Seul, Coreia do Sul

Um Vislumbre da Coreia Medieval


Manobras a cores
Soldados reais do Palácio de Gyeongbokgung desfilam com armas e estandartes numa das cerimónias de render da guarda.
Linhas medievais coreanas
Sequência de telhados de edifícios do Palácio de Gyeongbokgung.
A salvo do frio
Guarda real aguenta o seu turno num uniforme medieval felpudo adaptado ao frio intenso do Inverno de Seul.
Blues’ Asia
Monumento aos Blues Brothers numa rua da capital sul-coreana.
Em formação
Militares em trajes medievais nos seus postos de guarda, à entrada do Palácio de Gyeongbokgung.
Em Seul, by night
Transeunte atravessa um mercado nocturno de Seul.
Vento inconveniente
Estandarte cobre a face de um dos guardas a postos no Palácio de Gyeongbokgung.
Um abrigo a jeito
Pequeno bar improvisado numa rua fria de Seul.
Em pleno Inverno asiático
Um dos lagos gelados no interior do Palácio de Gyeongbokgung.
Um kiwi entre sul-coreanos
Paul Parsons e amigos durante uma das aulas de equitação que o professor de inglês neozelandês costuma frequentar.
Às voltas na cidade
Moradores de Seul divertem-se a deslizar numa pista de patinagem no gelo.
Invasão fotográfica
Sul-Coreana faz-se fotografar junto aos militares da guarda-real do Palácio de Gyeongbokgung.
O Palácio de Gyeongbokgung resiste protegido por guardiães em trajes sedosos. Em conjunto, formam um símbolo da identidade sul-coreana. Sem o esperarmos, acabamos por nos ver na era imperial destas paragens asiáticas.

Quanto mais caminhamos pelos túneis do metro e falamos em inglês com o último dos expatriados que conhecemos em Seul mais nos custa a crer no surrealismo da conversa. 

“The kids there in my school just love snakes!” “Snakes, really? Are you sure?” tentamos confirmar, abismados. Pouco, depois, o interlocutor pergunta-nos: “Do any of you guys have a pin by chance?”

A pin?” voltámos a perguntar sem perceber para que raio iria querer um pin naquele momento… e os mal-entendidos continuariam pelo fim de tarde fora. Foi preciso mais algum tempo para que nos inteirássemos por completo do que se passava.

Paul Parsons era um jovem neozelandês de face ruborizada pelo frio e olhos azuis fugidios. Fora contratado por uma escola de Seul para dar aulas de inglês a crianças.

O problema começava no seu forte sotaque kiwi da zona da cidade Art Deco de Napier que transformava meros snacks em snakes, pen em pin bem como outras incontáveis mutações tóxicas à inteligibilidade.

Ao confrontar-se com este sério obstáculo aos objectivos do estabelecimento de ensino, o director pediu-lhe para falar inglês dos States em vez do seu kiwi.

Paul recusou-se porque, quando o contrataram, sabiam que ele provinha da Nova Zelândia e não dos “States“. Vimo-nos tão vítimas da sua integridade como os pequenos coreanos seus pupilos mas, aos poucos, lá nos entendemos. Acabámos por confraternizar bem mais do que pensámos possível.

O rechonchudo cantor Psy feito milionário pelo YouTube tornou a febre do bairro de Gangnam pela equitação e requintes afins globalmente famosa.

Palácio Gyeongbokgung, Seul, Viagem Coreia, aulas equitação

Paul Parsons e amigos durante uma das aulas de equitação que o professor de inglês neozelandês costuma frequentar.

Paul Parsons mostrou-nos como, pelo menos a vertente equina, se tinha disseminado a várias outras partes da cidade e levou-nos a participar em aulas particulares de que um professor seu amigo estava encarregue num picadeiro com visual suburbano.

Damos umas voltas a passo, depois a trote que fizeram aumentar o bafo dos animais condensado pelas temperaturas siberianas que já se faziam sentir debaixo do céu azul sobre a península coreana.

A alvorada seguinte trouxe uma atmosfera igual, talvez ainda mais fria. Deixámo-nos dormir por duas horas extra e a Paul Parsons muito mais. O anfitrião de Couchsurfing tinha chegado já de dia da farra com os amigos.

Ressacado, nem a equitação dessa manhã nem repetir o programa de assistir ao render da guarda real só para nos fazer companhia lhe passavam pela cabeça palpitante.

