Circuito Annapurna: 8º Manang, Nepal

Manang: a Derradeira Aclimatização em Civilização


Annapurna Glacial II
Glaciar desliza por uma encosta da grande montanha Gangapurna.
Calor e aconchego
Grupo de moradores aquece-se ao derradeiro sol da tarde, na fachada de um restaurante.
Paciência
Moradora de Manang espera por um rebanho numa ladeira de acesso à cidade.
Manang em tons de azul
Casario de Manang azulado, como visto da encosta dos Annapurnas a sul.
Rebanho modo psicadélico
Cabras felpudas com os chifres pintados de cores garridas.
Casario de Manang
Casario de Manang como visto da encosta dos Annapurnas a sul.
Gerações
Moradores de Manang de duas gerações seguidas, ao sol do fim da tarde.
Cuidados médicos
Sara Wong durante a consulta de mal-da-montanha aconselhada em Manang.
Fé em grupo
Crentes budistas-tibetanas fazem girar rodas de oração, em Manang.
Lanche perfeito
Uma combinação sagrada do Circuito Annapurna: milk tea e tarte de maça.
Rumo ao curral
Iaques percorrem uma ruela sombria de Manang.
Annapurna Glacial
Glaciar desliza por uma encosta da grande montanha Gangapurna.
The Projector Hall
Sala de projecção de cinema de Manang, anúncia as suas próximas sessões.
Homem vs Montanha
Marco e Josua contemplam um glaciar numa encosta da montanha Gangapurna.
Caminhada aquecida
Nativa de Manang passa por um fogo agitado pelo vento.
Rodas de oração
Duas rodas budistas de oração com uma cabeça de iaque acima.
Regresso a Manang
Josua e Marco C. Pereira caminham no regresso de uma caminhada de aclimatização
O Sol que Sobra
Moradora de Manang aquece ao sol de fim da tarde
Tráfico caprino
Rebanho de cabras ocupa uma rua sombria de Manang.
Seis dias após a partida de Besisahar chegamos por fim a Manang (3519m). Situada no sopé das montanhas Annapurna III e Gangapurna, Manang é a civilização que mima e prepara os caminhantes para a travessia sempre temida do desfiladeiro de Thorong La (5416 m).

Por aquela altura, por mais peso que carregássemos, que não era pouco, um trecho de 1.6 km, como o que separava Braga (Bhakra) de Manang, provava-se um mero aquecimento.

Deixamos Braga integrados no mini-pelotão internacional em que seguíamos.

Vinte minutos de galhofa depois, estávamos a dar entrada em Manang. Cedo como era, chegávamos com tempo para escolhermos o alojamento com minúcia. Uma vez que a oferta abundava, separamo-nos.

Investigamos preços e condições de um ou dois hotéis. Logo, voltamos a encontrar-nos e comparamos o que tínhamos.

Manang, Circuito Annapurna, Nepal

Casario de Manang como visto da encosta dos Annapurnas a sul.

Voltamos a conseguir um hotel solarengo que só nos cobrava a alimentação desde que lá fizéssemos pelo menos o pequeno-almoço e jantar. No que dizia respeito aos banhos, nada melhorou face aos dias anteriores. O recrutador nepalês voltou a prometer-nos duches quente de manhã e ao fim do dia.

De facto, o nosso, à imagem de outros quartos, tinha duche. Mas, como acontecia há vários dias, faltava também àquele hotel uma solução para o congelamento nocturno da água canalizada da montanha. Assim sendo, à hora a que nos levantávamos e por umas boas duas horas não corria nada das torneiras, quanto mais água quente.

Juntamo-nos ao grupo na sala de chá e refeições aconchegante do hotel. Devoramos milkteas, aveias fumegantes e pães tibetanos ainda crocantes. Falamos de tudo um pouco e adiamos os planos do que quer que fosse.

Milktea e tarte de maça, Manang, Circuito Annapurna, Nepal

Uma combinação sagrada do Circuito Annapurna: milk tea e tarte de maçã.

