Ilha da Páscoa, Chile

Sob o Olhar dos Moais


Vítima do Destino

Um moai meio esculpido abandonado na pedreira de Rano Raraku, em tempos usada pelos nativos de Rapa Nui para esculpir as suas figuras mitológicas.

Ahu Ature Huki – Contraluz

Silhueta dos moais Ahu Ature Huki, re-erguidos pelo explorador norueguês Thor Heyerdahl.

Exército de Moais

Turista asiática posa em frente à formação de moais de Ahu Tongariki.

Cavalos anfíbios

Cavalos refrescam-se em poças lamacentas de Rapa Nui.

Empanadas e outros

Empregadas de uma roulotte que vende empanadas e outros petiscos chilenos.

Moais de Ahu Tongariki

Secção de Ahu Tongariki, a maior formação de moais de Rapa Nui.

As derradeiras palmeiras

Silhueta de palmeiras da praia de Anakena, alegadamente algumas das poucas poupadas pela civilização Rapa Nui.

Moai deitado

Moai semi-esculpido e abandonado no solo da pedreira de Rano Raraku, onde os nativos rapa nui criavam as suas estátuas.

Praia de Anakena

Baia de Anakena, uma das poucas praias de areia branca de Rapa Nui.

Formação Ahu Ature Huki

Moais de Ahu Ature Huki com os seus Pukaos, em plena praia de Anakena.

De olho nos Forasteiros

Pai e filhos sob o olhar do moai anu Tahai.

Rapa Nui foi descoberta pelos europeus no dia de Páscoa de 1722. Mas, se o nome cristão da ilha faz todo o sentido, a civilização que a colonizou de estátuas observadoras permanece envolta em mistério

Nenhum outro lugar é tão solitário como este mas, deitadas sobre um pequeno prado verdejante da beira-mar, Amparo Ortiz Sainz e Pau Santibañez sondam o vasto oceano Pacífico em busca de algo. As ilhas habitadas mais próximas, as Pitcairn, distam 2100km e

o arquipélago Juan Fernández, de que faz parte a ilha Robinson Crusoe, 3700km. Degredadas da capital Santiago e das famílias, as duas amigas continuam à espera de uma salvação que não chega e que mesmo que chegasse, teriam que rejeitar.

A si

tuação económica agora mais desafogada e estável do Chile não favorece todos os seus jovens. À falta de empregos recompensadores perto de casa, as duas aceitaram mudar-se para o território mais apartado da nação onde, tendo apenas as fin

anças em conta, a separação lhes pareceu inicialmente vantajosa.

Depois de três dias de intempérie, um sol estranhamente suave para estas latitudes tropicais acaricia Rapa Nui enquanto o mar acalma. Amparo e Pau vinham com vontade de aperfeiçoar os

seus dotes de surfistas principiantes mas a preguiça e o deleite fácil levam a melhor e tanto elas como a prancha se ficam por terra. Interrompemos uma caminhada acelerada pela marginal de Hanga Roa para esclarecer uma qualquer dúvida de orientação e acabamos por n

os juntar ao seu retiro. A conversa não tarda a fluir com o som das ondas em fundo: “Truman Show. É o que nós costumamos chamar à nossa vida por aqui. Lembram-se daquela cena em que o Jim Carrey choca contra a cápsula invisível do estúdio? Acontece-nos todos os dias. Mesmo os visitantes como vocês que cá ficam uma semana ou mais, descobrem os moais e as melhores paisagens, dão a volta à ilha e depois ficam sem saber o que fazer. Já devem ter começado a perceber, não? Se quiserem, apareçam no Matato’a mais logo. É o único sítio com animação em muitos milhares de quilómetros.” 

Regressamos à pousada que nos hospeda ainda antes do anoitecer  e voltamos ao convívio com dois portugueses do Porto que, por mero acaso, ali se haviam também instalado.

