PN Torres del Paine, Chile

A Mais Dramática das Patagónias


Torres del Paine I
Estrada de terra batida conduz a um dos lagos que cercam as Torres del Paine.
De vigia
Um guanaco examina a estepe em redor de um ponto alto da encosta.
Um Grey azul
Escultura da frente do glaciar Grey, um braço do grande Campo de Gelo da Patagónia do Sul.
Torres del Paine I
Um dos muitos ângulos possíveis do fulcro geológico do Parque Nacional Torres del Paine.
Gelo ao balde
Membros da tripulação passam gelo recolhido no lago Grey para o convés do barco, durante uma navegação em frente ao glaciar Grey.
Frio Austral
Névoa envolve picos semi-nevados da cordilheira de Paine.
Intimidade frígida
Comandante do barco dentro da sua cabine e passageiro admira o glaciar Grey a pouca distância.
Max. 6 Persona
Ponte suspensa sobre o rio Grey, à saída do lago homónimo.
Vistas majestosas
Passageiros de um dos barcos que navegam o lago Grey até à frente do glaciar com o mesmo nome admiram os cenários em redor.
Auto-aconchego
Raposa dormita e tenta manter-se quente após uma das frequentes chuvas da cordillheira de Paine.
Verde de Degelo
A água esverdeada do lago Nordenskjöld, um dos vários no Parque Nacional Torres del Paine.
Um Pedaço de Frio
Pequeno iceberg solto do grande glaciar Grey.
A gruta da preguiça
Em 1890, Hermann Eberhard descobriu na Cueva del Milodón vestígios de uma gigantesca preguiça pré-histórica, que teria até 4 metros de altura.
Pampa ovina
Rebanho de ovelhas preenche uma enorme mancha da pampa a perder de vista da Patagónia em redor do Parque Nacional Torres del Paine.
Um Grey azul II
A frente do vasto glaciar Grey aparece detrás de uma laje da Cordilheira de Paine.
Em nenhuma outra parte os confins austrais da América do Sul se revelam tão arrebatadores como na cordilheira de Paine. Ali, um castro natural de colossos de granito envolto de lagos e glaciares projecta-se da pampa e submete-se aos caprichos da meteorologia e da luz.

Punta Arenas é a capital da 12ª região do Chile, a de Magallanes y Antárctica Chilena.

Fica situada em redor do estreito que viabilizou ao explorador português a travessia pioneira do oceano Atlântico para o Pacífico, por enquanto, ainda a quase 200 km para sul.

No pequeno cíbercafé israelita de Puerto Natales, éramos demasiados os viajantes contemporâneos agarrados aos velhos computadores.

A navegação na Internet podia comparar-se àqueles dias – às vezes semanas – desesperantes para os comandantes e tripulações das embarcações em que não soprava sequer uma brisa.

As discussões estéreis com Moshe, o dono pouco paciente do estabelecimento sucediam-se.

Já nada nos surpreendia aquela diáspora de jovens judeus, também ali, no fundo da Terra. Em tempos dependente das exportações de lã, de carne e de peixe, Puerto Natales beneficiou da crescente popularidade do vizinho Parque Nacional Torres del Paine e tornou-se no seu portal.

Ainda mais quando a empresa estatal NAVIMAG começou a admitir a bordo viajantes estrangeiros e, além dos modos tradicionais de chegarem, estes passaram a chegar vindos, por mar, do norte, de Puerto Eden.

Os israelitas são conhecidos por se instalarem em lugares pouco dispendiosos e que sabem, de antemão, que fazem ou farão, em breve, parte dos itinerários incontornáveis dos seus compatriotas.

No que dizia respeito às Torres del Paine, não eram só os hebreus adolescentes que as idolatravam. Era o universo dos aventureiros e curiosos pelo mundo.

De acordo, apressamo-nos a despachar os preparativos logísticos em falta. Logo, deixámos a cidade ribeirinha atraídos pelo magnetismo das montanhas mais fotogénicas e majestosas da Patagónia.

Torres del Paine, Patagónia Dramática, Chile, Frio Austral

Névoa envolve picos semi-nevados da cordilheira de Paine.

