PN Manuel António, Costa Rica

O Pequeno-Grande Parque Nacional da Costa Rica


Aterragem surreal
Um dos vários aviões instalados em redor do PN Manuel António para servir de alojamento ou bar.
Tombolo e Punta Catedral
O istmo tombolo que liga a costa à Ponta Catedral.
Playa Manuel António
A sempre luxuriante playa Manuel António.
Recreio Cetáceo
Baleia volta a submergir, ao largo do PN Manuel António.
Casal em festa
Passageiros de um catamarã admiram o oceano Pacífico ao largo do PN Manuel António.
Fragatas
Fragatas partilham o cimo de um ilhéu ao largo da Playa Espadilla.
Guia em acção
Guia do PN Manuel António foca um dos muitos animais do parque.
Amanhecer Preguiçoso
Preguiça move-se ao longo de uma árvore do PN Manuel António.
Voo de Pelicanos
Pelicanos voam a grande altitude, sobre o PN Manuel António.
Ilhéu de Espadilla
Banhistas divertem-se junto a um ilhéu ao largo da Playa Espadilla Sur.
Macaco-capuchinho
Macaco de cara-branca convive com os banhistas da Playa Manuel António.
Passos arriscados
Banhista caminha sobre o recife da Praia Manuel António.
Tempo de Leitura
Banhista lê sobre o areal da Playa Espadilla Sur.
Enseada junto à Punta Catedral
Enseada na continuação da Playa Manuel António.
Ocaso sobre oceano Pacífico
Passageiros de catamarã admiram o ocaso longínquo, sobre o Oceano Pacífico.
Pouso dos Pelicanos
Pelicanos partilham uma árvore sobre um rochedo da Playa Espadilla Sur.
Recanto da Playa Espadilla
Banhistas à sombra de um canto da Playa Espadilla, a mais longa do PN Manuel António.
Trio do Miradouro
Amigos apreciam a vista a partir de um miradouro sobre a Praia Manuel António.
Lancha ao Ocaso
Lancha regressa a Quepos, com rumo entre o Ocaso e o Oriente.
São bem conhecidas as razões para o menor dos 28 parques nacionais costarriquenhos se ter tornado o mais popular. A fauna e flora do PN Manuel António proliferam num retalho ínfimo e excêntrico de selva. Como se não bastasse, limitam-no quatro das melhores praias ticas.

Tinham passado não tarda duas décadas desde a primeira vez que viajámos pela Costa Rica.

“Olhem que não é como aqui” afiançam-nos Glen e Rose Marie, um casal de norte-americanos que vivem parte do ano em Montezuma, onde os conhecemos. “Nós estivemos um bom tempo à procura de casa por lá. Era tudo demasiado caro. Além disso, quanto mais procurávamos mais percebíamos o quão desenvolvido e urbanizado se estava a tornar.”

Já por altura dessa tal nossa viagem inaugural por terras ticas, o PN Manuel António se revelava o destino incontornável mas discutível que é hoje.

Desde Quepos – a cidade que lhe serve de portal, até à península em forma de cauda de baleia porque se estende o parque – sucediam-se e sucedem-se uma miríade de lodges, resorts, bares, agências de tours e de outros negócios quase todos dedicados a acolher e a servir as hordas de visitantes que chegam, sobretudo, da América do Norte e da Europa.

Entre o Natal e a Passagem d’Ano de 2020, pelo motivo mais que óbvio da pandemia Covid 19, os estrangeiros faziam grande falta.

Em jeito de compensação, por esses dias, os ticos afluíam ao parque e as praias em redor em massa.

À Porta do Sempre Concorrido Parque Nacional Manuel António

Instalamo-nos paredes meias com o parque. Sempre que nos levantamos, damos com uma fila crescente, com início no pórtico e que se estendia para a direita da La Posada and Jungle que nos acolhia.

Mesmo controladas pelo SINAC, o Sistema Nacional de Áreas de Conservação costarriquenho, as sucessivas lotações esgotadas ditaram que adiássemos o ingresso.

Assim, damos prioridade ao manguezal pejado de animais que envolve a ilha de Damas, em pleno estuário do rio Cotos. E calcorreamos as praias exteriores, com destaque para a longa e concorrida Espadilla, repleta de veraneantes determinados a tornarem memoráveis as derradeiras férias do ano.

