Kumasi a Kpetoe, Gana

Uma Viagem-Celebração da Moda Tradicional Ganesa


Boti Falls
O duo de quedas d'água que os nativos dizem que entra em matrimónio na época das chuvas, quando ambas se unem pelo aumento do caudal do rio.
Entrevista Salpicada
Guia das Boti Falls concede uma entrevista a jornalistas ganeses.
Privilégio de chefe
Chefe tribal é transportado sobre um palanquim, durante o Festival do Kente.
Audiência feminina
Grupo de mulheres em vestidos tradicionais, à saída do Festival do Kente de Kptoe.
Danças tribais
Duas dançarinas contorcem-se durante uma das exibições tribais do festival.
Discurso bem-disposto
Líder coroado a ouro prossegue com um discurso que faz sorrir a tribuna.
Próxima geração do Kente
Jovens participantes sentadas à sombra e trajadas com motivos kente com diversas cores.
Ganesas Intrigadas
Mulheres ganesas examinam a intrusão dos fotógrafos estrangeiros num festival que tende a ser quase só ganês.
Kente & Ouro
Chefe tribal numa das tribunas do festival vestido com tecido kente e repleto de ouro.
Desfile colorido
Parada de mulheres exibe um padrão kente tradicional de uma determinada região.
À sombra da Tradição
Multidão colorida assiste ao desenrolar do festival sentada à sombra de grandes chapéus de sol tradicionais.
Regresso animado
Mulheres conversam de regresso aos seus lares, após o encerramento do Festival Kente.
Irmãs
Jovens ganesas posam para uma fotografia mais intrigadas que orgulhosas ou vaidosas.
Tecidos e Simbolismos Tribais
Jovens ganesas posam para uma fotografia mais intrigadas que orgulhosas ou vaidosas.
A Umbrella Rock
Visitante das Boti Falls examina a forma caprichosa da Umbrella Rock.
Após algum tempo na grande capital ganesa ashanti cruzamos o país até junto à fronteira com o Togo. Os motivos para esta longa travessia foram os do kente, um tecido de tal maneira reverenciado no Gana que diversos chefes tribais lhe dedicam todos os anos um faustoso festival.

A jornada de Kumasi para Koforidua demorou menos do que estávamos a recear, das onze da manhã às duas e meia da tarde com uma troca de jipe pelo caminho.

Aquele em que Frank, o motorista da GTA, autoridade de turismo do Gana, nos conduzia havia já alguns dias, começou a gerar barulhos metálicos. A que não seriam alheios um qualquer problema na bateria que fazia com que a sua luz no painel acendesse por tudo e por nada.

De acordo, Frank entra no estacionamento de um grande núcleo de restaurantes beira-estrada. Estaciona ao lado de um jipe igual ao nosso, cinza claro, em vez de escuro.

Os dois motoristas aconselham os passageiros a, enquanto tratavam do transbordo da bagagem, irem à casa de banho e comprarem o que quisessem. Em cima da hora do almoço, não nos fazemos rogados.

Passamos os olhos a correr pela profusão de petiscos em oferta. Compramos espetadas de frango e inhame frito, tudo para levar. Não tínhamos tempo a perder. Além do que, decorridos nove dias de périplo ganês, na sua maior parte, rodoviário, há muito que a atmosfera do veículo tinha deixado de nos preocupar.

Era suposto chegarmos à entrada de umas tais de quedas d’água de Boti antes das quatro da tarde.

Um desvio a um mercado de colares de contas ditado por Kojo Bentum-Williams e Yoosi Quarm, responsáveis do turismo causou um atraso de que, por mais que desejasse, Frank não conseguiria recuperar.

A Visita Atrasada às Quedas d’Água de Boti

Ao darmos entrada no parque que delimitava as cascatas, recebe-nos uma comitiva algo mal-diposta de quatro elementos, entre directores e guias: “Já não estávamos a contar convosco”, transmite uma directora local a Kojo, num tom seco de descompostura mal disfarçada. “nós fechamos às quatro, parece-me que foram atempadamente informados disso”.

Kojo puxa pelos galões diplomáticos e resolve o apuro como pode.

Instantes depois, estávamos todos a descer os duzentos e cinquenta degraus que conduziam à base das quedas d’água, por uma ladeira subsumida numa vegetação tropical luxuriante e encharcada.

