Zanzibar, Tanzânia

As Ilhas Africanas das Especiarias


Vela ao vento
Dhow (barco típico da costa ocidental do Índico) navega junto ao norte de Unguja.
Passatempo milenar
Nativos jogam uma partida de bao, um jogo de estratégia tradicional africano.
A caminho do continente
Passageiros aguardam o embarque num ferry destinado à capital da Tanzânia Dar-es-Salam, em frente ao edifício histórico da velha farmácia da cidade de Zanzibar.
Índico Raso
Um banco de areia destaca-se do azul-esverdeado do oceano Índico pouco profundo em redor do arquipélago de Zanzibar.
Ashura
Nativa de Anguja em trajes tradicionais coloridos na sombra de uma das entrada do velho Forte Árabe.
Diferentes épocas, diferentes estilos
A Casa das Maravilhas - o maior edifício de Zanzibar - destacado detrás do Forte Árabe que foi erguido no local em que existia uma capela portuguesa.
Fardas de Alá
Jovens estudantes de Zanzibar percorrem uma ruela da Cidade de Pedra, nos seus uniformes tradicionais islamitas.
Macacos colobus
Os habitantes mais sociáveis da floresta de Jozani investigam a chegada de novos visitantes humanos.
Arte balnear
Vendedor de pinturas instalado à sombra de um coqueiro no litoral de Nungwi, na costa norte de Unguja, a maior ilha de Zanzibar.
Longe do Sol
Hassam, guia de Jozani, instalado sobre as raízes fortes do manguezal no limiar da floresta tropical.
Especiaria fresca
Anfitrião de uma pequena granja de especiarias mostra uma noz moscada recentemente aberta.
África agrilhoada
Pormenor do memorial ao esclavagismo no exterior da igreja anglicana, em plena Cidade da Pedra.
Dhow sem vela
Um dhow navega a motor com o sol a cair sobre o horizonte em frente a Nungwi, na extremidade norte da ilha de Anguja.
Peixaria Darajani
Vendedores agrupados no sector de peixe do velho mercado de Darajani, à entrada da Cidade de Pedra.
Negócio (muito) registado
Transeunte passa em frente a uma loja famosa da Cidade de Pedra, repleta de matrículas.
Expressões do Islamismo
Mulheres de diferente facções islamitas - uma mais radical que a outra - passam num largo da Cidade de Pedra da Cidade de Zanzibar.
Repouso em tons de azul
Ali, um morador da Cidade de Pedra junto aos banhos persas de Hamamni.
Destinos opostos
Dhows cruzam-se na costa norte da ilha de Anguja, com o sol a pôr-se a grande velocidade.
Só para homens
Moradores da Cidade de Pedra jogam e confraternizam numa praceta animada da cidadela.
Fim do dia, meio do turno
Segurança de um hotel no seu posto de trabalho à beira-mar com o sol quase a pôr-se sobre o oceano Índico.
Vasco da Gama abriu o Índico ao império luso. No século XVIII, o arquipélago de Zanzibar tornou-se o maior produtor de cravinho e as especiarias disponíveis diversificaram-se, tal como os povos que as disputaram.

A determinada altura da conversa, Othamn Masoud inaugura uma lição de gentílicos em suaíli: “inglês dizemos Kiingereza, francês é Kifaransa.

Portugal?? Portugal é Ureno e português é Kireno! Não vos sei explicar o porquê” confessa-nos o adolescente quanto tentamos perceber a discrepância fonética do termo.

O mistério intriga-nos.

Entretanto, passados vastos arrozais ressequidos que aguardavam as monções, chegamos à floresta verdejante de Jozani. Recebe-nos Hassan.

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Hassam, guia de Jozani, instalado sobre as raízes fortes do manguezal no limiar da floresta tropical.

Apresenta-se trajado de acordo com a sua religião e o ofício.

A Fauna Excêntrica da Floresta de Jozani

Traz uma kofia – barrete islamita em estilo do sudeste africano – e galochas de borracha.

Sobre os trilhos apertados, revela-nos um raro musaranho saltador antes de seguirmos para o reduto da espécie menos tímida e, por isso, mais ameaçada de extinção daquele ecossistema exíguo: o macaco colobus.

