Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo-Egipto


Wall like an Egyptian

Gravuras com motivos religiosos egípcios numa das paredes arenosas do templo de Karnak. O deus Rá do sol, está à direita.

Aurora sobre Luxor

A amálgama arquitectónica do templo de Karnak, rosada pela alvorada.

A caminho do mausoléu

Visitantes do Vale dos Reis percorrem a alameda que conduz aos aposentos mortuários da faraó Hatshepsut, o edifício mais imponente do Vale dos Reis e das Raínhas.

Sombras do tempo

Trabalhador dos templos de Luxor percorre um átrio ladeado de colunas.

Avenida das Esfinges

Dezenas de esfinges de carneiro compõem a Avenida das Esfinges que liga o Templo de Karnak ao de Luxor. 

Nilo acima

Cruzeiro detem-se numa das várias comportas que regulam a altura das águas do rio Nilo.

Conversa egípcia em dia

Guardiães egípcio do Templo de Karnak conversam ao sol da alvorada.

Karnak x 2

Cisterna reflecte parte do vasto templo de Karnak.

Coluna vegetal

Uma palmeira destoa da ordem de colunas predominante no Templo de Karnak

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.

“No meu tempo, teríamos construído isto tudo no estúdio. E melhor!” atirou Bette Davis. A actriz dos olhos insinuantes filmava “Morte no Nilo”, a versão hollywoodesca do clássico policial de Agatha Christie.

Justiça lhe seja feita que, à época, Luxor não era como a Tebas majestosa que deslumbrou Alexandre o Grande e inquietou sucessivos imperadores e generais romanos. Também não se comparava à cidade actual. O templo homónimo, por exemplo, estava perdido entre bazares abarracados e o desenvolvimento desregrado do centro redundara num caos.

Confrontada com a importância da área, entretanto considerada o maior museu ao ar livre do mundo, a UNESCO validou a solução drástica que se seguiu sem cerimónias. De um momento para o outro, o governador local ordenou a demolição de centenas de casas e lojas para devolver ao lugar a sua pureza histórica.

O âmago do complexo passou a ser o Templo de Luxor, admirável de qualquer perspectiva, com extensão à Avenida das Esfinges. Os trabalhos sacrificaram as vidas dos moradores que pouco puderam fazer contra os valores ridículos que receberam de indemnização.

Horrorizaram ainda os arqueólogos que viram buldózers “tratar” da escavação das esfinges. E foram interrompidos, de forma precária, por altura da Revolução da Primavera egípcia. Agatha Christie já não pôde narrar nenhum destes crimes.

Mesmo tendo em conta todas as displicências, Luxor é Luxor. Quem quer que se autodenomine viajante e até o mais desinteressado turista sabe que, à face da Terra, não há igual.

Aterramos no aeroporto da cidade com entusiasmo a condizer. Instalamo-nos a bordo de um dos cruzeiros que navega Nilo acima e Nilo abaixo. No dia seguinte, ainda o sol repousava a leste, já estávamos a percorrer a alameda ladeada de esfinges de carneiros e, logo, em frente ao templo Karnak, prontos para o momento em que os seus guardiães intransigentes de turbante e jilaba nos permitissem a entrada.

Aos poucos, os raios solares filtrados pela névoa matinal incidem na embrulhada de colunas, pequenos sub-templos, pilões e outros elementos que formam aquele que é considerado o segundo maior antigo lugar religioso do mundo, ultrapassado apenas por Angkor Wat, no Camboja.

O complexo foi erguido entre o Médio Império Egípcio até ao período Ptolomeico. Surgiu no centro do antigo Ipet-Isut “O Mais Elevado dos Lugares”, local de culto da tríade de deuses constituída por Amon, a sua consorte Mut (a substituta da anterior cara metade de Amon, Amonet) e Khonsun, o filho de ambos.

