São Nicolau, Cabo Verde

São Nicolau: Romaria à Terra di Sodade


Coração da Ribeira Brava
Igreja e pelourinho confirmam o âmago histórico da Ribeira Brava.
Orla da Ribeira
Um outdoor dá mais vida a uma rua da capital Ribeira Brava.
Comércio
Vendedora de tudo um pouco numa loja da Ribeira Brava.
Religião a Cores
Janela da igreja da Ribeira Brava emprestam cor à cidade.
Ribeira Brava
Casario da Ribeira Brava, estendido ao longo do leito afundado pelas chuvas.
Vale verde
Vista a partir do Monte Cintinho sobre o vale da Ribeira Brava.
Pico-Pirâmide
Um dos vários picos aguçados que dotam a ilha de São Nicolau.
Dragoeiro
Dragoeiro exuberante no PN Monte Gordo.
Arte Xávega
Pescadores do Tarrafal estendem uma rede xávega.
Jovem sobre “Viviano”
Jovem pescador sobre as redes usadas pelos adultos do Tarrafal.
As asas do peixe
Pequenos pescadores do Tarrafal mostram um peixe voador acabado de pescar.
Farol de Barril
O velho farol de Barril, na costa oeste de São Nicolau.
Norte Bravo
Trecho de estrada do norte de São Nicolau.
Top Matinho e Praia Branca
Duo de picos Top de Matinho, acima do casario de Praia Branca.
Praia Branca. A cores
O casario de Praia Branca, encavalitado na encosta abaixo do Top de Matinho.
Terra di Sodad
Pórtico de Sodad, à entrada da Praia Branca, a terra é o compositor do tema, Armando Zeferino Soares .
Confim de Ribeira da Prata
Povoação na extensão de Ribeira da Prata, num beco sem saída rodovíario de São Nicolau.
Grande Sol da Fajã
Sol resplandece atrás das montanhas em redor do vale da Fajã
Partidas forçadas como as que inspiraram a famosa morna “Sodade” deixaram bem vincada a dor de ter que deixar as ilhas de Cabo Verde. À descoberta de Saninclau, entre o encanto e o deslumbre, perseguimos a génese da canção e da melancolia.

Os Alísios, sempre os Alísios.

Não há como lhes fugir em Cabo Verde. Na travessia de São Vicente para Santo Antão, as vagas que geravam fizeram o ferry baloiçar como uma casca de noz. No voo entre Santiago e São Nicolau, sentimo-los na pele, em forma de arrepios, de cada vez que o avião da TACV saltava ao sabor das suas rajadas.

A aproximação final ao Aeroporto de Preguiça, em particular, revelou-se uma curta-metragem de verdadeiro terror aeronáutico. À medida que se alinhava com a direcção da pista, o vento incidia no avião lateralizado. Fá-lo descair sem aviso.

Uma vez atrás da outra, para sobressalto dos passageiros, como nós, estreantes naquela rota e que começámos a duvidar se a aeronave não se estatelaria sobre a pista, em vez de nela pousar. Por fim, o piloto concede um derradeiro grande salto ao Embraer. Completa a travagem num ápice e com uma estabilidade que nos devolve a confiança.

Enquanto aguardamos pela bagagem, conversa puxa conversa, desabafamos com um funcionário do aeroporto. Este trata de nos confirmar o extremismo do voo. “Pois amigos, por norma, cancelam-nos quando registam 40 nós. Hoje, estavam 36 mas não me admira que tenham apanhado umas rajadas superiores a 40.”

As malas chegam. Em boa hora. Mesmo em modo humorístico, a confissão tinha-nos tirado a vontade de apurarmos mais. Sabíamos já, em vez de o estimarmos, o quanto os Alísios contribuíam para a aspereza da vida de São Nicolau.

Do aeroporto, cumprimos uma curta viagem para a Ribeira Brava, a maior povoação da ilha. Lá nos instalamos. No que restava do dia, resolvemos a logística necessária à volta que tínhamos planeada.

Praça central, Ribeira Brava, Cabo Verde

Igreja e pelourinho confirmam o âmago histórico da Ribeira Brava.

Tal como tinha acontecido em Santo Antão, alugamos uma pick up robusta. Depois, almoçamos cachupa pobre no bar de um italiano expatriado e remediado na ilha.