Partilhávamos a noção de que Manang marcava uma primeira fronteira. Dali, até Thorong La, o zénite montanhoso do Circuito do Annapurna, não voltaríamos a ver uma povoação digna do estatuto de cidade. Nem de vila.

Ou sequer de aldeia. Apenas lugarejos que asseguravam aos forasteiros o essencial à sobrevivência.

Os Primeiros Passos Pela Alameda Comercial de Manang

De acordo, o passeio inocente ao longo da alameda terrosa de Manang, depressa se transformou numa sequência de pesquisas e testes do que não tínhamos comprado em Pokhara.

Os moradores de Manang conheciam bem a ansiedade com que os caminhantes chegavam à sua terra. E o efeito tranquilizante que as suas lojinhas repletas de luvas, meias, corta-ventos, sacos-cama e outros equipamentos neles tinham.

Numa, compramos aquecedores químicos para as mãos e pés. Noutra, meias ainda mais quentes que as que tínhamos. E um termo de qualidade que hà muito nos fazia falta. Noutra ainda, pares de grampos de metal para colocar nas botas. Esta compra, em particular, vir-se-ia a revelar providencial.

Desafiados por Josua, o alemão bem-disposto que nos acompanhou parte significativa do circuito, compramos ainda um naco generoso do popular queijo de iaque da região.

Passamos em frente ao salão de projecções de Manang. Anuncia três filmes para igual número de dias, todos eles alinhados em termos conceptuais com o que ali entretinha os estrangeiros: “O Lado de Selvagem” de Sean Penn. “Sete Anos no Tibete” de Jean-Jacques Annaud, com Brad Pitt. E, por fim, “Evereste” de Baltasar Kormákur.

Cartaz da sala de projecção, Manang, Circuito Annapurna, Nepal

Sala de projecção de cinema de Manang, anúncia as suas próximas sessões.

Damos com a sede da Himalayan Rescue Association Nepal e, nas imediações, com a Safe Drinking Water Station da cidade. Aproveitamos e renovamos a que guardávamos. Na sequência, cirandamos Manang acima e abaixo, atentos às suas curiosidades, sem pressas ou compromissos.

Ainda estávamos no primeiro dia daquela inusitada aclimatização citadina, mesmo tendo em conta que, de cidade convencional, Manang pouco tem.

Rodas de oração, Circuito Annapurna, Nepal

Duas rodas budistas de oração com uma cabeça de iaque acima.

O Regresso Antecipado ao Aconchego do Hotel

A meteorologia não tardou a ditar a sua ordem. Nuvens pesadas tomam o céu. Do nada, um vento húmido e gélido varre o vale de Marsyangdi e borrifam-no de uma chuva quase sólida. Um pastor recém-aparecido dos fundos da povoação conduz um rebanho de cabras felpudas rua acima, na direcção dos currais do seu refúgio.

Rebanho, Manang, Circuito Annapurna, Nepal

Cabras felpudas com os chifres pintados de cores garridas.

Era o sinal por que esperávamos. Apontamos ao sentido oposto do gado. Recolhemos ao hotel.

Sem que o esperássemos, o retorno antecipado presenteou-nos com mesa e cadeiras mesmo ao lado da disputada salamandra da sala de refeições. Ao fim do dia, nevou um pouco, o suficiente para tingir a noite de Annapurna de branco.

Ainda estávamos algo moídos das caminhadas de aclimatização dolorosas a partir de Bhakra. Assim, por volta das oito e meia, a pressão mal-disfarçada dos donos do hotel para que os hóspedes recolhessem aos quartos, satisfaz-nos os subconscientes como uma canção de embalar.

O Percurso de Aclimatização Inaugural de Manang

A nova aurora revela uma atmosfera ainda nevoenta e fria. Conscientes da urgência de forçarmos os corpos para a travessia árdua que se avizinhava, aceitamos o desafio de Josua de cumprirmos uma das caminhadas de aclimatização recomendadas.

