Upolu, Samoa  

No Coração Partido da Polinésia


Praia Vaiala
Oceano realmente Pacífico banha a costa norte de Upolu.
Travessia de Fé Tropical
Recanto religioso-tropical de Upolu, a ilha mãe de Samoa Ocidental
Exercício Vespertino
Jogo de vólei num relvado comunitário do norte de Upolu.
Samoa luxuriante
Costa norte de Upolu vista do cimo de uma encosta verdejante, coroada por enormes fetos.
Descanso merecido
Motorista repousa em frente a um dos autocarros que servem Apia, a capital de Samoa Ocidental
Um autocarro divino
Passageiros de autocarro de Apia, a capital de Samoa Ocidental
Caminhada vegetal
Anthony McCarthy caminha por uma floresta de manguezais na costa norte de Upolu.
Abrigo para 2
Irmãos alunos protegem a pela mais branca que o normal para os samoanos do sol tropical que coze a capital Apia
Caravana de fé
Crentes cristãos percorrem uma rua de Upolu, após a missa numa das igrejas de Upolu
Prado com vida
Enormes taros no primeiro plano de um prado verdejante de Upolu.
Fé nos trópicos
Recanto religioso-tropical de Upolu, a ilha mãe de Samoa Ocidental
Escala nocturna
Cruzeiro ancorado no porto de Apia, o coração urbano de Samoa Ocidental
O imaginário do Pacífico do Sul paradisíaco é inquestionável em Samoa mas a sua formosura tropical não paga as contas nem da nação nem dos habitantes. Quem visita este arquipélago encontra um povo dividido entre sujeitar-se à tradição e ao marasmo financeiro ou desenraizar-se em países com horizontes mais vastos.

Quando nos reconhece à saída das chegadas, Anthony solta um talofa (olá) efusivo que é seguido por algumas palavras diplomáticas e uma viagem a passo de caracol para o centro: “O nosso limite é de 40km/h. A polícia de Samoa não perdoa! E gostam especialmente aqui da saída do aeroporto.”

Demoramos uma eternidade a chegar mas, depois de saltitarmos durante uns meses por várias ilhas do Pacífico, estamos mentalizados para a noção arrastada de tempo destas paragens e já não desesperamos, como de início.

Apia: a via para o arquipélago samoano

Em termos visuais, a capital dificilmente será louvada pelos visitantes mais exigentes. Organizada em redor de uma baía ampla parcialmente protegida por recifes de coral – que é também o seu porto – Apia contrasta com a restante ilha-chefe Upolu onde o trânsito, o ruído e a relativa confusão urbana não chegam.

Upolu, Samoa Ocidental

Cruzeiro ancorado no porto de Apia, o coração urbano de Samoa

Quase um quarto da população de Samoa (44.000 habitantes) partilha a longa avenida marginal, e as ruas que dela se estendem para o interior da cidade.

Já instalados, saímos do hotel em modo de descoberta. Percorremo-las atentos às peculiaridades incontornáveis das ilhas do Pacífico.

Passamos pelo terminal rodoviário. Vêmo-lo repleto de velhos autocarros garridos que divulgam os nomes das mini-empresas que os conduzem. Ou mensagens de incentivo, fé e esperança como “Life Goes On” e “Glory to God”. São acima de tudo estudantes, os passageiros daquelas relíquias automóveis.

Passageiros em autocarro de Apia, Samoa Ocidental

Passageiros de autocarro de Apia, a capital de Samoa

Protegem-se do sol abrasador à sombra das estruturas das paragens e entregam-se a conversas animadas que só a compra de shaved-ice e uma ou outra tropelia interrompem.

O dia-a-dia da cidade decorre entre uma combinação atípica de edifícios polinésios, coloniais e de aberrações arquitectónicas da modernidade com destaque para o prédio “soviético-samoano” de sete andares em que se instalou o governo ensombrando a fale que alberga as autoridades do turismo.

As  torres gémeas da catedral católica atraem-nos ao lado oposto da rua. Durante décadas a fio, a igreja enfeitou a marginal de branco e azul e, as estátuas da Nossa Senhora e de diversos santos abençoaram Apia.

