Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva


Locomotiva garrida
Locomotiva do Kuranda train em Kuranda.
Derradeiro apito
Chefe de estação anuncia a partida do Kuranda train.
Visitantes Orientais
Passageiros orientais em predomínio numa das carruagens do Kuranda Train.
Contemplação sobre carris
Passageira aprecia a paisagem da selva tropical do PN Barren Falls, em movimento.
Lynda
Vendedora psicadélica da feira de Kuranda.
Colosso Ferroviário
Composição do Kuranda atravessa um dos viadutos amplos que viabilizaram o percurso entre Cairns e Kuranda.
Reposicionamento
Funcionário da estação de Kuranda ajusta uma placa de sinalização.
Tropical
Passageiro em traje tropical fotografa a composição do Kuranda train acabada de chegar à plataforma de Freshwater.
Varandim
Kuranda train detém-se acima das quedas d'àgua de Barron para que os passageiros apreciem o cenário.
Sinalética
Composição de Kuranda train passa junto a sinalética 10
Sada
Sada, escultor de artefactos e instrumentos aborígenes.
Visitantes Orientais II
Passageiros orientais em predomínio numa das carruagens do Kuranda Train.
Kuranda train
O Kuranda train avança por um traçado sinuoso ao longo da selva do Parque Nacional Barron Falls.
Kuranda Hippie
Imagem da época hippie de Kuranda.
Sombra Preciosa
Passageiros protegem-se do calor abafado na esplanada do Kuranda Hotel.
Barren Falls
Kuranda train detém-se para que os passageiros admirem as quedas d'àgua mais emblemáticas da região, normalmente mais impressionantes.
Maternidade aussie
Mãe vendedora em Kuranda com o seu filho.
Bem-vindo a Kuranda
Passageiros deixam a estaçao de Kuranda e dirigem-se para o centro da pequena povoaçao.
Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

A composição aproxima-se da plataforma de Freshwater.

A funcionária tem dificuldade em conter os passageiros curiosos, ávidos de fotografarem a grande locomotiva colorida que se aproxima e demasiado próximos da extremidade proibida da linha.

Estamos nos arredores de Cairns, no norte luxuriante do leste da Austrália. O comboio chega do centro da cidade com algum atraso e o maquinista sabe que tem que recuperar tempo perdido.

Conta com a colaboração do chefe de estação para apressar os procedimentos: “All aboard” grita este do fundo dos pulmões. Volta a inspirar e sopra o apito com igual vigor ferroviário.

Tropical, passageiros, Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia

Passageiro em traje tropical fotografa a composição do Kuranda train acabada de chegar à plataforma de Freshwater.

A Viagem de Cairns pela Selva do PN Barron Falls acima

Já estamos instalados nos assentos vermelhos quando sentimos a carruagem oscilar. O Kuranda Train avança primeiro entre a floresta húmida limítrofe e os areais ervados do Mar de Coral.

Depois, galga as alturas da cordilheira de Macalister e entra na selva cerrada do Parque Nacional Barron Falls onde serpenteia ao longo de desfiladeiros imponentes.

O fluir gracioso das carruagens, arejadas e confortáveis e a imponência dos cenários pouco dizem das agruras na origem daquele caminho-de-ferro. E, no entanto, passou pouco mais de um século desde o esboçar tresloucado do projecto.

Comboio, composição, carruagens, Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia

Composição do Kuranda atravessa um dos viadutos que viabilizaram o percurso entre Cairns e Kuranda.

A Urgência Histórica na Origem do Kuranda Railway

Estávamos em 1881 e o norte de Queensland vivia mais uma de tantas épocas prolongadas de monção. Uma comunidade numerosa de mineiros de estanho nas margens do Wild River, próximo de Herberton, sofria já vários meses de racionamento e de fome.

Isto, porque estrada de terra resgatada ao mato se tinha transformado num longo atoleiro e não permitia a chegada de mantimentos de Port Douglas. Tal provação suscitou uma forte contestação entre os colonos daquela área remota e o intensificar da exigência de um caminho de ferro que os ligasse ao litoral.

Passou o período de aflição, como o calor e as chuvas predominantes. Vindos os meses mais frios e secos da Austrália, os políticos do sul afluíram ao Top End para fazer as suas campanhas eleitorais. Todos prometiam construir a desejada linha.