Durante as dinastias XVIII, XIX e XX, cerca de trinta faraós deram seguimento à obra. Ao mesmo tempo, fizeram de Tebas uma capital vasta, diversa e suprema única no antigo Egipto, dispersa pelo deserto em ambas as margens do Nilo: a maior parte da cidade e os templos de Karnak e de Luxor, na leste. Uma enorme necrópole formada por cemitérios privados e reais na oeste.

A função do templo de Luxor era bem distinta da de Karnak. Não foi erguido em honra de um deus. Serviu o rejuvenescimento divinal da realeza e é muito provável que tenha acolhido a coroação de diversos faraós do Egipto, sempre validadas pela tríade divina.

Os egípcios consideravam-no ainda o “Harém do Sul”. Crê-se que, com as inundações do Nilo em pleno, entrava em cena o festival do Optet. Numa primeira fase, as efígies de Amon, de Mut e de Khonsu terão sido carregadas ao longo da Avenida das Esfinges desde o Templo de Karnak até ao de Luxor.

Pelo caminho, detinham-se em capelas erguidas para o evento e repletas de oferendas. No fim da cerimónia, regressavam de barco. Mais tarde, passaram a fazer também o percurso de ida pelo Nilo, numa espécie de celebração marital fluvial em que uma pequena frota de barcas escoltava a barcaça sagrada. Essa celebração terá admitido vários dias de devassidão popular à moda egípcia.

O imaginário milenar da cosmogonia egípcia sempre se provou inesgotável. Mudava e enriquecia-se de tal maneira que, pelo menos, por tempo igual ao da sua formação, os arqueólogos terão novas tumbas e segredos por desvendar.

Dois eixos opostos regulavam a vida do antigo Egipto: o fluir do Nilo, de sul a norte, através do Deserto do Saara. Acima, o céu em que se davam os movimentos cruciais da vida. O do Sol que ascendia de uma direcção no deserto e mergulhava na outra, para o lado das areias rivais, hoje, Líbias.

Durante o seu percurso, dava-se uma viagem nocturna pelo desconhecido e pela incerteza. A reaparição do sol representava a renovação da vida. Há muito imbuída na mente da população e sempre urgente, essa noção fazia de cada dia algo muito especial.

Os trajectos do Nilo e do sol eram regulares e omnipresentes. Por essa razão, todas as obras de arte e monumentos estão com eles de alguma forma relacionados. As cheias do Nilo alimentavam a nação. O seu longo caudal unia os habitantes do Alto e do Baixo Egipto, de outra forma, encerrados em si mesmo.

Em Tebas, o Nilo separava ainda a vida da pós-vida. Não tardamos a atravessá-lo para oeste e a encontrarmos o lugar que mais contrastava com o Templo de Luxor. Se este celebrava a renovação da vida terrena, o Vale dos Reis e das Rainhas foi escavado e selado de modo para garantir a preservação dos corpos dos faraós. Era suposto as suas almas reanimarem para o encontro com os Deuses na vida seguinte.

O Vale dos Reis foi inaugurado pelo faraó Thutmose I. Diz-se que estava bem consciente de que o facto de os seus antecedentes terem sido sepultados em grandes pirâmides fazia das respectivas tumbas e tesouros alvos fáceis dos profanadores.

Não nos pronunciamos quanto ao encontro com os deuses. Nós e dezenas de visitantes felizardos deparamo-nos com Tutankhamon e outros faraós emblemáticos do Egipto. Por uns meros dez minutos, há que dizê-lo, e sem direito a fotografias. Os pretendentes são tantos que as autoridades controlam o número de pessoas e o tempo no interior das tumbas.

Ainda estamos longe do Verão destas partes de África remotas. Mesmo assim, o calor que nos tosta ao subirmos os trilhos poeirentos do Vale dos Reis é de morte e a secura do ar digna do Saara. A aridez do deserto sempre privilegiou a conservação das esfinges.

