Ilha de Moçambique

A Ilha de Ali Musa Bin Bique. Perdão, de Moçambique


Ao fim da tarde

Pescadores a bordo dos seus dhows ao largo da costa norte da Cidade de Pedra.

Na meia-sombra

Miúdos brincam em frente à fachada da igreja da Misericórdia.

Fé em fila

Crentes prostrados no interior da mesquita da rua da Solidariedade, a maior da Ilha de Moçambique. 

Dados lançados

Amigos jogam um jogo de tabuleiro decorado com os logotipos de Benfica, Barcelona, Sporting e a imagem de Cristiano Ronaldo.

Islão gizado

Fiel muçulmano reza em frente a um quadro com directivas religiosas e comportamentais.

Tempo de navegação

Pescadores em pequenas canoas de pesca em frente à fortaleza de São Sebastião.

Acima da história

Transeuntes em redor da estátua de Vasco da Gama, em frente ao Museu Marítimo da ilha.

Uma boa compra

Mulheres exibem um polvo acabado de comprar a pescadores, nas imediações do Fortim de Santo António.

Só porque sim

Adolescentes beijam-se junto a uma ambulância estacionada em frente à mesquita da rua da Solidariedade.

Um avenida em pastel

Transeuntes na avenida Amilcar Cabral, uma das principais artérias da Cidade de Pedra.

Passo a passo

Mulheres muçulmanas passam em frente ao velho hospital da Ilha de Moçambique, em tempos, o mais antigo da África Austral.

Com a chegada de Vasco da Gama ao extremo sudeste de África, os portugueses tomaram uma ilha antes governada por um emir árabe a quem acabaram por adulterar o nome. O emir perdeu o território e o cargo. Moçambique - o nome moldado - perdura na ilha resplandecente em que tudo começou e também baptizou a nação que a colonização lusa acabou por formar.

Ao nosso lado, durante as mais de três horas de aperto no chapa vindo de Nampula, uma jovem mãe moçambicana com óbvia genética indiana conversa com a pequena filha e atura-lhe as birras. Fala-lhe sempre de forma altiva, bem audível aos restantes passageiros e com um delicioso sotaque pós-colonial  que nos é mais perceptível que o de muitos portugas. Quando chegamos ao fim dos 4km da ponte estreita que liga o continente à Ilha de Moçambique e da viagem extensa e desgastante a partir da Gorongosa, essa passageira exuberante explica ao motorista onde fica o Terraço das Quitandas.

Sr. António, o anfitrião desta casa de hóspedes deslumbrante e repleta de história dá-nos as boas-vindas.

Tomamos duches recompensadores e dormimos até mais não. Voltamos a vê-lo no primeiro pequeno-almoço com a sua companhia, um repasto revigorante em que conversamos sobretudo da epopeia rodoviária por que tínhamos passado.

Moçambicano de origem portuguesa, de bem antes da guerra colonial e da independência, António fala-nos das suas experiências de vida em Lichinga, a capital da província do Niassa e das viagens que mais o marcaram a ele. Conversamos até que o magnetismo da Ilha de Moçambique nos atrai sem apelo e nos remete para as suas ruas seculares.

Do Terraço das Quitandas ao Forte Massivo de São Sebastião

Seduz-nos o imaginário do grande forte, o maior da África sub-saariana, construído entre 1558 e 1620, com pedras que chegaram à ilha enquanto balastros de embarcações portuguesas. Já munidos de um pequeno mapa, damos com ele nuns poucos minutos. Adílio e Hélio, dois putos da ilha aspirantes a guias, metem conversa com modos brandos.

Seguem-nos a tagarelarem entre si e com vizinhos que encontravam pelo caminho. Usam o dialecto macua. Connosco, um curioso português juvenil. Acabam por nos oferecer inúmeras informações importantes e uma companhia afável que se prolongaria até ao anoitecer. Nos dias seguintes, substitui-os Omar, um vendedor ambulante de chamuças dos seus 14 ou 15 anos.

Contemplamos a fortaleza de São Sebastião pela primeira vez da ponta de um pequeno areal branco, cercado pela orla cristalina do oceano Índico. Por essa altura, três pescadores lançam canoas à água. Não tardam a contornar a aresta mais anfíbia da fortaleza e a desaparecer por detrás.

