Huang Shan, China

Huang Shan: as Montanhas Amarelas dos Picos Flutuantes


Picos florestados
Cumes aguçados de Huang Shan, de que brotam pinheiros endémicos.
Zénite florestal
Pinheiro de Huang Shan instalado no cimo de um penhasco de granito.
Regresso delicado
Família volta a um trilho principal após espreitar a vista de uma das plataformas improvisadas de Huang Shan.
Ascensão VIP
Visitante chinês poupa-se a esforços, transportado por carregadores de Huang Shan.
Névoa matinal
Alvorada traz a primeira luz do dia à montanhas arborizadas de Huang Shan.
Passagem de conto de fadas
Walking Fairy Land Bridge: uma ponte de pedra que une dois paredões verticais de granito.
A caminho do escuro
Visitante aproxima-se de um túnel que conduz à Walking Fairy Land Bridge.
Crepúsculo quente
Pôr-do-sol tinge o céu sobre Huang Shan de vermelho.
Vertigem degrau a degrau
Casal desce uma escadaria íngreme em direcção às profundezas de Huang Shan.
Vertigem de pedra
Jovem visitante examina uma escadaria que contorna um penhasco.
Vista surreal
Homem prepara-se para fotografar o cenário surreal de Huang Shan, a partir de um dos miradouros da montanha.
Pinheiros de Huang Shan
Vegetação endémica destacada da floresta de montanha de Huang Shan.
Contemplação Descendente
Mãe e filho chineses admiram o cenário deslumbrante.
Ocaso na Montanha Amarela
Ocaso reforça as linhas de horizonte da grande cordilheira de Huang Shan, a montanha amarela.
Vista Enevoada
Visitantes partilham uma laje íngreme de um dos penhascos próximos da zona de Behai.
Os picos graníticos das montanhas amarelas e flutuantes de Huang Shan, de que brotam pinheiros acrobatas, surgem em ilustrações artísticas da China sem conta. O cenário real, além de remoto, permanece mais de 200 dias escondido acima das nuvens.

Às 4 da madrugada, despertamos em sobressalto. Um grupo de compinchas chineses tinha acabado de despertar há uns minutos. Tratava da sua vida como se mais ninguém habitasse a camarata. Ligam a TV com o volume no máximo, falam a altos berros e riem-se com programas de humor.

Ao mesmo tempo, servem-se de doses de noodles instantâneos cobertos de molhos em pó que, em contacto com água em ebulição, empestavam a atmosfera já de si bafienta.

Levantamo-nos mal dispostos a condizer. Improvisamos um pequeno-almoço bastante mais saudável. Em seguida, deixamos o hotel Payunlou para o ar puro e fresco de Huang Shan.

Saída Nocturna para a Descoberta de Huang Shan, a Montanha Amarela

Ainda é de noite. A luz das lanternas frontais colocadas sobre a testa permite-nos orientarmo-nos no breu e vencermos os degraus que dotam o caminho até ao terraço de Monkey Watching the Sea.

Chegamos às 4h30. O varandim estreito já está a abarrotar.

Conhecedoras da disputa diária por cada meio metro daquelas plataformas resgatadas às rochas, as agências de tours da região descarregam ali os seus clientes com mais de uma hora de antecedência.

E lá os deixam equipados com bancos portáteis, cobertores, almofadas e termos atestados de bebidas quentes.

Névoa, Huang Shan, China, Anhui, Montanha Amarela dos Picos Flutuantes

Visitantes partilham uma laje íngreme de um dos penhascos próximos da zona de Behai, Huang Shan.

Sacrificamos o conforto e, de forma controlada, também alguma segurança. Conseguimos um lugar arrojado sobre o precipício que ninguém se atrevera ainda a reclamar.

É ali empoleirados que, meia-hora depois, vemos o sol aparecer sobre o horizonte e iluminar uma vastidão de penhascos afiados que irrompiam da névoa e de uma base verdejante de vegetação trepadora.

Névoa matinal

Alvorada traz a primeira luz do dia à montanhas flutuantes arborizadas de Huang Shan.