Como pudemos comprovar, Tutankhamon, o rei-rapazote que terá governado dos nove aos dezanove anos até ter perecido por razões tão ou mais debatidas que o achado da sua tumba, ainda aqui tem a sua morada.

No que diz respeito à polémica, de um lado, estão os apologistas de que o descobridor da tumba com 3200 anos, o arqueólogo britânico Howard Carter, enganou as autoridades egípcias, desviou uma boa parte das riquezas e simulou as anteriores profanações da tumba, a primeira das quais alega ter acontecido pouco depois do funeral do faraó, seguida de uma segunda, quinze anos mais tarde.

Do outro lado, encontram-se os defensores de que, tal como alegado por Carter, a tumba já tinha sido roubada várias vezes antes do achado do arqueólogo, considerado o maior triunfo arqueológico de todos os tempos.

Em grande parte, o mentor da febre das tumbas e tesouros egípcios foi Napoleão Bonaparte.

Após a conquista de Itália, os governantes do Directório do império, começaram a pressionar para que a França invadisse a Inglaterra. Napoleão opôs-se. Com o apoio do ministro dos Negócios Estrangeiros Talleyrand, conseguiu impor uma campanha pelo Egipto com o propósito de afectar as prolíficas rotas de comércio inglesas com a sua Joia da Coroa, a Índia.

Por essa altura, o Egipto estava sob controle dos Mamelukos egípcios. Em 1798, as forças de Napoleão conseguiram evitar a armada do Almirante Nelson, desembarcar na costa mediterrânica do Egipto e vencer diversas batalhas decisivas, incluindo a Batalha das Pirâmides.

Mas, furioso que a armada francesa lhe tivesse escapado, Lord Nelson não descansou enquanto não corrigisse a falha. Detectou, por fim, os 400 barcos inimigos e destruiu-os na Batalha de Aboukir. Esta sua acção, deixou as forças de Napoleão “encalhadas” no Egipto.

O Imperador tentou tirar o melhor partido possível da sua inesperada situação. Corria o boato de que o exército turco se preparava para o atacar. Napoleão tentou impedi-lo atacando os otomanos na zona da actual Síria e Palestina. Só que se viu cercado na cidade controlada pelos britânicos de Acre.

Uns meses mais, tarde foi forçado a regressar ao Egipto com as suas forças enfraquecidas. No entretanto, a guerra tinha-se alastrado na Europa e a França via-se cada vez mais vulnerável. Napoleão decidiu regressar. Voltou a evitar a armada de Nelson e concentrou esforços em remover a administração que considerava “um bando de advogados”. Não tardou a substituí-la por um Consulado de três cônsules dos quais ele próprio passou a ser o líder.

As tropas napoleónicas renderam-se aos britânicos em Setembro de1801. Nos três anos que passou no Egipto, o Imperador francês tornou-se obcecado pela história e cultura milenar da nação.

Encorajou em redor de 150 cientistas, matemáticos, engenheiros e artistas a estudarem os antigos monumentos, o terreno, a flora e a fauna bem como a sociedade e vários outros aspectos da civilização egípcia. O resultado do seu trabalho foi um enorme compendio ilustrado denominado “Description de L’Égypte”.

Esta obra gerou uma egiptologia quase insana que perduraria, pelo menos, mais duzentos anos. Também simplificou os estudos e buscas dos exploradores que aderiram ao movimento. Howard Carter foi só um dos exploradores que a ele se entregou.

Em 1922 – o ano em que o Egipto declarou independência do Reino Unido e em que Carter encontrou a tumba de Tutankhamon – passou a vigorar uma lei com que o Egipto se procurou defender dessa nova febre. A lei ditou que qualquer achado arqueológico de um tesouro que estivesse intacto teria que ficar no Egipto enquanto que se o tesouro estivesse já violado, podia ser dividido entre o Egipto e quem o encontrasse.

De cada vez que aparece um objecto à face da Terra que os egiptólogos estão certos pertencer ao tesouro de Tutankhamon, a contenda reemerge. Quem abriu, afinal, a tumba pela primeira vez? Terá ou não Carter conseguido transportar os tesouros para fora do Egipto.

