Chihuahua, México

¡ Ay Chihuahua !


Chihuahua Angelical
Transeuntes com chapéus de vaqueros, passam em frente ao Palácio do Governador de Chihuahua.
Passeio pela Catedral
Moradores de Chihuahua passam pela Catedral Metropolitana da cidade.
Cantor Sombrio
Cantor de rua, numa esquina semi-sombria da cidade de Chihuahua.
História Reflectida
Torres da Catedral Metropolitana de Chihuahua reflectidas na superfície espelhada de um edifício governamental.
Pseudo-Artista de Rua
Artista de rua com péssima voz mas imensa atitude, tenta ganhar a vida no centro histórico de Chihuahua.
Moda Chihuahua II
Vendedor de botas e acessórios vaqueros, à entrada da sua loja.
Botas de Piton
Engraxadores dão mais brilho a botas de piton, tradicionais de Chihuahua.
Angel de la Libertad
Estátua enorme do Angel de la Libertad, acima de um dos morros que cercam Chihuahua.
Deza y Ulloa
Estátua do colonlizador hispânico Deza y Ulloa contra a fachada trabalhada da Catedral Metropolitana.
Deza y Ulloa III
Silhueta de Deza y Ulloa contra os vidros de um edifício governamental de Chihuahua.
Moda Chihuahuense
Casal reabastece-se de roupa de vaquero numa loja de Chihuahua.
Amigas Rarámuri
Duas mulheres rarámuri, junto a um mural que celebra Chihuahua e a cultura indígena rarámuri.
Mural Chihuahua
Mural de um cão chihuahua nas alturas de um prédio da cidade.
“Muralista en Llamas”
Transeuntes passam pela pintura "Muralista en Llamas"
Pachucos Mi Barrio
Pachucos de Chihuahua dançam num fim de tarde.
Rico’s Tacos
Carrinha pick-up passa pelo restaurante Rico's Tacos.
Catedral Metropolitana
A grande igreja de Chihuahua resplandece em tom dourado contra o azulão do pós-ocaso.
Mural Calle Guadalupe
Outro mural enigmático da cidade de Chihuahua.
Calhambeque Pancho Villa
O carro antigo em que seguia Pancho Villa quando foi assassinado à bala.
Palácio Gobierno
Linhas e formas do interior do Palácio do Governador de Chihuahua.
Os mexicanos adaptaram a expressão como uma das suas preferidas manifestações de surpresa. À descoberta da capital do estado homónimo do Noroeste, exclamamo-la amiúde.

A antiga Casa Trias que nos acolhe é uma das haciendas mais antigas da cidade.

Não só. A sua fachada integra o limite sudeste da Plaza de Armas, o âmago de Chihuahua.

Abençoa-a, como é suposto em qualquer urbe de génese colonial hispânica, a catedral metropolitana, um templo católico majestoso e, durante séculos a fio, sobranceiro, há algumas décadas suplantado pelo edifício da Unidade de Informação do Congresso.

Malgrado o desaforo arquitectónico, a catedral preserva intacta a sua função nas vidas dos chihuahuaenses. Os sinos das duas torres gémeas marcam o tempo pelo tempo fora. Com tal afinco que, ali ao lado, nos servem de despertadores indesejados.

Bem cedo, mas com algum lapso, devido às elevações a leste, a luz solar morna incide no topo da catedral e recarrega a cidade para o dia que se segue.

As Emblemáticas Botas de Piton e os Engraxadores que as Cuidam

Aos poucos, os engraxadores ocupam os seus postos em redor do jardim no coração da praça, preparados para renovarem o brilho das botas de piton com que, a par dos chapéus, dos jeans e das camisas, boa parte dos homens da região compõem os visuais de vaqueros viris tradicionais do norte mexicano.

Chihuahua é, aliás, um dos principais polos fornecedores dessa moda regional. Mal deixamos a Plaza de Armas para as ruas comerciais em redor, vemos lojas repletas dessas botas e chapéus, expostos e promovidos como os itens idolatrados que se tornaram.