No fundo, encontramos um lago lamacento, à sombra de árvores frondosas. Dessa sombra, o rio Pawnpanw precipitava-se de uma falésia meio côncava, ali já na forma das duas cachoeiras Boti inferiores.

Explica-nos um dos guias que ditava a tradição da região que a da direita era masculina. A da esquerda, feminina.

E que, aquando da estação das chuvas as duas quedas d’água se juntavam no que os nativos consideravam a sua época de acasalamento, agraciada por sucessivos arco-íris gerados pelos salpicos soltos pelo impacto da água e pelo vento.

Boti Falls, Gana

Boti Falls: de Perdidas na Selva a Refúgio de Repouso do Pai da Nação Ganesa

Hoje, uma mera atracção natural frequentada pelos ganeses em períodos de descanso, as Boti ocultam uma história controversa. Durante séculos, permaneceram escondidas na selva densa da zona. Assim foi até que um missionário católico com elas deu e passou a usá-las como lugar de repouso e diversão do seu núcleo de convivas.

No entanto, a terra em que se situavam pertencia aos Akyems de Tafo, um grupo tribal da zona. Quando a reclamaram, perceberam que já tinha sido vendida por um outro chefe tribal, a um membro de uma terceira tribo. Típica do complexo Gana, a disputa não parou de se complicar.

Requereu uma intervenção judicial que, contra a vontade de todos, declarou as quedas d’água domínio público.

Por essa altura, a contenda já tinha tornado as cachoeiras famosas. O primeiro Primeiro-Ministro e Presidente ganês, Dr. Kwame Nkrumah decidiu visitá-las em 1961. A imponência do cenário natural impressionou-o de tal maneira que Nkrumah incumbiu o comissário regional de ali lhe erguer uma casa de retiro.

Naquele fluir do rio e da gente, o tempo voltara a passar mais do que era suposto. Começava a escurecer. E ainda suposto espreitarmos uma outra peculiaridade natural da região de Yilo Krobo, esta feita apenas de rocha, em vez de rocha e água.

Visita Crepuscular e Seca à uma Misteriosa Umbrella Rock

A Umbrella Rock distava 2km dali, por caminho de cabras. Com o ocaso iminente, Kojo e o séquito, decidem que o percorríamos de jipe, em vez de a pé.

Desembarcados, numa atmosfera azulada de crepúsculo, desvendamos uma formação rochosa esculpida pela erosão com inspiração de cogumelo e de que o imaginário popular destacou poder abrigar das bátegas tropicais, de uma só vez, 12 a 15 dos seus.

Umbrella Rock, Kente Festival Agotime, GanaMesmo sem chuva, apesar da quase noite, a comitiva já bem expandida face à contada em Boti, entrega-se a fotos e selfies sem fim, numa sessão comunal a que só o escuro absoluto daquele vale perdido no nada de Akpamu, pôs fim.

Partimos rumo a Koforidua, a capital destas partes do país, tratada pela sua juventude por K-Dua ou por KofCity.

Uma Noite e Passagem Alucinante por Koforidua

Por mais informal que a cidade fosse chamada, encaminham-nos para um tal de Royal Hotel.

Devido ao trabalho no computador que tínhamos em atraso, dormimos meras cinco horas.

Às 8h10, despertamos feitos zombies, descompostos por Kojo com quem, por norma refilávamos todas as manhãs, por ele e Yoosi ditarem os começos dos dias para bem mais tarde que o que desejávamos.

Saímos em dois jipes, montanha acima, a grande velocidade, com os quatro piscas ligados, a buzinar e com ultrapassagens demasiado perigosas, numa mini-caravana a que só faltavam sirenes para nos assumirmos numa operação especial.

A Embaixada ao Chefe Tribal da Região que Nunca Chegou a ter Lugar

Malgrado a comoção, Yoosi explica-nos a ocorrência: “estamos a fazer um desvio. É suposto saudarmos o chefe tribal desta região e estamos muito atrasados.

No Gana, os chefes são soberbos. Não gostam de esperar. Quando os fazem esperar, os visitantes têm que lhes oferecer uma vaca. Não sai barato, acreditem!”

Acreditávamos. Quando damos entrada no The Royal Senchi – o resort a beira do rio Volta marcado como ponto de encontro – o tal Chefe Tribal já não estava. Ficámos sem perceber quem iria comprar o bovino,

Saúda-nos um gerente europeu do hotel. Bebemos cocktails de boas-vindas e tiramos uma foto oficial daquela visita de toca e foge.

