Shillong, India

Selfiestão de Natal num Baluarte Cristão da Índia


Jesus Cristo SuperEstrela
Topo do fronta?o da catedral Mary Help of Christians, em Shillong.
Selfistan Humara
Amigas preparam uma selfie ao lado do anu?ncio do telemo?vel Gionee A1 ("O nosso selfiestan")
Motoboyzz
Motas e motoretas na noite natali?cia de Shillong
Ajuda de Maria II
Freira passa em frente a? catedral Mary Help of Christians.
Insólitos natalícios
Mais experiências fotográficas em redor das iluminações de Natal no centro de uma rotunda de Police Bazaar.
Jingle Lights
Experiências fotográficas em redor das iluminações de Natal no centro de uma rotunda de Police Bazaar.
Bombay Saree Sale
Cena de rua multicultural em Police Bazaar, Shillong
Mascarada natalícia
Vendedor de máscaras, na tarde de trabalho em Police Bazaar, a 25 de Dezembro.
Estrelas cristãs
Cruzes coloridas, simbólicas da fé da grande maioria dos habitantes do estado indiano de Meghalaya.
Passeios de barco & selfies
Natal de todas as cores
Vendedor de balões iluminado pelas luzes de Natal que decoram uma rotunda no coração de Police Bazaar, a área comercial de Shillong.
Dolmen-floresta-sagrada-Mawphlang- Meghalaya-Índia
Dolmen na floresta sombria e sagrada de Mawphlang, nas imediações de Shillong.
Totem khasi
Monumento-megalítco-floresta-sagrada-Mawphlang-Meghalaya-India
Chega Dezembro. Com uma população em larga medida cristã, o estado de Meghalaya sincroniza a sua Natividade com a do Ocidente e destoa do sobrelotado subcontinente hindu e muçulmano. Shillong, a capital, resplandece de fé, felicidade, jingle bells e iluminações garridas. Para deslumbre dos veraneantes indianos de outras partes e credos.

Domingo, dia 24

Véspera de Natal. Encontramo-nos com Don junto à entrada para uma tal de Elephant Waterfall que, em plena época seca, não nos damos ao trabalho de espreitar.

Seguimos juntos para a floresta sagrada de Mawphlang, uma das áreas sombrias e místicas das East Khasi Hills, repleta de monólitos e pedras de sacrifício forradas de musgo, durante a longa época das chuvas de Meghalaya, muito mais que o que encontramos. Os nativos consideram-na a morada dos seus deuses ancestrais.

Dolmen na floresta sagrada de Mawphlang em Meghalaya, Índia

Dolmen na floresta sombria e sagrada de Mawphlang, nas imediações de Shillong.

Calculamos, assim, que os piqueniques a que a populaça khasi e forasteira se entrega na grande clareira à sua entrada sejam por eles abençoados.

Um grupo de estudantes estridentes faz-se fotografar junto de um trio de menires cerimoniais. A inesperada agitação deixa uma pequena manada de vacas em sobressalto. Também nos surpreende a nós, acabados de sair do reduto silencioso e esotérico da mata.

Monumento megalítco à entrada da floresta-sagrada-Mawphlang em Meghalaya, India

Grupo de jovens aproximam-se de um dos monumentos megalíticos da floresta sagrada de Mawphlang, em Meghalaya.

O Caos Turístico do Shillong Viewpoint

Deixamos Mawphlang decididos a investigar o Shillong Viewpoint, um ponto à beira da Upper Shillong Forest que permite contemplar o vale verdejante em que se aninhou a capital, o seu casario exótico e o disseminado pelos arredores.

Don sabia que o lugar era popular por aquela altura do ano. “Mas nunca imaginei que isto agora fosse assim!” desabafa afectado com a fila de trânsito assistida por vendedores oportunistas de bebidas e snacks com que nos confrontamos a caminho do miradouro, mesmo assim, muito inferior às habituais à entrada e à saída de Shillong. “Bom, se aqui ficamos à espera, nunca mais… Vamos deixar o carro. Caminhamos até ao portão e já vemos se vos deixam ou não entrar.”