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As botas de piton em particular, são vendidas e usadas numa panóplia de materiais meritórios de um vigoroso ¡Ay Chihuahua.

Encontramo-las em couro, pele de avestruz, crocodilo, cobra, papa-formigas, tatu, enguia e mantas, entre outros.

Consoante os materiais, a arte empregue e, claro está, a notoriedade e solidez da marca, os preços podem ir de umas dezenas a mais de três mil euros o par.

Chihuahua, cidade do México, pedigree, moda Chihuahua IIQuanto mais conceituados os modelos, mais os engraxadores neles se empenham.

Às vezes vinte minutos a fio, o suficiente para os donos do calçado se recostarem, lerem meio jornal e debaterem os temas do dia, os escândalos políticos, os confrontos entre cartéis e as repercussões da outra, mais recente e viral, pandemia.

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Chihuahua: uma Cidade cada Vez Mais Mural do México

Prosseguimos pela Calle Guadalupe Victoria, para fora da Plaza de Armas, na direcção da Hidalgo, outro “quadrado” em redor de estátua e ajardinado, justificado pela presença do Palácio de Gobierno.

Dedicamos um derradeiro olhar às torres da Catedral Metropolitana. Quando o fazemos, descortinamos o primeiro chihuahua de Chihuahua.

Em vez do verdadeiro cachorrito portátil e de latir estridente que conquistou o mundo, uma sua pintura modernista, quase psicadélica, a preencher toda uma fachada de um prédio amarelado.

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Ao mesmo tempo, por baixo, passa um dos trenzitos infantis que nos habituámos a ver nas povoações turísticas do norte mexicano.

Dias mais tarde, haveríamos de embarcar no El CHEPE, esse sim, um comboio a sério, repleto de história, meritório de uma das ferrovias mais aventureiras à face da Terra.

De ambos os lados da rua, sucedem-se lojas de tudo um pouco. A espaços, outras ilustrações díspares contribuem para a ambição dos governantes de fazerem de Chihuahua uma ciudad mural que se destaque de tantas outras do México.

 

A próxima por que passamos, à sombra de uma parede sob uma laje de betão, tem o título musical de “Qué Bonito es Chihuahua”. Promove alguns dos atractivos do estado.

Povoações mineiras, uma queda d’água que interpretamos como a de Basaseachi, situada nas Barrancas del Cobre, a segunda mais alta do México, com 246 metros.

No centro, um indígena da etnia predominante das serranias e barrancos do estado, a Rarámuri, toca violino, como que a musicar a obra d’arte.

Por mero acaso, quando a examinamos, duas amigas da mesma etnia aparecem do fundo da rua. Detêm-se, ali, a conversar no seu dialecto, cada qual num vestido folhado, garrido, longo, subido quase até à base do queixo.

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Homenagem a Alfaro Siqueiros e aos Muralistas Pioneiros

Prosseguimos por sentidos inversos.

Mais para o meio da rua, as pinturas murais repetem-se: o “Muralista en Llamas” de Lizeth Garcia Portillo, exibe um pintor aprisionado. Trata-se de David Alfaro Siqueiros, pioneiro do muralismo mexicano, a par de Diego de Rivera e de José Clemente Orozco.

Ao longo da sua vida e obra, David Siqueiros provou-se um anti-imperialista e anti-fascista, prodigioso, mas fogoso. Foi acusado de tentativa de assassínio de Leon Trotsky, pelo que se viu aprisionado e exilado no Chile.

Chihuahua, cidade do México, pedigree, "Muralista en Llamas"

Após o regresso ao México, foi condenado a mais alguns anos de prisão, afinal de contas, o motivo principal e dramático que nos tinha chamado a atenção, sobre o branco-sujo da parede.

Por fim, a Calle Guadalupe Victoria deixa-nos com o Palácio del Gobierno em frente.