A ilha da Páscoa era o último dos lugares em que esperávamos cruzar-nos com compatriotas mas, inspirados pela histórica vocação lusa de cruzar mares, a Verónica e o Miguel tinham-se mudado da Invicta para estudar arquitectura em Valparaíso e gozavam uns dias de férias algo chuvosos naqueles confins quase ilógicos do Chile.  De regresso, quanto terminámos a contagem, foram a metade dos quatro portugueses que encontrámos num ano de volta ao mundo.

A noite cai e vamos mesmo espreitar o Matato’a Bar, até porque Carole, uma nossa jovem anfitriã francesa de Papeete (Taiti) tinha passado horas a gabar o espectáculo de dança ali apresentado ou, mais concretamente a forma física – digamos assim – e a beleza dos rapazes protagonistas.

O nome do bar significa o olho do guerreiro e é também usado pelo grupo familiar formado em 1996 por Kevamatato’a Atan. A condizer, as danças masculinas são rápidas e acrobáticas, dramatizadas pela iluminação quente que destaca os corpos suados e as pinturas, marcas inequívocas de uma genética e cultura polinésia que nem a falta de tatuagens parece por em causa. Detectamos as heranças artísticas do que se acredita ter sido o passado intensamente bélico da ilha mas, apesar de estarmos num sector do oceano Pacífico quase oposto ao da Nova Zelândia, identificamos também expressões e movimentos a que o povo maori poderia chamar seus.  Sabemos que a Polinésia encerra incontáveis segredos e a civilização perdida de Rapa Nui, em particular, gera as mais díspares e inesperadas teorias. A função da sua população de moais está no top dos enigmas.

Num dos dias solarengos que se seguem, inspecionamos a estranha formação de Ahu Tongariki, a maior de tantas outras espalhadas pela ilha, constituída por 15 estátuas cabeçudas com muitas toneladas. Interrogamo-nos sobre o que teria justificado as tarefas hercúleas da sua escultura, transporte e posicionamento.   

Mas também imaginamos a comoção do seu derrube pelas facções inimigas durante as guerras civis de Rapa Nui e, mais recentemente, do seu arrastamento para o interior pelas ondas do tsunami que invadiu a ilha em 1960. Descobrimos ainda a ironia de, depois de recuperados por uma equipa de arqueólogos chilenos, os quinze moais terem sido reposicionados e reerguidos entre 1992 e 1995 pela Tadano, uma empresa do país que baptizou mundialmente o fenómeno natural que os havia movido.

Dali, caminhamos até à cratera de Rano Raraku, a pedreira em que, durante meio milénio, foram fabricadas 95% das estátuas monolíticas da ilha, até ao início do século XVIII. Entre uma comunidade muda de 397 exemplares, descobrimos vários moais gigantescos (até 21.6 metros e 270 toneladas) semi-esculpidos e semi-enterrados. E, tantos outros, já de pé mas erodidos incluindo o pitoresco Tukuturi, mais pequeno, com barba e ajoelhado.

Se poucas dúvidas existem quanto à proveniência dos ídolos obscuros, a da civilização que os concebeu e idolatrou não é cientificamente inequívoca.

A Origem e o Destino da Civilização Rapa Nui

Moa Teru Eru, um dos três mil e trezentos rapa nuis sobreviventes da ilha, terá uma opinião mas parece mais preocupado com a continuidade da cultura do seu povo. Nacionalista e voluntarioso,  tornou-se conhecido pelo amor à causa e surpreende-nos em plena acção propagandista quando fotografamos o moai pensativo e inquisidor de olhos brancos do ahu Tahai.

Aparece do nada, pouco trajado à moda dos seus antepassados, com um saiote, uma echarpe, pulseiras e uma bandolete que segura o cabelo também aprisionado por um carrapito de nuca volumoso. Todas as vestes e adereços são naturais, feitos de fibras secas de vegetação da ilha. Como o é a haste portátil da bandeira rapa nui vermelha e branca que faz ondular e brande de forma altiva em direcção ao oceano enquanto profere pequenos discursos cerimoniais no dialecto local. Parece-nos convocar os povos ancestrais para a celebração dos seus feitos mas, se o faz, o apelo é abafado pelo vento contrário e pelo bruar das vagas. Perde-se no isolamento e na origem por confirmar da sua civilização quase sumida. 