O Encanto Tom de Pastel da Ribeira Brava

Recuperados das atribulações do voo, revigorados, deambulamos à descoberta dos recantos e encantos da Ribeira Brava.

Como o deixa perceber o seu nome, após o declínio de Preguiça, a povoação antes protagonista, adaptou-se aos meandros intermédios de uma ribeira que, em tempo de chuvas, flui com grande fúria pelas vertentes do ponto mais elevado da ilha, o Monte Gordo (1312m) abaixo.

Estávamos a meses dessa monção do Atlântico. Tanto a Ribeira Brava como a povoação viviam uma paz abençoada. Abençoada a dobrar ou não fosse a agora cidade a sede orgulhosa da diocese de Cabo Verde.

Apontamos à praça central. Do fundo da ruela que descemos escutamos o crioulo dos taxistas à conversa junto às suas Hiaces geminadas.

E, do lado oposto, ao sol que incide na igreja amarela, castanha e branca do Rosário, um outro núcleo de anciãos, diríamos que reformados, com tempo para se perderem nos assuntos do dia.

A essa hora encalorada, o jardim que se estende da meia-lua empedrada à frente à igreja, entre o velho pelourinho e a meia-encosta a que se ajeitaram a biblioteca, pertencia apenas à ave pernalta de pedra que ali coroa a fonte seca.

Espreitamos mercearias familiares clássicas, com mobiliário de madeira do antigo, bem sólido, e uma panóplia de embalagens e produtos coloridos, boa parte deles importados de Portugal e, como tal, familiares.

Toda essa tarde, continuamos a deambular sobre a calçada cinzenta da povoação, ruela após ruela, tranquilizados pela constância multicolor do casario pastel.

O Mote Musical Escutado na “Banana Secca”

Com a inevitabilidade da noite, do cansaço e da última fome série do dia, refugiamo-nos num restaurante “Banana Secca”. Lá devoramos nova cachupa enriquecida e uma ervilhada, adocicadas por pontches fortes e pelas inevitáveis mornas, coladeiras, funanás e outros ritmos das ilhas que aquecem Cabo Verde e o mundo.

Às tantas, soa “Sodade”. Uma versão distinta da que a diva dos pés descalços Cesária Évora eternizou. A letra volta a enquadrar o tema em São Nicolau. Estávamos no coração urbano da ilha. Ansiosos por a percorrermos em busca da quintessência de mar, de lava e de amor ao próximo que tanto custou a tantos sanicolauenses a deixar.

O sábado amanhece solarengo. Por uma ou duas das suas horas matinais, dá-nos a impressão que os Alísios se haviam mudado para outras paragens. É sol de pouca dura.

Com a pick up pronta a pegar, saímos para a ilha.

A Subida Monumental às Alturas do Monte Gordo

A inevitável ascensão para o cimo do vale em que expandiu a Ribeira Brava, desvenda-nos o todo do seu casario, acomodado na base de um cerro, quase meseta, com uma vertente preenchida por arbustos viçosos.

Invertemos rumo para um alto bem mais elevado: o do Cachaço.

Quando chegamos ao adro terroso da Capela Nª Srª Monte Cintinha, o vendaval aliseu ressuscita, mais poderoso do que alguma vez o tínhamos sentido.

Aventuramo-nos sobre o promontório rochoso e pejado de agaves nas imediações da igrejinha, de onde, quanto mais à frente, mais desimpedida se revelava sobre o talvegue nessa altura verdejante que descia para a quase cidade de que tínhamos partido.

As rajadas sacodem-nos como se nos quisessem impedir de fotografar tamanha beleza. Com cuidados redobrados e uma ínfima parte de inconsciência, estabilizamos os pés e as pernas em saliências das rochas.

O suficiente para cumprirmos a missão. Voltamos ao caminho.

Reverenciamos a exuberância geológica do Parque Natural Monte Gordo e os dragoeiros imponentes do vale da Fajã.

Surpreendemo-nos com o duo de coqueiros tresmalhado, mais abaixo, sobre uma profusão de milheiral e outros cultivos, contra o recorte caprichoso da cumeada em redor da Covoada.

