Chihuahua a Creel, Chihuahua, México

A Caminho de Creel


Cavalgada a Três
Vaquero cavalga à beira da estrada que liga Chihuahua a Cuahutemoc.
O Menonita
Abraham Peters posa junto a um poster com a árvore genealógica dos seus antepassados.
O Vale do Rio Oteros
Meandros profundos de um dos vários rios que percorre a Sierra de Tarahumara e as Barrancas del Cobre.
Rarámuris no Valle de Los Monjes
Irene, Angelica, Mirta e Elsa na base de rochedos do Valle de los Monjes.
Irene
Mulher rarámuri trajada com as vestes coloridas que este povo se habituou a usar.
Lago Arareco
O lago Arareco, entre a vastidão de pinheiros da Serra de Tarahumara.
Vendas ao Crepúsculo
Rapariga rarámuri expõe as suas artesanias, em frente a igreja da Missão San Ignácio.
Mulher Rarámuri
Mulher rarámuri agasalhada do frio ainda comedido do território da Sierra Tarahumara.
Valle de Los Monjes
Rochedos afiados desafiam os pinheiros da Serra Tarahumara na supremacia dos céus.
Casa da Dª Catalina
Rosana e filha à porta da casa-cueva de Dª Catalina.
Rosana & Filha
Rosana e filha num recanto da casa-cueva da Dª Catalina.
Aconchego Rarámuri
Criança rarámuri mantida às costas pela mãe, ocupada a tentar vender artesanato.
Mulheres Rarámuri em modo Artesão
Jovens mulheres rarámuri produzem artesanato numa margem do lago Arareco.
Mulher Rarámuri com Artesanato
Um grande molho de colares nas mãos de uma vendedora rarámuri.
Com Chihuahua para trás, apontamos a sudoeste e a terras ainda mais elevadas do norte mexicano. Junto a Ciudad Cuauhtémoc, visitamos um ancião menonita. Em redor de Creel, convivemos, pela primeira vez, com a comunidade indígena Rarámuri da Serra de Tarahumara.

A viagem, iniciámo-la por estrada, conduzidos por Pedro Palma Gutiérrez, um guia e aventureiro da região.

Cruzamos um planalto vasto, a mais de 1500m de altitude. Ainda assim, subimos, entre pomares infindáveis de macieiras das que abastecem boa parte do México.

Chegamos às imediações de Ciudad Cuauhtémoc, a 2060 m, considerada o portal para a Sierra de Tarahumara.

Em vez de entrarmos na cidade, prosseguimos por uma pradaria cultivada e, a determinada altura, salpicada de vivendas e outros edifícios, de tons sóbrios, até algo lúgubres.

Ao volante, Pedro Palma, tenta reorientar-se, em busca da propriedade que nos interessava. Passamos por armazéns em que permaneciam, estacionados, grandes camiões, estilo TIR.  E, adiante, por uma outra construção longilínea e de visual pré-fabricado.

Num Domingo de manhã, lá se concentravam homens, mulheres e crianças, chegados em pick ups agrícolas e carrinhas volumosas. “É aqui que eles se encontram para o serviço religioso.”, informa-nos Pedro Palma. “A casa do nosso anfitrião é já ali, ele fez o favor especial de nos acolher.”

Rasamos a porta de outra granja desafogada. Um Chihuahua negro estranha os forasteiros. Dispara para o limiar da propriedade, determinado a proteger o seu território com latidos estridentes.

Caminhamos um pouco mais. Pedro Palma toma a dianteira. Conduz-nos ao interior da quinta que se segue.

O dono não tinha ainda vindo do tal convívio, pelo que vasculhamos e fotografamos o que de mais interessante por ali encontramos, uma carroça antiga a transbordar de maçarocas de milho amarelo-torradas pelo sol invernal.

Visita Pré-Programada a Casa de uma Família Menonita

Estamos nessa adoração, quando o ranchero aparece, estaciona a sua carrinha e nos saúda. Pedro Palma, apresenta-nos Abraham Peters, o nosso anfitrião. O único anfitrião e guia oficializado de inúmeros visitantes que chegam intrigados pela vida à parte da comunidade menonita de Cuauhtémoc.

Recebê-los e guiá-los tornou-se uma paixão complementar aos afazeres agrícolas de Abraham Peters, em 2003, quando uma equipa de repórteres alemães lhe bateu à porta, a pedir indicações sobre os lugares mais interessantes em redor.