Viagem Circum-Rodoviária de Upolu

Nos dias seguintes à chegada, Anthony mostra-nos as vertentes selvagem e bucólica de Upolu, uma ilha marcadamente vulcânica que o clima tropical chuvoso se encarrega de manter luxuriante.

Fetos e vereda luxuriante, Upolu, Samoa Ocidental

Costa norte de Upolu vista do cimo de uma encosta verdejante, coroada por enormes fetos.

Aproximamo-nos do litoral da costa oposta à da capital. Atravessamos diversas povoações marcadamente polinésias, organizadas em redor das suas fales comunais em que os homens levam a cabo a cerimónia da ava (noutros países do Pacífico do Sul, kava), uma bebida feita a partir de uma raiz inebriante.

Comités de mulheres locais reúnem-se para decidir a melhor gestão para as suas aldeias ou produzir os ie toga, enormes tapetes feitos com base em folhas secas e siapos, tecidos feitos de casca de árvore com motivos da fauna e flora da ilha.

Ainda o Legado do Tsunami de 2009

Já junto ao mar, surpreende-nos a destruição generalizada que assolou algumas outras povoações. Meio reticente, Anthony explica-nos a tragédia que a provocou. “todas estas aldeias daqui ainda não recuperaram do tsunami de 2009. Morreram 190 pessoas. A maior parte dos sobreviventes mudou-se para o interior. Ou para outros países. Continuam tão traumatizados que se recusam a aqui regressar.”

Apesar da protecção de uma barreira de recife que torna a água ainda mais turquesa, a praia e povoação de Lalomanu também foram devastadas. Mesmo assim, mais recentemente, um nativo preferiu arriscar e não desperdiçar o seu potencial turístico. Construiu fales e pequenos bungalows que hospedam os estrangeiros rendidos à beleza e exotismo do lugar.

Continuamos a desbravar a costa sul. Fazêmo-lo com paragens estratégicas para reabastecer de alimentos e bebidas nas pequenas mercearias remediadas de beira da estrada. Depressa constatamos que fazem quase sempre parte de domicílios. Por norma, precisamos de gritar para que os donos, ou os filhos apareçam ou se dignem a acordar da sesta.

Mãe e filha em loja, Upolu, Samoa Ocidental

Mãe e filha numa loja de beira de estrada da costa norte de Upolu

Edwin e a Condenação da Emigração

Numa dessas ocasiões, despertamos Edwin, um nativo quarentão de olhos claros, barrigudo e ensonado que, com o pretexto de explicar as suas muitas tatuagens tradicionais, mais que atender os clientes, nos resume a história da sua vida, passada a tentar ganhar o dinheiro que Upolu nunca lhe pôde conceder.

“Já trabalhei embarcado e em terra. Mudei de países 5 ou 6 vezes. Não posso dizer que não vou voltar a sair mas estava realmente farto. Por agora preciso de um tempo por casa”.

São poucas as oportunidades de prosperar em Samoa. À imagem de tantas outras ilhas polinésias, o arquipélago não possui matérias-primas de valor. As famílias que permanecem são as que herdaram propriedades e conseguem subsistir e obter lucro da terra. As que têm membros a trabalhar para o governo.

Taros em prado, Upolu, Samoa Ocidental, Polinésia

Enormes taros no primeiro plano de um prado verdejante de Upolu.

Ou num ou outro negócio do ramo turístico, que começou finalmente desenvolver-se e já representa 25% do PIB do país mas está longe de resolver a vida de todos os samoanos.

Nos piores casos de pobreza, os homens, em especial, vêem-se obrigados a emigrar para a vizinha Nova Zelândia, para a Austrália ou para o Havai ou a Califórnia, os seus destinos predilectos.

Muitas das famílias que deixam para trás juntam-se-lhes mais tarde, numa fase em que já começaram a assimilar as culturas predominantes kiwi, aussie e norte-americana. Nos casos mais exemplares, os samoanos imigrados contribuem para o sucesso destas nações.

O Sangue Samoano da Nova Zelândia

Enquanto permanecemos em Upolu, percebemos o quanto os orgulha que saibamos que Tana Umaga – um dos melhores jogadores e capitães da selecção de rugby All Black – tenha sangue samoano.