Entregues a piqueniques balneares, a conversas animadas e às distintas actividades radicais e marinhas que os operadores locais lhes impingem.

Na sua ponta sudeste, a praia Espadilla faz fronteira com o tombolo destas partes.

Trata-se de uma língua de areia formada por acumulação das correntes. Além de selva, encerram-na um castro natural de rochas, uma pequena lagoa alimentada por um riacho e uma desencorajadora barreira de vegetação tropical.

Nesse recanto verdejante e sombrio, encontramos uma comunidade à margem que usufrui, em simultâneo, de um isolamento privilegiado e da energia revigorante do lugar.

A espaços, visitam-nos vendedores de granizados e de petiscos.

Já sobre a rebentação, uns poucos curiosos aventureiros trepam rochas acima apostados a passarem para o prolongamento sul da playa Espadilla, já parte íntegra do PN Manuel António e, como tal, supostamente a salvo de tais intromissões.

Chegamos a 2ª feira, o dia em que o parque fecha para descanso da Natureza e trabalhos de manutenção e recuperação dos trilhos e infraestruturas.

Por Fim, de Entrada na Selva Exuberante do PN Manuel António

Já fartos de esperar, 3ª feira, o mais cedo que conseguimos, concretizamos a entrada.

Nuns breves instantes, deslumbramo-nos com o que faz o PN Manuel António valer a pena apesar da civilização excessiva que o cerca.

Recebemos instruções para nos juntarmos ao grupo guiado por Sylvia van Baekel, uma holandesa radicada na Costa Rica havia dezasseis anos.

No frenesim do acesso, fazemos confusão e juntamo-nos ao de uma outra guia. Pouco importava. Os guias do PN Manuel António têm o bom hábito de partilharem entre eles os achados de cada qual.

De acordo, quando, por fim, Sylvia nos vê passar e nos reclama para o seu núcleo de seguidores, numas poucas centenas de metros de trilho, já tínhamos avistado e apreciado duas preguiças, um lagarto basilisco e um bando esquivo de macacos-uivadores.

Preguiça, Parque Nacional Manuel António, Costa Rica

Preguiça move-se ao longo de uma árvore do PN Manuel António.

Ainda só estávamos a começar.

O PN Manuel António é de facto diminuto. Abrange uma área de 16 km2, enquanto o PN Corcovado que exploraríamos uns dias depois, contempla 425 km2.

PN Manuel António. Diminuto mas Exuberante e Pejado de Animais

Na sua aparente insignificância, o Manuel António concentra boa parte das espécies selvagens características da Costa Rica: três espécies de macacos, o uivador, o capuchinho e o macaco-aranha e, de um total de 109 espécies de mamíferos, acolhe ainda coatis, pecaris, tatus e, ao largo, golfinhos e baleias.

Entre as 184 espécies de aves encontramos tucanos, pica-paus, periquitos, distintos falcões e abutres-de-cabeça-vermelha. Répteis, vimos iguanas e cobras.

O final do trilho El Perezoso Vehicular passa por um bar/restaurante com a sua esplanada. Aí mesmo, enquanto nos sentamos a compensar a falta já problemática de pequeno-almoço, detectamos duas preguiças nas copas de árvores logo acima.

Daí, em direcção ao mar, o trilho conduz à entrada do tombolo bem sinalizado por uma bandeira da Costa Rica esvoaçante e por uma torre de observação sobranceira face à selva.

A comunidade de guias do parque está habituada a aí libertar os seus grupos e a pôr a conversa em dia sobre a fauna encontrada e restantes temas em voga. Quem recebe a ordem de soltura, depressa se vê numa espécie de éden costarriquenho.

Uns poucos passos levam-nos da sombra abafada da selva ao areal branco e curvo da Playa Manuel António a leste.

Mesmo apenas acessível pelo parque, com um bilhete que pode ser considerado dispendioso, também esta enseada de vegetação luxuriante e mar suave acolhe mais gente do que esperávamos.

Nem a relativa sobrelotação lhe diminui a beleza verdejante, ainda mais valiosa, se tivermos em conta que o PN Manuel António foi estabelecido, em 1972, pelo governo, como resolução de um conflito duradouro.

A Disputa que Suscitou o Estabelecimento do PN Manuel António

A contenda emergiu quando, na vigência da United Fruit Company e seus bananais, Noel Thomas Langham adquiriu a área entre as praias Espadilla Sur e Manuel António e lá decidiu instalar um portão que impedia o acesso às areias que, por essa altura, os visitantes da capital San José se tinham habituado a frequentar.

