Puerto Plata, República Dominicana

Prata da Casa Dominicana


Parque Independência de Puerto Plata
Estátuas e bandeira da República Dominicana no Parque Independência de Puerto Plata.
Teleférico Puerto Plata – PN ISabel de Torres
Cabine do teleférico de Puerto Plata com a cidade em fundo
Visitante exuberante
Visitante exuberante do Callejón de Doña Blanca, em Puerto Plata.
Dari Reinoso e Cia
Campeão do "Masters of the Ocean 2019" Dauri Reinoso (de azul) e compinchas na banca da Take Off, na Playa El Encuentro.
Uma doce reprimenda
Charlotte reprime a irmã aniversariante Anabela por esta destruir o bolo de anos, na Plaza Independência, em Puerto Plata.
Anabela, a aniversariante
Aniversariante Anabela ao colo da avó no Parque Independência de Puerto Plata.
Passeio abençoado
Visitante caminha sobre um passadiço elevado junto à estátua do Cristo Redentor do PN Isabel de Torres, em Puerto Plata.
Frankenstein exibe preciosidades Brugal
Frank Vázquez exibe uma das garrafas mais conceituadas do rum dominicano Brugal.
Brincadeira doce e colorida
Josefina Martinez, de Tortuga, brinca com algodão-doce, em Puerto Plata
SSSSS aquáticos
Surfista desliza ao longo de uma das ondas da Playa El Encuentro, nas imediações de Cabarete.
Descontração de Campeão
Dauri Reinoso, Campeão do "Masters of the Ocean 2019", instrutor de desportos náuticos na Playa El Encuentro, Cabarete.
Pausa no surf
Surfista deixa o mar da Playa El Encuentro, nas imediações de Cabarete.
Caribe azul e verde
Vista do litorla nas imediações de Puerto Plata, na costa norte da República Dominicana.
Desalinização a dois
Amigos surfistas Gabriel e Huba tomam duche após algum surf na Playa El Encuentro, nas imediações de Cabarete
Passeio abençoado
Visitante caminha sobre um passadiço elevado junto à estátua do Cristo Redentor do PN Isabel de Torres, em Puerto Plata.
Experiências fotográficas em côr-de-rosa
Namorados tentam chegar a uma foto-reflexo perfeita no Callejon de Doña Blanca, em Puerto Plata
Vendedores na base do Cristo Redentor, em Puerto Plata
Vendedores na entrada do mercado no interior da estátua do Cristo Redentor no cimo do PN Isabel de Torres, em Puerto Plata, Rep. Dominicana.
Puerto Plata resultou do abandono de La Isabela, a segunda tentativa de colónia hispânica das Américas. Quase meio milénio depois do desembarque de Colombo, inaugurou o fenómeno turístico inexorável da nação. Numa passagem-relâmpago pela província, constatamos como o mar, a montanha, as gentes e o sol do Caribe a mantêm a reluzir.

Sosua, Cabarete e Puerto Plata têm o destaque no mapa e a fama mas é numa tal de Playa El Encuentro que nos detemos.

Ditaram o destino e uma série de factores que o Atlântico se desenrole sobre o norte da República Dominicana em vagas de ondas que surfistas de todas as partes se habituaram a admirar.

Uma floresta de árvores densas abriga uma área inicial do areal.

Uma comunidade de escolas de desportos náuticos partilha a sombra dessa orla, o mar cálido e delicioso em frente, os clientes que por ali dão à costa e, tão ou mais importante, a oportunidade de viver um dia-a-dia natural e evasivo, sem o stress e o aborrecimento de tantas outras formas de vida.

Lá encontramos em plenos duches pós-surf, os amigos Gabriel, (da Ilha Margarita) e Huba, também venezuelano, de ascendência húngara, membros do projecto Frescollective e com algumas ideias na manga para os entornos da Playa El Encuentro.

Gabriel e Huba no duche, Playa El Encuentro, Cabarete

Amigos surfistas do colectivo Frescollective Gabriel e Huba tomam duche após algum surf na Playa El Encuentro.

Logo ao lado, damos entrada na escola de surf 321Take Off, então representada pelo argentino Juan, mas fundada pelo Yahman Markus Bohm, também criador da competição Masters of the Ocean que combina provas de surf, kitesurf, windsurf e paddleboard.

