Navala, Fiji

O Urbanismo Tribal de Fiji


Uma Correria
Crianças de Navala acolhem os recém-chegados forasteiros.
Terras Verdes de Nausori
Cenário das Nausori Highlands, a caminho de Navala.
O Veículo à Altura
Carrinha progride por uma estrada de encosta que liga Ba a Navala.
Navala
As bures tradicionais da aldeia de Navala
Beringelas em Promoção
Vendedora indo-fijiana vende vegetais no mercado de Ba, no norte de Fiji.
Terras altas de Fiji
Encosta verdejante das Nausori Highlands, no norte de Viti Levu.
O Futuro da aldeia
Jovem rapaz de Navala posa com orgulho.
Bures
Fila de cabanas tradicionais de Navala.
Cerimónia Kava
Chefe da aldeia de Navala leva a cabo uma cerimónia de acolhimento com Kava.
Animal & Vegetal
Vaca dá escala à cana-de-açúcar enorme entre Ba e Navala.
O Verde de Navala
Panorâmica de Navala com coqueiros e no sopé das elevações de Nausori.
Pequena Família
Família de Indo-fijianos contra a cana-de-açúcar que levou os seus ancestrais a Fiji.
Encostas Rolantes
Outro cenário enrugado das Nausori Highlands.
Criançada melanésia
Crianças de Navala entusiasmadas pela visita de forasteiros.
Bure entre coqueiros
Uma bure de Navala entre coqueiros.
Fiji adaptou-se à invasão dos viajantes com hotéis e resorts ocidentalizados. Mas, nas terras altas de Viti Levu, Navala conserva as suas palhotas criteriosamente alinhadas.

Tínhamos resistido às chuvas fortes e aos trechos atolados de lama da vertente oriental da ilha. Prosseguíamos na sinuosa Kings Road, num nordeste e norte ainda húmido e luxuriante mas já bem mais solarengo e acolhedor.

Poucos visitantes para ali se dirigem e os nativos entusiasmam-se com a passagem efémera dos exploradores inesperados. Admiramo-nos com a atenção suplementar que nos prestam nestes confins de Viti Levu, em comparação com o tratamento algo indiferente concedido pela população da costa contrária

Mais ainda com o simplificar gradual dos nomes curiosos e rítmicos das povoações que havíamos deixado para trás: Rakiraki, Lomolomo, Kulukulu, Sanasana, Malolo, Malololailai, Namuamua, Tabutautau e outras igualmente musicais mas não tão fáceis de pronunciar, casos de Nabukelevu, Korovisilou e Tilivalevu.

Cruzamos Tavua e o litoral da península de Vatia Point conduz-nos a um lugar que conseguimos finalmente dizer de um só fôlego e sem balbuciarmos como recém-nascidos. É Ba.

Vendedora indo fijiana, Ba, Viti Levu, Fiji

Vendedora indo-fijiana vende vegetais no mercado de Ba, no norte de Fiji.

São poucas as razões para nos demorarmos nesta cidade despretensiosa instalada junto à foz de um rio homónimo. Apuramos que os residentes são loucos por futebol e que a equipa local ganha os campeonatos nacionais com frequência.

Ao mesmo tempo, Ba tem a melhor pista de corridas de cavalos de Fiji e rejubila com as provas equestres. Nenhuma das competições iria ter lugar por aqueles dias.

O Caminho Rugoso e Sinuoso Entre Ba e Navala

Como tal, abastecemo-nos de fruta no mercado partilhado por nativos melanésios e indo-fijianos, damos entrada num hostel humilde e fazemos planos para o dia seguinte. A estrada para Navala partia dali mas, pior que muitos caminhos de cabras, nunca lá poderíamos chegar no FIAT Tipo frágil que tínhamos alugado num pequeno rent-a-car familiar de Nadi.

Despertamos numa madrugada resplandecente. Trincamos espetadas de abacaxi refrescantes quando o guia que nos há-de levar à aldeia nos surpreende de dentro de um mini-bus todo-o-terreno: “Vão connosco a Navala, não é? Entrem e instalem-se! Daqui seguimos já para lá.”

O cicerone volta a apresentar-se como Kali e aos passageiros já a bordo, dois casais australianos que tentam acrescentar alguma emoção às suas férias balneares.

