Puerto Plata, República Dominicana

Prata da Casa Dominicana


Parque Independência de Puerto Plata
Estátuas e bandeira da República Dominicana no Parque Independência de Puerto Plata.
Teleférico Puerto Plata – PN ISabel de Torres
Cabine do teleférico de Puerto Plata com a cidade em fundo
Visitante exuberante
Visitante exuberante do Callejón de Doña Blanca, em Puerto Plata.
Dari Reinoso e Cia
Campeão do "Masters of the Ocean 2019" Dauri Reinoso (de azul) e compinchas na banca da Take Off, na Playa El Encuentro.
Uma doce reprimenda
Charlotte reprime a irmã aniversariante Anabela por esta destruir o bolo de anos, na Plaza Independência, em Puerto Plata.
Anabela, a aniversariante
Aniversariante Anabela ao colo da avó no Parque Independência de Puerto Plata.
Passeio abençoado
Visitante caminha sobre um passadiço elevado junto à estátua do Cristo Redentor do PN Isabel de Torres, em Puerto Plata.
Frankenstein exibe preciosidades Brugal
Frank Vázquez exibe uma das garrafas mais conceituadas do rum dominicano Brugal.
Brincadeira doce e colorida
Josefina Martinez, de Tortuga, brinca com algodão-doce, em Puerto Plata
SSSSS aquáticos
Surfista desliza ao longo de uma das ondas da Playa El Encuentro, nas imediações de Cabarete.
Descontração de Campeão
Dauri Reinoso, Campeão do "Masters of the Ocean 2019", instrutor de desportos náuticos na Playa El Encuentro, Cabarete.
Pausa no surf
Surfista deixa o mar da Playa El Encuentro, nas imediações de Cabarete.
Caribe azul e verde
Vista do litorla nas imediações de Puerto Plata, na costa norte da República Dominicana.
Desalinização a dois
Amigos surfistas Gabriel e Huba tomam duche após algum surf na Playa El Encuentro, nas imediações de Cabarete
Passeio abençoado
Visitante caminha sobre um passadiço elevado junto à estátua do Cristo Redentor do PN Isabel de Torres, em Puerto Plata.
Experiências fotográficas em côr-de-rosa
Namorados tentam chegar a uma foto-reflexo perfeita no Callejon de Doña Blanca, em Puerto Plata
Vendedores na base do Cristo Redentor, em Puerto Plata
Vendedores na entrada do mercado no interior da estátua do Cristo Redentor no cimo do PN Isabel de Torres, em Puerto Plata, Rep. Dominicana.
Puerto Plata resultou do abandono de La Isabela, a segunda tentativa de colónia hispânica das Américas. Quase meio milénio depois do desembarque de Colombo, inaugurou o fenómeno turístico inexorável da nação. Numa passagem-relâmpago pela província, constatamos como o mar, a montanha, as gentes e o sol do Caribe a mantêm a reluzir.

Sosua, Cabarete e Puerto Plata têm o destaque no mapa e a fama mas é numa tal de Playa El Encuentro que nos detemos. Ditaram o destino e uma série de factores que o Atlântico se desenrole sobre o norte da República Dominicana em vagas de ondas que surfistas de todas as partes se habituaram a admirar.

Uma floresta de árvores densas abriga uma área inicial do areal. Uma comunidade de escolas de desportos náuticos partilha a sombra dessa orla, o mar cálido e delicioso em frente, os clientes que por ali dão à costa e, tão ou mais importante, a oportunidade de viver um dia-a-dia natural e evasivo, sem o stress e o aborrecimento de tantas outras formas de vida.

Lá encontramos em plenos duches pós-surf, os amigos Gabriel, (da Ilha Margarita) e Huba, também venezuelano, de ascendência húngara, membros do projecto Frescollective e com algumas ideias na manga para os entornos da Playa El Encuentro.

Gabriel e Huba no duche, Playa El Encuentro, Cabarete

Amigos surfistas do colectivo Frescollective Gabriel e Huba tomam duche após algum surf na Playa El Encuentro.

Logo ao lado, damos entrada na escola de surf 321Take Off, então representada pelo argentino Juan, mas fundada pelo Yahman Markus Bohm, também criador da competição Masters of the Ocean que combina provas de surf, kitesurf, windsurf e paddleboard.

Parte da comitiva em que seguimos entrega-se a aulas de surf. Nós, deambulamos pela praia, em busca de outros tesouros.

Aula de surf, Playa El Encuentro, Puerto Plata, República Dominicana

Grupo de amigos aprende surf na beira-mar da Playa El Encuentro.

