Chihuahua a Creel, Chihuahua, México

A Caminho de Creel


Cavalgada a Três
Vaquero cavalga à beira da estrada que liga Chihuahua a Cuahutemoc.
O Menonita
Abraham Peters posa junto a um poster com a árvore genealógica dos seus antepassados.
O Vale do Rio Oteros
Meandros profundos de um dos vários rios que percorre a Sierra de Tarahumara e as Barrancas del Cobre.
Rarámuris no Valle de Los Monjes
Irene, Angelica, Mirta e Elsa na base de rochedos do Valle de los Monjes.
Irene
Mulher rarámuri trajada com as vestes coloridas que este povo se habituou a usar.
Lago Arareco
O lago Arareco, entre a vastidão de pinheiros da Serra de Tarahumara.
Vendas ao Crepúsculo
Rapariga rarámuri expõe as suas artesanias, em frente a igreja da Missão San Ignácio.
Mulher Rarámuri
Mulher rarámuri agasalhada do frio ainda comedido do território da Sierra Tarahumara.
Valle de Los Monjes
Rochedos afiados desafiam os pinheiros da Serra Tarahumara na supremacia dos céus.
Casa da Dª Catalina
Rosana e filha à porta da casa-cueva de Dª Catalina.
Rosana & Filha
Rosana e filha num recanto da casa-cueva da Dª Catalina.
Aconchego Rarámuri
Criança rarámuri mantida às costas pela mãe, ocupada a tentar vender artesanato.
Mulheres Rarámuri em modo Artesão
Jovens mulheres rarámuri produzem artesanato numa margem do lago Arareco.
Mulher Rarámuri com Artesanato
Um grande molho de colares nas mãos de uma vendedora rarámuri.
Com Chihuahua para trás, apontamos a sudoeste e a terras ainda mais elevadas do norte mexicano. Junto a Ciudad Cuauhtémoc, visitamos um ancião menonita. Em redor de Creel, convivemos, pela primeira vez, com a comunidade indígena Rarámuri da Serra de Tarahumara.

A viagem, iniciámo-la por estrada, conduzidos por Pedro Palma Gutiérrez, um guia e aventureiro da região.

Cruzamos um planalto vasto, a mais de 1500m de altitude. Ainda assim, subimos, entre pomares infindáveis de macieiras das que abastecem boa parte do México.

Chegamos às imediações de Ciudad Cuauhtémoc, a 2060 m, considerada o portal para a Sierra de Tarahumara.

Em vez de entrarmos na cidade, prosseguimos por uma pradaria cultivada e, a determinada altura, salpicada de vivendas e outros edifícios, de tons sóbrios, até algo lúgubres.

Ao volante, Pedro Palma, tenta reorientar-se, em busca da propriedade que nos interessava. Passamos por armazéns em que permaneciam, estacionados, grandes camiões, estilo TIR.  E, adiante, por uma outra construção longilínea e de visual pré-fabricado.

Num Domingo de manhã, lá se concentravam homens, mulheres e crianças, chegados em pick ups agrícolas e carrinhas volumosas. “É aqui que eles se encontram para o serviço religioso.”, informa-nos Pedro Palma. “A casa do nosso anfitrião é já ali, ele fez o favor especial de nos acolher.”

Rasamos a porta de outra granja desafogada. Um Chihuahua negro estranha os forasteiros. Dispara para o limiar da propriedade, determinado a proteger o seu território com latidos estridentes.

Caminhamos um pouco mais. Pedro Palma toma a dianteira. Conduz-nos ao interior da quinta que se segue.

O dono não tinha ainda vindo do tal convívio, pelo que vasculhamos e fotografamos o que de mais interessante por ali encontramos, uma carroça antiga a transbordar de maçarocas de milho amarelo-torradas pelo sol invernal.

Visita Pré-Programada a Casa de uma Família Menonita

Estamos nessa adoração, quando o ranchero aparece, estaciona a sua carrinha e nos saúda. Pedro Palma, apresenta-nos Abraham Peters, o nosso anfitrião. O único anfitrião e guia oficializado de inúmeros visitantes que chegam intrigados pela vida à parte da comunidade menonita de Cuauhtémoc.

Recebê-los e guiá-los tornou-se uma paixão complementar aos afazeres agrícolas de Abraham Peters, em 2003, quando uma equipa de repórteres alemães lhe bateu à porta, a pedir indicações sobre os lugares mais interessantes em redor.

