Cidade Velha, Cabo Verde

Cidade Velha: a anciã das Cidades Tropico-Coloniais


Um panorama com história
Para o almoço
Vida de Rua
Cena rodoviária
Pelourinho & Praça
Senhora do Forte
Tempo de ir
Os esses da Ribeira Grande
Cidade Velha, Vista do Forte de São Filipe

Foi a primeira povoação fundada por europeus abaixo do Trópico de Câncer. Em tempos determinante para expansão portuguesa para África e para a América do Sul e para o tráfico negreiro que a acompanhou, a Cidade Velha tornou-se uma herança pungente mas incontornável da génese cabo-verdiana.

Vencemos uma derradeira ladeira. No cimo, aquele cenário sobranceiro à Cidade Velha mostra-se ainda mais seco e ocre. Vêmo-lo salpicado de arbustos espinhosos que se agarram ao solo pedregoso e a qualquer resquício de humidade. Ao fundo, as ameias de uma fortaleza dos mesmos tons que a terra recortam o céu azul e só mesmo azul.

Em 1578 e 1585, o corsário inglês Francis Drake ameaçou de tal maneira a recém-fundada povoação de Ribeira Grande e o domínio hispânico do Atlântico que Filipe I, então dono e senhor da Coroa Portuguesa, fartou-se da insolência dos piratas e da Coroa Britânica que os patrocinava.

Mandou reforçar o sistema de defesa que contava já com vários outras fortificações: as de São Lourenço, São Brás, Presídio, São Veríssimo, São João dos Cavaleiros e Santo António. O Forte Real de São Filipe com que nos confrontávamos foi último a chegar. Erguido com incrível solidez com pedra trazida de Portugal, está para durar.

O Vale Verdejante da Ribeira Grande

Damos de caras com a sua frente imponente, paredes meias com o limiar da meseta em que assenta e com o desfiladeiro sinuoso escavado pela Ribeira Grande de Santiago. Uma senhora que toma conta de um barzinho instalado à sombra de uma acácia frondosa, controla-nos os movimentos, não fossemos precisar dos seus serviços.

Em vez, subimos ao muro que contém o cimo da encosta íngreme e deixamo-nos deslumbrar pelo dramatismo tropical por diante.

Vale da Ribeira Grande, Cidade Velha, Santiago, Cabo Verde

O vale verdejante da Ribeira Grande, o desfiladeiro em que se instalou a primeira povoação de Cabo Verde

Uma enxurrada de vegetação verdejante flui desde os confins norte do canhão até onde se rende ao mar. Nas profundezas logo abaixo, algum casario histórico com velha telha portuguesa, retalhos agrícolas, trilhos e vielas rurais convivem com uma pequena floresta de que se destacam coqueiros hirtos.

Tendo em conta o quão áridos são o arquipélago de Cabo Verde e a sua ilha de Santiago, a visão apanha-nos desprevenidos. Merece uma aturada contemplação e uma atenção fotográfica à altura. Só após, atravessamos a portinhola lateral aberta no aparelho de pedra que servia de entrada e invadimos o forte trapezoidal.

À Conquista do Forte de São Filipe

Batido pelo sol, desprovido da vegetação circundante, o interior prova-se rude e espartano, mesmo se a estrutura contava com uma Casa do Governador e com uma capela, denominada de São Gonçalo. Retalham-no rampas pouco íngremes de acesso aos adarves.

E sobressai, pela sua redondeza, uma cisterna de tijolo que evitava que, mesmo se alvo de cerco, os homens para ali destacados morressem de sede. Como ressalta à vista, a esvoaçar bem acima das muralhas, a bandeira azul-branca-vermelha-amarela de Cabo Verde, a nação insular a que a colonização portuguesa daquelas do oceano Atlântico veio a dar origem.

Cisterna de água do forte de São Filipe, Cidade Velha, Santiago, Cabo Verde

Visitantes do forte de São Filipe destacados sobre as muralhas e acima da cisterna de água.

São poucos os visitantes do monumento. Temos a companhia de um casal irrequieto de franceses e de duas irmãs gémeas cabo-verdianas, vestidas de igual e com duas cabeleiras afro-encaracoladas idênticas. Estamos só quando nos abeiramos da bateria de canhões apontados ao oceano e espreitamos para diante.

Cerca de cem metros abaixo, a vertente transforma-se numa plataforma alisada, num sopé que recorta o mar logo ao lado de onde a Ribeira Grande se lhe entrega.