Confirma-se aquilo de que vínhamos avisados. Estratégico, o lugar fora ocupado por uma Base da Força Aérea da Índia. Em tempos, os militares chegaram a autorizar a entrada de estrangeiros, mas, com a rivalidade com o Paquistão e a China a agravar-se a olhos vistos, essa concessão foi suspensa.

Uma vez que estávamos em visita de trabalho em parceria com as autoridades turísticas de Megahalaya, tínhamos esperança de que nos abrissem uma excepção. Só que o apelido Wong da Sara atrapalha. Malgrado o diálogo cortês com o oficial de serviço e os telefonemas que se digna a fazer, ficamos à porta. Ainda vasculhamos o pinhal em redor da vedação em busca de uma vista alternativa.

Passeios de barco & selfies

Visitantes de Shillong passam a tarde no Ward Lake da cidade.

De Volta a Shillong, de encontro ao Natal Indiano

Por razões óbvias, a Força Aérea ocupava o acesso ao extremo panorâmico de onde podia controlar o que se passava em Shillong e na vastidão para norte. Só os indianos lá podiam chegar.

Aos poucos, as centenas de famílias dos estados vizinhos de Assam, de Arunachal Pradesh, de Bengala Oriental e até bangladeshis de férias em Meghalaya viam a sua passagem aprovada. Acumulavam-se no ponto de observação e piqueniqueiro que não chegámos sequer a vislumbrar.

Invertemos o rumo. Voltamos ao carro. Com a hora de almoço e a tarde da véspera de natal a coincidirem, regressamos ao nosso próprio quartel-general da capital, o hotel Pinewood, um dos mais antigos de Shillong, construído por um casal suíço durante o século XIX, em pinho vermelho e teca birmanesa, num jeito que combina influências germanófilas com o estilo habitual das velhas Hill Stations britânicas. Pelo caminho, num outro edifício à beira da estrada, reparamos numa cerimónia disfarçada de missa do galo vespertina.

Jesus Cristo SuperEstrela

Jesus Cristo destacado do frontão da igreja Mary Help of Christians, em Shillong.

A cristianização dos khasi teve início no século XIX, por acção dos colonos britânicos e dos seus missionários.

Provou-se de tal forma influente que Meghalaya é, hoje, um dos três estados da Índia com maiorias cristãs inequívocas: Nagaland e Mizoram contam com 90% de cristãos nas suas populações; Meghalaya, com 83%. Estes estados têm igrejas e rituais cristãos a condizer, como a celebração do Natal que já há algum tempo víamos e sentíamos intensificar-se.

Seng Khasi: em Defesa das Velhas Crenças do Povo Khasi

Isto não quer, no entanto, dizer que todos os khasi tenham abandonado de vez as suas antigas crenças. Alguns, combinam-nas com o Cristianismo.

Outros, são mais radicais e apologistas da pureza das primeiras. A Seng Khasi, uma organização fundada em 1899, mas que tem conquistado recentemente bom número de novos seguidores, advoga uma alternativa ao contágio civilizacional do Ocidente e o regresso à identidade khasi, à fé e aos rituais pré-coloniais.

É sua a bandeira com um galo verde sobre uma circunferência branca central (simbolizadora da Terra), cercada de vermelho que vemos esvoaçar acima dos seguidores da convenção.

A Seng Khasi defende e difunde a crença mitológica khasi de que, a determinada altura, os seres vivos sofreram uma longa era de escuridão e desespero causada por, a determinada altura, o sol se ter escondido nas trevas e deixado de iluminar e aquecer a Terra.

Então, um galo eremita, U Malymboit Malymbiang, acabou por se ver indigitado em último recurso entre várias criaturas, para resolver o drama. Foi vestido e embelezado com os melhores cosméticos, de maneira a que a sua personalidade, aura e capacidade de influência saíssem reforçadas.

Ao contrário dos sucessivos candidatos anteriores – um elefante, um tigre e até um calau que se veio a revelar individualista e trapaceiro –  o galo levou a cabo a missão com a subserviência e honestidade que dele se esperava. Tão indigno, quanto indigno se achava, prostrou-se perante Sua Majestade. A abordagem humilde do emissário asado convenceu o Sol. O grande astro voltou a conceder o seu brilho à Terra.

