Ibo, Moçambique

Ilha de um Moçambique Ido


Banco improvisado

Três amigas da ilha descansam numa piroga que a maré-vazia deixou em seco.

Linha de costa de Ibo

Perspectiva do litoral da vila do Ibo com a maré a subir. A Igreja de Nª Srª do Rosário ao fundo com três coqueiros a coroá-la.

Igreja numa ilha do Islão

A igreja de Nª Senhora do Rosário, entre dois dos fortes que em tempos defenderam a ilha Ibo de incursões.

Ilha de tempo

Monumento de rocha-coral legado pela erosão no leito da baía em frente da povoação de Ibo.

Diversão litoral

Crianças brincam junto a vários dhows ancorados no litoral junto ao Forte de São João Baptista.

Pele de Mussiro

Nativa protegida do sol tropical por máscara de mussiro.

Patrulha da maré

Moradores da ilha Ibo vasculham o leito arenoso em frente à povoação homónima em busca de crustáceos e moluscos.

A estranhar a visita

Moradores de uma das aldeias de palhotas e cubatas que abundam nos arredores da vila de Ibo.

Caminhada a 2

Duas mulheres percorrem um trilho de Ibo entre dois embondeiros majestosos.

Lota improvisada

Pescadores ancoram junto ao litoral coralífero aguardados por uma pequena multidão de compradores do seu peixe.

Patrulha da maré Jr.

Miúdos fazem-se ao leito ensopado pelo subir da maré, em frente ao Forte de São João Baptista.

Foi fortificada, em 1791, pelos portugueses que expulsaram os árabes das Quirimbas e se apoderaram das suas rotas comerciais. Tornou-se o 2º entreposto português da costa oriental de África e, mais tarde, a capital da província de Cabo Delgado, Moçambique. Com o fim do tráfico de escravos na viragem para o século XX e a passagem da capital para Porto Amélia, a ilha Ibo viu-se no fascinante remanso em que se encontra.

De Pemba a Ibo: uma Epopeia de Chapa e de Bote

As Quirimbas e a sua ilha Ibo, em particular, são outros daqueles lugares que receamos difíceis de alcançar mas a que, mais tempo menos tempo, acabamos por chegar sem percalços. Após persistente investigação, tínhamos apurado que os “chapas” saíam de Pemba por volta das quatro da manhã.

Conseguimos convencer Chaga, um dos motoristas, a apanhar-nos às 3h30. Apesar do despertar sofrido, a essa hora estávamos de malas feitas à entrada do hotel. Chaga fez jus ao nome. À hora combinada ainda se debatia com os lençóis. Só conseguiu encher o “chapa” e sair de Pemba por volta das 5h.

Deixámos as voltas pela cidade embalar-nos e dormitámos o mais que pudemos. Decorridas quatro horas e meia por estradas de areia ladeadas de milheirais e mandiocais ressequidos salpicados de embondeiros, esbarrámos com o limiar terrestre da aldeia de Tandanhangue.

Ali, várias embarcações aguardavam que a maré subisse e tornasse os canais do mangal para diante navegáveis. Por volta das onze, um dhow zarpou à pinha de nativos e das suas cargas, enfeitado pelas muitas capulanas, camisas, hijabs e lenços de cabeça das mulheres a bordo.

Pintura de dhow na ilha Ibo, Moçambique

Dono de um dhow renova a pintura da sua embarcação.

Demorava mais duas horas que um pequeno barco a motor alternativo. Metemo-nos, assim, neste último e partilhámos o derradeiro trajecto aquático com dez outros passageiros, entre residentes e visitantes de Ibo.

Desembarcámos à uma da tarde, instalámo-nos no hotel Miti Miwiri, como o nome no dialecto quimuâni traduzia, situado entre duas grandes árvores, em plena Praça dos Trabalhadores, de frente para o depósito de sacas de carvão que servia a ilha.

Carvão na ilha Ibo, Quirimbas Moçambique

Vendedor entre sacas de carvão na Rua da República.

As Primeiras Deambulações por Ibo

O hotel foi reconstruído das ruínas por dois jovens amigos, um alemão e um francês. Jörg, o alemão, tinha-se enamorado por Ibo e por Mãezinha, em tempos, mera empregada, agora, companheira e braço direito do proprietário. O despertar madrugador e a longa viagem levaram-nos todas as energias.

Pouco depois do check in, cedemos ao cansaço. Só acordamos na madrugada seguinte, desejosos de um bom pequeno-almoço e de inaugurarmos a descoberta da ilha.

O seu forte de São João Baptista, em particular, baptizado em honra do santo padroeiro da ilha e representativo do passado colonial português em Moçambique, seduzia-nos.

Encontramo-lo ocupado por um exército de artesãos. Os dedicados à bijuteria de prata e pedras preciosas e semi-preciosas surgem instalados na ala contígua ao portão de entrada. Outros, os prendados na arte maconde da escultura do pau negro e outras madeiras, trabalhavam retirados em salas interiores. Examinamos o seu trabalho minucioso. Em seguida, ascendemos ao nível superior.

