Tenerife, Canárias

O Vulcão que Assombra o Atlântico


Los Roques de Garcia
A formação rochosa dos Roques de Garcia, em plena planície de Llanos de Ucanca.
TF-21
Carros percorrem a grande recta da estrada TF 21 que cruza a caldeira Las Cañadas.
Sol em queda
Raios solares refractem numa encosta irregular da Caldeira Las Cañadas.
Acima de Tudo
O cone massivo do vulcão Teide (3718m), a montanha mais elevada das Canárias, de Espanha e das ilhas do Atlântico.
Parapentes
Parapentes planam acima do vale a norte do vulcão Teide, com Puerto de la Cruz e o Atlântico em fundo.
Pan de Azúcar
A cratera hoje principal e cimeira do vulcão Teide, conhecida por Pan de Azúcar.
Escoadas de Lava
Manchas de lava solidificada que em tempos flui da cratera principal do vulcão El Teide.
Ocaso Rolante
Sol prestes a pôr-se atrás de um manto de Calima. Névoa seca e poeirenta vinda do Deserto do Sara.
A vegetação da Lava
Vegetação resiliente sobrevive à aridez de lava da Caldeira las Cañadas.
A Neve que Resiste
Neve contrasta com a lava ancestral da caldeira Las Cañadas do vulcão Teide.
Pan de Azucar
Casal percorre um trilho na base da cratera cimeira do Pan de Azucar.
A Tarta del Teide
Motorizada faz-se ao gancho da estrada TF-21 em frente a Tarta del Teide, uma formação geológica peculiar.
O Dragoeiro e o Vulcão
O velho dragoeiro de Icod resplandece de idade, com o muito mais velho vulcão El Teide em fundo.
Vulcão El Teide
O cimo do grande vulcão El Teide, o tecto das Canárias, de Espanha e de todas as ilhas do Atlântico.
Com o Grande Sol a Oeste
Visitante do PN El Teide fotografa a planície do Llano de Ucanca.
Parapentes II
Parapentes pairam acima dos meandros da estrada TF-21 em que se esconde a Tarta del Teide.
Vista Privilegiada
Um ponto de vista destacado do pinhal em redor para o cone do vulcão Teide.
Com 3718m, El Teide é o tecto das Canárias e de Espanha. Não só. Se medido a partir do fundo do oceano (7500 m), só duas montanhas são mais pronunciadas. Os nativos guanches consideravam-no a morada de Guayota, o seu diabo. Quem viaja a Tenerife, sabe que o velho Teide está em todo o lado.

Saímos uns meros minutos depois do sol detrás do horizonte.

Avançávamos pela crista do triângulo imperfeito de Tenerife acima. Deixadas para trás La Esperanza e Lomo Pesado, a estrada enfia-se no pinhal vasto que há muito domina as encostas intermédias da ilha.

Por um bom tempo, pouco mais vemos que os troncos seculares, os galhos e a folhagem acicular dos pinus canariensis.

A atmosfera extra-purificada, lúgubre e misteriosa suscita-nos uma inevitável curiosidade matinal. Ao volante, Juan Miguel Delporte ilumina-nos sobre todo um sortido de eras e temas, dos tempos coloniais em que os conquistadores se confrontaram com os indígenas guanchinet, aos contemporâneos em que as equipas multimilionárias do ciclismo internacional se mudam de bicicletas e bagagens para Tenerife.

Os tempos em que lá levam a cabo treinos em altitude cruciais para a ambição disputada de triunfarem nas etapas pirenaicas, alpinas e apeninas da Volta à França, da Volta à Itália e da Volta à Espanha, para mencionar apenas as principais.

De ambos os lados do asfalto, sucessivas veias aquíferas ganham volume vertentes norte e sul abaixo. Numa direcção e na outra, o seu destino final é um mesmo, o grande Atlântico, ainda sub-tropical mas de águas bem mais cálidas que as que banham a Ibéria.

Estávamos em pleno Estio. Fazia um bom tempo que uma chuva digna desse nome não reabastecia o reservatório natural de Tenerife.

O Avistamento Inagurual do Colosso Teide

Uns quilómetros para diante, a Carretera de la Esperanza e Juan Miguel revelam-nos o primeiro de vários pontos privilegiados de observação do grande pico El Teide (3718m).

