Bhaktapur, Nepal

As Máscaras Nepalesas da Vida


Tédio terreno
Mulher toca uma das máscaras usadas pela troupe de dançarinos. Ao lado, o seu dançarino e dono, revela-se ensonado.
Danças com deuses
Dançarinos mascarados gatha actuam durante uma cerimónia kayta puja de admissão de jovens rapazes à casta e a linhagem familiar.
Tejit, o contemplado
Tejit, um dos irmãos honrados pela cerimónia kayta puja que acompanhamos em Bhaktapur.
Tradição das novas gerações
Dançarinos gathas durante um período de repouso da sua actuação.
Hora do banquete
Mulheres preparam-se para dispor tabuleiros com oferendas de comida que alimentarão os dançarinos mascarados e outros participantes na cerimónia.
Mascarada
Algumas das máscaras usadas pela troupe que animava a cerimónia kayta puja.
Repouso dos deuses
Máscara ao lado do dançarino gatha que encarna a sua personagem divina.
Contemplação
Dançarinos gatha, com os tabuleiros das suas refeições aos pés contemplam uma mulher em traje tradicional que dá de beber aos participantes da cerimónia.
Deuses & homens
Mascarados gatha convivem com participantes na cerimónia, estes com os tradicionais barretes nepaleses dakha topi.
O povo indígena Newar do Vale de Katmandu atribui grande importância à religiosidade hindu e budista que os une uns aos outros e à Terra. De acordo, abençoa os seus ritos de passagem com danças newar de homens mascarados de divindades. Mesmo se há muito repetidas do nascimento à reencarnação, estas danças ancestrais não iludem a modernidade e começam a ver um fim.

O Ritual Bartaman Inesperado de Bhaktapur

Terminada a quase hora de viagem com partida de Katmandu, descemos, por fim, do velho autocarro. Um pouco por todo o Nepal, as praças Durbar marcam o centro histórico de cada povoação. O passo seguinte seria sempre encontrarmos a de Bhaktapur mas, metemo-nos por ruelas e vielas e, por sorte, perdemos o seu sentido.

Cinco minutos de desorientação depois, chega-nos música exótica aos ouvidos. Em modo de pura descoberta, perseguimos o inesperado estímulo até que nos deparamos com uma celebração esotérica a ter lugar num largo da povoação.

Uma trupe de dançarinos gathas, masculinos como é suposto, e de todas as idades, faz rodopiar trajes gastos mas ainda garridos, consoante uma coreografia partilhada.

Dança newar em Bhaktapur, Nepal

Dançarinos mascarados gatha actuam durante uma cerimónia kayta puja de admissão de jovens rapazes à casta e a linhagem familiar

Cada um deles, faz também girar a máscara que usa ao som de flautas nepalesas de bambu basuri, de um violino, de um pequeno tambor tradicional madal e de uma espécie de acordeom de colo, segundo o ritmo adicional marcado por címbalos de cobre. Instalada, à margem, sobre dois degraus na base de uma loja, a banda contrasta com o grupo de dançarinos.

Estes, agitam-se como demónios possessos, já os músicos, tocam imobilizados nas suas posições de orquestra remediada e nos trajes do dia-a-dia. Junta-se-lhes um cantor de pouco mais de meia-idade, determinado a estabelecer com a sua voz, uma ponte entre os dois mundos.

Do Transe Místico ao Banquete Terreno

Os mascarados prolongam a exibição no centro da praceta e das atenções das dezenas de convivas presentes. Até que o transe comunal deixa de os assistir. Entregam-se, então, a um suado repouso terreno, lado a lado com as máscaras que usavam, coroados pelos turbantes altos e encardidos que antes lhes sustentavam as cabeçonas divinas.

Enquanto isso, as mulheres presentes, preparam tabuleiros com oferendas de refeições sortidas de arroz, legumes e carne, acompanhadas por chyang (um vinho leitoso de arroz), por frutas, bolachas, pastéis e outros doces. Mesmo se os saris e faixas lustrosas pouco as ajudam, as senhoras dispõem os tabuleiros numa fileira e servem os dançarinos que recuperam as energias recém-despendidas.