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Os habitantes mais sociáveis da floresta de Jozani investigam a chegada de novos visitantes humanos.

Em três tempos, dezenas de espécimes felpudos e listados, brancos e negros, descem das copas das árvores para a proximidade do vasto manguezal e concedem-nos um curioso convívio investigativo.

Como o dia ainda ia a meio, aproveitámos para passar por uma das várias granjas de especiarias que coexistem em Anguja, a maior ilha de Zanzibar.

Conduziu-nos, nesta ocasião, Abdallah Rasih, um guia nativo experiente com vozeirão e porte a condizer.

Pelo que percebemos, desenvolveu-se com o passar do tempo um estilo muito próprio de apresentação destas granjas e das plantas aos visitantes.

Uma Incursão pelas Especiarias Abundantes de Zanzibar

O seu ingrediente fulcral era a total ausência de expressividade facial e o suspense. “já viram estas folhas, indaga-nos Ysuf, um anfitrião da granja? Esta textura, conhecem?

E este cheiro? Se calhar, pelo cheiro já vão lá? E se esmagar as folhas assim?

Assim já sabem o que é ? Muito bem, é citronela!” confirma-nos.

Depois de termos passado por rituais mais ou menos exaustivos para o cravinho a canela, a noz moscada, a pimenta e por aí fora.

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Anfitrião de uma pequena granja de especiarias mostra uma noz moscada recentemente aberta.

O Pequeno Forte Português e a Razão de Ser do Termo Ureno

A explicação para a sua presença tão distante da origem geográfica estava associada ao mistério de “Ureno”. Não tardámos a desvendá-lo.

“Bom, já que vimos uma das vossas heranças e estamos aqui tão perto, vamos espreitar o sítio onde se crê em que os navegadores portugueses primeiro ancoraram”.

Seguimos de carro até Fukuchani. Ali, Abdallah mostra-nos as ruínas de um edifício que se acreditou durante muito tempo ter servido de fortificação aos primeiros descobridores a desembarcar naquelas paragens.

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As ruínas do forte que os portugueses ergueram em Fukuchani

A passagem de Vasco da Gama pelo arquipélago ditou a sua incorporação na província de Arábia e Etiópia do reino de Portugal, que então se expandia a forte ritmo num império.

Segundo apurámos na Internet e nos pareceu fazer todo o sentido, Ureno, o tal gentílico suaíli derivou de os portugueses terem sido conotados como o povo do Reino.

Também foram eles os responsáveis por as especiarias se terem disseminado pelo leste de África.

A Bordo do Dala Dal (autocarro) 117, Rumo à Cidade de Pedra

Num novo dia, solarengo como todos, deixamos o acolhedor Mapenzi, avançamos até à estrada que percorre a costa leste da ilha e aguardamos que passe o primeiro dala dala (autocarro à moda local) apontado à cidade de Zanzibar, a capital da ilha.

Não esperamos cinco minutos quando apareceu o 117, proveniente de Kiwenga e à pinha. O motorista intui lucro adicional. Faz-nos seguir ao seu lado em vez de na cabine sobrelotada. Cobra-nos o dobro.

Por um lado, furta-nos a eventual interacção com os outros passageiros mas, pelo outro, apreciamos melhor o caminho.

O dala dala pára a todos os momentos e em todos os lugares  instruído por nativos que saem do nada ou pelos passageiros em frequentes disputas verbais.

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Nativos jogam uma partida de bao, um jogo de estratégia tradicional africano.

Passa por motoretas, bicicletas, carros de bois e pedestres que se adensa à entrada das povoações, perdidas entre colónias densas de coqueiros e bananais.

Abundam as escolas, fáceis de identificar àquela hora da manhã pelos inúmeros grupos de jovens em uniformes, ainda mais quando avistávamos longas procissões de raparigas todas cobertas por jilbabs ou combinações de hijabs com túnicas.

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Jovens estudantes de Zanzibar percorrem uma ruela da Cidade de Pedra, nos seus uniformes tradicionais islamitas.