Subimos um pequeno morro. Livramo-nos da ditadura do pinhal. Por diante, para sudoeste, descobrimos o cone do vulcão destacado sobre uma base verde, com o seu castanho ferroso a destoar da vastidão azul-celeste.

Na metade inferior da vertente aquém da montanha, gerada por deslizamento gravitacional, um casario alvo adensava-se com a proximidade do azul mais escuro do mar.

Juan Miguel já antes nos tinha avisado. “Isto mudou e para vocês não é nada bom. O dia não está límpido como ontem. Durante a noite a calima voltou entrar.” O fenómeno vem com o Verão particular das Canárias.

Às vezes, acontece bem fora do estio. A meteorologia seca e tórrida do sul ganha supremacia. Invade as ilhas mais próximas de África, sobretudo de Lanzarote a Tenerife. Apodera-se de boa parte do arquipélago, carregada de poeira e areias finas arrancadas do Sara.

Como o víamos, por norma, de Julho em diante, deixa de fazer sentido o nome da ilha usado pelos Romanos, Nivaria, de acordo com a cobertura de neve que se habituaram a ver na secção superior da montanha, nos dias mais límpidos do ano, até mesmo a partir da costa africana, com o seu vislumbre se deslumbravam também os cartagineses, os Numídios, os navegadores fenícios.

Os Romanos não foram os primeiros a nela se inspiraram. Malgrado o domínio de Roma e a expansão do império aos confins ocidentais do Velho Mundo, o baptismo que prevaleceu tem uma origem indígena.

Dragoeiro Icod e vulcão El Teide, Tenerife, Canárias

Vulcão Teide à distância, com o dragoeiro de Icod em primeiro plano.

A Enigmática Exclusividade Guanche de Tenerife e das Canárias

Os guanches tratavam-na por Tene (montanha) ife (branca). Diz-se que foram os colonos castelhanos que, mais tarde, de maneira a facilitarem a sua pronúncia, acrescentaram o erre entre os dois termos.

Como nos elucida Juan Miguel, o grande enigma está em como foram parar os guanches a Tenerife e às restantes Canárias que habitavam. À chegada dos colonos europeus, nenhuma outra ilha da Macaronésia era habitada.

Mesmo tendo em conta a relativa proximidade das Canárias da costa ocidental de África – 300 km de Tenerife, pouco mais de 100km de Lanzarote – e a comprovada genética bérber dos guanches, continua por comprovar de que maneira conseguiram atingir o arquipélago com gado, outros animais domésticos quando não tinham conhecimentos para construírem embarcações que assegurassem a viagem.

Achados arqueológicos e vestígios orgânicos que a ciência datou de meio milénio antes de Cristo ou ainda mais antigos indiciam que, de uma maneira ou de outra, os guanches terão cumprido a travessia.

Vulcão Teide: a Origem Geológica e a Mitologia Guanche

Por essa altura, há muito que o grande El Teide se projectava acima de Tenerife e do firmamento das Canárias.

A datação de uma ilha peca quase sempre por inexacta mas, ainda de acordo com estudos científicos, terão sido erupções submarinas massivas de há cerca de 25 milhões de anos a gerar o arquipélago.

Tenerife, em específico, formou-se através de um processo de acreção de três enormes vulcões de escudo, de início numa ilha com três penínsulas agregadas a um vulcão massivo, o de Las Cañadas.

No tempo em que Tenerife os acolheu, os guanches cultivaram o significado mitológico da montanha que parecia sempre vigiá-los. Sem grandes dúvidas espectadores e vítimas de mais que uma erupção ou distinta manifestação vulcânica, os aborígenes habituaram-se a temer o vulcão.

Chamavam-lhe o inferno, no seu dialecto, Echeyde, o termo que os castelhanos depressa adaptaram para El Teide.

Para os guanches, a montanha Echeyde era a morada sagrada de Guayota, o demónio do mal. Acreditavam que Guayota teria sequestrado Magec, o deus da luz e do sol que aprisionou no interior do vulcão, votando o seu mundo à obscuridade, sem surpresa a mistificação do fenómeno provocado por uma erupção significativa que, como tantas outras ao longo da história, ao libertar nuvens de cinza e pó, terá bloqueado o sol.