A Caminho da Costa Norte

Por muito que tivéssemos viajado e subido, continuávamos nas imediações da Ribeira Brava. Com a manhã a sumir-se na névoa que irrigava aquele reduto virado a norte que era o mais luxuriante de São Nicolau, vemo-nos forçados a prosseguir no périplo, rumo à costa oeste, ao invés, estival a um grau que a tornava virtualmente desértica.

Dos minifúndios verdes e férteis, descemos por uma das várias cristas áridas que sulcam o ocidente. Vários quilómetros dessa vastidão poeirenta e ocre depois, avistamos o casario cinzento-cimento e branco do Tarrafal, estendido por uma longa beira-Atlântico, a encerrar um declive demasiado irregular para ser urbanizado.

A estrada faz-nos atravessar o casario de cima abaixo. Leva-nos à Avenida Assis Cadório e à Baia do Tarrafal de que faz de marginal.

Detemo-nos, seduzidos pela frota garrida de barcos de pesca, uns em doca seca a poucos metros do mar, outros ancorados sobre á água quase espelho, mais de lago que de mar, do oceano.

Estamos nessa contemplação quando um súbito frenesim piscatório toma conta da enseada.

Tarrafal. Festa Interrompida por um Cardume Passageiro

Relembramos que é sábado. Sobre a hora de almoço, os jovens pescadores do Tarrafal confraternizavam numa festa bem regada, a ter lugar do lado de lá da avenida, entre conversa, petiscos e danças descomprometidas. A pândega evoluía a bom ritmo quando o mar diante os convoca para o trabalho.

Malgrado a diversão, dois ou três deles avistam um cardume a fervilhar e a brilhar acima do azul da baía. Com as suas vidas dependentes da quantidade de peixe, não se fazem de rogados.

Correm para uma grande rede verde, aos poucos, ajudados por alguns miúdos determinados a comprovar a sua utilidade, enrolam-na bem enrolada. E depositam-na na popa do “Viviano” um dos barcos mais à mão.

Esta preparação toma-lhes um bom quarto de hora. Só que ao contrário do que desejavam, o cardume está de passagem. Nesse lapso, veem-no afastar-se para alto mar.

O suficiente para justificar o regresso à festança em detrimento da pescaria.

Nem todos o fazem de imediato. A nossa inesperada presença e a chegada de um outro barco do mar suscita momentos de convívio com alguns elementos mais novos, que posam em grupo sobre o amontoado da rede e nos exibem peixes-voadores recém-pescados e acrobacias amortecidas pela areia.

A Génese Piscatória do Tarrafal

Desta feita, o peixe fugiu às redes. Foi, todavia, a pesca que colocou o Tarrafal no mapa de São Nicolau. Durante o século XIX, a enseada tranquila a povoação tornou-se um ancoradouro de navios baleeiros. Mais tarde, foi complementada com uma unidade de processamento de peixe.

Essas estruturas e os empregos a que deram origem estiveram na base da promoção a um estatuto equivalente ao da Ribeira Brava, mesmo se com quase metade da população.

Prosseguimos a circundar a ilha, no sentido contrário aos ponteiros, pela orla marinha a que não chegavam os veios geológicos imponentes das vertentes. Passamos a Ponta do Portinho, a Ribeira das Pedras e o farol velho, manchado pelo tempo, do Barril. A estrada flecte para norte.

Logo, curva para o interior, na direcção do âmago mais húmido da ilha que tínhamos cruzado após a subida da Ribeira Brava.

A vastidão que percorríamos mantinha-se ressequida, forrada por uma palha quase rasa que dourava as abas à nossa direita. Embrenhamo-nos na quase elipse que percorríamos no mapa.

Top de Matinho, Uma Expressão Deslumbrante da Orografia de São Nicolau

A determinada altura, a trajectória desvenda-nos uma floresta íngreme de acácias e arbustos afins. E, muito acima, a visão de dois picos aguçados, lado a lado, como irmãos.

No processo de os circundarmos, avistamos um casario distante, disperso em mais que um núcleo, parte no sopé do duo de montes, outra parte, mais acima.

Sem aviso, a calçada negra põe-nos de frente com um pórtico enquadrado na perfeição com o tal pico duplo, Top de Matinho, informam-nos mais tarde que assim se chamava.

Pilares feitos de quadrados de basalto, a sustentarem uma trave dotada de um painel ferrugento. Uma clave de sol do mesmo material decorava o pilar direito.

