Bohol, Filipinas

Umas Filipinas do Outro Mundo


Chocolate hills
As famosas montanhas de chocolate de Bohol, nesta altura verdejantes devido à chuva abundante.
De Olho em Tudo
Um exemplar de társio, um primata diminuto, excêntrico e em extinção que subsiste em Bohol.
Abençoada condução
Condutor no seu jeepney, o veículo de transporte filipino, criado a partir de jeeps deixados pelos americanos na 2a Guerra Mundial.
Praia Boholina
A península tropical que acolhe a praia de Libaong, uma das mais fotogénicas de Bohol.
Herança em Mau estado
Recanto em ruínas de uma casa tradicional de Bohol perdida numa floresta de bananeiras
À Luz de Vela
Dona de uma casa antiga de Bohol observa visitantes da ilha a examinarem o exterior desgastado do seu lar.
Fé na Penumbra
Altar católico de uma das várias casas palafitanas de Bohol, lares que despertaram a atenção de um grupo de personagens influentes da ilha.
À Moda Antiga
Copos antigos numa casa tradicional de Bohol.
Legado Comercial
Placard antigo de uma velha loja de Bohol antes pertença a duas irmãs com nome muito familiar.
“May Peace Prevail”
Casal fotografa-se com as Chocolate Hills em fundo.
Face ao Vento
Passageiros seguem na cabine de um jeepney arejado, a caminho da cidade de Loboc.
Vidro histórico
Conjunto de garrafas de produtos em tempos à venda na loja das Hermanas Rocha, moradoras e empresárias de Bohol
Blood Compact
O monumento Blood Compact, que celebra a primeira paz entre colonos espanhóis e os indígenas.
Uma Espécie de Submundo
Visitante de uma casa antiga de Bohol aventura-se para um piso inferior.
Investigação Iluminada
Mulher examina o canto de um das casas tradicionais boholinas abandonadas por antigos proprietários.
Passeio a Três
Banhistas percorrem o areal branco da praia de Libaong, no prolongamento do litoral em que se situa a Casa Amarela
Um Convívio Lúgubre
Amigas conversam no interior lúgubre de uma casa antiga de Bohol.
Casa histórica
Casa colonial secular de Bohol, objecto da preocupação de um grupo de conservacionistas de Bohol.
Caravana jeepney
Jeepney exuberante numa estrada do interior de Bohol.
O arquipélago filipino estende-se por 300.000 km² de oceano Pacífico. Parte do sub-arquipélago Visayas, Bohol abriga pequenos primatas com aspecto alienígena e as colinas extraterrenas de Chocolate Hills.

A probabilidade de se visitar as Filipinas sem dar conta de Bohol é quase nula. Disso se encarregou a autoridade de turismo nacional.

Logo à chegada ao aeroporto de Manila, as brochuras promocionais do país destacam um animal de olhos esbugalhados agarrado a uma árvore, sobre um fundo formado por vários outeiros demasiado redondos e verdejantes para parecerem reais.

Apesar de Bohol ter velhas igrejas hispânicas impressionantes, construídas em grande parte com coral, foram aqueles os trunfos escolhidos pelo governo para atrair visitantes.

placard, loja antiga, bohol, filipinas, do outro mundo

Placard antigo de uma velha loja de Bohol antes pertença a duas irmãs com nome muito familiar.

E também por inúmeras empresas e marcas que lhes associam os seus produtos e serviços e os exibem na TV e na imprensa.

Esta estranha combinação despertou-nos curiosidade. Ao ponto de escolhermos a ilha como uma das nossas escalas no arquipélago.

O voo de Manila só dura duas horas mas já viajávamos desde Vigan (no extremo norte do país) e a noite anterior. Aterramos em Tagbilaran às 7h 30 da manhã esgotados, sem qualquer noção de onde nos íamos hospedar.

Aguardamos que o balcão do Turismo local abra e apanhamos um tricycle folclórico. Quinze minutos depois, estamos a falar com Mrs. Onôncia D. Balco, uma directora cinquentona e míope que despacha o assunto em três tempos: “Sei perfeitamente quem vai adorar receber-vos. É só um minuto que trato já disso”.