Por volta das 8h 40, saímos para o gelo cruel do Inverno coreano precoce determinados em espreitar o complexo de palácios Ch’ angdokkgung.

Em particular, o Palácio de Gyeongbokgung, considerado o mais imponente da Coreia do Sul, o mais sumptuoso dos cinco mandados construir pelos monarcas da dinastia Joseon que lideraram a nação do fim do século XIV ao final do XIX.

Palácio Gyeongbokgung, Seul, Viagem Coreia, Telhados

Sequência de telhados de edifícios do Palácio de Gyeongbokgung.

Chegámos junto à entrada principal do complexo e deparámo-nos com umas poucas dezenas de pessoas à espera. Juntámo-nos ao grupo. Passados alguns minutos, começou a soar uma música oriental antiga.

Em simultâneo, militares coloridos de uma outra era contornaram a esquina do palácio e vieram na nossa direcção afastando-se da vertente granítica do Monte Bugak.

Trajavam longos quimonos acetinados vermelhos ou em diferentes tons de azuis, todos eles com pescoceiras de pelo felpudas que protegiam a nuca e parte considerável da face do frio cada vez mais acentuado.

A completar a indumentária, cada um dos guardiães tinha ainda um colar de contas e um capacete em forma de chapéu feito numa espécie de verga fina em que iam espetadas penas decorativas de pavão e outras aves.

Palácio Gyeongbokgung, Seul, Viagem Coreia, agasalho

Guarda real aguenta o seu turno num uniforme medieval felpudo adaptado ao frio intenso do Inverno de Seul.

Vários deles, seguravam bandeiras e estandartes tão ou mais coloridos que os seus trajes, alguns, espadas, outros, escudos e armas com longos cabos e lâminas recortadas, similares às glaives medievais europeias.

Outros ainda eram arqueiros. Além dos arcos nas mãos, transportavam conjuntos de grandes flechas às costas.

Enquanto a música se desenrolou, os intervenientes levaram a cabo uma coreografia simples que os fez alinhar de forma pomposa com as bandeiras ao vento, primeiro de frente para o portal principal do palácio, logo com o palácio pelas costas. Então, alguns recolheram para o seu interior.

Palácio Gyeongbokgung, Seul, Viagem Coreia, Manobras a cores

Soldados reais do Palácio de Gyeongbokgung desfilam com armas e estandartes numa das cerimónias de render da guarda.

Deixaram os contemplados com turnos de vigia numa guarda congelada em posições chave do pórtico para gáudio da pequena multidão de espectadores que aproveitou para com eles se fotografar, sob a arquitectura elegante das muralhas e entradas inaugurais do palácio.

Já tínhamos assistido a inúmeras cerimónias de render da guarda e de içar e recolher da bandeira em diversos países.

Estandarte cobre a face de um dos guardas a postos no Palácio de Gyeongbokgung.

Até então, nenhuma nos tinha impressionado tanto pela beleza dos trajes e realismo da reencenação como aquela. E nem os prédios modernos que se opunham ao Palácio de Gyeongbokgung pareciam prejudicar a subtileza de época conseguida.

Palácio Gyeongbokgung, Seul, Viagem Coreia, Em formação

Militares em trajes medievais nos seus postos de guarda, à entrada do Palácio de Gyeongbokgung.

Os sul-coreanos têm boas razões para se esforçarem nesta tarefa. Foi a emergência da dinastia Joseon que lhes concedeu períodos de estabilidade, de paz e de identidade e soberania nacional bem mais longos que aqueles a que estavam habituados.

Quebrou os cenários antes prevalecentes de ingerência ou domínio da China e do Japão, os nipónicos sempre atrozes, em particular o de 1910 a 1945 em que, com o pretexto de organizarem uma exposição, os japoneses arrasaram por uma segunda vez o palácio de Gyeongbokgung.

Seguiu-se a Guerra da Coreia que terminou com a divisão do país em Coreia do Norte e Coreia do Sul e a absoluta polarização destas nações em termos de integração na comunidade mundial e de desenvolvimento.

É o reconhecimento pela sua identidade histórica e nacional e pela herança de modernidade generalizada que a Coreia do Sul celebra tanto com o Gyeongbokgung mais uma vez reconstruído como com a sua glamorosa e festiva guarda.

Passámos pelos soldados medievais e entrámos no vasto domínio que o palácio voltou a ocupar. Durante horas a fio, explorámos os incontáveis pavilhões, jardins, pontes e lagos gelados.