Da Ribeira Grande à Cidade Velha

A Ribeira Grande que ali termina, foi o princípio de tudo. Em 1460, António de Noli, um marinheiro genovês ao serviço do Infante D. Henrique e que se crê ter descoberto as primeiras cinco ilhas do arquipélago avistou Santiago. Dois anos depois, de Noli instalou-se na área da Ribeira Grande com a sua família e colonos oriundos do Algarve e do Alentejo.

Malgrado o isolamento, o lugarejo evolui de tal maneira que se tornou a primeira cidade colonial do futuro Império Português – e europeia em geral – a surgir a sul do Saara, nos trópicos.

A Ribeira Grande não tardou também a assumir o papel de entreposto fulcral das rotas marítimas portuguesas de ligação ao sul de África e às Américas.

De tal maneira que, alguns anos mais tarde, Vasco da Gama (em 1497) lá fez escala na viagem em que descobriria o caminho marítimo para a Índia e Cristóvão Colombo (em 1498) lá se deteve e reabasteceu na terceira das suas expedições de descoberta das Américas.

Foram explorados e ocupados mais e mais territórios em África e na América do Sul. A Ribeira Grande ganhou ainda preponderância no tráfico negreiro transatlântico que os portugueses inauguraram no século XV e, até finais do XVI, fizeram intensificarAs ilhas cabo-verdianas viriam a ser colonizadas com recurso à mão-de-obra dos nativos africanos escravizados.

Com o tempo, acolheram uma mixagem étnica e cultural entre escravos e colonos bem mais profunda que noutras partes do Império Português. Essa mixagem salta à vista por todo o arquipélago.

Cidade Velha, não mais a Ribeira Grande

Sem surpresa, está bem patente nas gentes e no dia-a-dia da Cidade Velha, assim foi rebaptizada a ex-colónia, por forma a evitar confusões com a Ribeira Grande da ilha de Santo Antão. Mas, se a povoação a que em breve damos entrada é a anciã de Cabo Verde, não lhe falta vida. Mesmo se o tempo tenha já condenado boa parte dos seus edifícios mais idosos.

Deixamos o forte da Cidade Velha apontados à orla que de lá avistámos. Cumprido um gancho apertado, o asfalto dá lugar a um empedrado robusto de pedra negra bem polida pela borracha dos pneus e pelos anos. Estacionamos  junto a uns paredões em ruínas que resistem acima do casario próximo.

Atravessamos nova moldura amarelada de porta e entramos no que resta da nave da velha Sé Catedral, começada a construir em 1556 com pedra semelhante à do Forte Real de São Filipe, terminada apenas em 1700, quando se tornou o grande templo da Cidade Velha e da primeira diocese da costa ocidental africana.

Pelourinho, a Coluna Colonial da Cidade Velha

Exploramos as ruínas fascinados com a grandiosidade tanto da obra como da sua decadência e intrigados com a vida do bairro vizinho de São Sebastião de onde, de quando em quando, vemos sair moradores da Cidade Velha que atalham, através das ruínas, o caminho para a estrada e para zonas ribeirinhas contíguas.

Acabamos por segui-los. Umas centenas de passos depois pela rua do Calhau, damos com o Largo do Pelourinho, o principal marco histórico do colonialismo do território.

O pelourinho da Cidade Velha, marca do domínio histórico da Coroa Portuguesa mas também do legado pungente do tráfico negreiro desenvolvido pelos portugueses.

Hoje, o lugar é o mais turístico da Cidade Velha. Tem esplanadas e lanchonetes a envolverem-no. E quatro ou cinco coqueiros a penderem para cima do largo. Ali, os vendedores de artesanato e de petiscos incitam os forasteiros recém-chegados a gastarem uns cobres e a subsidiarem as suas vidas.

Na origem, o monumento pouco teve de lúdico ou decorativo. Mais que simbólico do poder da Coroa Portuguesa, o pelourinho da Cidade Velha tornou-se o pilar malévolo do tráfico negreiro triangulado que os portugueses implementaram no Atlântico.

Cidade Velha: no Âmago do Tráfico Negreiro do Atlântico.

Os navios vindos da metrópole aportavam em Santiago. Faziam as reparações necessárias, reabasteciam-se de água e víveres.

Após o que os seus capitães os manobravam rumo ao continente africano, sobretudo a Angola e ao Congo. Seguiam com o único fito de encherem os porões de escravos destinados a garantir a mão-de-obra e todo o tipo de serventias em Portugal, nas Canárias, mais tarde, de forma cada vez mais massiva, no Brasil.