Parte da comitiva em que seguimos entrega-se a aulas de surf. Nós, deambulamos pela praia, em busca de outros tesouros.

Aula de surf, Playa El Encuentro, Puerto Plata, República Dominicana

Grupo de amigos aprende surf na beira-mar da Playa El Encuentro.

Surfistas de distintas gerações tentam as manobras mais adequadas ao swell do momento. Uns, atiram-se para a água esmeralda caribenha, outros, deixam-na e somem-se na negrura da floresta.

Também Dauri Reinoso vai e vem. Dauri treina nas ondas Del Encuentro e trabalha como professor de surf para a 321Take Off. Venceu o Masters of the Ocean 2019 realizado em Cabarete mas, à boa maneira surfista, posa para nós com uma leveza de alma que só muitas horas etéreas entre as ondas concedem.

Dauri Reinoso, Dauri Reinoso, Campeão do Masters of the Ocean 2019, na Playa El Encuentro, Cabarete

Dauri Reinoso, Campeão do “Masters of the Ocean 2019”, instrutor de desportos náuticos na Playa El Encuentro, Cabarete.

Brugal. Um Rum Nada Frugal

Frank Vázquez recebe-nos à entrada da fábrica de Puerto Plata do famoso rum dominicano Brugal. Inteirado de que predominavam portugueses no grupo, informa-nos que nos guiaria em português. A versão é a brasileira mas mesmo assim a sua competência espanta-nos.

“Mas já trabalhaste no Brasil?” Não! Tenho é muita curiosidade. Gosto de aprender, não paro quieto! Posso guiar este tour em dez línguas diferentes. Além disso, sou bombeiro, socorrista, paramédico, nadador-salvador. Sou feito de tudo um pouco, sabem? Por ser Frank e por isso, chamam-me de Frankenstein…

Não tínhamos ainda tocado no rum. A conversa já nos soava a surreal. Frank interrompe-a para nos salvar do sol monstruoso do Caribe. Lá dentro, como fazia vezes sem conta, descreve-nos a história da marca, mostra-nos as suas garrafas mais valiosas e dá-nos a provar distintas produções.

Dos vários runs Brugal em exibição destacava-se um tal de Papa Andrés de que só subsistiam mil garrafas, cada qual avaliada em pelo menos 1500 dólares.

Por essa altura, todo o grupo tinha provado algum rum, do mais modesto, claro está.

Prova de rum na fábrica Brugal, Puerto Plata, República Dominicana

Frank Vázquez serve rum durante uma apresentação da fábrica de rum Brugal.

Pediam-se fotos da estrela papal da marca de todas as maneiras e feitios. Receoso de a quebrar e de ser banido da congregação do espírito que o empregava, Frank abraçava a caixa de museu que protegia a Edición Limitada de 2015 com um cuidado beato.

Em tempos de intensa espionagem industrial, só tivemos direito a espreitar a unidade de produção da Brugal. Nada de fotos, nada de vídeos. Supôs-se que nada de atrevimentos.

Frank Vázquez exibe garrafas de Brugal, Puerto Plata

Frank Vázquez exibe uma das garrafas mais conceituadas do rum dominicano Brugal.

Ascensão ao Pico Tropical Isabel de Torres

O calor tropical de panela de pressão que nos continua a fazer suar as estopinhas só para nos refrescarmos pouco ou nada dera de si desde o zénite solar.

Adiantamo-nos ao trânsito de San Felipe de Puerto Plata, a cidade. Ultrapassamos guáguas – carrinhas para quase vinte passageiros, carritos – carros privados que fazem de táxi e vemos a circular com quase metade da lotação das guáguas.

E motoconchos, mototaxis que acompanhamos na sua lotação, já não sabemos bem se a máxima: quatro passageiros bem agarrados ao condutor. E uns aos outros.

Angel, o dominicano que nos conduzia com suavidade celestial e embalava ao som das bachatas populares do país, completa uma última subida em curva.

Por fim, chegamos ao sopé do Pico Isabel de Torres, assim baptizado diz-se que por homenagem à rainha Isabel de Castela, nascida em Madrigal de Las Altas Torres (Valladolid) e vigente nos anos em que Cristovão Colombo desvendou estas Índias do Ocidente ao Velho Mundo.