Sempre apreensivos quanto ao que o vulcão lhes reservava, os guanches aprofundaram a sua mitologia. Os missionários que mais tarde acompanhavam os colonos europeus registaram o que os nativos lhes contavam, que o seu povo havia rogado perdão a Achamán, o seu Deus de todos os deuses.

Este, acedeu. Após um combate intenso, Achamán triunfou sobre Guayota. Resgatou Magec das profundezas de Echeyde, fechou a cratera do inferno e aprisionou Guayota lá dentro.

A tampa salvadora, hoje identificada como a sub-cone Pilón ou Pan de Azucar, coroada pela cratera menor do Pico del Teide, não voltou a ver erupções. Outras se deram, com expressão reduzida, em zonas distintas do enorme vulcão. Algumas tiveram lugar em plena era colonial.

O Testemunho Presencial de Cristovão Colombo, uma Erupção a Caminho das Américas

A de 24 de Agosto de 1492, horas antes de zarpar rumo às Índias pelo Ocidente e de dar com as Américas, Cristovão Colombo narrou no seu diário de bordo ”Zarpou no dia seguinte e passou a noite próximo de Tenerife, de cujo cume, que é altíssimo se viam sair grandes labaredas que, maravilhando-se a sua gente, lhes deu a entender o fundamento e a causa do fogo, aduzindo para respeito, o exemplo do monte Etna, na Sicília de vários outros onde se via o mesmo.”

Os cientistas chegaram à conclusão que, nessa data, Colombo e os seus marinheiros terão assistido à erupção de Boca del Cangrejo, no sul da ilha.

Terá sido a quinta das erupções históricas de Tenerife, nenhuma delas provinda da cratera principal do monte Teide. Seguiram-se outras no período 1704-1706, registadas em Fasnia, em Siete Fuentes e que causaram forte destruição no casario à beira-mar de Garachico.

Uma do Pico Viejo, conhecida como Chahorra, entre o início de Junho e Setembro de 1798. A derradeira deu-se em 1909, a partir do vulcão secundário de Chinyero. Haveríamos de passar por parte destes focos do vulcanismo de Tenerife.

Até lá, prosseguimos pela via TF-24, não tarda, já livres da sombra verdejante dos pinheiros, deslumbrados com o paredão geológico formado por várias camadas de escoadas lávicas, de distintas texturas e tons, de tal maneira que recebeu o nome informal de Tarte do Teide.

Esta tarte tem os seus próprios dois miradores, ambos reveladores da magnificência do estratovulcão, ainda mais sobranceiro se face ao vale imenso partilhado por La Orotava, Puerto de La Cruz e várias outras cidades, vilas, aldeias, lugarejos.

Detemo-nos num dos miradouros.

Dali, apreciamos um esquadrão de praticantes de parapente elevar-se e planar, em deliciosas elipses entre o observatório do Instituto de Astrofísica das Canárias e o fundo oceânico, boa parte do tempo, com o cone da montanha em fundo.

Do Domínio Grandioso da Caldeira Las Cañadas ao Cimo do Pan de Azúcar

À medida que também o sol ascendia para o seu zénite, a calima intensificava-se. Quando entramos no domínio da caldeira de Las Cañadas, formada pelo abatimento do vulcão homónimo, a sua névoa seca desilude-nos.

Esforçamo-nos por ignorar a adversidade fotográfica.

Apontamos ao sector de Tabonal Negro e, logo, à base do teleférico que assegura a ligação dos 2.356 metros aos 3.555m do quase topo da cratera principal, no sopé da cimeira Pilón de Azucar.

Dedicamo-nos a percorrer dois trilhos principais assentes em basalto, irregulares a condizer e que sulcam um entorno áspero, até cortante, de lava entre o ocre e o acastanhado.

Seguimos o que conduzia ao ponto de observação do Pico Viejo. E, no regresso, o que levava ao miradouro da Fortaleza, revelador da orla norte da caldeira de Las Cañadas e de boa parte da costa setentrional de Tenerife.

Em conjunto, os dois panoramas opostos e o concedido pelo trilho que ligava os pontos de partida revelaram-nos imponência geológica há milhões de anos no âmago da ilha.

Em diversas direcções, a caldeira encontrava-se coberta de distintas escoadas de lava, algumas só detidas pela vertente interior da sua orla.

Instantes depois, inaugurámos os 1200 metros de descida de teleférico que emulava a da lava. Aos poucos, a cabine reaproximou-nos do tracejado da TF-21.