Crianças em frente ao forte de São João Baptista, ilha Ibo, Moçambique

Miúdos fazem-se ao leito ensopado pelo subir da maré, em frente ao Forte de São João Baptista.

Grandes nuvens brancas desfilam no céu azulão da época seca. É sob a sua sombra intermitente que percorremos os adarves adaptados à forma poligonal da fortaleza, erguida numa posição que permitia alvejar as embarcações inimigas, obrigadas a contornar o recorte norte da ilha para se aproximarem da sua principal povoação.

A maré está uma vez mais vazia. Para norte, vultos recém-desembarcados atravessavam o lodaçal que precedia o caudal recolhido do Canal de Moçambique, bem mais para norte da ilha Bazaruto que tínhamos explorado alguns dias antes. Contornamos o forte com a ideia de nos aproximarmos.

Quando o fazemos, uma fileira de mulheres com fardos à cabeça surge de entre a colónia de cactos que envolve o monumento e instala-se num dhow que aguarda a subida do mar.

Ascensão e o Súbito Sumiço da História de Moçambique

Até então, era aquele o padrão da vida local que mais se destacava. De 1609 em diante, Ibo teve a sua era de protagonismo, de eventos e de comoções. A partir de 1902, com a passagem da capital da província moçambicana de Cabo Delgado para Porto Amélia (hoje, Pemba), a ilha ficou entregue ao fluir do tempo e das marés.

Do Índico, pouco mais chegavam e chegam que a praia-mar, os pescadores e um ou outro forasteiro, como nós, atraído pelo seu enigmático retiro.

Dhow prestes a ancorar na Ilha Ibo, Quirimbas, Moçambique

Dhow aproxima-se do molhe da aldeia de Ibo, com o sol quase a mergulhar para trás do horizonte.

O forte foi erguido em 1791, quase 300 anos depois da altura em que se diz que Vasco da Gama aportou e repousou na ilha, 270 desde que substituiu o Fortim de São José do Ibo, a sua primeira fortificação. Na eminência do século XVIII, Ibo vivia o apogeu económico, conseguido graças ao profícuo comércio de escravos.

A povoação tinha acabado de ser promovida a vila e, logo, a capital da província de Cabo Delgado. Com o governo residente assistido por uma Câmara Municipal e um tribunal, o reforço da defesa da ilha tornou-se premente. Além do de São João, meio século depois, seria erguido o de Santo António do Ibo.

Do forte de São João Baptista, recuamos até ao molhe principal da povoação, situado à entrada da enseada, aquém do forte de São José e da igreja de pedra coralina e cal de Nª Senhora do Rosário.

igreja de Nª Senhora do Rosário na Ilha Ibo, Quirimbas, Moçambique

A igreja de Nª Senhora do Rosário, entre dois dos fortes que em tempos defenderam a ilha Ibo de incursões

Ibo e as Quirimbas. Uma Vida ao Sabor das Marés

Mais que um embarcadouro, o pontão elevado ora sobre o mar ora sobre o lodo, serve de ponto de repouso e de convívio para uma clientela de moradores que lá se encontram e partilham as raras novidades do dia.

Com a maré no seu auge, grupos de crianças, lá se reunem munidos de linha e anzol e passam o tempo numa sempre útil pesca lúdica.

Pesca à linha na ilha Ibo, Moçambique

Rapazes pescam à linha a partir da ponta do molhe que serve Ibo

Regressamos ao âmago da cidade, entretanto com a companhia de Isufo, um jovem nativo que acabámos por acolher como guia. Juntos, passamos entre a igreja e a pequena estátua de homenagem a Samora Machel.

Quando percorremos a Rua da República, entre os alpendres colunados das velhas moradias, umas restauradas, outras decrépitas e até mesmo em ruína, reparamos que, à esquerda, dela ramificava uma Rua Almirante Reis. Voltamos ao Miti Miwiri e cortamos para a Rua Maria Pia. A familiaridade histórica de Ibo, não cessava de aumentar.

Sr. João Baptista, o Ancião que Resiste do Período Colonial

Nesta via também ela alpendorada damos com a casa do Sr. João Baptista, antigo 3º oficial da administração colonial. Por altura da nossa visita, com 90 anos e há muitos reformado, Sr. João assume-se como conselheiro e historiador da ilha.

Até há algum tempo, uma placa redonda dependurada do seu alpendre, identificava-o como tal. Mal o encontramos, surpreende-nos a forma física, a jovialidade do seu rosto e, em particular, o riso e restantes expressões, levemente infantis e matreiras.

Sr. João Baptista, antigo funcionário do Estado Português, Ilha Ibo, Quirimbas, Mo

Sr. João Baptista, nesta imagem com 90 anos, reformado de muitos anos ao serviço do Estado Português.

Entretanto, abrigado do sol, João Baptista descreve-nos boa parte da sua vida. “Pois, eu fui o primeiro preto a poder frequentar a escola primária local, entre brancos.

Mais tarde, com a educação necessária, entrei ao serviço do estado. Trabalhei na Beira e noutros lugares. Ao fim de muitos anos longe da terra natal, consegui que me transferissem para cá. Durante a guerra da independência, Ibo estava tão longe do continente e dos palcos de guerra que tudo se manteve tranquilo.