Nos dias que correm, a resposta mais popular para a proveniência do povo rapa nui é a de que teria chegado do arquipélago das Marquesas ou do Gambier por volta do século IV ou V. Acredita-se que um desses arquipélagos ou até ambos teriam também fornecido os primeiros habitantes do Havai e da Nova Zelândia e que os seus habitantes haviam atingido os novos territórios insulares de uma mesma forma: em enormes canoas duplas preparadas para transportar a comida e os animais domésticos necessários à colonização.

A hipótese discordante mais famosa foi formulada pelo escritor e aventureiro norueguês Thor Heyerdahl que viajou para o Peru, ali construiu uma balsa rudimentar à vela a que chamou Kon-tiki e a tripulou com cinco outros companheiros durante 101 dias, até que a jangada encalhou num recife do grupo Tuamotu, quase 7000 km de oceano Pacífico depois. Com base nas escavações que levou a cabo em Aku Aku (área de Rapa Nui), na experiência da expedição marítima e noutras coincidências históricas – por exemplo, a existência de batatas doces na ilha, Heyerdahl defendeu que Rapa Nui fora ocupada por peruanos ancestrais ou que, no pior dos casos, teria contacto com aquele povo. Mas as várias análises genéticas e anatómicas efectuadas aos indígenas não o viriam a apoiar e confirmaram uma bem mais provável origem das Gambier ou Marquesas. Além disso, um tripulante que James Cook recrutara em Bora Bora conseguiu comunicar com os indígenas. Nem seria preciso tanto. Como qualquer visitante que chegue daquelas paragens, nós próprios reconhecemos facilmente iorana (olá), maururu (obrigado), entre outras expressões elementares. 

Mesmo assim, em 1999, foi organizada uma viagem com barcos daquelas regiões que navegou de Mangareva (Arquipélago Gambier) até Rapa Nui em apenas 19 dias. As evidências sempre predominaram. Sem surpresa, a Ilha da Páscoa é há muito considerada o vértice sudeste da vasta Polinésia.

Ainda em Papeete, Carole tinha-nos pedido o favor de levarmos no avião algumas saias típicas taitianas que Ika, um dos amigos rapa nui que fizera numa das suas inúmeras visitas à ilha lhe pedira. Quando as entregamos, Ika rejubila: “É isto mesmo! muito obrigado! Vamos usá-las nos nossos espectáculos. Também andamos a ensaiar danças do Taiti e queríamos ter adereços originais. Acabaram de me fazer muito feliz.” Aquela reacção tornou-se na nossa derradeira prova escusada de que, para lá do ADN, os nativos da Ilha da Páscoa se sentiam polinésios, apesar das sucessivas intrusões e invasões forasteiras da sua terra. 

Os Enigmas da Ascensão e da Queda

Em 1700, as embarcações espanholas usavam há muito as passagens austrais do Atlântico para o Pacífico abertas por Fernão de Magalhães e Sir Francis Drake durante o século XVI. Mas, foi a expedição holandesa de Jacob Roggeveen a primeira a dar com a ínfima Rapa Nui, no Domingo de Páscoa de 1722. Ali desembarcada, a tripulação achou os indígenas amigáveis mas espantou-se com a presença dos moais que os nativos esculpiam como caricaturas das suas próprias imagens, com longas orelhas (os nativos usavam peças de madeira nos lóbulos que os distendiam) e que reverenciavam acendendo pequenos fogos e prostrando-se diante das estátuas.

Os próximos visitantes foram exploradores espanhóis que, como esperado, deixaram as primeiras marcas do Cristianismo: três cruzes de madeira sobre colinas da zona de Poike. Mas quando o inevitável James Cook chegou, em 1744, já não viu essas cruzes. Em vez, encontrou grande parte da terra por cultivar e sinais de que o derrube intencional das estátuas – a que os nativos chamavam huri moai –  já acontecia há algum tempo, consequência das divisões e conflitos internos.