Quando nele entramos, damos com um grande palacete com três pisos avarandados, uma imensidão de arcos a abrirem vista para um pátio central ladrilhado em cinzento.

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O Museu Histórico-Político do Palácio del Gobierno

Em redor do piso térreo, desdobra-se todo um museu de história mexicana e de Chihuahua que conta, até, com um Altar de la Patria dedicado àquele que é considerado seu pai, o padre Miguel Hidalgo.

Também por aqui abundam os murais, nem mais nem menos de 360m2 de pinturas da autoria de Aarón Piña Mora. Hidalgo surge noutra delas, no centro de um mural que eternizou o momento do seu fuzilamento, às mãos de um pelotão de soldados espanhóis, a 30 de Julho de 1811, precisamente em Chihuahua.

Deixamos o Palácio do Gobierno pela fachada oposta à da entrada, directos para a Calle Libertad que, ali, o separa de um outro edifício imponente, em tempos, o calabouço pré-fuzilamento de Miguel Hidalgo.

Hoje, o edifício acolhe a Casa Chihuahua, um museu dedicado a exposições itinerantes.

Como a vemos, à entrada, a escultura de bronze do gorila “Alter Ego”, de três metros e uma tonelada, parece invejar os sorvetes devorados por um jovem casal e seus dois filhos, sentados num muro em frente.

Continuamos em modo hiperbólico, na direcção da Plaza de la Grandeza e da sua cara-metade, a Plaza del Angel, de que se destaca contra o céu azulão, um anjo dourado.

Chihuahua, cidade do México, pedigree, Angel de la Libertad

A Última Morada de Francisco “Pancho” Villa

Metemo-nos na Av. V. Carranza. Ziguezagueamos em ângulos rectos pela grelha geométrica da cidade em busca da Casa de Pancho Villa, o derradeiro lar habitado pelo revolucionário mexicano, com aquela que foi considerada a sua esposa número vinte e três.

A contagem provou-se, de tal maneira creditada, que o actual museu faz questão de exibir uma lista das suas amadas.

Desafogada, a vivenda é, hoje, pertença do exército mexicano.

Tem soldados de vigia nas tropelias dos visitantes em redor dos inúmeros pertences de Villa, sobretudo, do carro em que seguia quando foi emboscado a mando do presidente mexicano de 1924-28, Elias Calles.

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O calhambeque continua estacionado para história num pátio da mansão, esburacado pelas muitas balas disparadas sobre Villa quando este seguia para uma festa familiar a ter lugar na povoação de Parral.

É em festa que achamos a Plaza de Armas quando a ela regressamos, mais para o fim da tarde.

O cair do lusco-fusco reforça os contornos de Antonio de Deza y Ulloa, o fundador de Real de Minas de San Francisco de Cuéllar, a cidade que daria origem a Chihuahua

Chihuahua, cidade do México, pedigree, Deza y UlloaA estátua em que o governante parece indicar o lugar em que mandou erguer o povoado, surge centrada entre o coreto no cerne do jardim e a Catedral Metropolitana, contra o rendilhado e minucioso da sua fachada.

Chihuahua, cidade do México, pedigree, Deza y Ulloa

Do lado oposto do jardim, centenas de moradores e visitantes partilham uma celebração pagã do dia e da vida que contrasta com a solenidade eclesiástica no interior da igreja.

Ao Ritmo dos Bailes Pachucos de Chihuahua

Lidera o movimento o duo de pachucos Mi Bárrio, activo e motivado como nunca, passados vários meses em que se viram barrados de animar a praça devido à pandemia.

Sergio Boy, gera e inspira passos de mambo e de outros ritmos, em trajes garridos e largueirões de moda zoot.

O Mi Bárrio e os pachucos em geral, são sobreviventes dos herdeiros mexicanos – sobretudo de El Paso – da subcultura de gangs que proliferou nos Estados Unidos durante a década de 30. Sergio Boy convida espectadores a participarem.

