Deserto de Atacama, Chile

A Vida nos Limites do Deserto de Atacama


Ilheus de Sal
Uma sequência de placas de sal num recanto avermelhado e muito salino da Laguna Verde.
Uma Vida Espinhosa
Um cacto repleto de espinhos sobressai da paisagem ressequida do deserto de Atacama.
Cardon, ou cacto
Cacto destacado de uma encosta suave do Deserto de Atacama.
Cardones vs Montanha
Montanha projecta-se no limiar de uma planície coberta de cardones.
Rota dos Flamingos
Flamingos sobrevoam o Salar de Tara em direcção à fronteira Argentina ali iminente.
Caribe do Altiplano
O cenário idílico da Lagoa Verde, situada em pleno altiplano andino, no limiar Leste do deserto de Atacama e chamada de Caribe Atacamenho pelos guias nativos.
Vulcão Licancabur
O vulcão avermelhado de Licancabur, 5.916 metros de altitude.
Fiadeira do deserto
Mulher nativa fia enquanto espera por uma boleia.
Mulher atacamenha
Mulher atacamenha em trajes coloridos típicos da região.
Ilha de Tufo
Extremidade de um salar situado num planalto andino na raia do deserto de Atacama.
Tufo e ilha
Um cardon resiste no meio de uma lagoa salgada do Altiplano andino.
Mar de arbustos salgados
Arbustos e musgo disputam o solo com o sal em redor de um salar no extremo Oeste da cordilheira Andina.
Família de vicunhas
Vicunha e crias percorrem uma planície do altiplano andino, o seu habitat natural.
Vida de Rua
Moradores e visitantes cruzam-se numa das várias ruas de adobe do pueblo.
Quando menos se espera, o lugar mais seco do mundo revela novos cenários extraterrestres numa fronteira entre o inóspito e o acolhedor, o estéril e o fértil que os nativos se habituaram a atravessar.

Nenhum outro país é tão diverso de alto a baixo.

De tal maneira que os chilenos se divertem a contar que, depois de ter criado a maior parte da América do Sul, já farto da tarefa, Deus pegou no que sobrava – bocados de deserto, montanha, vale, glaciar, floresta húmida – e criou o Chile, à pressa, para, por fim, poder descansar.

Depois de explorarmos o PN Torres del Paine, os fiordes chilenos da Patagónia num cargueiro transformado em cruzeiro e subido ao cume do vulcão Villarica, na província da Araucania, chegava a altura de nova mudança radical, de zona e de paisagem. Foi ainda a recuperar da dura ascensão do Villarrica que partimos de Pucón.

À medida que nos aproximamos do Norte Grande, a região que se estende da fronteira com o Peru ao Chañaral é dominada pelo Deserto do Atacama e pela desolação ali cinzenta que, segundo a lenda, Deus ali terá criado.

NASA e a Escolha do Único Lugar sem Vida à Face da Terra. O Atacama

Em 2003, uma equipa internacional de cientistas, na sua maior parte pertencentes à NASA é à Universidade norte-americana Carnegie Mellon, mudou-se de armas e bagagens para estas paragens.

Em pouco tempo, deu início a Life in the Atacama, um programa minucioso de pesquisa de campo que tinha como objectivo aperfeiçoar novos veículos robóticos para a missão astrobiológica Spirit.

O primeiro planeta a acolher a Spirit e o rover homónimo foi Marte, em Janeiro de 2004. Sete meses depois, Chris McKay, um geólogo da NASA justificou, assim, a um repórter, a escolha do deserto de Atacama para preparar a missão: “Pode ir à Antárctida, ao Árctico, a qualquer outro deserto em que já estivemos, recolher uma amostra de terra que vai encontrar bactérias…este é o único lugar da Terra onde passámos realmente o limiar e não encontrámos vida …”

Ilheus de sal, Vida nos limites, Deserto Atacama, Chile

Uma sequência de placas de sal num recanto avermelhado e muito salino da Laguna Verde.

Em termos visuais, se existem sítios comparáveis ao que conhecemos e imaginamos do planeta vermelho, o deserto de Atacama tem que ser um deles.

A adjectivação das suas paisagens como extraterrestres ocorre a toda a hora a quem o visita. Entre tantos cenários dignos de outros mundos, basta pensar nos tons ocres dos Vales da Lua e da Morte para se chegar a um imaginário marciano.

E a Vida Prolífica do Deserto de Atacama

E, malgrado as condições adversas, vivem em bolsas do deserto de Atacama mais de um milhão de pessoas. Graças às suas matérias primas, as regiões a que pertence – El Norte Chico e El Norte Grande – foram e são responsáveis pelo disparar e recente consolidar da economia chilena.

