Volta, Gana

Uma Volta pelo Volta


Gbadzeme
A povoação de Gbadzeme, no sopé do Monte Gemi.
Amedzofe E P Church
Visitante das quedas d'água de Wli, contempla o seu mergulho.
Amedzofe
Parte do casario de Amedzofe, no sopé do Monte Ganês de Gemi
Correria de miúdos
Crianças disputam a descida do cume para a base do Monte Gemi.
A Ver a Vista
Família contempla a vista abaixo e para diante do Monte Gemi.
Casario de Amedzofe
O casario de Amedzofe quebra o verde predominante em redor do Monte Gemi.
Momentos fotográficos
Família fotografa-se no cimo do Monte Gemi.
Estrada na névoa
Uma estrada destaca-se da vista a partir do cimo do Monte Gemi.
Caminho para a Cruz
Caminhante aproxima-se da cruz no cume do Monte Gemi, acima de Amedzofe.
Selfie Gemi
Visitante do Monte Gemi, tira uma selfie orgulhosa.
Wlis
Visitante das quedas d'água de Wli, contempla o seu mergulho.
A Ponte Adomi
A ponte que cruza o rio Volta nas imediações de Akwamufie.
Pesca de Volta
Pescadores manobram canoas ao longo do rio Volta.
Beira-Volta
Palhota de pescadores numa margem do rio Volta.
O Volta de Akwamu
Meandros e recortes do rio Volta, em território Akwamu.
O mergulho das quedas d’água de Wli
A última queda das Wli falls gera um borrifo generalizado que irriga a floresta em redor.
Riacho Wli
Torrente na continuação das Wli Falls.
Pequenas Grandes Wli
Vislumbre das quedas d'água de Wli, quase sobre a fronteira entre o Gana e o Togo.
Em tempos coloniais, a grande região africana do Volta foi alemã, britânica e francesa. Hoje, a área a leste deste rio majestoso da África Ocidental e do lago em que se espraia forma uma província homónima. E um recanto montanhoso, luxuriante e deslumbrante do Gana.

Munido de várias pens repletas de ficheiros MP3, além de motorista, Frank desempenhava o papel de DJ da viatura.

Fazia rodar temas famosos da música ganesa, uns atrás dos outros. Passado, algum tempo, os mesmos, uns atrás dos outros, outra vez.

De tal maneira repetidos que, mesmo tendo-os ouvido, naquela viagem, pela primeira vez, começavam a gerar em nós alguma familiaridade.

Durante boa parte do tempo, limitamo-nos a escutá-los como mera música, mesmo se alguns tinham letras demasiado obscenas para o que estávamos habituados.

Com o desenrolar do tal repetir, as melodias mais orelhudas conquistaram-nos, uma delas em particular, de que Frank não conhecia nem o autor nem o nome.

Tentamos descobri-los com recurso à aplicação Shazam. Em vão. A App não parecia possuir, na sua base de dados, uma secção ganesa à altura, pelo que nos resignamos.

Assim mesmo, resignados, chegamos a Ho, a capital da região ganesa de Volta.

A tempo de assistirmos a um dos festivais étnicos mais importantes da região, o Agbamevo, também chamado de Kente, por celebrar a profusão e exuberância deste tipo de tecido tradicional do Gana, durante o evento, acompanhado por ouro em doses industriais. O Agbamevo veio a provar-se de tal maneira exuberante que lhe dedicaremos, em breve, todo um artigo.

Vista do Monte Gemi, Amedzofe, Volta, Gana

Estradas da região ganesa de Volta.

Avançamos, assim, na narrativa ganesa, até à manhã seguinte.

Já em cima das dez da manhã, tarde e más horas, saímos para a estrada. Acompanha-nos, agora, Nii Tawiah, encarregue de nos mostrar o Volta para norte da capital Ho.

Mal o vimos e ouvimos, temos a sensação de estarmos perante um sósia do actor norte-americano Chris Rock.

Sucesso na Demanda do DanceHall do Gana

Voltamos a instalar-nos no jipe. Frank reactiva o modo musical. Não tarda, o sortido de MP3 prenda-nos com um dos tais temas que nos havia deixado intrigado. Conscientes de que Nii pertencia a uma geração acima da de Frank, perguntamos-lhe se sabia do que se tratava.