Chihuahua, cidade do México, pedigree, Pachucos

A espaços, interrompe as danças elegantes para produzir mais uma inusitada selfie, com uma pequena SLR apontada para si próprio. Enquanto isso, dançarinos de outros colectivos inauguram bailes paralelos.

A Doçura Incontrolável de Chihuahua

Circulamos em redor, entusiasmados pela inesperada exuberância popular da cidade. Passamos por bancas de elotes (espigas de milho cozinhadas) de churros, de tacos e outros petiscos.

Uma delas surge cercada por frutas cristalizadas de todas as cores e feitios, resplandecentes a dobrar devido à iluminação incandescente que emanava do interior. Quando nos aproximamos, percebemos que um enorme enxame de abelhas, atraídas pela doçura e inebriadas pela luz, se havia apoderado da banca, aparentemente deserta.

Ao perceber a nossa presença, Javier, o dono, interpela-nos. Educado, esforça-se por vender. Quando lhe perguntamos que fenómeno apícola era aquele, encolhe os ombros e desata-se a rir.

“Qué quieren que haga? Soy su esclavo. Vienen y ván cuando quieren. Aún solo me picaron una vez. Aqui!” e mostra-nos um inchaço na cabeça.

Uma família aparece, determinada a fazer a vontade aos miúdos. Pressionado a ganhar o dia, Javier reentra na banca. Para nosso espanto, serve-lhes os doces e passa-lhes o troco no meio de centenas de abelhas numa órbita tresloucada. Volta ao exterior incólume.

Ali, como na sua velha Plaza de Armas, Chihuahua rende-se à noite e aos passos de felicidade dos chihuahuaenses.

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Creel a Los Mochis, México

Barrancas de Cobre, Caminho de Ferro

O relevo da Sierra Madre Occidental tornou o sonho um pesadelo de construção que durou seis décadas. Em 1961, por fim, o prodigioso Ferrocarril Chihuahua al Pacifico foi inaugurado. Os seus 643km cruzam alguns dos cenários mais dramáticos do México.
Barrancas del Cobre, Chihuahua, México

O México Profundo das Barrancas del Cobre

Sem aviso, as terras altas de Chihuahua dão lugar a ravinas sem fim. Sessenta milhões de anos geológicos sulcaram-nas e tornaram-nas inóspitas. Os indígenas Rarámuri continuam a chamar-lhes casa.
San Cristóbal de Las Casas, México

O Lar Doce Lar da Consciência Social Mexicana

Maia, mestiça e hispânica, zapatista e turística, campestre e cosmopolita, San Cristobal não tem mãos a medir. Nela, visitantes mochileiros e activistas políticos mexicanos e expatriados partilham uma mesma demanda ideológica.
Iucatão, México

O Fim do Fim do Mundo

O dia anunciado passou mas o Fim do Mundo teimou em não chegar. Na América Central, os Maias da actualidade observaram e aturaram, incrédulos, toda a histeria em redor do seu calendário.
Campeche, México

Há 200 Anos a Brincar com a Sorte

No fim do século XVIII, os campechanos renderam-se a um jogo introduzido para esfriar a febre das cartas a dinheiro. Hoje, jogada quase só por abuelitas, a loteria local pouco passa de uma diversão.
San Cristobal de las Casas a Campeche, México

Uma Estafeta de Fé

Equivalente católica da Nª Sra. de Fátima, a Nossa Senhora de Guadalupe move e comove o México. Os seus fiéis cruzam-se nas estradas do país, determinados em levar a prova da sua fé à patrona das Américas.
Champotón, México

Rodeo Debaixo de Sombreros

Champoton, em Campeche, acolhe uma feira honra da Virgén de La Concepción. O rodeo mexicano sob sombreros local revela a elegância e perícia dos vaqueiros da região.

