Alice Springs a Darwin, Austrália

A Caminho do Top End


Devils Marbles

A visão excêntrica dos Devils Marbles, um fenómeno geológico improvável também sagrado para os aborígenes.

Terra inundável

Sinal avisa para o risco de inundação súbita nas imediações dos Devils Marbles.

Negócio isolado

Marco, dono de um negócio à beira da estrada em Barrow Creek.

Búfalo em Bar

Duas viajantes asiáticas investigam um pub peculiar.

Stuart Highway em Tenant Creek

Tanque de água destaca-se logo ao lado da Stuart Highway, em Tenant Creek.

Austrália Tropical

Monumento geográfico assinala a intersecção da Stuart Highway com o Trópico de Capricórnio.

Arte indígena vs Publicidade Aussie

Mulher aborígene vende pinturas.

Em busca de petroglifos

Viajantes procuram pinturas deixadas pelos aborígenes nas imediações de Ubirr.

Daly Waters Servo

Viajantes param na estação de serviço improvisada do Daly Waters Pub.

Thylacine

Pintura rupestre aborígene de um Thylacine (Tigre da Tasmânia) que em tempos proliferava na Austrália.

Edith Falls

Rio Katherine precipita-se num lago natural, num cenário avermelhado do Outback do Parque Nacional Nitmiluk.

Do Red Centre ao Top End tropical, a Stuart Hwy percorre mais de 1.500km solitários através da Austrália. Nesse trajecto, a grande ilha muda radicalmente de visual mas mantém-se fiel à sua alma rude.

É na sugestiva povoação perdida no Outback vermelho de Erlunda que nos juntamos ao tráfico espaçado da Stuart Highway. 

Baptizada em honra do pioneiro homónimo, esta estrada 

liga Adelaide a Darwin, via Alice Springs, nuns intermináveis 2834 km. Percorrem-na, com enormes intervalos, veículos de todos os tipos, das mais antigas relíquias automóveis a sofisticados comboios rodoviários compostos por dezenas de atrelados. 

Al

guns quilómetros depois da partida madrugadora, o “Track” – como é também chamado – leva-nos a cruzar  a linha imaginária do Trópico de Capicórnio assinalada, sem grande pompa, numa esfera armilar plantada à beira do asfalto. Con

tinuamos em direcção ao topo do grande norte e deparamo-nos com a primeira paragem histórica do percurso: Barrow Creek.

A povoação fantasma surgiu no mapa como uma estação de telégrafo perdida no meio do nada australiano. Depressa se tornou famosa pelos permanentes conflitos entre colonos e aborígenes Kaytetye de que foi palco, originados inicialmente pelo roubo de gado e sabotagens da linha por parte dos últimos e alimentados por consequentes vinganças e contra-vinganças sanguinárias.

Sobram da povoação original, apenas as ruínas do edifício emissor e da pequena prisão. Na proximidade, as bombas de combustível e o pub local reciclaram o seu estatuto de estação do outback, a que atribuíram, hoje, funções de abastecimento.

Marco, o barman residente, queixa-se de que há muito que não deixa o negócio-domicílio: “aqui tudo fica longe demais. Estamos condenados a esta sina eternamente renovada de ver passar…” O desabafo poético é interrompido pelo pedido de mais dois pints de Millers e resgata-o da realidade árida do bush circundante. Enquanto isso, os clientes, todos estrangeiros, ignoram o balcão e o interminável test de cricket e circulam ao longo das paredes de madeira como intelectuais de ocasião, maravilhados pela incoerência criativa das obras expostas. Há notas antigas de todo o mundo, recortes de jornais com notícias insólitas, troféus poeirentos e outros bibelots improváveis. Retoca-se a galeria cada vez que chegam mais viajantes. Sarah e Rebecca, inglesas de Liverpool, afixam dois postais cómicos. Ainda divertidas com o contributo, regressam, ao seu ínfimo Twingo alugado e somem no horizonte da Stuart Hwy.

A altura da vegetação aumenta à medida que a latitude decresce. Também parte da dinâmica climatérica e paisagística, as nuvens brancas que salpicam o céu azulão assumem formas particulares e anunciam a próxima experiência esotérica do percurso.

Situada a quatrocentos quilómetros para norte de Alice Springs, a povoação seguinte, não passa de um ponto ínfimo perdido na vastidão do mapa australiano mas, fazendo fé em vários testemunhos, parece ter conquistado um lugar de destaque no Universo.

Luzes no firmamento, discos rotativos com cúpulas azuis e seres prateados deles teletransportados para a superfície, ali, vermelha da Terra, tudo parece ser comum em Wycliffe Wells.