Só apanhei um susto quando um independentista, por pura maldade, me acusou de ser colaboracionista e me prenderam. Mas, depois, como não tinham nada a apontar-me, lá me soltaram e deixaram-me em paz.”

A João Baptista agradava tanto a sua história como a de Ibo que, afinal, se entrecruzavam com óbvia frequência. É com prazer que nos resume como se desenvolveu a civilização que nela encontramos. “Na origem, habitavam a ilha e outras das Quirimbas, os pretos e pretas naturais destas paragens.

Moradora da ilha Ibo, Quirimbas, Moçambique

Mulher de Ibo com o tradicional hijab há muito usado nestas partes do norte de Moçambique.

Os árabes foram os primeiros forasteiros a aportar as estas partes setentrionais de Moçambique. Cá fundaram um entreposto comercial fortificado. De cá despachavam, ouro, marfim e escravos para Zanzibar e outros destinos do mundo árabe.

Quando os portugueses chegaram, encontraram uma ilha que, ao contrário do que estavam habituados, tinha vários poços de água bem distribuídos. Chamaram-lhe Ilha Bem Organizada. Dessa qualificação, surgiu o termo IBO.

Encontram ainda população negra indígena, alguma suaíli e árabe. Os árabes centrados na ilha de Quirimba recusaram-se a comerciar com eles. Furiosos, os portugueses incendiaram-lhes a povoação, afundaram-lhes boa parte dos dhows, mataram dezenas de rivais e apoderaram-se das suas mercadorias.

Daí em diante, Ibo e outras Quirimbas foram usadas como escala das suas transacções de marfim e de escravos. Até que os frequentes ataques de corsários e forças holandesas e vindas de Madagáscar os obrigaram a fortificar-se como nunca. Ibo foi dos últimos lugares de África a acatar a imposição britânica do fim do tráfico de escravos.”

Continuámos a falar até repararmos que ocaso se afirmava no horizonte. Interrompemos o encontro com a promessa de que voltaríamos. O Sr. João despediu-se com a mesma cordialidade com que nos recebera. Vemos o sol afundar-se na floresta anfíbia de mangue que envolvia boa parte da ilha. Com o escuro instalado, recolhemos ao Miti Miwiri.

Pôr-do-sol sobre a ilha Ibo, Quirimbas, Moçambique

Vulto à beira-mar durante o ocaso sobre o Canal de Moçambique.

Novo dia, a Mesma Ibo Perdida no Tempo

Às 8h da manhã seguinte, Isufo já nos aguardava à porta, disposto a mostrar-nos o âmago de Ibo e alguns dos recantos menos expostos dos seus 10 por 5 km. Espreitamos o velho cemitério. Nele encontramos um inesperado sortido de sepulturas de portugueses, de iboenses e outros moçambicanos mas também de britânicos e de chineses.

Metemo-nos por caminhos interiores, salpicados por coqueiros e embondeiros. Cruzamos aldeias que agrupam palhotas ou cubatas de barro, onde as mulheres de mussiros dourados pilam a mandioca e o milho e as maçanicas secam ao sol.

Caminhada a 2As crianças infernizam os adultos com as suas diabruras ao ar livre e recebem-nos com saudações persistentes de muzungo! muzungo! com que nos identificam como brancos, fontes de novidade, de entretenimento, com sorte, também de alguma pequena dádiva.

Regressamos às imediações do forte de São João Baptista. A maré subia já laje de coral acima numa secção da costa onde os pescadores ancoravam os seus dhows e vendiam o pescado da tarde a uma multidão colorida e excitada. Caminhamos para cá e para lá, sobre a pedra marinha afiada, atentos ao desenrolar do reboliço.

Admiramos os afazeres dos pescadores e a ansiedade dos compradores que estranham mas toleram a nossa maçadora acção fotográfica. Acompanhamos de igual forma o esforço dos homens robustos que carregam dhows maiores que todos os outros com sacas, barris, motas e até frigoríficos.

Pescadores e compradores de peixe, ilha Ibo, Quirimbas, Moçambique

Pescadores ancoram junto ao litoral coralífero aguardados por uma pequena multidão de compradores do seu peixe.

Perguntamos a um dos compradores do peixe entretanto exposto num oleado para onde vão zarpar com tal carga. “Mais logo, saem para o sul da Tanzânia, responde-nos. Há algum movimento de pessoas para cá e para lá.”

À parte da chegada e partida dos visitantes e dos melhoramentos levados a cabo para melhor os receber e impressionar, foi dos poucos sintomas do fim da longa estagnação a que a ilha Ibo se viu votada que pudemos constatar.

Mais informação sobre a Ilha Ibo e as Quirimbas em na página respectiva da UNESCO.

Table Mountain, África do Sul

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A Miragem Invertida de Moçambique

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O Nobre Retiro de Príncipe

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Ilha de Moçambique

A Ilha de Ali Musa Bin Bique. Perdão, de Moçambique

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PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Enxame, Moçambique

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