Depois, o veículo abandona a planura em que assenta Ba. Trepa lentamente para o domínio elevado da cordilheira de Nausori pelos tais caminhos rudes que nos tinham desencorajado.

Carrinha a caminho de Navala, Viti Levu, Fiji

Carrinha progride por uma estrada de encosta que liga Ba a Navala.

Em pouco tempo, vemo-nos cercados de plantações de cana-de-açúcar e Kali desbobina dados que filtramos o mais possível: que Fiji tem uma complexa divisão administrativa composta por 14 províncias cada qual com distritos, estes, com cidades e aldeias que agrupam clãs, sub-clãs e, por fim, famílias.

Que apesar de fortemente multicultural, os vários grupos étnicos e religiosos da nação aprenderam a respeitar-se e os conflitos são pouco frequentes.

Os Doces Turistas, os Indo-Fijianos e os Melanésios

Ao passarmos por uma velha destilaria, uma informação humorística relacionada apanha os passageiros desprevenidos e desperta risos pouco contidos: “como podem ver, o açúcar foi durante muito tempo a grande exportação e a riqueza de Fiji mas, com o advento do turismo, vocês, meus amigos, tornaram-se muito mais doces que o açúcar.“

Paisagem proximo de Navala, Viti Levu, Fiji

Cenário das Nausori Highlands, a caminho de Navala.

Continuamos a subir por um trilho largo de terra-batida que esventra vastidões de cana a perder de vista.

Do topo de uma das primeiras encostas das montanhas de Nausori abre-se finalmente uma panorâmica e paramos para admirar a vastidão retalhada dos campos cultivados entre o sopé e o Pacífico do Sul longínquo.

Na proximidade encontramos três jovens irmãos indo-fijianos que se preparavam para regressar a casa depois uma manhã de safra numa plantação vizinha.

Na conversa com Atish, Radhika e Joythisma confirmamos o que, entretanto, já tínhamos percebido.

Trio indo-fijiano, Ba, Viti Levu, Fiji

Família de Indo-fijianos contra a cana-de-açúcar que levou os seus ancestrais a Fiji.

Que a maior parte destes habitantes deslocados pelos colonos britânicos que os contrataram séculos antes e trouxeram sem retorno do sub-continente por necessitarem de mão-de-obra qualificada tinham perdido a noção da verdadeira origem étnica.

A imagem com que ficamos dos três, alinhados contra plantas de cana-doce com quase o dobro da sua altura espelha na perfeição a forma como Fiji e Viti Levu, em particular, se impuseram abruptamente ao destino dos seus ancestrais, em tempos canibais.

Como continuavam a submeter os descendentes a uma espécie de degredo herdado.

A Harmoniosa Nasala, Encaixada na Vastidão de Nausori

Algumas curvas, contracurvas e solavancos adicionais e entramos num dos primeiros vales da cordilheira, ainda mais verdejante que os cenários para trás.

Ao longe, encaixadas entre lombas de vertente graciosas, vislumbramos um grande núcleo de palhotas distribuídas entre coqueiros com uma geometria apurada.

Kali anuncia: “ali está ela, a famosa Navala. Mais uns cinco minutos e atravessamos um rio que deve estar cheio de miúdos a brincar, a aldeia começa exactamente na outra margem.”

Navala, Viti Levu, Fiji

As bures tradicionais da aldeia de Navala

Quando cruzamos a ponte, os miúdos do rio apressam-se a abandoná-lo e seguem o mini-bus até que este se imobiliza.

Cercam-nos e dão as boas-vindas com sorrisos e perguntas sem fim no inglês que só há pouco tinham começado a dominar.

Crianças de Navala, Viti Levu, Fiji

Crianças de Navala acolhem os recém-chegados forasteiros.

Uma Cerimónia de Kava Enlutada

Kali resgata-nos do seu cerco e conduz-nos à bure do chefe e à principal obrigação protocolar da aldeia. O interior daquela cabana superior é amplo mas lúgubre e desconfortável.

Kali faz-nos sentar sobre a esteira que cobre o chão e aguarda que o ancião e a sua família se posicionem na outra metade da circunferência.

Sentimos um ambiente pesado no ar e o guia não tarda a percebê-lo.

Explica-nos que tinha morrido uma pessoa muito querida e que a aldeia estava de luto, razão porque não poderíamos andar à vontade entre as casas como num dia normal e teríamos que ser comedidos com as fotografias.