São apertadas as bermas da estrada mas a população parece já se ter habituado a levar a sua vida em sincronia e até em função do trânsito.

dala dala  número 117 passa por uma vivenda que apuramos ter sido domicílio do explorador escocês David Livingstone.

Ao lado, vários masais trabalham na construção.

À Deriva pelas Ruas e Ruelas da Cidade de Pedra, Capital de Zanzibar

Logo, embrenha-se na orla da cidade de Zanzibar e na estação de dala dalas do mercado de Darajani.

Esta zona da cidade transborda de gente. Inunda-nos os sentidos de movimentos, das cores, dos cheiros e dos sons da miríade de produtos e transacções que ali têm lugar.

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Vendedores agrupados no sector de peixe do velho mercado de Darajani, à entrada da Cidade de Pedra.

Exploramo-lo com o fascínio que qualquer mercado genuíno de uma cidade africana secular nos desperta.

Perdidos naquele labirinto sobrelotado, recorremos a um mapa e fazemo-nos ao que pensamos ser uma entrada viável da Cidade de Pedra, a cidade velha com arquitectura predominante do século XIX que a UNESCO classificou, em 2000, de Património Mundial.

Sobretudo, devido à incrível mistura de influências de elementos árabes, persas, indianos e europeus, meia centena de mesquitas, seis templos hindus e duas igrejas católicas subjacentes à cultura agregadora suaíli.

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Ali, um morador da Cidade de Pedra junto aos banhos persas de Hamamni.

Caminhamos com a orientação única do mar pelas ruelas ora sombrias ora solarengas, raramente desertas. Grande parte dos edifícios que as delimitam estão degradados ou em ruína.

Preservam um encanto decadente.

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Transeunte passa em frente a uma loja famosa da Cidade de Pedra, repleta de matrículas.

É o caso do Forte Árabe que foi erguido como defesa pelos ocupantes de Omã, em 1780, no lugar em que existia uma capela portuguesa.

Acolhe, em Fevereiro, o Sauti za Busara, Festival de Música de Zanzibar, um dos maiores eventos de música étnica do Mundo.

A Origem Zanzibarita de Farouk Bulsara, Mais Conhecido por Freddy Mercury

A Cidade da Pedra tem uma outra relação fascinante com a música.

Foi na rua Kenyatta que também percorremos que nasceu, em 1946, Farrokh Bulsara, filho de pais parses e zoroástricos indianos.

Antigo lar da família de Farou Boulsara, famoso como Freddy Mercury.

Farouk viveu em Zanzibar até aos nove anos até que a família se mudou para a Índia. Em 1970, chegou a Londres. Já na capital inglesa, sob o pseudónimo de Freddie Mercury, liderou uma banda que poucos leitores desconhecerão, de nome Queen.

Regressamos atrás no tempo e à frente marítima da Cidade de Pedra.

Mesmo ao lado do Forte Árabe, destaca-se pela sua dimensão suprema, o Beit-el-Ajaib ou a Casa das Maravilhas. Um sultão mandou erguê-la em 1883.

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A Casa das Maravilhas – o maior edifício de Zanzibar – destacado detrás do Forte Árabe que foi erguido no local em que existia uma capela portuguesa.

Conquistou o título por ter sido o primeiro edifício da ilha dotado de iluminação eléctrica e o primeiro da África Oriental equipado com elevador movido a electricidade.

Nos dias que correm, o acesso ao interior está interdito. A grande torre do relógio parado dá horas falsas.

Nas imediações, a antiga casa do zanzibarita Tippu Tip é considerada uma das ruínas mais majestosas de África.

Tippu Tip, terá ganho o seu nome pelo som que as muitas armas ao seu dispor faziam nas incursões negreiras que liderava ao interior de África com o fim de capturar escravos para as suas plantações de cravinho e para as de outros proprietários.

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Pormenor do memorial ao esclavagismo no exterior da igreja anglicana, em plena Cidade da Pedra.

Então, as embarcações a que se socorria partiam da marginal onde nos sentamos a apreciar os dhows (barcos árabes de vela triangular) e outros na sua azáfama turística ou pesqueira.