Intimidado pela inesperada oposição, Langham vendeu a propriedade a Arthur Aimé Bergeron, um franco-canadiano naturalizado estadounidense. Este, recuperou a posição de Langham, de uma forma ainda mais intransigente.

Aos visitantes de San José, juntaram-se os jovens de Quepos, também eles adoradores das praias em disputa, unidos num núcleo de contestação e justiça social entretanto denominado Grupo Pro-Parque, de acordo com a ideia recém-florescida de que aquele litoral se deveria tornar um parque estatal.

Arthur Aimé Bergeron alimentava um sonho de ali criar um polo turístico que o enriquecesse. De acordo, vedou as terras e defendeu-as com cães agressivos.

Inconformados, os jovens de Quepos, destruíram tudo o que lhes impedia a passagem. Por esse crime, alguns deles foram encarcerados. Ora, sabe-se que o líder do movimento de contestação se chamava Manuel António Ramirez Muñoz (1940-1998) mais conhecido como Balu, descendente de uma das famílias pioneiras da zona do parque, chegada em 1948, em plena vigência da United Fruit Company. A própria municipalidad de Quepos ratificou o papel de Balu. Homenageou-o com um busto.

No entretanto, as autoridades mostraram-se sensíveis às razões dos ticos de Quepos e San José. Algum tempo depois, quando viram recusado por Bergeron um encontro de mediação, decidiram-se a expropriar a propriedade e a transformá-la no desejado parque nacional.

Do Inusitado Tombolo à Ponta Catedral

Continuamos a percorre-lo, pela beira mar, até à ponta esquerda da cauda de baleia que encerra o tombolo. Por aqueles lados, um casal entretém-se com selfies e mais selfies produzidas num equilíbrio frágil sobre o topo de um rochedo isolado.

Outros banhistas fazem-se à escadaria que, num período de normalidade, dá início ao trilho para a Ponta Catedral, há milénios atrás, uma ilha que o assoreamento uniu à península em frente.

Só que pouco passou da época das chuvas da Costa Rica. À imagem do que fez em boa parte da América Central, o furacão ETA causou danos em várias zonas da costa do Pacífico incluindo nos trilhos, miradouros e passadiços, antes, quase obrigatórios desta secção do parque.

Por altura da nossa visita, sobravam esses mesmos degraus de madeira para o miradouro inaugural do percurso.

Na sua base, um bando de macacos-capuchinhos, os mais rufias da Costa Rica, abordavam os banhistas em busca de ofertas.

Foto para cá, foto para lá, um membro do seu gang identifica uma mochila descuidada. Num ápice, some-se com ela para a ramagem de uma árvore. Só a volta a atirar para baixo, após revistar o interior e concluir que não continha guloseimas de humanos.

Do miradouro, apreciamos a baía para oriente do tombolo e a densidade da floresta tropical que lhe serve de fundo. De regresso ao areal, cruzamos o âmago de selva para o areal mais aberto, longo e vago da praia Espadilla Sur, com vista para a Espadilla principal, para a floresta contígua e para a civilização que a salpica, suscitada pela fama extrapolada, mais que justificada do Parque Nacional Manuel António.

Ocaso sobre o Pacífico, Parque Nacional Manuel António, Costa Rica

Passageiros de catamarã admiram o ocaso longínquo, sobre o Oceano Pacífico.

Artigo realizado com o apoio de:

JUMBO CAR COSTA RICA

https://en.jumbocar-costarica.com/?utm_source=got2globe

Código JUMBOCOSTARICA  =  -10% em todas as reservas, até 31-12-2022

LA POSADA and JUNGLE

http://laposadajungle.com

PN Tortuguero, Costa Rica

Tortuguero: da Selva Inundada ao Mar das Caraíbas

Após dois dias de impasse devido a chuva torrencial, saímos à descoberta do Parque Nacional Tortuguero. Canal após canal, deslumbramo-nos com a riqueza natural e exuberância deste ecossistema flúviomarinho da Costa Rica.
PN Tortuguero, Costa Rica