Apesar de a ferrugem ter invadido as letras do painel superior, conseguíamos decifrar “Terra di Sodad”.

Sentimentos à parte, mesmo já algo distantes da beira-mar, estávamos à entrada de Praia Branca, a maior aldeia do noroeste de São Nicolau. Interrompemos a marcha para o fotografarmos.

No processo, passa um nativo daquelas paragens. Curioso com o afazer dos forasteiros, aborda-nos. “Ficou bonito, não ficou? Vocês sabem porque é que isso tá aí, certo?”

Praia Branca: a Terra di Sodade e da Sua Controvérsia

Cesária Évora cantou “Sodade” até à sua morte e à fama eterna da canção. Desde 1991 que a autoria do tema se mantinha como pertença da dupla de músicos Amândio Cabral e Luís Morais.

Assim foi até que, em 2002, Armando Zeferino Soares surgiu a reclamar a criação do tema, apoiado pelo músico Paulino Vieira.

Mesmo se em épocas distintas, tanto Armando Zeferino Soares como Paulino Vieira nasceram em Praia Branca, a povoação deslumbrante que tínhamos por diante. Orgulhosa do mérito de Zeferino Soares, que faleceu em Abril 2007, com 77 anos, e de ter sido o berço de “Sodade”, Praia Branca ergueu o pórtico evocativo e comemorativo “Terra di Sodad”.

Mas como nasceu “Sodade”? Recuemos até à década de 50, em plena era salazarista das colónias do Ultramar, era frequente os caboverdianos necessitados migrarem para São Tomé e Príncipe onde encontravam trabalho nas roças de cacau e café.

Uma vez para lá mudados, muitos deles ficaram para sempre e integram uma parte substancial da população santomense. Foi neste contexto que Armando Zeferino Soares compôs “Sodade”.

Corria o ano de 1954. Sem grandes alternativas e alguma esperança, quatro sanicolauenses: José Nascimento Firmino, José da Cruz Gomes e o casal Mário Soares e Maria Francisca Soares constituíram o grupo pioneiro de migrantes de São Nicolau destinados às ilhas do Equador.

Por essa altura, era tradição os conterrâneos que ficavam despedirem-se com música dos que partiam. A letra de “Sodade” traduz a dor de os ver partir sem se saber se alguma vez se voltariam a ver.

Com o passar dos anos e das audições, a genuinidade e a intensidade das emoções da partida e da migração de São Nicolau fizeram de “Sodade” o hino à emigração cabo-verdiana.

Cidade Velha, Cabo Verde

Cidade Velha: a anciã das Cidades Tropico-Coloniais

Foi a primeira povoação fundada por europeus abaixo do Trópico de Câncer. Em tempos determinante para expansão portuguesa para África e para a América do Sul e para o tráfico negreiro que a acompanhou, a Cidade Velha tornou-se uma herança pungente mas incontornável da génese cabo-verdiana.

Chã das Caldeiras, Ilha do Fogo Cabo Verde

Um Clã "Francês" à Mercê do Fogo

Em 1870, um conde nascido em Grenoble a caminho de um exílio brasileiro, fez escala em Cabo Verde onde as beldades nativas o prenderam à ilha do Fogo. Dois dos seus filhos instalaram-se em plena cratera do vulcão e lá continuaram a criar descendência. Nem a destruição causada pelas recentes erupções demove os prolíficos Montrond do “condado” que fundaram na Chã das Caldeiras.    
Ilha do Sal, Cabo Verde

O Sal da Ilha do Sal

Na iminência do século XIX, Sal mantinha-se carente de água potável e praticamente inabitada. Até que a extracção e exportação do sal lá abundante incentivou uma progressiva povoação. Hoje, o sal e as salinas dão outro sabor à ilha mais visitada de Cabo Verde.
Ilha da Boa Vista, Cabo Verde

Ilha da Boa Vista: Vagas do Atlântico, Dunas do Sara

Boa Vista não é apenas a ilha cabo-verdiana mais próxima do litoral africano e do seu grande deserto. Após umas horas de descoberta, convence-nos de que é um retalho do Sara à deriva no Atlântico do Norte.
Santa Maria, Sal, Cabo Verde

