Kirkjubour, Streymoy, Ilhas Faroé

Onde o Cristianismo Faroense deu à Costa


Biblioteca Roykstovan
Biblioteca da casa mais antiga das Faroé, a Roykstovan.
Lote de Kirkjubour
Lote de casas mais modernas, à entrada de Kirkjubour.
Crinas ao Vento
Cavalos sobre um pasto que o curto Verão tornou frondoso.
Crinas ao Vento II
Cavalos sobre um pasto que o curto Verão tornou frondoso.
Descanso ao Sol
Visitante descansa ao sol, chegado de uma longa caminhada.
Escultura de Chefe
Escultura legado das origens da povoação pioneira de Kirkjubour.
Hestfjordur
O fiorde que acolheu a primeira povoação das Ilhas Faroé, Kirkjobour.
Igreja de St. Olav
A igreja que sucedeu à catedral de Saint Magnus, a velha catedral que permanece incompleta.
Casa com Pórtico
Um pórtico de madeira antecede a entrada no complexo histórico de Roykstovan.
Edifício de Roykstovan
Edifícios históricos com telhados de turfa de Roykstovan a propriedade mais antiga das ilhas Faroé.
Kirkjubour & Hestfjordur
Perspectiva geral de Kirkjubour com o fiorde de Hestfjordur em fundo.
Foto em Roykstovan
Visitantes fotografam-se no interior do salão de fumo de Roykstovan.
Frente de St. Olav
A igreja de Saint Olav baptizada em honra ao rei viquingue que aceitou e promoveu a conversão dos seus súbditos ao Cristianismo.
A um mero ano do primeiro milénio, um missionário viquingue de nome Sigmundur Brestisson levou a fé cristã às ilhas Faroé. Kirkjubour, tornou-se o porto de abrigo e sede episcopal da nova religião.

Nenhum ponto das longilíneas e dezoito ilhas Faroé dista mais de cinco quilómetros do mar.

Pois, aquando da sua fundação, os viquingues conformaram-se com a localização de Kirkjubour, quase no fundo de Streymoy, a maior das ilhas.

Kirkjubour dista apenas 11km de Torshavn. Cumpri-los passa por ascender a grande encosta do leste que abriga a capital faroesa. Avançar por um vasto planalto ervado e, logo, pela meia-encosta de um dos vários fiordes profundos que sulcam o mapa e a paisagem da nação.

Aventurosa, a estrada acompanha a linha de água sinuosa do rio Sanda. A determinada altura, flecte para sul, torna-se esguia e tangente ao limiar de outro grande fiorde, o Hestfjordur. Aos poucos, desce para o sopé de Streymoy, o oposto ao da capital em que tínhamos iniciado o percurso.

Era a terceira vez que abordávamos Kirkjubour. As duas primeiras vimo-las inviabilizadas por meteorologias demasiado desfavoráveis, de ventos poderosos e nebulosidade baixa e escura que descarregava chuva sem fim.

Nessa derradeira ocasião, damos entrada na povoação numa manhã de céu quase limpo e sol radioso, uma benesse boreal, mesmo que estivéssemos no início de Julho, em pleno Verão destas latitudes nórdicas.

A via Gamlivegur deixa-nos frente a um mar escuro e alisado e junto ao âmago histórico da povoação, paredes meias com a igreja de Olav, com a quinta quase milenar de Kirkjuboargardur (a Quinta do Rei), há muito considerada a maior e mais antiga das Faroé. Deixa-nos ainda nas imediações das ruínas da catedral de Saint Magnus.

Hoje, Kirkjubour está reduzida a um testemunho histórico, um legado habitado e vivo da sua era de esplendor medieval.

Estima-se que as ilhas Faroé tenham tido como habitantes pioneiros eremitas celtas, chegados, com animais de criação, de ilhas ao largo da actual Escócia, as Shetland, as Orcadas ou as Hébridas, desconhece-se ao certo qual a exacta procedência.

Sabe-se que, nesse lapso de tempo, as Faroé ficaram conhecidas como Na Scigirí ou Skeggjar, que se traduziriam como as ilhas dos Barbudos, de acordo com as longas pilosidades dos cenobitas que as partilhavam.

Outros visitantes frequentavam as ilhas do arquipélago faroes de quando em quando. Terá sido o caso de Saint Brendan, um monge originário da actual Irlanda.

Uma conclusão hoje mais ou menos consensual é a de que, a certo ponto, o arquipélago foi ocupado por colónias de viquingues em busca de refúgio.

A saga Faerayinga (das ilhas Faroé) narra que os primeiros a desembarcarem chegaram de terras norueguesas no final do século IX, início do X, em debandada das suas aldeias que o governo tirânico e centralizador do rei Harold I – também conhecido por Harold dos Cabelos Belos – havia tornado demasiado arriscadas.

Como há muito acontecia, esses recém-chegados organizaram-se em clãs. E, como era também hábito, os clãs entraram em conflito. Os habitantes das Ilhas do Norte quase aniquilaram os do sul. Obrigaram-nos a medidas de sobrevivência extremas. Kirkjubour surgiu, de forma inesperada, dessas medidas.