Totem destacado numa aldeia que reconstitui o modo de vida tradicional do povo khasi.

O Galo, o outro Símbolo Religioso de Meghalaya

Deste mito resultou o louvor khasi pelo galo, o símbolo nuclear da Seng Khasi, um guia que, entre vários outros princípios seculares, ilumina os khasi no trilho da verdade, da dignidade e da honra, em cada pensamento, em cada acção.

Como era de esperar num dia em que contava ter a tarde para descanso, o motorista nepalês Sharma estava desejoso de nos ver pelas costas, algo que o engarrafamento que começara ainda bem distante de Shillong só adiava. Não nos pudemos, assim, deter e espreitar a convenção.

Por volta da uma da tarde em ponto, ficamos, enfim, por nossa conta. Almoçamos momos, sopas Laksa de tofu e fried rice num tal de Bamboo Hut. Após o que recolhemos ao aconchego do quarto 309 no State Convention Center do PineWood Hotel.

Eram já vários os dias de exploração de Meghalaya seguidos em que saíamos às sete e meia ou oito da manhã e regressávamos, extenuados, já de noite. Entregamo-nos, assim, a um merecido descanso. Só voltamos a deixar o quarto para uma ceia pré-reservada que, com recurso obrigatório ao menu indiano e indiano-khasi, tentamos fazer passar por natalícia, como o era a iluminação prolífica à entrada do hotel.

Segunda, dia 25.

A grande esforço, despertamos às 8h30 e disparamos para o edifício de madeira principal do hotel. Se a ceia se havia comprovado pouco condizente da época como a conhecíamos, que dizer do pequeno-almoço.

Tal como na noite anterior, a sala estava à pinha de famílias indianas de férias, cada qual mais buliçosa que a outra. Todas em disputa acesa pelas dosas, pelos idlis (bolos de arroz) pelo sambhar (guisado de vegetais, sobretudo lentilhas) pelas chapatis e parathas (espécie de pães lisos ou panquecas) e afins.

Nós, voltamos a combinar milktea, café, torradas e parathas barradas com doce ou omeletes a cavalo, com bananas. Voltamos ao quarto para trabalhar um pouco mais nos portáteis. Às duas da tarde, ganhamos coragem e saímos para Shillong, de novo em modo fotográfico.

Atravessamos o Ward Lake em frente ao hotel. Cruzamos o parque vasto e verdejante em volta, repleto de mais famílias e namorados a viver o melhor da vida.

Encontramos uma saída dissimulada no extremo oposto do parque que nos leva a uma estrada movimentada. Após umas centenas de metros nessa que era a Soso Tham Road, damos com a área de Police Baazar, o coração comercial de Shillong.

Em redor da Khyndailad Fountain e da sua rotunda decorada com renas, árvores de Natal e outros elementos da quadra feitos de fios eléctricos, pequenos empresários de rua provocam as crianças de passagem.

Exibem-lhes cachos de algodão doce cor-de-rosa, balões e uma panóplia de bugigangas coloridas, incluindo um mostrador portátil de máscaras em que co-habitam a Minie, o homem-aranha e até um amacacado – como é suposto – Lord Hanuman.

Os adultos merecem distintos iscos: milho, grão e amendoim torrados, vários outros petiscos de rua.

Vendedor de máscaras, Police Bazaar, Shilong, Meghalaya, India

Vendedor de máscaras, na tarde de trabalho em Police Bazaar, a 25 de Dezembro.

Metemo-nos por uma rua pedestre atafulhada por muitos mais vendedores ambulantes de tudo um pouco, muitos deles migrados do ali iminente Bangladesh. O sol poente já quase não entra nessa tal via. Procuramos e perseguimos os seus raros recantos requentados e a vida atarefada que por eles passava. Às tantas, fazemo-lo com tal entrega e entusiasmo que a missão nos sabe a prenda de Natal.

A Noite Natalícia de Shillong

Escurece. Arrefece. O néon na fachada dos edifícios do Centre Point Shillong e do Marba Hub – dois centros comerciais na orla da rotunda – destaca-se contra o céu azulão do lusco-fusco.

