Grande Zimbabwe

Grande Zimbabué, Mistério sem Fim


Pedra vs Planta
Colónia de aloés excelsa altivos na encosta do Grande Cercado.
Aperto histórico
Anfitrião Philip sobe para o cimo do Complexo da Colina, a mais antiga das secções de Grande Zimbabwe.
No sopé da fortaleza
Muro de pedra do Grande Cercado, com a copa de árvores Mimusops zeyheri ancestrais acima dos onze metros da estrutura.
Coração Zimbabweano
O grande cercado do Grande Zimbawe, um das estruturas que compõem as maiores de uma cidade medieval da África sub-sahariana.
ff4b109a-a79f-4b70-9268-87d8901e0a31
Colónia de aloés excelsa altivos na encosta do Grande Cercado.
85794f60-e694-4bc3-910e-592109986546
Colónia de aloés e das suas rivais eufórbias (muhondes, em dialecto xona), precede o Grande Cercado.
Abrigo
Dani contempla o Grande Cercado da entrada de uma pequena gruta abaixo do Complexo da Colina.
Deco-Dzimbabwe
Pormenor arquitectónico do Grande Cercado.
Descanso providencial
Após a exibição de dança com que prendam os visitantes de Grande Zimbabwe.
As Pedras do Zimbabwe
Identificação do Complexo da Colina do em Dzimbabwe.
Traços Xona
Morador e músico da aldeia xona réplica instalada abaixo do Grande Cercado.
Danças Xona
Grupo de dança dos moradores da aldeia xona réplica instalada abaixo do Grande Cercado.
Na expectativa
Mulheres xona da aldeia xona réplica do Grande Cercado, após a exibição de dança com que prendam os visitantes de Grande Zimbabwe.
Entre os séculos XI e XIV, povos Bantu ergueram aquela que se tornou a maior cidade medieval da África sub-saariana. De 1500 em diante, à passagem dos primeiros exploradores portugueses chegados de Moçambique, a cidade estava já em declínio. As suas ruínas que inspiraram o nome da actual nação zimbabweana encerram inúmeras questões por responder.  

Cada civilização dá no que dá. Há muito que a do Zimbabué já teve melhores dias.

Despertamos em Masvingo entusiasmados por cumprirmos um sonho de há vários anos. O motorista do Stalion Hotel diz-nos que é suposto irmos buscar uma guia da ZTA, a autoridade de turismo nacional. À hora a que saímos, não havia pequeno-almoço no hotel.

As Atribulações Civilizacionais do Zimbabué

Aproveitamos o facto de os escritórios locais da ZTA serem ao lado de um supermercado para superarmos o caos absoluto em que a economia do país andava, fazermos umas compras e quebrarmos o jejum. Chegamos à caixa. Uma vez mais, não nos aceitam as notas de dólares americanos com que queremos pagar.

São anteriores a 2009 e há uma epidemia desse numerário falsificado. As notas mais antigas são as mais copiadas.

Pagamos com euros e recebemos parte do troco em dólares, outra parte em bonds, uma artimanha financeira com que o governo de Harare procurava conter a inflação cada vez mais atroz. Tão complicadas se revelaram as compras que, quando saímos para o parque de estacionamento, já o motorista e Dani nos esperavam há dez minutos.

Apresentamo-nos à jovem anfitriã, instalamo-nos no banco de trás. Seguimos, na galhofa, para sul, na direcção do lago Mutirikwi e do Great Zimbabué National Monument, um dos monumentos mais considerados no Zimbabué.

O lugar mágico e enigmático inspirador do nome da nação independente, há demasiado tempo problemática, que emergiu após a sangrenta Bush War, a guerra civil que, de 1964 a 1979, opôs dois movimentos de libertação (mais tarde também eles rivais) ao governo branco opressor da Rodésia.

Regresso ao Zimbabué Grandioso de outros tempos

Desviamos da estrada principal para uma viela cercada de árvores bem mais amplas e verdejantes que a vegetação da savana de encosta em redor. Dani, conduz-nos ao edifício de acolhimento. Lá nos espera Philip o jovem guia residente do complexo. Philip e Dani já se conheciam havia algum tempo.

À boa maneira da etnia xona e do sul de África em geral, Philip inaugura de imediato uma intensa sessão de piropo e galanteio a Dani que só terminaria com o fim da visita.