Fosse como fosse, no fim, as autoridades egípcias, ansiosas pela emancipação face aos colonos britânicos, recusaram-se a dividir o espólio.

Subsiste, à margem, o tema prolífico da maldição de Tutankhamon, abordado em incontáveis documentários, filmes, livros, jogos de computador e de tudo o resto um pouco e com uma lista crescente de vítimas de vários países e ramos de vida.

Distintos faraós notórios são vizinhos de Tutankhamon, incluindo nove Ramsés. Nos dias que correm, o membro falecido da realeza egípcia com os aposentos mortuários mais sumptuosos é, de longe, a faraó Hatshepsut, a segunda regente da história do Egipto e uma das “grandes mulheres da história de que estamos informados” assim a qualificou o egiptólogo James Henry Breasted.

Para a celebrarmos, juntamo-nos a dezenas de outros curiosos do Egipto e percorrermos a longa alameda que conduz aos penhascos quase verticais de Deir el Bahari. De plana, a alameda inclina-se para o céu azulão. Aponta ao cimo dos terraços colunados a que chegamos a quase trinta metros de altura.

O eixo do templo parece ter sido propositadamente alinhado com a posição do nascer do sol no solstício de Inverno (21 ou 22 de Dezembro) quando a luz solar incide sobre uma das estátuas de Osíris de ambos os lados da entrada da segunda câmara.

Estudiosos observaram ainda que uma caixa de luz colocada de forma a revelar como a luz se afasta do eixo central e ilumina a estátua do deus Amon-Ra (entretanto, os egípcios fundiram a divindade de Amon com a do deus do sol Ra), o faraó Thutmose III e, logo, o deus do Nilo Hapi.

Deixamos aquele templo mortuário hiperbólico com o sol ainda bem alto. Dali, regressámos para mais próximo das margens irrigadas do rio em busca do Colosso de Memnon. Erguidas em 1500 a.C. enquanto guardiãs da tumba do faraó Amenhoep III, as estátuas têm dezoito metros e exibem o rei egípcio sentado com as mãos sobre os joelhos.

Encontramo-las, assim, sem grande esforço apesar de terem sido deslocadas após inundações superlativas do Nilo terem destruído um dos complexos faraónicos maiores e mais opulentos do Egipto e os monarcas sucessores começado a usar os seus blocos de pedras noutras construções. Mesmo portentosas e intimidantes, as estátuas também não evitaram o equívoco colossal do seu baptismo.

Em 27 a.C., um tremor de terra destruiu o colosso a norte do antigo templo. Essa estátua começou a produzir um som estranho. Acontecia, por norma, de manhã cedo diz-se, agora, que devido ao aumento brusco da temperatura e à evaporação do orvalho nas fendas do monumento.

Ora, o som fenomenal tornou-se de tal forma famoso que atraiu turistas romanos (incluindo imperadores) e gregos da época que se davam ao trabalho de viajar dias a fio para chegar ao lugar e de inscrever na sua base se tinham ou não ouvido o som. Não faziam ideia de que se tratava de uma estátua de Amenhoep III. Os gregos, em particular, começaram a atribuir o som aos lamentos da mãe do rei Memnon.

Memnon era um rei da Etiópia que conduziu o seu exército África acima em direcção à Ásia Menor para ajudar a defender Troia do ataque dos Gregos. Apesar da sua bravura, foi morto por Aquiles. Não terá servido de grande compensação mas, falecido, conquistou estatuto de herói entre os helénicos.

Em 20 a.C., o historiador Strabo que viveu na Ásia Menor, chegou melhor informado que os seus compatriotas helénicos e descreveu o som como uma espécie de golpe. Ao viajante e geógrafo Pausanias, soou a uma corda de lira a partir-se. Outros ainda, narraram-no como uma pancada em cobre ou um assobio incomum.