Depois, apresenta-nos como os forasteiros que somos e dá início a uma longa troca de frases em que o termo “naka” – o diminutivo da palavra fijiana para obrigado “vinaka” – é repetido vezes sem conta.

Chefe, cerimónia Kava, Navala, Fiji

Chefe da aldeia de Navala leva a cabo uma cerimónia de acolhimento com Kava.

Quando o diálogo se encerra, o chefe coloca uma grande tanoa (recipiente esculpido de madeira) à sua frente e espreme raízes de kava (uma planta da região) confeccionando a bebida homónima que há muito inebria os homens da Melanésia e de Fiji.

Quando o caldo fica pronto é passada uma malga a cada um dos visitantes. Dois dos australianos recusam-se a bebê-la. Desiludem Kali e os anfitriões que, apesar de tudo, já passaram várias vezes pela desfeita.

Nós e os outros dois aussies fazemo-nos fortes e afligimo-nos com o estranho sabor a terra mentolada da mistela mas logo agradecemos com os nossos próprios “nakas” e a batemos as palmas duas vezes, segundo nos havia instruído o guia.

Bebemos apenas o suficiente para respeitarmos a cerimónia e não ficamos com grande vontade de repetir. É a salvo de uma embriaguez tropical indesejada que deixamos o chefe entregue à família de luto.

Saímos para o ar puro mas húmido do exterior satisfeitos por podermos explorar um pouco mais da povoação.

Bures, Navala, Viti Levu, Fiji

Fila de cabanas tradicionais de Navala.

O Urbanismo Ecológico de Navala

Contam-se mais de duzentas as bures de Navala, dispostas segundo critérios que os chefes estudam estipulam e fazem respeitar para proporcionar aos cerca  de 800 súbditos uma vida organizada e funcional.

Por volta de 1950, numa altura em que Fiji acolhia os primeiros hotéis e resorts de luxo, muito deles em cimento, a comunidade de Navala optou por rejeitar os materiais modernos – com excepção para a escola e, por razões de segurança, de algumas estruturas que albergam geradores.

Os jovens nativos foram encorajados a aprender a arte da construção secular das cabanas em que tinham crescido. Como resultado, passados 60 anos, Navala é, hoje, a última das grandes aldeias de Fiji erguida apenas com recurso a madeira, palhota e barro seco.

Bure, Navala, Viti Levu, Fiji

Uma bure de Navala entre coqueiros.

As suas imagens surgem em guias, livros e postais e deslumbram praticamente todos os visitantes de Viti Levu. Felizmente para os nativos, a maioria frequenta Fiji apenas como retiro balnear.

Até há alguns anos atrás, o acesso ao vale em que se situa era bem mais complicado e, mesmo que o quisessem, quase nenhum estrangeiro a podia descobrir.

Os tempos mudaram. Navala teve que ceder, pelo menos em parte.

Navala Village, Viti Levu, Fiji

Panorâmica de Navala com coqueiros e no sopé das elevações de Nausori.

Hoje, voluntariamente ou à força – não conseguimos apurar – Navala tem uma página de Facebook preenchida em dialecto fijiano e, a data de criação deste texto, com 12 “gostos” conquistados.

Acolhe os forasteiros que, como nós, vão chegando o melhor que pode sem descurar a protecção dos seus habitantes dos malefícios da intrusão.

Entretanto, os homens da aldeia reúnem-se debaixo de uma grande estrutura comunal e preparam um ritual fúnebre sagrado que nos obriga a partir.

Crianças de Navala, Viti Levu, Fiji

Crianças de Navala entusiasmadas pela visita de forasteiros.

Quando a deixamos de regresso a Ba, os mais novos fazem o que a tenra idade os aconselha. Ignoram a perda do congénere.

Despedem-se da mesma forma com que nos tinham recebido, com correrias frenéticas atrás do mini-bus, acenos, caretas e a excitação de quem partilha a vida numa tribo que desde há muito protege as suas tradições e se sabe valorizar.