“O quê, nem o Frank, nem o Kojo nem o Yosi vos diziam o que era isto?” responde-nos Nii espantado pela alienação musical da comitiva a bordo.

“Este é o Vybrant Faya (nome artístico de Emmanuel Kojo Quayson, uma das novas estrelas do DanceHall do Gana. A música chama-se “Mampi”. O Vybrant Faya é um dos mais famosos do Shatta Movement Family que é liderado pelo Shatta Wale.”

Nii deslumbra-nos. Por fim, tínhamos quem nos formasse e informasse sobre a cena musical de Acra, do Gana em geral. Durante o resto da viagem, sobretudo após o regresso a casa, descobrimos mais autores e outros temas de Dancehall ganeses meritórios.

E vídeos, quase todos algo mal-amanhados que, mesmo sem os devidos recursos, aspiravam ao glamour, complexidade e promiscuidade visual próprias dos canais dos Estados Unidos, como o MTV e o mais recente Trace.

Mais tarde, regressados a Portugal, inteirámo-nos que Vybrant Faya tinha falecido cerca de um mês após termos ouvido o contagiante “Mampi” pela primeira vez.

Apesar da sua juventude, forma física e irreverência, não resistiu ao atropelo de um motociclista que circulava a alta velocidade numa das estradas mais frenéticas da capital Acra, a Tema Road.

A Caminho da Remota Amedzofe

Nessa manhã, a milhas de podermos imaginar tal tragédia, deixamos Ho apontados a uma tal de vila de Amedzofe, disposta no sopé de uma das elevações excêntricas do Gana, o monte Gemi.

Uma hora depois, damos entrada na povoação, um aglomerado de casas de tons pastel com telhados avermelhados de zinco ou outra chapa, assim descortinámos o panorama de um ponto mais alto.

Amedzofe, Volta, Gana

O casario de Amedzofe quebra o verde predominante em redor do Monte Gemi.

A diante e acima desse casario, destacava-se um grande morro verdejante com forma de mama. Uma névoa densa, entre o cinzento e o azulado, encerrava Amedzofe como uma estufa e parecia afagar o cimo do morro.

Os cicerones ganeses conduzem-nos às instalações do turismo local, quartel-general da ambição de tornar o Monte Gemi incontornável no turismo ganês, para começar.

Lá nos apresentam Satoshi Okubo, um jovem japonês destacado por uma organização de cooperação e voluntariado no estrangeiro.

Satoshi fala-nos da sua experiência de vida em Amedzofe, de como se tinha integrado muito mais depressa do que esperava.

De como achava que as pessoas de lá mereciam uma vida mais generosa que a que tinham, a razão porque tinham convencido a GTA (Ghana Tourism Authority) a lá levarem jornalistas de viagens estrangeiros.

O seu repto estimula-nos a fotografarmos a beleza natural e a alma daquele lugar.

Saímos numa pequena comitiva. Começamos por caminhar entre o casario. Até que Nii atalha para a base do monte, para o trilho que conduzia ao seu cimo de mamilo e aos prados generosos e ventosos que atrás se prolongavam até perder de vista.

Amedzofe, Monte Gemi, Gana

Casario de Amedzofe no sopé do Monte Gemi.

A Conquista Fácil do Monte Gemi

O trilho torna-se íngreme e perde-se na erva que a névoa fazia crescer em permanência. Um dos seus raros meandros revela-nos um crucifixo destacado do verde-amarelado.

A cruz marcava o zénite do morro, 700 metros acima do nível do mar, menos de 100 metros abaixo da elevação suprema do Gana.

Cruz do Monte Gemi, Volta, Gana

Caminhante aproxima-se da cruz no cume do Monte Gemi, acima de Amedzofe.

Quando o atingem, mal preparados para tais esforços, Kojo e Yosi ocupam-no, um de cada lado, em modo de recuperação e contemplação sincronizadas. Nós, fotografamo-los aos dois no seu poleiro.

Ao passarmos para a parte de trás do cimo, surpreende-nos uma família dispersa ao longo do limiar marcado pela névoa, entusiasmada com as selfies e fotos de grupo especiais que ali faziam, com a névoa e a povoação vizinha de Gbadzeme em fundo.

Família, Monte Gemi, Amedzofe, Gana

Família fotografa-se no cimo do Monte Gemi.