Abraham convida-nos para a sua casa, um lar despretensioso, feito de materiais pouco orgânicos, mobilado e decorado com um misto de objectos modernos e de preciosidades, de diplomas, velhas imagens da família e de outros antepassados.

O ancião coloca-se num canto da casa, junto a um póster da sua árvore genealógica. Ali enquadrado, explica-nos que a mulher e a única filha que ainda vivia com eles se encontravam no tal encontro dos Domingos de manhã, o motivo para só Abraham nos receber.

Várias perguntas depois, conta-nos como ele e os menonitas ali tinham ido parar, só por si, toda uma deslumbrante lição de história.

Dos Países Baixos a Chihuahua, a Longa Demanda por Paz dos Menonitas

Tal como aconteceu com os quakers e outros grupos religiosos, o que moveu estes seguidores também anabaptistas do teólogo frísio Menno Simons, até ao México, foi a urgência de se protegerem dos recrutamentos forçados gerados pelo alastrar da 1ª Guerra Mundial.

Na sua longa e contínua diáspora, os menonitas começaram por se mudar dos Países Baixos para a Prússia. Da Prússia para a Rússia, de onde, na segunda metade do século XIX, seguiram para o Canadá, sobretudo para Manitoba, e para os Estados Unidos.

“Corria tudo bem… “, conta-nos Abraham “… até que a 1ª Guerra Mundial entrou em cena e o Canadá passou a enviar tropas de reforço aos Aliados. Algum tempo depois, os canadianos mostraram-se em desacordo por nós não sermos recrutados. Sob pressão, o governo encostou-nos à parede. Vimo-nos obrigados a procurar outras paragens.”

Meses mais tarde, um dignitário mexicano do presidente Álvaro Obregon fez saber que o México precisava de gente para cultivar áreas vastas do Norte e que facilitaria o acolhimento dos Menonitas.

Em 1922, os Menonitas compraram grandes extensões de terra do actual estado de Chihuahua. Lá se instalaram cerca de 1300 famílias, cada qual com os seus cavalos, carroças e sabedoria agropecuária.

A mesma que fez enriquecer a maior comunidade menonita do México, hoje, com 45 mil habitantes, produtores das maçãs que vimos pelo caminho, de gado e de produtos lácteos, de maquinaria agrícola, mobiliário, produtos metalúrgicos e, mais recentemente, até centros comerciais, hotéis e restaurantes.

Decorrido um tempo generoso de conversa, Pedro Palma intervém e estabelece o fim da visita.

Carlos Venzor e o seu Vasto Museu de Rancho

Despedíamo-nos de Abraham Peters quando aparece um seu vizinho não menonita, Dom Carlos Venzor, um ranchero amante do colecionismo, que sugeriu a Pedro Palma que visitássemos a secção-museu da sua fazenda.

Pedro Palma anui. Lá encontramos um pouco de tudo: velhos tractores, furgonetas, bombas de gasolina, mobiliário e TVs, instrumentos de música e, nalguns casos, sabíamos lá o quê.

Dom Carlos Venzor sonhava que o museu integrasse a inusitada rota turística dos menonitas chihuahuenses.

À nossa maneira, contribuímos para o tornar realidade.

Entramos em hora de almoço.

Sem nos desviarmos demasiado da rota prevista, paramos numa pizzaria de donos menonitas que serviam pizzas feitas de ingredientes produzidos pela comunidade, com destaque para o queijo de Chihuahua, há muito famoso, por ali servido em abundância.

Por Chihuahua Acima, na Direcção de Creel

Findo o repasto, prosseguimos rumo a Creel, sempre às curvas, parte significativa do percurso, fiéis aos meandros do rio Oteros, entre povoados e lugarejos algo abarracados, encaixados entre ambas as margens e as bases do vale.

Creel, já a 2350 m de altitude, bem no cimo da Sierra Madre Occidental, não tarda. Seria lá que dormiríamos. Até ao escurecer, cumprimos um périplo pelos lugares mais emblemáticos em redor.

O lago de Arareko, revela-se um corpo de água bem verde, cercado por um pinhal condizente.

Lá vemos, ao longe, alguns visitantes que o sulcam de barco a remos.