Passagem apertada em Great Zimbabwe, Zimbabwe

Anfitrião Philip sobe para o cimo do Complexo da Colina, a mais antiga das secções de Grande Zimbabwe.

O anfitrião lidera o caminho. Conduz-nos por um trilho íngreme que, por vezes enfiado entre enormes rochedos granitícos polidos, conduzia ao cimo do complexo da colina, um dos conjuntos arquitectónicos do monumento. Pouco habituada a caminhadas, Nadia arfa e reclama da aspereza do percurso. Quando é altura de subirmos ao topo vertiginoso da fortaleza, teima em ficar à espera na sua base.

Não tardamos a perceber que a vista privilegiada compensava todo e qualquer esforço da ascensão, não tarda, tornada escalada.

Abaixo, espraiava-se o sulco mais profundo de um vale. Para diante, uma encosta verdejante salpicada por grandes calhaus. No sopé já algo inclinado dessa encosta, destacava-se o fulcro de uma velha fortaleza arredondada, cercada por vestígios do que terão sido muros exteriores, em tempos mais elevados, agora adornados por acácias e por uma colónia de aloés excelsa altivos.

Ruínas de Great Zimbabwe, Zimbabwe

O grande cercado do Grande Zimbawe, um das estruturas que compõem as maiores de uma cidade medieval da África sub-sahariana

Estruturas Misteriosas e Excepcionais

Philip transmite-nos algumas das inúmeras explicações históricas de que carecíamos. Quando detecta a primeira das nossas sucessivas pausas para fotografia, intercala o seu discurso com novos cortejos a Dani que permanecia no sopé dos grandes rochedos que tínhamos conquistado, a dar ao dedo no seu smartphone.

Como o nome indicava, o Grande Zimbabué era o maior de vários zimbabués (complexos de ruínas) disseminados por aquela imensidão do planalto sul-africano.

Não só era o maior como continua a ser considerado a maior das cidades medievais de toda a África sub-saariana, com muralhas que chegavam aos 11 metros de altura, com 250 de extensão, compostas apenas por pedras trabalhadas e empilhadas, sem qualquer argamassa.

Pedras das ruínas de Great Zimbabwe

Identificação do Complexo da Colina do em Dzimbabwe.

Apesar da sua impressionante dimensão e do óbvio poder e influência da civilização que a construiu, a sua origem e autoria permanece objecto de acesa polémica.

O facto de o povo que a ergueu não usar comunicação escrita fez com que nunca tenham sido encontrados testemunhos ou registos gráficos.

Aqueles que existem, datam de a partir do século XV, como os deixados pelos exploradores portugueses que começaram a aventurar-se àquelas partes, oriundos da vizinha colónia lusa de Moçambique.

O Centro de uma Prolífica Fonte de Ouro

Crê-se que Grande Zimbabué foi erguido ao longo dos anos entre os séculos XI e XV pelos ascendentes Gokomere (bantus) da civilização xona (Zimbabwe: dzimba = casas e mabwe = pedras é, aliás, um termo xona), a etnia predominante na actual nação zimbabueana.

A determinada altura, a cidade ocupou uma área em redor de 80 hectares. Assumiu uma dimensão e importância de tal forma impressionantes que, durante a Idade Média, se tornou notória em África, em redor do Mar Vermelho – de onde chegavam mercadores árabes – e, mais, também entre os exploradores europeus.

Escavações arqueológicas lá revelaram ouro e moedas de Kilwa, um sultanato nas imediações de Zanzibar. Também contas e porcelanas da China.

A explicação mais propagada para a emergência de Grande Zimbabué centra-se na abundância de ouro e marfim na região, que terá justificado o engrandecimento do reino detentor daquelas paragens, a construção de um trono-fortaleza à altura da realeza e da protecção dos filões que a enriqueciam.

No seu zénite, habitaram-na quase 20.000 habitantes, os mais humildes alojados em palhotas cónicas com telhados de colmo. Depois de um bom tempo a vasculharmos os pormenores da acrópole do complexo da colina, o mais antigo, regressamos à sua base.

Grande Cercado, o âmago do “baixo” Grande Zimbabué

Logo, tomamos o trilho que conduzia ao complexo do vale que tínhamos apreciado à distância e, na sequência, ao elíptico Grande Cercado.

Aproximamo-nos da colónia de aloés e das suas rivais eufórbias (muhondes, em dialecto xona), ambas disseminadas numa área de muralhas preambulares arredondadas mas desgastadas pelo tempo e que agora mais parecem canteiros.