Cerimónia newar, Bhaktapur, Nepal

Mulheres preparam-se para dispor tabuleiros com oferendas de comida que alimentarão os dançarinos mascarados e outros participantes na cerimónia.

O repasto dura o que dura. No seguimento, um dos gathas recoloca a enorme máscara vermelha que lhe pertence sobre ombro, algures na fronteira entre o sagrado e o profano que o povo Newar e os nepaleses seus descendentes se habituaram a ajustar. Do seu lado mais exposto, o divino; no encoberto, o humano.

Dividido por ambos, passa a abençoar os participantes com mãos-cheias de arroz cozido, augúrio de prosperidade e consequente felicidade.

O ritual exuberante com que nos tínhamos deparado era, ele próprio, um sintoma dessa prosperidade. Por mais que se esforcem, nem todas as famílias newar ou nepalesas se podem dar ao luxo de contratar uma trupe de dançarinos e os músicos necessários, de trajar vestes sedosas ou assegurar oferendas satisfatórias.

Como noutras partes, os rituais mais faustosos de fé são para quem os Deuses já prendaram com fortuna. O Nepal não foge a regra.

Crenças e Rituais Tão Budistas Quanto Hindus

Anichados entre a vastidão budista do Tibete e do reino do Butão e a do subcontinente indiano em grande parte hinduísta, os newar e os seus descendentes nepaleses são uma coisa e a outra. Na teoria, 85% assumem-se hindus. A maioria dos restantes, budistas.

Na prática e no Vale de Katmandu, todavia, as duas religiões entrecruzaram-se de tal forma que separá-las se prova complicado. Os Newar não têm qualquer pejo em admiti-lo. Orgulham-se, aliás, de uma das suas mais populares piadas, que versa que, num contexto pessoal, qualquer newar é 60% hindu e 60% budista.

Esta duplicidade justifica, por exemplo, que os dez rituais karma konkyu sucessivos do seu ciclo de vida possam ser levados a cabo tanto por sacerdotes hindus como por budistas, prevendo-se, claro está, determinadas diferenças de filosofia e de culto.

Celebração newar, Bhaktapur, Nepal

Mulher toca uma das máscaras usadas pela troupe de dançarinos. Ao lado, o seu dançarino e dono, revela-se ensonado

Rituais Newar Para Todas as Ocasiões

Numa ordem cronológica, o primeiro dos principais rituais, o Machabu Beakegu, é realizado aos onze dias de vida. Abençoa e saúda os recém-nascidos. O segundo, janko samskara celebra a primeira comida sólida (por norma, arroz) ingerida pelos recém-nascidos.

Tem lugar aos cinco meses para os bebés e aos sete meses para as bebés. Gera uma festa que dura, no mínimo, um dia inteiro, alimentada por sucessivas intervenções de uma sacerdotisa e da família, com uma visita ao templo de Ganesh mais próximo pelo meio.

Naquela visita cirúrgica a Bhaktapur, tínhamos esbarrado com uma cerimónia Bartaman, também conhecida por Kayta Puja, o ritual da passagem definitiva dos rapazes à esfera social da sua casta, realizada entre os quatro e os treze anos de idade.

Kayta Puja ou Bartaman, a Saída Espiritual da Vida Dependente

Na origem e, se respeitados todos os preceitos religiosos, esta cerimónia representa o afastamento dos rapazes da vida familiar dependente e um regresso transformado. Segundos esses antigos preceitos, os rebentos da família deviam rapar o cabelo e compenetrar-se na componente religiosa das suas existências, deixando as famílias para um período de ascetismo ou para se tornarem monges num mosteiro.

A tradição já não é tão austera mas continua a caber a um tio maternal a tarefa simbólica de atrair os rapazes de volta à família com uma oferta generosa de dinheiro.