Surfistas de distintas gerações tentam as manobras mais adequadas ao swell do momento. Uns, atiram-se para a água esmeralda caribenha, outros, deixam-na e somem-se na negrura da floresta.

Também Dauri Reinoso vai e vem. Dauri treina nas ondas Del Encuentro e trabalha como professor de surf para a 321Take Off. Venceu o Masters of the Ocean 2019 realizado em Cabarete mas, à boa maneira surfista, posa para nós com uma leveza de alma que só muitas horas etéreas entre as ondas concedem.

Dauri Reinoso, Dauri Reinoso, Campeão do Masters of the Ocean 2019, na Playa El Encuentro, Cabarete

Dauri Reinoso, Campeão do “Masters of the Ocean 2019”, instrutor de desportos náuticos na Playa El Encuentro, Cabarete.

Brugal. Um Rum Nada Frugal

Frank Vázquez recebe-nos à entrada da fábrica de Puerto Plata do famoso rum dominicano Brugal. Inteirado de que predominavam portugueses no grupo, informa-nos que nos guiaria em português. A versão é a brasileira mas mesmo assim a sua competência espanta-nos.

“Mas já trabalhaste no Brasil?” Não! Tenho é muita curiosidade. Gosto de aprender, não paro quieto! Posso guiar este tour em dez línguas diferentes. Além disso, sou bombeiro, socorrista, paramédico, nadador-salvador. Sou feito de tudo um pouco, sabem? Por ser Frank e por isso, chamam-me de Frankenstein…

Não tínhamos ainda tocado no rum. A conversa já nos soava a surreal. Frank interrompe-a para nos salvar do sol monstruoso do Caribe. Lá dentro, como fazia vezes sem conta, descreve-nos a história da marca, mostra-nos as suas garrafas mais valiosas e dá-nos a provar distintas produções.

Dos vários runs Brugal em exibição destacava-se um tal de Papa Andrés de que só subsistiam mil garrafas, cada qual avaliada em pelo menos 1500 dólares. Por essa altura, todo o grupo tinha provado algum rum, do mais modesto, claro está.

Prova de rum na fábrica Brugal, Puerto Plata, República Dominicana

Frank Vázquez serve rum durante uma apresentação da fábrica de rum Brugal.

Pediam-se fotos da estrela papal da marca de todas as maneiras e feitios. Receoso de a quebrar e de ser banido da congregação do espírito que o empregava, Frank abraçava a caixa de museu que protegia a Edición Limitada de 2015 com um cuidado beato.

Em tempos de intensa espionagem industrial, só tivemos direito a espreitar a unidade de produção da Brugal. Nada de fotos, nada de vídeos. Supôs-se que nada de atrevimentos.

Frank Vázquez exibe garrafas de Brugal, Puerto Plata

Frank Vázquez exibe uma das garrafas mais conceituadas do rum dominicano Brugal.

Ascensão ao Pico Tropical Isabel de Torres

O calor tropical de panela de pressão que nos continua a fazer suar as estopinhas só para nos refrescarmos pouco ou nada dera de si desde o zénite solar.

Adiantamo-nos ao trânsito de San Felipe de Puerto Plata, a cidade. Ultrapassamos guáguas – carrinhas para quase vinte passageiros, carritos – carros privados que fazem de táxi e vemos a circular com quase metade da lotação das guáguas. E motoconchos, mototaxis que acompanhamos na sua lotação, já não sabemos bem se a máxima: quatro passageiros bem agarrados ao condutor. E uns aos outros.

Angel, o dominicano que nos conduzia com suavidade celestial e embalava ao som das bachatas populares do país, completa uma última subida em curva.

Por fim, chegamos ao sopé do Pico Isabel de Torres, assim baptizado diz-se que por homenagem à rainha Isabel de Castela, nascida em Madrigal de Las Altas Torres (Valladolid) e vigente nos anos em que Cristovão Colombo desvendou estas Índias do Ocidente ao Velho Mundo.

Com 793m, a montanha de Puerto Plata fica-se por um ¼ da altitude do Pico Duarte (3.098m), o tecto das ilhas caribenhas mas, como ascende da beira-mar iminente, preserva um impressionante dramatismo costeiro.

É quinta-feira. Sem os visitantes dominicanos de fim-de-semana ao largo, são esparsos os passageiros do teleférico.