No século XIX, as primeiras explorações do famoso nitrato do Chile atraíram milhares de trabalhadores, até à invenção das alternativas artificiais.

Mulher atacamenha, Vida nos limites, Deserto Atacama, Chile

Mulher atacamenha em trajes coloridos típicos da região.

Actualmente, os nitratos foram substituídos pela mineração de cobre, da prata, do ouro e do ferro, que o Deserto de Atacama e redondezas fornecem em abundância.

Sem surpresa, cresceram do nada povoações improvisadas que deram origem a novas infra-estruturas e oportunidades. Entre as que já existiam: Arica, Iquique, Antofagasta e São Pedro de Atacama.

São Pedro evoluiu para explorar outro recurso altamente rentável do Chile, o turismo.

Vida de Rua, São Pedro Atacama, Chile

Moradores e visitantes cruzam-se numa das várias ruas de adobe do pueblo.

A Excentricidade Geológica do Deserto de Atacama

Estendido por 1000 km, ao longo do sul do Peru e norte do Chile, o deserto de Atacama tem limites longitudinais bem marcados. A oeste, o oceano Pacífico; na direcção oposta, a cordilheira dos Andes.

Prolonga-se por uma plataforma costeira estreita, cinzenta e poeirenta. Logo, ergue-se até às pampas, planícies inóspitas que mergulham em gargantas fluviais pré-históricas cobertas de sedimentos minerais provenientes dos Andes.

As planícies, por sua vez, dão lugar ao Altiplano. Nesta pré-cordilheira, inúmeros salares, lagoas salgadas e campos geotérmicos que anunciam cerros e vulcões nevados e imponentes. São os casos do Toco, do Licancábur, do Putana ou do Águas Calientes, quase todos próximos dos 6.000 metros de altitude.

Vulcão Licancabur, Vida nos limites, Deserto Atacama, Chile

O vulcão avermelhado de Licancabur, 5.916 metros de altitude.

Do outro lado do horizonte montanhoso, o território é boliviano ou, mais para sul, argentino.

A zona central do Deserto de Atacama é considerada o lugar mais seco da Terra.

Ali, em certas áreas específicas de “deserto absoluto”, nunca se conseguiu registar queda de chuva. Noutras, menos centrais, a pluviosidade mede-se em milímetros por década.

O contexto meteorológico e climático deste deserto remoto é tão misterioso como fácil de explicar.

Vida espinhosa, Vida nos limites, Deserto Atacama, Chile

Um cacto repleto de espinhos sobressai da paisagem ressequida do deserto de Atacama.

E as Condicionantes Também Climáticas que Mantêm Árido o Deserto do Atacama

Nestas latitudes, corre ao longo da América do Sul a corrente de Humboldt, assim chamada em honra do naturalista prussiano Alexander von Humboldt. A corrente, ascendente, tem efeitos contraditórios.

As suas águas, provenientes da Antárctida e do fundo do oceano, tão gélidas quanto nutritivas, fazem dela um ecossistema marinho de Classe 1 (>300gC/m2-yr), o mais produtivo do mundo, de onde provém cerca de 20% de todo o peixe pescado à face da Terra.

Ao mesmo tempo, a corrente de Humboldt é responsável pelo arrefecimento do ar sobre a zona costeira do sul do Peru e do Chile. Alimenta um núcleo de altas pressões. E bloqueia a formação e a deslocação para terra de nuvens favoráveis à precipitação.

Vicunhas, Vida nos limites, Deserto Atacama, Chile

Vicunha e crias percorrem uma planície do altiplano andino, o seu habitat natural.

Junto à costa, ainda paira a camanchaca, um nevoeiro denso que reina durante o Inverno local, de Junho a Outubro. Alguns quilómetros mais para o interior, a cordilheira costeira do Chile detém o avanço da névoa. Do Pacífico, o deserto de Atacama recebe apenas secura.

Já do lado oposto, a cordilheira dos Andes impede a passagem de nuvens carregadas de humidade provenientes de leste, da bacia do Amazonas e restante interior da América do Sul. As montanhas mais elevadas apreendem essa humidade, condensam-na e geram chuvadas ou nevões, consoante a época do ano.

Por cima e para oeste, só passa um vento estéril.

Água dos Andes: o Degelo que dá Vida ao Mais Seco dos Desertos

O milagre da vida no deserto de Atacama é produzido nas alturas. Quando o sol tropical, pouco filtrado pela atmosfera fina, derrete a neve que coroa os picos andinos, enche os aquíferos que se formam no sopé das montanhas.

Dá assim origem a oásis. O que abençoou São Pedro de Atacama, por exemplo.