Para sermos sinceros, nós, não ouvimos nada nem estávamos com tempo para esperar. Daí a umas horas, o cruzeiro em que embarcáramos daria início à navegação Nilo acima. Tínhamos muito mais do Nilo e do Antigo Egipto para desvendar pelo que deixámos Memnon e o colosso que nunca foi seu entregues à História.

Grande Zimbabwe

Grande Zimbabué, Mistério sem Fim

Entre os séculos XI e XIV, povos Bantu ergueram aquela que se tornou a maior cidade medieval da África sub-saariana. De 1500 em diante, à passagem dos primeiros exploradores portugueses chegados de Moçambique, a cidade estava já em declínio. As suas ruínas que inspiraram o nome da actual nação zimbabweana encerram inúmeras questões por responder.  
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.

Assuão, Egipto

Onde O Nilo Acolhe a África Negra

1200km para montante do seu delta, o Nilo deixa de ser navegável. A última das grandes cidades egípcias marca a fusão entre o território árabe e o núbio. Desde que nasce no lago Vitória, o rio dá vida a inúmeros povos africanos de tez escura.

Machu Picchu, Peru

A Cidade Perdida em Mistério dos Incas

Ao deambularmos por Machu Picchu, encontramos sentido nas explicações mais aceites para a sua fundação e abandono. Mas, sempre que o complexo é encerrado, as ruínas ficam entregues aos seus enigmas.

Ilha da Páscoa, Chile

Sob o Olhar dos Moais

Rapa Nui foi descoberta pelos europeus no dia de Páscoa de 1722. Mas, se o nome cristão da ilha faz todo o sentido, a civilização que a colonizou de estátuas observadoras permanece envolta em mistério

Jerusalém, Israel

Mais Perto de Deus

Três mil anos de uma história tão mística quanto atribulada ganham vida em Jerusalém. Venerada por cristãos, judeus e muçulmanos, esta cidade irradia controvérsias mas atrai crentes de todo o Mundo.

Monte Sinai, Egipto

Força nas Pernas e Fé em Deus

Moisés recebeu os Dez Mandamentos no cume do Monte Sinai e revelou-os ao povo israelita. Hoje, centenas de peregrinos vencem, todas as noites, os 4000 degraus daquela dolorosa mas mística ascensão.

Seydisfjordur
Arquitectura & Design

Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando a frota pesqueira de Seydisfjordur foi comprada por armadores de Reiquejavique, a povoação teve que se adaptar. Hoje captura discípulos de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.

Pleno Dog Mushing
Aventura

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.

Sombra de sucesso
Cerimónias e Festividades

Champotón, México

Rodeo debaixo de Sombreros

Com o fim do ano, 5 municípios mexicanos organizam uma feira em honra da Virgén de La Concepción. Aos poucos, o evento tornou-se o pretexto ideal para os cavaleiros locais exibirem as suas habilidades

Cidades
Guilin, China

O Portal Para o Reino Chinês de Pedra

A imensidão de colinas de calcário afiadas em redor é de tal forma majestosa que as autoridades de Pequim a imprimem no verso das notas de 20 yuans. Quem a explora, passa quase sempre por Guilin. E mesmo se esta cidade da província de Guangxi destoa da natureza exuberante em redor, também lhe achámos os seus encantos.
Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Cultura
Lagoa de Jok​ülsárlón, Islândia

O Canto e o Gelo

Criada pela água do oceano Árctico e pelo degelo do maior glaciar da Europa, Jokülsárlón forma um domínio frígido e imponente. Os islandeses reverenciam-na e prestam-lhe surpreendentes homenagens.
Fogo-de-artifício branco
Desporto

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Casal Gótico
Em Viagem

Matarraña a Alcanar, Espanha

Uma Espanha Medieval

De viagem por terras de Aragão e Valência, damos com torres e ameias destacadas de casarios que preenchem as encostas. Km após km, estas visões vão-se provando tão anacrónicas como fascinantes.

