolvente gigantesco mas bem mais vulnerável ao desgaste.

Com 348m de altura máxima e 9.4km de circunferência, a formação é ainda mais intrigante por mudar de cor ao longo do dia e das estações do ano, à medida que diferentes espectros de luz nele incidem.

uluru, ayers rock, silhueta, Red centre, coracao, Australia

A sombra monumental do rochedo Uluru/Ayers Rock.

Negação da Superstição em redor de Uluru e o Arrependimento

Demasiados dos seus cerca de 400.000 visitantes anuais não resistem ao fascínio visual e mitológico do rochedo.

Mesmo alertados pelos guias sobre a maldição que assombra a vida de quem retira pedras do Uluru, preferem arriscar e cometem o delito.

Chief desenvolve-nos um dos seus temas preferidos, com um sarcasmo insuperável:  “… mais engraçado ainda é que, por descargo de consciência ou mera precaução, são vários os que se arrependem.

Depois, já nas suas casas, gastam mundos e fundos para as tentar devolver ao rochedo. Mandam-nas por correio para as agências com que viajaram e pedem-lhes que as reponham…”

Os obstáculos levantados pelas crenças aborígenes tjukurpa não se ficam, no entanto, por aí.

Em redor do monte de rocha sucedem-se as nascentes, cavernas, pequenos depósitos naturais de água e pinturas rupestres. Mas apesar da abundância de motivos, a fotografia é restringida em diversas secções em que os Anangu realizam rituais relacionados com o género e em que não admitem pessoas do sexo oposto.

erdlunda, chief, estrada, Red centre, coracao, Australia

Chief examina a paisagem sobre dunas à beira da estrada, nas imediações de Erdlunda.

O objectivo é evitar que se quebrem tabus milenares, por os indígenas virem inevitavelmente a encontrar imagens dos seus locais sagrados naquele a que chamam o mundo exterior.

Kata Djuta: o Outro Colosso Sagrado do Red Centre

A apenas 25km para oeste, acessível pela mesma Lasseter Highway que conduz ao Uluru/Ayers Rock e, depois, pela Luritja Road, impõe-se ao céu sempre azul do Red Centre um outro capricho da Terra Australis.

Trata-se de Kata Tjuta (dialecto aborígene pittjantjajara para “muitas cabeças”), uma sequência de enormes trinta e seis rochas vermelhas que cobrem uma área de quase 27 km² e têm como ponto mais alto os 1066m sobre o nível do mar do Monte Olga. 

Esta elevação, em particular, deu origem a “The Olgas”, o nome ocidental dado ao cenário.

No pico do Verão australiano, a meio da tarde, também aqui o sol castiga sem piedade.

kata tjuta, the olgas, por do sol, Red centre, coracao, Australia

Os rochedos de Kata Tjuta iluminados ao pôr-do-sol.

Contra toda o senso comum, revitaliza as infernais moscas do Outback que infernizam os visitantes durante as suas caminhadas por entre as rochas.

A fama dos insectos é tal que muitos chegam munidos de redes com que cobrem a cabeça e assim reforçam o exotismo marciano do lugar.

kata tjuta, moscas, proteccao, rede, grupo, Red centre, coracao, Australia

Grupo caminha num trilho de Kata Tjuta, protegido das moscas infernais por redes.

Dedicamos toda a manhã seguinte à exploração do Kings Canyon, um território escarpado e de visual Western situado na cordilheira George Gill, ainda a sudoeste de Alice Springs.

A nova caminhada começa com a conquista da Heart Attack Hill, assim baptizada devido à sua inclinação, imprópria para cardíacos.

Prossegue, por 5km, ao longo dos desfiladeiros, de mesetas labirínticas da “cidade” e das encostas e escadarias escavadas na rocha do Anfiteatro.

kings canyon, Red centre, coracao, Australia

Um dos desfiladeiro avermelhados do Kings Canyon.

Só a interrompemos, para descanso, à beira do Garden of Eden, um lago cercado de vegetação densa que quebra o domínio ocre da paisagem.

Dali, por fim, regressamos ao ponto de partida do circuito e a Alice Springs.

Na capital do Red Centre, esperava-nos outra longa mas fascinante etapa rodoviária: a metade norte da Stuart Highway.

acidente rodoviario, visitantes, Red centre, coracao, Australia

Viajantes examinam o que terá sido o resultado de um acidente rodoviário fenomenal.

Sydney, Austrália

De Desterro de Criminosos a Cidade Exemplar

A primeira das colónias australianas foi erguida por reclusos desterrados. Hoje, os aussies de Sydney gabam-se de antigos condenados da sua árvore genealógica e orgulham-se da prosperidade cosmopolita da megalópole que habitam. 