Por norma, para se apreciar uma montanha tem que se olhar para cima, por vezes em ângulos desgastantes para qualquer pescoço. A beleza de Huang Shan revela-se quase sempre para baixo.

Para baixo, e ao longo de altos e baixos que, desde, no mínimo, há 1500 anos, os habitantes da zona e trabalhadores da estância equiparam com mais de 60 mil degraus.

O dia mal começou. As coxas e os gémeos já nos fervem.

Vista surreal

Homem prepara-se para fotografar o cenário surreal de Huang Shan, a partir de um dos miradouros da montanha.

Huang Shan. Montanhas Amarelas Acima, Montanhas Flutuantes Abaixo

Massacramo-los naquelas mesmas escadarias que nos levaram, pouco depois, ao corredor apertado do Refreshing Terrace, o recanto limiar de onde se avista o Beginning to Believe Peak, assim chamado em honra de um peregrino do século XVIII que se mostrava céptico quanto à beleza de Huang Shan.

Picos florestados

Cumes aguçados das montanhas flutuantes de Huang Shan, de que brotam pinheiros endémicos.

Até ao anoitecer, conquistaríamos com prazer masoquista inúmeros outros cumes. E depressões apuradas por uma escultura natural pré-histórica de cortar a respiração.

Voltamos à zona de Beihai.

Cruzamo-nos com um qualquer sino-magnata sentado à laia de lorde num cadeirão-padiola de bambu, levado às costas por carregadores massacrados em uniformes azuis.

Vemo-los deterem-se para o passageiro comprar uma maçaroca de milho cozido a um vendedor por ali instalado. Logo, respiramos fundo e enfrentamos a escadaria sem fim que nos conduziria a novas alturas.

Muitos dos picos e rochas de Huang Shan foram baptizados pelos chineses com nomes pomposos inspirados em figuras e narrações religiosas ou mitológicas.

Pinheiro cume, Huang Shan, China, Anhui, Montanha Amarela dos Picos Flutuantes

Pinheiro de Huang Shan instalado no cimo de um penhasco de granito das Montanhas Flutuantes

Em Busca da Flying Over Rock das Montanhas Amarelas Flutuantes

Nesse momento, ascendíamos para a longitudinal Flying over Rock, assim chamada por que assenta, em equilíbrio, sobre uma plataforma elevada exígua, onde parece ter aterrado do céu.

Foi mais ou menos isso que acharam os trabalhadores de Huang Shan quando viram surgir na sua montanha, em 1980, o falecido Deng Xiaoping, então, com 75 anos de idade.

A sua aparição foi de tal forma milagrosa que, após a visita do líder supremo, as autoridades chinesas abriram a montanha a visitantes estrangeiros pela primeira vez desde a Revolução Cultural chinesa.

Aliviamos a pressão crescente sobre os músculos e tendões quando, por fim, avançamos por terreno liso até às imediações dos sopés dos picos mais elevados da cordilheira, o Bright Summit Peak (1840m) e o Lotus Peak (1864m).

Vários trilhos entroncam, por ali, junto às estranhas estações meteorológicas e de TV.

Escadaria em volta, Huang Shan, China, Anhui, Montanha Amarela dos Picos Flutuantes

Jovem visitante examina uma escadaria que contorna um penhasco das montanhas flutuantes de Huang Shan

E o Retiro Remoto da Walking Fairy Bridge de Huang Shan

Uma zona semi-aplanada acolheu um mini-complexo de restauração em que se aglomeram centenas de almas extasiadas e esfomeadas. Refrescamo-nos a admirar a peregrinação longínqua rumo ao cume mais alto de Huang Shan.

Meia-hora depois, retomamos caminhada, por uma longa levada erma que estimávamos que nos conduzisse às profundezas da Walking Fairy Land Bridge.

A caminho do escuro

Visitante aproxima-se de um túnel que conduz à Walking Fairy Land Bridge.

Prosseguimos 40 minutos a fio, sem vermos vivalma, perturbados pela perspectiva do equívoco e de termos que subir, em vão, tudo o que estávamos a descer.