Com 793m, a montanha de Puerto Plata fica-se por um ¼ da altitude do Pico Duarte (3.098m), o tecto das ilhas caribenhas mas, como ascende da beira-mar iminente, preserva um impressionante dramatismo costeiro.

É quinta-feira. Sem os visitantes dominicanos de fim-de-semana ao largo, são esparsos os passageiros do teleférico.

O cume a que íamos ascender ficava muitos metros aquém do cimo recordista do Pico Duarte. Em jeito de compensação, as autoridades de Puerto Plata sublinham o facto de o teleférico que liga a cidade à sua montanha ser pioneiro.

A linha foi inaugurada em 1975. Por essa altura, não tinha idêntica no mar e arquipélagos em redor.

Daí para cá, decorreu não tarda um século. A cabine em que seguimos, essa, leva meros oito minutos a conquistar a encosta luxuriante.

À janela virada para o Atlântico, passamos sobre lares humildes e um campo de basebol terroso e deserto. Aos poucos, vemos o casario branco de Puerto Plata encolher no verde que salpica.

Quando inspeccionamos a vista já da plataforma de desembarque, a floresta suplanta com desafogo a área urbana abaixo.

Apreciamos uma espécie de sub-pico forrado de um manto intrincado de pequenas palmeiras e outras espécies vegetais viçosas.

Para oeste, a vista tornava evidente que San Felipe de Puerto Plata extrapolara a mais apertada de sucessivas enseadas recortadas na Costa de Ambar, onde essa resina fossilizada preciosa mais abunda na República Dominicana.

Vista do cimo do teleférico do PN Isabel de Torres, sobre o litoral de Puerto Plata

Vista do litoral nas imediações de Puerto Plata, na costa norte da República Dominicana.

Admiramo-la por uns momentos extra. Até que o apelo de braços abertos de um inesperado Cristo Redentor nos faz virar costas ao litoral.

Uma primeira escadaria leva-nos aos pés do monumento, assente numa meia-esfera dotada de janelas. Uma segunda, passa entre uma bandeira ondulante da República Dominicana e outra de Puerto Plata.

Conduz os visitantes ao interior lúgubre da meia-bola branca onde uma comunidade de vendedores de artesananias y recuerdos os atraem aos seus negócios.

Em redor, um jardim botânico com flora endémica e a vastidão natural a sério do PN Isabel de Torres, pareciam-nos atractivos mais meritórios.

Vendedores na base da estátua Cristo Redentor, Puerto Plata, Rep. Dominicana

Vendedores na entrada do mercado no interior da estátua do Cristo Redentor no cimo do PN Isabel de Torres

Contornamos a esfera abaixo dos pés do Cristo, sobrevoados por bandos de maritacas estridentes, as mesmas aves que Cristovão Colombo terá observado, então, provavelmente bem mais abundantes e ruidosas.

Colombo navegou ao largo da Costa de Ambar dos nossos dias, em 1492, logo na primeira das suas quatro viagens às Américas. Atingiu estas partes do Caribe depois de ter atravessado as Bahamas e de percorrido a metade oriental de Cuba, com o litoral sempre à vista.

Depois dos falhanços de La Navidad e La Isabela, o norte de Hispaniola só viria a receber uma colónia com sucesso, num ano ainda em debate, entre 1502 e 1506.

Seja qual for a data, a povoação terá sido planeada por Cristovão Colombo e pelo seu irmão mais novo, Bartolomeu.

À altura, uma anotação de Cristovão sobre o visual argento da névoa persistente naquela montanha que nos acolhia terá servido de inspiração para o seu nome: San Felipe de Puerto Plata. Para onde entretanto regressamos.

 As Vidas que Dão Mais Vida a Puerto Plata

Desembarcamos da carrinha directos para o seu Parque Independência, desenhado com geometria criativa a partir do âmago de La Glorieta, um coreto octogonal victoriano de dois pisos.

O estilo arquitectónico do coreto não é coincidência. Em redor, abundam outros edifícios victorianos erguidos a partir de 1857, por influência dos barcos europeus e imigrantes que começaram a chegar ao porto com os fins do século XIX.