A Kayta Puja a que assistimos fora realizada em honra de dois irmãos, Tejit e Sushant, de cinco e nove anos. Nenhum se havia retirado para a floresta ou entrado num mosteiro. Ainda assim, as famílias do lado do pai e da mãe levavam o ritual dos miúdos com seriedade e empenho.

Tejit, criança honrada pela cerimónia newar, Bhaktapur, Nepal

Tejit, um dos irmãos honrados pela cerimónia kayta puja que acompanhamos em Bhaktapur

Eram ambos os herdeiros dos seus nomes. Não que um ou o outro disso tivessem já consciência mas, mais tarde, no mais doloroso dos ciclos de vida, serão eles os responsáveis por acender as piras fúnebres dos antepassados.

Comemoração da Menstruação, do Casamento e da Vetustez

Rituais complementares seguem a existência terrena dos newar. No caso das mulheres, o Barah é o equivalente feminino do Kayta Puja. Celebra o início da menstruação. Na correcta sequência, após o Kayta Puja e o Barah, há-de chegar a cerimónia Swayamvar que louva o momento sagrado do casamento.

Muitos anos depois, virá a Bura Janko, festejo religioso que consagra a transformação das pessoas – estejam sós ou ainda casadas – de meros humanos em idosos divinos. Como seria de esperar, a morte é sofrida. Não conta com a presença dos mascarados e das suas danças newar.

De comemoração estável, o ritual a que assistimos evolui para procissão. Os mascarados recolocam as máscaras e dançam rua abaixo. Seguem-nos os músicos e, logo, a comitiva de familiares e convivas a que nos juntamos.

Dançarinos e máscaras de cerimónia kayta puja em Bhaktapur, Nepal

Algumas das máscaras usadas pela troupe que animava a cerimónia kayta puja.

A parada desloca-se apenas duas centenas de metros, pelo prolongamento da ruela delimitada por velhos prédios de tijolinho gasto. Volta a deter-se num largo mais abaixo. Ali, o espectáculo é retomado ainda e sempre com os gathas no centro das atenções.

Uma Convivência Complexa de Trupes e Géneros

No Vale de Katmandu, contrastam e rivalizam há muito dois tipos primordiais das danças newar a que assistíamos, a Nava Durga nativa de Bhaktapur e a Devi Pyakhas associada aos cultos de Ashta (manifestações da deusa hindu Devi Lakshmi da Prosperidade) de outra povoação, Panauti.

O primeiro tornou-se famoso pelas suas actuações, em tempos, indomadas e selvagens: imbuídos da encarnação demoníaca dos deuses, os dançarinos chegavam a matar galinhas, cabras e outros animais e a sugar-lhes o sangue, algo que impressionou deveras e para sempre as gerações de espectadores.

Já representadas pelos Devi Pyakhas, as divindades revelam-se bem mais tranquilas e ordeiras. Claro está que, nos últimos tempos, confrontados pela crescente escassez de requisições pelas famílias, até as troupes Nava Durga moderaram os seus comportamentos e ajustaram-nos aos ambientes em que actuam.

Dançarinos gathas em Bhaktapur, Nepal

Dançarinos gathas durante um período de repouso da sua actuação

A Nava Durga e Afins

A troupe Nava Durga de Bhaktapur é uma das quatro que percorrem o Vale de Katmandu de Outubro a Junho, mês que marca o início das chuvas trazidas pela monção do Subcontinente, o fim da plantação do arroz e a celebração Gathamuga em que os nativos expulsam os demónios das suas casas e terras.

Neste período, as trupes Nava Durga invadem e aterrorizam as comunidades que visitam. Todas estão activas desde o remoto século XIII. Nos dias que correm, compõem-na elementos da casta de Gathu.

São jardineiros habituados a fazer as suas próprias máscaras com recurso a barro, a papel e a juta, ao contrário de outros dançarinos que preferem associar-se a famílias da casta Citrakar de pintores para que estes lhas criem de acordo com imagens padrão de livros semi-sagrados.