Em Março de 1882, o Ministro do Trabalho e das Minas decidiu materializar as promessas e encarregou Christie Palmerston, um bushman e pioneiro experiente, de achar a melhor rota entre a costa e o Planalto de Atherton.

Turistas em carruagem, comboio, Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia

Passageiros orientais em predomínio numa das carruagens do Kuranda Train.

A Rivalidade entre Cairns e Port Douglas pelo Terminal Costeiro

Com o apoio estatal garantido, as cidades rivais de Cairns e Port Douglas lutaram pelo direito de acolher o terminal costeiro e de desenvolver a linha. Nesse tempo, Palmerston investigava já as diversas hipóteses para o itinerário e dava sistematicamente com um trilho antes marcado por um tal de inspector Douglas.

No fim do seu percurso, Douglas mandou um telegrama ao secretário colonial que resumia a situação: “… Viagem temível. Nenhuma hipótese de estrada. Vinte dias sem rações e a subsistir quase só de raízes. Dezanove dias de chuva contínua.”

Dois anos depois, os relatórios das investigações de Christie Palmerston estavam submetidos e avaliados. Foi escolhida a rota da garganta do Barron Valley. A população de Port Douglas explodiu de indignação. Ao mesmo tempo, a de Cairns celebrou tanto quanto pôde.

Este seria apenas o início de uma grande epopeia sobre carris.

A Selva cada Vez Mais Densa, em tempos, dos Aborígenes Tjapukai

A bordo, entretemo-nos a percorrer as carruagens e constatamos uma espécie de babel em movimento animada por visitantes dos quatro cantos do mundo mas com predominância de aussies e de asiáticos.

A composição imobiliza-se e é concedido aos passageiros o privilégio de observar as imponentes Barron Falls e outras quedas de água mais insignificantes como as Stoney Creek, a apenas alguns metros do comboio.

Comboio, Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia

O Kuranda train avança por um traçado sinuoso ao longo da selva do Parque Nacional Barron Falls.

À medida que nos aproximamos do destino final, uma locução multilíngue dá informações curiosas sobre a construção atribulada da linha.

Nada disto faz parte do texto mas, em Março de 2010, o Kuranda Train descarrilou por causa de uma derrocada. Cinco dos 250 passageiros ficaram feridos e a operação foi suspensa para reavaliação de riscos até 7 de Maio, um contratempo insignificante se comparado com os sofridos durante a obra original.

A determinada altura da construção, estavam envolvidos no projecto 1500 homens, na maioria, irlandeses e italianos, distribuídos por aquartelamentos instalados junto a cada túnel – 15 escavados à mão –  e a cada uma das 37 pontes.

Sinaletica, carruagem, Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia

Composição de Kuranda train passa junto a sinalética 10

Com o tempo, germinaram povoações de campanha fornecidas por pequenas mercearias e lojas de roupa, equipamento e dinamite. Kamerunga, no sopé do desfiladeiro, chegou a ter cinco hotéis.

Em Junho de 1891, foi inaugurado o serviço do caminho de ferro aos passageiros. Cairns prosperou enquanto Port Douglas se tornou num retiro habitacional tranquilo. Esta discrepância continua a ser bem notória.

A Resistência Aguerrida dos Aborígenes Tjapukai

Quase uma hora e meia depois, o Kuranda Train faz-se à estação final, Kuranda.

A vila de pouco mais de 1000 pessoas continua a integrar a “nação” indígena Tjapukai e acolhe o Tjapukai Indigenous Dance Theatre. Na prática, são os colonos quem mais a ocupam.

Escultor, Vendedor, aborigene, Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia

Sada, escultor de artefactos e instrumentos aborígenes.

Durante a construção da linha, os aborígenes, insatisfeitos pela invasão e destruição das suas terras, responderam atacando, com lanças, os bois e colonos trespassantes dos seus territórios.

Isto levou a que o líder John Atherton enviasse tropas nativas rivais a perpetrar a vingança, algo que resultou no infame massacre de Speewah.

Como consequência extra, os clãs Tjapukai responsáveis pelos ataques iniciais dos colonos foram segregados e enviados para uma missão de nome Mona-Mona onde não puderam mais caçar, pescar ou sequer movimentar-se com liberdade.

