Kanga Pan, Mana Pools NP, Zimbabwe

Um Manancial Perene de Vida Selvagem


Uma Espécie de Círculo Íris
cegonha-bico-amarelo-kanga-mana-pools-zimbabwe
Vista de Lagoa
Manada de Passagem
Fila Babuína
Impalas com Pressa
Rio Zambeze
Tempo de Game Drive
Calau Intrigado
Mimos Babuínos
Um Arrebol Colorido
Búfalo abatido
Euphorbia
Galinhagem d’Angola
Hipo Emerso
Impalas Zangadas
Lagarto Monitor em Carregamento
Sombras de leque
Uma depressão situada a 15km para sudeste do rio Zambeze retém água e minerais durante toda a época seca do Zimbabué. A Kanga Pan, como é conhecida, nutre um dos ecossistemas mais prolíficos do imenso e deslumbrante Parque Nacional Mana Pools.

Dita a saída do acampamento à beira do Zambeze que cheguemos ao de Kanga, ainda no vasto PN Mana Pools, pouco antes da hora de almoço.

Partilhamos a mesa com Susan, uma australiana que, como nós, se tinha mudado da beira do rio.

E com Carl e Nelsy Ncube, um casal de comediantes zimbabuanos famosos, um manancial de questiúnculas e piadolas sobre a sociedade do Zimbabué, as peculiaridades das suas etnias (e dialectos), sobretudo, a xona, a predominante, com mais de 13.6 milhões dos 18 milhões de habitantes do país.

Boa parte delas soam-nos esotéricas. Ainda assim, face ao empenho quase histérico com que tornam a mesa um palco, activamos os ouvidos e a mioleira e esforçamo-nos por compreender.

O Show à Mesa dos Comediantes Carl e Nelsy

Abordam a sociedade em geral. Como o dialecto xona é acelerado e abrutalhado, desadequado a expressões românticas e passionais como “amo-te” ou “quero fazer amor contigo” que, como quase tudo, em xona, soam a rajadas de metralhadora.

E o outro dialecto principal do zimbabué, o ndebele, em que a maior parte das palavras começam por i. O que leva a um escárnio que Carl conta à mesa e que repete com frequência nos seus espectáculos.

Que o dialecto ndebele tem tantas palavras começadas por “i” e é tão importante que levou os ex-colonos britânicos a criarem palavras, hoje, universais, como “Internet”, “information” e, claro está, “idea”. Nem Carl nem Nelsy se atrevem a mencionar de forma directa o presidente ou os políticos.

As quatro décadas de governação, mais que dictatorial, tirânica, de Robert Mugabe deixaram um legado de repressão que os comediantes ainda preferem não desafiar.

Deixamos, por fim, o repasto. Mudamo-nos por algum tempo para o escritório do acampamento, submissos à necessidade de acedermos à Internet, termo que os ndebele continuam por reclamar.

Chegam as quatro da tarde. Trata-se de uma hora chave em qualquer acampamento e lodge na África Subsaariana, tempo de partir em modo de safari ou game drive.

Game Drive Vespertino, em Kanga

Com Carl e Nelsy a bordo, temos as experiências menos silenciosas e tranquilas de sempre, com as observações e conversas em xona do casal a imporem-se demasiadas vezes à sonoridade natural.

Bono, o guia assignado, rendido à sua popularidade.

O mais impressionante que vemos são uns poucos hipopótamos e a silhueta de um leão, conhecido do guia e que voltaríamos a encontrar.

E, sobre o fechar do dia, um ocaso resplandecente adornado por dezenas de palmeiras-de-leque a oscilarem ao vento.

Kanga e uma Fauna Prolífica menos dependente do Zambeze

Na manhã seguinte, os avistamentos animais entusiasmantes desenrolam-se.

Ainda estávamos a sair do acampamento quando um elefante juvenil intrigado nos bloqueia o passadiço aberto na paliçada, com ideias de vistoriar as instalações.

Bono filma-o por algum tempo.

Logo, demove-o.

O elefante some-se por entre os arbustos espinhosos que envolvem o campo.

Mudamo-nos para o lado oposto, para a plataforma de tábuas que dá para a lagoa de Kanga que nos acolhia.

Quando lá chegamos, percebemos que esse elefante se tinha juntado à sua manada.

Oito ou nove mais, bebiam da água barrenta da lagoa. Outros tantos, já servidos, banqueteavam-se com folhas de árvores suas preferidas, por ali mais verdejantes que noutros parques repletos de paquidermes do velho Zimbabwé, por exemplo, o PN Hwange.

Do lado de cá, dois lagartos monitores, tão grandes que quase passavam por crocodilos, recarregavam-se, ao sol, de olhos postos nos paquidermes.

A presença dos elefantes e o tempo que usufruíram da lagoa, comprova a sua providencialidade e peculiaridade.

A maior parte dos acampamentos e lodges do extremo norte do Zimbabué e limiar sul da Zâmbia instalou-se nas margens do rio Zambeze.