Lew Farkas, gerente da estação de serviço e do parque de caravanas locais, há cerca de vinte e cinco anos, não só decorou as suas instalações com estátuas e motivos de outros mundos como assegura “ … eu próprio já tive uma meia dúzia de avistamentos, só este ano”. E, para que não fiquem quaisquer dúvidas, remata: “o dono anterior avisou-me logo quando me passou isto … com ele, e com vários aborígenes de cá, é exactamente a mesma coisa”.

As posições mantêm-se extremadas. Os analistas mais cépticos afiançam que tudo se deve, na verdade, ao alto consumo de álcool do Northern Territory e à necessidade que os locais têm de acrescentar emoções àquelas que são consideradas as vidas mais monótonas do país. Do lado oposto e sem complexos, os locais rejubilam com as frequentes visitas de ovnilogistas conceituados, participam em convenções e descrevem experiências à media especializada internacional.

Dez quilómetros para diante, Sarah e Rebecca reaparecem paradas à beira da estrada. Apesar de terem acabado de passar mais uma estação de serviço, o seu Twingo imobilizou-se por falta de combustível. Quando voltam, à boleia, a Wycliffe Wells, um amigo de Lew Farkas, não resiste a comentar: “Estão a ver !? ” Aqui, nunca é preciso ir muito longe para ver extraterrestres.”

À passagem pelos Devils Marbles – duas enormes rochas amareladas, redondas e sagradas para os aborígenes que se equilibram sobre uma plataforma rochosa – o sol revela-se mais abrasador que o normal. Provoca uma busca desesperada de sombra que acaba por precipitar a partida.

Três horas depois, anuncia-se Daly Waters. A chegada é acompanhada duma suave transição para o clima tropical do Top End e as nuvens cobrem, agora, totalmente o céu. Surgem árvores dignas desse nome e rios a extrapolar o leito que nos obrigam desviar caminho e a cruzar pontes de campanha.

A povoação revela-se mais um apinhado de casas de madeira abandonadas que tem na proximidade o que resta do primeiro aeroporto internacional da Austrália, construído para combater a invasão japonesa, na 2a Guerra Mundial. Daly Waters dá sinais de vida apenas no pub homónimo, mais um antro aberrante e acolhedor do Outback que seduz e retêm ozzies e estrangeiros como se a função da Stuart Hwy fosse, tão só, ali chegar. Repete-se a decoração caótica de um qualquer ferro-velho próspero e a oferta das melhores cervejas australianas. Ao lado do balcão, jazem a inevitável mesa de snooker e uma TV em que o mesmo test de cricket emitido, na tarde anterior, em Barrow Creek,  está para durar.

O acumular dos quilómetros deixa o Outback vermelho definitivamente para trás enquanto a estação das chuvas se adensa. Aparecem os já esperados territórios inacessíveis do Top End. 

Sem forma de chegar a Matarranca e às curiosas termas homónimas, seguimos directos ao Parque Nacional Nitmiluk (lugar do sonho das cigarras, em dialecto aborígene jawoyn) para descobrir que a sua Katherine Gorge está, também, parcialmente, fora de alcance. Sobra a vista panorâmica do alto da falésia, logo à entrada da garganta que revela a vastidão verdejante do “bush” ensopado, quebrada pelo caudal transbordante e repleto de crocodilos do rio Katherine.

O cenário repete-se ao longo dos parques nacionais vizinhos, o Lichtfield e o Kakadu, permanentemente irrigados por uma humidade sufocante e pela chuva, ora escassa ora diluviana mas sempre presente. Só as estradas principais, como a Stuart e a Arhnem Highway, escapam à inundação impondo-se frequentes travessias anfíbias sempre que delas nos desviamos.

A planície de Nadab é um território privilegiado pela natureza. Dela se projectam mesetas ferrosas que contrastam com o verde  dominante e foram, há muito, eleitas pelos aborígenes como abrigos e suportes da sua arte. Ubirr destaca-se pela quantidade de inscrições em surpreendente estado de preservação descrevendo cenas de caça, cerimónias, mitologia e magia. Para êxtase dos apaixonados pela fauna australiana e da pré-história, entre desenhos de peixes locais, tartarugas e wallabies (pequenos cangurus) sobressai uma pintura de um thylacine, o recém-extinto Tigre da Tasmânia.