Diz-se, aliás, que a moda se alastrou à medida que os navios fizeram desembarcar brochuras e folhetos com imagens de edifícios victorianos.

Esses edifícios continuam de pé, cada qual com as suas linhas e cores que destoam das construções mais modernas e das linhas austeras da Catedral de São Filipe, o Apóstolo.

Dirigimo-nos para a entrada tripartida do templo quando, uma celebração profana humilde nos capta a atenção.

Sentada num banco de jardim, uma menina segura um bolo de aniversário. Atrás dela, uma jovem dominicana ata um arranjo de balões a um canto do banco.

Avó e mãe das irmãs aniversariantes Charlote e Anabela fotografam Anabela no Parque Independência de Puerto Plata.

Avó e mãe das irmãs aniversariantes Charlote e Anabela fotografam Anabela no Parque Independência de Puerto Plata.

Charlotte faz três anos. A mãe trata dos ajustes para uma sessão fotográfica que eternize o momento. “Não é só a Charlotte.” diz-nos a senhora. “A Anabela, a mais pequenita, também fez há pouco o primeiro!” Com as ajudas babadas da avó e de uma amiga, a mãe senta as duas filhas no banco com o bolo pelo meio.

A angelical Anabela ignora as fotos. Pouco dada a cerimónias, tira uma grande dedada de cobertura do bolo e suja a boca toda de natas. Charlotte leva as mãos à cabeça. A irmã não pára.

Ataca os sectores coloridos do bolo. Charlotte pede socorro à mãe e à avó mas, divertidas com as diabruras fotogénicas da caçula, as adultas ignoram-na. Charlotte perde a paciência. Grita à irmã lambuzona e tenta impedir o seu terrorismo açucarado. Tarde demais e em vão.

Irmãs aniversariantes no Parque Independência, Puerto Plata, Rep. Dominicana

Charlotte reprime a irmã aniversariante Anabela por esta destruir o bolo de anos.

Já não entramos na catedral. Em vez, invertemos caminho para o fundo do Parque Independência e, logo, para uma nova rua da cidade, o beco de Doña Blanca Franceschini, recém-inaugurado pela família do grupo turístico Punta Cana, a Rainieri Kuret.

A viela foi reparada pelo grupo e pela família em homenagem aos 110 anos da chegada da sua avó Blanca a Puerto Plata, em 1898. Bianca (nome italiano original) Franceschini e o marido aperceberem-se que fazia falta um hotel em Puerto Plata.

Decidiram, assim, fundar o Hotel del Comercio, mais tarde Hotel Europa e lançaram uma base sólida do turismo dominicano.

Encontramos o callejon magenta de uma ponta à outra. Decorado com bancos, janelas e espelhos que desafiam os casais de namorados instagramers. Vemos Marielys e a sua cara-metade lutarem para chegarem a uma foto criativa que chegasse.

Namorados fotografam-se no Callejón de Doña Blanca, Puerto Plata

Namorados tentam chegar a uma foto-reflexo perfeita no Callejon de Doña Blanca, em Puerto Plata

Passados quinze minutos, ao constatarem a hiperactividade de um bando de fotógrafos com câmaras que lhes pareciam profissionais, não resistem: “vocês não nos podem ajudar aqui? Esta história dos reflexos é complicada… e vocês estão habituados.”

Fazemos a vontade à rapariga. Ela espreita a foto e olha para o namorado com um ar recriminatório de: “vês? Era assim tão difícil?”

Logo abaixo, no paseo das sombrillas, encontramos Josefina Martinez, de Tortuga, uma ilha a norte do Haiti.

Bastante mais à vontade como modelo, divertimo-nos os três num curto improviso em redor do algodão-doce que saboreava.

Doce brincadeira, Puerto Plata, República Dominicana

Josefina Martinez, de Tortuga, brinca com algodão-doce, em Puerto Plata

Descemos um pouco mais, para a beira-mar. Lá encontramos o Forte de São Filipe. Até meio do século XVI, Puerto Plata continuou a desenvolver-se em redor deste forte.

Até que, por volta de 1555, entrou em decadência e passou a ser frequentado sobretudo por piratas, de tal maneira que em 1605 para evitar a expansão da pirataria que prejudicava os Espanhóis, Felipe III, ordenou a destruição da cidade, que só viria a ser repopulada decorrido um século.

