Arménia

O Berço do Cristianismo Oficial


No sopé do grande Aratat
O mosteiro de Khor Virap, erguido no local em que São Gregório foi aprisionado. O grande monte Ararat em fundo.
Promessas e crenças
Crentes acendem velas à entrada do mosteiro de Geghard.
Missa à moda arménia
Um religioso destaca-se dos fiéis que participam numa missa na catedral de Echmiadzin.
Silhuetas de Ierevan
Transeuntes em frente à catedral de São Gregório o Iluminador, uma das maiores igrejas da capital arménia Ierevan.
Mais fé
Crentes arménias rezam durante uma missa levada a cabo na Catedral de Echmiadzin.
Um mosteiro escavado na rocha
O mosteiro de Geghard, erguido no sopé de uma encosta, no local em que se diz que Judas Tadeu terá trazido a lança do centurião Longinus que feriu Cristo durante a crucificaçao.
Benção Divina
O Catholicos - lider da igreja arménia - benze crentes à saída da catedral de Echmiadzin.
Num templo de pedra
Uma fiel percorre as câmaras de rocha esculpida que compõem grande parte do mosteiro de Geghard.
Pura fé
Fiéis durante uma missa na catedral de Echmiadzin, uma das mais antigas do mundo.

Apenas 268 anos após a morte de Jesus, uma nação ter-se-á tornado a primeira a acolher a fé cristã por decreto real. Essa nação preserva, ainda hoje, a sua própria Igreja Apostólica e alguns dos templos cristãos mais antigos do Mundo. Em viagem pelo Cáucaso, visitamo-los nos passos de Gregório o Iluminador, o patriarca que inspira a vida espiritual da Arménia.

Amanheceu faz pouco, o céu mantém-se azul e o sol brilha radioso como em todos os dias desde que cruzámos a fronteira para sul da Geórgia. Uma grande poça gelada resiste à entrada, na sombra criada pela montanha acima. Cruzamos o pórtico em arco e avançamos pelo átrio de pedra, desconfiados de uma qualquer traição do velho piso avermelhado. Saídos da penumbra, descortinamos a imponência e elegância do mosteiro, escavado na encosta amarelada pelo já longo Outono do Cáucaso.

As suaves carícias do grande astro e a visão imediata de vários khachkars encrustados na rocha impelem-nos a permanecer no exterior a apreciar aqueles incríveis memoriais, tão característicos da arte medieval cristã da Arménia, como o são os seus abundantes mosteiros seculares.

Por fim, lá entramos no Geghard, um dos mais venerados pela sua antiguidade e significado histórico. Apesar da hora quase madrugadora, quando empurramos a porta, soltamos luz sobre a sacristia lúgubre e percebemos que já alguns fiéis acendem pequenas velas entre a família de colunas e, com as faces ruborizadas pelas chamas das promessas, sussurram as suas preces numa íntima comunhão consigo e com Deus.

Prosseguimos para o interior da Avazan, uma câmara toda ela talhada a partir de uma antiga caverna com uma nascente já usada como local de culto pagão antes da propagação do Cristianismo. E subimos ao Jhamatum, uma outra secção superior que contém as sepulturas de antigos príncipes arménios. Um buraco num recanto permite-nos espreitar a Avazan abaixo. Descobrimo-lo e ocupamo-lo por algum tempo, até que percebemos que um outro visitante nos espreitava da entrada. Haveríamos de com ele nos voltarmos a cruzar e de nele encontrar uma surpreendente familiaridade. Chamava-se Fernando, era português e andava de viagem pelo mundo fazia já um bom tempo. Voltámos a encontra-lo no nosso regresso a Tbilissi.

Continuámos a explorar Geghard, na sequência, a capela elevada de São Gregório o Iluminador, o fundador do mosteiro e principal mentor da precocidade da fé cristã dos arménios. Geghard significa lança. O mosteiro recebeu este nome após o apóstolo Judas Tadeu ter alegadamente trazido para o lugar em que foi erguido, a lança com que o centurião romano Longinus feriu Jesus durante a crucificação. Na origem, foi fundado no lugar de uma fonte sagrada por São Gregório o Iluminador, hoje, santo patrono da Arménia e mentor da Igreja Apostólica Arménia.