Mas a conversa mudaria rapidamente de figura se mencionássemos  os gangs de Auckland a que os jovens recém-chegados do arquipélago ou filhos desenquadrados de emigrantes acabam por fazer parte.

Em que aderem a uma cultura de conflito e violência exacerbada pela rivalidade com os clãs anglófonos e com os indígenas maori que, apesar de em casa, sofrem a sua própria discriminação.

Ilhéus de lava, Upolu, Samoa Ocidental, Polinésia

Retalhos de lava legados ao mar, na costa norte vulcânica de Upolu.

Tatuagens e as Terras vulcânicas: resiste a Samoa Tradicional

Tatoo é uma palavra de origem polinésia que teve primeira referência escrita no samoano tatau e foi introduzida na Europa pelo explorador James Cook e sua tripulação. Mas, em Samoa, os padrões milenares das tatuagens começam a perder significado cultural na nação. De uma forma simplificada, servem para promover a nova identidade urbana e marginal dos samoanos e dos maori.

Enquanto isso, a lei da posse da terra pouco mudou em Samoa. A rigidez de costumes afecta o investimento estrangeiro e priva o arquipélago dos proveitos financeiros de que usufruem paragens do Pacífico concorrentes, casos de Fiji e da Polinésia Francesa.

Em Samoa, a venda de propriedades familiares é proibida. As terras podem permanecer nas mesmas famílias séculos a fio. Tal como constatámos, quando coincidem com pontos de interesse turístico – sejam praias, quedas de água, lagoas etc – as famílias mantêm membros de guarda prontos a cobrar pela entrada dos visitantes. Assim aliviam as suas carências financeiras.

Cabanas na Praia-Vaiala, Upolu, Samoa Ocidental

Cabanas ocupadas por turistas, na Praia Vaiala, norte de Upolu

Numa dessas incursões em terras privadas vulcânicas, os anciões que protegem a entrada para o trilho obrigam Anthony a sentar-se à sua frente e descompõem-no porque não nos tínhamos também sentado e feito as saudações requeridas pelo protocolo da ilha.

O anfitrião só se safa de consequências piores porque os elucida que somos de fora e não estamos a par dos hábitos samoanos.

Em seguida, tenta justificar-nos a demora. “Como tantas outras, as famílias deles estão para fora. A única coisa a que se podem agarrar são o convívio, os costumes e o dinheiro que tiram destas entradas. Pode parecer-vos forçado mas eu não os recrimino. É toda a história de um povo que aqui está em questão.”

Com mais esta peripécia, confirmamos que, em Samoa, a tradição se debate com o velho costume de escapar à tradição.

Bay of Islands, Nova Zelândia

O Âmago Civilizacional da Nova Zelândia

Waitangi é o lugar chave da Independência e da já longa coexistência dos nativos maori com os colonos britânicos. Na Bay of Islands em redor, celebra-se a beleza idílico-marinha dos antípodas neozelandeses mas também a complexa e fascinante nação kiwi.

Ilha do Norte, Nova Zelândia

A Caminho da Maoridade

A Nova Zelândia é um dos países em que descendentes de colonos e nativos mais se respeitam. Ao explorarmos a sua lha do Norte, inteirámo-nos do amadurecimento interétnico desta nação tão da Commonwealth como maori e polinésia. 

Navala, Fiji

O Urbanismo Tribal de Fiji

Fiji adaptou-se à invasão dos viajantes com hotéis e resorts ocidentalizados. Mas, nas terras altas de Viti Levu, Navala conserva as suas palhotas criteriosamente alinhadas.
Viti Levu, Fiji

Canibalismo e Cabelo, Velhos Passatempos de Viti Levu, ilhas Fiji

Durante 2500 anos, a antropofagia fez parte do quotidiano de Fiji. Nos séculos mais recentes, a prática foi adornada por um fascinante culto capilar. Por sorte, só subsistem vestígios da última moda.
Viti Levu, Fiji

A Partilha Improvável da ilha Viti Levu

Em pleno Pacífico Sul, uma comunidade numerosa de descendentes de indianos recrutados pelos ex-colonos britânicos e a população indígena melanésia repartem há muito a ilha chefe de Fiji.