As máscaras usadas nas actuações tanto Nava Durga como Devi Pyakhas podem representar deuses masculinos ou femininos ou ainda com perfis divinos de animais, caso do elefante endeusado Ganesh; ou outros considerados meros “veículos” das divindades como o são o pavão e o leão.

Ou, por fim,… animais apenas e só animais: macacos, cães, veados, porcos, elefantes. Podem ainda encarnar demónios, maus espíritos e personagens humanas como sacerdotes, palhaços, mercadores e caçadores. Cada entidade tem correspondência a uma cor.

Máscara tradicional newar, junto a dançarinos em Bhaktapur, Nepal

Máscara ao lado do dançarino gatha que encarna a sua personagem divina.

Máscaras, Cores e Divindades

O branco é usado para as personagens mais puras. O preto nas demoníacas. O vermelho e o negro representam poder e força. São sinónimo de comportamentos intempestivos, enquanto o verde se associa a nobreza de carácter. Mas o código cromático vai mais longe. Tal como o constatamos, cada divindade tem o seu tom predominante. Brahmayani é amarelo. Vaishnavi (outra shakti de Vishnu), verde. Kaumari, deusa hindu da guerra é vermelha ou castanha. Ganesh é branco e por aí fora.

Entretanto, os dançarinos mascarados que seguimos voltam a interromper as suas danças. Focam-se em nos cobrar e aos estrangeiros que se haviam aglomerado doações o mais generosas possível. Como já vimos, os dançarinos divinos newar pertencem a castas de baixo estatuto e parcos rendimentos.

Numa altura em que a tradição das danças newar mascaradas se prova cada vez mais difícil de preservar, a sua preocupação financeira tem, nos forasteiros endinheirados, um fundamento à altura.

Só que, na ressaca do grande sismo de Abril de 2015 que devastou boa parte do Vale de Katmandu, o governo impôs aos turistas preços exorbitantes de entrada nas suas praças históricas. Já tínhamos contribuído, numa base diária, com o pagamento exorbitante desses bilhetes.

Cerimónia newar, Bhaktapur, Nepal

Mascarados gatha convivem com participantes na cerimónia, estes com os tradicionais barretes nepaleses dakha topi.

A Luta das Trupes New Pela sua Sobrevivência

Sem surpresa e de forma algo injusta, não estávamos tão inclinados como seria suposto a recompensarmos aquela expressão Newari de arte para que – convém não esquecermos – ninguém nos tinha convidado. Contribuímos. Mas a quantia deixou os dançarinos gatha a resmungar e, a nós, a recearmos as retaliações dos deuses e espíritos que encarnavam.

O Vale de Katmandu já não é remoto como em tempos. A modernidade toma-o dia após dia e aniquila a razão de ser secular das trupes. Um estudo constatou que em 2013, a troupe Nava Durga só visitou seis lugares, ao contrário de dezenas deles em décadas anteriores.

Como se não bastasse, nesse ano, em Panauti, um dançarino que encarnava um palhaço partiu uma perna devido a uma desordem no público. Dai em diante, as trupes passaram a exigir mundos e fundos para voltarem a actuar nessa povoação o que, por sua vez, desmobilizou a vontade popular de lá renovarem a tradição.

Dançarinos e mulheres newar em Bhaktapur, Nepal

Dançarinos gatha, com os tabuleiros das suas refeições aos pés contemplam uma mulher em traje tradicional que dá de beber aos participantes da cerimónia

Por tudo isto e por tantos outros caprichos do destino, o futuro das danças newar continua à mercê dos deuses.