O telefone que usa ainda é de disco. Esperamos meio minuto que a marcação do número se completa. Bastante mais pelo fim da conversa que oscila entre tagalog e inglês, como é hábito entre os filipinos com formação e posses.

O Acolhimento Salvador de Lucas Nunag na Casa Amarela

Pousado o auscultador, a senhora dá-nos a novidade: “Está tudo combinado. Nós levamo-vos até ao Amarela, a seguir, o dono trata de vocês.” Calculamos que se trate de um hotel. Fosse como fosse, por essa altura, já estávamos mais preocupados em recuperar o sono que com o esclarecimento.

jeepney, passageiros, bohol, filipinas, do outro mundo

Passageiros seguem na cabine de um jeepney arejado, a caminho da cidade de Loboc.

O jipe chega à praia de Libaong. Estaciona à entrada de uma vivenda de grandes dimensões. Dada a sua cor, só podia ser o destino final.

Um homem com visual e postura de Clark Gable das Visayas vem ao nosso encontro. Apresenta-se, despede-se do condutor e põe-nos de imediato à vontade com um pequeno-almoço revigorante e divertido.

Depois, indica-nos um quarto e liberta-nos com educação para um sono prolongado. Acordamos a meio da tarde. Passeamos pelo litoral, com mergulhos refrescantes a cada 100 metros.

praia libaong, bohol, filipinas, do outro mundo

A península tropical que acolhe a praia de Libaong, uma das mais fotogénicas de Bohol.

O Litoral Tropical de Libaong e a Origem Inesperada do Baptismo Amarela

Afastamo-nos uns quilómetros do ponto de partida e acabamos num bar onde devoramos halo-halos, sobremesas filipinas divinais de fruta, batata doce, feijão, leite condensado e outros.

Quando regressamos, já o sol se pôs há muito. Só uma lanterna diminuta nos poupa a mais tropeções nas inúmeras folhas de coqueiro caídas.

O proprietário janta com amigos. Lá mais para o fim da noite, voltamos a juntar-nos. Trocamos estórias, peripécias e preferências. Lucas explica-nos que os sul-coreanos são os seus hóspedes mais indisciplinados.

Confessa-nos a sua paixão por Porto e Mateus Rosé.  Em troca, falamos-lhe da má fama dos mochileiros israelitas e confirmamos que o vinho português é muito mais que aqueles exemplos incontornáveis.

Lucas Nunag foi advogado em escritórios de multinacionais com sede em Manila grande parte da sua vida. Aos 55 anos, cansou-se da vida da capital e reformou-se.

Tinha acumulado poupanças e decidiu construir um resort na beira-mar da sua amada ilha natal. Viu-se em apuros para escolher o nome para o novo negócio. Até que a filha se lembrou da visita que haviam feito a Lisboa, em 2004, e de uma palavra portuguesa especialmente sexy: amarela.

Decidiram recuperar o passado. E baptizaram e pintaram o hotel segundo aquela inspiração.

Às Voltas Pela História de Bohol

A manhã seguinte desperta cinzenta. O panorama pouco muda com o avançar das horas.

Nós não temos grandes planos. A Lucas parece faltar companhia. O anfitrião faz questão de nos mostrar a ilha. Aceitamos sem resistência.

blood compact, monumento, bohol, filipinas, do outro mundo

O monumento Blood Compact, que celebra a primeira paz entre colonos espanhóis e os indígenas.

Em Dauis, apresenta-nos o irmão, um padre que fala espanhol e português e nos mostra o tecto da igreja de Baclayan, todo pintado com cenas da vida local  e o monumento histórico “Blood Compact”.

“Blood Compact” celebra o primeiro tratado de amizade entre filipinos e espanhóis, a umas poucas milhas do lugar onde os homens do chefe Lapu Lapu trespassaram Fernão Magalhães de morte com lanças de bambu, na hoje chamada Batalha de Mactan.

visitante, casa antiga, bohol, filipinas, do outro mundo

Visitante de uma casa antiga de Bohol aventura-se para um piso inferior.

Ainda em Dauis, descobrimos que Lucas fazia parte de um núcleo de protecção da cultura local. À tarde juntamo-nos a uma excursão do grupo conduzida por um tal de Mr. Gardini que discorda da nossa presença.