É lá que, durante a época seca, de Abril a Novembro, podem contar com a abundância de animais dependentes de água constante.

Kanga Camp. Um Acampamento Alternativo dos African Bush Camps

Com o seu Kanga Camp, a empresa-mãe African Bush Camps optou por uma outra abordagem.

Fixar-se na bacia de Kanga, a cerca de 15km a sudeste do Zambeze, bem mais próximo de um seu afluente que, com a debandada das chuvas, perde o caudal.

De início, o Kanga Camp era um mero acampamento de mato, básico.

Com a viabilidade do bombeamento de água do subsolo para a lagoa comprovada e a atrair espécimes com fartura, a African Bush Camps melhorou as tendas. Optou por modelos de estilo Meru.

Transformou-os nos chalés confortáveis que nos abrigavam, apoiados pela estrutura central e comunal de refeições e de estar adjacente à lagoa.

A nova versão do acampamento parecia-nos bem mais condizente com a diversidade de animais que, durante a época seca, a frequentam.

Big 4, incluindo várias Manadas Sedentas de Elefantes

E de um possível – não diríamos provável – avistamento de Big 4. Como bem sabemos, os leopardos vivem sempre em modo de esquivez. Por aqueles lados do Zimbabué, só com muita sorte se deixam avistar.

Os rinocerontes que fechariam o emblemático Big 5, esses, não existem de todo no Parque Nacional Mana Pools.

Para compensar, abundam incontáveis outras espécies, incluindo uma miríade de aves.

Partimos a bordo do jipe. Passamos por uns poucos elefantes que chegavam numa caravana atrasada.

Ao avistar o jipe, um dos juvenis abana a cabeça e a tromba, a exibir à manada a sua precoce autoridade.

Bono retrocede para uma distância segura.

Logo, prossegue para o interior da floresta.

Chegamos ao leito de um dos afluentes do Zambeze, já apenas coberto de areia grossa.

Jipe Atolado, na Iminência de um Leão Sonolento

Bono prepara-se para o cruzar. Ao olharmos para a direita, damos com um outro jipe do Kanga Camp atolado na areia.

E com um leão solitário, deitado a uns meros dez metros, vigiado por um bando de babuínos.

Pelo que percebemos, um guia seu colega, de nome Love, tinha procurado com demasiada paixão agradar a um casal de holandeses, desprovidos de teleobjectivas e insatisfeitos por o leão distar demasiado da faixa por que os jipes atravessavam.

Em apuros, Love pede ajuda a Bono. Este, aproxima-se o mais que pode. Prende o guincho do seu jipe ao outro e, a custo, tira-o do atoladeiro. Apreensivo com toda a comoção, Scruffy, um leão de pelagem encardida, bate em retirada, sem que o conseguíssemos fotografar.

Perdemo-lo e a boa parte da tarde. Durante a deambulação ainda possível, damos com um grande bando de galinhas-de-Angola e, com outro, de babuínos, num tal pandemónio que fazem dezenas de impalas dispersarem num chorrilho de saltos acrobáticos.

Bono faz questão de nos compensar o tempo desperdiçado. Temos direito a um snack sobre o pôr-do-sol – o nada vulgo sundowner – estendido.

Pós-Ocaso Alongado e um Regresso Mágico ao Kanga Camp

Desfrutamo-lo junto a duas acácias.

Vemo-las tornarem-se um estranho negrume vegetal, um contrabalanço absoluto da exuberância crepuscular:

lilás, púrpura, amarela e alaranjada.

Quando regressamos ao acampamento, já a abóbada se tinha estrelado.

Sem que o esperássemos, os empregados do Kanga Camp prendavam um grupo de recém-chegados com danças tradicionais de boas-vindas.

Juntavam-se a Carl e a Nelsy Ncube, ao casal holandês desatolado e a nós, quatro outros hóspedes. Um deles, era o dono privilegiado e empreendedor dos African Bush Camps.

Tinha voado de um qualquer outro campo no Zimbabué, Zâmbia ou Botswana para ver como fluíam as coisas naquele.

À entrada de Junho e do Inverno do Hemisfério Sul, a noite trás um frio incompatível com calções e mangas curtas. Os empregados acendem a fogueira da secção Boma.

Sentamo-nos todos em redor. Carl e Nelsy retomam a sua exibição humorística. Logo ao lado, o grupo do dono dos African Bush Camps partilha uma pândega paralela.

Derreados dos contínuos despertares sobre a aurora, abstraímo-nos o que podemos.

Bebericamos Zambezi Lagers, a contemplarmos o breu sarapintado acima. Fagulhas ziguezagueavam até aterrarem e se extinguirem na lagoa.

Deixamo-nos afundar nas cadeiras verde-campanha, de realizador.

Na madrugada seguinte, esperava-nos um voo de avioneta para uns dias na capital Harare. Sabíamos bem a reviravolta que aquela nossa sequela no Zimbabué ia sofrer.

COMO IR

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