Abraham convida-nos para a sua casa, um lar despretensioso, feito de materiais pouco orgânicos, mobilado e decorado com um misto de objectos modernos e de preciosidades, de diplomas, velhas imagens da família e de outros antepassados.

O ancião coloca-se num canto da casa, junto a um póster da sua árvore genealógica. Ali enquadrado, explica-nos que a mulher e a única filha que ainda vivia com eles se encontravam no tal encontro dos Domingos de manhã, o motivo para só Abraham nos receber.

Várias perguntas depois, conta-nos como ele e os menonitas ali tinham ido parar, só por si, toda uma deslumbrante lição de história.

Dos Países Baixos a Chihuahua, a Longa Demanda por Paz dos Menonitas

Tal como aconteceu com os quakers e outros grupos religiosos, o que moveu estes seguidores também anabaptistas do teólogo frísio Menno Simons, até ao México, foi a urgência de se protegerem dos recrutamentos forçados gerados pelo alastrar da 1ª Guerra Mundial.

Na sua longa e contínua diáspora, os menonitas começaram por se mudar dos Países Baixos para a Prússia. Da Prússia para a Rússia, de onde, na segunda metade do século XIX, seguiram para o Canadá, sobretudo para Manitoba, e para os Estados Unidos.

“Corria tudo bem… “, conta-nos Abraham “… até que a 1ª Guerra Mundial entrou em cena e o Canadá passou a enviar tropas de reforço aos Aliados. Algum tempo depois, os canadianos mostraram-se em desacordo por nós não sermos recrutados. Sob pressão, o governo encostou-nos à parede. Vimo-nos obrigados a procurar outras paragens.”

Meses mais tarde, um dignitário mexicano do presidente Álvaro Obregon fez saber que o México precisava de gente para cultivar áreas vastas do Norte e que facilitaria o acolhimento dos Menonitas.

Em 1922, os Menonitas compraram grandes extensões de terra do actual estado de Chihuahua. Lá se instalaram cerca de 1300 famílias, cada qual com os seus cavalos, carroças e sabedoria agropecuária.

A mesma que fez enriquecer a maior comunidade menonita do México, hoje, com 45 mil habitantes, produtores das maçãs que vimos pelo caminho, de gado e de produtos lácteos, de maquinaria agrícola, mobiliário, produtos metalúrgicos e, mais recentemente, até centros comerciais, hotéis e restaurantes.

Decorrido um tempo generoso de conversa, Pedro Palma intervém e estabelece o fim da visita.

Carlos Venzor e o seu Vasto Museu de Rancho

Despedíamo-nos de Abraham Peters quando aparece um seu vizinho não menonita, Dom Carlos Venzor, um ranchero amante do colecionismo, que sugeriu a Pedro Palma que visitássemos a secção-museu da sua fazenda.

Pedro Palma anui. Lá encontramos um pouco de tudo: velhos tractores, furgonetas, bombas de gasolina, mobiliário e TVs, instrumentos de música e, nalguns casos, sabíamos lá o quê.

Dom Carlos Venzor sonhava que o museu integrasse a inusitada rota turística dos menonitas chihuahuenses.

À nossa maneira, contribuímos para o tornar realidade.

Entramos em hora de almoço.

Sem nos desviarmos demasiado da rota prevista, paramos numa pizzaria de donos menonitas que serviam pizzas feitas de ingredientes produzidos pela comunidade, com destaque para o queijo de Chihuahua, há muito famoso, por ali servido em abundância.

Por Chihuahua Acima, na Direcção de Creel

Findo o repasto, prosseguimos rumo a Creel, sempre às curvas, parte significativa do percurso, fiéis aos meandros do rio Oteros, entre povoados e lugarejos algo abarracados, encaixados entre ambas as margens e as bases do vale.

Creel, já a 2350 m de altitude, bem no cimo da Sierra Madre Occidental, não tarda. Seria lá que dormiríamos. Até ao escurecer, cumprimos um périplo pelos lugares mais emblemáticos em redor.

O lago de Arareko, revela-se um corpo de água bem verde, cercado por um pinhal condizente.

Lá vemos, ao longe, alguns visitantes que o sulcam de barco a remos.

Mal saímos da carrinha, temos o primeiro contacto com a prodigiosa etnia Rarámuri ou Tarahumara, o segundo nome, adaptado da sub-serra (chamemos-lhe assim) que integra a Sierra Madre Occidental.

São mulheres e crianças.  Num convívio tagarela que as ajuda a passar o tempo e a cuidar dos filhos, enquanto produzem as peças do artesanato colorido que lhes serve de sustento.