Viti Levu, Fiji

Ilhas à Beira de Ilhas Plantadas

Uma parte substancial de Fiji preserva as expansões agrícolas da era colonial britânica. No norte e ao largo da grande ilha de Viti Levu, também nos deparámos com plantações que há muito só o são de nome.

Tongatapu, Tonga

A Última Monarquia da Polinésia

Da Nova Zelândia à Ilha da Páscoa e ao Havai nenhuma outra monarquia resistiu à chegada dos descobridores europeus e da modernidade. Para Tonga, durante várias décadas, o desafio foi resistir à monarquia.
Upolu, Samoa

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado. Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração.
Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.
Samoa  

Em Busca do Tempo Perdido

Durante 121 anos, foi a última nação na Terra a mudar de dia. Mas, Samoa percebeu que as suas finanças ficavam para trás e, no fim de 2012, decidiu voltar para oeste da LID - Linha Internacional de Data.
Apia, Samoa Ocidental

Fia Fia: Folclore Polinésio de Alta Rotação

Da Nova Zelândia à Ilha da Páscoa e daqui ao Havai, contam-se muitas variações de danças polinésias. As noites samoanas de Fia Fia, em particular, são animadas por um dos estilos mais acelerados.
Elafonisi, Creta, Grécia
Praia
Chania a Elafonisi, Creta, Grécia

Ida à Praia à Moda de Creta

À descoberta do ocidente cretense, deixamos Chania, percorremos a garganta de Topolia e desfiladeiros menos marcados. Alguns quilómetros depois, chegamos a um recanto mediterrânico de aguarela e de sonho, o da ilha de Elafonisi e sua lagoa.
Caminhada Solitária, Deserto do Namibe, Sossusvlei, Namibia, acácia na base de duna
Parque Nacional
Sossusvlei, Namíbia

O Namibe Sem Saída de Sossusvlei

Quando flui, o rio efémero Tsauchab serpenteia 150km, desde as montanhas de Naukluft. Chegado a Sossusvlei, perde-se num mar de montanhas de areia que disputam o céu. Os nativos e os colonos chamaram-lhe pântano sem retorno. Quem descobre estas paragens inverosímeis da Namíbia, pensa sempre em voltar.
Visitantes em caminhada, Fortaleza de Massada, Israel
Parques nacionais
Massada, Israel

Massada: a Derradeira Fortaleza Judaica

Em 73 d.C, após meses de cerco, uma legião romana constatou que os resistentes no topo de Massada se tinham suicidado. De novo judaica, esta fortaleza é agora o símbolo supremo da determinação sionista
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Pela sombra
Arquitectura & Design
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.
Salto Angel, Rio que cai do ceu, Angel Falls, PN Canaima, Venezuela
Aventura
PN Canaima, Venezuela

Kerepakupai, Salto Angel: O Rio Que Cai do Céu

Em 1937, Jimmy Angel aterrou uma avioneta sobre uma meseta perdida na selva venezuelana. O aventureiro americano não encontrou ouro mas conquistou o baptismo da queda d'água mais longa à face da Terra
Cerimónias e Festividades
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Escadaria Palácio Itamaraty, Brasilia, Utopia, Brasil
Cidades
Brasília, Brasil

Brasília: da Utopia à Capital e Arena Política do Brasil

Desde os tempos do Marquês de Pombal que se falava da transferência da capital para o interior. Hoje, a cidade quimera continua a parecer surreal mas dita as regras do desenvolvimento brasileiro.
Cacau, Chocolate, Sao Tome Principe, roça Água Izé
Comida
São Tomé e Príncipe

Roças de Cacau, Corallo e a Fábrica de Chocolate

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.
Cabine lotada
Cultura
Saariselka, Finlândia

O Delicioso Calor do Árctico

Diz-se que os finlandeses criaram os SMS para não terem que falar. O imaginário dos nórdicos frios perde-se na névoa das suas amadas saunas, verdadeiras sessões de terapia física e social.
Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

As Cores da Ilha Elefante
Em Viagem

Assuão, Egipto

Onde O Nilo Acolhe a África Negra

1200km para montante do seu delta, o Nilo deixa de ser navegável. A última das grandes cidades egípcias marca a fusão entre o território árabe e o núbio. Desde que nasce no lago Vitória, o rio dá vida a inúmeros povos africanos de tez escura.