Insólito Balnear
Étnico

Sul do Belize

A Estranha Vida ao Sol do Caribe Negro

A caminho da Guatemala, constatamos como a existência proscrita do povo garifuna, descendente de escravos africanos e de índios arawaks, contrasta com a de vários redutos balneares bem mais airosos.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Passerelle secular
História

Galle, Sri Lanka

Nem Além, Nem Aquém da Lendária Taprobana

Camões eternizou o Ceilão como um marco indelével das Descobertas onde Galle foi das primeiras fortalezas que os portugueses controlaram e cederam. Passaram-se cinco séculos e o Ceilão deu lugar ao Sri Lanka. Galle resiste e continua a seduzir exploradores dos quatro cantos da Terra.

Eden Polinésio
Ilhas

Maupiti, Polinésia Francesa

Uma Sociedade à Margem

À sombra da fama quase planetária da vizinha Bora Bora, Maupiti é remota, pouco habitada e ainda menos desenvolvida. Os seus habitantes sentem-se abandonados mas quem a visita agradece o abandono.

Frígida pequenez
Inverno Branco
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor”. Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o “Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Sombra vs Luz
Literatura

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Punta Cahuita
Natureza

Cahuita, Costa Rica

Costa Rica de Rastas

Em viagem pela América Central, exploramos um litoral costariquenho tão afro quanto caribenho. Em Cahuita, a Pura Vida inspira-se numa fé excêntrica em Jah e numa devoção alucinante pela cannabis.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
À sombra da árvore
Parques Naturais

PN Tayrona, Colômbia

Quem Protege os Guardiães do Mundo?

Os indígenas da Serra Nevada de Santa Marta acreditam que têm por missão salvar o Cosmos dos “Irmãos mais Novos”, que somos nós. Mas a verdadeira questão parece ser: "Quem os protege a eles?"

Pastéis nos ares
Património Mundial Unesco
Campeche, México

Campeche Sobre Can Pech

Como aconteceu por todo o México, os conquistadores chegaram, viram e venceram. Can Pech, a povoação maia, contava com quase 40 mil habitantes, palácios, pirâmides e uma arquitetura urbana exuberante, mas, em 1540, subsistiam menos de 6 mil nativos. Sobre as ruínas, os espanhóis ergueram Campeche, uma das mais imponentes cidades coloniais das Américas.
Lenha
Personagens

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Hotel à moda Tayrona
Praia

Santa Marta e PN Tayrona, Colômbia

O Paraíso de que Partiu Simón Bolívar

Às portas do PN Tayrona, Santa Marta é a cidade hispânica habitada em contínuo mais antiga da Colômbia.  Nela, Simón Bolívar, começou a tornar-se a única figura do continente quase tão reverenciada como Jesus Cristo e a Virgem Maria.  

Religião
Cidade Velha, Cabo Verde

Cidade Velha: a anciã das Cidades Tropico-Coloniais

Foi a primeira povoação fundada por europeus abaixo do Trópico de Câncer. Em tempos determinante para expansão portuguesa para África e para a América do Sul e para o tráfico negreiro que a acompanhou, a Cidade Velha tornou-se uma herança pungente mas incontornável da génese cabo-verdiana.

Sobre carris
Sobre Carris

Sempre Na Linha

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie cenários imperdíveis dos quatro cantos do mundo.
Praia portuária
Sociedade

Sentosa, Singapura

O Recreio de Singapura

Foi uma fortaleza em que os japoneses assassinaram prisioneiros aliados e acolheu tropas que perseguiram sabotadores indonésios. Hoje, a ilha de Sentosa combate a monotonia que se apoderava do país.

Fim da Viagem
Vida Quotidiana

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Vai-e-vem fluvial
Vida Selvagem

Iriomote, Japão

Uma Pequena Amazónia Japonesa

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.

Vale de Kalalau
Voos Panorâmicos

Napali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.