Voltamos a atravessar toda a Manang. Chegados ao seu limiar noroeste, descemos na direcção do rio Marsyangdi.

Espera, Manang, Circuito Annapurna, Nepal

Moradora de Manang espera por um rebanho numa ladeira de acesso à cidade.

Atravessamo-lo por uma longa ponte suspensa. Do lado de lá, vêmo-nos bem acima do caudal esverdeado do lago Gangapurna. Em vez de buscarmos as suas margens, continuamos a ascender. Primeiro por um trilho que conquistava grandes paredões de cascalho, sobras da erosão dos sucessivos degelos e dilúvios.

Umas centenas de metros para diante, o trilho mete-se num pinhal de encosta. Era suposto ziguezaguear por essa encosta acima mas, parece-nos tão desusado como mal mantido. E engana-nos bem enganados.

Um Mau Caminho, Escorregadio e Demasiado Íngreme

Quando damos por nós, estamos a escalar uma vertente escorregadia. De início, revela-se inofensiva. Entretanto, ganha uma inclinação surpreendente e uma vista sobre o abismo bem mais assustadora do que pensávamos ser possível.

Não vínhamos a contar com aquela pseudo-escalada de quatro-patas e as máquinas fotográficas dependuradas do pescoço só atrapalhavam. Aos poucos, com paciência, algum sangue-frio e as intervenções preciosas de Josua que tinha vivido no Equador e chamava àquilo um passeio, atingimos o topo em segurança.

Caminhada, Manang, Circuito Annapurna, Nepal

Josua e Marco C. Pereira caminham no regresso de uma caminhada de aclimatização

Descomprimimos do apuro. Momentos depois, damos com a continuação do trilho que tínhamos perdido na base da encosta. Rogamos pragas as autoridades de Manang e ao abandono a que o tinham votado.

Prosseguimos pela grande montanha de Gangapurna (7455m), em partes forrada de pinhal, noutras, de um feno e tojo queimados pelo frio.

O Destino Final da Caminhada: o Glaciar Gangapurna

A ascensão revela-nos uma orla elevada. Do seu cimo repleto de vegetação, desvendamos uma parede-glaciar da montanha, uma espécie de queda de gelo que se prolongava pelo desfiladeiro sinuoso abaixo, num caudal sólido mas móvel, de blocos verticais afiados e das fendas que os separavam. Súbita, a visão deixa-nos num óbvio êxtase visual.

Caminhantes encosta Gangapurna, Circuito Annapurna, Nepal

Marco e Josua contemplam um glaciar numa encosta da montanha Gangapurna.

A apreciação do cenário não parece chegar Josua que nos desafia a descermos para a beira do glaciar. Só que o vento aumentava. Convocava nuvens que nos deixaram a suspeitar de tempestade. Chamamos Josua à razão e concordarmos na emergência de inaugurarmos a descida.

Relevo de glaciar encosta de Gangapurna, Circuito Annapurna, Nepal

Glaciar desliza por uma encosta da grande montanha Gangapurna.

Então, já pelo trilho correcto, o regresso flui sem incidentes. Concede-nos panoramas amplos do casario de Manang, estendido numa secção alisada da falda oposto, elevada sobre o Marsyandi.

A Consulta Médica de Toca-e-Foge, em Manang

Ao reentrarmos na cidade, percebemos que nos havíamos adiantado à tempestade. Lembramo-nos ainda que éramos os únicos do grupo que não tínhamos ido à consulta médica aconselhada a quem se propunha a continuar o Circuito Annapurna para o lado de lá de Thorong La.

A uns meros metros da Himalayan Rescue Association, decidimos que estava na hora de a resolvermos.

Entramos. Queixamo-nos às senhoras nepalesas na recepção da falta de sinalização no trilho de que voltávamos. Esclarecemos que essa falta nos havia conduzido a um falso caminho que poderia vitimar caminhantes menos preparados.