Melbourne, Austrália

Uma Austrália "Asienada"

Capital cultural aussie, Melbourne também é frequentemente eleita a cidade com melhor qualidade de vida do Mundo. Quase um milhão de emigrantes orientais aproveitaram este acolhimento imaculado.
À Descoberta de Tassie, Parte 1 - Hobart, Austrália

A Porta dos Fundos da Austrália

Hobart, a capital da Tasmânia e a mais meridional da Austrália foi colonizada por milhares de degredados de Inglaterra. Sem surpresa, a sua população preserva uma forte admiração pelos modos de vida marginais.
Alice Springs a Darwin, Austrália

Estrada Stuart, a Caminho do Top End da Austrália

Do Red Centre ao Top End tropical, a estrada Stuart Highway percorre mais de 1.500km solitários através da Austrália. Nesse trajecto, o Território do Norte muda radicalmente de visual mas mantém-se fiel à sua alma rude.
Perth, Austrália

Dia da Austrália: em Honra da Fundação, de Luto Pela Invasão

26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.
Wycliffe Wells, Austrália

Os Ficheiros Pouco Secretos de Wycliffe Wells

Há décadas que os moradores, peritos de ovnilogia e visitantes testemunham avistamentos em redor de Wycliffe Wells. Aqui, Roswell nunca serviu de exemplo e cada novo fenómeno é comunicado ao mundo.
Elafonisi, Creta, Grécia
Praia
Chania a Elafonisi, Creta, Grécia

Ida à Praia à Moda de Creta

À descoberta do ocidente cretense, deixamos Chania, percorremos a garganta de Topolia e desfiladeiros menos marcados. Alguns quilómetros depois, chegamos a um recanto mediterrânico de aguarela e de sonho, o da ilha de Elafonisi e sua lagoa.
Caminhada Solitária, Deserto do Namibe, Sossusvlei, Namibia, acácia na base de duna
Parque Nacional
Sossusvlei, Namíbia

O Namibe Sem Saída de Sossusvlei

Quando flui, o rio efémero Tsauchab serpenteia 150km, desde as montanhas de Naukluft. Chegado a Sossusvlei, perde-se num mar de montanhas de areia que disputam o céu. Os nativos e os colonos chamaram-lhe pântano sem retorno. Quem descobre estas paragens inverosímeis da Namíbia, pensa sempre em voltar.
Crocodilos, Queensland Tropical Australia Selvagem
Parques nacionais
Cairns a Cape Tribulation, Austrália

Queensland Tropical: uma Austrália Demasiado Selvagem

Os ciclones e as inundações são só a expressão meteorológica da rudeza tropical de Queensland. Quando não é o tempo, é a fauna mortal da região que mantém os seus habitantes sob alerta.
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Sombra vs Luz
Arquitectura & Design

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

lagoas e fumarolas, vulcoes, PN tongariro, nova zelandia
Aventura
Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões do PN Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori reclama aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.
Danca dragao, Moon Festival, Chinatown-Sao Francisco-Estados Unidos da America
Cerimónias e Festividades
São Francisco, E.U.A.

Com a Cabeça na Lua

Chega a Setembro e os chineses de todo o mundo celebram as colheitas, a abundância e a união. A enorme sino-comunidade de São Francisco entrega-se de corpo e alma ao maior Festival da Lua californiano.
Montanha da Mesa vista a partir de Waterfront, Cidade do Cabo, África do Sul
Cidades
Table Mountain, África do Sul

À Mesa do Adamastor

Dos tempos primordiais das Descobertas à actualidade, a Montanha da Mesa sempre se destacou acima da imensidão sul-africana e dos oceanos em redor. Os séculos passaram e a Cidade do Cabo expandiu-se a seus pés. Tanto os capetonians como os forasteiros de visita se habituaram a contemplar, a ascender e a venerar esta meseta imponente e mítica.
Comida
Margilan, Usbequistão

Um Ganha-Pão do Usbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
Mar-de-Parra
Cultura
Mendoza, Argentina

Viagem por Mendoza, a Grande Província Enóloga Argentina

Os missionários espanhóis perceberam, no século XVI, que a zona estava talhada para a produção do “sangue de Cristo”. Hoje, a província de Mendoza está no centro da maior região enóloga da América Latina.
Desporto
Competições

Homem, uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, as competições dão sentido ao Mundo. Umas são mais excêntricas que outras.
Platipus = ornitorrincos
Em Viagem

Atherton Tablelands, Austrália

A Milhas do Natal (parte II)

A 25 Dezembro, exploramos o interior elevado, bucólico mas tropical do norte de Queensland. Ignoramos o paradeiro da maioria dos habitantes e estranhamos a absoluta ausência da quadra natalícia.