Bombay Saree Sale, Shillong, Meghalaya, Índia

Cena de rua multicultural de Police Bazaar, Shillong

Não tarda, acendem-se os enfeites no interior gradeado da circunferência, já de si de acesso desafiante devido ao trânsito frenético que circulava em volta. Achamos, ainda assim, que o cenário urbano em frente cada vez mais garrido pelo néon merce um registo.

Fazemo-nos à rotunda, passamos por cima do gradeamento e instalamo-nos a fotografar e a filmar. A nossa transgressão desperta a cobiça de alguns indianos que, munidos dos seus telefones, nos  seguem e imitam. Um jovem vendedor de balões apercebe-se da comoção e aproxima-se para os impingir.

Cena natalícia, Shillong, Meghalaya, Índia

Vendedor de balões iluminado pelas luzes de Natal que decoram uma rotunda no coração de Police Bazaar, a área comercial de Shillong.

Às tantas, é já uma verdadeira multidão que disputa o interior mal relvado da rotunda e as suas iluminações. Sucedem-se selfies em todas as modalidades, para todos os gostos. São familiares, de grupo, individuais. Junto da árvore de Natal verde e da alaranjada.

Cara-a-cara com a rena amarelada, feita com fios eléctricos e com hastes vermelhas que, apesar da fragilidade de ambas as criaturas, é fotografada até com bebés a cavalo.

Destacado da estrutura que sustem a abóboda celeste da galeria, numa publicidade a um telefone chinês com forte aceitação na Índia, Virat Kohli – o capitão da selecção indiana de criquete – tira a sua própria selfie . “Selfiestan humara” (o nosso Selfiestão) prega o anúncio, em dialecto urdu.

Amigas na noite de Natal em Shillong, Meghalaya, Índia

Amigas preparam uma selfie ao lado do anúncio do telemóvel Gionee A1 (“O nosso selfiestan”)

Sem esperarmos, sem sabermos bem como, seguidor após seguidor, era o que tínhamos gerado naquele retalho arredondado de Shillong: um excêntrico selfiestão de Natal.

Os autores agradecem o apoio na realização deste artigo às seguintes entidades: Embaixada da Índia em Lisboa; Ministry of Tourism, Government of India; Meghalaya Tourism.

Siliguri a Darjeeling, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
Goa, Índia

O Último Estertor da Portugalidade Goesa

A proeminente cidade de Goa já justificava o título de “Roma do Oriente” quando, a meio do século XVI, epidemias de malária e de cólera a votaram ao abandono. A Nova Goa (Pangim) por que foi trocada chegou a sede administrativa da Índia Portuguesa mas viu-se anexada pela União Indiana do pós-independência. Em ambas, o tempo e a negligência são maleitas que agora fazem definhar o legado colonial luso.
Tawang, Índia

O Vale Místico da Profunda Discórdia

No limiar norte da província indiana de Arunachal Pradesh, Tawang abriga cenários dramáticos de montanha, aldeias de etnia Mompa e mosteiros budistas majestosos. Mesmo se desde 1962 os rivais chineses não o trespassam, Pequim olha para este domínio como parte do seu Tibete. De acordo, há muito que a religiosidade e o espiritualismo ali comungam com um forte militarismo.
Guwahati, India

A Cidade que Venera Kamakhya e a Fertilidade

Guwahati é a maior cidade do estado de Assam e do Nordeste indiano. Também é uma das que mais se desenvolve do mundo. Para os hindus e crentes devotos do Tantra, não será coincidência lá ser venerada Kamakhya, a deusa-mãe da criação.
Dooars, Índia

Às Portas dos Himalaias

Chegamos ao limiar norte de Bengala Ocidental. O subcontinente entrega-se a uma vasta planície aluvial preenchida por plantações de chá, selva, rios que a monção faz transbordar sobre arrozais sem fim e povoações a rebentar pelas costuras. Na iminência da maior das cordilheiras e do reino montanhoso do Butão, por óbvia influência colonial britânica, a Índia trata esta região deslumbrante por Dooars.
Gangtok, Índia