À Descoberta o Parque Nacional Torres del Paine

A primeira abordagem rodoviária àquele domínio de granito começou por nos sublinhar a insignificância, à medida que a carripana subia, a muito esforço, as ladeiras de terra batida desprotegidas de eventuais quedas por longas ribanceiras.

Mais para diante, cruzámos a porteria da Laguna Amarga e a Ponte Kusanovik.

Já instalados e a pé, passámos para o trilho principal circular que contorna os principais picos e os pequenos glaciares entre eles abrigados. Expostos aos elementos, sentimos o vento veloz de oeste, ainda mais cortante, nas faces, devido à temperatura quase congelante que se fazia sentir.

Caminhá-lo na íntegra, pode demorar de sete a nove dias intermediados com repouso em acampamentos ou refúgios e, como pudemos testemunhar, sujeitos a meteorologia caprichosa e por vezes inclemente que tanto pode significar as quatro estações numa tarde, como dois dias de chuva ou neve quase ininterruptas.

Esse é um castigo suave se tivermos em conta a beleza dos cenários. As Torres del Paine (Monzino, Central e D’Agostini) são o centro de tudo. Erguem-se quase na vertical a aproximadamente 2800 metros acima da estepe da Patagónia, cada qual com a sua altitude.

Torres del Paine, Patagónia Dramática, Chile

Estrada de terra batida conduz a um dos lagos que cercam as Torres del Paine.

A Paine Grande atinge os 3050 metros e os picos de Los Cuernos 2200 a 2600 metros.

Sob um céu nublado, revelam-se algo acinzentados mas, quando a luz crepuscular neles incide, tinge-os e à restante montanha de tons quentes que afagam a alma de quem quer que os admire.

Apesar de, hoje, o Parque Nacional Torres del Paine ser um dos mais visitados do Chile e uma paragem incontornável dos itinerários aventureiros da Patagónia ou da América do Sul, durante muito tempo permaneceu no mais absoluto anonimato.

A Exclusividade Pré-Colonial dos Indígenas Alacalufes, Onas e Tehuelches

Até à chegada dos primeiros colonos europeus, os nativos Alacalufes, Onas e Tehuelches viviam do que caçavam, pescavam e recolhiam da natureza. Nem os colonos que quase os exterminaram conseguiram ultrapassar a dureza do clima e do solo que tornavam qualquer tipo de tentativa agrícola impossível.

Já a pecuária foi um caso diferente.

A área actual do parque fez parte de uma das muitas herdades ovelheiras que ocupavam aquelas paragens da Patagónia.

Torres del Paine, Patagónia Dramática, Chile, Rebanho na Pampa

Rebanho de ovelhas preenche uma enorme mancha da pampa a perder de vista da Patagónia em redor do Parque Nacional Torres del Paine.

Quase só os colonos e alguns indígenas tinham tido o privilégio inconsciente de admirar Paine e os seus panoramas únicos.

O nome do lugar tinha, aliás, sido dado por um grupo dos últimos, os Tehuelches que os homens de Fernão Magalhães chamaram de Patacões ou Patacones, inspirados pela tonalidade azul predominante das suas lagoas gélidas.

O isolamento não foi absoluto. Ao longo do tempo, alguns visitantes foram chegando.

Lady Florence Dixie, uma Britânica Pioneira de Torres del Paine

Lady Florence Dixie, viajante, escritora, correspondente de guerra e feminista britânica destacou-se num grupo que se crê ter sido o dos primeiros turistas da zona e, no seu livro de 1880, baptizou as três torres de Paine de “Agulhas de Cleópatra”.

Torres del Paine, Patagónia Dramática, Chile Torres del Paine I

Um dos muitos ângulos possíveis do fulcro geológico do Parque Nacional Torres del Paine.

Nas décadas imediatas, vários cientistas e exploradores europeus se seguiram até que, em 1959, o parque nacional foi estabelecido primeiro como Nacional de Turismo Lago Grey, e, em 1970, com o nome actual.

Oito anos depois, a UNESCO nomeou-o Reserva Mundial da Biosfera. A fama do lugar atingiu novas proporções. Hoje, exploram-no 150.000 visitantes por ano. 60% são estrangeiros.