Cidade do México, México

Alma Mexicana

Com mais de 20 milhões de habitantes numa vasta área metropolitana, esta megalópole marca, a partir do seu cerne de zócalo, o pulsar espiritual de uma nação desde sempre vulnerável e dramática.

Cobá a Pac Chen, México

Das Ruínas aos Lares Maias

Na Península de Iucatão, a história do segundo maior povo indígena mexicano confunde-se com o seu dia-a-dia e funde-se com a modernidade. Em Cobá, passámos do cimo de uma das suas pirâmides milenares para o coração de uma povoação dos nossos tempos.
Mérida, México

A Mais Exuberante das Méridas

Em 25 a.C, os romanos fundaram Emerita Augusta, capital da Lusitânia. A expansão espanhola gerou três outras Méridas no mundo. Das quatro, a capital do Iucatão é a mais colorida e animada, resplandecente de herança colonial hispânica e vida multiétnica.
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.
Campeche, México

Campeche Sobre Can Pech

Como aconteceu por todo o México, os conquistadores chegaram, viram e venceram. Can Pech, a povoação maia, contava com quase 40 mil habitantes, palácios, pirâmides e uma arquitetura urbana exuberante, mas, em 1540, subsistiam menos de 6 mil nativos. Sobre as ruínas, os espanhóis ergueram Campeche, uma das mais imponentes cidades coloniais das Américas.
Parque Nacional Amboseli, Monte Kilimanjaro, colina Normatior
Safari
PN Amboseli, Quénia

Uma Dádiva do Kilimanjaro

O primeiro europeu a aventurar-se nestas paragens masai ficou estupefacto com o que encontrou. E ainda hoje grandes manadas de elefantes e de outros herbívoros vagueiam ao sabor do pasto irrigado pela neve da maior montanha africana.
Fieis acendem velas, templo da Gruta de Milarepa, Circuito Annapurna, Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 9º Manang a Milarepa Cave, Nepal

Uma Caminhada entre a Aclimatização e a Peregrinação

Em pleno Circuito Annapurna, chegamos por fim a Manang (3519m). Ainda a precisarmos de aclimatizar para os trechos mais elevados que se seguiam, inauguramos uma jornada também espiritual a uma caverna nepalesa de Milarepa (4000m), o refúgio de um siddha (sábio) e santo budista.
Arquitectura & Design
Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 – Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.
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Aventura
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Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
Kente Festival Agotime, Gana, ouro
Cerimónias e Festividades
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Uma Viagem-Celebração da Moda Tradicional Ganesa

Após algum tempo na grande capital ganesa ashanti cruzamos o país até junto à fronteira com o Togo. Os motivos para esta longa travessia foram os do kente, um tecido de tal maneira reverenciado no Gana que diversos chefes tribais lhe dedicam todos os anos um faustoso festival.
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Table Mountain, África do Sul

À Mesa do Adamastor

Dos tempos primordiais das Descobertas à actualidade, a Montanha da Mesa sempre se destacou acima da imensidão sul-africana e dos oceanos em redor. Os séculos passaram e a Cidade do Cabo expandiu-se a seus pés. Tanto os capetonians como os forasteiros de visita se habituaram a contemplar, a ascender e a venerar esta meseta imponente e mítica.
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O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

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Onde as Montanhas Cedem aos Fiordes

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A Estranha Vida ao Sol do Caribe Negro

A caminho da Guatemala, constatamos como a existência proscrita do povo garifuna, descendente de escravos africanos e de índios arawaks, contrasta com a de vários redutos balneares bem mais airosos.

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Visto ao longe, o seu casario vasto é lúgubre mas as calçadas e canais seculares de Lijiang revelam-se mais folclóricos que nunca. Em tempos, esta cidade resplandeceu como a capital grandiosa do povo Naxi. Hoje, tomam-na de assalto enchentes de visitantes chineses que disputam o quase parque temático em que se tornou.
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A Evasão e a Diversão de Singapura

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