Santa Maria e a Bênção Atlântica do Sal

Santa Maria foi fundada ainda na primeira metade do século XIX, como entreposto de exportação de sal. Hoje, muito graças à providência de Santa Maria, o Sal ilha vale muito que a matéria-prima.
Santo Antão, Cabo Verde

Pela Estrada da Corda Toda

Santo Antão é a mais ocidental das ilhas de Cabo Verde. Lá se situa um limiar Atlântico e rugoso de África, um domínio insular majestoso que começamos por desvendar de uma ponta à outra da sua deslumbrante Estrada da Corda.
Ilha do Fogo, Cabo Verde

À Volta do Fogo

Ditaram o tempo e as leis da geomorfologia que a ilha-vulcão do Fogo se arredondasse como nenhuma outra em Cabo Verde. À descoberta deste arquipélago exuberante da Macaronésia, circundamo-la contra os ponteiros do relógio. Deslumbramo-nos no mesmo sentido.
Delta do Okavango, Nem todos os rios Chegam ao Mar, Mokoros
Safari
Delta do Okavango, Botswana

Nem Todos os Rios Chegam ao Mar

Terceiro rio mais longo do sul de África, o Okavango nasce no planalto angolano do Bié e percorre 1600km para sudeste. Perde-se no deserto do Kalahari onde irriga um pantanal deslumbrante repleto de vida selvagem.
Aurora ilumina o vale de Pisang, Nepal.
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras do Circuito Annapurna pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Pela sombra
Arquitectura & Design
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.
Pleno Dog Mushing
Aventura
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.
Desfile de nativos-mericanos, Pow Pow, Albuquerque, Novo México, Estados Unidos
Cerimónias e Festividades
Albuquerque, E.U.A.

Soam os Tambores, Resistem os Índios

Com mais de 500 tribos presentes, o pow wow "Gathering of the Nations" celebra o que de sagrado subsiste das culturas nativo-americanas. Mas também revela os danos infligidos pela civilização colonizadora.
De volta ao sol. Cable Cars de São Francisco, Vida Altos e baixos
Cidades
São Francisco, E.U.A.

Cable Cars de São Francisco: uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.
Comida
Comida do Mundo

Gastronomia Sem Fronteiras nem Preconceitos

Cada povo, suas receitas e iguarias. Em certos casos, as mesmas que deliciam nações inteiras repugnam muitas outras. Para quem viaja pelo mundo, o ingrediente mais importante é uma mente bem aberta.
Jingkieng Wahsurah, ponte de raízes da aldeia de Nongblai, Meghalaya, Índia
Cultura
Meghalaya, Índia

Pontes de Povos que Criam Raízes

A imprevisibilidade dos rios na região mais chuvosa à face da Terra nunca demoveu os Khasi e os Jaintia. Confrontadas com a abundância de árvores ficus elastica nos seus vales, estas etnias habituaram-se a moldar-lhes os ramos e estirpes. Da sua tradição perdida no tempo, legaram centenas de pontes de raízes deslumbrantes às futuras gerações.
Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Desporto
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Fieis acendem velas, templo da Gruta de Milarepa, Circuito Annapurna, Nepal
Em Viagem
Circuito Annapurna: 9º Manang a Milarepa Cave, Nepal

Uma Caminhada entre a Aclimatização e a Peregrinação

Em pleno Circuito Annapurna, chegamos por fim a Manang (3519m). Ainda a precisarmos de aclimatizar para os trechos mais elevados que se seguiam, inauguramos uma jornada também espiritual a uma caverna nepalesa de Milarepa (4000m), o refúgio de um siddha (sábio) e santo budista.
Corrida de Renas , Kings Cup, Inari, Finlândia
Étnico
Inari, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final da Kings Cup - Porokuninkuusajot - , confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.
Vista para ilha de Fa, Tonga, Última Monarquia da Polinésia
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

Sinais Exóticos de Vida

Guardiã, Museu Estaline, Gori, Georgia
História
Uplistsikhe e Gori, Geórgia

Do Berço da Geórgia à Infância de Estaline

À descoberta do Cáucaso, exploramos Uplistsikhe, uma cidade troglodita antecessora da Geórgia. E a apenas 10km, em Gori, damos com o lugar da infância conturbada de Joseb Jughashvili, que se tornaria o mais famoso e tirano dos líderes soviéticos.
Ilha do Pico, Montanha Vulcão Açores, aos Pés do Atlântico
Ilhas
Ilha do Pico, Açores