Até que, após cruzarmos um túnel misterioso, lá vislumbramos o monumento, a unir a meio dois enormes paredões de pedra polida.

Naquele recanto místico, como um pouco por toda a parte, sustentam-se inúmeros pinheiros de Huang Shan.

Passagem de conto de fadas

Walking Fairy Land Bridge: uma ponte de pedra que une dois paredões verticais de granito.

Ostentam formas e tamanhos sortidos que os chineses consideram exemplos únicos de vigor por brotarem das rochas e terem, muitos deles, mais de cem anos.

Nessa altura, sentíamos as pernas tão duras como o granito predominante da paisagem, posto a descoberto há cerca de 100 milhões de anos quando um antigo mar sucumbiu a movimentos tectónicos extremos.

Pinheiros de Huang Shan, Huang Shan, China, Anhui, Montanha Amarela dos Picos Flutuantes

Vegetação endémica destacada da floresta das montanhas flutuantes de Huang Shan

A Área Ilusória da Montanha Amarela e a Ficção Nela Inspirada de “Avatar”

Confrontamo-nos com a “Illusion Scenic Area” e com a realidade dramática de que o passadiço suspenso que nos devia permitir atalhar o retorno para Beihai tinha sido fechado por risco de colapso.

É, assim, já quase insensíveis da cintura para baixo a qualquer esforço que invertemos marcha para o cimo daquele domínio extraterreno que o realizador James Cameron terá transposto para o ecrã em “Avatar”.

Ocaso, Huang Shan, China, Anhui, Montanha Amarela dos Picos Flutuantes

Ocaso reforça as linhas de horizonte da grande cordilheira de Huang Shan, a montanha amarela.

Também ele deslumbrado com os panoramas sublimes de Huang Shan, Cameron repetiu em conferências de imprensa que havia sido aquela a inspiração de grande parte dos cenários alienígenas do filme. Em particular da montanha “Hallelujah”.

Cameron confessou, aliás, uma subserviência pouco cerimoniosa face à versão geológica original. “Tudo o que tivemos que fazer foi mandar uma equipa para lá alguns dias e tirar fotografias. Depois, foi só recriar Huang Shan em Pandora”.

De acordo com o enredo do filme, os humanos extraem desta lua habitável imaginária, um mineral precioso chamado unobtanium e a expansão da mineração ameaça a existência do povo humanóide azulado Na’vi.

Crepúsculo quente

Pôr-do-sol tinge o céu sobre Huang Shan de vermelho.

Já Huang Shan, é considerada e retratada, há muitos séculos, como a montanha mais encantadora da nação. Continua a gozar da protecção das autoridades chinesas.

Para sorte dos terráqueos felizardos que desgraçam as pernas a desbravá-la.

Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper PisangNepal

(I)Eminentes Annapurnas

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada do Circuito Annapurna pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.
Dali, China

A China Surrealista de Dali

Encaixada num cenário lacustre mágico, a antiga capital do povo Bai manteve-se, até há algum tempo, um refúgio da comunidade mochileira de viajantes. As mudanças sociais e económicas da China fomentaram a invasão de chineses à descoberta do recanto sudoeste da nação.
Circuito Annapurna: 1º Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Bingling Si, China

O Desfiladeiro dos Mil Budas

Durante mais de um milénio e, pelo menos sete dinastias, devotos chineses exaltaram a sua crença religiosa com o legado de esculturas num estreito remoto do rio Amarelo. Quem desembarca no Desfiladeiro dos Mil Budas, pode não achar todas as esculturas mas encontra um santuário budista deslumbrante.
Dunhuang, China

Um Oásis na China das Areias

A milhares de quilómetros para oeste de Pequim, a Grande Muralha tem o seu extremo ocidental e a China é outra. Um inesperado salpicado de verde vegetal quebra a vastidão árida em redor. Anuncia Dunhuang, antigo entreposto crucial da Rota da Seda, hoje, uma cidade intrigante na base das maiores dunas da Ásia.