Mal saímos da carrinha, temos o primeiro contacto com a prodigiosa etnia Rarámuri ou Tarahumara, o segundo nome, adaptado da sub-serra (chamemos-lhe assim) que integra a Sierra Madre Occidental.

São mulheres e crianças.  Num convívio tagarela que as ajuda a passar o tempo e a cuidar dos filhos, enquanto produzem as peças do artesanato colorido que lhes serve de sustento.

Os Estranhos Pináculos Rochosos do Vale dos Monges

Do lago, viajamos, em modo todo-o-terreno, e aos ziguezagues entre pinheiros até chegarmos à base de outro reduto notório da região, o Vale dos Monges.

Voltam a receber-nos crianças e mulheres rarámuri, desta vez, mais determinadas a fazer negócio.

Pedro indica-nos o início de um trilho que serpenteava entre rochedos esguios e altos, alguns com sessenta metros, destacados contra o céu azulão, bem acima da pino-imensidão circundante.

Segue-nos, a certa distância uma pequena família de tarahumaras, com passos suaves mas determinados, marcados pelo seu modo gentil e estoico de ser e de viver.

Acabamos por nos encontrar no sopé de uma formação de freis sobranceira às restantes. Irene e a filha Angélica, Mirta e a descendente Elsa expõem-nos pulseiras e afins, ou que as fotografemos.

Cedemos, com agrado, às sugestões.

Enquanto escolhemos as pulseiras, renovamos uma cavaqueira bem-disposta que o ocaso súbito e resplandecente amorna.

A Misão de San Ignácio, no Derradeiro Caminho para Creel

O lusco-fusco ainda azulava a sierra quando Pedro volta a parar, junto a uma igreja de pedras empilhadas, no âmago de um descampado repleto de casas humildes.

O templo era o edifício principal da missão de San Ignácio, estabelecida pelos jesuítas durante o século XVIII e que preserva, aliás, as suas lápides na parte de trás da igreja.

Sem surpresa, também o átrio era disputado por mulheres e raparigas rarámuri, entregues à sua missão particular de vender artesanato.

É já noite escura quando damos entrada em Creel.

Creel foi fundada em 1907, enquanto Estación Creel, pouco que mais que um depósito e fonte de abastecimento de madeira da ferrovia Chihuahua al Pacífico, baptizada em homenagem ao governador do estado de Chihuahua dessa altura, Enrique Creel.

Hoje, mantém-se uma estação fulcral da linha e a base logística mais importante para quem chega à descoberta do território rarámuri e, com planos de viajar até El Fuerte ou Los Mochis no CHEPE Express.

Aquecemo-nos em frente à lareira de um dos hotéis mais procurados da povoação, o Eco. Malgrado o nome, recuperamos do frio debaixo de uma colecção de cabeças de animal insinuantes.

Mas dormimos aconchegados e mimados pelo conforto de madeira e pedra do lugar.

A Casa-Gruta de Dª Catalina, ainda Entre Rarámuris

Na manhã seguinte, já a uns bons quilómetros de Creel, desviamos da estrada principal com o objectivo de testemunharmos como alguns rarámuri continuavam a usar grutas como os lares.

A casa-cueva de Dª Catalina tornou-se o mais exemplo mais famoso. Voltamos a serpentear entre pinheiros. Até à beira do barranco vasto do rio Oteros.

Ali, num cimo escondido da falésia, damos com uma habitação feita de toros ajustados contra uma parede de pedra e uma velha árvore com troncos retorcidos.

Faltava-lhe a decoração cuidada do hotel Eco.

Não obstante, além de Dª Catalina, habitavam-na, àquela hora, alguns familiares.

Incluindo a neta Rosenda e a bisneta Melissa, bebé de apenas um ano que dormia um sono profundo, pouco ou nada perturbado pela tagarelice generalizada.

Alguns forasteiros apostavam em perceberem, da boca das anfitriãs, como era viver por ali, quando as temperaturas da Sierra Madre desciam para dez, vinte graus negativos.

Rosenda limita-se a apontar para a lenha e para a espécie de salamandra que aquecia a gruta-domicílio. Completa a explicação com um encolher de ombros de indiferença, como se tanto deslumbre não fizesse sentido.

Nos dias seguintes, às portas das Barrancas del Cobre inóspitas a que os Rarámuri se adaptaram, o deslumbre em que todos andávamos só se viria a reforçar.

Chihuahua, México

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