Mais informação turística sobre o Nepal no site Welcome Nepal

Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper PisangNepal

(I)Eminentes Annapurnas

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada do Circuito Annapurna pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.
Circuito Annapurna: 1º Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Bacolod, Filipinas

Um Festival para Rir da Tragédia

Por volta de 1980, o valor do açúcar, uma importante fonte de riqueza da ilha filipina de Negros caia a pique e o ferry “Don Juan” que a servia afundou e tirou a vida a mais de 176 passageiros, grande parte negrenses. A comunidade local resolveu reagir à depressão gerada por estes dramas. Assim surgiu o MassKara, uma festa apostada em recuperar os sorrisos da população.
Pueblos del Sur, Venezuela

Os Pauliteiros de Mérida, Suas Danças e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.
Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes da Venezuela em Fiesta

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.
Marinduque, Filipinas

Quando os Romanos Invadem as Filipinas

Nem o Império do Oriente chegou tão longe. Na Semana Santa, milhares de centuriões apoderam-se de Marinduque. Ali, se reencenam os últimos dias de Longinus, um legionário convertido ao Cristianismo.
Pirenópolis, Brasil

Cruzadas à Brasileira

Os exércitos cristãos expulsaram as forças muçulmanas da Península Ibérica no séc. XV mas, em Pirenópolis, estado brasileiro de Goiás, os súbditos sul-americanos de Carlos Magno continuam a triunfar.
São Francisco, E.U.A.

Com a Cabeça na Lua

Chega a Setembro e os chineses de todo o mundo celebram as colheitas, a abundância e a união. A enorme sino-comunidade de São Francisco entrega-se de corpo e alma ao maior Festival da Lua californiano.
Albuquerque, E.U.A.

Soam os Tambores, Resistem os Índios

Com mais de 500 tribos presentes, o pow wow "Gathering of the Nations" celebra o que de sagrado subsiste das culturas nativo-americanas. Mas também revela os danos infligidos pela civilização colonizadora.
Visitantes nos Jameos del Água, Lanzarote, Canárias, Espanha
Arquitectura & Design
Lanzarote, Ilhas Canárias

A César Manrique o que é de César Manrique

Só por si, Lanzarote seria sempre uma Canária à parte mas é quase impossível explorá-la sem descobrir o génio irrequieto e activista de um dos seus filhos pródigos. César Manrique faleceu há quase trinta anos. A obra prolífica que legou resplandece sobre a lava da ilha vulcânica que o viu nascer.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Aventura
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
Bertie em calhambeque, Napier, Nova Zelândia
Cerimónias e Festividades
Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos 30

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos Anos Trinta. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.
Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Cidades
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Comida
Comida do Mundo

Gastronomia Sem Fronteiras nem Preconceitos

Cada povo, suas receitas e iguarias. Em certos casos, as mesmas que deliciam nações inteiras repugnam muitas outras. Para quem viaja pelo mundo, o ingrediente mais importante é uma mente bem aberta.
Cultura
Cemitérios

A Última Morada

Dos sepulcros grandiosos de Novodevichy, em Moscovo, às ossadas maias encaixotadas de Pomuch, na província mexicana de Campeche, cada povo ostenta a sua forma de vida. Até na morte.
arbitro de combate, luta de galos, filipinas
Desporto
Filipinas

Quando só as Lutas de Galos Despertam as Filipinas

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.
Cavalos sob nevão, Islândia Neve Sem Fim Ilha Fogo
Em Viagem
Husavik a Myvatn, Islândia

Neve sem Fim na Ilha do Fogo

Quando, a meio de Maio, a Islândia já conta com o aconchego do sol mas o frio mas o frio e a neve perduram, os habitantes cedem a uma fascinante ansiedade estival.
Noiva entra para carro, casamento tradicional, templo Meiji, Tóquio, Japão
Étnico
Tóquio, Japão

Um Santuário Casamenteiro

O templo Meiji de Tóquio foi erguido para honrar os espíritos deificados de um dos casais mais influentes da história do Japão. Com o passar do tempo, especializou-se em celebrar bodas tradicionais.
luz solar fotografia, sol, luzes
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
História
Massada, Israel

Massada: a Derradeira Fortaleza Judaica

Em 73 d.C, após meses de cerco, uma legião romana constatou que os resistentes no topo de Massada se tinham suicidado. De novo judaica, esta fortaleza é agora o símbolo supremo da determinação sionista
Passagem, Tanna, Vanuatu ao Ocidente, Meet the Natives
Ilhas
Tanna, Vanuatu