Os Estranhos Pináculos Rochosos do Vale dos Monges

Do lago, viajamos, em modo todo-o-terreno, e aos ziguezagues entre pinheiros até chegarmos à base de outro reduto notório da região, o Vale dos Monges.

Voltam a receber-nos crianças e mulheres rarámuri, desta vez, mais determinadas a fazer negócio.

Pedro indica-nos o início de um trilho que serpenteava entre rochedos esguios e altos, alguns com sessenta metros, destacados contra o céu azulão, bem acima da pino-imensidão circundante.

Segue-nos, a certa distância uma pequena família de tarahumaras, com passos suaves mas determinados, marcados pelo seu modo gentil e estoico de ser e de viver.

Acabamos por nos encontrar no sopé de uma formação de freis sobranceira às restantes. Irene e a filha Angélica, Mirta e a descendente Elsa expõem-nos pulseiras e afins, ou que as fotografemos.

Cedemos, com agrado, às sugestões.

Enquanto escolhemos as pulseiras, renovamos uma cavaqueira bem-disposta que o ocaso súbito e resplandecente amorna.

A Misão de San Ignácio, no Derradeiro Caminho para Creel

O lusco-fusco ainda azulava a sierra quando Pedro volta a parar, junto a uma igreja de pedras empilhadas, no âmago de um descampado repleto de casas humildes.

O templo era o edifício principal da missão de San Ignácio, estabelecida pelos jesuítas durante o século XVIII e que preserva, aliás, as suas lápides na parte de trás da igreja.

Sem surpresa, também o átrio era disputado por mulheres e raparigas rarámuri, entregues à sua missão particular de vender artesanato.

É já noite escura quando damos entrada em Creel.

Creel foi fundada em 1907, enquanto Estación Creel, pouco que mais que um depósito e fonte de abastecimento de madeira da ferrovia Chihuahua al Pacífico, baptizada em homenagem ao governador do estado de Chihuahua dessa altura, Enrique Creel.

Hoje, mantém-se uma estação fulcral da linha e a base logística mais importante para quem chega à descoberta do território rarámuri e, com planos de viajar até El Fuerte ou Los Mochis no CHEPE Express.

Aquecemo-nos em frente à lareira de um dos hotéis mais procurados da povoação, o Eco. Malgrado o nome, recuperamos do frio debaixo de uma colecção de cabeças de animal insinuantes.

Mas dormimos aconchegados e mimados pelo conforto de madeira e pedra do lugar.

A Casa-Gruta de Dª Catalina, ainda Entre Rarámuris

Na manhã seguinte, já a uns bons quilómetros de Creel, desviamos da estrada principal com o objectivo de testemunharmos como alguns rarámuri continuavam a usar grutas como os lares.

A casa-cueva de Dª Catalina tornou-se o mais exemplo mais famoso. Voltamos a serpentear entre pinheiros. Até à beira do barranco vasto do rio Oteros.

Ali, num cimo escondido da falésia, damos com uma habitação feita de toros ajustados contra uma parede de pedra e uma velha árvore com troncos retorcidos.

Faltava-lhe a decoração cuidada do hotel Eco.

Não obstante, além de Dª Catalina, habitavam-na, àquela hora, alguns familiares.

Incluindo a neta Rosenda e a bisneta Melissa, bebé de apenas um ano que dormia um sono profundo, pouco ou nada perturbado pela tagarelice generalizada.

Alguns forasteiros apostavam em perceberem, da boca das anfitriãs, como era viver por ali, quando as temperaturas da Sierra Madre desciam para dez, vinte graus negativos.

Rosenda limita-se a apontar para a lenha e para a espécie de salamandra que aquecia a gruta-domicílio. Completa a explicação com um encolher de ombros de indiferença, como se tanto deslumbre não fizesse sentido.

Nos dias seguintes, às portas das Barrancas del Cobre inóspitas a que os Rarámuri se adaptaram, o deslumbre em que todos andávamos só se viria a reforçar.

Chihuahua, México

¡ Ay Chihuahua !

Os mexicanos adaptaram a expressão como uma das suas preferidas manifestações de surpresa. À descoberta da capital do estado homónimo do Noroeste, exclamamo-la amiúde.
Barrancas del Cobre, Chihuahua, México

O México Profundo das Barrancas del Cobre

Sem aviso, as terras altas de Chihuahua dão lugar a ravinas sem fim. Sessenta milhões de anos geológicos sulcaram-nas e tornaram-nas inóspitas. Os indígenas Rarámuri continuam a chamar-lhes casa.
Creel a Los Mochis, México

Barrancas de Cobre, Caminho de Ferro

O relevo da Sierra Madre Occidental tornou o sonho um pesadelo de construção que durou seis décadas. Em 1961, por fim, o prodigioso Ferrocarril Chihuahua al Pacifico foi inaugurado. Os seus 643km cruzam alguns dos cenários mais dramáticos do México.
Taos, E.U.A.