E não só. Este tráfico evoluiu de tal maneira que é quase consensual entre os linguistas que foi de Cabo Verde que os mais diversos dialectos crioulos da actualidade irradiaram para as Caraíbas e outras partes das Américas.

O pelourinho foi, sobretudo, símbolo de prisão e de crueldade. Nas suas terras de origem, os nativos habituaram-se a fazer soar os tambores para avisarem da aproximação de negreiros. Os tambores foram assim proibidos na Ribeira Grande, como por todo Cabo Verde.

Os escravos rebeldes que se atreviam a tocá-los eram chicoteados contra a coluna de pedra e, com frequência, os negreiros ou mestres, lá lhes cortavam as mãos. Esse era apenas um entre tantos outros castigos impostos em público, no coração da povoação. Em frente ao Atlântico que separava as vítimas do passado recente e das vidas abandonadas nas suas terras.

Barcos artesanais ancorados na enseada em frente à Cidade Velha.

Descendentes de Escravos, feitos pescadores

A enseada de areia e pedras negras para sul do pelourinho surge pejada de barcos de pesca artesanais garridos. Um deles, testemunha a ligação profunda à antiga metrópole, por mais severa que se tenha em tempos revelado a história colonial. “Dany Love … e um símbolo do Sport Lisboa e Benfica” sobressai da popa de um barco vermelho e branco, como seria de esperar.

Outros barcos atracam e descarregam a pescaria. Uma peixeira atravessa o areal com um grande caldeiro cheio de peixe à cabeça, de olho nas redes enroladas sobre o chão que a poderiam armadilhar.

Nós, voltamos a cruzar o largo do pelourinho e apontamos ao vale da Ribeira Grande, o mesmo que nos tinha deslumbrado quando o apreciámos do cimo da Fortaleza de São Filipe.

A Igreja Pioneira da Cidade Velha

Passamos junto à câmara municipal, rejeitamos o Caminho do Vale e metemo-nos pela Rua da Banana. Delimita-a uma levada de casas térreas, feitas de pedras brancas de que se destacam arbustos e bananeiras.

No pátio solarengo de uma delas, uma jovem nativa sentada sob um estendal tão folclórico como os barcos na praia, amanha peixe na companhia de um cão pachorrento. Desviamo-nos para uma escadaria e para o átrio da Igreja da Nª Srª do Rosário, de 1495 (o edifício mais antigo da Cidade Velha) uma das poucas com arquitectura gótica em África, mesmo se é agora branca.

Esta igreja foi, durante muito tempo, palco do baptismo dos escravos. A ironia das ironias está em que os colonos a baptizaram em honra da padroeira não dos escravos… mas dos homens negros.

Guardiã da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, a primeira da Cidade Velha.

A porteira e guardiã da igreja mora numa das casas da Rua da Banana. Quando nos vê aproximar, abre a porta de casa e adianta-se-nos de chave em riste. Em todo o tempo em que examinamos o interior da nave mantém-se, esquiva, sentada no banco mais distante do altar.

Nada tem para nos dizer. Responde-nos com o mínimo palavreado possível, na expectativa de que a visita não demorasse.

Convento de São Francisco da Ribeira Velha e de Regresso ao Pelourinho

Acima no vale, por um caminho partilhado por galinhas, cabras e porcos e ainda entre coqueiros, deparamo-nos com o Convento de São Francisco. É outro dos templos com que a Igreja reforçou a sua presença e influência na nova urbe do Atlântico.

E com que justificou a taxação crescente do cada vez mais lucrativo tráfico negreiro e assim obteve as graças financeiras que lhe permitiram estabelecer-se noutras partes. O convento permanece dissimulado pela vegetação. Encontramo-lo de porta aberta mas com muito menos conteúdo que a igreja anterior.

Com toda a vasta ilha de Santiago por explorar, a nossa história na Cidade Velha estava no ocaso. Regressamos ao Largo do Pelourinho. Instalamo-nos na esplanada de uma das lanchonetes. Apesar de humilde, serve refeições “tanto de carne como de peixe. Tudo feito em frigideira desinfectada” assim nos assegura a senhora ao balcão, com uma preocupação infundada com a nossa exigência.

Deixamos o sol cair para o lado da ilha do Fogo. Quando nos fartamos daquele descanso modesto mas sagrado na Cidade Velha, regressamos ao carro e apontamos a terras bem mais altas de Santiago. E a outro lugar sensível da história portuguesa, o Tarrafal.