O cume a que íamos ascender ficava muitos metros aquém do cimo recordista do Pico Duarte. Em jeito de compensação, as autoridades de Puerto Plata sublinham o facto de o teleférico que liga a cidade à sua montanha ser pioneiro. A linha foi inaugurada em 1975. Por essa altura, não tinha idêntica no mar e arquipélagos em redor.

Daí para cá, decorreu não tarda um século. A cabine em que seguimos, essa, leva meros oito minutos a conquistar a encosta luxuriante.

À janela virada para o Atlântico, passamos sobre lares humildes e um campo de basebol terroso e deserto. Aos poucos, vemos o casario branco de Puerto Plata encolher no verde que salpica.

Quando inspeccionamos a vista já da plataforma de desembarque, a floresta suplanta com desafogo a área urbana abaixo.

Apreciamos uma espécie de sub-pico forrado de um manto intrincado de pequenas palmeiras e outras espécies vegetais viçosas. Para oeste, a vista tornava evidente que San Felipe de Puerto Plata extrapolara a mais apertada de sucessivas enseadas recortadas na Costa de Ambar, onde essa resina fossilizada preciosa mais abunda na República Dominicana.

Vista do cimo do teleférico do PN Isabel de Torres, sobre o litoral de Puerto Plata

Vista do litoral nas imediações de Puerto Plata, na costa norte da República Dominicana.

Admiramo-la por uns momentos extra. Até que o apelo de braços abertos de um inesperado Cristo Redentor nos faz virar costas ao litoral.

Uma primeira escadaria leva-nos aos pés do monumento, assente numa meia-esfera dotada de janelas. Uma segunda, passa entre uma bandeira ondulante da República Dominicana e outra de Puerto Plata.

Conduz os visitantes ao interior lúgubre da meia-bola branca onde uma comunidade de vendedores de artesananias y recuerdos os atraem aos seus negócios. Em redor, um jardim botânico com flora endémica e a vastidão natural a sério do PN Isabel de Torres, pareciam-nos atractivos mais meritórios.

Vendedores na base da estátua Cristo Redentor, Puerto Plata, Rep. Dominicana

Vendedores na entrada do mercado no interior da estátua do Cristo Redentor no cimo do PN Isabel de Torres

Contornamos a esfera abaixo dos pés do Cristo, sobrevoados por bandos de maritacas estridentes, as mesmas aves que Cristovão Colombo terá observado, então, provavelmente bem mais abundantes e ruidosas.

Colombo navegou ao largo da Costa de Ambar dos nossos dias, em 1492, logo na primeira das suas quatro viagens às Américas. Atingiu estas partes do Caribe depois de ter atravessado as Bahamas e de percorrido a metade oriental de Cuba, com o litoral sempre à vista.

Depois dos falhanços de La Navidad e La Isabela, o norte de Hispaniola só viria a receber uma colónia com sucesso, num ano ainda em debate, entre 1502 e 1506.

Seja qual for a data, a povoação terá sido planeada por Cristovão Colombo e pelo seu irmão mais novo, Bartolomeu. À altura, uma anotação de Cristovão sobre o visual argento da névoa persistente naquela montanha que nos acolhia terá servido de inspiração para o seu nome: San Felipe de Puerto Plata. Para onde entretanto regressamos.

 As Vidas que Dão Mais Vida a Puerto Plata

Desembarcamos da carrinha directos para o seu Parque Independência, desenhado com geometria criativa a partir do âmago de La Glorieta, um coreto octogonal victoriano de dois pisos.

O estilo arquitectónico do coreto não é coincidência. Em redor, abundam outros edifícios victorianos erguidos a partir de 1857, por influência dos barcos europeus e imigrantes que começaram a chegar ao porto com os fins do século XIX. Diz-se, aliás, que a moda se alastrou à medida que os navios fizeram desembarcar brochuras e folhetos com imagens de edifícios victorianos.

Esses edifícios continuam de pé, cada qual com as suas linhas e cores que destoam das construções mais modernas e das linhas austeras da Catedral de São Filipe, o Apóstolo.

Dirigimo-nos para a entrada tripartida do templo quando, uma celebração profana humilde nos capta a atenção.

Sentada num banco de jardim, uma menina segura um bolo de aniversário. Atrás dela, uma jovem dominicana ata um arranjo de balões a um canto do banco.

Avó e mãe das irmãs aniversariantes Charlote e Anabela fotografam Anabela no Parque Independência de Puerto Plata.

Avó e mãe das irmãs aniversariantes Charlote e Anabela fotografam Anabela no Parque Independência de Puerto Plata.

