Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente


Filhos da Mãe-Arménia

Familia sobe a escadaria na base da estátua da Mãe Arménia.

Sobre o plano

O monumento a Alexander Tamanian, o planeador de Erevan e autor de vários dos seus edifícios e praças grandiosos.

Bici & Alex

Monumento a Alexander Spendiaryan, autor da ópera exibida na inauguração do Teatro de Ópera e Ballet da capital arménia.

Gerações

Idoso passa por um bar num jardim de Erevan.

Depois das guerras

Mulher chega do nada e estaciona um Mercedes SLK branco ao lado de material de guerra exposto aos pés da Mãe Arménia.

Panorâmica a 2

Casal admira o casario de Erevan e o monte Ararat ao fundo, já em território turco.

Panorâmica a 2 II

Casal namora junto ao limite do Parque da Vitória, com o sol a pôr-se a Oete e a colorir o distante Monte Ararat.

Erevan ao crepúsculo

Casario de Erevan e a forma do pico duplo do Monte Ararat, ao lusco-fusco.

Memória atroz

Edifício principal do memorial-museu dedicado ao genocídio arménio às mãos do Império Otomano.

Jesus Armeno

Vendedora exibe um quadro com a imagem de Jesus Cristo.

Entre tapetes

Vendedores cercados de tapetes no mercado de rua Vernissage de Erevan.

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Contemplamos o casario que preenche o vale abaixo da colina de Haghtanak, lugar do Parque da Vitória de Erevan. Uma névoa matinal densa triunfa sobre o sol e arredonda as arestas dos prédios amarelados. Torna difusa e mais longínqua a silhueta dos cumes irmãos do monte Ararat.

Um casal junto à vedação que encerra o varandim do parque partilha um abraço comprometido e, nesse abraço, a vista sobre o coração urbano da pátria. Por detrás, a 51 metros de altura, a figura bélica de bronze da Mãe Arménia vigia-nos a todos: a nós, ao casal e ao milhão de filhos que, àquela hora, se preparavam para disputar a capital.

Como todas as cidades e nações, Erevan seguiu vezes sem conta por caminhos de que se arrependeu. Enquanto capital no vasto universo da União das Repúblicas Soviéticas Socialistas, admitiu naquele mesmo lugar uma estátua monumental de Estaline que celebrava a supremacia da U.R.S.S. na 2ª Guerra Mundial.

Quando a Mãe Arménia destronou Estaline

Cinco anos volvidos, a brutalidade despótica de Estaline tornaram-no persona non grata. Em Erevan, pouco depois da morte do ditador, foi decidida que uma Mãe Arménia lhe tomaria o lugar. No processo, morreu um soldado. Vários trabalhadores ficaram feridos. Popularizou-se entre os habitantes o comentário de que “até na sua sepultura Estaline fazia vítimas”.

A estátua original chegou a ser considerada uma obra-prima do escultor Sergey Mercurov. Rafael Israyelian, o artista incumbido de desenhar o pedestal original – que é o actual – recorreu ao bom-senso: “consciente de que a glória dos dictadores é temporária, construí uma simples basílica arménia de três naves.”

A obra de Israyelian só podia agradar. A Arménia foi o primeiro estado a decretar o Cristianismo como religião oficial, no início do século IV. A esmagadora maioria da sua população integra a Igreja Apostólica Arménia. Esta crença milenar não obsta a que os fiéis se empenhem nos conflitos em que têm visto a nação envolvida.

A cada 9 de Maio, milhares de pessoas sobem à colina de Haghtanak para deixarem flores no túmulo do Soldado Desconhecido numa homenagem aos mártires arménios da 2ª Guerra Mundial.

Genocídio Arménio, 2ª Guerra Mundial e Nagorno-Karabak

Com o evento da Guerra de Nagorno-Karabak  – enclave que a Arménia disputou com o Azerbaijão de 1988 a 1994 – bem mais fresco nas suas memórias, uma secção do parque foi cedida para evocação desta guerra.

Do cimo do seu pouso sobranceiro, diariamente recarregada pelo sol glorioso do Cáucaso, a Mayr Hayastan, como é tratada no dialecto nacional, supervisiona a vida da capital. Parece também perscrutar o Monte Ararat, há muito reclamado pela Arménia mas situado do lado de lá da fronteira da outra arqui-inimiga da nação, a Turquia.

A Turquia – ou melhor o Império Otomano de então – é, aliás, carrasca de uma matança de mais de um milhão de arménios durante e após a 1ª Guerra Mundial, de 1914 a 1923, que a nação vitimada tudo faz para que fique conhecido como Genocídio Arménio.

Seja qual for o seu nome, o ressentimento e ódio gerado por tal chacina atravessou sucessivas gerações. Comprovamo-lo sempre que, por um ou outro motivo, mencionamos a Turquia e a guia Cristina Kyureghyan e o motorista Vladimir reagem com indisfarçável ferida e repulsa.

Em 1967, o Genocídio Arménio mereceu um memorial-museu solene erguido na colina de Tsitsenakaberd, dotado de uma estela com 44 metros que simboliza o renascimento da nação arménia e de uma outra chama eterna dedicada às vítimas.