Deixamos aquele recanto balnear. Passamos em frente a uma tal de loja de moda “Uso Africano. Ali diante, um grupo de amigos joga num tabuleiro decorado com símbolos do Benfica, Barcelona, Sporting e uma pintura icónica de CR7, em cada canto do quadrado.

Hélio e Adílio sabem que o forte está fora da sua área de influência e ficam a acompanhar o passatempo. Em vez deles, guia-nos um vendedor de moedas antigas feito com o guarda do monumento para nos acompanhar sem ter que pagar a entrada.

O barão de armas da Coroa Portuguesa insinua-se-nos no topo do velho portal que atravessamos. À medida que percorremos os adarves amplos, rendemo-nos à reminiscência dos feitos lusos de outros tempos.

A Ancoragem Marcante de Vasco da Gama

Vasco da Gama chegou à ilha em 1498, quando almejava completar o caminho marítimo para a Índia das especiarias. Após meses de navegação ao longo da costa selvagem de África, surpreendeu-se ao constatar o quão civilizado era o lugar, diz-se que um importante polo comercial e espécie de estaleiro naval então povoado por habitantes suaílis e negros, governado por um emir vassalo do sultão da vizinha Zanzibar.

O emir respondia a Ali Mussa bin Bique, com variações deste nome ao longo dos tempos: Musa ibn Bique, Ali Musa Biki, Ali Mussa bin Bique e outros. Fosse qual fosse a sua graça, os portugueses não tardaram a regressar e a removê-lo do seu posto.

Até 1507, estabeleceram um porto e uma espécie de base naval abençoada pela Capela de Nossa Senhora de Baluarte. É, há muito, considerada o edifício colonial decano do Hemisfério Sul. Mais para a frente no século XVI, a “Cidade de Pedra” dos novos colonos tornou-se a capital do território português da África Oriental.

O forte que contornávamos protegeu de ataques dos rivais holandeses uma intensa actividade missionária e o comércio de escravos, de especiarias e de ouro. Daí em diante, as infraestruturas não pararam de aumentar e enriqueceram a colónia. Incluíram aquele que foi considerado por muitos anos o maior hospital da África Sub-Sahariana.

A Herança Portuguesa em Contraste com as Etnias Moçambicanas

Com o tempo, a Ilha de Moçambique dividiu-se entre uma área nuclear que concentrou os edifícios históricos imponentes: a tal Cidade de Pedra e, outra adjacente, residencial, repleta de casas de pescadores térreas e humildes: Makuti.

Regressarmos do forte pela Av. dos Continuadores. Internamo-nos na Cidade de Pedra, pela frente do Palácio e capela de São Paulo, agora coloridos com um vermelho predominante de frisos brancos que, apesar de gastos pelo sol tropical e pela maresia, contrastam com o céu azulão.

Erguido em 1610 enquanto colégio jesuíta, o palácio acolheu, mais tarde, o governador. Hoje, é o Museu Marítimo da Ilha de Moçambique. A condizer, uma estátua soberba a Vasco da Gama em frente da sua fachada principal perscruta a Baía de Mossuril. Tal como aconteceria no tempo do navegador, dhows coloridos estão ancorados no litoral manso abaixo.

O Palácio de São Paulo dá para uma outra praça delimitada pela igreja da Misericórdia e por casarões coloniais impressionantes. Destes, o Terraço das Quitandas é um dos mais impressionantes.

Este templo de esquina, em particular, abriga um crucifixo esculpido ao estilo da arte maconde. Continua a acolher missas e a fé dos habitantes cristãos, uma minoria nesta Ilha de Moçambique, há muito do Islão.

Cortamos para a avenida Amílcar Cabral. Caminhamos arrastados por uma maré de estudantes de uniforme azul e branco que, de regresso da escola, conversam com estrilho. Uma parte deles segue à sombra das arcadas da rua. Outros, preferem o meio da via que é limitada pelo casario em redor, por velhas mansões que se sucedem com distintos tons de pastel.

As Aventuras e Desventuras de Luís de Camões na Ilha de Moçambique

Na rua paralela e marginal dos Combatentes, a casa em que viveu Luís de Camões preserva um reboco similar. Por restaurar, degrada-se a olhos vistos.