Teme que, enquanto repórteres, chamemos demasiada atenção a um palacete de madeira que planeavam adquirir.

fe, iluminada, casa tradicional, bohol, filipinas, do outro mundo

Mulher examina o canto de um das casas tradicionais boholinas abandonadas por antigos proprietários.

Lucas resolve a questão com a sua habitual cortesia. Passamos um dia em cheio a admirar edifícios boholinos seculares, com destaque para as palafitas coloniais castelhanas com soalhos de tábuas grossas e compridas: “Quanto maiores mais ricos eram os seus senhores” diz-nos o ex-advogado.

Entramos ainda em villas de madeira fantasmagóricas com janelas de concha perdidas no tempo.

casa historica, bohol, filipinas, do outro mundo

Casa colonial secular de Bohol, objecto da preocupação de um grupo de conservacionistas de Bohol.

E em cenários tropicais improváveis a que, segundo outro dos indígenas da comitiva, o núcleo consegue deitar a mão por 30 mil pesos (500 euros). Evitam, dessa forma, que os herdeiros em conflito as destruam apenas para dividirem os materiais.

À Descoberta do Lado Excêntrico de Bohol

Ao fim da tarde, regressamos à Amarela.

Chegamos a Sábado. Lucas tem que voar para Manila. Aproveitamos a boleia para o terminal de autocarros de Tagbilaran. Ali, apanhamos um jeepney excêntrico e sobrelotado. Estava na hora de procurarmos os famosos társios e as Chocolate Hills.

jeepney, exuberante, bohol, filipinas, do outro mundo

Jeepney exuberante numa estrada do interior de Bohol.

Damos de caras com os primeiros exemplares do primata em Loboc, num jardim à beira do rio homónimo e a caminho das colinas. O encontro é marcado pela admiração e pela indiferença.

Nós ficamos surpreendidos pelo seu tamanho diminuto, em nada condizente com o monstro temível que enchia tantos posters. Os espécimes, por sua vez, confrontam-nos com uma aparente soberba.

Os olhos dos társios tem em redor de 16 mm de diâmetro e podem ser maiores que o seu cérebro. Pois, aqueles társios, limitavam-se a piscá-los, em câmara lenta, como que ensonados pela nossa banal presença.

tarsio, primata, bohol, filipinas, do outro mundo

Um exemplar de társio, um primata diminuto, excêntrico e em extinção que subsiste em Bohol.

Em tempos disseminados por uma vasta área do Mundo, os társios subsistem apenas em algumas ilhas do Sudeste Asiático.

Apesar do aspecto de peluche de porta-chaves, são o único primata à face da Terra exclusivamente carnívoro. Saltam de árvore em árvore, atacam insectos e pequenos vertebrados: cobras, lagartos, morcegos e pássaros que chegam a capturar em pleno voo. Tem hábitos nocturnos e a combinação morfológica entre o seu tálamo e os olhos é singular entre os primatas. Levou alguns neuro-cientistas a sugerir que a espécie provêm de uma linha de evolução distinta e mais antiga.

Deixamos os társios na sua letargia. Prosseguimos para o interior da ilha e do Parque Nacional Rajah Sikatuna.

A Estranha Visão Acolinada das Chocolate Hills

O autocarro termina a viagem no cimo de uma longa rampa. Ali, um miradouro bem posicionado revela o cenário bizarro das Chocolate Hills. Milhares de pequenas colinas cónicas forradas de vegetação, com tons de verde e amarelo repetem-se até as perdermos de vista.

chocolate hills, bohol, filipinas, do outro mundo

As famosas montanhas de chocolate de Bohol, nesta altura verdejantes devido à chuva abundante.

Estendem-se por mais de 50 km² e têm entre 35 e 120 metros de altura. São formadas por pedra calcária e receberam o nome devido ao aspecto que ganham quando a erva que as cobre se torna castanha durante a época seca, quando as torna semelhantes aos beijos de chocolate Hershey’s (Kisses).

As Explicações Lendárias das Chocolate Hills

Como seria de esperar, várias lendas explicam a formação geológica com nítida inclinação para as grandezas.

Há a romântica que fala de Arogo, gigante imortal e poderoso que se apaixonou por Aloya, uma simples mortal que ao morrer deixou o pretendente entregue à dor e ao desgosto. Segundo esta versão, as colinas teriam surgido quando as suas intermináveis lágrimas secaram.