Pela sua localização, no prolongamento do planalto de Arhnem, o caudal do Mary river transborda, de Dezembro a Abril e cria, em redor, uma enorme área de pântanos, pauis e lagoas fluviais que, com a chegada do Gurrung (uma das seis estações do ano aborígenes, de meio de Agosto a meio de Outubro), se transformam nos oásis australianos, os billabongs.

Até então, a comunidade conflituosa de saltwater e freshwater crocks partilha a paisagem verdejante e encharcada com uma fauna variada que inclui manadas de brumbies (cavalos selvagens) e de búfalos de água.

A impossibilidade de viajar pelos territórios inundados até às famosas Jim Jim Falls de Kakadu, faz das diversas quedas de água do Parque Nacional Lichtfield um itinerário alternativo, procurado pelos australianos da capital Darwin e por todas as agências de turismo a operar no Northern Territory. Uma atrás da outra, Wangi, Tolmer, Tjaetaba e Tjayanera surgem invadidas por grupos de jovens irrequietos que, munidos de geleiras pejadas de cervejas, celebram cada minuto longe de Darwin e dos seus castigantes postos de trabalho.

Com 120.650 habitantes, a cidade mais moderna e populosa do inóspito Northern Territory, é simultaneamente a menor das capitais de estado do país. Erguida, de frente para o Mar de Timor e o Oceano Indico, como porta de entrada setentrional da Austrália, Darwin tem um passado complicado e um futuro promissor.

Foi destruída e reconstruída em duas ocasiões distintas. Em 1942, 188 caças japoneses – a mesma frota que atacaria, em seguida, Pearl Harbour – deram início a uma série de raides que deixaram a cidade em ruínas. Na década de setenta, Tracy, o mais devastador dos ciclones que a visitaram até hoje, destruiu 70% dos edifícios erguidos ou recuperados após o fim da 2a Guerra Mundial.

A nova reconstrução sublinhou os traços modernos da sua arquitectura que acolheu uma sociedade multiétnica enriquecida por imigrantes dos quatro cantos do mundo que continuam a instalar-se para trabalhar na indústria mineira e no crescente sector turístico local.

Darwin esforça-se para não desiludir quem chega ao fim da Stuart Highway, animando-se com festivais originais e outros eventos. A missão revela-se, no entanto, ingrata. É que, de Alice Springs a este longínquo Top End, a estranha Austrália do Northern Territory faz questão de deslumbrar.

Overseas Highway, E.U.A.

A Alpondra Caribenha dos E.U.A.

Os Estados Unidos continentais parecem encerrar-se, a sul, na sua caprichosa península da Flórida. Não se ficam por aí. Mais de cem ilhas de coral, areia e mangal formam uma excêntrica extensão tropical que há muito seduz os veraneantes norte-americanos.

Victoria, Austrália

No Grande Sul Australiano

Uma das evasões preferidas dos habitantes de Melbourne, a estrada B100 desvenda um litoral sublime que o oceano moldou. E bastam alguns km para perceber porque foi baptizada The Great Ocean Road.

Hobart, Austrália

A Porta dos Fundos da Austrália

Hobart, a capital de estado mais a sul da grande ilha foi colonizada por milhares de degredados de Inglaterra. Sem surpresa, a sua população preserva uma forte admiração pelos modos de vida marginais.

Norte de Queensland, Austrália

Uma Austrália Demasiado Selvagem

Os ciclones e as inundações são só a expressão meteorológica da rudeza tropical de Queensland. Quando não é o tempo, é a fauna mortal da região que mantém os seus habitantes sob alerta.

Red Centre, Austrália

No Coração Partido da Austrália

O Red Centre abriga alguns dos monumentos naturais incontornáveis da Grande Ilha. Impressiona-nos pela grandiosidade dos cenários mas também a incompatibilidade renovada das suas duas civilizações.

Wycliffe Wells, Austrália

Os Ficheiros Pouco Secretos de Wycliffe Wells

Há décadas que os moradores, peritos de ovnilogia e visitantes testemunham avistamentos em redor de Wycliff Wells. Aqui, Roswell nunca serviu de exemplo e cada novo fenómeno é comunicado ao mundo.

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

A pequena-grande Senglea
Arquitectura & Design

Senglea, Malta

A Cidade com Mais Malta

No virar do século XX, Senglea acolhia 8.000 habitantes em 0.2 km2, um recorde europeu, hoje, tem “apenas” 3.000 cristãos bairristas. É a mais diminuta, sobrelotada e genuína das urbes maltesas.