Aloés excelsa junto ao muro do Grande Cercado, Great Zimbabwe

Colónia de aloés excelsa altivos na encosta do Grande Cercado.

Alguns metros acima, deslumbramo-nos com a imponência sobranceira da grande muralha. As copas de algumas Mimusops zeyheri ancestrais parecem espreitar-nos do cimo da cerca de pedra que, em parte, foi tingida de amarelado por uma floresta densa de líquenes oportunistas. Philip aproxima-se de um muro externo quase raro.

A sua humana pequenez ajuda-nos a valorizar a herança civilizacional que tínhamos a fortuna de apreciar. Não tardamos a passar para o interior.

O Grande Cercado terá sido erguido durante o século XIV em blocos de granito. Protegia uma série de alojamentos familiares de famílias mais próximas da realeza. As suas cabanas eram feitas de tijolos de areia granítica e argila.

Muro do Grande Cercado, Great Zimbabwe, Zimbabwe

Muro de pedra do Grande Cercado, com a copa de árvores Mimusops zeyheri ancestrais acima dos onze metros da estrutura.

Partilhavam uma área comunal e uma ligação para uma passagem exígua que conduzia a uma torre cónica de dez metros encostada à muralha, ainda hoje à sombra das enormes árvores que ali despontam.

Não se sabe ao certo, qual terá sido a sua função. As duas teorias mais populares são bastante discrepantes. Uma defende ter sido um reservatório de grãos. A outra, um símbolo fálico.

Nos tempos de glória da povoação, os restantes súbditos residiam no vale contíguo. Criavam gado, cultivavam cereais e tubérculos. Levavam a cabo o comércio do ouro com mercadores que chegavam sobretudo do litoral do oceano Índico.

Philip comunica-nos que, foram achadas em áreas próximas oito esculturas em pedra-sabão, assentes em colunas, que retratavam figuras que combinavam aves com feições humanas – lábios em vez de bicos e pés com cinco dedos. Seriam símbolos de poder real.

De acordo, após a independência de Abril de 1980, foram adoptadas como símbolo da nova nação zimbabueana.

Pormenor arquitectónico de Great Zimbabwé

Pormenor arquitectónico do Grande Cercado.

Do Zénite ao Abandono Testemunhado pelos Exploradores Portugueses

Mas, tal como emergiu, o Grande Zimbabué desvaneceu-se. No início do século XVI, os exploradores portugueses começaram a aventurar-se para o interior de Moçambique em busca de riquezas. As narrativas de abundância de ouro levaram-nos às paragens da velha cidade.

Em 1506, Diogo de Alcáçova chegou a descrever o lugar numa carta que enviou ao rei Dom Manuel como integrante de um tal reino de Ucalanga.

Em 1531, Vicente Pegado, capitão da guarnição de Sofala, já descreveu o lugar já como um legado ao tempo. Crê-se que, por volta de 1450, Grande Zimbabué estaria já abandonada. A falta de registos escritos do antecedentes do povo xona, faz com que não se saiba, com certeza, a razão.

Contam-se, entre as explicações mais fidedignas, o facto de o ouro das minas se ter esgotado e levado a um declínio acentuado na relevância do lugar em que, em simultâneo, a abundante população se terá visto também em sérias dificuldades para obter alimento na região em redor, cada vez mais deflorestada.

Sabe-se que quando a situação se tornou realmente grave, um emissário, Nyatsimba Mutota, foi enviado ao norte em busca de fontes de sal que preservasse a carne. O abandono urgente de Grande Zimbabué, terá favorecido Khami, um estado rival e concorrente, hoje ruínas do género de Grande Zimbabué ainda que sem a sua magnificência.

Mais tarde, o historiador português João de Barros, referiu-se a um tal de império Mutapa que sucedeu ao de Zimbabué, com capital num lugar distinto em que não existiam as pedras que viabilizaram a construção de Grande Zimbabué.

Gruta com vista para o Grande Cercado de Great Zimbabwe

Dani contempla o Grande Cercado da entrada de uma pequena gruta abaixo do Complexo da Colina.

Explicações que não Mitigam o Enigma

Como sempre acontece nestes casos, quantos mais cientistas, estudiosos e saqueadores de tesouros chegam, mais teorias e certezas vêm ao de cima. Em 1871, Karl Mauch, um explorador e cartógrafo alemão viu pela primeira vez as ruínas.