Conta-se também que dois gigantes locais entraram em disputa de território e atiraram rochas e areia um ao outro. O confronto durou vários dias. Cansou-os de tal maneira que se esqueceram do que acontecera e se tornaram amigos. As Chocolate Hills seriam o estrago que causaram ao solo e nunca se lembraram de arranjar.

chocolate hills, casal, bohol, filipinas, do outro mundo

Casal fotografa-se com as Chocolate Hills em fundo.

E as Teorias Científicas

Mesmo se menos fantasiosa, a comunidade científica está longe de chegar a acordo. A teoria mais consensual dos cientistas defende que a pedra calcária das colinas contém fosseis abundantes de vida marinha.

Que sofreu uma longa e intensa erosão gerada pelas chuvas, fluxos de água e pela actividade tectónica. Outras teorias acrescentam a hipótese do levantamento de enormes depósitos de coral.

Outras ainda, atribuem a sua existência a uma forte actividade vulcânica subaquática ou a movimentos massivos de água provocados por marés extremas, algures nos primórdios do Planeta.

A nossa história em Bohol, essa, aproximava-se do fim.

praia libaong, litoral, banhistas, bohol, filipinas, do outro mundo

Banhistas percorrem o areal branco da praia de Libaong, no prolongamento do litoral em que se situa a Casa Amarela

Regressamos à praia de Libaong e à casa Amarela. Refazemos as mochilas. Na manhã seguinte, Lucas Nunag estava de volta e conduz-nos ao aeroporto. Despedimo-nos do gentil anfitrião agradecidos. Metemo-nos num avião da Cebu Airlines.

Rumamos à ilha de Panay e à sua Boracay para 3 ou 4 dias de expiação balnear na grande dama das praias filipinas.

Bacolod, Filipinas

Um Festival para Rir da Tragédia

Por volta de 1980, o valor do açúcar, uma importante fonte de riqueza da ilha filipina de Negros caia a pique e o ferry “Don Juan” que a servia afundou e tirou a vida a mais de 176 passageiros, grande parte negrenses. A comunidade local resolveu reagir à depressão gerada por estes dramas. Assim surgiu o MassKara, uma festa apostada em recuperar os sorrisos da população.
Camiguin, Filipinas

Uma Ilha de Fogo Rendida à Água

Com mais de vinte cones acima dos 100 metros, a abrupta e luxuriante, Camiguin tem a maior concentração de vulcões que qualquer outra das 7641 ilhas filipinas ou do planeta. Mas, nos últimos tempos, nem o facto de um destes vulcões estar activo tem perturbado a paz da sua vida rural, piscatória e, para gáudio dos forasteiros, fortemente balnear.
Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.
Boracay, Filipinas

A Praia Filipina de Todos os Sonhos

Foi revelada por mochileiros ocidentais e pela equipa de filmagem de “Assim Nascem os Heróis”. Seguiram-se centenas de resorts e milhares de veraneantes orientais mais alvos que o areal de giz.
El Nido, Filipinas

El Nido, Palawan: A Última Fronteira Filipina

Um dos cenários marítimos mais fascinantes do Mundo, a vastidão de ilhéus escarpados de Bacuit esconde recifes de coral garridos, pequenas praias e lagoas idílicas. Para a descobrir, basta uma bangka.
Hungduan, Filipinas

Filipinas em Estilo Country

Os GI's partiram com o fim da 2ª Guerra Mundial mas a música do interior dos EUA que ouviam ainda anima a Cordillera de Luzon. É de tricycle e ao seu ritmo que visitamos os terraços de arroz de Hungduan.
Filipinas

Os Donos da Estrada Filipina

Com o fim da 2ª Guerra Mundial, os filipinos transformaram milhares de jipes norte-americanos abandonados e criaram o sistema de transporte nacional. Hoje, os exuberantes jeepneys estão para as curvas.
Vigan, Filipinas

Vigan, a Mais Hispânica das Ásias

Os colonos espanhóis partiram mas as suas mansões estão intactas e as kalesas circulam. Quando Oliver Stone buscava cenários mexicanos para "Nascido a 4 de Julho" encontrou-os nesta ciudad fernandina
Filipinas