Totens tribais
Aventura

Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula

Cerimónias e Festividades
Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.
Natal de todas as cores
Cidades
Shillong, India

Selfiestão de Natal num Baluarte Cristão da Índia

Chega Dezembro. Com uma população em larga medida cristã, o estado de Meghalaya sincroniza a sua Natividade com a do Ocidente e destoa do sobrelotado subcontinente hindu e muçulmano. Shillong, a capital, resplandece de fé, felicidade, jingle bells e iluminações garridas. Para deslumbre dos veraneantes indianos de outras partes e credos.
Comodidade até na Natureza
Comida

Tóquio, Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.

Parada e Pompa
Cultura

São Petersburgo, Rússia

A Rússia Vai Contra a Maré mas, Siga a Marinha.

A Rússia dedica o último Domingo de Julho às suas forças navais. Nesse dia, uma multidão visita grandes embarcações ancoradas no rio Neva enquanto marinheiros afogados em álcool se apoderam da cidade.

Radical 24h por dia
Desporto

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Verão Escarlate
Em Viagem

Valência a Xàtiva, Espanha

Do outro Lado da Ibéria

Deixada de lado a modernidade de Valência, exploramos os cenários naturais e históricos que a "comunidad" partilha com o Mediterrâneo. Quanto mais viajamos mais nos seduz a sua vida garrida.

Étnico
Manaus, Brasil

Ao Encontro do Encontro das Águas

O fenómeno não é único mas, em Manaus, reveste-se de uma beleza e solenidade especial. A determinada altura, os rios Negro e Solimões convergem num mesmo leito do Amazonas mas, em vez de logo se misturarem, ambos os caudais prosseguem lado a lado. Enquanto exploramos estas partes da Amazónia, testemunhamos o insólito confronto do Encontro das Águas.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Herança colonial
História

Lençois da Bahia, Brasil

Nem os Diamantes São Eternos

No século XIX, Lençóis tornou-se na maior fornecedora mundial de diamantes. Mas o comércio das gemas não durou o que se esperava. Hoje, a arquitectura colonial que herdou é o seu bem mais precioso.

Coragem
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Pentecostes, Vanuatu

Bungee Jumping para Homens a Sério

Em 1995, o povo de Pentecostes ameaçou processar as empresas de desportos radicais por lhes terem roubado o ritual Naghol. Em termos de audácia, a imitação elástica fica muito aquém do original.

Verificação da correspondência
Inverno Branco

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Trio das alturas
Literatura

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

Esqui
Natureza

Lapónia, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Caminhada Suprema
Parques Naturais

Savuti, Botswana

O Domínio dos Leões Comedores de Elefantes

Um retalho do deserto do Kalahari seca ou é irrigado consoante caprichos tectónicos da região. No Savuti, os leões habituaram-se a depender deles próprios e predam os maiores animais da savana.

Sombra Missioneira
Património Mundial Unesco

Misiones, Argentina

Missões Impossíveis

No séc. XVIII, os jesuítas expandiam um domínio religioso no coração da América do Sul em que convertiam os indígenas guarani. Mas as Coroas Ibéricas arruinaram a utopia tropical da Companhia de Jesus

De visita
Personagens

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Conversa ao pôr-do-sol
Praia

White Beach, Filipinas

A Praia Asiática de Todos os Sonhos

Foi revelada por mochileiros ocidentais e pela equipa de filmagem de “Assim Nascem os Heróis”. Seguiram-se centenas de resorts e milhares de veraneantes orientais mais alvos que o areal de giz.

Solovestsky Outonal
Religião

Ilhas Solovetsky, Rússia

A Ilha-Mãe do Arquipélago Gulag

Acolheu um dos domínios religiosos ortodoxos mais poderosos da Rússia mas Lenine e Estaline transformaram-na num gulag cruel. Com a queda da URSS, Solovestky recupera a paz e a sua espiritualidade.

White Pass & Yukon Train
Sobre carris

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Solidão andina
Sociedade

Mérida, Venezuela

A Renovação Vertiginosa do Teleférico mais Alto do Mundo

Em execução desde 2010, a reconstrução do teleférico de Mérida chegou à sua estação terminal. Foi levada a cabo nas montanhas andinas por operários intrépidos que sofreram na pele a grandeza da obra.

Dança dos cabelos
Vida Quotidiana
Huang Luo, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Campo de géiseres
Vida Selvagem

El Tatio, Chile

Uma Ida a Banhos Andina

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4300 m de altitude. Os seus geiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes. Ditou o tempo que uma das mais concorridas celebrações dos Andes e do Deserto do Atacama passasse por lá partilharem uma piscina aquecida a 30º pelas profundezas da Terra.

Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.