Caminhamos nas imediações da base da torre Sur quando avistamos um bando de guanacos atentos à intrusão de criaturas inesperadas no seu vasto território.

Torres del Paine, Patagónia Dramática, Chile, Guanaco

Um guanaco examina a estepe em redor de um ponto alto da encosta.

Com a vista apurada que têm, os camelídeos depressa sentiram o alívio de se tratarem de humanos e não dos pumas que os predam com grande voracidade, como às ovelhas e aos potros tresmalhados.

Os guanacos e os pumas convivem, em Torres del Paine, com os lamas, as emas, flamingos, condores e muitas outras espécies animais, algumas endémicas.

Torres del Paine, Patagónia Dramática, Chile, raposa

Raposa dormita e tenta manter-se quente após uma das frequentes chuvas da cordillheira de Paine.

Enquanto caminhamos vamos constatando a riqueza frígida do  ecossistema que os acolhe composto de estepe, florestas de coníferas, rios, lagos e glaciares.

Grey: o Rei Azulado dos Glaciares de Torres del Paine

Alguns dos ventisqueros do parque – como preferem chamar os sul-americanos das vizinhanças aos glaciares devido à tendência que têm em canalizar o vento – são reduzidos e muito dissimulados entre os picos rochosos.

É o caso do Serrano.

Outros, são braços do gigantesco campo de gelo da Patagónia do Sul (em que a Argentina e o Chile continuam a debater as suas fronteiras) e têm dimensões a condizer.

O Grey é um destes. Naquela altura, a sua frente permanecia acessível de barco através do lago homónimo.

Torres del Paine, Patagónia Dramática, Chile, Lago Grey

A água esverdeada do lago Nordenskjöld, um dos vários no Parque Nacional Torres del Paine.

Aproveitámos a benesse. Não tardámos a abordá-lo.

Nuvens escuras como breu cobrem a Quebrada de los Vientos e dispersam-se sobre as águas cada vez mais agitadas. Mesmo assim, temos ordem de embarque.

Pouco depois de zarparmos, o Grey parece crescer e agita-se sob a tempestade que se desenrola mas que nos limitamos a apreciar quase como se do interior de uma cuba de máquina de lavar a roupa, protegidos pelos vidros reforçados do barco.

O dilúvio termina em três tempos. A meio caminho da frente do glaciar, a chuva pára. Para gáudio dos passageiros, o céu limpa-se. Subimos de imediato para o cada vez mais disputado convés.

A Frente Majestosa do Glaciar Grey

Num ápice, temos a vista inaugural dos sete quilómetros de largo do glaciar, ainda distantes, mas já impressionantes, encaixados entre as falésias da cordilheira de Paine.

Torres del Paine, Patagónia Dramática, Chile, Glaciar Grey

A frente do vasto glaciar Grey aparece detrás de uma laje da Cordilheira de Paine.

O comandante aproxima-se o mais que pode do gelo, em câmara lenta.

Aos poucos, vemos o azulão e a dimensão esmagadora daquele incrível fenómeno intensificar-se e a temperatura descer para graus negativos de rápido enregelamento.

“Agora vamos fazer silêncio absoluto, amigos, por favor ”.

Torres del Paine, Patagónia Dramática, Chile, frente do glaciar Grey

Comandante do barco dentro da sua cabine e passageiro admira o glaciar Grey a pouca distância.

A tripulação volta a afastar-nos para distância segura.

Pede aos passageiros que parem de cochichar de maneira a que pudéssemos ouvir o crepitar do glaciar e assistir ao estrondo da próxima derrocada.

O desabamento demora e desilude. Decidem passar ao próximo número. Dois deles saem num pequeno zodiac e capturam fragmentos diminutos de gelo do lago.

Torres del Paine, Patagónia Dramática, Chile, Gelo Puro

Membros da tripulação passam gelo recolhido no lago Grey para o convés do barco, durante uma navegação em frente ao glaciar Grey.

No regresso ao barco principal, inauguram uma palestra acerca das águas congeladas milenares que tínhamos presenciado, semelhante, noutros glaciares e a que não tomámos a atenção devida.

Pouco depois, teve início a viagem de regresso.

A tormenta retomou o seu acto.