Viti Levu, Fiji

A Partilha Improvável da ilha Viti Levu

Em pleno Pacífico Sul, uma comunidade numerosa de descendentes de indianos recrutados pelos ex-colonos britânicos e a população indígena melanésia repartem há muito a ilha chefe de Fiji.
Viti Levu, Fiji

Canibalismo e Cabelo, Velhos Passatempos de Viti Levu, ilhas Fiji

Durante 2500 anos, a antropofagia fez parte do quotidiano de Fiji. Nos séculos mais recentes, a prática foi adornada por um fascinante culto capilar. Por sorte, só subsistem vestígios da última moda.
Viti Levu, Fiji

Ilhas à Beira de Ilhas Plantadas

Uma parte substancial de Fiji preserva as expansões agrícolas da era colonial britânica. No norte e ao largo da grande ilha de Viti Levu, também nos deparámos com plantações que há muito só o são de nome.
Longsheng, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Nzulezu, Gana

Uma Aldeia à Tona do Gana

Partimos da estância balnear de Busua, para o extremo ocidente da costa atlântica do Gana. Em Beyin, desviamos para norte, rumo ao lago Amansuri. Lá encontramos Nzulezu, uma das mais antigas e genuínas povoações lacustres da África Ocidental.
Casario

Lares Doces Lares

Poucas espécies são mais sociais e gregárias que a humana. O Homem tende emular outros lares doces lares do mundo. Alguns desses casarios revelam-se impressionantes.
Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes da Venezuela em Fiesta

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.
Ogimashi, Japão

Uma Aldeia Fiel ao A

Ogimashi revela uma herança fascinante da adaptabilidade nipónica. Situada num dos locais mais nevosos à face da Terra, esta povoação aperfeiçoou casas com verdadeiras estruturas anti-colapso.
Jabula Beach, Kwazulu Natal, Africa do Sul
Safari
Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.
Circuito Annapurna, Manang a Yak-kharka
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna 10º: Manang a Yak Kharka, Nepal

A Caminho das Terras (Mais) Altas dos Annapurnas

Após uma pausa de aclimatização na civilização quase urbana de Manang (3519 m), voltamos a progredir na ascensão para o zénite de Thorong La (5416 m). Nesse dia, atingimos o lugarejo de Yak Kharka, aos 4018 m, um bom ponto de partida para os acampamentos na base do grande desfiladeiro.
Visitantes nos Jameos del Água, Lanzarote, Canárias, Espanha
Arquitectura & Design
Lanzarote, Ilhas Canárias

A César Manrique o que é de César Manrique

Só por si, Lanzarote seria sempre uma Canária à parte mas é quase impossível explorá-la sem descobrir o génio irrequieto e activista de um dos seus filhos pródigos. César Manrique faleceu há quase trinta anos. A obra prolífica que legou resplandece sobre a lava da ilha vulcânica que o viu nascer.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Aventura
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
Desfile de nativos-mericanos, Pow Pow, Albuquerque, Novo México, Estados Unidos
Cerimónias e Festividades
Albuquerque, E.U.A.

Soam os Tambores, Resistem os Índios

Com mais de 500 tribos presentes, o pow wow "Gathering of the Nations" celebra o que de sagrado subsiste das culturas nativo-americanas. Mas também revela os danos infligidos pela civilização colonizadora.
Pela sombra
Cidades
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.
Máquinas Bebidas, Japão
Comida
Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.
Cultura
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Desporto
Competições

Homem, uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, as competições dão sentido ao Mundo. Umas são mais excêntricas que outras.
Enseada, Big Sur, Califórnia, Estados Unidos
Em Viagem
Big Sur, E.U.A.

A Costa de Todos os Refúgios

Ao longo de 150km, o litoral californiano submete-se a uma vastidão de montanha, oceano e nevoeiro. Neste cenário épico, centenas de almas atormentadas seguem os passos de Jack Kerouac e Henri Miller.
Tulum, Ruínas Maias da Riviera Maia, México
Étnico
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

A Vida Lá Fora

Avestruz, Cabo Boa Esperança, África do Sul
História
Cabo da Boa Esperança - Cape of Good Hope NP, África do Sul

À Beira do Velho Fim do Mundo

Chegamos onde a grande África cedia aos domínios do “Mostrengo” Adamastor e os navegadores portugueses tremiam como varas. Ali, onde a Terra estava, afinal, longe de acabar, a esperança dos marinheiros em dobrar o tenebroso Cabo era desafiada pelas mesmas tormentas que lá continuam a grassar.
Lago Sorvatsvagn, Vágar, Ilhas Faroé
Ilhas
Vágar, Ilhas Faroé

