Dunhuang, China

Um Oásis na China das Areias


Caminho para o deserto

Alameda que conduz às primeiras dunas encontradas pelo oásis de Dunhuang, na Cidade das Areias.

A mais velha Muralha

Amigas chinesas nas ruínas da secção mais antiga e mais ocidental da Muralha da China, erguida durante a dinastia Han.

Deserto vegetal

Superfície desértica coberta de hortos, conseguida pela irrigação através de canais que distribuem água de vários rios.

Tudo a postos

Camelos e pequenos carros preparados para conduzir visitantes recém-chegados às dunas de Mingshan.

PUB

Loja decorada com anúncio de um molho culinário chinês.

Yumenguan Pass I

Muralha da fortaleza do desfiladeiro de Yumenguan com as dunas do deserto de Taklamakan em fundo.

Uma bebida para o caminho

Estátua junto à fortaleza de Yumenguan Pass.

Trabalho infantil

Jovens ajudantes de cozinheiros uigures de um restaurante tradicional de Dunhuang.

DEVAGAR !

Sinal impele os condutores dos pequenos veículos de serviço às dunas a conduzirem sem pressas.

Circuito das areias

Caravana de visitantes contorna a base de uma duna de Minghsan.

Yumenguan Pass II

Torre e pórtico da fortaleza medieval do desfiladeiro de Yumenguan.

A milhares de quilómetros para oeste de Pequim, a Grande Muralha tem o seu extremo ocidental e a China é outra. Um inesperado salpicado de verde vegetal quebra a vastidão árida em redor. Anuncia Dunhuang, antigo entreposto crucial da Rota da Seda, hoje, uma cidade intrigante na base das maiores dunas da Ásia.

Só um qualquer milagre hídrico poderia justificar o que a moldura oval do avião nos desvenda, lá em baixo. Há horas que sobrevoamos um nenhures seco e terroso, inóspito e desalmado a condizer. Às tantas, esse nada absoluto no sul da vasta província da Mongólia Interior surge polvilhado de retalhos verdes de Dunhuang que nos parecem hortícolas.

Repetem-se de tal forma que formam uma densa grelha de minifúndios rectangulares, alguns de um verde mais profundo que a água providencial que os irrigava.

Mal deixamos o ar condicionado do aeroporto, os trinta e muitos graus enxutos que se fazem sentir começam a tostar-nos. Com o vento a soprar dos desertos para leste, a atmosfera mantém-se poeirenta. Quando as piores tempestades daqui se propagam, são este mesmo vento reforçado e a areia das imediações que chegam até Pequim e tornam o ambiente da capital mais pesado e irrespirável que nunca.

A Modernidade Frutuosa da Rota da Seda

Apercebemo-nos, num ápice, o quanto o perfil e visual histórico de Dunhuang cedera à modernidade Han que, do oceano Pacífico aos confins do Tibete, há muito molda o território chinês. As antigas casas de tijolo de barro deram lugar a prédios pré-fabricados. Alguns têm dois ou três andares. Os dos arredores, até mais que isso.

Uma das ruas da cidade, a Yangguan Dong Lu, alberga o mercado esguio de Shazhou. Quando o investigamos, deparamo-nos com uma esperada mas curiosa relação entre a paisagem predominante e os produtos. Eram, na sua maioria, secos, ou ressequidos de uma forma ainda assim composta e sedutora.

Numa extensão de dezenas de metros, sucedem-se receptáculos quadrados e uma fascinante abundância de avelãs, nozes, amêndoas, amendoins, pinhões, pistachos separados por variedades e calibres.

Acompanham-nos tâmaras, passas de uva, pêssegos, ameixas, abrunhos, figos e sabemos lá mais o quê, enrugados, caramelizados ou salgados, dita a experiência dos habitantes destas paragens que assim sejam preparados para mais durarem sem perder sabor. Seguem-se ainda especiarias de tons, texturas e aromas mil.

Os frutos e as especiarias sempre marcaram presença na encruzilhada asiática que eternizou estas paragens. E, no entanto, ao longo da história, por aqui foram regateadas mercancias sem conta.

Em tempos conhecida por Shazhou (como o mercado) e por Dukhan, no dialecto uigur, do século VI até ao XII, Dunhuang prosperou na intersecção de duas das ramificações primordiais da Rota da Seda e tornou-se no principal ponto de contacto entre a China e o resto do mundo.