Não esperou muito para as associar ao Rei Salomão e à Rainha de Sabá, como haviam já feito outros estudiosos como o escritor português João dos Santos. Essa interpretação disseminou-se entre a comunidade branca de colonos em África. Inaugurou uma série de outras.

Patrocinado por Cecil Rhodes, o determinado e egocêntrico mentor da Rodésia, J. Theodore Bent passou uma temporada nas ruínas, após o que publicou  “The Ruined Cities of Mashonaland”.

Nesta sua obra, defendia que a cidade fora erguida ou pelos Fenícios ou pelos Árabes. Instigou o preconceito do governo (e da população) racista e pró-apartheid rodesiana de que nunca poderiam ter sido construídas por povos negros.

Moradoras da aldeia xona de Great Zimbabwe

Mulheres xona da aldeia xona réplica do Grande Cercado, após a exibição de dança com que prendam os visitantes de Grande Zimbabwe.

As autoridades do Zimbabué sempre rejeitaram estas postulações – e outras similares – que procuraram retirar o crédito de tão marcante civilização aos seus antecessores. Como forma de animar o lugar e de ilustrar o passado xona, mantêm uma réplica de aldeia xona que encontramos a pouca distância a norte do Grande Cercado.

Os seus habitantes mostram-nos o prolífico artesanato da comunidade. E exibem-nos danças tradicionais com o empenho possível, tendo em conta que o fazem de sol a sol, sempre que novos forasteiros por ali passam.

Assistimos ao espectáculo com o interesse que nos mereciam nem que fosse pela sua provável descendência dos autores do Grande Zimbabué.

Dança xona, Great Zimbabwe

Grupo de dança dos moradores da aldeia xona réplica instalada abaixo do Grande Cercado

Em seguida, despedimo-nos de Philip. Deixamo-lo entregue à rotina de aguardar por visitantes a quem oferecer os seus serviços. E, às ruínas, às muitas incertezas da história zimbabueana por esclarecer.

Mais informação sobre Grande Zimbabué na página correspondente da UNESCO.

Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.
Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou o Templo de Karnak e a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.
Lijiang, China

Uma Cidade Cinzenta mas Pouco

Visto ao longe, o seu casario vasto é lúgubre mas as calçadas e canais seculares de Lijiang revelam-se mais folclóricos que nunca. Em tempos, esta cidade resplandeceu como a capital grandiosa do povo Naxi. Hoje, tomam-na de assalto enchentes de visitantes chineses que disputam o quase parque temático em que se tornou.
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.
Grande ZimbabuéZimbabué

Grande Zimbabwe, Pequena Dança Bira

Nativos de etnia Karanga da aldeia KwaNemamwa exibem as danças tradicionais Bira aos visitantes privilegiados das ruínas do Grande Zimbabwe. o lugar mais emblemático do Zimbabwe, aquele que, decretada a independência da Rodésia colonial, inspirou o nome da nova e problemática nação.  

Matarraña a Alcanar, Espanha

Uma Espanha Medieval

De viagem por terras de Aragão e Valência, damos com torres e ameias destacadas de casarios que preenchem as encostas. Km após km, estas visões vão-se provando tão anacrónicas como fascinantes.

Machu Picchu, Peru

A Cidade Perdida em Mistério dos Incas

Ao deambularmos por Machu Picchu, encontramos sentido nas explicações mais aceites para a sua fundação e abandono. Mas, sempre que o complexo é encerrado, as ruínas ficam entregues aos seus enigmas.
Victoria Falls, Zimbabwe

O Presente Trovejante de Livingstone

O explorador procurava uma rota para o Índico quando nativos o conduziram a um salto do rio Zambeze. As cataratas que encontrou eram tão majestosas que decidiu baptizá-las em honra da sua rainha
San Ignácio Mini, Argentina

As Missões Jesuíticas Impossíveis de San Ignácio Mini

No séc. XVIII, os jesuítas expandiam um domínio religioso no coração da América do Sul em que convertiam os indígenas guarani em missões jesuíticas. Mas as Coroas Ibéricas arruinaram a utopia tropical da Companhia de Jesus.
Reserva Masai Mara, Viagem Terra Masai, Quénia, Convívio masai
Safari
Masai Mara, Quénia