Voltamos a sair, dessa feita apontados à delegação do turismo ganês de Ho, região do leste do Gana que viríamos mais a explorar

Escala na Cidade de Ho, a Caminho do Famoso Festival de Kente de Kpetoe

Lá se junta nos um guia da cidade. Nii Tawiah indica-nos o caminho para Kpetoe, o lugar a oriente de Ho em que, desde 1995, se realiza todos os anos, o festival Agbzmevorza, mais conhecido como Agotime Kente.

Para não variar, as estimativas e preparações do duo Kojo e Yoosi voltam a falhar.

Em vez de começar apenas da parte da tarde, como nos havia informado Kojo, o festival já decorria sobre um relvado desafogado.

Kente Festival Agotime, Gana, assistênciaUma multidão em parte sentada, em parte em pé, à sombra de chapéus de sol tribais elegantes, ocupava um sector mais amplo, digamos que popular.

Entrada de Rompante no Festival Agotime Kente já em Pleno

No centro, destacava-se um palanque com uma cobertura com as cores da bandeira ganesa e que abrigava os mais altos representantes de diversas sub-nações étnicas do Gana.

Na prática, durante o festival tem lugar uma recepção de chefes e seus súbditos que chegam com o propósito superior de exibir distintos tipos de trajes e tecidos kente produzidos nas suas regiões.

Kente Festival Agotime, Gana, jovens participantesO festival tem lugar em Agotime lugar que proclama que foram  as suas gentes a introduzir a arte da sua tecelagem do Kente no actual território ganês.

No entanto, a povoação de Bonwire, nas imediações de Kumasi, centro de etnia Ashanti do país, é também considerada uma fonte ganesa do Kente.

Seja qual for a sua origem e alma ganesa, arte do kente disseminou-se e diversificou-se.

Kente Festival Agotime, Gana, paradaO kente é tecido em faixas de seda e algodão sob as mais diversas formas e níveis de qualidade que víamos trajadas à laia de toga nos homens, mulheres e até crianças em redor.

Existe o kente autêntico tecido apenas por meio tradicional. Existe também um outro intermédio que sai de fábricas ganesas como a Viisco e a Akosombo Textile Lda.

Depois – não há como lhe escapar – é ainda comercializada uma versão baratucha produzida em massa na China, por norma, para consumo do público ocidental.

A Diversidade de Padrões e o Significado dos Tons do Kente

Em qualquer caso, cada uma das cores empregues nos padrões do kente tem o seu significado: o negro identifica-se com a madurez, espiritualidade ancestral, funeral, luto e afins. O azul com a paz, a harmonia e o amor. O verde com a vegetação, a plantação, a colheita o crescimento, a renovação espiritual. O dourado com a realeza, riqueza, estatuto elevado, glória, pureza espiritual.

E por aí fora, quanto ao restante espectro cromático. Os padrões do kente são complexos e identificados com um nome e até uma mensagem do tecelão.

Kente Festival Agotime, Gana, irmãs

Os nomes dos tecidos, como as cores e os padrões, provam-se elementos importantes na altura dos ganeses adquirirem o seu kente. Se o dinheiro não for um problema, a qualidade do tecido também nunca o será.

O Kente mais valioso é, de longe, o tradicional, o usado pelos chefes tradicionais que apreciávamos resplandecerem no relvado e tribunas circundantes, coroados e decorados com cordões, braceletes, anéis, medalhões e restante parafernália de ouro.

Kente Festival Agotime, Gana, ouro

E que, protegidos da torreira da tarde por uma grande tenda de lona e afundados em cadeirões, ouvíamos discursarem em câmera lenta, parecia-nos que sem fim.

A certo ponto, a organização vê-se forçada a apressar e abreviar os discursos que se seguiam, um golpe rude para alguns líderes que há dias preparavam as suas ilustres mensagens.

Danças, Exibições Tradicionais e as dos Chefes Tribais, elevados sobre Palanquins Excêntricos

Regressamos ao descoberto do relvado. Lá têm início exibições de dança ao ritmo de jambés, tambores e espécies de maracas ganesas.