Centro Cultural Jean Marie Tjibaou, Nova Caledonia, Grande Calhau, Pacifico do Sul
Étnico
Grande Terre, Nova Caledónia

O Grande Calhau do Pacífico do Sul

James Cook baptizou assim a longínqua Nova Caledónia porque o fez lembrar a Escócia do seu pai, já os colonos franceses foram menos românticos. Prendados com uma das maiores reservas de níquel do mundo, chamaram Le Caillou à ilha-mãe do arquipélago. Nem a sua mineração obsta a que seja um dos mais deslumbrantes retalhos de Terra da Oceânia.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Vaca cachena em Valdreu, Terras de Bouro, Portugal
História
Campos de Gerês -Terras de Bouro, Portugal

Pelos Campos do Gerês e as Terras de Bouro

Prosseguimos num périplo longo e ziguezagueante pelos domínios da Peneda-Gerês e de Bouro, dentro e fora do nosso único Parque Nacional. Nesta que é uma das zonas mais idolatradas do norte português.
Cargueiro Cabo Santa Maria, Ilha da Boa Vista, Cabo Verde, Sal, a Evocar o Sara
Ilhas
Ilha da Boa Vista, Cabo Verde

Ilha da Boavista: Vagas do Atlântico, Dunas do Sara

Boa Vista não é apenas a ilha cabo-verdiana mais próxima do litoral africano e do seu grande deserto. Após umas horas de descoberta, convence-nos de que é um retalho do Sara à deriva no Atlântico do Norte.
Passageiros sobre a superfície gelada do Golfo de Bótnia, na base do quebra-gelo "Sampo", Finlândia
Inverno Branco
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor”. Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o quebra-gelo Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Visitantes da casa de Ernest Hemingway, Key West, Florida, Estados Unidos
Literatura
Key West, Estados Unidos

O Recreio Caribenho de Hemingway

Efusivo como sempre, Ernest Hemingway qualificou Key West como “o melhor lugar em que tinha estado...”. Nos fundos tropicais dos E.U.A. contíguos, encontrou evasão e diversão tresloucada e alcoolizada. E a inspiração para escrever com intensidade a condizer.
Natureza
Lagoa de Jok​ülsárlón, Islândia

O Canto e o Gelo

Criada pela água do oceano Árctico e pelo degelo do maior glaciar da Europa, Jokülsárlón forma um domínio frígido e imponente. Os islandeses reverenciam-na e prestam-lhe surpreendentes homenagens.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
agua grande plataforma, cataratas iguacu, brasil, argentina
Parques Naturais
Cataratas Iguaçu/Iguazu, Brasil/Argentina

O Troar da Grande Água

Após um longo percurso tropical, o rio Iguaçu dá o mergulho dos mergulhos. Ali, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, formam-se as cataratas maiores e mais impressionantes à face da Terra.
Ponte de Ross, Tasmânia, Austrália
Património Mundial UNESCO
À Descoberta de Tassie, Parte 3, Tasmânia, Austrália

Tasmânia de Alto a Baixo

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito aussie mais rude ser. Tassie mantém-se envolta em mistério e misticismo numa espécie de traseiras dos antípodas. Neste artigo, narramos o percurso peculiar de Hobart, a capital instalada no sul improvável da ilha até à costa norte, a virada ao continente australiano.
Fieis acendem velas, templo da Gruta de Milarepa, Circuito Annapurna, Nepal
Personagens
Circuito Annapurna: 9º Manang a Milarepa Cave, Nepal

Uma Caminhada entre a Aclimatização e a Peregrinação

Em pleno Circuito Annapurna, chegamos por fim a Manang (3519m). Ainda a precisarmos de aclimatizar para os trechos mais elevados que se seguiam, inauguramos uma jornada também espiritual a uma caverna nepalesa de Milarepa (4000m), o refúgio de um siddha (sábio) e santo budista.
Fila Vietnamita
Praias

Nha Trang-Doc Let, Vietname

O Sal da Terra Vietnamita

Em busca de litorais atraentes na velha Indochina, desiludimo-nos com a rudeza balnear de Nha Trang. E é no labor feminino e exótico das salinas de Hon Khoi que encontramos um Vietname mais a gosto.

auto flagelacao, paixao de cristo, filipinas
Religião
Marinduque, Filipinas

A Paixão Filipina de Cristo

Nenhuma nação em redor é católica mas muitos filipinos não se deixam intimidar. Na Semana Santa, entregam-se à crença herdada dos colonos espanhóis.A auto-flagelação torna-se uma prova sangrenta de fé
Em manobras
Sobre carris

Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.

aggie grey, Samoa, pacífico do Sul, Marlon Brando Fale
Sociedade
Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.
Vendedores de fruta, Enxame, Moçambique
Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Vai-e-vem fluvial
Vida Selvagem
Iriomote, Japão

Iriomote, uma Pequena Amazónia do Japão Tropical

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.