As senhoras recebem o queixume com sorrisos sarcásticos que nos soam a inércia. Mal veem sair o paciente que nos antecedia, despacham-nos para o isolamento anti-protesto e gélido do consultório.

Um jovem médico enfiado num blusão de penas massivo, dá-nos as boas-vindas e convida-nos a sentar. À sua frente, tem um oxímetro de dedo, um medidor de tensão e um grande caderno Sayapatri Deluxe, que lhe serve de livro de registos.

Consulta mal de altitude, Manang, Circuito Annapurna, Nepal

Sara Wong durante a consulta de mal-da-montanha aconselhada em Manang.

Começa por nos anotar os dados essenciais: nacionalidade, idade, peso. Pergunta se tínhamos tido sintomas de mal de altitude nos dias que precederam Manang. Respondemos os três que não. Que nem sequer durante as ascensões de aclimatização ao Ice Lake (4600m), à gruta de Milarepa (4150m) ou aquela de que regressávamos, também ela acima dos 4100 metros.

Ao inteirar-se deste  historial, o médico parece-nos convencido a abreviar a consulta. Coloca-nos o oxímetro nos dedos. Ao verificar 99% de O2 e um batimento cardíaco normal, corre connosco o mais depressa que consegue.

Josua volta ao hotel. Nós, ficamos a filtrar e a fotografar o fim de dia mágico de Manang, a deambularmos pelas suas ruelas de pedra e madeira. O mesmo rebanho de cabras do dia anterior, volta a cruzar a alameda principal.

De Novo à Descoberta de Manang, à Luz do Derradeiro Sol do Dia

Com o sol a dar nas vertentes a norte, grupos de moradores partilham o calor a conversarem bem juntinhos num banco à porta de um restaurante.

Moradores ao sol, Circuito Annapurna, Nepal

Grupo de moradores aquece-se ao derradeiro sol da tarde, na fachada de um restaurante.

Uma fila de mulheres fiéis, dá voltas à parede de orações na base da estupa budista branca e dourada que abençoa a cidade. Deixamos aquele âmago solarengo da povoação determinados a encontrar outros recantos iluminados.

Nessa romaria, passamos por uma nova estupa, dotada de estandartes budistas coloridos com que o vendaval marginal da povoação parecia chicotear as distantes Annapurnas.

Fieis budistas-tibetanas, Manang, Circuito Annapurna, Nepal

Crentes budistas-tibetanas fazem girar rodas de oração, em Manang.

Prosseguimos sem rumo. Mesmo se os caminhantes estrangeiros a invadem dia após dia e se misturam com os seus 6500 habitantes, Manang preserva uma vida rural original, à margem dos guias, dos carregadores, dos hotéis, lojas e restaurantes.

Numa ruela sombria, frígida a condizer, damos com uma fila de cabras à espera da sua vez de entrarem para os currais.

Rebanho em Manang, Circuito Annapurna, Nepal

Rebanho de cabras ocupa uma rua sombria de Manang.

Uma mulher faz dois cavalos passarem por debaixo do portal norte da cidade. Seguem-na três raparigas cada qual a carregar uma bilha de gás às costas, dentro de cestos tradicionais de verga.

Por ali mesmo, uma outra camponesa de mãos sujas empurra um iaque teimoso para um qualquer destino que não chegámos a apurar.

Fogueira, Manang, Circuito Annapurna, Nepal

Nativa de Manang passa por um fogo agitado pelo vento.

Retornamos ao centro mais aberto, frequentado e iluminado de Manang. Ali, entre galinhas oportunistas, à entrada do depósito de querosene da cidade, um jovem pai diverte-se a jogar à bola com o filho anda tropeção.

Jovens moradores, Manang, Circuito Annapurna, Nepal

Moradores de Manang de duas gerações seguidas, ao sol do fim da tarde.

O velho sol não tardou a cair para trás das Annapurnas. Tirou à cidade e tirou-nos a nós o cobertor que nos emprestara. Só o devolveu no fim da manhã seguinte.

