Campeche, México

Há 200 Anos a Brincar com a Sorte


Um Bingo Abençoado
A Igreja de La Nuestra Señora de la Puríssima Concepcion, destacada da praça colonial em que os residentes jogam ao bingo.
Catedral e Coreto
Vista do Parque Central de Campeche com a Igreja de La Nuestra Señora de la Puríssima Concepcion ao fundo.
Azáfama do Bingo
Abuelitas e netos mantêm os olhos nos cartões em busca dos seus prémios pouco chorudos.
O conjunto todo
Mesa de jogo com contas, moedas e os telemoveis que mantêm as jogadoras em contacto com a familia e os amigos.
Bingo & Arroz con Leche
Jogadora acompanha o bingo com arroz con leche.
A Cantante Rosa Puga
Rosa Puga, a senhora que canta os símbolos que vão saindo.
Quase Bingo
Vista geral das mesas de jogo, dispostas junto a um grande coreto central em que têm lugar espectáculos simultâneos.
Desenhinhos e contas de vidro
Cartão da loteria campechana.
A Caixa
Patrícia Zavala, uma das caixas de serviço.
Sorte Divina
Jogadores ocupam uma mesa também iluminada pelos holofotes que incidem na Igreja de La Nuestra Señora de la Puríssima Concepcion.
Uma panóplia de símbolos
Cartões do bingo de Campeche dispostos sobre mesa de jogo.
No fim do século XVIII, os campechanos renderam-se a um jogo introduzido para esfriar a febre das cartas a dinheiro. Hoje, jogada quase só por abuelitas, a loteria local pouco passa de uma diversão.

Anoitece sobre o Parque Central de Campeche e a Catedral de La Concepción Inmaculada que o abençoa.

Não são sequer sete mas, em redor do seu grande coreto, a praça exibe as luzes amareladas do turno que entra e ganha nova vida. Prepara-se um espectáculo musical juvenil num dos polos da estrutura.

Aproximamo-nos do oposto e descobrimos mesas e cadeiras que não tinham estado montadas durante a tarde, ocupadas por dezenas de mulheres e algumas crianças, compenetradas na superfície colorida que cobre parte dos tampos.

Parque Central, Campeche, Mexico

Vista do Parque Central de Campeche com a Igreja de La Nuestra Señora de la Puríssima Concepcion ao fundo.

Chega música latino-romântica por entre os pilares da estrutura que serve de banda sonora à estranha sessão recreativa que ali tem lugar.

Uma senhora de meia-idade e postura acomodada faz rodar um velho bombo (tômbola) totalmente forrado a fita adesiva castanha. Como desejado, as 90 esferas numeradas já só saem para a mão da operadora pelo orifício inferior do dispositivo.

O Bingo Lúdico da Loteria Campechana

Há nove anos que Rosa Puga tem o cargo mas, em vez de “cantar” os resultados, como é suposto, comunica-os, ao microfone, de forma maquinal e arrastada: “11 gatos … 28 mulas … 42 cometas… 58 corações … 25 cavalos … 52 navalhas…”.

Tombola, bingo de rua-Campeche, Mexico

Rosa Puga, a senhora que canta os símbolos que vão saindo.

Este tom aborrece algumas das participantes que preferem estilos mais espontâneos e divertidos. Certas “cantantes” até piadas relacionadas com os símbolos dizem ou associam-lhes personagens públicas que aproveitam para criticar ou ridicularizar em público.

Quem não está a par da cartilha ou da actualidade do país, ou pede ajuda à parceira do lado ou perde a sequência e, eventualmente, a próxima lotaria.

Símbolos de Visual Escolar para Todos os Gostos

Para o evitar, a cada anúncio da locutora, as jogadoras inspeccionam os seus cartões numa busca ansiosa por cada símbolo ditado. Os desenhos têm grafismos diferentes de cartão para cartão mas estão sempre ligados ao mesmo número.

Cartao loteria campechana,bingo de rua, Campeche, Mexico.jpg

Cartão da loteria campechana.

Quando encontrados, os rectângulos correspondentes são ocupados por contas de vidro tão vistosas e coloridas como os pictogramas que os ilustram.

Não se joga, ali, a feijões mas só detectamos moedas em cima das mesas, muito raramente, uma ou outra nota envelhecida de poucos pesos.

Cada cartão tem 5×5 símbolos e custa, por norma, 1 peso (seis cêntimos de euro). Senhoras mais abastadas jogam com vários ao mesmo tempo. Nesse caso, cabe-lhes pagar entre 1 a 3 euros a cada 10 minutos para manterem as suas probabilidades mais elevadas.