Daqui se Fez Vanuatu ao Ocidente

O programa de TV “Meet the Natives” levou representantes tribais de Tanna a conhecer a Grã-Bretanha e os E.U.A. De visita à sua ilha, percebemos porque nada os entusiasmou mais que o regresso a casa.
Geotermia, Calor da Islândia, Terra do Gelo, Geotérmico, Lagoa Azul
Inverno Branco
Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.
Na pista de Crime e Castigo, Sao Petersburgo, Russia, Vladimirskaya
Literatura
São Petersburgo, Rússia

Na Pista de “Crime e Castigo”

Em São Petersburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.
savuti, botswana, leões comedores de elefantes
Natureza
Savuti, Botswana

Os Leões Comedores de Elefantes de Savuti

Um retalho do deserto do Kalahari seca ou é irrigado consoante caprichos tectónicos da região. No Savuti, os leões habituaram-se a depender deles próprios e predam os maiores animais da savana.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Comboio Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia
Parques Naturais
Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.
tarsio, bohol, filipinas, do outro mundo
Património Mundial UNESCO
Bohol, Filipinas

Umas Filipinas do Outro Mundo

O arquipélago filipino estende-se por 300.000 km² de oceano Pacífico. Parte do sub-arquipélago Visayas, Bohol abriga pequenos primatas com aspecto alienígena e as colinas extraterrenas de Chocolate Hills.
Monumento do Heroes Acre, Zimbabwe
Personagens
Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.
Lançamento de rede, ilha de Ouvéa-Ilhas Lealdade, Nova Caledónia
Praias
Ouvéa, Nova Caledónia

Entre a Lealdade e a Liberdade

A Nova Caledónia sempre questionou a integração na longínqua França. Na ilha de Ouvéa, arquipélago das Lealdade, encontramos uma história de resistência mas também nativos que preferem a cidadania e os privilégios francófonos.
Teleférico de Sanahin, Arménia
Religião
Alaverdi, Arménia

Um Teleférico Chamado Ensejo

O cimo da garganta do rio Debed esconde os mosteiros arménios de Sanahin e Haghpat e blocos de apartamentos soviéticos em socalcos. O seu fundo abriga a mina e fundição de cobre que sustenta a cidade. A ligar estes dois mundos, está uma cabine suspensa providencial em que as gentes de Alaverdi contam viajar na companhia de Deus.
Composição Flam Railway abaixo de uma queda d'água, Noruega
Sobre carris
Nesbyen a Flam, Noruega

Flam Railway: Noruega Sublime da Primeira à Última Estação

Por estrada e a bordo do Flam Railway, num dos itinerários ferroviários mais íngremes do mundo, chegamos a Flam e à entrada do Sognefjord, o maior, mais profundo e reverenciado dos fiordes da Escandinávia. Do ponto de partida à derradeira estação, confirma-se monumental esta Noruega que desvendamos.
Intervenção policial, judeus utraortodoxos, jaffa, Telavive, Israel
Sociedade
Jaffa, Israel

Protestos Pouco Ortodoxos

Uma construção em Jaffa, Telavive, ameaçava profanar o que os judeus ultra-ortodoxos pensavam ser vestígios dos seus antepassados. E nem a revelação de se tratarem de jazigos pagãos os demoveu da contestação.
Vendedores de fruta, Enxame, Moçambique
Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Bando de flamingos, Laguna Oviedo, República Dominicana
Vida Selvagem
Laguna de Oviedo, República Dominicana

O Mar (nada) Morto da República Dominicana

A hipersalinidade da Laguna de Oviedo oscila consoante a evaporação e da água abastecida pela chuva e pelos caudais vindos da serra vizinha de Bahoruco. Os nativos da região estimam que, por norma, tem três vezes o nível de sal do mar. Lá desvendamos colónias prolíficas de flamingos e de iguanas entre tantas outras espécies que integram este que é um dos ecossistemas mais exuberantes da ilha de Hispaniola.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.