Encontramos o forte já fechado mas, como sempre acontece nas cidades portuárias caribenhas, cercado de vida. Tomás Nuñez tinha voltado ao seu velho hábito de patinar em linha e, pelo que víamos, mantinha-se em forma.

A determinada altura, sentou-se a apertar os patins ao lado de Lourdes e de Darwin, ambos deitados a ver as ondas bater na extensão das muralhas.

Moradores de Puerto Plata, Tomás Nuñez, Lourdes e Darwin nas imediações do Forte de São Filipe.

Tomás Nuñez, Lourdes e Darwin nas imediações do forte de San Felipe de Puerto Plata.

Chegámos a pensar que os dois família de Tomás mas não, não se conheciam. Dan, o marido de Lourdes e pai de Darwin pescava mais abaixo, fora do alcance da nossa vista.

Confuso? Talvez. Nada de mais se tivermos em conta a riqueza do que tínhamos vivido num só dia de Puerto Plata. Seguir-se-ia a Península de Samaná e os seus Haitises.

Santo Domingo, República Dominicana

A Mais Longeva Anciã Colonial das Américas

Santo Domingo é a colónia há mais tempo habitada do Novo Mundo. Fundada, em 1498, por Bartolomeu Colombo, a capital da República Dominicana preserva intacto um verdadeiro tesouro de resiliência histórica.
Lago Enriquillo, República Dominicana

Enriquillo: o Grande Lago das Antilhas

Com entre 300 e 400km2, situado a 44 metros abaixo do nível do mar, o Enriquillo é o lago supremo das Antilhas. Mesmo hipersalino e abafado por temperaturas atrozes, não pára de aumentar. Os cientistas têm dificuldade em explicar porquê.
Laguna Oviedo a Bahia de las Águilas, República Dominicana

Em Busca da Praia Dominicana Imaculada

Contra todas as probabilidades, um dos litorais dominicanos mais intocados também é dos mais remotos. À descoberta da província de Pedernales, deslumbramo-nos com o semi-desértico Parque Nacional Jaragua e com a pureza caribenha da Bahia de las Águilas.
Barahona, República Dominicana

A República Dominicana Balnear de Barahona

Sábado após Sábado, o recanto sudoeste da República Dominicana entra em modo de descompressão. Aos poucos, as suas praias e lagoas sedutoras acolhem uma maré de gente eufórica que se entrega a um peculiar rumbear anfíbio.
Península de Samaná, PN Los Haitises, República Dominicana

Da Península de Samaná aos Haitises Dominicanos

No recanto nordeste da República Dominicana, onde a natureza caribenha ainda triunfa, enfrentamos um Atlântico bem mais vigoroso que o esperado nestas paragens. Lá cavalgamos em regime comunitário até à famosa cascata Limón, cruzamos a baía de Samaná e nos embrenhamos na “terra das montanhas” remota e exuberante que a encerra.
Soufrière, Saint Lucia

As Grandes Pirâmides das Antilhas

Destacados acima de um litoral exuberante, os picos irmãos Pitons são a imagem de marca de Saint Lucia. Tornaram-se de tal maneira emblemáticos que têm lugar reservado nas notas mais altas de East Caribbean Dollars. Logo ao lado, os moradores da ex-capital Soufrière sabem o quão preciosa é a sua vista.
Laguna de Oviedo, República Dominicana

O Mar (nada) Morto da República Dominicana

A hipersalinidade da Laguna de Oviedo oscila consoante a evaporação e da água abastecida pela chuva e pelos caudais vindos da serra vizinha de Bahoruco. Os nativos da região estimam que, por norma, tem três vezes o nível de sal do mar. Lá desvendamos colónias prolíficas de flamingos e de iguanas entre tantas outras espécies que integram este que é um dos ecossistemas mais exuberantes da ilha de Hispaniola.
Cartagena de Índias, Colômbia

A Cidade Apetecida

Muitos tesouros passaram por Cartagena antes da entrega à Coroa espanhola - mais que os piratas que os tentaram saquear. Hoje, as muralhas protegem uma cidade majestosa sempre pronta a "rumbear".
PN Henri Pittier, Venezuela