Quando só as Lutas de Galos Despertam as Filipinas

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.
Leão, elefantes, PN Hwange, Zimbabwe
Safari
PN Hwange, Zimbabwé

O Legado do Saudoso Leão Cecil

No dia 1 de Julho de 2015, Walter Palmer, um dentista e caçador de trofeus do Minnesota matou Cecil, o leão mais famoso do Zimbabué. O abate gerou uma onda viral de indignação. Como constatamos no PN Hwange, quase dois anos volvidos, os descendentes de Cecil prosperam.
Bandeiras de oração em Ghyaru, Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 4º – Upper Pisang a Ngawal, Nepal

Do Pesadelo ao Deslumbre

Sem que estivéssemos avisados, confrontamo-nos com uma subida que nos leva ao desespero. Puxamos ao máximo pelas forças e alcançamos Ghyaru onde nos sentimos mais próximos que nunca dos Annapurnas. O resto do caminho para Ngawal soube como uma espécie de extensão da recompensa.
Cabana de Bay Watch, Miami beach, praia, Florida, Estados Unidos,
Arquitectura & Design
Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Florida. É manifestamente parco para o número de almas que a desejam.
lagoas e fumarolas, vulcoes, PN tongariro, nova zelandia
Aventura
Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões do PN Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori reclama aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.
Hinduismo Balinês, Lombok, Indonésia, templo Batu Bolong, vulcão Agung em fundo
Cerimónias e Festividades
Lombok, Indonésia

Lombok: Hinduísmo Balinês Numa Ilha do Islão

A fundação da Indonésia assentou na crença num Deus único. Este princípio ambíguo sempre gerou polémica entre nacionalistas e islamistas mas, em Lombok, os balineses levam a liberdade de culto a peito
Família em Hobart, Tasmânia, Austrália
Cidades
À Descoberta de Tassie, Parte 1 - Hobart, Austrália

A Porta dos Fundos da Austrália

Hobart, a capital da Tasmânia e a mais meridional da Austrália foi colonizada por milhares de degredados de Inglaterra. Sem surpresa, a sua população preserva uma forte admiração pelos modos de vida marginais.
Comida
Comida do Mundo

Gastronomia Sem Fronteiras nem Preconceitos

Cada povo, suas receitas e iguarias. Em certos casos, as mesmas que deliciam nações inteiras repugnam muitas outras. Para quem viaja pelo mundo, o ingrediente mais importante é uma mente bem aberta.
Saida Ksar Ouled Soltane, festival dos ksour, tataouine, tunisia
Cultura
Tataouine, Tunísia

Festival dos Ksour: Castelos de Areia que Não Desmoronam

Os ksour foram construídos como fortificações pelos berberes do Norte de África. Resistiram às invasões árabes e a séculos de erosão. O Festival dos Ksour presta-lhes, todos os anos, uma devida homenagem.
Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Desporto
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
formas de pagamento em viagem, fazer compras no estrangeiro
Em Viagem
Viajar Não Custa

Na próxima viagem, não deixe o seu dinheiro voar

Nem só a altura do ano e antecedência com que reservamos voos, estadias etc têm influência no custo de uma viagem. As formas de pagamento que usamo nos destinos pode representar uma grande diferença.
ocupação Tibete pela China, Tecto do Mundo, As forças ocupantes
Étnico
Lhasa, Tibete

A Sino-Demolição do Tecto do Mundo

Qualquer debate sobre soberania é acessório e uma perda de tempo. Quem quiser deslumbrar-se com a pureza, a afabilidade e o exotismo da cultura tibetana deve visitar o território o quanto antes. A ganância civilizacional Han que move a China não tardará a soterrar o milenar Tibete.
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

A Vida Lá Fora

Champagne Beach, Espiritu Santo, Vanuatu
História
Espiritu Santo, Vanuatu

Divina Melanésia

Pedro Fernandes de Queirós pensava ter descoberto a Terra Australis. A colónia que propôs nunca se chegou a concretizar. Hoje, Espiritu Santo, a maior ilha de Vanuatu, é uma espécie de Éden.
Ao fim da tarde
Ilhas
Ilha de Moçambique, Moçambique  