Desesperados com o mau tempo, depois de lermos sobre os episódios seguintes da história acabamos por nos render a uma sua versão hollywoodesca. O hotel anunciava, em cartazes afixados pela capital, a projecção de “Rapa Nui”, a obra cinematográfica do realizador Kevin Reynolds, co-produzida por Kevin Costner. Mesmo desconfiados, comparecemos na recepção à hora marcada onde uma empregada chilena nos acolhe com indiferença, pouco surpreendida por sermos os únicos espectadores da pseudo-sessão. Conduz-nos a uma sala de estar contígua e liga o aparelho que projecta de imediato o filme, por cima de uma mesa de snooker e contra a parede oposta. Depois despede-se: “Bueno, que lo disfruten! Yo ya lo vi quiñentas vezes”.

Depressa percebemos que os dois Kevins tinham apostado na acção e no romantismo mas que, em nome do lucro, haviam também sacrificado a presumida veracidade de alguns aspectos. Ainda assim, o enredo fantasiado não omitiu o que se pensa ter sido o cerne cataclísmico da questão. 

Registos arqueológicos provaram que, à data da chegada dos primeiros habitantes, prosperavam na ilha várias espécies de árvores incluindo as que poderiam ser as maiores palmeiras do mundo de então, Aphitonia zizyphoides e Elaeocarpus rarotongensis. Mas o seu uso na produção desenfreada e transporte dos moais terá provocado uma desflorestação trágica e uma consequente degradação ambiental. A construção de barcos de pesca eficientes ter-se-á tornado impossível o que levou à extinção abrupta das aves terrestres – crê-se que as galinhas eram a principal fonte de proteínas – e a uma diminuição drástica das marinhas. Jared Diamond, um cientista norte-americano atreveu-se a sugerir que se poderá ter seguido o canibalismo.  

Seja ou não tudo isto verdade, algo fez a população passar de quase 15.000 habitantes, no apogeu, para cerca de 2000 aquando da descoberta holandesa da ilha.

A tecnologia multimilionária empregue elevou o orçamento de “Rapa Nui”, o filme, a 15 milhões de euros. Revelou-nos a ilha homónima, os cenários em que decorria a prova e os seus momentos mais arrepiantes sob planos e perspectivas a que não podíamos aspirar. Mas não nos mostrou a paisagem viva. Insatisfeitos, no dia seguinte alugamos um pequeno jipe, galgamos estradas de lama e enormes poças até conquistarmos os cenários surreais da ilha.  

Os víveres e outros recursos essenciais à subsistência foram recentemente supridos pelo potencial ilimitado dos abastecimentos aéreos do Chile que inaugurou o seu jugo colonial, em 1888, depois de subtrair outros territórios ao Peru e à Bolívia num ímpeto expansionista eufórico.

Ainda assim, não conseguíamos evitar alguma apreensão perante os preços hiper-inflacionados pela insularidade recordista. Afinal, estávamos a viajar há nove meses e, como as florestas milenares da Ilha da Páscoa, as nossas frágeis contas bancárias sofriam abates desesperantes.

Chiquillos, los de Lan Chile no nos traen nada hace algun tiempo! Que bueno que los gringos han preparado la pista para recibir el space shuttle de emergencia” brinca Dona Teresa, a proprietária da pousada Cabañas Vaianny quando nos vê repetir o almoço enlatado pela terceira vez”.

Como Pau e Amparo, a sua família começou por sofrer com o abandono do continente mas o tempo passa e, às vezes, sara. Até num espaço diminuto como o de Hanga Roa cabem rotinas recompensadoras: “De mañana, para dejar mi nieta en la escuela, solo tengo que cruzar la calle. Después, llevo casi toda mi vida aquí cerquita”. 