Camões habitou na Ilha de Moçambique entre 1567 e 1569. Vinha de Goa e instalou-se por algum tempo na expectativa que o amigo Diogo do Couto o lá encontrasse e ajudasse a reunir dinheiro para a passagem para Lisboa. Na ilha, terá ultimado “Os Lusíadas” antes de mandar editar a obra na capital do Império.

É ainda possível que Bárbara “aquela cativa que me tem cativo” fosse uma escrava negra que lá conheceu. Seria muito provavelmente moçambicana e dela se terá despedido com profundo desgosto.

Deixamos a casa do poeta entregue à erosão. Prosseguimos Rua dos Combatentes abaixo rumo ao sudoeste da ilha. Ao longo desta outra via marginal, o Índico ciano encontra o seu limite num velho muro colonial. A apenas uns metros, o muro dá lugar à enseada e à praia gentil que servem de recreio ao bairro makutiano do Areal.

Pescadores negoceiam peixes, polvos e chocos com algumas jovens donas de casa. Duas delas, embrulhadas em hijabs e capulanas exuberantes ficam com os moluscos. Exibem-nos o triunfo do regateio e apontam aos seus afazeres vespertinos.

Os miúdos do bairro aproveitam essa curta interacção e cercam-nos. “Akunha! akunha!” (Brancos! Brancos!) gritam determinados a reclamar a atenção fotográfica do seu contentamento. Negociamos o resto da caminhada pela Ilha de Moçambique com a paciência possível. Até às imediações do Fortim de Santo António e da colónia de coqueiros frondosos e hirtos que o acompanham.

Mussiro, a Máscara Solar e da Beleza Moçambicana

Nas imediações, um grupo de mulheres descasca feijão em amena cavaqueira. Uma delas, mais velha, resguarda-se do sol com uma exuberante máscara mussiro. O Mussiro é o ecrã solar natural destas paragens, feito à base de uma substância vegetal há séculos usada pelas “muthiana orera”, as meninas bonitas da região de Nampula.

Orgulhosa, a senhora dá-nos autorização para a fotografarmos mas é alertada pelas outras que uma parte da máscara se havia dissipado. “Venham comigo” incita-nos. “Vamos já tratar disto!”

Seguimo-la pelo meio do casario de pedra, barro e cana do Bairro do Areal. Acompanham-nos dezenas de vizinhos entusiasmados pela inesperada expedição. Chegados a sua casa, ela entra. Regressa pouco depois com um estojo de beleza casual, senta-se e reconstitui a máscara o melhor que sabe.

Nós, apreciamos e registamos aquela fascinante arte facial. Até que a senhora nos exibe o trabalho perfeito, lhe agradecemos e voltamos todos ao ponto de partida.

A algumas centenas de metros, com a extremidade sul da ilha na iminência, damos com a longa ponte que a une ao continente. Uma funcionária de uniforme controla a cancela que determina a passagem do tráfego para lá ou para cá. Nos intervalos, conversa à sombra da sua cabine.

Ilha de Moçambique: Legado do Islão e da Escravatura

Invertemos caminho, agora pela rua da Solidariedade que percorre a orla oeste do casario de Makuti. Passamos à porta da sede local da RENAMO. Depois, por um porto de pescadores de alto-mar entregues à faina. Logo, pela maior mesquita da ilha, verde e branca, como sugerem os preceitos muçulmanos. O chamamento do muezzin local não tarda a apelar a nova comunhão dos homens muçulmanos com Alá.

Algures por ali, a Rua da Solidariedade converte-se em rua dos Trabalhadores. No mercado de peixe, como é usual, fornecedores e vendedoras alimentam discussões dramáticas e ruidosas que divertem os transeuntes mais espirituosos. Escutamo-las quase até à entrada do Jardim da Memória, onde, ao invés, o tema abordado só pode ser levado a sério.

Desde o fim do século XVI ao virar do século XX e, em boa parte desse tempo, à revelia da Coroa Portuguesa, a Ilha de Moçambique manteve-se um entreposto esclavagista que processou o tráfico de nativos do leste de África sobretudo para as Ilhas do Índico ao largo de Moçambique ou para norte (Maurícia, Reunião, Madagáscar, Seychelles) mas também para o Brasil.

O Tráfico Esclavagista Português, na Senda do Zanzibariano

O tráfico já era levado a cabo por negreiros árabes radicados em Zanzibar que operavam no norte de Moçambique. Ali, com a conivência de chefes muçulmanos macuas e de outras etnias, capturavam grandes contingentes de indígenas em redor do lago Niassa e desciam o litoral para os vender.