Reserva Masai Mara: De Viagem pela Terra Masai

A savana de Mara tornou-se famosa pelo confronto entre os milhões de herbívoros e os seus predadores. Mas, numa comunhão temerária com a vida selvagem, são os humanos Masai que ali mais se destacam.
Monte Lamjung Kailas Himal, Nepal, mal de altitude, montanha prevenir tratar, viagem
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper PisangNepal

(I)Eminentes Annapurnas

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada do Circuito Annapurna pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.
Cabana de Bay Watch, Miami beach, praia, Florida, Estados Unidos,
Arquitectura & Design
Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Florida. É manifestamente parco para o número de almas que a desejam.
Aventura
Viagens de Barco

Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque e deixe-se levar em viagens de barco imperdíveis como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Cerimónias e Festividades
Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.
Baleias caçada com Bolhas, Juneau a Pequena Capital do Grande alasca
Cidades
Juneau, Alasca

A Pequena Capital do Grande Alasca

De Junho a Agosto, Juneau desaparece por detrás dos navios de cruzeiro que atracam na sua doca-marginal. Ainda assim, é nesta pequena capital que se decidem os destinos do 49º estado norte-americano.
mercado peixe Tsukiji, toquio, japao
Comida
Tóquio, Japão

O Mercado de Peixe que Perdeu a Frescura

Num ano, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Desde 1935, que uma parte considerável era processada e vendida no maior mercado piscícola do mundo. Tsukiji foi encerrado em Outubro de 2018, e substituído pelo de Toyosu.
Casa Menezes Bragança, Chandor, Goa, India
Cultura
Chandor, Goa, Índia

Uma Casa Goesa-Portuguesa, Com Certeza

Um palacete com influência arquitectónica lusa, a Casa Menezes Bragança, destaca-se do casario de Chandor, em Goa. Forma um legado de uma das famílias mais poderosas da antiga província. Tanto da sua ascensão em aliança estratégica com a administração portuguesa como do posterior nacionalismo goês.
arbitro de combate, luta de galos, filipinas
Desporto
Filipinas

Quando só as Lutas de Galos Despertam as Filipinas

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.
Avião em aterragem, Maho beach, Sint Maarten
Em Viagem
Maho Beach, Sint Maarten

A Praia Caribenha Movida a Jacto

À primeira vista, o Princess Juliana International Airport parece ser apenas mais um nas vastas Caraíbas. Sucessivas aterragens a rasar a praia Maho que antecede a sua pista, as descolagens a jacto que distorcem as faces dos banhistas e os projectam para o mar, fazem dele um caso à parte.
vale profundo, socalcos arroz, batad, filipinas
Étnico
Batad, Filipinas

Os Socalcos que Sustentam as Filipinas

Há mais de 2000 anos, inspirado pelo seu deus do arroz, o povo Ifugao esquartejou as encostas de Luzon. O cereal que os indígenas ali cultivam ainda nutre parte significativa do país.
portfólio, Got2Globe, fotografia de Viagem, imagens, melhores fotografias, fotos de viagem, mundo, Terra
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Porfólio Got2Globe

O Melhor do Mundo – Portfólio Got2Globe

Igreja arménia, península Sevanavank, Lago Sevan, Arménia
História
Lago Sevan, Arménia

O Grande Lago Agridoce do Cáucaso

Fechado entre montanhas a 1900 metros de altitude, considerado um tesouro natural e histórico da Arménia, o Lago Sevan nunca foi tratado como tal. O nível e a qualidade da sua água deterioram-se décadas a fio e uma recente invasão de algas drena a vida que nele subsiste.
Playa Nogales, La Palma, Canárias
Ilhas
La Palma, Canárias

A Isla Bonita das Canárias

Em 1986, Madonna Louise Ciccone lançou um êxito que popularizou a atracção exercida por uma isla imaginária. Ambergris Caye, no Belize, colheu proveitos. Do lado de cá do Atlântico, há muito que os palmeros assim veem a sua real e deslumbrante Canária.
Igreja Sta Trindade, Kazbegi, Geórgia, Cáucaso
Inverno Branco
Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbek (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.
Enseada, Big Sur, Califórnia, Estados Unidos
Literatura
Big Sur, E.U.A.