A sul e oeste de São Pedro, a Reserva Nacional Los Flamencos inclui sete sectores geograficamente independentes, cada qual com o seu cenários insólito. O Salar de Atacama, em particular, dá-nos uma ideia inequívoca do contraste porque se rege o deserto.

Salar, Vida nos limites, Deserto Atacama, Chile

Extremidade de um salar situado num planalto andino na raia do deserto de Atacama.

Quando o cenário branco do sal sem fim nos começa parecer de absoluta desolação, encontramos a Laguna Chaxa. A natureza volta a surpreender-nos, desta vez, nos tons rosados dos milhares de flamingos que a ocupam.

Ao pôr-do-sol, o Salar de Atacama resplandece ali de cor. Além da chegada permanente dos flamingos à lagoa, para oeste, o horizonte andino contrasta mais que nunca com o branco sem fim do sal.

Rota dos Flamingos, Deserto Atacama, Chile

Flamingos sobrevoam o Salar de Tara em direcção à fronteira Argentina ali iminente.

Pela menor distância a que estão, sobressaem do horizonte os cones perfeitos e avermelhados do vulcão Licancábur e do cerro Toco. Se virarmos o olhar para sul, vislumbramos a cadeia de montanhas a prolongar-se até perder de vista, algumas centenas de quilómetros para diante, já Argentina.

Inspeccionamos o mapa. É nestas latitudes, acima e abaixo do Trópico de Capricórnio, que o magríssimo Chile atinge a sua máxima largura. Isso deve-se a uma extensão improvável da fronteira para ocidente que incorporou parte substancial da cordilheira.

Um Reduto Extraterrestre nos Limites da Vida na Terra

Quando exploramos essa espécie de adenda geográfica, encontramo-la salpicada por salares e lagoas de Altiplano com água de coloração caribenha.

Lagoa Altiplano, Vida nos limites, Deserto Atacama, Chile

O cenário idílico da Lagoa Verde, situada em pleno altiplano andino, no limiar Leste do deserto de Atacama e chamada de Caribe Atacamenho pelos guias nativos.

À saída de San Pedro de Atacama, passamos a fortaleza de Quitor. Deparamo-nos com o mais deslocado dos sectores do PN Los Flamencos.

Mesmo conscientes que os sul-americanos recorrem ao termo Vale da Lua para denominar qualquer superfície esculpida por torrentes de água, vento e restantes agentes erosivos, ao explorarmos aquela vastidão inóspita, acabamos por admitir que o nome lhe faz justiça.

Há 60 milhões de anos, os Andes tinham completado a sua ascensão aos 6.000 metros e a maior parte do sul do Chile estava coberta de glaciares. Esta região continuava debaixo do oceano. Essa submersão justifica a abundância de campos de sal.

Tufo e ilha, Vida nos limites, Deserto Atacama, Chile

Um cardon resiste no meio de uma lagoa salgada do Altiplano andino.

Numa ampla área de geologia excêntrica, sucedem-se dunas cor de canela, miniaturas de montanha ocres em que os elementos escavaram arestas afiadas e pequenos “degraus” sem fim.

Estas elevações dão para desfiladeiros apertados, como os da Quebrada de Kachi. Ou para vales alisados pelo vento, fendidos pelo calor e pela aridez, aqui e ali, inundados de salitre.

Em certas zonas, a cobertura de nitrato de potássio torna-se tão densa que mais parece ali ter caído um forte nevão. O sol é escaldante, a humidade roça o zero.

Avançamos em direcção à Panamericana e ao Pacífico. Cruzamos o Vale da Morte, parte da Cordillera de Domeyko e ainda o rio Loa que tem o efeito de enganar quem por ele passa quando a ilusão líquida se desvanece perante a aridez impiedosa da paisagem.

Cardones vs Montanha, Vida nos limites, Deserto Atacama, Chile

Montanha projecta-se no limiar de uma planície coberta de cardones.

À medida que nos voltamos a embrenhar no Atacama, os Andes ficam para trás. A água doce revela-se uma miragem eternamente adiada. Sem subterfúgios tecnológicos, a sobrevivência fica por um fio. A morte eterniza-se. Tal lógica tem expressões surpreendentes.

Quando, em 1985, os arqueólogos acharam várias centenas de múmias ao longo da costa chilena, custou-lhes a crer no seu estado de preservação e no dos objectos que as acompanhavam.

Os túmulos encontravam-se sob o sol do deserto de Atacama havia mais de meio milénio. Durante esse tempo, a secura extrema anulou a acção das bactérias e impediu a decomposição.

Preservou o legado espiritual de um povo que venceu as probabilidades e se habituou a pagar o preço de viver no limite.