Tendo em conta que podem estar às mesas dezenas de apostadoras, certos prémios ascendem aos 300 ou 400 pesos (15 a 20 euros). Mesmo considerando o nível de vida mais baixo do México, a quantia não faz a fortuna de ninguém.

Loteria campechana, bingo de rua, Campeche, Mexico

Vista geral das mesas de jogo, dispostas junto a um grande coreto central em que têm lugar espectáculos simultâneos.

A Cantante e a Caixa: as Funcionárias que fazem o Bingo Rolar

“Loteria!!!!” grita, ainda assim, com vigor, a vencedora da última volada (ronda). É contemplada com um molho de pesos metálicos trazido por Patrícia Zavala, uma das “caixas” móveis de serviço, tal como a senhora que “canta”, vestida com trajes tradicionais campechanos adequados ao clima tropical: de linho, brancos e com rendas floridas.

Só certas jogadoras a conhecem, mas há uma forte razão histórica para o passatempo funcionar com limites financeiros pouco ambiciosos.

Por volta do século XVIII, a colónia de Nova Espanha viu-se a braços com uma “epidemia” de barajas (cartas) importada da Europa.

Loteria Campechana, Parque Central, Campeche, Mexico

Jogadores ocupam uma mesa também iluminada pelos holofotes que incidem na Igreja de La Nuestra Señora de la Puríssima Concepcion.

O jogo era ilegal mas viciava cada vez mais súbditos de sua majestade. Gerava apostas que, malgrado a subtileza com que eram feitas nas ruas, acabavam por ser percebidas e preocupavam seriamente as autoridades.

Diz-se que, como resposta, o próprio rei Carlos III teve a ideia de introduzir no território uma forma de loto que chegara à Espanha vinda da Península Itálica, via França.

O passatempo tinha já sido introduzido na maior parte da América espanhola. Começou a fazer furor em Campeche durante a celebração patronal do Cristo Negro de San Román que, incorpora, ainda hoje, longas maratonas da lotaria.

Num dos momentos financeiramente sossegados de nova volada, Patrícia Zavala conta-nos outras curiosidades: “a determinada altura, as cartilhas passaram a ser vendidas nas tendas de abarrotes (mercearias) da cidade. Há algum tempo, uma delas até oferecia símbolos para colar nos cartões.”

Patricia Zavala, Bingo, Loteria campechana-Parque Central, Campeche, Mexico

Patrícia Zavala, uma das caixas de serviço.

Com ou sem essa ajuda, as jogadoras inveteradas habituaram-se a produzir os seus para o que empregam um misto de superstição e de ciência caseira de probabilidade assente em que não se devem repetir figuras num só quadro e que a imagem preferida das 90, deve ser colocada no meio.

As senhoras mais desafogadas ocupam espaço adicional nas mesas com as suas apostas em multi-cartão. Conscientes deste abuso, algumas optam por imprimir e usar reduções dos originais que ocupam menos que os 15×15 cm convencionais.

Um Passatempo Secular da Velha Campeche

Com os anos, a loteria campechana tornou-se popular. De tal maneira que as gentes começaram a usar os seus pictogramas para memorizarem toda a classe de números: telefónicos, códigos, entre outros.

O jogo nunca mereceu, no entanto, fiscalização oficial. Recentemente, houve quem aproveitasse e tentasse, sem sucesso, patentear o conjunto homologado de símbolos para, mais tarde, lucrar a sério.

Cartões da loteria campechana, Campeche, Mexico

Cartões do bingo de Campeche dispostos sobre mesa de jogo.

É algo que continua por acontecer entre as várias mesas instaladas no Parque Central o que não obsta a que a comunidade de damas conviva e se divirta mesmo que chova, o que nos dias mais ensopados da região, obriga as senhoras a apostarem debaixo de grandes chapéus de chuva.

É proclamado um bolazo ao microfone. O incentivo concede três peças adicionais a quem for contemplado com um símbolo no centro geométrico do cartão. E também sandes e sumos. Nem todas as presentes esperaram pela benesse. Já antes, familiares e amigas partilhavam empanadas e tamales.

Nora Garcia, uma senhora distinta premiava-se com um copo de arroz con leche cremoso mas não tira os olhos da mesa, a inspeccionar as melhores hipóteses de ganhar com as combinações horizontais, verticais ou diagonais de cinco peças, com as tijeras (pontas de seta), ou alguma das várias formas válidas de cruzes.

Jogadora com arroz con leche, bingo de rua, Campeche, Mexico

Jogadora acompanha o bingo com arroz con leche

Já escureceu faz muito mas o Parque Central mantém-se animado, para gáudio de dezenas de turistas alemães em volta de um guia que aproveita para lhes apresentar o curioso fenómeno lúdico.