Mesmo de péssima qualidade e sempre “chuvosas” as novelas chilenas e restante programação lamentável da TV parecem disfarçar um vazio que nem nos atrevemos a garantir que exista. Por outro lado, os quartos sem janelas e bafientos do seu lar de aluguer, podem não chegar sequer ao nível de sofisticação das casas de banho do pretensioso hotel Explora, a quase 6km, mas sustentam o seu clã desterrado.

Lógicas semelhantes justificam que a população chilena já perfaça 40% dos 5000 actuais habitantes da ilha. Mas, se a maior parte dos colonos até se uniu com parceiros rapa nuis, isso não impede protestos contra o frequente desrespeito do governo de Santiago pelos direitos indígenas a quem, malgrado as usurpações culturais e de terras, só foi concedida cidadania chilena, em 1966.

Moa garante-nos que prefere a sua estratégia. Depois de terminar a sua cerimónia no ahu Tahai e perceber que somos jornalistas portugueses faz questão que o acompanhemos de táxi até Anakena onde quer comunicar a sabedoria e os valores rapa nui.

O caminho atravessa prados verdejantes em que pastam manadas longínquas de cavalos e termina à vista de pequenos palmeirais.  Quando chegamos, a praia está repleta de veraneantes chilenos e estrangeiros. Moa anuncia-se, com o vento de feição e perdemo-lo, num ápice, para uma multidão curiosa de mulheres e crianças a quem se dedica a explicar técnicas ancestrais polinésias de emprego das fibras de coco.

Precisamos de recuperar energias. Nem de propósito, detectamos várias roulottes-bar no lado oposto da baía e mudamo-nos para uma das suas esplanadas mal amanhadas. A tarde vai a meio e a oferta já é escassa. À falta de especialidades rapa nui, rendemo-nos à solidez colonial das empanadas. O Ahu Ature Huki, reerguido por Thor Heyerdahl com a ajuda dos ilhéus, dista apenas algumas dezenas de metros. E enquanto devoramos os pastéis sul-americanos não conseguimos evitar a sensação de que também aqueles moais nos observam.

Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
Ilha da Páscoa, Chile

A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.

El Tatio, Chile

Uma Ida a Banhos Andina

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4300 m de altitude. Os seus geiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes. Ditou o tempo que uma das mais concorridas celebrações dos Andes e do Deserto do Atacama passasse por lá partilharem uma piscina aquecida a 30º pelas profundezas da Terra.

Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo-Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.

Machu Picchu, Peru

A Cidade Perdida em Mistério dos Incas

Ao deambularmos por Machu Picchu, encontramos sentido nas explicações mais aceites para a sua fundação e abandono. Mas, sempre que o complexo é encerrado, as ruínas ficam entregues aos seus enigmas.

Ilha Robinson Crusoe, Chile

Na Pele do Verdadeiro Robinson Crusoe

A principal ilha do arquipélago Juan Fernández foi abrigo de piratas e tesouros. A sua história fez-se de aventuras como a de Alexander Selkirk, o marinheiro abandonado que inspirou o romance de Dafoe

Deserto de Atacama, Chile

A Vida nos Limites

Quando menos se espera, o lugar mais seco do mundo revela novos cenários extraterrestres numa fronteira entre o inóspito e o acolhedor, o estéril e o fértil que os nativos se habituaram a atravessar.

Canal Beagle, Argentina

No Rumo da Evolução

Em 1833, Charles Darwin navegou a bordo do "Beagle" pelos canais da Terra do Fogo. A sua passagem por estes confins meridionais moldou a teoria revolucionária que formulou da Terra e das suas espécies

Arquitectura & Design
Fortalezas

O Mundo à Defesa

Sob ameaça dos inimigos desde os confins dos tempos, os líderes de povoações e de nações ergueram castelos e fortalezas. Um pouco por todo o lado, monumentos militares como estes continuam a resistir.
Aterragem sobre o gelo
Aventura

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.