O Ocaso na Calima, em Volta dos Roques de Garcia

 

Uma vez mais pelo seu asfalto, visamos o recanto sudoeste da caldeira. Deixamos a estrada para a vista aberta do Llano de Ucanca.

Apoiados na vedação-parapeito que separa a estrada da planície apreciamos o sol a oeste a esconder-se atrás de um retalho afiado da caldeira e, ao mesmo tempo, ao alaranjar gradual dos rochedos rivais de Roques de Garcia.

Um fotógrafo de casamentos esforçava-se para fotografar um casal no meio da via com aquela luz suavizada.

Mais cedo do que estimávamos, o fundo atmosférico de calima começou a apoderar-se do grande astro.

Quando o buscamos já no mirante de La Ruleta, a sua bola amarelada resplandece do céu enegrecido e parece rolar sobre o cimo da silhueta entre os Roques.

Dois namorados sentados numa laje conveniente, deixavam-se contagiar pelo romantismo vulcânico e cósmico do momento.

Lanzarote, Ilhas Canárias

A César Manrique o que é de César Manrique

Só por si, Lanzarote seria sempre uma Canária à parte mas é quase impossível explorá-la sem descobrir o génio irrequieto e activista de um dos seus filhos pródigos. César Manrique faleceu há quase trinta anos. A obra prolífica que legou resplandece sobre a lava da ilha vulcânica que o viu nascer.
Fuerteventura, Ilhas Canárias, Espanha

A (a) Ventura Atlântica de Fuerteventura

Os romanos conheciam as Canárias como as ilhas afortunadas. Fuerteventura, preserva vários dos atributos de então. As suas praias perfeitas para o windsurf e o kite-surf ou só para banhos justificam sucessivas “invasões” dos povos do norte ávidos de sol. No interior vulcânico e rugoso resiste o bastião das culturas indígenas e coloniais da ilha. Começamos a desvendá-la pelo seu longilíneo sul.
El Hierro, Canárias

A Orla Vulcânica das Canárias e do Velho Mundo

Até Colombo ter chegado às Américas, El Hierro era vista como o limiar do mundo conhecido e, durante algum tempo, o Meridiano que o delimitava. Meio milénio depois, a derradeira ilha ocidental das Canárias fervilha de um vulcanismo exuberante.
La Graciosa, Ilhas Canárias

A Mais Graciosa das Ilhas Canárias

Até 2018, a menor das Canárias habitadas não contava para o arquipélago. Desembarcados em La Graciosa, desvendamos o encanto insular da agora oitava ilha.
PN Timanfaya, Lanzarote, Canárias

PN Timanfaya e as Montanhas de Fogo de Lanzarote

Entre 1730 e 1736, do nada, dezenas de vulcões de Lanzarote entraram em sucessivas erupções. A quantidade massiva de lava que libertaram soterrou várias povoações e forçou quase metade dos habitantes a emigrar. O legado deste cataclismo é o cenário marciano actual do exuberante PN Timanfaya.
Vulcão dos Capelinhos, Faial, Açores

Na Pista do Mistério dos Capelinhos

De uma costa da ilha à opostoa, pelas névoas, retalhos de pasto e florestas típicos dos Açores, desvendamos o Faial e o Mistério do seu mais imprevisível vulcão.
Ilha do Fogo, Cabo Verde

À Volta do Fogo

Ditaram o tempo e as leis da geomorfologia que a ilha-vulcão do Fogo se arredondasse como nenhuma outra em Cabo Verde. À descoberta deste arquipélago exuberante da Macaronésia, circundamo-la contra os ponteiros do relógio. Deslumbramo-nos no mesmo sentido.
Chã das Caldeiras, Cabo Verde

Um Clã "Francês" à Mercê do Fogo

Em 1870, um conde nascido em Grenoble a caminho de um exílio brasileiro, fez escala em Cabo Verde onde as beldades nativas o prenderam à ilha do Fogo. Dois dos seus filhos instalaram-se em plena cratera do vulcão e lá continuaram a criar descendência. Nem a destruição causada pelas recentes erupções demove os prolíficos Montrond do “condado” que fundaram na Chã das Caldeiras.    
Ilha do Pico, Açores