Fascinados pela descoberta, os visitantes em número intimidante puxam das suas câmaras e perturbam o desenrolar pacato do jogo para mais tarde o recordar.

Rosa Puga ignora-os e comunica nova extracção: “Diezisiete Sillas”. A cada rotação da tômbola, a noite avança mais um pouco. Mas nem a súbita invasão teutónica motiva aquelas amantes da loteria campechana a levantar-se das suas cadeiras.

Izamal, México

A Cidade Mexicana, Santa, Bela e Amarela

Até à chegada dos conquistadores espanhóis, Izamal era um polo de adoração do deus Maia supremo Itzamná e Kinich Kakmó, o do sol. Aos poucos, os invasores arrasaram as várias pirâmides dos nativos. No seu lugar, ergueram um grande convento franciscano e um prolífico casario colonial, com o mesmo tom solar em que a cidade hoje católica resplandece.
Campeche, México

Campeche Sobre Can Pech

Como aconteceu por todo o México, os conquistadores chegaram, viram e venceram. Can Pech, a povoação maia, contava com quase 40 mil habitantes, palácios, pirâmides e uma arquitetura urbana exuberante, mas, em 1540, subsistiam menos de 6 mil nativos. Sobre as ruínas, os espanhóis ergueram Campeche, uma das mais imponentes cidades coloniais das Américas.
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.
Cobá a Pac Chen, México

Das Ruínas aos Lares Maias

Na Península de Iucatão, a história do segundo maior povo indígena mexicano confunde-se com o seu dia-a-dia e funde-se com a modernidade. Em Cobá, passámos do cimo de uma das suas pirâmides milenares para o coração de uma povoação dos nossos tempos.

Cidade do México, México

Alma Mexicana

Com mais de 20 milhões de habitantes numa vasta área metropolitana, esta megalópole marca, a partir do seu cerne de zócalo, o pulsar espiritual de uma nação desde sempre vulnerável e dramática.

Champotón, México

Rodeo Debaixo de Sombreros

Champoton, em Campeche, acolhe uma feira honra da Virgén de La Concepción. O rodeo mexicano sob sombreros local revela a elegância e perícia dos vaqueiros da região.
Competições

Homem, uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, as competições dão sentido ao Mundo. Umas são mais excêntricas que outras.
Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.
Filipinas

Quando só as Lutas de Galos Despertam as Filipinas

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.
San Cristobal de las Casas a Campeche, México

Uma Estafeta de Fé

Equivalente católica da Nª Sra. de Fátima, a Nossa Senhora de Guadalupe move e comove o México. Os seus fiéis cruzam-se nas estradas do país, determinados em levar a prova da sua fé à patrona das Américas.
Gravuras, Templo Karnak, Luxor, Egipto
Arquitectura & Design
Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou o Templo de Karnak e a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.
Pleno Dog Mushing
Aventura
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.
auto flagelacao, paixao de cristo, filipinas
Cerimónias e Festividades
Marinduque, Filipinas

A Paixão Filipina de Cristo

Nenhuma nação em redor é católica mas muitos filipinos não se deixam intimidar. Na Semana Santa, entregam-se à crença herdada dos colonos espanhóis.A auto-flagelação torna-se uma prova sangrenta de fé
Baleias caçada com Bolhas, Juneau a Pequena Capital do Grande alasca
Cidades
Juneau, Alasca

A Pequena Capital do Grande Alasca

De Junho a Agosto, Juneau desaparece por detrás dos navios de cruzeiro que atracam na sua doca-marginal. Ainda assim, é nesta pequena capital que se decidem os destinos do 49º estado norte-americano.
Cacau, Chocolate, Sao Tome Principe, roça Água Izé
Comida
São Tomé e Príncipe

Roças de Cacau, Corallo e a Fábrica de Chocolate

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.
Kiomizudera, Quioto, um Japão Milenar quase perdido
Cultura
Quioto, Japão

Um Japão Milenar Quase Perdido

Quioto esteve na lista de alvos das bombas atómicas dos E.U.A. e foi mais que um capricho do destino que a preservou. Salva por um Secretário de Guerra norte-americano apaixonado pela sua riqueza histórico-cultural e sumptuosidade oriental, a cidade foi substituída à última da hora por Nagasaki no sacrifício atroz do segundo cataclismo nuclear.
Espectador, Melbourne Cricket Ground-Rules footbal, Melbourne, Australia
Desporto
Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o Futebol Australiano só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.
Twelve Apostles, Great Ocean Road, Victoria, Austrália
Em Viagem
Great Ocean Road, Austrália