Circuito Annapurna: 1º Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper PisangNepal

(I)Eminentes Annapurnas

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada do Circuito Annapurna pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.
Circuito Annapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras do Circuito Annapurna pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Circuito Annapurna: 4º – Upper Pisang a Ngawal, Nepal

Do Pesadelo ao Deslumbre

Sem que estivéssemos avisados, confrontamo-nos com uma subida que nos leva ao desespero. Puxamos ao máximo pelas forças e alcançamos Ghyaru onde nos sentimos mais próximos que nunca dos Annapurnas. O resto do caminho para Ngawal soube como uma espécie de extensão da recompensa.
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-BragaNepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Circuito Annapurna: 6º – Braga, Nepal

Num Nepal Mais Velho que o Mosteiro de Braga

Quatro dias de caminhada depois, dormimos aos 3.519 metros de Braga (Braka). À chegada, apenas o nome nos é familiar. Confrontados com o encanto místico da povoação, disposta em redor de um dos mosteiros budistas mais antigos e reverenciados do circuito Annapurna, lá prolongamos a aclimatização com agrado.
Circuito Annapurna: 7º - Braga - Ice Lake, Nepal

Circuito Annapurna - A Aclimatização Dolorosa do Ice Lake

Na subida para o povoado de Ghyaru, tivemos uma primeira e inesperada mostra do quão extasiante se pode provar o Circuito Annapurna. Nove quilómetros depois, em Braga, pela necessidade de aclimatizarmos ascendemos dos 3.470m de Braga aos 4.600m do lago de Kicho Tal. Só sentimos algum esperado cansaço e o avolumar do deslumbre pela Cordilheira Annapurna.
Circuito Annapurna: 9º Manang a Milarepa Cave, Nepal

Uma Caminhada entre a Aclimatização e a Peregrinação

Em pleno Circuito Annapurna, chegamos por fim a Manang (3519m). Ainda a precisarmos de aclimatizar para os trechos mais elevados que se seguiam, inauguramos uma jornada também espiritual a uma caverna nepalesa de Milarepa (4000m), o refúgio de um siddha (sábio) e santo budista.
Circuito Annapurna 10º: Manang a Yak Kharka, Nepal

A Caminho das Terras (Mais) Altas dos Annapurnas

Após uma pausa de aclimatização na civilização quase urbana de Manang (3519 m), voltamos a progredir na ascensão para o zénite de Thorong La (5416 m). Nesse dia, atingimos o lugarejo de Yak Kharka, aos 4018 m, um bom ponto de partida para os acampamentos na base do grande desfiladeiro.
Bhaktapur, Nepal

As Máscaras Nepalesas da Vida

O povo indígena Newar do Vale de Katmandu atribui grande importância à religiosidade hindu e budista que os une uns aos outros e à Terra. De acordo, abençoa os seus ritos de passagem com danças newar de homens mascarados de divindades. Mesmo se há muito repetidas do nascimento à reencarnação, estas danças ancestrais não iludem a modernidade e começam a ver um fim.
Elafonisi, Creta, Grécia
Praia
Chania a Elafonisi, Creta, Grécia

Ida à Praia à Moda de Creta

À descoberta do ocidente cretense, deixamos Chania, percorremos a garganta de Topolia e desfiladeiros menos marcados. Alguns quilómetros depois, chegamos a um recanto mediterrânico de aguarela e de sonho, o da ilha de Elafonisi e sua lagoa.
Caminhada Solitária, Deserto do Namibe, Sossusvlei, Namibia, acácia na base de duna
Parque Nacional
Sossusvlei, Namíbia

O Namibe Sem Saída de Sossusvlei

Quando flui, o rio efémero Tsauchab serpenteia 150km, desde as montanhas de Naukluft. Chegado a Sossusvlei, perde-se num mar de montanhas de areia que disputam o céu. Os nativos e os colonos chamaram-lhe pântano sem retorno. Quem descobre estas paragens inverosímeis da Namíbia, pensa sempre em voltar.
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