Com Bruce Chatwin “Na Patagónia” das Torres del Paine

Mais que não resistirem ao chamamento desta natureza crua e poderosa do fim do mundo, algumas personagens responderam-lhe e eternizaram-na com o melhor da sua arte.

Um dos mais associados à Patagónia e a estas paragens de Magallanes foi o escritor inglês Bruce Chatwin.

Ao serviço da Sunday Times Magazine, Chatwin viajou no contexto de frequentes reportagens internacionais. Em 1972, entrevistou a arquitecta e designer de 93 anos Eileen Gray, no seu salão de Paris.

Entre a decoração do salão, chamou a atenção de Chatwin um mapa da Patagónia que a entrevistada havia pintado. “Sempre lá quis ir.” disse-lhe Chatwin. Ao que Gray respondeu: “Também eu. Vá lá por mim.”

Passados dois anos, Chatwin foi mesmo. Voou até Lima e atingiu a Patagónia um mês depois.

Explorou a região por alguns meses e reuniu histórias e peripécias alegadamente de pessoas que se lá instalaram chegadas de outras partes.

Torres del Paine, Patagónia Dramática, Chile, Vistas majestosas

Passageiros de um dos barcos que navegam o lago Grey até à frente do glaciar com o mesmo nome admiram os cenários em redor.

Em 1977, publicou “Na Patagónia”, uma narrativa em redor de uma demanda sua por um pedaço de brontossauro que havia sido deitado fora do escritório dos seus avós, anos antes.

A obra fez de Chatwin um dos escritores britânicos mais conceituados do pós-guerra.

No entanto, aos poucos, os residentes das zonas narradas foram negando grande parte das personagens e conversas descritas por Chatwin o que transformou a sua obra em ficção.

Bruce Chatwin morreu de SIDA em 1989. “Na Patagónia” continuou a inspirar milhares de aventureiros a explorarem a região.

O livro tem sido um bom aliado das imagens do Parque Nacional Torres del Paine que entretanto se globalizou.

El Chalten, Argentina

O Apelo de Granito da Patagónia

Duas montanhas de pedra geraram uma disputa fronteiriça entre a Argentina e o Chile.Mas estes países não são os únicos pretendentes.Há muito que os cerros Fitz Roy e Torre atraem alpinistas obstinados
Pucón, Chile

Entre as Araucárias de La Araucania

A determinada latitude do longilíneo Chile, entramos em La Araucanía. Este é um Chile rude, repleto de vulcões, lagos, rios, quedas d’água e das florestas de coníferas de que brotou o nome da região. E é o coração de pinhão da maior etnia indígena do país: a Mapuche.
Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper PisangNepal

(I)Eminentes Annapurnas

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada do Circuito Annapurna pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.
Rapa Nui - Ilha da Páscoa, Chile

Sob o Olhar dos Moais

Rapa Nui foi descoberta pelos europeus no dia de Páscoa de 1722. Mas, se o nome cristão ilha da Páscoa faz todo o sentido, a civilização que a colonizou de moais observadores permanece envolta em mistério.
Circuito Annapurna: 1º - Pokhara a ChameNepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Ilha da Páscoa, Chile

A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.
El Tatio, Chile

Géiseres El Tatio - Entre o Gelo e o Calor do Atacama

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio, no Deserto de Atacama surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4200 m de altitude. Os seus géiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes.
San Pedro de Atacama, Chile

São Pedro de Atacama: a Vida em Adobe no Mais Árido dos Desertos

Os conquistadores espanhóis tinham partido e o comboio desviou as caravanas de gado e nitrato. San Pedro recuperava a paz mas uma horda de forasteiros à descoberta da América do Sul invadiu o pueblo.
Ilha Robinson Crusoe, Chile

Alexander Selkirk: na Pele do Verdadeiro Robinson Crusoe

A principal ilha do arquipélago Juan Fernández foi abrigo de piratas e tesouros. A sua história fez-se de aventuras como a de Alexander Selkirk, o marinheiro abandonado que inspirou o romance de Dafoe
Deserto de Atacama, Chile