O Lago que Paira sobre o Atlântico Norte

Por um capricho geológico, Sorvagsvatn é muito mais que o maior lago das ilhas Faroé. Falésias com entre trinta a cento e quarenta metros limitam o extremo sul do seu leito. De determinadas perspectivas, dá a ideia de estar suspenso sobre o oceano.
Maksim, povo Sami, Inari, Finlandia-2
Inverno Branco
Inari, Finlândia

Os Guardiães da Europa Boreal

Há muito discriminado pelos colonos escandinavos, finlandeses e russos, o povo Sami recupera a sua autonomia e orgulha-se da sua nacionalidade.
Recompensa Kukenam
Literatura
Monte Roraima, Venezuela

Viagem No Tempo ao Mundo Perdido do Monte Roraima

Perduram no cimo do Mte. Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.
Windward Side, Saba, Caraíbas Holandesas, Holanda
Natureza
Saba, Holanda

A Misteriosa Rainha Holandesa de Saba

Com meros 13km2, Saba passa despercebida até aos mais viajados. Aos poucos, acima e abaixo das suas incontáveis encostas, desvendamos esta Pequena Antilha luxuriante, confim tropical, tecto montanhoso e vulcânico da mais rasa nação europeia.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Vai-e-vem fluvial
Parques Naturais
Iriomote, Japão

Iriomote, uma Pequena Amazónia do Japão Tropical

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.
Património Mundial UNESCO
Vulcões

Montanhas de Fogo

Rupturas mais ou menos proeminentes da crosta terrestre, os vulcões podem revelar-se tão exuberantes quanto caprichosos. Algumas das suas erupções são gentis, outras provam-se aniquiladoras.
Visitantes da casa de Ernest Hemingway, Key West, Florida, Estados Unidos
Personagens
Key West, Estados Unidos

O Recreio Caribenho de Hemingway

Efusivo como sempre, Ernest Hemingway qualificou Key West como “o melhor lugar em que tinha estado...”. Nos fundos tropicais dos E.U.A. contíguos, encontrou evasão e diversão tresloucada e alcoolizada. E a inspiração para escrever com intensidade a condizer.
Barcos fundo de vidro, Kabira Bay, Ishigaki
Praias
Ishigaki, Japão

Inusitados Trópicos Nipónicos

Ishigaki é uma das últimas ilhas da alpondra que se estende entre Honshu e Taiwan. Ishigakijima abriga algumas das mais incríveis praias e paisagens litorais destas partes do oceano Pacífico. Os cada vez mais japoneses que as visitam desfrutam-nas de uma forma pouco ou nada balnear.
Rebanho em Manang, Circuito Annapurna, Nepal
Religião
Circuito Annapurna: 8º Manang, Nepal

Manang: a Derradeira Aclimatização em Civilização

Seis dias após a partida de Besisahar chegamos por fim a Manang (3519m). Situada no sopé das montanhas Annapurna III e Gangapurna, Manang é a civilização que mima e prepara os caminhantes para a travessia sempre temida do desfiladeiro de Thorong La (5416 m).
Comboio do Fim do Mundo, Terra do Fogo, Argentina
Sobre Carris
Ushuaia, Argentina

Ultima Estação: Fim do Mundo

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul.
Tombola, bingo de rua-Campeche, Mexico
Sociedade
Campeche, México

Há 200 Anos a Brincar com a Sorte

No fim do século XVIII, os campechanos renderam-se a um jogo introduzido para esfriar a febre das cartas a dinheiro. Hoje, jogada quase só por abuelitas, a loteria local pouco passa de uma diversão.
Vendedores de fruta, Enxame, Moçambique
Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Barco e timoneiro, Cayo Los Pájaros, Los Haitises, República Dominicana
Vida Selvagem
Península de Samaná, PN Los Haitises, República Dominicana

Da Península de Samaná aos Haitises Dominicanos

No recanto nordeste da República Dominicana, onde a natureza caribenha ainda triunfa, enfrentamos um Atlântico bem mais vigoroso que o esperado nestas paragens. Lá cavalgamos em regime comunitário até à famosa cascata Limón, cruzamos a baía de Samaná e nos embrenhamos na “terra das montanhas” remota e exuberante que a encerra.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.
EN FR PT ES