No virar do século, o número daqueles aborígenes tinha diminuído drasticamente. Os poucos que resistiram foram empregues em plantações de café entretanto introduzidas. Mais recentemente, o governo australiano devolveu aos descendentes as terras que eram das suas famílias.

Alguns exploram-nas. Vários fazem comércio de artesanato nos mercados da estação terminal.

Muitos, nunca mais recuperaram dos reveses sofridos. Para estes, a derradeira ironia será ver nos dias que correm, a pintura de Budaadji, a serpente mitológica que criou todos os rios e riachos do seu mundo selvagem a viajar na locomotiva do Kuranda Scenic Railway.

Locomotiva do Kuranda, Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia

Locomotiva do Kuranda train em Kuranda.

A Estação Final do Kuranda Scenic Railway

Nos anos 60 e 70, Kuranda acolheu centenas de australianos em busca de uma vida retirada e mais existencial, uma nova comunidade hippie que se deliciou com aquele porto de abrigo improvável.

Rosie Madden escreve algumas linhas orgulhosas e esotéricas, num mini-fórum sobre a povoação: “fui uma das primeiras chamadas hippies de Kuranda. Vivi numa casa numa árvore que eu e uns mates construímos.

O nosso capataz Kevin levou-me de Brissy (Brisbane) para lá de avioneta e fomos recebidos por residentes amigos numa Combi.

Jesus conheceu-nos, depois teve uma briga com Deus, duas pessoas que me deixaram sem palavras. Isto foi nos anos 70. Desde então, dei dois filhos à família Rusch: Rastah e Reuben.

sombra, esplanada, Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia

Passageiros protegem-se do calor abafado na esplanada do Kuranda Hotel.

Mas eu estava lá quando os mercados abriram pela primeira vez. Até existia um panfleto turístico que dizia “Venha a Kuranda, o centro hippie do Norte de Queensland!” Esses dias foram assim, agora é como é. Mas fico muito contente por ter contribuído para a prosperidade actual da vila”.

Os Dias Agora Turísticos e Prósperos de Kuranda

“Agora é como é” refere-se ao forte influxo de visitantes ozzies e estrangeiros e a total comercialização da vila que, das 9 da manhã até que o último comboio parte, factura em contra-relógio.

Lá encontramos resquícios modernizados da era mais espiritual do lugar, inúmeras pinturas psicadélicas e negócios peculiares. Seduzem-nos leituras de aura, venda de iguarias exóticas como vinho de manga e as inevitáveis peças do folclore aborígene: didgeridoos e bumerangues para mencionar apenas os conhecidos.

Descemos uma pequena escadaria e entramos numa zona sombria do mercado que uma placa anuncia como Bizarre. À laia de guardiã alucinogénia, Lynda gere o seu estaminé de dentro de uma túnica largueirona de todas as cores e, com um pequeno rafeiro lambedor de faces ao colo, impinge peças de roupa e bugigangas de um outro mundo.

Vendedora, Janada, cao, Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia

Vendedora psicadélica da feira de Kuranda.

Voltamos a subir para o sol impiedoso. Nessa secção elevada, conhecemos Sada que mantém uma pequena tenda de artefactos que ele próprio esculpe.

Uma curta conversa revela-nos que aquele aborígene de tronco nu assimilou bem mais da realidade exterior do que esperávamos: “São de Portugal? Bem, como eu adoro o vosso futebol. Mas, para nós, o Eusébio contínua a ser o grande ídolo, digo-vos já.

Numa época em que nós, como a maior parte dos indígenas africanos lutávamos pelos nossos direitos, ele elevou-se e foi idolatrado pelos brancos. Isso foi muito importante!”.

Na proximidade, uma mulher com visual excêntrico segura ao colo o filho abonecado que veste apenas uma t-shirt com padrão de leopardo. Acabamos por dialogar e dá-nos provas do aprofundar da relação entre as partes alinhadas por Sada.

Vendedora, Mae e filho, Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia

Mãe vendedora em Kuranda com o seu filho.

Eu sou do norte de Queensland. O Kwame nasceu cá mas o pai é do Gana. Parece um pequeno aborígenezito, não parece?

Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.
Sobre Carris

Viagens de Comboio: O Melhor do Mundo Sobre Carris

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie os melhores cenários do Mundo sobre Carris.
Atherton Tableland, Austrália

A Milhas do Natal (parte II)

A 25 Dezembro, exploramos o interior elevado, bucólico mas tropical do norte de Queensland. Ignoramos o paradeiro da maioria dos habitantes e estranhamos a absoluta ausência da quadra natalícia.
Iriomote, Japão

Iriomote, uma Pequena Amazónia do Japão Tropical

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.
À Descoberta de Tassie, Parte 1 - Hobart, Austrália

A Porta dos Fundos da Austrália

Hobart, a capital da Tasmânia e a mais meridional da Austrália foi colonizada por milhares de degredados de Inglaterra. Sem surpresa, a sua população preserva uma forte admiração pelos modos de vida marginais.
Alice Springs a Darwin, Austrália

Estrada Stuart, a Caminho do Top End da Austrália

Do Red Centre ao Top End tropical, a estrada Stuart Highway percorre mais de 1.500km solitários através da Austrália. Nesse trajecto, o Território do Norte muda radicalmente de visual mas mantém-se fiel à sua alma rude.
Cairns a Cape Tribulation, Austrália

Queensland Tropical: uma Austrália Demasiado Selvagem

Os ciclones e as inundações são só a expressão meteorológica da rudeza tropical de Queensland. Quando não é o tempo, é a fauna mortal da região que mantém os seus habitantes sob alerta.
Ushuaia, Argentina

Ultima Estação: Fim do Mundo

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul.
Wycliffe Wells, Austrália

Os Ficheiros Pouco Secretos de Wycliffe Wells

Há décadas que os moradores, peritos de ovnilogia e visitantes testemunham avistamentos em redor de Wycliffe Wells. Aqui, Roswell nunca serviu de exemplo e cada novo fenómeno é comunicado ao mundo.
Michaelmas Cay, Austrália

A Milhas do Natal (parte I)

Na Austrália, vivemos o mais incaracterístico dos 24os de Dezembro. Zarpamos para o Mar de Coral e desembarcamos num ilhéu idílico que partilhamos com gaivinas-de-bico-laranja e outras aves.
Perth a Albany, Austrália

Pelos Confins do Faroeste Australiano

Poucos povos veneram a evasão como os aussies. Com o Verão meridional em pleno e o fim-de-semana à porta, os habitantes de Perth refugiam-se da rotina urbana no recanto sudoeste da nação. Pela nossa parte, sem compromissos, exploramos a infindável Austrália Ocidental até ao seu limite sul.
Sydney, Austrália

De Desterro de Criminosos a Cidade Exemplar

A primeira das colónias australianas foi erguida por reclusos desterrados. Hoje, os aussies de Sydney gabam-se de antigos condenados da sua árvore genealógica e orgulham-se da prosperidade cosmopolita da megalópole que habitam.
Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos. A nadar.
Melbourne, Austrália

Uma Austrália "Asienada"

Capital cultural aussie, Melbourne também é frequentemente eleita a cidade com melhor qualidade de vida do Mundo. Quase um milhão de emigrantes orientais aproveitaram este acolhimento imaculado.
À Descoberta de Tassie, Parte 3, Tasmânia, Austrália

Tasmânia de Alto a Baixo

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito aussie mais rude ser. Tassie mantém-se envolta em mistério e misticismo numa espécie de traseiras dos antípodas. Neste artigo, narramos o percurso peculiar de Hobart, a capital instalada no sul improvável da ilha até à costa norte, a virada ao continente australiano.
Great Ocean Road, Austrália

Oceano Fora, pelo Grande Sul Australiano

Uma das evasões preferidas dos habitantes do estado australiano de Victoria, a via B100 desvenda um litoral sublime que o oceano moldou. Bastaram-nos uns quilómetros para percebermos porque foi baptizada de The Great Ocean Road.
Perth, Austrália

A Cidade Solitária

A mais 2000km de uma congénere digna desse nome, Perth é considerada a urbe mais remota à face da Terra. Apesar de isolados entre o Índico e o vasto Outback, são poucos os habitantes que se queixam.
Perth, Austrália

Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.
Perth, Austrália

Dia da Austrália: em Honra da Fundação, de Luto Pela Invasão

26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.
Red Centre, Austrália

No Coração Partido da Austrália

O Red Centre abriga alguns dos monumentos naturais incontornáveis da Austrália. Impressiona-nos pela grandiosidade dos cenários mas também a incompatibilidade renovada das suas duas civilizações.
Reserva Masai Mara, Viagem Terra Masai, Quénia, Convívio masai
Safari
Masai Mara, Quénia