Palácio Gyeongbokgung, Seul, Viagem Coreia, lago gelado

Um dos lagos gelados no interior do Palácio de Gyeongbokgung.

Ao fim da tarde, voltámos à Seul dos nossos dias, sem sinal de Paul que continuava a debater-se com o abuso da noite anterior.

Investigámos o mercado nocturno, atarefado e colorido ao jeito da Korea Town 100% genuína que era. Detivemo-nos num ringue de patinagem e demos umas voltas meio deslizantes meio atabalhoadas mas, mais que saturados de frio, não tardámos a fartar-nos.

Palácio Gyeongbokgung, Seul, Viagem Coreia, patinagem gelo

Moradores de Seul divertem-se a deslizar numa pista de patinagem no gelo.

Refugiámo-nos no aconchego de um restaurante do centro e na gastronomia coreana.

Experimentámos uma espécie de mini-pizzas feitas com vegetais super picantes e, à parte, uma dose algo mais suave de kimchi. “Com essa combinação, vão ficar imunes a vírus para o Inverno todo!” atirou a empregada de mesa num inglês muito mais perceptível que o do nosso amigo neozelandês. “Não me levem a mal se vos aconselhar dong dong ju para acompanhar.

É um vinho de arroz adocicado tradicional. Vão gostar. Mas atenção! É suave mas muito forte!”

Terminámos a refeição e de novo reconfortados e anestesiados para o frio, deambulámos um pouco mais pelas ruas em redor.

Palácio Gyeongbokgung, Seul, Viagem Coreia, Blues' Asia

Monumento aos Blues Brothers numa rua da capital sul-coreana.

No regresso a casa, Paul Parsons obrigou-nos a ver um seu projecto universitário rodado em vídeo de 20 mm, uma história de terror com um gato e quatro colegas.

O filme permitiu-nos, acima de tudo, constatar que o seu sotaque era terrivelmente mais cerrado que o dos seus conterrâneos.

Na manhã seguinte, também chegámos à conclusão que estávamos demasiado saturados das temperaturas cada vez mais negativas sabendo que tínhamos para cima de 30º à espera no hemisfério sul.

Metemo-nos num avião. Numas poucas horas, mudámo-nos para o Verão australiano.

DMZ, Dora - Coreia do Sul

A Linha Sem Retorno

Uma nação e milhares de famílias foram divididas pelo armistício na Guerra da Coreia. Hoje, enquanto turistas curiosos visitam a DMZ, várias das fugas dos oprimidos norte-coreanos terminam em tragédia
Militares

Defensores das Suas Pátrias

Mesmo em tempos de paz, detectamos militares por todo o lado. A postos, nas cidades, cumprem missões rotineiras que requerem rigor e paciência.
Fortalezas

O Mundo à Defesa - Castelos e Fortalezas que Resistem

Sob ameaça dos inimigos desde os confins dos tempos, os líderes de povoações e de nações ergueram castelos e fortalezas. Um pouco por todo o lado, monumentos militares como estes continuam a resistir.
Pequim, China

O Coração do Grande Dragão

É o centro histórico incoerente da ideologia maoista-comunista e quase todos os chineses aspiram a visitá-la mas a Praça Tianamen será sempre recordada como um epitáfio macabro das aspirações da nação
Magome-Tsumago, Japão

Magome a Tsumago: o Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o xogum Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é percorrido por uma turba ansiosa por evasão.
Nikko, Japão

O Derradeiro Cortejo do Xogum Tokugawa

Em 1600, Ieyasu Tokugawa inaugurou um xogunato que uniu o Japão por 250 anos. Em sua homenagem, Nikko re-encena, todos os anos, a transladação medieval do general para o mausoléu faustoso de Toshogu.
São João de Acre, Israel

A Fortaleza que Resistiu a Tudo

Foi alvo frequente das Cruzadas e tomada e retomada vezes sem conta. Hoje, israelita, Acre é partilhada por árabes e judeus. Vive tempos bem mais pacíficos e estáveis que aqueles por que passou.
Takayama, Japão

Takayama do Japão Antigo e da Hida Medieval

Em três das suas ruas, Takayama retém uma arquitectura tradicional de madeira e concentra velhas lojas e produtoras de saquê. Em redor, aproxima-se dos 100.000 habitantes e rende-se à modernidade.
Suzdal, Rússia