Naquele cume, inteiramo-nos ainda das curiosidades coloniais do lugar.

A forma como os alemães o colonizaram, no final do século XIX, em redor de uma Escola Missionária, diz-se que porque era um dos poucos da sua Togolândia que lhes concedia um clima fresco comparável ao da Alemanha.

Selfie, Monte Gemi, Amedzofe, Gana

Visitante do Monte Gemi, tira uma selfie orgulhosa.

A Génese Germânica do Baptismo do Monte

Em 1939, vinte anos após a derrota dos germânicos na 1ª Guerra Mundial e a perda da Togolândia, dividida entre franceses e britânicos, os Missionários Alemães foram autorizados a regressar e retomar o seu trabalho de evangelização.

Nessa ocasião, ergueram uma cruz no cimo do monte que ficou conhecida como Gayito. Uma vez que as suas instituições coloniais eram geridas por um tal de German Evangelical Missions Institute e porque esta sigla foi inscrita na base da cruz, com o tempo, o Monte ficou conhecido como GEMI.

Cruz, Monte Gemi, Amedzofe, Gana

Cruz de Amedzofe celebra um jubileu religioso da povoação.

O Gana e o Togo, este último país que, não fosse a névoa, avistaríamos também do cimo do monte só se tornaram independentes em 1957 e 1960, dos britânicos e dos franceses.

Com a névoa a descer a olhos vistos e uma chuva miudinha a instalar-se Nii e Kojo antecipam a partida ainda mais para norte, rumo às Wli Falls, imperdíveis, nem que fosse porque, com 80 metros, eram as mais longas do Gana e, assim nos asseguravam, da África Ocidental.

Volta Acima, em Busca das Quedas d’Água de Wli

Cumprimos quase todo o percurso por uma estrada de terra vermelha esburacada. Por volta das 15h, instalamo-nos num restaurante-esplanada à beira da estrada, a uns poucos quilómetros do território togolês.

O almoço tardio dá azo a conversas intrincadas que, a determinada altura, envolvem já a escravatura de que a região da Costa do Ouro se viu vítima, e o papel dos chefes tribais africanos e dos europeus, incluindo os portugueses. Nuvens escuras como breu, que aparecem, sem aviso, do lado de lá da fronteira, interrompem o debate.

Atalhamos o repasto. Saímos disparados rumo ao início do trilho de selva que conduzia às quedas de água. Percorremo-lo em menos que os 40 minutos, esperados, lado a lado com um rio que, a espaços, transbordava sem apelo.

Wli Falls, Volta, Gana

A última queda das Wli falls gera um borrifo generalizado que irriga a floresta em redor.

Por fim, saímos da floresta cerrada para a clareira que precedia a falésia da queda d’água. Uma mistura de chuva e dos borrifos do caudal vertical que o vento soprava na nossa direcção molhou-nos em três tempos. Manteve-nos encharcados por quase uma hora.

Molhados e com frio inesperado, lutamos para conseguir fotografar as Wli Falls naquele seu cenário fronteiriço grandioso, contra as inesgotáveis gotas e goticulas que nos manchavam as objectivas.

Retirada Forçada por uma Intempérie Chegada do Togo

No entretanto quase anfíbio, o Togo reforçou o batalhão de nuvens que enviava sobre o Gana. A bátega tornou-se tal que nos forçou a correr em retirada para o carro, receosos que uma enxurrada nos apanhasse nas margens ora enlameadas ora pantanosas do rio.

Torrente gerada pelas Wli Falls, Volta, Gana

Torrente na continuação das Wli Falls.

Regressamos a salvo. A chuva só deu de si à entrada de Ho.

De volta ao hotel, tomamos duches revigorantes. Jantamos sopas ainda mais picantes que o picante médio dos dias anteriores, caldos ganeses avermelhados que mais que a suar, nos deixaram a hiperventilar.

Na manhã seguinte, desgastados das comoções meteorológicas da véspera, dormimos em demasia. Quando saímos,  Frank, Kojo e Yosi conduzem-nos a um lodge resplandecente da zona, o Senchi Royal, de Akwamu, recém-erguido sobre a margem do rio Volta.

Senchi, a Garganta de Akwamu e o Majestoso Rio Volta

Fartos das nossas vontades de exploração, Kojo e Yosi lá se instalam e tudo fazem para passar a tarde a beber cocktails.