A Passagem Pioneira de Marco Polo e Família

Era uma das principais cidades encontradas pelos mercadores chegados do Oeste. Destes, Marco Polo foi o mais reputado. O seu pai Niccolò e o tio Maffeo viajaram para o Oriente e encontraram-se com Kublai Khan, ainda antes de conhecerem Marco. Em 1269, regressaram com uma carta enviada pelo imperador ao Papa Clemente IV que morrera no ano anterior.

O pai e o tio obtiveram uma missiva de resposta, mas já do Papa Gregório X. Em 1271, partiram uma vez mais para a misteriosa Catai – assim era conhecida a China –  na liderança de uma caravana carregada de bens valiosos. Desta vez, levaram Marco que tinha já dezassete anos e há vários ambicionava essa viagem. Só regressariam vinte e quatro anos depois, estava Veneza em guerra.

O trio atravessou o Mediterrâneo e o Mar Negro e, a caminho de Bagdade, o Tigres e o Eufrates. Cruzaram o Irão, as montanhas de Pamir e o terrível Deserto de Gobi. Antes de se reunirem com Kublai Khan, no seu palácio de Verão de Shang Du – actual Mongólia Interior – e inaugurarem uma permanência de dezassete anos ao serviço do imperador, mantiveram-se por um ano em Dunhuang. Lá visitaram as já famosas grutas de Mogao.

Nós, encontramo-las na margem oposta do rio Dachuan, numa falésia esburacada que esconde um complexo sistema de quase quinhentas grutas-templo, átrios e passagens interiores. Uma espécie de pagode convexo de nove andares com varandins que estreitam do chão à cúpula foi adaptado ao paredão de rocha e serve de portal religioso.

A Descoberta Possível das Grutas Budistas de Mogao

É ali que um responsável do governo nos recebe com modos algo snobes, nos explica o contexto histórico de cada gruta e pintura e, mesmo consciente da nossa enorme frustração, se assegura que não as fotografamos nem meia vez: “Esses tempos já passaram.” comunica-nos do cimo da sua altivez Han. “Agora somos protecionistas a sério. Se querem imagens, espreitem a nossa livraria. Em vez das fotos, podem levar uns maravilhosos livros.”

Dunhuang não estava só numa encruzilhada comercial. Com as caravanas, chegavam as várias fés. Por conveniência, o Budismo já lá estava representado. Desde o século IV d.C. que as grutas começaram a ser ocupadas, multiplicadas e pintadas.

Reza a história que um monge de nome Le Zun teve uma visão de mil Budas banhados por luz dourada naquele mesmo sítio e que essa visão o inspirou a construir um pequeno santuário. Outros monges não tardaram a juntar-se-lhe. Aos poucos, a gruta inicial evoluiu para o complexo de hoje.

De início, serviam apenas de retiro ermita. Mais tarde, com o contributo financeiro de crentes chegados via Rota da Seda, foram transformadas nos verdadeiros mosteiros subterrâneos que, salão após salão, nos continuavam a maravilhar.

As pinturas aqui feitas são consideradas uma verdadeira obra-prima do mundo Budista. Pela primeira vez, foram atribuídas faces chinesas, uigures e das outras etnias que por ali passavam a uma religião e ao seu sábio e profeta que, até então, eram visualmente tidos como hindus.

Os Explosivos Rituais Han num Domínio Uigur e Muçulmano

Regressamos ao centro de Dunhuang. Enquanto buscamos um pouso mundano para almoçarmos vemo-nos confrontados com a inauguração explosiva de um novo restaurante familiar. Segundo o ritual Han de bênção pela fortuna, os proprietários fazem rebentar centenas de bombinhas espalhadas à porta e pelo passeio.

Surpreendidos (leia-se, assustados) com os inesperados festejos, nós e outros transeuntes uigures corremos para salvo da cerimónia.

Há muito que a etnia Han controla esta China ocidental. Em 111 a.C., governava-a uma dinastia homónima. Essa dinastia estabeleceu a sua autoridade em Dunhuang, enquanto um de quatro postos avançados contra as incursões da confederação de povos nómadas Xiongnu.

O nome da cidade traduz-se como “Farol Flamejante”. Ficou assim conhecida devido ao hábito dos guardas imperiais acenderem enormes tochas para alertarem a população desses ataques. Terá sido, aliás, após uma incursão demolidora dos temíveis Hunos, que, entre 141 e 87 a.C., o imperador Wu ordenou a construção do primeiro segmento da Muralha da China, 1300 anos antes das secções ordenadas pela dinastia Ming.