Ao pés da sofrida Madre-Arménia, jazem, agora, relíquias militares. Um míssil antiaéreo, um caça sem rodas, dois tanques e alguns outros itens de grande dimensão. Por detrás, a pouca distância, surge o parque de diversões de Haghtanak onde uma roda gigante colorida gira todos os fins de dia, carregada de crianças e adolescentes.

O Legado Soviético e Bélico de Erevan

Apesar dos contrastes e das incongruências, Erevan prospera. A mulher que chega do nada e estaciona o seu exuberante Mercedes SLK branco mesmo ao lado dos tanques e do míssil, faz com que não nos restem dúvidas.

Como a frota de relíquias Lada que, sem complexos, disputa as estradas da capital com rivais mais modernos e luxuoso; as discotecas, clubes nocturnos e lojas sofisticadas que os proprietários dos bólides frequentam, em contraponto com as casas de chá e as boutiques retro que alimentam uma série de modas arménias fora de moda e inspiram a crescente corrente local hipster.

Outro lugar chave da dinâmica comercial da cidade e dos seus usos e costumes é o Mercado Vernissage, instalado ao longo das ruas Hanrapetutyun e Khanjyan. Lá encontramos de tudo um pouco entre o que é tradicional arménio, das bonecas aos tapetes tecidos à mão, mas também incontáveis sobras dos tempos soviéticos, incluindo vendedoras com visual orgulhoso de babushkas.

Desde 1988 que a Praça da República de Erevan foi palco de manifestações massivas (algumas com mais de 1 milhão de protestantes) que desafiaram a excessiva russificação e corrupção em que a nação se via, reclamaram democracia e uma libertação que, graças a Mikhail Gorbachov e às reformas da Glasnost e da Perestroika, não tardou.

A Arménia Bipolar Pós-U.R.S.S.

Na sequência da independência de 21 de Setembro de 1991, instáveis sobre uma transição amadora para economia de mercado, as finanças da Arménia colapsaram. Ao ponto de, até mais de meio da década de 90, o abastecimento de gás e de electricidade ter sido insuficiente e inconstante.

A especulação imobiliária tomou conta de Erevan. Malgrado a contestação de boa parte da população, novos e modernos empreendimentos levaram à destruição de inúmeros edifícios mais antigos da capital, alguns do tempo do Império Russo.

Enquanto percorremos as suas ruas, as velhas relíquias habitacionais são raras. Damos com as excepções na Avenida Mashtots – comparável à Avenida lisboeta da Liberdade e nas ruas Abovyan e Aram. Nestas vias, algumas fachadas ostentam trabalhos minuciosos e seculares de alvenaria que ilustram o passado arménio de forma solitária mas condigna.

Para compensar, abundam em Erevan os espaços verdes. Enquanto o clima o permite, fora do Inverno inclemente do Cáucaso, as suas gentes entregam-se aos parques e esplanadas. Os moradores alimentam a época dos khoravats (churrascos) acompanhados de oghee (vodka de fruta), vinhos ou cerveja.

Quando exploramos a capital, o Outono está prestes a encerrar-se. Ainda assim, somos contemplados por dias solarengos, sem vento. Quase só sentimos frio após o ocaso. A visita sabe-nos, assim, a um inesperado estio invernal.

Cristina Kyureghyan e Vladimir levam-nos a tabernas e restaurantes tradicionais. Lá nos empanturram com especialidades gastronómicas irresistíveis após o que nos apresentam novos recantos emblemáticos da capital.

Uma Eleganta Cascata de História

Noutra dessas ocasiões, abordamos a Cascade de Erevan, uma enorme escadaria de calcário na base do Parque da Vitória. À entrada, o monumento a Alexander Tamanian – o planeador da capital, autor de vários dos seus edifícios e praças grandiosos – exibe o arquitecto neoclássico a examinar um plano.

Sucedem-se várias esculturas de bronze inchadas pelo capricho artístico do colombiano Fernando Botero: “Mujer fumando un cigarrillo”, “Gatto” e “Il Guerrero”. Casais de namorados, mães e avós com crianças passam a tarde no seio destas personagens excêntricas.

Logo ao lado, a visão de um Citroën 2 Cavalos preto e grená na base de prédios rosados elegantes e de árvores com folhas outonais impinge-nos uma impressão parisiense.

Num ápice, a passagem de dois militares em camuflados com óbvio estilo Bloco de Leste, traz-nos de volta à realidade pós-Soviética da própria Cascade. Erguida, aos bochechos, de 1971 até 2009, a partir de 2000, foi entregue ao magnata e colecionador norte-americano/arménio Gerard Cafesjian. Este, renovou-a, guarneceu-a de arte, de eventos e de público.

Damos entrada no complexo. Deparamo-nos com uma longa escada rolante interrompida em cada piso para que o visitante possa contemplar as obras de arte. Parte delas surge no interior. Outra parte, nos pátios exteriores amplos, quanto mais elevados, com melhores panorâmicas de Erevan e do Monte Ararat. Mas nunca tão desafogadas como as do monumento dos 50 anos da Arménia Soviética acima, ou pela sobranceira Mãe Arménia.