Mil Anos de Rússia à Moda Antiga

Foi uma capital pródiga quando Moscovo não passava de um lugarejo rural. Pelo caminho, perdeu relevância política mas acumulou a maior concentração de igrejas, mosteiros e conventos do país dos czares. Hoje, sob as suas incontáveis cúpulas, Suzdal é tão ortodoxa quanto monumental.
Helsínquia, Finlândia

A Fortaleza em Tempos Sueca da Finlândia

Destacada num pequeno arquipélago à entrada de Helsínquia, Suomenlinna foi erguida por desígnios político-militares do reino sueco. Durante mais de um século, a Rússia deteve-a. Desde 1917, que o povo suómi a venera como o bastião histórico da sua espinhosa independência.
Ogimashi, Japão

Uma Aldeia Fiel ao A

Ogimashi revela uma herança fascinante da adaptabilidade nipónica. Situada num dos locais mais nevosos à face da Terra, esta povoação aperfeiçoou casas com verdadeiras estruturas anti-colapso.
Marinduque, Filipinas

Quando os Romanos Invadem as Filipinas

Nem o Império do Oriente chegou tão longe. Na Semana Santa, milhares de centuriões apoderam-se de Marinduque. Ali, se reencenam os últimos dias de Longinus, um legionário convertido ao Cristianismo.
O rio Zambeze, PN Mana Poools
Safari
Kanga Pan, Mana Pools NP, Zimbabwe

Um Manancial Perene de Vida Selvagem

Uma depressão situada a 15km para sudeste do rio Zambeze retém água e minerais durante toda a época seca do Zimbabué. A Kanga Pan, como é conhecida, nutre um dos ecossistemas mais prolíficos do imenso e deslumbrante Parque Nacional Mana Pools.
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 5º - Ngawal a BragaNepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Bertie em calhambeque, Napier, Nova Zelândia
Arquitectura & Design
Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos 30

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos Anos Trinta. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.
Totems, aldeia de Botko, Malekula,Vanuatu
Aventura
Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula.
Corrida de camelos, Festival do Deserto, Sam Sam Dunes, Rajastão, Índia
Cerimónias e Festividades
Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.
Jerusalém deus, Israel, cidade dourada
Cidades
Jerusalém, Israel

Mais Perto de Deus

Três mil anos de uma história tão mística quanto atribulada ganham vida em Jerusalém. Venerada por cristãos, judeus e muçulmanos, esta cidade irradia controvérsias mas atrai crentes de todo o Mundo.
Cacau, Chocolate, Sao Tome Principe, roça Água Izé
Comida
São Tomé e Príncipe

Roças de Cacau, Corallo e a Fábrica de Chocolate

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.
Cultura
Espectáculos

O Mundo em Cena

Um pouco por todo o Mundo, cada nação, região ou povoação e até bairro tem a sua cultura. Em viagem, nada é mais recompensador do que admirar, ao vivo e in loco, o que as torna únicas.
Natação, Austrália Ocidental, Estilo Aussie, Sol nascente nos olhos
Desporto
Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos. A nadar.
Barco e timoneiro, Cayo Los Pájaros, Los Haitises, República Dominicana
Em Viagem
Península de Samaná, PN Los Haitises, República Dominicana

Da Península de Samaná aos Haitises Dominicanos

No recanto nordeste da República Dominicana, onde a natureza caribenha ainda triunfa, enfrentamos um Atlântico bem mais vigoroso que o esperado nestas paragens. Lá cavalgamos em regime comunitário até à famosa cascata Limón, cruzamos a baía de Samaná e nos embrenhamos na “terra das montanhas” remota e exuberante que a encerra.
Remadores Intha num canal do Lago Inlé
Étnico
Lago Inle, Myanmar

A Deslumbrante Birmânia Lacustre

Com uma área de 116km2, o Lago Inle é o segundo maior lago do Myanmar. É muito mais que isso. A diversidade étnica da sua população, a profusão de templos budistas e o exotismo da vida local, tornam-no um reduto incontornável do Sudeste Asiático.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Castelo de Shuri em Naha, Okinawa o Império do Sol, Japão
História
Okinawa, Japão

O Pequeno Império do Sol

Reerguida da devastação causada pela 2ª Guerra Mundial, Okinawa recuperou a herança da sua civilização secular ryukyu. Hoje, este arquipélago a sul de Kyushu abriga um Japão à margem, prendado por um oceano Pacífico turquesa e bafejado por um peculiar tropicalismo nipónico.
La Digue, Seychelles, Anse d'Argent
Ilhas
La Digue, Seicheles