Breve Expedição ao Deserto de Taklamakan

Num outro dia de exploração, deixamos a cidade bem cedo. Aventuramo-nos pelo Taklamakan com o objectivo de nos confrontarmos com esta mesma Muralha da China, a que estabelece o seu limite oeste. Mas a muralha primordial foi feita da argila disponível em redor, não de pedra como a restante. Admiramos o pouco que dela encontramos e, a poucos quilómetros, também a fortaleza medieval do desfiladeiro de Yumenguan.

Regressamos ao asfalto, ainda conduzidos por um motorista que quase fazia o seu velho veículo voar. Cruzamos povoados perdidos na aridez do deserto. Por fim, detemo-nos no Parque Nacional Geológico de Yadan, já em pleno deserto de Gobi.

Ali, admiramos os incontáveis blocos de rocha que formam uma tal de Cidade do Diabo, esculpidos pela erosão com formas caprichosas e disseminados pela areia sem fim. O vento que desde sempre sopra entre estes obstáculos continua a produzir os mesmos silvados e outros sons misteriosos que assustavam as caravanas receosas de bandidos, no seu caminho para Dunhuang, a cidade-base a que voltamos já bem depois do ocaso.

Meio à Deriva na muito abafada Dunhuang

O novo dia desperta com a atmosfera desanuviada de poeiras. Aproveitamos para explorar melhor o centro urbano modernizado. Quanto mais investigamos, mais constatamos a dualidade entre a cultura muçulmana uigur e a budista ou ateia dos Han.

Numa rua, um estendal decorativo de grandes candeeiros vermelho-amarelos chineses dependurados mancha a vista do minarete e da cúpula da grande mesquita da cidade. Jovens com penteados e vestes arrojadas dignas dos bairros ocidentalizados de Shangai, exploravam cabeleireiros avant-gard.

Logo ao lado, Ha Fei Sai, uma jovem empregada escondida dentro de um hijab e de um véu meio translúcido subido até aos olhos amendoados, tomava conta duma casa de tecidos e trajes islâmicos.

Conversamos um pouco para logo a deixarmos entregue aos seus afazeres. Deixamos também a Dunhuang laboral. Metemo-nos num pequeno autocarro e fazemos uma curta viagem até à sua “Cidade das Areias

Um raro semáforo detém-nos no início de uma alameda. Aproveitamos o interregno e espreitamos pelo vidro frontal. Quando o fazemos, assola-nos uma miragem: uma gigantesca montanha de areia projecta-se do piso de asfalto, afunilada entre as duas sebes arbóreas da alameda.

Na sua base, um portal budista acentua a grandiosidade das dunas introdutórias, chamadas de Montanhas Cantantes de Areia. O oásis de Dunhuang submete-se, ali, à imensidão do deserto. Ansiosos por desvendarmos a sua orla massiva, compramos os bilhetes e atravessamos o pórtico.

A Miragem Surreal das Areias Cantantes de Dunhuang

Do lado de lá, revelam-se-nos mais e mais dunas. E uma espécie de parque de diversões que as autoridades Han prepararam para impressionar os visitantes compatriotas. Não vemos um único estrangeiro em redor.

São apenas chineses quem monta os camelos que o Inverno gélido (têm uma média de – 8º) destas partes torna felpudos, em longas caravanas que sobem ao cume de certas dunas. E, são apenas chineses quem, a pé e em câmara-lenta, conquista outras, vizinhas, não tão imponentes como as cimeiras que chegam aos 1715 metros de altitude.

Enquanto isso, esquadrões de asas delta panorâmicos sobrevoam-nos a todos e ao deserto amarelo para logo voltarem ao solo nas imediações de uma carcaça pretensamente emblemática de avião da Força Aérea chinesa.

Mas, os prodígios geológicos e paisagísticos de Dunhuang não se ficam por aqui. Seguimos um trilho plano. Pouco tempo depois, damos com um lago verdejante alimentado por nascentes subterrâneas e como o baptismo de Crescent Lake deixa adivinhar, com a forma de uma Lua em quarto-crescente. Um pavilhão budista surge na área côncava da Lua.

Confere-lhe algum misticismo e abençoa quem, como nós, por ele passa. Visitamo-lo e vencemos a aresta de uma das dunas com a pressa de chegar ao topo antes que o sol deixasse de iluminar o cenário. Forçamos o coração e os pulmões a uma imerecida violência. Para compensar, regalamos os olhos e a mente com um descanso algures entre o contemplativo e o mágico, sobre o pôr-do-sol e bem acima do lago.