Verificação da correspondência
Cerimónias e Festividades

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Marcha Patriota
Cidades

Taiwan

Formosa mas Não Segura

Os navegadores portugueses não podiam imaginar o imbróglio reservado à ilha que os encantou. Passados quase 500 anos, Taiwan prospera, algures entre a independência e a integração na grande China.

Orgulho
Comida

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

As forças ocupantes
Cultura

Lhasa, Tibete

A Sino-Demolição do Tecto do Mundo

Qualquer debate sobre soberania é acessório e uma perda de tempo. Quem quiser deslumbrar-se com a pureza, a afabilidade e o exotismo da cultura tibetana deve visitar o território o quanto antes. A ganância civilizacional Han que move a China não tardará a soterrar o milenar Tibete. 

Radical 24h por dia
Desporto

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Capitalismo Oriental
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Viajar Não Custa

Na próxima viagem, não deixe o seu dinheiro voar

Nem só a altura do ano e antecedência com que reservamos voos, estadias etc têm influência no custo de uma viagem. A forma como fazemos pagamentos nos destinos pode representar uma grande diferença.
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Lijiang e Yangshuo, China

Uma China Impressionante

Um dos mais conceituados realizadores asiáticos, Zhang Yimou dedicou-se às grandes produções ao ar livre e foi o co-autor das cerimónias mediáticas dos J.O. de Pequim. Mas Yimou também é responsável por “Impressions”, uma série de encenações não menos polémicas com palco em lugares emblemáticos. 

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Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
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Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.
Em louvor do vulcão
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Hinduísmo Balinês Numa Ilha do Islão

A fundação da Indonésia assentou na crença num Deus único. Este princípio ambíguo sempre gerou polémica entre nacionalistas e islamistas mas, em Lombok, os balineses levam a liberdade de culto a peito

Recta Final
Inverno Branco

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final Kings Cup, confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

Trio das alturas
Literatura

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

Tambores e tatoos
Natureza

Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
A Gran Sabana
Parques Naturais

Gran Sabana, Venezuela

Um Verdadeiro Parque Jurássico

Apenas a solitária estrada EN-10 se aventura pelo extremo sul selvagem da Venezuela. A partir dela, desvendamos cenários de outro mundo, como o da savana repleta de dinossauros da saga de Spielberg.

Banco improvisado
Património Mundial Unesco
Ibo, Moçambique

Ilha de um Moçambique Ido

Foi fortificada, em 1791, pelos portugueses que expulsaram os árabes das Quirimbas e se apoderaram das suas rotas comerciais. Tornou-se o 2º entreposto português da costa oriental de África e, mais tarde, a capital da província de Cabo Delgado, Moçambique. Com o fim do tráfico de escravos na viragem para o século XX e a passagem da capital para Porto Amélia, a ilha Ibo viu-se no fascinante remanso em que se encontra.
Personagens
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Sol nascente nos olhos
Praia

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Natal de todas as cores
Religião
Shillong, India

Selfiestão de Natal num Baluarte Cristão da Índia

Chega Dezembro. Com uma população em larga medida cristã, o estado de Meghalaya sincroniza a sua Natividade com a do Ocidente e destoa do sobrelotado subcontinente hindu e muçulmano. Shillong, a capital, resplandece de fé, felicidade, jingle bells e iluminações garridas. Para deslumbre dos veraneantes indianos de outras partes e credos.
Sobre carris
Sobre Carris

Sempre Na Linha

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie cenários imperdíveis dos quatro cantos do mundo.
Cabana de Brando
Sociedade

Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.

Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Perigo: correntes
Vida Selvagem
Reunião

O Melodrama Balnear da Reunião

Nem todos os litorais tropicais são retiros prazerosos e revigorantes. Batido por rebentação violenta, minado de correntes traiçoeiras e, pior, palco dos ataques de tubarões mais frequentes à face da Terra, o da ilha da Reunião falha em conceder aos seus banhistas a paz e o deleite que dele anseiam.
Vale de Kalalau
Voos Panorâmicos

Napali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.