Lijiang, China

Uma Cidade Cinzenta mas Pouco

Visto ao longe, o seu casario vasto é lúgubre mas as calçadas e canais seculares de Lijiang revelam-se mais folclóricos que nunca. Em tempos, esta cidade resplandeceu como a capital grandiosa do povo Naxi. Hoje, tomam-na de assalto enchentes de visitantes chineses que disputam o quase parque temático em que se tornou.

Longsheng, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.

Lijiang e Yangshuo, China

Uma China Impressionante

Um dos mais conceituados realizadores asiáticos, Zhang Yimou dedicou-se às grandes produções ao ar livre e foi o co-autor das cerimónias mediáticas dos J.O. de Pequim. Mas Yimou também é responsável por “Impressions”, uma série de encenações não menos polémicas com palco em lugares emblemáticos. 

Nantou, Taiwan

No Âmago da Outra China

Nantou é a única província de Taiwan isolada do oceano Pacífico. Quem hoje descobre o coração montanhoso desta região tende a concordar com os navegadores portugueses que baptizaram Taiwan de Formosa.

Pequim, China

O Coração do Grande Dragão

É o centro histórico incoerente da ideologia maoista-comunista e quase todos os chineses aspiram a visitá-la mas a Praça Tianamen será sempre recordada como um epitáfio macabro das aspirações da nação
Badaling, China

A Invasão Chinesa da Muralha da China

Com a chegada dos dias quentes, hordas de visitantes Han apoderam-se da Muralha da China, a maior estrutura criada pelo homem. Recuam à era das dinastias imperiais e celebram o protagonismo recém-conquistado pela nação.
Elafonisi, Creta, Grécia
Praia
Chania a Elafonisi, Creta, Grécia

Ida à Praia à Moda de Creta

À descoberta do ocidente cretense, deixamos Chania, percorremos a garganta de Topolia e desfiladeiros menos marcados. Alguns quilómetros depois, chegamos a um recanto mediterrânico de aguarela e de sonho, o da ilha de Elafonisi e sua lagoa.
Caminhada Solitária, Deserto do Namibe, Sossusvlei, Namibia, acácia na base de duna
Parque Nacional
Sossusvlei, Namíbia

O Namibe Sem Saída de Sossusvlei

Quando flui, o rio efémero Tsauchab serpenteia 150km, desde as montanhas de Naukluft. Chegado a Sossusvlei, perde-se num mar de montanhas de areia que disputam o céu. Os nativos e os colonos chamaram-lhe pântano sem retorno. Quem descobre estas paragens inverosímeis da Namíbia, pensa sempre em voltar.
festa no barco, ilha margarita, PN mochima, venezuela
Parques nacionais
Ilha Margarita ao PN Mochima, Venezuela

Ilha Margarita ao Parque Nacional Mochima: um Caribe bem Caribenho

A exploração do litoral venezuelano justifica uma festa náutica de arromba. Mas, estas paragens também nos revelam a vida em florestas de cactos e águas tão verdes como a selva tropical de Mochima.
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
A pequena-grande Senglea
Arquitectura & Design

Senglea, Malta

A Cidade com Mais Malta

No virar do século XX, Senglea acolhia 8.000 habitantes em 0.2 km2, um recorde europeu, hoje, tem “apenas” 3.000 cristãos bairristas. É a mais diminuta, sobrelotada e genuína das urbes maltesas.

Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Aventura
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
cowboys oceania, Rodeo, El Caballo, Perth, Australia
Cerimónias e Festividades
Perth, Austrália

Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.
Music Theatre and Exhibition Hall, Tbilissi, Georgia
Cidades
Tbilisi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.
Máquinas Bebidas, Japão
Comida
Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.
Sol e coqueiros, São Nicolau, Cabo Verde
Cultura
São Nicolau, Cabo Verde

São Nicolau: Romaria à Terra di Sodade

Partidas forçadas como as que inspiraram a famosa morna “Sodade” deixaram bem vincada a dor de ter que deixar as ilhas de Cabo Verde. À descoberta de Saninclau, entre o encanto e o deslumbre, perseguimos a génese da canção e da melancolia.
Desporto
Competições