Ilha do Pico: o Vulcão dos Açores com o Atlântico aos Pés

Por um mero capricho vulcânico, o mais jovem retalho açoriano projecta-se no apogeu de rocha e lava do território português. A ilha do Pico abriga a sua montanha mais elevada e aguçada. Mas não só. É um testemunho da resiliência e do engenho dos açorianos que domaram esta deslumbrante ilha e o oceano em redor.
Corvo, Açores

O Abrigo Atlântico Inverosímil da Ilha do Corvo

17 km2 de vulcão afundado numa caldeira verdejante. Uma povoação solitária assente numa fajã. Quatrocentas e trinta almas aconchegadas pela pequenez da sua terra e pelo vislumbre da vizinha Flores. Bem-vindo à mais destemida das ilhas açorianas.
Nea Kameni, Santorini, Grécia

O Cerne Vulcânico de Santorini

Tinham decorrido cerca de três milénios desde a erupção minóica que desintegrou a maior ilha-vulcão do Egeu. Os habitantes do cimo das falésias observaram terra emergir no centro da caldeira inundada. Nascia Nea Kameni, o coração fumegante de Santorini.
Thira, Santorini, Grécia

Thira: Entre as Alturas e as Profundezas da Atlântida

Por volta de 1500 a.C. uma erupção devastadora fez afundar no Mar Egeu boa parte do vulcão-ilha Thira e levou ao colapso a civilização minóica, apontada vezes sem conta como a Atlântida. Seja qual for o passado, 3500 anos volvidos, Thira, a cidade homónima, tem tanto de real como de mítico.
Elafonisi, Creta, Grécia
Praia
Chania a Elafonisi, Creta, Grécia

Ida à Praia à Moda de Creta

À descoberta do ocidente cretense, deixamos Chania, percorremos a garganta de Topolia e desfiladeiros menos marcados. Alguns quilómetros depois, chegamos a um recanto mediterrânico de aguarela e de sonho, o da ilha de Elafonisi e sua lagoa.
PN Tortuguero, Costa Rica, barco público
Parque Nacional
PN Tortuguero, Costa Rica

A Costa Rica e Alagada de Tortuguero

O Mar das Caraíbas e as bacias de diversos rios banham o nordeste da nação tica, uma das zonas mais chuvosas e rica em fauna e flora da América Central. Assim baptizado por as tartarugas verdes nidificarem nos seus areais negros, Tortuguero estende-se, daí para o interior, por 312 km2 de deslumbrante selva aquática.
Visitantes em caminhada, Fortaleza de Massada, Israel
Parques nacionais
Massada, Israel

Massada: a Derradeira Fortaleza Judaica

Em 73 d.C, após meses de cerco, uma legião romana constatou que os resistentes no topo de Massada se tinham suicidado. De novo judaica, esta fortaleza é agora o símbolo supremo da determinação sionista
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Lençóis da Bahia, Diamantes Eternos, Brasil
Arquitectura & Design
Lençois da Bahia, Brasil

Lençois da Bahia: nem os Diamantes São Eternos

No século XIX, Lençóis tornou-se na maior fornecedora mundial de diamantes. Mas o comércio das gemas não durou o que se esperava. Hoje, a arquitectura colonial que herdou é o seu bem mais precioso.
Totems, aldeia de Botko, Malekula,Vanuatu
Aventura
Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula.
Indígena Coroado
Cerimónias e Festividades
Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes da Venezuela em Fiesta

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.
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O Milagre de São Vicente

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Uma Economia de Mercado

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Durante 2500 anos, a antropofagia fez parte do quotidiano de Fiji. Nos séculos mais recentes, a prática foi adornada por um fascinante culto capilar. Por sorte, só subsistem vestígios da última moda.
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Étnico

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A Maior das Lealdades

Lifou é a ilha do meio das três que formam o arquipélago semi-francófono ao largo da Nova Caledónia. Dentro de algum tempo, os nativos kanak decidirão se querem o seu paraíso independente da longínqua metrópole.

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Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Doces crocantes
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A Fortaleza que Resistiu a Tudo

Foi alvo frequente das Cruzadas e tomada e retomada vezes sem conta. Hoje, israelita, Acre é partilhada por árabes e judeus. Vive tempos bem mais pacíficos e estáveis que aqueles por que passou.

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O Grande Calhau do Pacífico do Sul

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No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.