Uma Vida a Meia-Encosta

Gangtok é a capital de Sikkim, um antigo reino da secção dos Himalaias da Rota da Seda tornado província indiana em 1975. A cidade surge equilibrada numa vertente, de frente para a Kanchenjunga, a terceira maior elevação do mundo que muitos nativos crêem abrigar um Vale paradisíaco da Imortalidade. A sua íngreme e esforçada existência budista visa, ali, ou noutra parte, o alcançarem.
Meghalaya, Índia

Pontes de Povos que Criam Raízes

A imprevisibilidade dos rios na região mais chuvosa à face da Terra nunca demoveu os Khasi e os Jaintia. Confrontadas com a abundância de árvores ficus elastica nos seus vales, estas etnias habituaram-se a moldar-lhes os ramos e estirpes. Da sua tradição perdida no tempo, legaram centenas de pontes de raízes deslumbrantes às futuras gerações.
Maurícias

Uma Míni Índia nos Fundos do Índico

No século XIX, franceses e britânicos disputaram um arquipélago a leste de Madagáscar antes descoberto pelos portugueses. Os britânicos triunfaram, re-colonizaram as ilhas com cortadores de cana-de-açúcar do subcontinente e ambos admitiram a língua, lei e modos francófonos precedentes. Desta mixagem, surgiu a exótica Maurícia.
Atherton Tableland, Austrália

A Milhas do Natal (parte II)

A 25 Dezembro, exploramos o interior elevado, bucólico mas tropical do norte de Queensland. Ignoramos o paradeiro da maioria dos habitantes e estranhamos a absoluta ausência da quadra natalícia.
Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Rovaniemi, Finlândia

Da Lapónia Finlandesa ao Árctico, Visita à Terra do Pai Natal

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar.
Serengeti, Grande Migração Savana, Tanzania, gnus no rio
Safari
PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.
Jovens percorrem a rua principal de Chame, Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 1º - Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Sombra vs Luz
Arquitectura & Design
Quioto, Japão

O Templo de Quioto que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Aventura
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
Cansaço em tons de verde
Cerimónias e Festividades
Suzdal, Rússia

Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival.
Ribeira Grande, Santo Antão
Cidades
Ribeira Grande, Santo AntãoCabo Verde

Santo Antão, Ribeira Grande Acima

Na origem, uma Povoação diminuta, a Ribeira Grande seguiu o curso da sua história. Passou a vila, mais tarde, a cidade. Tornou-se um entroncamento excêntrico e incontornável da  ilha de Santo Antão.
Máquinas Bebidas, Japão
Comida
Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.
Sol e coqueiros, São Nicolau, Cabo Verde
Cultura
São Nicolau, Cabo Verde

São Nicolau: Romaria à Terra di Sodade

Partidas forçadas como as que inspiraram a famosa morna “Sodade” deixaram bem vincada a dor de ter que deixar as ilhas de Cabo Verde. À descoberta de Saninclau, entre o encanto e o deslumbre, perseguimos a génese da canção e da melancolia.
Espectador, Melbourne Cricket Ground-Rules footbal, Melbourne, Australia
Desporto
Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o Futebol Australiano só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.
Camboja, Angkor, Ta Phrom
Em Viagem
Ho Chi-Minh a Angkor, Camboja

O Tortuoso Caminho para Angkor

Do Vietname em diante, as estradas cambojanas desfeitas e os campos de minas remetem-nos para os anos do terror Khmer Vermelho. Sobrevivemos e somos recompensados com a visão do maior templo religioso
Manhã cedo no Lago
Étnico

Nantou, Taiwan

No Âmago da Outra China

Nantou é a única província de Taiwan isolada do oceano Pacífico. Quem hoje descobre o coração montanhoso desta região tende a concordar com os navegadores portugueses que baptizaram Taiwan de Formosa.