Homem, uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, as competições dão sentido ao Mundo. Umas são mais excêntricas que outras.
Fim do dia no lago da barragem do rio Teesta, em Gajoldoba, Índia
Em Viagem
Dooars, Índia

Às Portas dos Himalaias

Chegamos ao limiar norte de Bengala Ocidental. O subcontinente entrega-se a uma vasta planície aluvial preenchida por plantações de chá, selva, rios que a monção faz transbordar sobre arrozais sem fim e povoações a rebentar pelas costuras. Na iminência da maior das cordilheiras e do reino montanhoso do Butão, por óbvia influência colonial britânica, a Índia trata esta região deslumbrante por Dooars.
António do Remanso, Comunidade Quilombola Marimbus, Lençóis, Chapada Diamantina
Étnico
Lençois da Bahia, Brasil

A Liberdade Pantanosa do Quilombo do Remanso

Escravos foragidos subsistiram séculos em redor de um pantanal da Chapada Diamantina. Hoje, o quilombo do Remanso é um símbolo da sua união e resistência mas também da exclusão a que foram votados.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Thira, Santorini, Grécia
História
Thira, Santorini, Grécia

Thira: Entre as Alturas e as Profundezas da Atlântida

Por volta de 1500 a.C. uma erupção devastadora fez afundar no Mar Egeu boa parte do vulcão-ilha Thira e levou ao colapso a civilização minóica, apontada vezes sem conta como a Atlântida. Seja qual for o passado, 3500 anos volvidos, Thira, a cidade homónima, tem tanto de real como de mítico.
Porto Santo, vista para sul do Pico Branco
Ilhas
Vereda Terra Chã e Pico Branco, Porto Santo

Pico Branco, Terra Chã e Outros Caprichos da Ilha Dourada

No seu recanto nordeste, Porto Santo é outra coisa. De costas voltadas para o sul e para a sua grande praia, desvendamos um litoral montanhoso, escarpado e até arborizado, pejado de ilhéus que salpicam um Atlântico ainda mais azul.
costa, fiorde, Seydisfjordur, Islandia
Inverno Branco
Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando armadores de Reiquejavique compraram a frota pesqueira de Seydisfjordur, a povoação teve que se adaptar. Hoje, captura discípulos da arte de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.
Vista do topo do Monte Vaea e do tumulo, vila vailima, Robert Louis Stevenson, Upolu, Samoa
Literatura
Upolu, Samoa

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado. Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração.
Vista da Casa Iguana, Corn islands, puro caribe, nicaragua
Natureza
Corn Islands-Ilhas do Milho, Nicarágua

Puro Caribe

Cenários tropicais perfeitos e a vida genuína dos habitantes são os únicos luxos disponíveis nas também chamadas Corn Islands ou Ilhas do Milho, um arquipélago perdido nos confins centro-americanos do Mar das Caraíbas.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
No rumo da Democracia
Parques Naturais

PN Thingvelir, Islândia

Nas Origens da Remota Democracia Viking

As fundações do governo popular que nos vêm à mente são as helénicas. Mas aquele que se crê ter sido o primeiro parlamento do mundo foi inaugurado em pleno século X, no interior enregelado da Islândia.

Cataratas de Victoria, Zimbabwe, Zambia
Património Mundial UNESCO
Victoria Falls, Zimbabwe

O Presente Trovejante de Livingstone

O explorador procurava uma rota para o Índico quando nativos o conduziram a um salto do rio Zambeze. As cataratas que encontrou eram tão majestosas que decidiu baptizá-las em honra da sua rainha
Era Susi rebocado por cão, Oulanka, Finlandia
Personagens
PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
Tambores e tatoos
Praias

Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.

Templo Kongobuji
Religião
Monte Koya, Japão

A Meio Caminho do Nirvana

Segundo algumas doutrinas do budismo, são necessárias várias vidas para atingir a iluminação. O ramo shingon defende que se consegue numa só. A partir do Monte Koya, pode ser ainda mais fácil.
Comboio Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia
Sobre carris
Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.
Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Sociedade
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Retorno na mesma moeda
Vida Quotidiana
Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
Abastecimento
Vida Selvagem

PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.

The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.