A América do Norte Ancestral de Taos

De viagem pelo Novo México, deslumbramo-nos com as duas versões de Taos, a da aldeola indígena de adobe do Taos Pueblo, uma das povoações dos E.U.A. habitadas há mais tempo e em contínuo. E a da Taos cidade que os conquistadores espanhóis legaram ao México, o México cedeu aos Estados Unidos e que uma comunidade criativa de descendentes de nativos e artistas migrados aprimoram e continuam a louvar.
Navajo Nation, E.U.A.

Por Terras da Nação Navajo

De Kayenta a Page, com passagem pelo Marble Canyon, exploramos o sul do Planalto do Colorado. Dramáticos e desérticos, os cenários deste domínio indígena recortado no Arizona revelam-se esplendorosos.
Monument Valley, E.U.A.

Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos Estados Unidos. Hoje, na Nação Navajo, os navajo também vivem na pele dos velhos inimigos.
Cobá a Pac Chen, México

Das Ruínas aos Lares Maias

Na Península de Iucatão, a história do segundo maior povo indígena mexicano confunde-se com o seu dia-a-dia e funde-se com a modernidade. Em Cobá, passámos do cimo de uma das suas pirâmides milenares para o coração de uma povoação dos nossos tempos.
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.
hipopotamos, parque nacional chobe, botswana
Safari
PN Chobe, Botswana

Chobe: um rio na Fronteira da Vida com a Morte

O Chobe marca a divisão entre o Botswana e três dos países vizinhos, a Zâmbia, o Zimbabwé e a Namíbia. Mas o seu leito caprichoso tem uma função bem mais crucial que esta delimitação política.
Thorong Pedi a High Camp, circuito Annapurna, Nepal, caminhante solitário
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna 12º: Thorong Phedi a High Camp

O Prelúdio da Travessia Suprema

Este trecho do Circuito Annapurna só dista 1km mas, em menos de duas horas, leva dos 4450m aos 4850m e à entrada do grande desfiladeiro. Dormir no High Camp é uma prova de resistência ao Mal de Montanha que nem todos passam.
Arquitectura & Design
Fortalezas

O Mundo à Defesa – Castelos e Fortalezas que Resistem

Sob ameaça dos inimigos desde os confins dos tempos, os líderes de povoações e de nações ergueram castelos e fortalezas. Um pouco por todo o lado, monumentos militares como estes continuam a resistir.
Aventura
Viagens de Barco

Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque e deixe-se levar em viagens de barco imperdíveis como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Cerimónias e Festividades
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
tunel de gelo, rota ouro negro, Valdez, Alasca, EUA
Cidades
Valdez, Alasca

Na Rota do Ouro Negro

Em 1989, o petroleiro Exxon Valdez provocou um enorme desastre ambientai. A embarcação deixou de sulcar os mares mas a cidade vitimada que lhe deu o nome continua no rumo do crude do oceano Árctico.
Máquinas Bebidas, Japão
Comida
Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.
Mini-snorkeling
Cultura
Ilhas Phi Phi, Tailândia

De regresso à Praia de Danny Boyle

Passaram 15 anos desde a estreia do clássico mochileiro baseado no romance de Alex Garland. O filme popularizou os lugares em que foi rodado. Pouco depois, alguns desapareceram temporária mas literalmente do mapa mas, hoje, a sua fama controversa permanece intacta.
Natação, Austrália Ocidental, Estilo Aussie, Sol nascente nos olhos
Desporto
Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos. A nadar.
Monte Lamjung Kailas Himal, Nepal, mal de altitude, montanha prevenir tratar, viagem
Em Viagem
Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper PisangNepal

(I)Eminentes Annapurnas

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada do Circuito Annapurna pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.
Moa numa praia de Rapa Nui/Ilha da Páscoa
Étnico
Ilha da Páscoa, Chile

A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

A Vida Lá Fora

Lençóis da Bahia, Diamantes Eternos, Brasil
História
Lençois da Bahia, Brasil

Lençois da Bahia: nem os Diamantes São Eternos

No século XIX, Lençóis tornou-se na maior fornecedora mundial de diamantes. Mas o comércio das gemas não durou o que se esperava. Hoje, a arquitectura colonial que herdou é o seu bem mais precioso.
À boleia do mar
Ilhas
Maui, Havai