Ocaso, Avenida dos Baobás, Madagascar
Portfólio Fotográfico Got2Globe

Dias Como Tantos Outros

Vulto na Praia do Curral, Ilhabela, Brasil
História
Ilhabela, Brasil

Ilhabela: Depois do Horror, a Beleza Atlântica

Nocenta por cento de Mata Atlântica preservada, cachoeiras idílicas e praias gentis e selvagens fazem-lhe jus ao nome. Mas, se recuarmos no tempo, também desvendamos a faceta histórica horrífica de Ilhabela.
San Juan, Cidade Velha, Porto Rico, Reggaeton, bandeira em Portão
Ilhas
San Juan, Porto Rico (Parte 2)

Ao Ritmo do Reggaeton

Os porto-riquenhos irrequietos e inventivos fizeram de San Juan a capital mundial do reggaeton. Ao ritmo preferido da nação, encheram a sua “Cidade Muralhada” de outras artes, de cor e de vida.
Geotermia, Calor da Islândia, Terra do Gelo, Geotérmico, Lagoa Azul
Inverno Branco
Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.
Baie d'Oro, Île des Pins, Nova Caledonia
Literatura
Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.
Banho refrescante no Blue-hole de Matevulu.
Natureza
Espiritu Santo, Vanuatu

Os Blue Holes Misteriosos de Espiritu Santo

A humanidade rejubilou, há pouco tempo, com a primeira fotografia de um buraco negro. Em jeito de resposta, decidimos celebrar o que de melhor temos cá na Terra. Este artigo é dedicado aos blue holes de uma das ilhas abençoadas de Vanuatu.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
A Gran Sabana
Parques Naturais

Gran Sabana, Venezuela

Um Verdadeiro Parque Jurássico

Apenas a solitária estrada EN-10 se aventura pelo extremo sul selvagem da Venezuela. A partir dela, desvendamos cenários de outro mundo, como o da savana repleta de dinossauros da saga de Spielberg.

Catedral de Santa Ana, Vegueta, Las Palmas, Gran Canária
Património Mundial UNESCO
Vegueta, Gran Canária, Canárias

Às Voltas pelo Âmago das Canárias Reais

O velho e majestoso bairro Vegueta de Las Palmas destaca-se na longa e complexa hispanização das Canárias. Findo um longo período de expedições senhoriais, lá teve início a derradeira conquista da Gran Canária e das restantes ilhas do arquipélago, sob comando dos monarcas de Castela e Aragão.
Era Susi rebocado por cão, Oulanka, Finlandia
Personagens
PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
El Nido, Palawan a Ultima Fronteira Filipina
Praias
El Nido, Filipinas

El Nido, Palawan: A Última Fronteira Filipina

Um dos cenários marítimos mais fascinantes do Mundo, a vastidão de ilhéus escarpados de Bacuit esconde recifes de coral garridos, pequenas praias e lagoas idílicas. Para a descobrir, basta uma bangka.
Pemba, Moçambique, Capital de Cabo Delgado, de Porto Amélia a Porto de Abrigo, Paquitequete
Religião
Pemba, Moçambique

De Porto Amélia ao Porto de Abrigo de Moçambique

Em Julho de 2017, visitámos Pemba. Dois meses depois, deu-se o primeiro ataque a Mocímboa da Praia. Nem então nos atrevemos a imaginar que a capital tropical e solarenga de Cabo Delgado se tornaria a salvação de milhares de moçambicanos em fuga de um jihadismo aterrorizador.
Sobre Carris
Sobre Carris

Viagens de Comboio: O Melhor do Mundo Sobre Carris

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie os melhores cenários do Mundo sobre Carris.
Sociedade
Cemitérios

A Última Morada

Dos sepulcros grandiosos de Novodevichy, em Moscovo, às ossadas maias encaixotadas de Pomuch, na província mexicana de Campeche, cada povo ostenta a sua forma de vida. Até na morte.
Amaragem, Vida à Moda Alasca, Talkeetna
Vida Quotidiana
Talkeetna, Alasca

A Vida à Moda do Alasca de Talkeetna

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.
Macaco-uivador, PN Tortuguero, Costa Rica
Vida Selvagem
PN Tortuguero, Costa Rica

Tortuguero: da Selva Inundada ao Mar das Caraíbas

Após dois dias de impasse devido a chuva torrencial, saímos à descoberta do Parque Nacional Tortuguero. Canal após canal, deslumbramo-nos com a riqueza natural e exuberância deste ecossistema flúviomarinho da Costa Rica.
Napali Coast e Waimea Canyon, Kauai, Rugas do Havai
Voos Panorâmicos
NaPali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto exploramos a sua Napalo Coast por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.
PT EN ES FR DE IT