PN Henri Pittier: entre o Mar das Caraíbas e a Cordilheira da Costa

Em 1917, o botânico Henri Pittier afeiçoou-se à selva das montanhas marítimas da Venezuela. Os visitantes do parque nacional que este suíço ali criou são, hoje, mais do que alguma vez desejou
Ilha Margarita ao PN Mochima, Venezuela

Ilha Margarita ao Parque Nacional Mochima: um Caribe bem Caribenho

A exploração do litoral venezuelano justifica uma festa náutica de arromba. Mas, estas paragens também nos revelam a vida em florestas de cactos e águas tão verdes como a selva tropical de Mochima.
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.
savuti, botswana, leões comedores de elefantes
Safari
Savuti, Botswana

Os Leões Comedores de Elefantes de Savuti

Um retalho do deserto do Kalahari seca ou é irrigado consoante caprichos tectónicos da região. No Savuti, os leões habituaram-se a depender deles próprios e predam os maiores animais da savana.
Fieis acendem velas, templo da Gruta de Milarepa, Circuito Annapurna, Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 9º Manang a Milarepa Cave, Nepal

Uma Caminhada entre a Aclimatização e a Peregrinação

Em pleno Circuito Annapurna, chegamos por fim a Manang (3519m). Ainda a precisarmos de aclimatizar para os trechos mais elevados que se seguiam, inauguramos uma jornada também espiritual a uma caverna nepalesa de Milarepa (4000m), o refúgio de um siddha (sábio) e santo budista.
Treasures, Las Vegas, Nevada, Cidade do Pecado e Perdao
Arquitectura & Design
Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.
lagoas e fumarolas, vulcoes, PN tongariro, nova zelandia
Aventura
Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões do PN Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori reclama aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.
Cerimónias e Festividades
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
praca registao, rota da seda, samarcanda, uzbequistao
Cidades
Samarcanda, Uzbequistão

Um Legado Monumental da Rota da Seda

Em Samarcanda, o algodão é agora o bem mais transaccionado e os Ladas e Chevrolets substituíram os camelos. Hoje, em vez de caravanas, Marco Polo iria encontrar os piores condutores do Uzbequistão.
Comida
Comida do Mundo

Gastronomia Sem Fronteiras nem Preconceitos

Cada povo, suas receitas e iguarias. Em certos casos, as mesmas que deliciam nações inteiras repugnam muitas outras. Para quem viaja pelo mundo, o ingrediente mais importante é uma mente bem aberta.
Desfile de nativos-mericanos, Pow Pow, Albuquerque, Novo México, Estados Unidos
Cultura
Albuquerque, E.U.A.

Soam os Tambores, Resistem os Índios

Com mais de 500 tribos presentes, o pow wow "Gathering of the Nations" celebra o que de sagrado subsiste das culturas nativo-americanas. Mas também revela os danos infligidos pela civilização colonizadora.
arbitro de combate, luta de galos, filipinas
Desporto
Filipinas

Quando só as Lutas de Galos Despertam as Filipinas

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.
jet lag evitar voo, jetlag, turbulência
Em Viagem
Jet Lag (Parte 1)

Evite a Turbulência do Pós Voo

Quando voamos através de mais que 3 fusos horários, o relógio interno que regula o nosso organismo confunde-se. O máximo que podemos fazer é aliviar o mal-estar que sentimos até se voltar a acertar.
Encontro das águas, Manaus, Amazonas, Brasil
Étnico
Manaus, Brasil

Ao Encontro do Encontro das Águas

O fenómeno não é único mas, em Manaus, reveste-se de uma beleza e solenidade especial. A determinada altura, os rios Negro e Solimões convergem num mesmo leito do Amazonas mas, em vez de logo se misturarem, ambos os caudais prosseguem lado a lado. Enquanto exploramos estas partes da Amazónia, testemunhamos o insólito confronto do Encontro das Águas.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Igreja arménia, península Sevanavank, Lago Sevan, Arménia
História
Lago Sevan, Arménia