A Vida nos Limites do Deserto de Atacama

Quando menos se espera, o lugar mais seco do mundo revela novos cenários extraterrestres numa fronteira entre o inóspito e o acolhedor, o estéril e o fértil que os nativos se habituaram a atravessar.
Puerto Natales-Puerto Montt, Chile

Cruzeiro num Cargueiro

Após longa pedinchice de mochileiros, a companhia chilena NAVIMAG decidiu admiti-los a bordo. Desde então, muitos viajantes exploraram os canais da Patagónia, lado a lado com contentores e gado.
Vulcão Villarrica, Chile

Ascensão à Cratera do Vulcão Villarrica, Sempre em Actividade

Pucón abusa da confiança da natureza e prospera no sopé da montanha Villarrica.Seguimos este mau exemplo por trilhos gelados e conquistamos a cratera de um dos vulcões mais activos da América do Sul.
Serengeti, Grande Migração Savana, Tanzania, gnus no rio
Safari
PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 5º - Ngawal a BragaNepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Visitantes nos Jameos del Água, Lanzarote, Canárias, Espanha
Arquitectura & Design
Lanzarote, Ilhas Canárias

A César Manrique o que é de César Manrique

Só por si, Lanzarote seria sempre uma Canária à parte mas é quase impossível explorá-la sem descobrir o génio irrequieto e activista de um dos seus filhos pródigos. César Manrique faleceu há quase trinta anos. A obra prolífica que legou resplandece sobre a lava da ilha vulcânica que o viu nascer.
Pleno Dog Mushing
Aventura
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.
cowboys oceania, Rodeo, El Caballo, Perth, Australia
Cerimónias e Festividades
Perth, Austrália

Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.
Catedral Luterana sobranceira e ao anoitecer Helsínquia, Finlândia
Cidades
Helsínquia, Finlândia

A Filha Suomi do Báltico

Várias cidades cresceram, emanciparam-se e prosperaram à beira deste mar interior do Norte. Helsínquia lá se destacou como a capital monumental da jovem nação finlandesa.
Cacau, Chocolate, Sao Tome Principe, roça Água Izé
Comida
São Tomé e Príncipe

Roças de Cacau, Corallo e a Fábrica de Chocolate

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.
Visitantes da casa de Ernest Hemingway, Key West, Florida, Estados Unidos
Cultura
Key West, Estados Unidos

O Recreio Caribenho de Hemingway

Efusivo como sempre, Ernest Hemingway qualificou Key West como “o melhor lugar em que tinha estado...”. Nos fundos tropicais dos E.U.A. contíguos, encontrou evasão e diversão tresloucada e alcoolizada. E a inspiração para escrever com intensidade a condizer.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Desporto
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
A Toy Train story
Em Viagem
Siliguri a Darjeeling, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Jingkieng Wahsurah, ponte de raízes da aldeia de Nongblai, Meghalaya, Índia
Étnico
Meghalaya, Índia

Pontes de Povos que Criam Raízes

A imprevisibilidade dos rios na região mais chuvosa à face da Terra nunca demoveu os Khasi e os Jaintia. Confrontadas com a abundância de árvores ficus elastica nos seus vales, estas etnias habituaram-se a moldar-lhes os ramos e estirpes. Da sua tradição perdida no tempo, legaram centenas de pontes de raízes deslumbrantes às futuras gerações.
portfólio, Got2Globe, fotografia de Viagem, imagens, melhores fotografias, fotos de viagem, mundo, Terra
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Porfólio Got2Globe

O Melhor do Mundo – Portfólio Got2Globe

Thira, Santorini, Grécia
História
Fira, Santorini, Grécia

Fira: Entre as Alturas e as Profundezas da Atlântida

Por volta de 1500 a.C. uma erupção devastadora fez afundar no Mar Egeu boa parte do vulcão-ilha Fira e levou ao colapso a civilização minóica, apontada vezes sem conta como a Atlântida. Seja qual for o passado, 3500 anos volvidos, Thira, a cidade homónima, tem tanto de real como de mítico.
Orangozinho, Rio Canecapane, Parque Naciona Orango, Bijagós, Guiné Bissau
Ilhas
Cruzeiro Africa Princess, 2º Orangozinho, Bijagós, Guiné Bissau

Orangozinho e os Confins do PN Orango

Após uma primeira incursão à ilha Roxa, zarpamos de Canhambaque para um fim de dia à descoberta do litoral no fundo vasto e inabitado de Orangozinho. Na manhã seguinte, navegamos rio Canecapane acima, em busca da grande tabanca da ilha, Uite.
Verificação da correspondência
Inverno Branco
Rovaniemi, Finlândia

Da Lapónia Finlandesa ao Árctico, Visita à Terra do Pai Natal

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar.
Enseada, Big Sur, Califórnia, Estados Unidos
Literatura
Big Sur, E.U.A.