Gregório (Gregor Lousavorich) nasceu em 257 d.C., crê-se que filho de Anak o Parto, um príncipe arménio que se viu condenado à morte pelo assassínio do rei Khosrov II. O próprio Gregório escapou por pouco à execução graças ao auxílio dos seus tutores. Foi por eles levado para a Capadócia (actual coração da Turquia) para que pudesse ser educado como um cristão devoto, a salvo dos perseguidores. Gregório encarou os ensinamentos com seriedade. Casou com Miriam também ela uma cristã devota e filha de um príncipe arménio cristão da Capadócia. Tiveram vários filhos mas, a determinada altura, Gregório optou por seguir uma vida monástica. Voltou à Arménia com a esperança de redimir o crime do pai pela evangelização cristã da Arménia.

Nessa altura, reinava Tiridates III (Trdat ou Drtat, em arménio) o filho do rei Khosrov II. Receoso por Gregório ser filho do assassino do seu pai, Tiridates III ordenou a sua prisão por doze anos num fosso situado numa planície próxima ao sopé do monte Ararat.

Passado algum tempo, Tiridates apaixonou-se por Rhipsime uma freira cristã que se havia refugiado da perseguição aos Cristãos desencadeada pelo imperador romano Diocleciano, na Arménia. Quando Rhipsime recusou, executou-a e a todas as restantes mulheres refugiadas. Após este evento – e diz-se que também devido à traição do imperador romano Diocleciano que invadiu parte das províncias do oeste da Grande Arménia – enlouqueceu e adaptou o comportamento de um javali. A irmã de Tiridates teve uma visão recorrente de que só o prisioneiro Gregório poderia curar o rei. Quase moribundo, Gregório viu-se resgatado do fosso, livre e com a árdua missão de restaurar a sanidade de Tiridates. Viria a cumpri-la. Tiridates não tardou a arrepender-se das atrocidades que cometera. Tanto ele, como a sua corte e o exército se converteram ao Cristianismo. O fosso em que Gregório esteve preso acolheu, mais tarde, em sua honra, o mosteiro de Khor Virap.

Entusiasmados por continuarmos na senda da vida do Iluminador, visitamo-la num dos dias seguintes, com nova incursão a partir de Ierevan.

Viajamos para sul, em direcção ao rio Arax que tornava húmida a atmosfera frígida. O Arax estabelece a fronteira com a Turquia, repleta de arame-farpado e minas e uma das mais conturbadas à face da Terra devido aos acontecimentos de 1915-23 que os Arménios qualificam de genocídio Arménio com cerca de 1.5 milhões de vítimas às mãos dos otomanos, enquanto os turcos argumentam que o número é muito inferior e se deveu às meras agruras da Primeira Guerra mundial e tempos que se seguiram.

Nos derradeiros quilómetros do percurso, voltamos a aproximar-nos a olhos vistos do monte Ararat que, a determinada altura, se eleva no prolongamento de vinhas ressequidas pelo frio. Khor Virap, encontramo-lo sobre uma elevação rochosa apenas na aparência, na base do grande Ararat onde, apesar da polémica em volta do assunto, grande parte dos Arménios acredita ter-se imobilizado a Arca de Noé após o Dilúvio e que devia fazer, ainda hoje, parte do território da sua nação. Cristina Kyureghian, a guia que nos acompanha, descreve, aliás, uma das curiosas embirrações diplomáticas entre arménios e turcos: “sabem que os turcos tiveram o desplante de exigir que retirássemos o monte Ararat da nossa bandeira. Dizem que não nos pertence. Os nossos representantes responderam que, nesse caso, eles nunca deviam ter incluído a lua na deles.”

Vencemos a derradeira rampa para o mosteiro. Acabamos por entrar ao mesmo tempo que um padre ortodoxo arménio recebido pelos trabalhadores e outros religiosos com a devida pompa.