Aos dhows em particular, haveríamos de os voltar a ver passar com grande frequência a partir das areias de pó-de-talco ao largo da ponta norte de Anguja, a ilha principal de Zanzibar.

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Trabalhadoras em trajes tradicionais apanham pedras numa praia de Nungwi no extremo norte de Unguja, a principal ilha do arquipélago de Zanzibar.

Durante o dia, os barcos velozes sulcavam as águas azul-turquesa do oceano cálido em que nos banhávamos.

Com o sol a pôr-se, transformavam-se em silhuetas geométricas que íamos acompanhando até ao anoitecer.

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Um dhow navega a motor com o sol a cair sobre o horizonte em frente a Nungwi, na extremidade norte da ilha de Anguja.

Morondava, Avenida dos Baobás, Madagáscar

O Caminho Malgaxe para o Deslumbre

Saída do nada, uma colónia de embondeiros com 30 metros de altura e 800 anos ladeia uma secção da estrada argilosa e ocre paralela ao Canal de Moçambique e ao litoral piscatório de Morondava. Os nativos consideram estas árvores colossais as mães da sua floresta. Os viajantes veneram-nas como uma espécie de corredor iniciático.
La Digue, Seicheles

Monumental Granito Tropical

Praias escondidas por selva luxuriante, feitas de areia coralífera banhada por um mar turquesa-esmeralda são tudo menos raras no oceano Índico. La Digue recriou-se. Em redor do seu litoral, brotam rochedos massivos que a erosão esculpiu como uma homenagem excêntrica e sólida do tempo à Natureza.
Malé, Maldivas

As Maldivas a Sério

Contemplada do ar, Malé, a capital das Maldivas, pouco mais parece que uma amostra de ilha atafulhada. Quem a visita, não encontra coqueiros deitados, praias de sonho, SPAs ou piscinas infinitas. Deslumbra-se com o dia-a-dia maldivano  genuíno que as brochuras turísticas omitem.
Bazaruto, Moçambique

A Miragem Invertida de Moçambique

A apenas 30km da costa leste africana, um erg improvável mas imponente desponta do mar translúcido. Bazaruto abriga paisagens e gentes que há muito vivem à parte. Quem desembarca nesta ilha arenosa exuberante depressa se vê numa tempestade de espanto.
Ilha de Moçambique, Moçambique  

A Ilha de Ali Musa Bin Bique. Perdão, de Moçambique

Com a chegada de Vasco da Gama ao extremo sudeste de África, os portugueses tomaram uma ilha antes governada por um emir árabe a quem acabaram por adulterar o nome. O emir perdeu o território e o cargo. Moçambique - o nome moldado - perdura na ilha resplandecente em que tudo começou e também baptizou a nação que a colonização lusa acabou por formar.
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Ilha Ibo, Moçambique

Ilha de um Moçambique Ido

Foi fortificada, em 1791, pelos portugueses que expulsaram os árabes das Quirimbas e se apoderaram das suas rotas comerciais. Tornou-se o 2º entreposto português da costa oriental de África e, mais tarde, a capital da província de Cabo Delgado, Moçambique. Com o fim do tráfico de escravos na viragem para o século XX e a passagem da capital para Porto Amélia, a ilha Ibo viu-se no fascinante remanso em que se encontra.
Maurícias

Uma Míni Índia nos Fundos do Índico

No século XIX, franceses e britânicos disputaram um arquipélago a leste de Madagáscar antes descoberto pelos portugueses. Os britânicos triunfaram, re-colonizaram as ilhas com cortadores de cana-de-açúcar do subcontinente e ambos admitiram a língua, lei e modos francófonos precedentes. Desta mixagem, surgiu a exótica Maurícia.
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Ilha do Ibo a Ilha QuirimbaMoçambique

Ibo a Quirimba ao Sabor da Maré

Há séculos que os nativos viajam mangal adentro e afora entre a ilha do Ibo e a de Quirimba, no tempo que lhes concede a ida-e-volta avassaladora do oceano Índico. À descoberta da região, intrigados pela excentricidade do percurso, seguimos-lhe os passos anfíbios.
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África Favorita de Hemingway

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Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

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Safari
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