A Costa de Todos os Refúgios

Ao longo de 150km, o litoral californiano submete-se a uma vastidão de montanha, oceano e nevoeiro. Neste cenário épico, centenas de almas atormentadas seguem os passos de Jack Kerouac e Henri Miller.
Serra Dourada, Cerrado, Goiás, Brasil
Natureza
Serra Dourada, Goiás, Brasil

Onde o Cerrado Ondula Dourado

Um dos tipos de savana da América do Sul, o Cerrado estende-se por mais de um quinto do território brasileiro que abastece de boa parte da água doce. Situado no âmago do Planalto Central e do estado de Goiás, o do Parque Estadual Serra Dourada resplandece a dobrar.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Vulcão ijen, Escravos do Enxofre, Java, Indonesia
Parques Naturais
Vulcão Ijen, Indonésia

Os Escravos do Enxofre do Vulcão Ijen

Centenas de javaneses entregam-se ao vulcão Ijen onde são consumidos por gases venenosos e cargas que lhes deformam os ombros. Cada turno rende-lhes menos de 30€ mas todos agradecem o martírio.
Cobá, viagem às Ruínas Maias, Pac Chen, Maias de agora
Património Mundial UNESCO
Cobá a Pac Chen, México

Das Ruínas aos Lares Maias

Na Península de Iucatão, a história do segundo maior povo indígena mexicano confunde-se com o seu dia-a-dia e funde-se com a modernidade. Em Cobá, passámos do cimo de uma das suas pirâmides milenares para o coração de uma povoação dos nossos tempos.
Personagens
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Tarrafal, Santiago, Cabo Verde, Baía do Tarrafal
Praias
Tarrafal, Santiago, Cabo Verde

O Tarrafal da Liberdade e da Vida Lenta

A vila de Tarrafal delimita um recanto privilegiado da ilha de Santiago, com as suas poucas praias de areia branca. Quem por lá se encanta tem ainda mais dificuldade em entender a atrocidade colonial do vizinho campo prisional.
Aurora ilumina o vale de Pisang, Nepal.
Religião
Circuito Annapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras do Circuito Annapurna pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Executivos dormem assento metro, sono, dormir, metro, comboio, Toquio, Japao
Sobre Carris
Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para o seu inemuri, dormitar em público.
Dia da Austrália, Perth, bandeira australiana
Sociedade
Perth, Austrália

Dia da Austrália: em Honra da Fundação, de Luto Pela Invasão

26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.
Casario, cidade alta, Fianarantsoa, Madagascar
Vida Quotidiana
Fianarantsoa, Madagáscar

A Cidade Malgaxe da Boa Educação

Fianarantsoa foi fundada em 1831 por Ranavalona Iª, uma rainha da etnia merina então predominante. Ranavalona Iª foi vista pelos contemporâneos europeus como isolacionista, tirana e cruel. Reputação da monarca à parte, quando lá damos entrada, a sua velha capital do sul subsiste como o centro académico, intelectual e religioso de Madagáscar.
Bwabwata Parque Nacional, Namíbia, girafas
Vida Selvagem
PN Bwabwata, Namíbia

Um Parque Namibiano que Vale por Três

Consolidada a independência da Namíbia, em 1990, para simplificarem a sua gestão, as autoridades agruparam um trio de parques e reservas da faixa de Caprivi. O PN Bwabwata resultante acolhe uma imensidão deslumbrante de ecossistemas e vida selvagem, às margens dos rios Cubango (Okavango) e Cuando.
Napali Coast e Waimea Canyon, Kauai, Rugas do Havai
Voos Panorâmicos
NaPali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto exploramos a sua Napalo Coast por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.