A Ilha de Ali Musa Bin Bique. Perdão, de Moçambique

Com a chegada de Vasco da Gama ao extremo sudeste de África, os portugueses tomaram uma ilha antes governada por um emir árabe a quem acabaram por adulterar o nome. O emir perdeu o território e o cargo. Moçambique - o nome moldado - perdura na ilha resplandecente em que tudo começou e também baptizou a nação que a colonização lusa acabou por formar.
Cavalos sob nevão, Islândia Neve Sem Fim Ilha Fogo
Inverno Branco
Husavik a Myvatn, Islândia

Neve sem Fim na Ilha do Fogo

Quando, a meio de Maio, a Islândia já conta com o aconchego do sol mas o frio mas o frio e a neve perduram, os habitantes cedem a uma fascinante ansiedade estival.
Almada Negreiros, Roça Saudade, São Tomé
Literatura
Saudade, São Tomé, São Tomé e Príncipe

Almada Negreiros: da Saudade à Eternidade

Almada Negreiros nasceu, em Abril de 1893, numa roça do interior de São Tomé. À descoberta das suas origens, estimamos que a exuberância luxuriante em que começou a crescer lhe tenha oxigenado a profícua criatividade.
Mirador de La Peña, El Hierro, Canárias, Espanha
Natureza
El Hierro, Canárias

A Orla Vulcânica das Canárias e do Velho Mundo

Até Colombo ter chegado às Américas, El Hierro era vista como o limiar do mundo conhecido e, durante algum tempo, o Meridiano que o delimitava. Meio milénio depois, a derradeira ilha ocidental das Canárias fervilha de um vulcanismo exuberante.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Rede em Palmeiras, Praia de Uricao-Mar das caraibas, Venezuela
Parques Naturais
PN Henri Pittier, Venezuela

PN Henri Pittier: entre o Mar das Caraíbas e a Cordilheira da Costa

Em 1917, o botânico Henri Pittier afeiçoou-se à selva das montanhas marítimas da Venezuela. Os visitantes do parque nacional que este suíço ali criou são, hoje, mais do que alguma vez desejou
Ilha do Norte, Nova Zelândia, Maori, Tempo de surf
Património Mundial UNESCO
Ilha do Norte, Nova Zelândia

Viagem pelo Caminho da Maoridade

A Nova Zelândia é um dos países em que descendentes de colonos e nativos mais se respeitam. Ao explorarmos a sua lha do Norte, inteirámo-nos do amadurecimento interétnico desta nação tão da Commonwealth como maori e polinésia.
Em quimono de elevador, Osaka, Japão
Personagens
Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A noite japonesa é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, acolhe-nos uma anfitriã de couchsurfing enigmática, algures entre a gueixa e a acompanhante de luxo.
Teleférico que liga Puerto Plata ao cimo do PN Isabel de Torres
Praias
Puerto Plata, República Dominicana

Prata da Casa Dominicana

Puerto Plata resultou do abandono de La Isabela, a segunda tentativa de colónia hispânica das Américas. Quase meio milénio depois do desembarque de Colombo, inaugurou o fenómeno turístico inexorável da nação. Numa passagem-relâmpago pela província, constatamos como o mar, a montanha, as gentes e o sol do Caribe a mantêm a reluzir.
Religião
Helsínquia, Finlândia

A Páscoa Pagã de Seurasaari

Em Helsínquia, o sábado santo também se celebra de uma forma gentia. Centenas de famílias reúnem-se numa ilha ao largo, em redor de fogueiras acesas para afugentar espíritos maléficos, bruxas e trolls
Comboio Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia
Sobre Carris
Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.
Walter Peak, Queenstown, Nova Zelandia
Sociedade
Nova Zelândia  

Quando Contar Ovelhas Tira o Sono

Há 20 anos, a Nova Zelândia tinha 18 ovinos por cada habitante. Por questões políticas e económicas, a média baixou para metade. Nos antípodas, muitos criadores estão preocupados com o seu futuro.
O projeccionista
Vida Quotidiana
Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.
Cabo da Cruz, colónia focas, cape cross focas, Namíbia
Vida Selvagem
Cape Cross, Namíbia

A Mais Tumultuosa das Colónias Africanas

Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
PT EN ES FR DE IT