De partida
Étnico

Wala, Vanuatu

Cruzeiro à Vista, a Feira Assenta Arraiais

Em grande parte de Vanuatu, os dias de “bons selvagens” da população ficaram para trás. Em tempos incompreendido e negligenciado, o dinheiro ganhou valor. E quando os grandes navios com turistas chegam ao largo de Malekuka, os nativos concentram-se em Wala e em facturar.

arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Um cenário imponente
História

Cilaos, Reunião

Refúgio sob o tecto do Índico

Cilaos surge numa das velhas caldeiras verdejantes da ilha de Reunião. Foi inicialmente habitada por escravos foragidos que acreditavam ficar a salvo naquele fim do mundo. Uma vez tornada acessível, nem a localização remota da cratera impediu o abrigo de uma vila hoje peculiar e adulada.

Praia Islandesa
Ilhas

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

lago ala juumajarvi, parque nacional oulanka, finlandia
Inverno Branco
Kuusamo ao PN Oulanka, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.
De visita
Literatura

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Era Susi rebocado por cão, Oulanka, Finlandia
Natureza
PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Os vulcões Semeru (ao longe) e Bromo em Java, Indonésia
Parques Naturais
PN Bromo Tengger Semeru, Indonésia

O Mar Vulcânico de Java

A gigantesca caldeira de Tengger eleva-se a 2000m no âmago de uma vastidão arenosa do leste de Java. Dela se projectam o monte supremo desta ilha indonésia, o Semeru, e vários outros vulcões. Da fertilidade e clemência deste cenário tão sublime quanto dantesco prospera uma das poucas comunidades hindus que resistiram ao predomínio muçulmano em redor.
As forças ocupantes
Património Mundial UNESCO

Lhasa, Tibete

A Sino-Demolição do Tecto do Mundo

Qualquer debate sobre soberania é acessório e uma perda de tempo. Quem quiser deslumbrar-se com a pureza, a afabilidade e o exotismo da cultura tibetana deve visitar o território o quanto antes. A ganância civilizacional Han que move a China não tardará a soterrar o milenar Tibete. 

Em quimono de elevador, Osaka, Japão
Personagens
Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A noite japonesa é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, acolhe-nos uma anfitriã de couchsurfing enigmática, algures entre a gueixa e a acompanhante de luxo.
Barcos fundo de vidro, Kabira Bay, Ishigaki
Praias
Ishigaki, Japão

Inusitados Trópicos Nipónicos

Ishigaki é uma das últimas ilhas da alpondra que se estende entre Honshu e Taiwan. Ishigakijima abriga algumas das mais incríveis praias e paisagens litorais destas partes do oceano Pacífico. Os cada vez mais japoneses que as visitam desfrutam-nas de uma forma pouco ou nada balnear.
Solovestsky Outonal
Religião
Ilhas Solovetsky, Rússia

A Ilha-Mãe do Arquipélago Gulag

Acolheu um dos domínios religiosos ortodoxos mais poderosos da Rússia mas Lenine e Estaline transformaram-na num gulag. Com a queda da URSS, Solovestky recupera a paz e a sua espiritualidade.
Executivos dormem assento metro, sono, dormir, metro, comboio, Toquio, Japao
Sobre carris
Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para o seu inemuri, dormitar em público.
Sociedade
Cemitérios

A Última Morada

Dos sepulcros grandiosos de Novodevichy, em Moscovo, às ossadas maias encaixotadas de Pomuch, na província mexicana de Campeche, cada povo ostenta a sua forma de vida. Até na morte.
Cruzamento movimentado de Tóquio, Japão
Vida Quotidiana
Tóquio, Japão

A Noite Sem Fim da Capital do Sol Nascente

Dizer que Tóquio não dorme é eufemismo. Numa das maiores e mais sofisticadas urbes à face da Terra, o crepúsculo marca apenas o renovar do quotidiano frenético. E são milhões as suas almas que, ou não encontram lugar ao sol, ou fazem mais sentido nos turnos “escuros” e obscuros que se seguem.
Cabo da Cruz, colónia focas, cape cross focas, Namíbia
Vida Selvagem
Cape Cross, Namíbia

A Mais Tumultuosa das Colónias Africanas

Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.