A Costa Rica e Alagada de Tortuguero

O Mar das Caraíbas e as bacias de diversos rios banham o nordeste da nação tica, uma das zonas mais chuvosas e rica em fauna e flora da América Central. Assim baptizado por as tartarugas verdes nidificarem nos seus areais negros, Tortuguero estende-se, daí para o interior, por 312 km2 de deslumbrante selva aquática.
Miravalles, Costa Rica

O Vulcão que Miravalles

Com 2023 metros, o Miravalles destaca-se no norte da Costa Rica, bem acima de uma cordilheira de pares que inclui o La Giganta, o Tenório, Espiritu Santo, o Santa Maria, o Rincón de La Vieja e o Orosi. Inactivo no que diz respeito a erupções, alimenta um campo geotermal prolífico que amorna as vidas dos costarriquenhos à sua sombra.
Santa Marta e PN Tayrona, Colômbia

O Paraíso de que Partiu Simón Bolívar

Às portas do PN Tayrona, Santa Marta é a cidade hispânica habitada em contínuo mais antiga da Colômbia.  Nela, Simón Bolívar, começou a tornar-se a única figura do continente quase tão reverenciada como Jesus Cristo e a Virgem Maria.
Cartagena de Índias, Colômbia

A Cidade Apetecida

Muitos tesouros passaram por Cartagena antes da entrega à Coroa espanhola - mais que os piratas que os tentaram saquear. Hoje, as muralhas protegem uma cidade majestosa sempre pronta a "rumbear".
PN Tayrona, Colômbia

Quem Protege os Guardiães do Mundo?

Os indígenas da Serra Nevada de Santa Marta acreditam que têm por missão salvar o Cosmos dos “Irmãos mais Novos”, que somos nós. Mas a verdadeira questão parece ser: "Quem os protege a eles?"
Soufrière, Saint Lucia

As Grandes Pirâmides das Antilhas

Destacados acima de um litoral exuberante, os picos irmãos Pitons são a imagem de marca de Saint Lucia. Tornaram-se de tal maneira emblemáticos que têm lugar reservado nas notas mais altas de East Caribbean Dollars. Logo ao lado, os moradores da ex-capital Soufrière sabem o quão preciosa é a sua vista.
Martinica, Antilhas Francesas

Caraíbas de Baguete debaixo do Braço

Circulamos pela Martinica tão livremente como o Euro e as bandeiras tricolores esvoaçam supremas. Mas este pedaço de França é vulcânico e luxuriante. Surge no coração insular das Américas e tem um delicioso sabor a África.
Fort-de-France, Martinica

Liberdade, Bipolaridade e Tropicalidade

Na capital da Martinica confirma-se uma fascinante extensão caribenha do território francês. Ali, as relações entre os colonos e os nativos descendentes de escravos ainda suscitam pequenas revoluções.
PN Canaima, Venezuela

Kerepakupai, Salto Angel: O Rio Que Cai do Céu

Em 1937, Jimmy Angel aterrou uma avioneta sobre uma meseta perdida na selva venezuelana. O aventureiro americano não encontrou ouro mas conquistou o baptismo da queda d'água mais longa à face da Terra
PN Henri Pittier, Venezuela

PN Henri Pittier: entre o Mar das Caraíbas e a Cordilheira da Costa

Em 1917, o botânico Henri Pittier afeiçoou-se à selva das montanhas marítimas da Venezuela. Os visitantes do parque nacional que este suíço ali criou são, hoje, mais do que alguma vez desejou
Pela sombra
Arquitectura & Design
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.
Totems, aldeia de Botko, Malekula,Vanuatu
Aventura
Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula.
Cerimónias e Festividades
Militares

Defensores das Suas Pátrias

Mesmo em tempos de paz, detectamos militares por todo o lado. A postos, nas cidades, cumprem missões rotineiras que requerem rigor e paciência.
Treasures, Las Vegas, Nevada, Cidade do Pecado e Perdao
Cidades
Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.
Comida
Comida do Mundo

Gastronomia Sem Fronteiras nem Preconceitos

Cada povo, suas receitas e iguarias. Em certos casos, as mesmas que deliciam nações inteiras repugnam muitas outras. Para quem viaja pelo mundo, o ingrediente mais importante é uma mente bem aberta.
Cabine Saphire, Purikura, Tóquio, Japão
Cultura
Tóquio, Japão