O Grande Lago Agridoce do Cáucaso

Fechado entre montanhas a 1900 metros de altitude, considerado um tesouro natural e histórico da Arménia, o Lago Sevan nunca foi tratado como tal. O nível e a qualidade da sua água deterioram-se décadas a fio e uma recente invasão de algas drena a vida que nele subsiste.
Passagem, Tanna, Vanuatu ao Ocidente, Meet the Natives
Ilhas
Tanna, Vanuatu

Daqui se Fez Vanuatu ao Ocidente

O programa de TV “Meet the Natives” levou representantes tribais de Tanna a conhecer a Grã-Bretanha e os E.U.A. De visita à sua ilha, percebemos porque nada os entusiasmou mais que o regresso a casa.
Verificação da correspondência
Inverno Branco
Rovaniemi, Finlândia

Da Lapónia Finlandesa ao Árctico, Visita à Terra do Pai Natal

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar.
Vista do topo do Monte Vaea e do tumulo, vila vailima, Robert Louis Stevenson, Upolu, Samoa
Literatura
Upolu, Samoa

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado. Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração.
Mergulhão contra pôr-do-sol, Rio Miranda, Pantanal, Brasil
Natureza
Passo do Lontra, Miranda, Brasil

O Brasil Alagado a um Passo da Lontra

Estamos no limiar oeste do Mato Grosso do Sul mas mato, por estes lados, é outra coisa. Numa extensão de quase 200.000 km2, o Brasil surge parcialmente submerso, por rios, riachos, lagoas e outras águas dispersas em vastas planícies de aluvião. Nem o calor ofegante da estação seca drena a vida e a biodiversidade de lugares e fazendas pantaneiras como a que nos acolheu às margens do rio Miranda.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Praia de El Cofete do cimo de El Islote, Fuerteventura, ilhas Canárias, Espanha
Parques Naturais
Fuerteventura, Ilhas Canárias, Espanha

A (a) Ventura Atlântica de Fuerteventura

Os romanos conheciam as Canárias como as ilhas afortunadas. Fuerteventura, preserva vários dos atributos de então. As suas praias perfeitas para o windsurf e o kite-surf ou só para banhos justificam sucessivas “invasões” dos povos do norte ávidos de sol. No interior vulcânico e rugoso resiste o bastião das culturas indígenas e coloniais da ilha. Começamos a desvendá-la pelo seu longilíneo sul.
Canal de Lazer
Património Mundial UNESCO
Amesterdão, Holanda

De Canal em Canal, numa Holanda Surreal

Liberal no que a drogas e sexo diz respeito, Amesterdão acolhe uma multidão de forasteiros. Entre canais, bicicletas, coffee shops e montras de bordéis, procuramos, em vão, pelo seu lado mais pacato.
Monumento do Heroes Acre, Zimbabwe
Personagens
Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.
Praias
Gizo, Ilhas Salomão

Gala dos Pequenos Cantores de Saeraghi

Em Gizo, ainda são bem visíveis os estragos provocados pelo tsunami que assolou as ilhas Salomão. No litoral de Saeraghi, a felicidade balnear das crianças contrasta com a sua herança de desolação.
Via Conflituosa
Religião
Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa

Em Jerusalém, enquanto percorrem a Via Dolorosa, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.
De volta ao sol. Cable Cars de São Francisco, Vida Altos e baixos
Sobre Carris
São Francisco, E.U.A.

Cable Cars de São Francisco: uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.
mercado peixe Tsukiji, toquio, japao
Sociedade
Tóquio, Japão

O Mercado de Peixe que Perdeu a Frescura

Num ano, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Desde 1935, que uma parte considerável era processada e vendida no maior mercado piscícola do mundo. Tsukiji foi encerrado em Outubro de 2018, e substituído pelo de Toyosu.
Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Rinoceronte, PN Kaziranga, Assam, Índia
Vida Selvagem
PN Kaziranga, Índia

O Baluarte dos Monocerontes Indianos

Situado no estado de Assam, a sul do grande rio Bramaputra, o PN Kaziranga ocupa uma vasta área de pântano aluvial. Lá se concentram dois terços dos rhinocerus unicornis do mundo, entre em redor de 100 tigres, 1200 elefantes e muitos outros animais. Pressionado pela proximidade humana e pela inevitável caça furtiva, este parque precioso só não se tem conseguido proteger das cheias hiperbólicas das monções e de algumas polémicas.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
EN FR PT ES