Oceano Fora, pelo Grande Sul Australiano

Uma das evasões preferidas dos habitantes do estado australiano de Victoria, a via B100 desvenda um litoral sublime que o oceano moldou. Bastaram-nos uns quilómetros para percebermos porque foi baptizada de The Great Ocean Road.
Singapura Capital Asiática Comida, Basmati Bismi
Étnico
Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade gastronómica do Oriente.
luz solar fotografia, sol, luzes
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Moa numa praia de Rapa Nui/Ilha da Páscoa
História
Ilha da Páscoa, Chile

A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.
ilha Martinica, Antilhas Francesas, Caraíbas Monumento Cap 110
Ilhas
Martinica, Antilhas Francesas

Caraíbas de Baguete debaixo do Braço

Circulamos pela Martinica tão livremente como o Euro e as bandeiras tricolores esvoaçam supremas. Mas este pedaço de França é vulcânico e luxuriante. Surge no coração insular das Américas e tem um delicioso sabor a África.
costa, fiorde, Seydisfjordur, Islandia
Inverno Branco
Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando armadores de Reiquejavique compraram a frota pesqueira de Seydisfjordur, a povoação teve que se adaptar. Hoje, captura discípulos da arte de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.
Baie d'Oro, Île des Pins, Nova Caledonia
Literatura
Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.
Caiaquer no lago Sinclair, Cradle Mountain - Lake Sinclair National Park, Tasmania, Austrália
Natureza
À Descoberta de Tassie, Parte 4 -  Devonport a Strahan, Austrália

Pelo Oeste Selvagem da Tasmânia

Se a quase antípoda Tazzie já é um mundo australiano à parte, o que dizer então da sua inóspita região ocidental. Entre Devonport e Strahan, florestas densas, rios esquivos e um litoral rude batido por um oceano Índico quase Antárctico geram enigma e respeito.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Soufrière e Pitons, Saint Luci
Parques Naturais
Soufrière, Saint Lucia

As Grandes Pirâmides das Antilhas

Destacados acima de um litoral exuberante, os picos irmãos Pitons são a imagem de marca de Saint Lucia. Tornaram-se de tal maneira emblemáticos que têm lugar reservado nas notas mais altas de East Caribbean Dollars. Logo ao lado, os moradores da ex-capital Soufrière sabem o quão preciosa é a sua vista.
Os vulcões Semeru (ao longe) e Bromo em Java, Indonésia
Património Mundial UNESCO
PN Bromo Tengger Semeru, Indonésia

O Mar Vulcânico de Java

A gigantesca caldeira de Tengger eleva-se a 2000m no âmago de uma vastidão arenosa do leste de Java. Dela se projectam o monte supremo desta ilha indonésia, o Semeru, e vários outros vulcões. Da fertilidade e clemência deste cenário tão sublime quanto dantesco prospera uma das poucas comunidades hindus que resistiram ao predomínio muçulmano em redor.
Sósias dos irmãos Earp e amigo Doc Holliday em Tombstone, Estados Unidos da América
Personagens
Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.
Cruzeiro Princess Yasawa, Maldivas
Praias
Maldivas

Cruzeiro pelas Maldivas, entre Ilhas e Atóis

Trazido de Fiji para navegar nas Maldivas, o Princess Yasawa adaptou-se bem aos novos mares. Por norma, bastam um ou dois dias de itinerário, para a genuinidade e o deleite da vida a bordo virem à tona.
Pemba, Moçambique, Capital de Cabo Delgado, de Porto Amélia a Porto de Abrigo, Paquitequete
Religião
Pemba, Moçambique

De Porto Amélia ao Porto de Abrigo de Moçambique

Em Julho de 2017, visitámos Pemba. Dois meses depois, deu-se o primeiro ataque a Mocímboa da Praia. Nem então nos atrevemos a imaginar que a capital tropical e solarenga de Cabo Delgado se tornaria a salvação de milhares de moçambicanos em fuga de um jihadismo aterrorizador.
Comboio Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia
Sobre carris
Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.
Ponte u bein, Amarapura, Myanmar
Sociedade
Ponte u-BeinMyanmar

O Crepúsculo da Ponte da Vida

Com 1.2 km, a ponte de madeira mais antiga e mais longa do mundo permite aos birmaneses de Amarapura viver o lago Taungthaman. Mas 160 anos após a sua construção, U Bein está no seu crepúsculo.
O projeccionista
Vida Quotidiana
Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.
Devils Marbles, Alice Springs a Darwin, Stuart hwy, Caminho do Top End
Vida Selvagem
Alice Springs a Darwin, Austrália

Estrada Stuart, a Caminho do Top End da Austrália

Do Red Centre ao Top End tropical, a estrada Stuart Highway percorre mais de 1.500km solitários através da Austrália. Nesse trajecto, o Território do Norte muda radicalmente de visual mas mantém-se fiel à sua alma rude.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.