Kente Festival Agotime, Gana, dançasAs mulheres alinham-se. Dançam em fila e exibem os seus kentes e as formas voluptuosas neles apertadas num círculo de êxtase solarengo, orgulhoso e sorridente.

Não era o primeiro festival tribal ganês em que participávamos. Tínhamos vivido o Fetu Afahye com incrível intensidade, nas ruas de Cape Coast.

Com a tarde a caminhar para o seu término, intensificava-se em nós a sensação de que faltava naquele Agotime Kente Festival qualquer coisa de incontornável. Só durou uns minutos.

De um momento para o outro, as danças, os tambores, os jambés, toda a música e restantes expressões populares sobre o relvado desvaneceram-se.

Dois chefes aproximaram-se do fundo da clareira, num plano acima da multidão. Parte dessa multidão, aliás, carregava-os sobre palanquins exuberantes, espécies de grandes banheiras douradas padronizadas com motivos intrincados.

Kente Festival Agotime, Gana, chefe tribalNum ponto central do relvado, desimpedido de gente por seguranças da organização, os chefes ficam lado a lado, cada qual embrulhado na toga de kente respectiva, a brandir a sua espada e outros elementos significativos da sua realeza e da supremacia que justificava ali se exibirem sobranceiros.

Logo, seguiram os seus próprios destinos e o dos seus povos.

Todo o poder tem limites.

No entretanto, o seu foi transferido para o palanque central. Lá seriam inauguradas as condecorações e discursos nacionais e magnânimos de encerramento.

Deram o mote para uma debandada gradual da multidão.

Kente Festival Agotime, Gana, de regressoPara o regresso aos lares e aos trajes humildes do dia-a-dia ganês. Se os deuses assim permitissem, no ano seguinte, o kente voltaria a ser celebrado.

Volta, Gana

Uma Volta pelo Volta

Em tempos coloniais, a grande região africana do Volta foi alemã, britânica e francesa. Hoje, a área a leste deste rio majestoso da África Ocidental e do lago em que se espraia forma uma província homónima. E um recanto montanhoso, luxuriante e deslumbrante do Gana.
Elmina, Gana

O Primeiro Jackpot dos Descobrimentos Portugueses

No séc. XVI, Mina gerava à Coroa mais de 310 kg de ouro anuais. Este proveito suscitou a cobiça da Holanda e da Inglaterra que se sucederam no lugar dos portugueses e fomentaram o tráfico de escravos para as Américas. A povoação em redor ainda é conhecida por Elmina mas, hoje, o peixe é a sua mais evidente riqueza.
Acra, Gana

A Capital no Berço da Costa do Ouro

Do desembarque dos navegadores portugueses à independência em 1957, sucederam-se as potências que dominaram a região do Golfo da Guiné. Após o século XIX, Acra, a actual capital do Gana, instalou-se em redor de três fortes coloniais erguidos pela Grã-Bretanha, Holanda e Dinamarca. Nesse tempo, cresceu de mero subúrbio até uma das megalópoles mais pujantes de África.
Nzulezu, Gana

Uma Aldeia à Tona do Gana

Partimos da estância balnear de Busua, para o extremo ocidente da costa atlântica do Gana. Em Beyin, desviamos para norte, rumo ao lago Amansuri. Lá encontramos Nzulezu, uma das mais antigas e genuínas povoações lacustres da África Ocidental.
Cape Coast, Gana

O Festival da Divina Purificação

Reza a história que, em tempos, uma praga devastou a população da Cape Coast do actual Gana. Só as preces dos sobreviventes e a limpeza do mal levada a cabo pelos deuses terão posto cobro ao flagelo. Desde então, os nativos retribuem a bênção das 77 divindades da região tradicional Oguaa com o frenético festival Fetu Afahye.
Suzdal, Rússia

Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival.
Nikko, Japão

O Derradeiro Cortejo do Xogum Tokugawa

Em 1600, Ieyasu Tokugawa inaugurou um xogunato que uniu o Japão por 250 anos. Em sua homenagem, Nikko re-encena, todos os anos, a transladação medieval do general para o mausoléu faustoso de Toshogu.
São Petersburgo, Rússia

A Rússia Vai Contra a Maré. Siga a Marinha

A Rússia dedica o último Domingo de Julho às suas forças navais. Nesse dia, uma multidão visita grandes embarcações ancoradas no rio Neva enquanto marinheiros afogados em álcool se apoderam da cidade.
Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes da Venezuela em Fiesta