Monumental Granito Tropical

Praias escondidas por selva luxuriante, feitas de areia coralífera banhada por um mar turquesa-esmeralda são tudo menos raras no oceano Índico. La Digue recriou-se. Em redor do seu litoral, brotam rochedos massivos que a erosão esculpiu como uma homenagem excêntrica e sólida do tempo à Natureza.
Cavalos sob nevão, Islândia Neve Sem Fim Ilha Fogo
Inverno Branco
Husavik a Myvatn, Islândia

Neve sem Fim na Ilha do Fogo

Quando, a meio de Maio, a Islândia já conta com o aconchego do sol mas o frio mas o frio e a neve perduram, os habitantes cedem a uma fascinante ansiedade estival.
José Saramago em Lanzarote, Canárias, Espanha, Glorieta de Saramago
Literatura
Lanzarote, Canárias, Espanha

A Jangada de Basalto de José Saramago

Em 1993, frustrado pela desconsideração do governo português da sua obra “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, Saramago mudou-se com a esposa Pilar del Río para Lanzarote. De regresso a esta ilha canária algo extraterrestre, reencontramos o seu lar. E o refúgio da censura a que o escritor se viu votado.
kings canyon, Red centre, coracao, Australia
Natureza
Red Centre, Austrália

No Coração Partido da Austrália

O Red Centre abriga alguns dos monumentos naturais incontornáveis da Austrália. Impressiona-nos pela grandiosidade dos cenários mas também a incompatibilidade renovada das suas duas civilizações.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Rebanho em Manang, Circuito Annapurna, Nepal
Parques Naturais
Circuito Annapurna: 8º Manang, Nepal

Manang: a Derradeira Aclimatização em Civilização

Seis dias após a partida de Besisahar chegamos por fim a Manang (3519m). Situada no sopé das montanhas Annapurna III e Gangapurna, Manang é a civilização que mima e prepara os caminhantes para a travessia sempre temida do desfiladeiro de Thorong La (5416 m).
Jabula Beach, Kwazulu Natal, Africa do Sul
Património Mundial UNESCO
Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.
Casal de visita a Mikhaylovskoe, povoação em que o escritor Alexander Pushkin tinha casa
Personagens
São Petersburgo e Mikhaylovskoe, Rússia

O Escritor que Sucumbiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.
Tambores e tatoos
Praias
Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.
Banhistas em pleno Fim do Mundo-Cenote de Cuzamá, Mérida, México
Religião
Iucatão, México

O Fim do Fim do Mundo

O dia anunciado passou mas o Fim do Mundo teimou em não chegar. Na América Central, os Maias da actualidade observaram e aturaram, incrédulos, toda a histeria em redor do seu calendário.
white pass yukon train, Skagway, Rota do ouro, Alasca, EUA
Sobre Carris
Skagway, Alasca

Uma Variante da Febre do Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.
Bar de Rua, Fremont Street, Las Vegas, Estados Unidos
Sociedade
Las Vegas, E.U.A.

O Berço da Cidade do Pecado

Nem sempre a famosa Strip concentrou a atenção de Las Vegas. Muitos dos seus hotéis e casinos replicaram o glamour de néon da rua que antes mais se destacava, a Fremont Street.
Casario, cidade alta, Fianarantsoa, Madagascar
Vida Quotidiana
Fianarantsoa, Madagáscar

A Cidade Malgaxe da Boa Educação

Fianarantsoa foi fundada em 1831 por Ranavalona Iª, uma rainha da etnia merina então predominante. Ranavalona Iª foi vista pelos contemporâneos europeus como isolacionista, tirana e cruel. Reputação da monarca à parte, quando lá damos entrada, a sua velha capital do sul subsiste como o centro académico, intelectual e religioso de Madagáscar.
Rinoceronte, PN Kaziranga, Assam, Índia
Vida Selvagem
PN Kaziranga, Índia

O Baluarte dos Monocerontes Indianos

Situado no estado de Assam, a sul do grande rio Bramaputra, o PN Kaziranga ocupa uma vasta área de pântano aluvial. Lá se concentram dois terços dos rhinocerus unicornis do mundo, entre em redor de 100 tigres, 1200 elefantes e muitos outros animais. Pressionado pela proximidade humana e pela inevitável caça furtiva, este parque precioso só não se tem conseguido proteger das cheias hiperbólicas das monções e de algumas polémicas.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.