Pescadores em canoas, rio Volta, Gana

Pescadores manobram canoas ao longo do rio Volta.

Inconformados, nós, exigimos a volta de barco pelo Volta que estava programada. Kojo e Yosi cedem. Conscientes de que o faríamos a bordo de uma lancha hiperluxuosa, juntam-se a nós.

Até perceberem que, no meio da confusão do programa e desprograma, tínhamos também reconfirmado uma caminhada complementar

Intimidado pelo esforço físico, o duo inseparável da GTA volta ao hotel e, assim estimamos, aos cocktails. Nós, seguimos um guia que o hotel nos havia conseguido até a um cimo da encosta da Garganta de Akwamu.

Meandros e recortes do rio Volta, Akwamu, Gana

Meandros e recortes do rio Volta, em território Akwamu.

Finalizamos o percurso uma vez mais ensopados, em vez de pela chuva, pela humidade e condensação agravadas pela vegetação acima do rio.

Assim mesmo, feitos em água suada, admiramos o grande rio Volta e a cidade de Atimpoku, com o seu casario disposto a norte da ponte de Adomi.

Ponte Adomi sobre o rio Volta, Akwamu, Gana

A ponte que cruza o rio Volta nas imediações de Akwamufie.

No regresso ao nível do rio, visitamos o palácio Akwamufie (Bogyawe), trono actual de Odeneho Kwafo Akoto III, rei do estado de Akwamu, um dos muitos domínios tradicionais semi-tribais que, malgrado o seu estatuto de nação, subsistem no Gana.

Como subsistem no palácio os mais diversos testemunhos da grandiosidade do povo Akwamu, a começar pela chave do castelo de Christianborg, que os Akwamu conquistaram, em 1693, aos colonos também eles esclavagistas do reino Dano-Norueguês. Já após o período áureo português consolidado em redor do Forte de Elmina.

Por inverosímil que possa parecer, reza a história que Nana Asamani, rei Akwamu de então, vendeu o castelo de volta aos Dinamarqueses-Noruegueses por 12kg de ouro.

Conservou, no entanto, as chaves do castelo. Hoje, são uma das principais atracções do palácio Bogyawe.

De regresso ao Senchi Hotel, Kojo e Yosi, queixaram-se que o nosso atraso nos faria apanhar o pior trânsito de Acra.

De facto, chegámos tarde. E a más horas.

 

Zanzibar, Tanzânia

As Ilhas Africanas das Especiarias

Vasco da Gama abriu o Índico ao império luso. No século XVIII, o arquipélago de Zanzibar tornou-se o maior produtor de cravinho e as especiarias disponíveis diversificaram-se, tal como os povos que as disputaram.
São Tomé e Príncipe

Roças de Cacau, Corallo e a Fábrica de Chocolate

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.
Príncipe, São Tomé e Príncipe

Viagem ao Retiro Nobre da Ilha do Príncipe

A 150 km de solidão para norte da matriarca São Tomé, a ilha do Príncipe eleva-se do Atlântico profundo num cenário abrupto e vulcânico de montanha coberta de selva. Há muito encerrada na sua natureza tropical arrebatadora e num passado luso-colonial contido mas comovente, esta pequena ilha africana ainda abriga mais estórias para contar que visitantes para as escutar.

Ilha de Goreia, Senegal

Uma Ilha Escrava da Escravatura

Foram vários milhões ou apenas milhares os escravos a passar por Goreia a caminho das Américas? Seja qual for a verdade, esta pequena ilha senegalesa nunca se libertará do jugo do seu simbolismo.​

Elmina, Gana

O Primeiro Jackpot dos Descobrimentos Portugueses

No séc. XVI, Mina gerava à Coroa mais de 310 kg de ouro anuais. Este proveito suscitou a cobiça da Holanda e da Inglaterra que se sucederam no lugar dos portugueses e fomentaram o tráfico de escravos para as Américas. A povoação em redor ainda é conhecida por Elmina mas, hoje, o peixe é a sua mais evidente riqueza.
Acra, Gana