Ilha do Pico: o Vulcão dos Açores com o Atlântico aos Pés

Por um mero capricho vulcânico, o mais jovem retalho açoriano projecta-se no apogeu de rocha e lava do território português. A ilha do Pico abriga a sua montanha mais elevada e aguçada. Mas não só. É um testemunho da resiliência e do engenho dos açorianos que domaram esta deslumbrante ilha e o oceano em redor.
Era Susi rebocado por cão, Oulanka, Finlandia
Inverno Branco
PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
Baie d'Oro, Île des Pins, Nova Caledonia
Literatura
Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.
Monte Denali, McKinley, Tecto Sagrado Alasca, América do Norte, cume, Mal de Altitude, Mal de Montanha, Prevenir, Tratar
Natureza
Monte Denali, Alasca

O Tecto Sagrado da América do Norte

Os indígenas Athabascan chamaram-no Denali, ou o Grande e reverenciam a sua altivez. Esta montanha deslumbrante suscitou a cobiça dos montanhistas e uma longa sucessão de ascensões recordistas.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
República Dominicana, Praia Bahia de Las Águilas, Pedernales. Parque Nacional Jaragua, Praia
Parques Naturais
Laguna Oviedo a Bahia de las Águilas, República Dominicana

Em Busca da Praia Dominicana Imaculada

Contra todas as probabilidades, um dos litorais dominicanos mais intocados também é dos mais remotos. À descoberta da província de Pedernales, deslumbramo-nos com o semi-desértico Parque Nacional Jaragua e com a pureza caribenha da Bahia de las Águilas.
Banco improvisado
Património Mundial UNESCO
Ilha Ibo, Moçambique

Ilha de um Moçambique Ido

Foi fortificada, em 1791, pelos portugueses que expulsaram os árabes das Quirimbas e se apoderaram das suas rotas comerciais. Tornou-se o 2º entreposto português da costa oriental de África e, mais tarde, a capital da província de Cabo Delgado, Moçambique. Com o fim do tráfico de escravos na viragem para o século XX e a passagem da capital para Porto Amélia, a ilha Ibo viu-se no fascinante remanso em que se encontra.
Personagens
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Fila Vietnamita
Praias

Nha Trang-Doc Let, Vietname

O Sal da Terra Vietnamita

Em busca de litorais atraentes na velha Indochina, desiludimo-nos com a rudeza balnear de Nha Trang. E é no labor feminino e exótico das salinas de Hon Khoi que encontramos um Vietname mais a gosto.

Detalhe do templo de Kamakhya, em Guwahati, Assam, Índia
Religião
Guwahati, India

A Cidade que Venera Kamakhya e a Fertilidade

Guwahati é a maior cidade do estado de Assam e do Nordeste indiano. Também é uma das que mais se desenvolve do mundo. Para os hindus e crentes devotos do Tantra, não será coincidência lá ser venerada Kamakhya, a deusa-mãe da criação.
Chepe Express, Ferrovia Chihuahua Al Pacifico
Sobre Carris
Creel a Los Mochis, México

Barrancas de Cobre, Caminho de Ferro

O relevo da Sierra Madre Occidental tornou o sonho um pesadelo de construção que durou seis décadas. Em 1961, por fim, o prodigioso Ferrocarril Chihuahua al Pacifico foi inaugurado. Os seus 643km cruzam alguns dos cenários mais dramáticos do México.
Cruzamento movimentado de Tóquio, Japão
Sociedade
Tóquio, Japão

A Noite Sem Fim da Capital do Sol Nascente

Dizer que Tóquio não dorme é eufemismo. Numa das maiores e mais sofisticadas urbes à face da Terra, o crepúsculo marca apenas o renovar do quotidiano frenético. E são milhões as suas almas que, ou não encontram lugar ao sol, ou fazem mais sentido nos turnos “escuros” e obscuros que se seguem.
Retorno na mesma moeda
Vida Quotidiana
Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
Serengeti, Grande Migração Savana, Tanzania, gnus no rio
Vida Selvagem
PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
EN FR PT ES