Charlotte faz três anos. A mãe trata dos ajustes para uma sessão fotográfica que eternize o momento. “Não é só a Charlotte.” diz-nos a senhora. “A Anabela, a mais pequenita, também fez há pouco o primeiro!” Com as ajudas babadas da avó e de uma amiga, a mãe senta as duas filhas no banco com o bolo pelo meio.

A angelical Anabela ignora as fotos. Pouco dada a cerimónias, tira uma grande dedada de cobertura do bolo e suja a boca toda de natas. Charlotte leva as mãos à cabeça. A irmã não pára.

Ataca os sectores coloridos do bolo. Charlotte pede socorro à mãe e à avó mas, divertidas com as diabruras fotogénicas da caçula, as adultas ignoram-na. Charlotte perde a paciência. Grita à irmã lambuzona e tenta impedir o seu terrorismo açucarado. Tarde demais e em vão.

Irmãs aniversariantes no Parque Independência, Puerto Plata, Rep. Dominicana

Charlotte reprime a irmã aniversariante Anabela por esta destruir o bolo de anos.

Já não entramos na catedral. Em vez, invertemos caminho para o fundo do Parque Independência e, logo, para uma nova rua da cidade, o beco de Doña Blanca Franceschini, recém-inaugurado pela família do grupo turístico Punta Cana, a Rainieri Kuret.

A viela foi reparada pelo grupo e pela família em homenagem aos 110 anos da chegada da sua avó Blanca a Puerto Plata, em 1898. Bianca (nome italiano original) Franceschini e o marido aperceberem-se que fazia falta um hotel em Puerto Plata.  Decidiram, assim, fundar o Hotel del Comercio, mais tarde Hotel Europa e lançaram uma base sólida do turismo dominicano.

Encontramos o callejon magenta de uma ponta à outra. Decorado com bancos, janelas e espelhos que desafiam os casais de namorados instagramers. Vemos Marielys e a sua cara-metade lutarem para chegarem a uma foto criativa que chegasse.

Namorados fotografam-se no Callejón de Doña Blanca, Puerto Plata

Namorados tentam chegar a uma foto-reflexo perfeita no Callejon de Doña Blanca, em Puerto Plata

Passados quinze minutos, ao constatarem a hiperactividade de um bando de fotógrafos com câmaras que lhes pareciam profissionais, não resistem: “vocês não nos podem ajudar aqui? Esta história dos reflexos é complicada… e vocês estão habituados.” Fazemos a vontade à rapariga. Ela espreita a foto e olha para o namorado com um ar recriminatório de: “vês? Era assim tão difícil?”

Logo abaixo, no paseo das sombrillas, encontramos Josefina Martinez, de Tortuga, uma ilha a norte do Haiti. Bastante mais à vontade como modelo, divertimo-nos os três num curto improviso em redor do algodão-doce que saboreava.

Doce brincadeira, Puerto Plata, República Dominicana

Josefina Martinez, de Tortuga, brinca com algodão-doce, em Puerto Plata

Descemos um pouco mais, para a beira-mar. Lá encontramos o Forte de São Filipe. Até meio do século XVI, Puerto Plata continuou a desenvolver-se em redor deste forte.

Até que, por volta de 1555, entrou em decadência e passou a ser frequentado sobretudo por piratas, de tal maneira que em 1605 para evitar a expansão da pirataria que prejudicava os Espanhóis, Felipe III, ordenou a destruição da cidade, que só viria a ser repopulada decorrido um século.

Encontramos o forte já fechado mas, como sempre acontece nas cidades portuárias caribenhas, cercado de vida. Tomás Nuñez tinha voltado ao seu velho hábito de patinar em linha e, pelo que víamos, mantinha-se em forma. A determinada altura, sentou-se a apertar os patins ao lado de Lourdes e de Darwin, ambos deitados a ver as ondas bater na extensão das muralhas.

Moradores de Puerto Plata, Tomás Nuñez, Lourdes e Darwin nas imediações do Forte de São Filipe.

Tomás Nuñez, Lourdes e Darwin nas imediações do forte de San Felipe de Puerto Plata.

Chegámos a pensar que os dois família de Tomás mas não, não se conheciam. Dan, o marido de Lourdes e pai de Darwin pescava mais abaixo, fora do alcance da nossa vista. Confuso? Talvez. Nada de mais se tivermos em conta a riqueza do que tínhamos vivido num só dia de Puerto Plata.