Divino Havai

Maui é um antigo chefe e herói do imaginário religioso e tradicional havaiano. Na mitologia deste arquipélago, o semi-deus laça o sol, levanta o céu e leva a cabo uma série de outras proezas em favor dos humanos. A ilha sua homónima, que os nativos creem ter criado no Pacífico do Norte, é ela própria prodigiosa.
Igreja Sta Trindade, Kazbegi, Geórgia, Cáucaso
Inverno Branco
Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbek (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.
José Saramago em Lanzarote, Canárias, Espanha, Glorieta de Saramago
Literatura
Lanzarote, Canárias, Espanha

A Jangada de Basalto de José Saramago

Em 1993, frustrado pela desconsideração do governo português da sua obra “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, Saramago mudou-se com a esposa Pilar del Río para Lanzarote. De regresso a esta ilha canária algo extraterrestre, reencontramos o seu lar. E o refúgio da censura a que o escritor se viu votado.
Macaco-uivador, PN Tortuguero, Costa Rica
Natureza
PN Tortuguero, Costa Rica

Tortuguero: da Selva Inundada ao Mar das Caraíbas

Após dois dias de impasse devido a chuva torrencial, saímos à descoberta do Parque Nacional Tortuguero. Canal após canal, deslumbramo-nos com a riqueza natural e exuberância deste ecossistema flúviomarinho da Costa Rica.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Soufrière e Pitons, Saint Luci
Parques Naturais
Soufrière, Saint Lucia

As Grandes Pirâmides das Antilhas

Destacados acima de um litoral exuberante, os picos irmãos Pitons são a imagem de marca de Saint Lucia. Tornaram-se de tal maneira emblemáticos que têm lugar reservado nas notas mais altas de East Caribbean Dollars. Logo ao lado, os moradores da ex-capital Soufrière sabem o quão preciosa é a sua vista.
Em plena costa do Ouro
Património Mundial UNESCO
Elmina, Gana

O Primeiro Jackpot dos Descobrimentos Portugueses

No séc. XVI, Mina gerava à Coroa mais de 310 kg de ouro anuais. Este proveito suscitou a cobiça da Holanda e da Inglaterra que se sucederam no lugar dos portugueses e fomentaram o tráfico de escravos para as Américas. A povoação em redor ainda é conhecida por Elmina mas, hoje, o peixe é a sua mais evidente riqueza.
Monumento do Heroes Acre, Zimbabwe
Personagens
Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.
Insólito Balnear
Praias

Sul do Belize

A Estranha Vida ao Sol do Caribe Negro

A caminho da Guatemala, constatamos como a existência proscrita do povo garifuna, descendente de escravos africanos e de índios arawaks, contrasta com a de vários redutos balneares bem mais airosos.

Bandeiras de oração em Ghyaru, Nepal
Religião
Circuito Annapurna: 4º – Upper Pisang a Ngawal, Nepal

Do Pesadelo ao Deslumbre

Sem que estivéssemos avisados, confrontamo-nos com uma subida que nos leva ao desespero. Puxamos ao máximo pelas forças e alcançamos Ghyaru onde nos sentimos mais próximos que nunca dos Annapurnas. O resto do caminho para Ngawal soube como uma espécie de extensão da recompensa.
Comboio Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia
Sobre Carris
Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.
Mulheres com cabelos longos de Huang Luo, Guangxi, China
Sociedade
Longsheng, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Casario, cidade alta, Fianarantsoa, Madagascar
Vida Quotidiana
Fianarantsoa, Madagáscar

A Cidade Malgaxe da Boa Educação

Fianarantsoa foi fundada em 1831 por Ranavalona Iª, uma rainha da etnia merina então predominante. Ranavalona Iª foi vista pelos contemporâneos europeus como isolacionista, tirana e cruel. Reputação da monarca à parte, quando lá damos entrada, a sua velha capital do sul subsiste como o centro académico, intelectual e religioso de Madagáscar.
Ponte de Ross, Tasmânia, Austrália
Vida Selvagem
À Descoberta de Tassie, Parte 3, Tasmânia, Austrália

Tasmânia de Alto a Baixo

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito aussie mais rude ser. Tassie mantém-se envolta em mistério e misticismo numa espécie de traseiras dos antípodas. Neste artigo, narramos o percurso peculiar de Hobart, a capital instalada no sul improvável da ilha até à costa norte, a virada ao continente australiano.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.
PT EN ES FR DE IT