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.
Pueblos del Sur, Venezuela

Os Pauliteiros de Mérida, Suas Danças e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.
Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.
Bacolod, Filipinas

Um Festival para Rir da Tragédia

Por volta de 1980, o valor do açúcar, uma importante fonte de riqueza da ilha filipina de Negros caia a pique e o ferry “Don Juan” que a servia afundou e tirou a vida a mais de 176 passageiros, grande parte negrenses. A comunidade local resolveu reagir à depressão gerada por estes dramas. Assim surgiu o MassKara, uma festa apostada em recuperar os sorrisos da população.
Parque Nacional Gorongosa, Moçambique, Vida Selvagem, leões
Safari
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Aurora ilumina o vale de Pisang, Nepal.
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras do Circuito Annapurna pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
planicie sagrada, Bagan, Myanmar
Arquitectura & Design
Bagan, Myanmar

A Planície dos Pagodes, Templos e Redenções Celestiais

A religiosidade birmanesa sempre assentou num compromisso de redenção. Em Bagan, os crentes endinheirados e receosos continuam a erguer pagodes na esperança de conquistarem a benevolência dos deuses.
Salto Angel, Rio que cai do ceu, Angel Falls, PN Canaima, Venezuela
Aventura
PN Canaima, Venezuela

Kerepakupai, Salto Angel: O Rio Que Cai do Céu

Em 1937, Jimmy Angel aterrou uma avioneta sobre uma meseta perdida na selva venezuelana. O aventureiro americano não encontrou ouro mas conquistou o baptismo da queda d'água mais longa à face da Terra
Hinduismo Balinês, Lombok, Indonésia, templo Batu Bolong, vulcão Agung em fundo
Cerimónias e Festividades
Lombok, Indonésia

Lombok: Hinduísmo Balinês Numa Ilha do Islão

A fundação da Indonésia assentou na crença num Deus único. Este princípio ambíguo sempre gerou polémica entre nacionalistas e islamistas mas, em Lombok, os balineses levam a liberdade de culto a peito
Basseterre, São Cristóvão e Neves, St. Kitts, Berkeley Memorial
Cidades
Basseterre, São Cristóvão e Neves

Uma Capital ao Nível do Mar das Caraíbas

Instalada entre o sopé da montanha Olivees e o oceano, a diminuta Basseterre é a maior cidade de São Cristóvão e Neves. Com origem colonial francesa, há muito anglófona, mantém-se pitoresca. Desvirtuam-na, apenas, os gigantescos cruzeiros que a inundam de visitantes de toca-e-foge.
Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Mar-de-Parra
Cultura
Mendoza, Argentina

Viagem por Mendoza, a Grande Província Enóloga Argentina

Os missionários espanhóis perceberam, no século XVI, que a zona estava talhada para a produção do “sangue de Cristo”. Hoje, a província de Mendoza está no centro da maior região enóloga da América Latina.
Espectador, Melbourne Cricket Ground-Rules footbal, Melbourne, Australia
Desporto
Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o Futebol Australiano só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.
Enseada, Big Sur, Califórnia, Estados Unidos
Em Viagem
Big Sur, E.U.A.

A Costa de Todos os Refúgios

Ao longo de 150km, o litoral californiano submete-se a uma vastidão de montanha, oceano e nevoeiro. Neste cenário épico, centenas de almas atormentadas seguem os passos de Jack Kerouac e Henri Miller.
Dunas da ilha de Bazaruto, Moçambique
Étnico
Bazaruto, Moçambique

A Miragem Invertida de Moçambique

A apenas 30km da costa leste africana, um erg improvável mas imponente desponta do mar translúcido. Bazaruto abriga paisagens e gentes que há muito vivem à parte. Quem desembarca nesta ilha arenosa exuberante depressa se vê numa tempestade de espanto.
Ocaso, Avenida dos Baobás, Madagascar
Portfólio Fotográfico Got2Globe

Dias Como Tantos Outros

Igreja colonial de São Francisco de Assis, Taos, Novo Mexico, E.U.A
História
Taos, E.U.A.