Cartagena de Índias, Colômbia

A Cidade Apetecida

Muitos tesouros passaram por Cartagena antes da entrega à Coroa espanhola - mais que os piratas que os tentaram saquear. Hoje, as muralhas protegem uma cidade majestosa sempre pronta a "rumbear".
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PN Henri Pittier: entre o Mar das Caraíbas e a Cordilheira da Costa

Em 1917, o botânico Henri Pittier afeiçoou-se à selva das montanhas marítimas da Venezuela. Os visitantes do parque nacional que este suíço ali criou são, hoje, mais do que alguma vez desejou
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Ilha Margarita ao Parque Nacional Mochima: um Caribe bem Caribenho

A exploração do litoral venezuelano justifica uma festa náutica de arromba. Mas, estas paragens também nos revelam a vida em florestas de cactos e águas tão verdes como a selva tropical de Mochima.
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.
Península de Samaná, PN Los Haitises, República Dominicana

Da Península de Samaná aos Haitises Dominicanos

No recanto nordeste da República Dominicana, onde a natureza caribenha ainda triunfa, enfrentamos um Atlântico bem mais vigoroso que o esperado nestas paragens. Lá cavalgamos em regime comunitário até à famosa cascata Limón, cruzamos a baía de Samaná e nos embrenhamos na “terra das montanhas” remota e exuberante que a encerra.
Laguna de Oviedo, República Dominicana

O Mar (nada) Morto da República Dominicana

A hipersalinidade da Laguna de Oviedo oscila consoante a evaporação e da água abastecida pela chuva e pelos caudais vindos da serra vizinha de Bahoruco. Os nativos da região estimam que, por norma, tem três vezes o nível de sal do mar. Lá desvendamos colónias prolíficas de flamingos e de iguanas entre tantas outras espécies que integram este que é um dos ecossistemas mais exuberantes da ilha de Hispaniola.
Soufrière, Saint Lucia

As Grandes Pirâmides das Antilhas

Destacados acima de um litoral exuberante, os picos irmãos Pitons são a imagem de marca de Saint Lucia. Tornaram-se de tal maneira emblemáticos que têm lugar reservado nas notas mais altas de East Caribbean Dollars. Logo ao lado, os moradores da ex-capital Soufrière sabem o quão preciosa é a sua vista.
Elafonisi, Creta, Grécia
Praia
Chania a Elafonisi, Creta, Grécia

Ida à Praia à Moda de Creta

À descoberta do ocidente cretense, deixamos Chania, percorremos a garganta de Topolia e desfiladeiros menos marcados. Alguns quilómetros depois, chegamos a um recanto mediterrânico de aguarela e de sonho, o da ilha de Elafonisi e sua lagoa.
Caminhada Solitária, Deserto do Namibe, Sossusvlei, Namibia, acácia na base de duna
Parque Nacional
Sossusvlei, Namíbia

O Namibe Sem Saída de Sossusvlei

Quando flui, o rio efémero Tsauchab serpenteia 150km, desde as montanhas de Naukluft. Chegado a Sossusvlei, perde-se num mar de montanhas de areia que disputam o céu. Os nativos e os colonos chamaram-lhe pântano sem retorno. Quem descobre estas paragens inverosímeis da Namíbia, pensa sempre em voltar.
white pass yukon train, Skagway, Rota do ouro, Alasca, EUA
Parques nacionais
Skagway, Alasca

Uma Variante da Febre do Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Pela sombra
Arquitectura & Design
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.
Barcos sobre o gelo, ilha de Hailuoto, Finlândia
Aventura
Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, a ilha de Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.
Nana Kwame V, chefe ganês, festival Fetu Afahye, Gana
Cerimónias e Festividades
Cape Coast, Gana

O Festival da Divina Purificação

Reza a história que, em tempos, uma praga devastou a população da Cape Coast do actual Gana. Só as preces dos sobreviventes e a limpeza do mal levada a cabo pelos deuses terão posto cobro ao flagelo. Desde então, os nativos retribuem a bênção das 77 divindades da região tradicional Oguaa com o frenético festival Fetu Afahye.
Cortejo garrido
Cidades
Suzdal, Rússia

Mil Anos de Rússia à Moda Antiga

Foi uma capital pródiga quando Moscovo não passava de um lugarejo rural. Pelo caminho, perdeu relevância política mas acumulou a maior concentração de igrejas, mosteiros e conventos do país dos czares. Hoje, sob as suas incontáveis cúpulas, Suzdal é tão ortodoxa quanto monumental.
Moradora obesa de Tupola Tapaau, uma pequena ilha de Samoa Ocidental.
Comida
Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
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Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival.
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Apesar de praticado desde 1841, o Futebol Australiano só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.
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