Ilha da Páscoa, Chile

A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.
El Tatio, Chile

Géiseres El Tatio - Entre o Gelo e o Calor do Atacama

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio, no Deserto de Atacama surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4200 m de altitude. Os seus géiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes.
Damaraland, Namíbia

Namíbia On the Rocks

Centenas de quilómetros para norte de Swakopmund, muitos mais das dunas emblemáticas de Sossuvlei, Damaraland acolhe desertos entrecortados por colinas de rochas avermelhadas, a maior montanha e a arte rupestre decana da jovem nação. Os colonos sul-africanos baptizaram esta região em função dos Damara, uma das etnias da Namíbia. Só estes e outros habitantes comprovam que fica na Terra.
Dunhuang, China

Um Oásis na China das Areias

A milhares de quilómetros para oeste de Pequim, a Grande Muralha tem o seu extremo ocidental e a China é outra. Um inesperado salpicado de verde vegetal quebra a vastidão árida em redor. Anuncia Dunhuang, antigo entreposto crucial da Rota da Seda, hoje, uma cidade intrigante na base das maiores dunas da Ásia.

PN Torres del Paine, Chile

A Mais Dramática das Patagónias

Em nenhuma outra parte os confins austrais da América do Sul se revelam tão arrebatadores como na cordilheira de Paine. Ali, um castro natural de colossos de granito envolto de lagos e glaciares projecta-se da pampa e submete-se aos caprichos da meteorologia e da luz. 

Salta e Jujuy, Argentina

Pelas Terras Altas da Argentina Profunda

Um périplo pelas províncias de Salta e Jujuy leva-nos a desvendar um país sem sinal de pampas. Sumidos na vastidão andina, estes confins do Noroeste da Argentina também se perderam no tempo.
Rapa Nui - Ilha da Páscoa, Chile

Sob o Olhar dos Moais

Rapa Nui foi descoberta pelos europeus no dia de Páscoa de 1722. Mas, se o nome cristão ilha da Páscoa faz todo o sentido, a civilização que a colonizou de moais observadores permanece envolta em mistério.
Vale da Morte, E.U.A.

O Ressuscitar do Lugar Mais Quente

Desde 1921 que Al Aziziyah, na Líbia, era considerado o lugar mais quente do Planeta. Mas a polémica em redor dos 58º ali medidos fez com que, 99 anos depois, o título fosse devolvido ao Vale da Morte.
San Pedro de Atacama, Chile

São Pedro de Atacama: a Vida em Adobe no Mais Árido dos Desertos

Os conquistadores espanhóis tinham partido e o comboio desviou as caravanas de gado e nitrato. San Pedro recuperava a paz mas uma horda de forasteiros à descoberta da América do Sul invadiu o pueblo.
Ilha Robinson Crusoe, Chile

Alexander Selkirk: na Pele do Verdadeiro Robinson Crusoe

A principal ilha do arquipélago Juan Fernández foi abrigo de piratas e tesouros. A sua história fez-se de aventuras como a de Alexander Selkirk, o marinheiro abandonado que inspirou o romance de Dafoe
Puerto Natales-Puerto Montt, Chile

Cruzeiro num Cargueiro

Após longa pedinchice de mochileiros, a companhia chilena NAVIMAG decidiu admiti-los a bordo. Desde então, muitos viajantes exploraram os canais da Patagónia, lado a lado com contentores e gado.
Vulcão Villarrica, Chile

Ascensão à Cratera do Vulcão Villarrica, Sempre em Actividade

Pucón abusa da confiança da natureza e prospera no sopé da montanha Villarrica.Seguimos este mau exemplo por trilhos gelados e conquistamos a cratera de um dos vulcões mais activos da América do Sul.
Elafonisi, Creta, Grécia
Praia
Chania a Elafonisi, Creta, Grécia

Ida à Praia à Moda de Creta

À descoberta do ocidente cretense, deixamos Chania, percorremos a garganta de Topolia e desfiladeiros menos marcados. Alguns quilómetros depois, chegamos a um recanto mediterrânico de aguarela e de sonho, o da ilha de Elafonisi e sua lagoa.
hipopotamos, parque nacional chobe, botswana
Parques nacionais
PN Chobe, Botswana

Chobe: um rio na Fronteira da Vida com a Morte

O Chobe marca a divisão entre o Botswana e três dos países vizinhos, a Zâmbia, o Zimbabwé e a Namíbia. Mas o seu leito caprichoso tem uma função bem mais crucial que esta delimitação política.
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
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Arquitectura & Design
Taos, E.U.A.

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Um Farol no Fim do Mundo Faroês

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