Entre o Ocidente e o Leste

Decorreram 96 anos desde que os bolcheviques anexaram a Arménia à U.R.S.S., tal como fizeram à vizinha Geórgia e ao inimigo Azerbaijão.

Hoje, oficialmente dona do seu destino, a Arménia está longe de se livrar do jugo do Kremlin. A inimizade histórica com o Azerbaijão e a Turquia obriga-a a contar com o poderio bélico russo e a admitir que a Rússia mantenha uma base militar junto à fronteira com a Turquia.

Mas a submissão ao Grande Urso vai mais longe. À imagem das restantes ex-repúblicas soviéticas, a Arménia está à mercê do petróleo e gás natural siberiano e da especulação comercial imposta por Moscovo. Está também dependente da gestão e manutenção russa da central nuclear de Metsamor, a apenas 36 km de Erevan. Trata-se de uma central antiquada e situada numa zona sísmica e altamente vulnerável.

E padece da manipulação russa dos oligarcas e políticos corruptos do país, vários à frente de empresas privadas ou estatais. Em conjunto, estes testas-de-ferro têm desviado muitos milhões de drams (moeda nacional) do povo arménio para contas bancárias russas, mas não só.

Erevan: uma capital numa Espécie de Lusco-Fusco Político

A tarde cede à tardinha. À medida que a luz diurna se esvanece, a iluminação artificial doura o tufo rosado dos cinco edifícios principais da Praça da República de Erevan, outra das obras sumptuosas de Alexander Tamanian que não tardamos a explorar.

O lusco-fusco gera um dourado resplandecente. Colunas de pedestres cruzam aquele que é considerado o espaço cívico supremo de Erevan, o seu mais majestoso conjunto arquitectónico. Autocarros militares instalam-se no parque de estacionamento da praça. Num ápice, dezenas de agentes desembarcam e renovam a sua intimidação.

Nos últimos meses, o povo arménio parece ter perdido uma vez mais a paciência. Voltou às manifestações, com determinação redobrada.

Parte de uma reacção apelidada de Revolução de Veludo, vários grupos civis e políticos liderados por Nikol Pashinyan do partido Contrato Civil organizaram protestos anti-governamentais contra a intenção do agora ex-primeiro-ministro Serzh Sargsyan de se prolongar num terceiro termo. Em certos momentos, estes protestos chegaram a contar com mais de 100.000 participantes.

Sargsyan demitiu-se. A 28 de Abril de 2018, todos os partidos da oposição anunciaram que apoiariam a candidatura de Pashinyan que, numa primeira instância, o Partido Republicano conseguiu derrotar. A Rússia tem vindo a monitorizar e a tentar manobrar os acontecimentos.

Ainda assim, dia 8 Maio, Pashinyan foi eleito o novo Primeiro-Ministro da Arménia. Com este resultado, a Arménia deu um passo gigante para longe do seu passado soviético e russófilo. Na direcção do Ocidente democrático.

 

Mais informação sobre a Arménia e Eravan no site do Turismo da Arménia

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Correria equina
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No Cimo Raiano-Serrano de Portugal

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Parques Naturais
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O Litoral Maori em que os Europeus Deram à Costa

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Passerelle secular
Património Mundial Unesco

Galle, Sri Lanka

Nem Além, Nem Aquém da Lendária Taprobana

Camões eternizou o Ceilão como um marco indelével das Descobertas onde Galle foi das primeiras fortalezas que os portugueses controlaram e cederam. Passaram-se cinco séculos e o Ceilão deu lugar ao Sri Lanka. Galle resiste e continua a seduzir exploradores dos quatro cantos da Terra.

Curiosidade ursa
Personagens

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Conversa ao pôr-do-sol
Praia

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A Praia Asiática de Todos os Sonhos

Foi revelada por mochileiros ocidentais e pela equipa de filmagem de “Assim Nascem os Heróis”. Seguiram-se centenas de resorts e milhares de veraneantes orientais mais alvos que o areal de giz.

Religião
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Quando o Budismo se Cansa da Meditação

Nem só com silêncio e retiro espiritual se procura o Nirvana. No Mosteiro de Sera, os jovens monges aperfeiçoam o seu saber budista com acesos confrontos dialécticos e bateres de palmas crepitantes.
A Toy Train story
Sobre carris
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Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
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Sociedade

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A Rússia Vai Contra a Maré mas, Siga a Marinha.

A Rússia dedica o último Domingo de Julho às suas forças navais. Nesse dia, uma multidão visita grandes embarcações ancoradas no rio Neva enquanto marinheiros afogados em álcool se apoderam da cidade.

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O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
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No mapa mundo, para sul do famoso pantanal brasileiro, surge uma região alagada pouco conhecida mas quase tão vasta e rica em biodiversidade. A expressão guarani Y berá define-a como “águas brilhantes”. O adjectivo ajusta-se a mais que à sua forte luminância.
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As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.