 

A TAP – www.flytap.pt voa diariamente de Lisboa para a cidade da Praia, capital de Cabo Verde, situada a poucos quilómetros da Cidade Velha.

Ilha do Sal, Cabo Verde

O Sal da Ilha do Sal

Na iminência do século XIX, Sal mantinha-se carente de água potável e praticamente inabitada. Até que a extracção e exportação do sal lá abundante incentivou uma progressiva povoação. Hoje, o sal e as salinas dão outro sabor à ilha mais visitada de Cabo Verde.
São Nicolau, Cabo Verde

Sodade, Sodade

A voz de Cesária Verde cristalizou o sentimento dos caboverdeanos que se viram forçados a deixar a sua ilha. Quem visita São Nicolau percebe porque lhe chamam, para sempre e com orgulho, "nha terra".
Chã das Caldeiras, Cabo Verde

Um Clã "Francês" à Mercê do Fogo

Em 1870, um conde nascido em Grenoble a caminho de um exílio brasileiro, fez escala em Cabo Verde onde as beldades nativas o prenderam à ilha do Fogo. Dois dos seus filhos instalaram-se em plena cratera do vulcão e lá continuaram a criar descendência. Nem a destruição causada pelas recentes erupções demove os prolíficos Montrond do “condado” que fundaram na Chã das Caldeiras.    
São Vicente, Cabo Verde

O Milagre de São Vicente

Uma volta a esta ilha revela uma aridez tão deslumbrante como inóspita. Contra todas as probabilidades, por um capricho da história, São Vicente viu o Mindelo prosperar como a segunda cidade mais populosa de Cabo Verde e a sua indisputada capital cultural.
hipopotamos, parque nacional chobe, botswana
Parques nacionais
PN Chobe, Botswana

Chobe: um rio na Fronteira da Vida com a Morte

O Chobe marca a divisão entre o Botswana e três dos países vizinhos, a Zâmbia, o Zimbabwé e a Namíbia. Mas o seu leito caprichoso tem uma função bem mais crucial que esta delimitação política.
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Igreja colonial de São Francisco de Assis, Taos, Novo Mexico, E.U.A
Arquitectura & Design
Taos, E.U.A.

A América do Norte Ancestral de Taos

De viagem pelo Novo México, deslumbramo-nos com as duas versões de Taos, a da aldeola indígena de adobe do Taos Pueblo, uma das povoações dos E.U.A. habitadas há mais tempo e em contínuo. E a da Taos cidade que os conquistadores espanhóis legaram ao México, o México cedeu aos Estados Unidos e que uma comunidade criativa de descendentes de nativos e artistas migrados aprimoram e continuam a louvar.
O pequeno farol de Kallur, destacado no relevo caprichoso do norte da ilha de Kalsoy.
Aventura
Kalsoy, Ilhas Faroé

Um Farol no Fim do Mundo Faroês

Kalsoy é uma das ilhas mais isoladas do arquipélago das faroés. Também tratada por “a flauta” devido à forma longilínea e aos muitos túneis que a servem, habitam-na meros 75 habitantes. Muitos menos que os forasteiros que a visitam todos os anos atraídos pelo deslumbre boreal do seu farol de Kallur.
Verificação da correspondência
Cerimónias e Festividades
Rovaniemi, Finlândia

Da Lapónia Finlandesa ao Árctico, Visita à Terra do Pai Natal

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar.
Competição do Alaskan Lumberjack Show, Ketchikan, Alasca, EUA
Cidades
Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.
Cacau, Chocolate, Sao Tome Principe, roça Água Izé
Comida
São Tomé e Príncipe

Roças de Cacau, Corallo e a Fábrica de Chocolate

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.
Cruzamento movimentado de Tóquio, Japão
Cultura
Tóquio, Japão

A Noite Sem Fim da Capital do Sol Nascente

Dizer que Tóquio não dorme é eufemismo. Numa das maiores e mais sofisticadas urbes à face da Terra, o crepúsculo marca apenas o renovar do quotidiano frenético. E são milhões as suas almas que, ou não encontram lugar ao sol, ou fazem mais sentido nos turnos “escuros” e obscuros que se seguem.
arbitro de combate, luta de galos, filipinas
Desporto
Filipinas

Quando só as Lutas de Galos Despertam as Filipinas

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.
Platipus = ornitorrincos
Em Viagem

Atherton Tablelands, Austrália

A Milhas do Natal (parte II)

A 25 Dezembro, exploramos o interior elevado, bucólico mas tropical do norte de Queensland. Ignoramos o paradeiro da maioria dos habitantes e estranhamos a absoluta ausência da quadra natalícia.