Explora o interior do complexo um grupo de russos e alguns outros visitantes de distintas paragens. É com os russos que partilhamos a capela de Gevorg, antes de descermos ao fosso lúgubre de 6m de profundidade e 4.4m de diâmetro em que Gregório sobreviveu durante treze anos apenas porque uma mulher clemente daquela zona lhe atirava algum alimento todos os dias. No regresso à superfície, examinamos o resto do complexo e subimos a uma pequena elevação próxima do mosteiro. Dali destacados, admiramos o monte Ararat e o cemitério ortodoxo vasto que se estende por uma encosta oposta abaixo até à longa estrada recta que conduz ao mosteiro. De quando em quando, percebemos e acompanhamos com os olhos velhos Ladas que a percorrem, vagarosos, na nossa direcção. Não tarda, tomamos a mesma estrada e deixamos Khor Virap para trás.

Tiridates III, esse, enveredou por um caminho de fé sem retorno para a Arménia. Aceitou que Gregório o baptizasse, aos membros da corte e a muitos membros da classe alta. Reconhecido, em 301 d.C., o rei concedeu ainda a Gregório o direito de converter todos os súbditos. Ao mesmo tempo, é há muito aceite pelos historiadores que tornou a Arménia a primeira nação a ter o Cristianismo como religião oficial de estado, se bem que este facto se tem revestido de controvérsia, nomeadamente pela possibilidade de o monarca do reino de Odessa o ter feito em 218 d.C.

É já em Echmiadzin que compreendemos melhor o respeito inquestionável que os arménios conservam por essa decisão deste antigo rei e pela devoção do seu santo padroeiro de há muito, o primeiro líder da Igreja Apostólica Arménia.

É Domingo. O dia amanhece uma vez mais radioso. Ierevan repousa do seu habitual reboliço laboral. Viajamos, assim, bem mais rápido do que esperávamos até a grande catedral, a tempo da missa que estava prestes a ter lugar. Mais e mais fiéis afluem para a porta principal da catedral, erguida por ordem de Gregório entre 301 e 303 no lugar de um templo pagão. Hoje, considerada a mais antiga do mundo.

São homens e mulheres de todas as idades e, por irónico que possa parecer, até militares adolescentes nas fardas camufladas e bélicas que, mesmo em tempos mais recentes, a Arménia se viu forçada a usar. Já no interior grandioso e opressivo do santuário, acendem velas vermelhas e entregam-se a sucessivas preces. As pequenas chamas da fé aquecem-lhes as faces e os laivos de luz diagonal filtrados pelos vitrais no alto da igreja. Acrescentam algum misticismo à atmosfera já de si arcana. Apostólica arménia, a missa pouco tem que ver com aquelas a que estávamos habituados. Desenrola-se em distintas secções da catedral. O coro produz melodias poderosas a partir de uma ala. Os principais sacerdotes, cobertos por mantos vermelhos ou dourados resplandecentes, vocalizam ou ecoam a missa com ritos e rituais vagarosos e repetidos que envolvem ceptros, crucifixos, livros religiosos, outros artefactos sagrados. Não têm lugar as esperadas sequências de bancos. A maior parte dos crentes mantém-se de pé e move-se de um lado para o outro do espaço cruciforme num convívio que se prova tão religioso como social e informal.

Esta harmonia é suavemente quebrada quando o Catholicos actual da Arménia marca presença na catedral no seu habitual traje encapuçado negro coberto de um manto púrpura e circula entre os crentes que buscam a bênção da sua bênção.

Reconhecemos-lhe o cargo supremo e concentramos nele toda atenção. Acompanhamos a comoção gerada até à porta da catedral onde dezenas de outros fiéis já aguardam o líder da sua igreja com indisfarçada ansiedade.

O Catholicos, saúda-os e benze-os. Sem que o esperássemos, aquela personagem volumosa de face rosada e barba muito branca estranha o aparato fotográfico que, em vez de um simples crucifixo, temos pendurado ao pescoço. Ainda assim, acaba por nos benzer mesmo antes de se sumir, à frente de um séquito de sacerdotes, nos aposentos retirados de Echmiadzin.

 

 

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