Ao se apoderarem da ilha, os portugueses forçaram a sua participação nesse tráfico, mantendo os captivos e enviando-os de lá para os seus destinos finais. Situado mesmo à beira do Índico, o Jardim da Memória foi erguido para recuperar a realidade atroz dessa era colonial.

Quando o visitamos, cruzamos a história desde os tempos de Ali Musa Bique rumo à independência da Moçambique. A ilha, desvendámo-la até não podermos mais. Em seguida, viajámos até uma irmã histórica incontornável: Ibo, no arquipélago das Quirimbas.

Mais sobre a Ilha de Moçambique na página respectiva da UNESCO.

Table Mountain, África do Sul

À Mesa do Adamastor

Dos tempos primordiais das Descobertas à actualidade, a Montanha da Mesa sempre se destacou acima da imensidão sul-africana e dos oceanos em redor. Os séculos passaram e a Cidade do Cabo expandiu-se a seus pés. Tanto os capetonians como os forasteiros de visita se habituaram a contemplar, a ascender e a venerar esta meseta imponente e mítica.
Ibo, Moçambique

Ilha de um Moçambique Ido

Foi fortificada, em 1791, pelos portugueses que expulsaram os árabes das Quirimbas e se apoderaram das suas rotas comerciais. Tornou-se o 2º entreposto português da costa oriental de África e, mais tarde, a capital da província de Cabo Delgado, Moçambique. Com o fim do tráfico de escravos na viragem para o século XX e a passagem da capital para Porto Amélia, a ilha Ibo viu-se no fascinante remanso em que se encontra.
Bazaruto, Moçambique

A Miragem Invertida de Moçambique

A apenas 30km da costa leste africana, um erg improvável mas imponente desponta do mar translúcido. Bazaruto abriga paisagens e gentes que há muito vivem à parte. Quem desembarca nesta ilha arenosa exuberante depressa se vê numa tempestade de espanto.
Príncipe, São Tomé e Príncipe

O Nobre Retiro de Príncipe

A 150 km de solidão para norte da matriarca São Tomé, a ilha do Príncipe eleva-se do Atlântico profundo num cenário abrupto e vulcânico de montanha coberta de selva. Há muito encerrada na sua natureza tropical arrebatadora e num passado luso-colonial contido mas comovente, esta pequena ilha africana ainda abriga mais estórias para contar que visitantes para as escutar.
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Lüderitz, Namibia

Wilkommen in Afrika

O chanceler Bismarck sempre desdenhou as possessões ultramarinas. Contra a sua vontade e todas as probabilidades, em plena Corrida a África, o mercador Adolf Lüderitz forçou a Alemanha assumir um recanto inóspito do continente. A cidade homónima prosperou e preserva uma das heranças mais excêntricas do império germânico.
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.

Cabo da Boa Esperança, África do Sul

À Beira do Velho Fim do Mundo

Chegamos onde a grande África cedia aos domínios do “Mostrengo” Adamastor e os navegadores portugueses tremiam como varas. Ali, onde a Terra estava, afinal, longe de acabar, a esperança dos marinheiros em dobrar o tenebroso Cabo era desafiada pelas mesmas tormentas que lá continuam a grassar.

Elmina, Gana 

O Primeiro Jackpot dos Descobrimentos Portugueses

No séc. XVI, Mina gerava à Coroa mais de 310 kg de ouro anuais. Este proveito suscitou a cobiça da Holanda e da Inglaterra que se sucederam no lugar dos portugueses e fomentaram o tráfico de escravos para as Américas. A povoação em redor ainda é conhecida por Elmina mas, hoje, o peixe é a sua mais evidente riqueza.

São Tomé e Príncipe

Que Nunca Lhes Falte o Cacau

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.

Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Pela sombra
Arquitectura & Design
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro de Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.
Lenha
Aventura

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Cocquete
Cerimónias e Festividades

Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos 30

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos thirties. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.

Caçada com Bolhas
Cidades

Juneau, Alasca

Na Capital Diminuta do Grande Norte

De Junho a Agosto, Juneau desaparece por detrás dos navios de cruzeiro que atracam na sua doca-marginal. Ainda assim, é nesta cidade ínfima que se decidem os destinos do 49º estado norte-americano.

Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Bruxinha de chaleira
Cultura

Helsínquia, Finlândia

A Páscoa Pagã de Seurasaari

Em Helsínquia, o sábado santo também se celebra de uma forma gentia. Centenas de famílias reúnem-se numa ilha ao largo, em redor de fogueiras acesas para afugentar espíritos maléficos, bruxas e trolls

Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Recanto histórico
Em Viagem

Tasmânia, Austrália

À Descoberta de Tassie

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito mais rude que aussie de ser e mantém-se envolta em mistério no seu recanto meridional dos antípodas.

Punta Cahuita
Étnico

Cahuita, Costa Rica

Costa Rica de Rastas

Em viagem pela América Central, exploramos um litoral costariquenho tão afro quanto caribenho. Em Cahuita, a Pura Vida inspira-se numa fé excêntrica em Jah e numa devoção alucinante pela cannabis.

Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
De regresso a casa
História

Sigiriya, Sri Lanka

A Capital de um Rei Parricida

Kashyapa I chegou ao poder após emparedar o monarca seu pai. Receoso de um provável ataque do irmão herdeiro do trono, mudou a principal cidade do reino para o cimo de um pico de granito. Hoje, o seu excêntrico refúgio está mais acessível que nunca e permitiu-nos explorar o enredo maquiavélico deste drama cingalês.

Pesca no Paraíso
Ilhas

Ouvéa, Nova Caledónia

Entre a Lealdade e a Liberdade

A Nova Caledónia sempre questionou a integração na longínqua França. Em Ouvéa, encontramos uma história de resistência mas também nativos que preferem a cidadania e os privilégios francófonos.

Doca gelada
Inverno Branco

Ilha Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.

Sombra vs Luz
Literatura

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Repouso anfíbio
Natureza

Mar Morto, Israel

À Tona d’água, nas profundezas da Terra

É o lugar mais baixo à superfície do planeta e palco de várias narrativas bíblicas. Mas o Mar Morto também é especial pela concentração de sal que inviabiliza a vida mas sustém quem nele se banha. 

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Água grande
Parques Naturais

Cataratas Iguaçu, Brasil/Argentina

O Grande Splash

Após um longo percurso tropical, o rio Iguaçu dá o mergulho dos mergulhos. Ali, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, formam-se as cataratas maiores e mais impressionantes à face da Terra.

Uma Cidade Perdida e Achada
Património Mundial Unesco

Machu Picchu, Peru

A Cidade Perdida em Mistério dos Incas

Ao deambularmos por Machu Picchu, encontramos sentido nas explicações mais aceites para a sua fundação e abandono. Mas, sempre que o complexo é encerrado, as ruínas ficam entregues aos seus enigmas.

De visita
Personagens

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Praia
Gizo, Ilhas Salomão

Gala dos Pequenos Cantores de Saeraghi

Em Gizo, ainda são bem visíveis os estragos provocados pelo tsunami que assolou as ilhas Salomão. No litoral de Saeraghi, a felicidade balnear das crianças contrasta com a sua herança de desolação.
Um matrimónio espacial
Religião

Samarcanda, Usbequistão

O Sultão Astrónomo

Neto de um dos grandes conquistadores da Ásia Central, Ulugh Beg preferiu as ciências. Em 1428, construiu um observatório espacial em Samarcanda. Os seus estudos dos astros levaram-lhe o nome a uma cratera da Lua. 

À pendura
Sobre carris

São Francisco, E.U.A.

Uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.

Uma espécie de portal
Sociedade

Little Havana, E.U.A.

A Pequena Havana dos Inconformados

Ao longo das décadas e até aos dias de hoje, milhares de cubanos cruzaram o estreito da Flórida em busca da terra da liberdade e da oportunidade. Com os E.U.A. ali a meros 145 km, muitos não foram mais longe. A sua Little Havana de Miami é, hoje, o bairro mais emblemático da diáspora cubana.

Retorno na mesma moeda
Vida Quotidiana
Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
Campo de géiseres
Vida Selvagem

El Tatio, Chile

Uma Ida a Banhos Andina

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4300 m de altitude. Os seus geiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes. Ditou o tempo que uma das mais concorridas celebrações dos Andes e do Deserto do Atacama passasse por lá partilharem uma piscina aquecida a 30º pelas profundezas da Terra.

Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.