Fotografia Tipo-Passe à Japonesa

No fim da década de 80, duas multinacionais nipónicas já viam as fotocabines convencionais como peças de museu. Transformaram-nas em máquinas revolucionárias e o Japão rendeu-se ao fenómeno Purikura.
Espectador, Melbourne Cricket Ground-Rules footbal, Melbourne, Australia
Desporto
Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o Futebol Australiano só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.
Em Viagem
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-BragaNepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Étnico
São Nicolau, Cabo Verde

Fotografia dess Nha Terra São Nicolau

A voz da saudosa Cesária Verde cristalizou o sentimento dos cabo-verdianos que se viram forçados a deixar a sua ilha. Quem visita São Nicolau ou, vá lá que seja, admira imagens que a bem ilustrem, percebe porque os seus lhe chamam, para sempre e com orgulho, nha terra.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Palácio Gyeongbokgung, Seul, Viagem Coreia, Manobras a cores
História
Seul, Coreia do Sul

Um Vislumbre da Coreia Medieval

O Palácio de Gyeongbokgung resiste protegido por guardiães em trajes sedosos. Em conjunto, formam um símbolo da identidade sul-coreana. Sem o esperarmos, acabamos por nos ver na era imperial destas paragens asiáticas.
Autocarro garrido em Apia, Samoa Ocidental
Ilhas
Samoa  

Em Busca do Tempo Perdido

Durante 121 anos, foi a última nação na Terra a mudar de dia. Mas, Samoa percebeu que as suas finanças ficavam para trás e, no fim de 2012, decidiu voltar para oeste da LID - Linha Internacional de Data.
Passageiros sobre a superfície gelada do Golfo de Bótnia, na base do quebra-gelo "Sampo", Finlândia
Inverno Branco
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor”. Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o quebra-gelo Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Recompensa Kukenam
Literatura
Monte Roraima, Venezuela

Viagem No Tempo ao Mundo Perdido do Monte Roraima

Perduram no cimo do Mte. Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.
Os vulcões Semeru (ao longe) e Bromo em Java, Indonésia
Natureza
PN Bromo Tengger Semeru, Indonésia

O Mar Vulcânico de Java

A gigantesca caldeira de Tengger eleva-se a 2000m no âmago de uma vastidão arenosa do leste de Java. Dela se projectam o monte supremo desta ilha indonésia, o Semeru, e vários outros vulcões. Da fertilidade e clemência deste cenário tão sublime quanto dantesco prospera uma das poucas comunidades hindus que resistiram ao predomínio muçulmano em redor.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Penhascos acima do Valley of Desolation, junto a Graaf Reinet, África do Sul
Parques Naturais
Graaf-Reinet, África do Sul

Uma Lança Bóer na África do Sul

Nos primeiros tempos coloniais, os exploradores e colonos holandeses tinham pavor do Karoo, uma região de grande calor, grande frio, grandes inundações e grandes secas. Até que a Companhia Holandesa das Índias Orientais lá fundou Graaf-Reinet. De então para cá, a quarta cidade mais antiga da nação arco-íris prosperou numa encruzilhada fascinante da sua história.
Igreja Sta Trindade, Kazbegi, Geórgia, Cáucaso
Património Mundial UNESCO
Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbek (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.
femea e cria, passos grizzly, parque nacional katmai, alasca
Personagens
PN Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.
Magníficos Dias Atlânticos
Praias
Morro de São Paulo, Brasil

Um Litoral Divinal da Bahia

Há três décadas, não passava de uma vila piscatória remota e humilde. Até que algumas comunidades pós-hippies revelaram o retiro do Morro ao mundo e o promoveram a uma espécie de santuário balnear.
Cortejo Ortodoxo
Religião
Suzdal, Rússia

Séculos de Devoção a um Monge Devoto

Eutímio foi um asceta russo do século XIV que se entregou a Deus de corpo e alma. A sua fé inspirou a religiosidade de Suzdal. Os crentes da cidade veneram-no como ao santo em que se tornou.
Comboio do Fim do Mundo, Terra do Fogo, Argentina
Sobre carris
Ushuaia, Argentina

Ultima Estação: Fim do Mundo

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul.
Magome a Tsumago, Nakasendo, Caminho Japão medieval
Sociedade
Magome-Tsumago, Japão

Magome a Tsumago: o Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o xogum Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é percorrido por uma turba ansiosa por evasão.
Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Glaciar Meares
Vida Selvagem
Prince William Sound, Alasca

Viagem por um Alasca Glacial

Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do Alasca. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.