Reserva Masai Mara: De Viagem pela Terra Masai

A savana de Mara tornou-se famosa pelo confronto entre os milhões de herbívoros e os seus predadores. Mas, numa comunhão temerária com a vida selvagem, são os humanos Masai que ali mais se destacam.
Yak Kharka a Thorong Phedi, Circuito Annapurna, Nepal, iaques
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna 11º: Yak Karkha a Thorong Phedi, Nepal

A Chegada ao Sopé do Desfiladeiro

Num pouco mais de 6km, subimos dos 4018m aos 4450m, na base do desfiladeiro de Thorong La. Pelo caminho, questionamos se o que sentíamos seriam os primeiros problemas de Mal de Altitude. Nunca passou de falso alarme.
hacienda mucuyche, Iucatão, México, canal
Arquitectura & Design
Iucatão, México

Entre Haciendas e Cenotes, pela História do Iucatão

Em redor da capital Mérida, para cada velha hacienda henequenera colonial há pelo menos um cenote. Com frequência, coexistem e, como aconteceu com a semi-recuperada Hacienda Mucuyché, em duo, resultam nalguns dos lugares mais sublimes do sudeste mexicano.

Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Aventura
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
Festival MassKara, cidade de Bacolod, Filipinas
Cerimónias e Festividades
Bacolod, Filipinas

Um Festival para Rir da Tragédia

Por volta de 1980, o valor do açúcar, uma importante fonte de riqueza da ilha filipina de Negros caia a pique e o ferry “Don Juan” que a servia afundou e tirou a vida a mais de 176 passageiros, grande parte negrenses. A comunidade local resolveu reagir à depressão gerada por estes dramas. Assim surgiu o MassKara, uma festa apostada em recuperar os sorrisos da população.
Pela sombra
Cidades
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.
Máquinas Bebidas, Japão
Comida
Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.
Tatooine na Terra
Cultura
Matmata, Tataouine:  Tunísia

A Base Terrestre da Guerra das Estrelas

Por razões de segurança, o planeta Tatooine de "O Despertar da Força" foi filmado em Abu Dhabi. Recuamos no calendário cósmico e revisitamos alguns dos lugares tunisinos com mais impacto na saga.  
arbitro de combate, luta de galos, filipinas
Desporto
Filipinas

Quando só as Lutas de Galos Despertam as Filipinas

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.
Motociclista no desfiladeiro de Sela, Arunachal Pradesh, Índia
Em Viagem
Guwahati a Sela Pass, Índia

Viagem Mundana ao Desfiladeiro Sagrado de Sela

Durante 25 horas, percorremos a NH13, uma das mais elevadas e perigosas estradas indianas. Viajamos da bacia do rio Bramaputra aos Himalaias disputados da província de Arunachal Pradesh. Neste artigo, descrevemos-lhe o trecho até aos 4170 m de altitude do Sela Pass que nos apontou à cidade budista-tibetana de Tawang.
Banhistas em pleno Fim do Mundo-Cenote de Cuzamá, Mérida, México
Étnico
Iucatão, México

O Fim do Fim do Mundo

O dia anunciado passou mas o Fim do Mundo teimou em não chegar. Na América Central, os Maias da actualidade observaram e aturaram, incrédulos, toda a histeria em redor do seu calendário.
Ocaso, Avenida dos Baobás, Madagascar
Portfólio Fotográfico Got2Globe

Dias Como Tantos Outros

História
Nelson a Wharariki, PN Abel Tasman, Nova Zelândia

O Litoral Maori em que os Europeus Deram à Costa

Abel Janszoon Tasman explorava mais da recém-mapeada e mítica "Terra Australis" quando um equívoco azedou o contacto com nativos de uma ilha desconhecida. O episódio inaugurou a história colonial da Nova Zelândia. Hoje, tanto a costa divinal em que o episódio se sucedeu como os mares em redor evocam o navegador holandês.
Orangozinho, Rio Canecapane, Parque Naciona Orango, Bijagós, Guiné Bissau
Ilhas
Cruzeiro Africa Princess, 2º Orangozinho, Bijagós, Guiné Bissau