A Capital no Berço da Costa do Ouro

Do desembarque dos navegadores portugueses à independência em 1957, sucederam-se as potências que dominaram a região do Golfo da Guiné. Após o século XIX, Acra, a actual capital do Gana, instalou-se em redor de três fortes coloniais erguidos pela Grã-Bretanha, Holanda e Dinamarca. Nesse tempo, cresceu de mero subúrbio até uma das megalópoles mais pujantes de África.
Cape Coast, Gana

O Festival da Divina Purificação

Reza a história que, em tempos, uma praga devastou a população da Cape Coast do actual Gana. Só as preces dos sobreviventes e a limpeza do mal levada a cabo pelos deuses terão posto cobro ao flagelo. Desde então, os nativos retribuem a bênção das 77 divindades da região tradicional Oguaa com o frenético festival Fetu Afahye.
Nzulezu, Gana

Uma Aldeia à Tona do Gana

Partimos da estância balnear de Busua, para o extremo ocidente da costa atlântica do Gana. Em Beyin, desviamos para norte, rumo ao lago Amansuri. Lá encontramos Nzulezu, uma das mais antigas e genuínas povoações lacustres da África Ocidental.
Delta do Okavango, Botswana

Nem Todos os Rios Chegam ao Mar

Terceiro rio mais longo do sul de África, o Okavango nasce no planalto angolano do Bié e percorre 1600km para sudeste. Perde-se no deserto do Kalahari onde irriga um pantanal deslumbrante repleto de vida selvagem.
Parque Nacional Gorongosa, Moçambique, Vida Selvagem, leões
Safari
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Braga ou Braka ou Brakra, no Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 6º – Braga, Nepal

Num Nepal Mais Velho que o Mosteiro de Braga

Quatro dias de caminhada depois, dormimos aos 3.519 metros de Braga (Braka). À chegada, apenas o nome nos é familiar. Confrontados com o encanto místico da povoação, disposta em redor de um dos mosteiros budistas mais antigos e reverenciados do circuito Annapurna, lá prolongamos a aclimatização com subida ao Ice Lake (4620m).
Lençóis da Bahia, Diamantes Eternos, Brasil
Arquitectura & Design
Lençois da Bahia, Brasil

Lençois da Bahia: nem os Diamantes São Eternos

No século XIX, Lençóis tornou-se na maior fornecedora mundial de diamantes. Mas o comércio das gemas não durou o que se esperava. Hoje, a arquitectura colonial que herdou é o seu bem mais precioso.
Era Susi rebocado por cão, Oulanka, Finlandia
Aventura
PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
Via Crucis de Boac, Festival de Moriones, Marinduque, Filipinas
Cerimónias e Festividades
Marinduque, Filipinas

Quando os Romanos Invadem as Filipinas

Nem o Império do Oriente chegou tão longe. Na Semana Santa, milhares de centuriões apoderam-se de Marinduque. Ali, se reencenam os últimos dias de Longinus, um legionário convertido ao Cristianismo.
Chihuahua, cidade do México, pedigree, Deza y Ulloa
Cidades
Chihuahua, México

¡ Ay Chihuahua !

Os mexicanos adaptaram a expressão como uma das suas preferidas manifestações de surpresa. À descoberta da capital do estado homónimo do Noroeste, exclamamo-la amiúde.
Máquinas Bebidas, Japão
Comida
Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.
khinalik, Azerbaijão aldeia Cáucaso, Khinalig
Cultura
Khinalig, Azerbaijão

A Aldeia no Cimo do Azerbaijão

Instalado aos 2300 metros rugosos e gélidos do Grande Cáucaso, o povo Khinalig é apenas uma de várias minorias da região. Manteve-se isolado durante milénios. Até que, em 2006, uma estrada o tornou acessível aos velhos Ladas soviéticos.
Desporto
Competições

Homem, uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, as competições dão sentido ao Mundo. Umas são mais excêntricas que outras.
A Toy Train story
Em Viagem
Siliguri a Darjeeling, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Étnico
Pueblos del Sur, Venezuela

Os Pauliteiros de Mérida, Suas Danças e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.
tunel de gelo, rota ouro negro, Valdez, Alasca, EUA
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

Sensações vs Impressões

aggie grey, Samoa, pacífico do Sul, Marlon Brando Fale
História
Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.
Ribeira Grande, Santo Antão
Ilhas
Ribeira Grande, Santo AntãoCabo Verde