Dali, China

A China Surrealista de Dali

Encaixada num cenário lacustre mágico, a antiga capital do povo Bai manteve-se, até há algum tempo, um refúgio da comunidade mochileira de viajantes. As mudanças sociais e económicas da China fomentaram a invasão de chineses à descoberta do recanto sudoeste da nação.
Bingling Si, China

O Desfiladeiro dos Mil Budas

Durante mais de um milénio e, pelo menos sete dinastias, devotos chineses exaltaram a sua crença religiosa com o legado de esculturas num estreito remoto do rio Amarelo. Quem desembarca no Desfiladeiro dos Mil Budas, pode não achar todas as esculturas mas encontra um santuário budista deslumbrante.

Lijiang, China

Uma Cidade Cinzenta mas Pouco

Visto ao longe, o seu casario vasto é lúgubre mas as calçadas e canais seculares de Lijiang revelam-se mais folclóricos que nunca. Em tempos, esta cidade resplandeceu como a capital grandiosa do povo Naxi. Hoje, tomam-na de assalto enchentes de visitantes chineses que disputam o quase parque temático em que se tornou.

Huang Luo, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.

Kolmanskop, Namíbia

Gerada pelos Diamantes do Namibe, Abandonada às suas Areias

Foi a descoberta de um campo diamantífero farto, em 1908, que originou a fundação e a opulência surreal de Kolmanskop. Menos de 50 anos depois, as pedras preciosas esgotaram-se. Os habitantes deixaram a povoação ao deserto.

Lüderitz, Namibia

Wilkommen in Afrika

O chanceler Bismarck sempre desdenhou as possessões ultramarinas. Contra a sua vontade e todas as probabilidades, em plena Corrida a África, o mercador Adolf Lüderitz forçou a Alemanha assumir um recanto inóspito do continente. A cidade homónima prosperou e preserva uma das heranças mais excêntricas do império germânico.

Lijiang e Yangshuo, China

Uma China Impressionante

Um dos mais conceituados realizadores asiáticos, Zhang Yimou dedicou-se às grandes produções ao ar livre e foi o co-autor das cerimónias mediáticas dos J.O. de Pequim. Mas Yimou também é responsável por “Impressions”, uma série de encenações não menos polémicas com palco em lugares emblemáticos. 

Lhasa, Tibete

A Sino-Demolição do Tecto do Mundo

Qualquer debate sobre soberania é acessório e uma perda de tempo. Quem quiser deslumbrar-se com a pureza, a afabilidade e o exotismo da cultura tibetana deve visitar o território o quanto antes. A ganância civilizacional Han que move a China não tardará a soterrar o milenar Tibete. 

Dali, China

Flash Mob à Moda Chinesa

A hora está marcada e o lugar é conhecido. Quando a música começa a tocar, uma multidão segue a coreografia de forma harmoniosa até que o tempo se esgota e todos regressam às suas vidas.
Lhasa, Tibete

Quando o Budismo se Cansa da Meditação

Nem só com silêncio e retiro espiritual se procura o Nirvana. No Mosteiro de Sera, os jovens monges aperfeiçoam o seu saber budista com acesos confrontos dialécticos e bateres de palmas crepitantes.

Huang Shan, China

A Montanha dos Picos Flutuantes

Os picos graníticos de Huang Shan, de que brotam pinheiros acrobatas, surgem em ilustrações artísticas sem conta. O cenário real, além de remoto, permanece mais de 200 dias escondido acima das nuvens.

Deserto de Atacama, Chile

A Vida nos Limites

Quando menos se espera, o lugar mais seco do mundo revela novos cenários extraterrestres numa fronteira entre o inóspito e o acolhedor, o estéril e o fértil que os nativos se habituaram a atravessar.

Pela sombra
Arquitectura & Design
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro de Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.
Aterragem sobre o gelo
Aventura

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.

Cerimónias e Festividades
Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.
White Pass & Yukon Train
Cidades

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Vendedores de Tsukiji
Comida

Tóquio, Japão

No Reino do Sashimi

Num ano apenas, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Uma parte considerável é processada e vendida por 65 mil habitantes de Tóquio no maior mercado piscícola do mundo.

Smoke sauna
Cultura

Saariselka, Finlândia

O Delicioso Calor do Árctico

Diz-se que os finlandeses criaram os SMS para não terem que falar. Mas o imaginário dos nórdicos frios perde-se na névoa das suas amadas saunas, verdadeiras sessões de terapia física e social.

Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Num equilíbrio fluvial
Em Viagem

Chiang Kong - Luang Prabang, Laos

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Os custos mais baixos e a beleza dos cenários são as principais razões para fazer esta viagem. Seja como for, a descida pelo rio "mãe de todas as águas" pode ser tão pitoresca como incómoda.

Tatooine na Terra
Étnico

Sudeste da Tunísia

A Base Terráquea da Guerra das Estrelas

Por razões de segurança, o planeta Tatooine de "O Despertar da Força" foi filmado em Abu Dhabi. Recuamos no calendário cósmico e revisitamos alguns dos lugares tunisinos com mais impacto na saga.

 

arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
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Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
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À Descoberta de Tassie

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito mais rude que aussie de ser e mantém-se envolta em mistério no seu recanto meridional dos antípodas.

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Maupiti, Polinésia Francesa

Uma Sociedade à Margem

À sombra da fama quase planetária da vizinha Bora Bora, Maupiti é remota, pouco habitada e ainda menos desenvolvida. Os seus habitantes sentem-se abandonados mas quem a visita agradece o abandono.

Solidariedade equina
Inverno Branco

Husavik a Myvatn, Islândia

Neve sem Fim na Ilha do Fogo

O nome mítico desencoraja a maior parte dos viajantes de explorações invernais. Mas quem chega fora do curto aconchego estival, é recompensado com a visão dos cenários vulcânicos sob um manto branco.

Sombra vs Luz
Literatura

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Antes da chuva
Natureza

Camiguin, Filipinas

Uma Ilha de Fogo Rendida à Água

Com mais de vinte cones acima dos 100 metros, a abrupta e luxuriante, Camiguin tem a maior concentração de vulcões que qualquer outra das 7641 ilhas filipinas ou do planeta. Mas, nos últimos tempos, nem o facto de um destes vulcões estar activo tem perturbado a paz da sua vida rural, piscatória e, para gáudio dos forasteiros, fortemente balnear.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Campo de géiseres
Parques Naturais

El Tatio, Chile

Uma Ida a Banhos Andina

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4300 m de altitude. Os seus geiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes. Ditou o tempo que uma das mais concorridas celebrações dos Andes e do Deserto do Atacama passasse por lá partilharem uma piscina aquecida a 30º pelas profundezas da Terra.

De regresso a casa
Património Mundial UNESCO

Sigiriya, Sri Lanka

A Capital de um Rei Parricida

Kashyapa I chegou ao poder após emparedar o monarca seu pai. Receoso de um provável ataque do irmão herdeiro do trono, mudou a principal cidade do reino para o cimo de um pico de granito. Hoje, o seu excêntrico refúgio está mais acessível que nunca e permitiu-nos explorar o enredo maquiavélico deste drama cingalês.

Riso no elevador
Personagens

Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A industria japonesa da noite é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, somos acolhidos por uma sua assalariada enigmática que opera algures entre a arte gueixa e a prostituição convencional.

Mini-snorkeling
Praias

Ilhas Phi Phi, Tailândia

De regresso a “A Praia”

Passaram 15 anos desde a estreia do clássico mochileiro baseado no romance de Alex Garland. O filme popularizou os lugares em que foi rodado. Pouco depois, alguns desapareceram temporária mas literalmente do mapa mas, hoje, a sua fama controversa permanece intacta.

Budismo XXL
Religião
Tawang, Índia

O Vale Místico da Profunda Discórdia

No limiar norte da província indiana de Arunachal Pradesh, Tawang abriga cenários dramáticos de montanha, aldeias de etnia Mompa e mosteiros budistas majestosos. Mesmo se desde 1962 os rivais chineses não o trespassam, Pequim olha para este domínio como parte do seu Tibete. De acordo, há muito que a religiosidade e o espiritualismo ali comungam com um forte militarismo.
Sobre carris
Sobre Carris

Sempre Na Linha

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie cenários imperdíveis dos quatro cantos do mundo.
Autoridade bubalina
Sociedade

Ilha do Marajó, Brasil

A Ilha dos Búfalos

Uma embarcação que transportava búfalos da Índia terá naufragado na foz do rio Amazonas. Hoje, a ilha de Marajó que os acolheu tem a maior manada bubalina e o Brasil já não passa sem estes bovídeos.

Retorno na mesma moeda
Vida Quotidiana
Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
Curiosidade ursa
Vida Selvagem

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.