Dunas da ilha de Bazaruto, Moçambique
Étnico
Bazaruto, Moçambique

A Miragem Invertida de Moçambique

A apenas 30km da costa leste africana, um erg improvável mas imponente desponta do mar translúcido. Bazaruto abriga paisagens e gentes que há muito vivem à parte. Quem desembarca nesta ilha arenosa exuberante depressa se vê numa tempestade de espanto.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Catedral São Paulo, Vigan, Asia Hispanica, Filipinas
História
Vigan, Filipinas

Vigan, a Mais Hispânica das Ásias

Os colonos espanhóis partiram mas as suas mansões estão intactas e as kalesas circulam. Quando Oliver Stone buscava cenários mexicanos para "Nascido a 4 de Julho" encontrou-os nesta ciudad fernandina
Cruzeiro Princess Yasawa, Maldivas
Ilhas
Maldivas

Cruzeiro pelas Maldivas, entre Ilhas e Atóis

Trazido de Fiji para navegar nas Maldivas, o Princess Yasawa adaptou-se bem aos novos mares. Por norma, bastam um ou dois dias de itinerário, para a genuinidade e o deleite da vida a bordo virem à tona.
Praia Islandesa
Inverno Branco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Baie d'Oro, Île des Pins, Nova Caledonia
Literatura
Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.
Nuvem lenticular, Mount Cook, Nova Zelândia
Natureza
Mount Cook, Nova Zelândia

O Monte Fura Nuvens

O Aoraki/Monte Cook até pode ficar muito aquém do tecto do Mundo mas é a montanha mais imponente e elevada da Nova Zelândia.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Windward Side, Saba, Caraíbas Holandesas, Holanda
Parques Naturais
Saba, Holanda

A Misteriosa Rainha Holandesa de Saba

Com meros 13km2, Saba passa despercebida até aos mais viajados. Aos poucos, acima e abaixo das suas incontáveis encostas, desvendamos esta Pequena Antilha luxuriante, confim tropical, tecto montanhoso e vulcânico da mais rasa nação europeia.
Submarino Vesikko, Suomenlinna, Helsínquia, Finlândia
Património Mundial UNESCO
Helsínquia, Finlândia

A Fortaleza em Tempos Sueca da Finlândia

Destacada num pequeno arquipélago à entrada de Helsínquia, Suomenlinna foi erguida por desígnios político-militares do reino sueco. Durante mais de um século, a Rússia deteve-a. Desde 1917, que o povo suómi a venera como o bastião histórico da sua espinhosa independência.
femea e cria, passos grizzly, parque nacional katmai, alasca
Personagens
PN Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.
Salvamento de banhista em Boucan Canot, ilha da Reunião
Praias
Reunião

O Melodrama Balnear da Reunião

Nem todos os litorais tropicais são retiros prazerosos e revigorantes. Batido por rebentação violenta, minado de correntes traiçoeiras e, pior, palco dos ataques de tubarões mais frequentes à face da Terra, o da ilha da Reunião falha em conceder aos seus banhistas a paz e o deleite que dele anseiam.
Wall like an Egyptian
Religião
Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo-Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.
Comboio Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia
Sobre carris
Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.
Salão de Pachinko, video vício, Japão
Sociedade
Tóquio, Japão

Pachinko: o Vídeo – Vício Que Deprime o Japão

Começou como um brinquedo mas a apetência nipónica pelo lucro depressa transformou o pachinko numa obsessão nacional. Hoje, são 30 milhões os japoneses rendidos a estas máquinas de jogo alienantes.
Casario, cidade alta, Fianarantsoa, Madagascar
Vida Quotidiana
Fianarantsoa, Madagáscar

A Cidade Malgaxe da Boa Educação

Fianarantsoa foi fundada em 1831 por Ranavalona Iª, uma rainha da etnia merina então predominante. Ranavalona Iª foi vista pelos contemporâneos europeus como isolacionista, tirana e cruel. Reputação da monarca à parte, quando lá damos entrada, a sua velha capital do sul subsiste como o centro académico, intelectual e religioso de Madagáscar.
Vai-e-vem fluvial
Vida Selvagem

Iriomote, Japão

Uma Pequena Amazónia Japonesa

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.

Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.