Santo Antão, Ribeira Grande Acima

Na origem, uma Povoação diminuta, a Ribeira Grande seguiu o curso da sua história. Passou a vila, mais tarde, a cidade. Tornou-se um entroncamento excêntrico e incontornável da  ilha de Santo Antão.
Auroras Boreais, Laponia, Rovaniemi, Finlandia, Raposa de Fogo
Inverno Branco
Lapónia, Finlândia

Em Busca da Raposa de Fogo

São exclusivas dos píncaros da Terra as auroras boreais ou austrais, fenómenos de luz gerados por explosões solares. Os nativos Sami da Lapónia acreditavam tratar-se de uma raposa ardente que espalhava brilhos no céu. Sejam o que forem, nem os quase 30º abaixo de zero que se faziam sentir no extremo norte da Finlândia nos demoveram de as admirar.
Lago Manyara, parque nacional, Ernest Hemingway, girafas
Literatura
PN Lago Manyara, Tanzânia

África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.
Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, Brasil, cachoeira Véu de Noiva
Natureza
Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, Brasil

No Coração Ardente da América do Sul

Foi só em 1909 que o centro geodésico sul-americano foi apurado por Cândido Rondon, um marechal brasileiro. Hoje, fica na cidade de Cuiabá. Tem nas imediações, os cenários deslumbrantes mas demasiado combustíveis da Chapada dos Guimarães.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Vulcão ijen, Escravos do Enxofre, Java, Indonesia
Parques Naturais
Vulcão Ijen, Indonésia

Os Escravos do Enxofre do Vulcão Ijen

Centenas de javaneses entregam-se ao vulcão Ijen onde são consumidos por gases venenosos e cargas que lhes deformam os ombros. Cada turno rende-lhes menos de 30€ mas todos agradecem o martírio.
Guardiã, Museu Estaline, Gori, Georgia
Património Mundial UNESCO
Uplistsikhe e Gori, Geórgia

Do Berço da Geórgia à Infância de Estaline

À descoberta do Cáucaso, exploramos Uplistsikhe, uma cidade troglodita antecessora da Geórgia. E a apenas 10km, em Gori, damos com o lugar da infância conturbada de Joseb Jughashvili, que se tornaria o mais famoso e tirano dos líderes soviéticos.
Em quimono de elevador, Osaka, Japão
Personagens
Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A noite japonesa é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, acolhe-nos uma anfitriã de couchsurfing enigmática, algures entre a gueixa e a acompanhante de luxo.
Avião em aterragem, Maho beach, Sint Maarten
Praias
Maho Beach, Sint Maarten

A Praia Caribenha Movida a Jacto

À primeira vista, o Princess Juliana International Airport parece ser apenas mais um nas vastas Caraíbas. Sucessivas aterragens a rasar a praia Maho que antecede a sua pista, as descolagens a jacto que distorcem as faces dos banhistas e os projectam para o mar, fazem dele um caso à parte.
Casario, cidade alta, Fianarantsoa, Madagascar
Religião
Fianarantsoa, Madagáscar

A Cidade Malgaxe da Boa Educação

Fianarantsoa foi fundada em 1831 por Ranavalona Iª, uma rainha da etnia merina então predominante. Ranavalona Iª foi vista pelos contemporâneos europeus como isolacionista, tirana e cruel. Reputação da monarca à parte, quando lá damos entrada, a sua velha capital do sul subsiste como o centro académico, intelectual e religioso de Madagáscar.
Train Fianarantsoa a Manakara, TGV Malgaxe, locomotiva
Sobre Carris
Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.
Tombola, bingo de rua-Campeche, Mexico
Sociedade
Campeche, México

Há 200 Anos a Brincar com a Sorte

No fim do século XVIII, os campechanos renderam-se a um jogo introduzido para esfriar a febre das cartas a dinheiro. Hoje, jogada quase só por abuelitas, a loteria local pouco passa de uma diversão.
Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
hipopotamos, parque nacional chobe, botswana
Vida Selvagem
PN Chobe, Botswana

Chobe: um rio na Fronteira da Vida com a Morte

O Chobe marca a divisão entre o Botswana e três dos países vizinhos, a Zâmbia, o Zimbabwé e a Namíbia. Mas o seu leito caprichoso tem uma função bem mais crucial que esta delimitação política.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
PT EN ES FR DE IT