A Costa de Todos os Refúgios

Ao longo de 150km, o litoral californiano submete-se a uma vastidão de montanha, oceano e nevoeiro. Neste cenário épico, centenas de almas atormentadas seguem os passos de Jack Kerouac e Henri Miller.
Pitões das Júnias, Montalegre, Portugal
Natureza
Montalegre, Portugal

Pelo Alto do Barroso, Cimo de Trás-os-Montes

Mudamo-nos das Terras de Bouro para as do Barroso. Com base em Montalegre, deambulamos à descoberta de Paredes do Rio, Tourém, Pitões das Júnias e o seu mosteiro, povoações deslumbrantes do cimo raiano de Portugal. Se é verdade que o Barroso já teve mais habitantes, visitantes não lhe deviam faltar.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Vista do John Ford Point, Monument Valley, Nacao Navajo, Estados Unidos
Parques Naturais
Monument Valley, E.U.A.

Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos Estados Unidos. Hoje, na Nação Navajo, os navajo também vivem na pele dos velhos inimigos.
Barco e timoneiro, Cayo Los Pájaros, Los Haitises, República Dominicana
Património Mundial UNESCO
Península de Samaná, PN Los Haitises, República Dominicana

Da Península de Samaná aos Haitises Dominicanos

No recanto nordeste da República Dominicana, onde a natureza caribenha ainda triunfa, enfrentamos um Atlântico bem mais vigoroso que o esperado nestas paragens. Lá cavalgamos em regime comunitário até à famosa cascata Limón, cruzamos a baía de Samaná e nos embrenhamos na “terra das montanhas” remota e exuberante que a encerra.
ora de cima escadote, feiticeiro da nova zelandia, Christchurch, Nova Zelandia
Personagens
Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado da Nova Zelândia

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell, o feiticeiro da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. Com 88 anos de idade, após 23 anos de contrato com a cidade, fez afirmações demasiado polémicas e acabou despedido.
La Digue, Seychelles, Anse d'Argent
Praias
La Digue, Seicheles

Monumental Granito Tropical

Praias escondidas por selva luxuriante, feitas de areia coralífera banhada por um mar turquesa-esmeralda são tudo menos raras no oceano Índico. La Digue recriou-se. Em redor do seu litoral, brotam rochedos massivos que a erosão esculpiu como uma homenagem excêntrica e sólida do tempo à Natureza.
Buda Vairocana, templo Todai ji, Nara, Japão
Religião
Nara, Japão

O Berço Colossal do Budismo Nipónico

Nara deixou, há muito, de ser capital e o seu templo Todai-ji foi despromovido. Mas o Grande Salão mantém-se o maior edifício antigo de madeira do Mundo. E alberga o maior buda vairocana de bronze.
Composição Flam Railway abaixo de uma queda d'água, Noruega
Sobre Carris
Nesbyen a Flam, Noruega

Flam Railway: Noruega Sublime da Primeira à Última Estação

Por estrada e a bordo do Flam Railway, num dos itinerários ferroviários mais íngremes do mundo, chegamos a Flam e à entrada do Sognefjord, o maior, mais profundo e reverenciado dos fiordes da Escandinávia. Do ponto de partida à derradeira estação, confirma-se monumental esta Noruega que desvendamos.
Sociedade
Militares

Defensores das Suas Pátrias

Mesmo em tempos de paz, detectamos militares por todo o lado. A postos, nas cidades, cumprem missões rotineiras que requerem rigor e paciência.
saksun, Ilhas Faroé, Streymoy, aviso
Vida Quotidiana
Saksun, StreymoyIlhas Faroé

A Aldeia Faroesa que Não Quer ser a Disneylandia

Saksun é uma de várias pequenas povoações deslumbrantes das Ilhas Faroé, que cada vez mais forasteiros visitam. Diferencia-a a aversão aos turistas do seu principal proprietário rural, autor de repetidas antipatias e atentados contra os invasores da sua terra.
Penhascos acima do Valley of Desolation, junto a Graaf Reinet, África do Sul
Vida Selvagem
Graaf-Reinet, África do Sul

Uma Lança Bóer na África do Sul

Nos primeiros tempos coloniais, os exploradores e colonos holandeses tinham pavor do Karoo, uma região de grande calor, grande frio, grandes inundações e grandes secas. Até que a Companhia Holandesa das Índias Orientais lá fundou Graaf-Reinet. De então para cá, a quarta cidade mais antiga da nação arco-íris prosperou numa encruzilhada fascinante da sua história.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.
PT EN ES FR DE IT