A América do Norte Ancestral de Taos

De viagem pelo Novo México, deslumbramo-nos com as duas versões de Taos, a da aldeola indígena de adobe do Taos Pueblo, uma das povoações dos E.U.A. habitadas há mais tempo e em contínuo. E a da Taos cidade que os conquistadores espanhóis legaram ao México, o México cedeu aos Estados Unidos e que uma comunidade criativa de descendentes de nativos e artistas migrados aprimoram e continuam a louvar.
Ruínas, Port Arthur, Tasmania, Australia
Ilhas
À Descoberta de Tassie,  Parte 2 - Hobart a Port Arthur, Austrália

Uma Ilha Condenada ao Crime

O complexo prisional de Port Arthur sempre atemorizou os desterrados britânicos. 90 anos após o seu fecho, um crime hediondo ali cometido forçou a Tasmânia a regressar aos seus tempos mais lúgubres.
costa, fiorde, Seydisfjordur, Islandia
Inverno Branco
Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando armadores de Reiquejavique compraram a frota pesqueira de Seydisfjordur, a povoação teve que se adaptar. Hoje, captura discípulos da arte de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.
José Saramago em Lanzarote, Canárias, Espanha, Glorieta de Saramago
Literatura
Lanzarote, Canárias, Espanha

A Jangada de Basalto de José Saramago

Em 1993, frustrado pela desconsideração do governo português da sua obra “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, Saramago mudou-se com a esposa Pilar del Río para Lanzarote. De regresso a esta ilha canária algo extraterrestre, reencontramos o seu lar. E o refúgio da censura a que o escritor se viu votado.
Monte Lamjung Kailas Himal, Nepal, mal de altitude, montanha prevenir tratar, viagem
Natureza
Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper PisangNepal

(I)Eminentes Annapurnas

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada do Circuito Annapurna pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Delta do Okavango, Nem todos os rios Chegam ao Mar, Mokoros
Parques Naturais
Delta do Okavango, Botswana

Nem Todos os Rios Chegam ao Mar

Terceiro rio mais longo do sul de África, o Okavango nasce no planalto angolano do Bié e percorre 1600km para sudeste. Perde-se no deserto do Kalahari onde irriga um pantanal deslumbrante repleto de vida selvagem.
Catedral São Paulo, Vigan, Asia Hispanica, Filipinas
Património Mundial UNESCO
Vigan, Filipinas

Vigan, a Mais Hispânica das Ásias

Os colonos espanhóis partiram mas as suas mansões estão intactas e as kalesas circulam. Quando Oliver Stone buscava cenários mexicanos para "Nascido a 4 de Julho" encontrou-os nesta ciudad fernandina
Era Susi rebocado por cão, Oulanka, Finlandia
Personagens
PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
Banhista, The Baths, Devil's Bay (The Baths) National Park, Virgin Gorda, Ilhas Virgens Britânicas
Praias
Virgin Gorda, Ilhas Virgens Britânicas

Os “Caribanhos” Divinais de Virgin Gorda

À descoberta das Ilhas Virgens, desembarcamos numa beira-mar tropical e sedutora salpicada de enormes rochedos graníticos. Os The Baths parecem saídos das Seicheles mas são um dos cenários marinhos mais exuberantes das Caraíbas.
Cabo Espichel, Santuário da Senhora do Cabo, Sesimbra,
Religião
Lagoa de Albufeira ao Cabo Espichel, Sesimbra, Portugal

Romagem a um Cabo de Culto

Do cimo dos seus 134 metros de altura, o Cabo Espichel revela uma costa atlântica tão dramática como deslumbrante. Com partida na Lagoa de Albufeira a norte, litoral dourado abaixo, aventuramo-nos pelos mais de 600 anos de mistério, misticismo e veneração da sua aparecida Nossa Senhora do Cabo.
A Toy Train story
Sobre Carris
Siliguri a Darjeeling, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Autocarro garrido em Apia, Samoa Ocidental
Sociedade
Samoa  

Em Busca do Tempo Perdido

Durante 121 anos, foi a última nação na Terra a mudar de dia. Mas, Samoa percebeu que as suas finanças ficavam para trás e, no fim de 2012, decidiu voltar para oeste da LID - Linha Internacional de Data.
O projeccionista
Vida Quotidiana
Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.
Geisers El Tatio, Atacama, Chile, Entre o gelo e o calor
Vida Selvagem
El Tatio, Chile

Géiseres El Tatio – Entre o Gelo e o Calor do Atacama

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio, no Deserto de Atacama surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4200 m de altitude. Os seus géiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
PT EN ES FR DE IT