Orangozinho e os Confins do PN Orango

Após uma primeira incursão à ilha Roxa, zarpamos de Canhambaque para um fim de dia à descoberta do litoral no fundo vasto e inabitado de Orangozinho. Na manhã seguinte, navegamos rio Canecapane acima, em busca da grande tabanca da ilha, Uite.
Oulu Finlândia, Passagem do Tempo
Inverno Branco
Oulu, Finlândia

Oulu: uma Ode ao Inverno

Situada no cimo nordeste do Golfo de Bótnia, Oulu é uma das cidades mais antigas da Finlândia e a sua capital setentrional. A meros 220km do Círculo Polar Árctico, até nos meses mais frígidos concede uma vida ao ar livre prodigiosa.
Lago Manyara, parque nacional, Ernest Hemingway, girafas
Literatura
PN Lago Manyara, Tanzânia

África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.
Bandeiras de oração em Ghyaru, Nepal
Natureza
Circuito Annapurna: 4º – Upper Pisang a Ngawal, Nepal

Do Pesadelo ao Deslumbre

Sem que estivéssemos avisados, confrontamo-nos com uma subida que nos leva ao desespero. Puxamos ao máximo pelas forças e alcançamos Ghyaru onde nos sentimos mais próximos que nunca dos Annapurnas. O resto do caminho para Ngawal soube como uma espécie de extensão da recompensa.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Em espera, Mauna Kea vulcão no espaço, Big Island, Havai
Parques Naturais
Mauna Kea, Havai

Mauna Kea: um Vulcão de Olho no Espaço

O tecto do Havai era interdito aos nativos por abrigar divindades benevolentes. Mas, a partir de 1968 várias nações sacrificaram a paz dos deuses e ergueram a maior estação astronómica à face da Terra
Picos florestados, Huang Shan, China, Anhui, Montanha Amarela dos Picos Flutuantes
Património Mundial UNESCO
Huang Shan, China

Huang Shan: as Montanhas Amarelas dos Picos Flutuantes

Os picos graníticos das montanhas amarelas e flutuantes de Huang Shan, de que brotam pinheiros acrobatas, surgem em ilustrações artísticas da China sem conta. O cenário real, além de remoto, permanece mais de 200 dias escondido acima das nuvens.
Vista do topo do Monte Vaea e do tumulo, vila vailima, Robert Louis Stevenson, Upolu, Samoa
Personagens
Upolu, Samoa

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado. Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração.
A República Dominicana Balnear de Barahona, Balneário Los Patos
Praias
Barahona, República Dominicana

A República Dominicana Balnear de Barahona

Sábado após Sábado, o recanto sudoeste da República Dominicana entra em modo de descompressão. Aos poucos, as suas praias e lagoas sedutoras acolhem uma maré de gente eufórica que se entrega a um peculiar rumbear anfíbio.
Chiang Khong a Luang prabang, Laos, Pelo Mekong Abaixo
Religião
Chiang Khong - Luang Prabang, Laos

Barco Lento, Rio Mekong Abaixo

A beleza do Laos e o custo mais baixo são boa razões para navegar entre Chiang Khong e Luang Prabang. Mas esta longa descida do rio Mekong pode ser tão desgastante quanto pitoresca.
Executivos dormem assento metro, sono, dormir, metro, comboio, Toquio, Japao
Sobre Carris
Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para o seu inemuri, dormitar em público.
Ilha Sentosa, Singapura, Família em praia artificial de Sentosa
Sociedade
Sentosa, Singapura

A Evasão e a Diversão de Singapura

Foi uma fortaleza em que os japoneses assassinaram prisioneiros aliados e acolheu tropas que perseguiram sabotadores indonésios. Hoje, a ilha de Sentosa combate a monotonia que se apoderava do país.
Amaragem, Vida à Moda Alasca, Talkeetna
Vida Quotidiana
Talkeetna, Alasca

A Vida à Moda do Alasca de Talkeetna

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.
Parque Nacional Amboseli, Monte Kilimanjaro, colina Normatior
Vida Selvagem
PN Amboseli, Quénia

Uma Dádiva do Kilimanjaro

O primeiro europeu a aventurar-se nestas paragens masai ficou estupefacto com o que encontrou. E ainda hoje grandes manadas de elefantes e de outros herbívoros vagueiam ao sabor do pasto irrigado pela neve da maior montanha africana.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.