Deixamos o carro. Cruzamos o convívio de um grupo de caminhantes regressados de uma expedição pelo litoral em redor que, tendo em conta os seus ares de cansaço, teria sido longa.

Descanso em Kirkjubour, Streymoy, Ilhas Faroé

Visitantes descansam ao sol, chegados de uma longa caminhada.

Logo ao lado, deslumbra-nos num ápice, a beleza e grandiosidade do Roykstovan, um dos edifícios de madeira ainda habitados mais antigos à face da Terra (século XII, provavelmente o mais antigo) de madeira escura, com molduras vermelhas e telhados de turfa frondosa.

Qualquer estrutura de madeira é prodigiosa nas Faroé, onde as árvores são raras, nos tempos ancestrais da colonização, inexistentes. A da quinta de Kirkjuboargardur terá sido trazida da Noruega a reboque de embarcações, possivelmente de drakkars.

Circundamos a grande casa, atentos a pormenores arquitectónicos que qualquer forasteiro do sul europeu, classificaria como excêntricos.

Kirkjubour, Streymoy, Ilhas Faroé

Brasão de clã colorido bem destacado na quinta de Roykstovan.

Colunas com cabeças de dragões de língua de fora, escudos com leões de machado em riste, outras criaturas asadas que temos dificuldade em definir.

Uma escultura de madeira do que nos parece um chefe tribal de elmo. E um estranho disco-símbolo moldado em volta de um outro felino.

Cada vez mais deslumbrados, passamos para o interior, toda uma casa-museu de madeira amarelada e encarniçada pelo tempo, com divisões acessíveis por portas ínfimas se tivermos em conta o imaginário viquingue e a estatura e altura das gentes nórdicas, aquecidas por peles sob grandes elmos cornudos.

A sala imediata, vimo-la dotada de longas mesas de repasto e de fumo, com bancos corridos a condizer, equipada com um fogão secular, repleta de cordas, instrumentos agrícolas e peças decorativas, sob a supervisão de um crânio de vaca sobranceiro.

Num piso superior, fechada, mas visível através de um orifício amplo, em jeito de provocação, damos ainda com um escritório biblioteca presidido por fotografias históricas da família, descendente dos primeiros moradores da quinta, que já abrigou dezoito das suas gerações.

Esta linearidade leva-nos de volta à contenda do clã das ilhas do norte vs clã das ilhas do sul.

Ainda de acordo com a saga Faerayinga, Sigmundur Brestisson, um dos líderes do sul, navegou em fuga até à Noruega. Na pátria-mãe, recebeu a ordem real de conquistar todo o arquipélago em nome de Olav I, o rei responsável pela cristianização do povo norueguês.

Sigmundur Brestisson, não só o conseguiu como estendeu essa cristianização aos habitantes ainda pagãos do arquipélago faroês sob domínio norueguês, até 1380, quando a Noruega se uniu a Dinamarca.

Nesse processo, Sigmundur Brestisson estabeleceu que a residência episcopal da diocese das ilhas Faroé, se situaria em Kirkjubour.

Enquanto polo religioso da colónia, a povoação depressa se expandiu até um limite de 50 lares. Aumentava de ano para ano quando, já em pleno século XVI, uma enxurrada gerada pela pior das tempestades sofridas pelo arquipélago, arrastou para o mar a maioria dessas casas.

Lá se manteve, até aos nossos dias, a base da catedral de Saint Magnus, projectada como o maior templo cristão das Faroé e que, mesmo incompleta, subsiste como o maior edifício medieval da nação.

Catedral de Saint Magnus, Kirkjubour, Streymoy, Ilhas Faroé

A velha catedral de Saint Magnus, em ruínas e que se disse, durante muito tempo, nunca ter sido acabada.

Durante algum tempo, acreditou-se que a catedral mandada erguer por um tal de bispo Erlendur nunca tinha sido finalizada. Dados arqueológicos recentes contradisseram essa teoria. Após a Reforma de 1537, a Diocese das Ilhas Faroé foi abolida e a catedral de Saint Magnus deixada ao abandono. Em 1832, foi lá achada uma pedra runa deixada pelos colonos viquingues.

A partir de 1997, as autoridades decidiram levar a cabo restaurações faseadas. Estes trabalhos evitaram o colapso da estrutura. Concederam-nos o privilégio de a vermos por dentro, de admiramos o firmamento enquadrado na pedra da grande nave e, no seu fundo, o “Golden Locker” que guarda a relíquia do Santo Patrono da Islândia, Thorlak, junto de relíquias de outras santidades nórdicas.

As mesmas autoridades, anseiam, com reticências, que a UNESCO venha a classificar a catedral como Património Mundial.

Igreja de St. Olav, Kirkjubour, Streymoy, Ilhas Faroé

A igreja que sucedeu à catedral de Saint Magnus, a velha catedral que permanece incompleta.

Enquanto isso, logo ao lado, quase sobre o mar e cercada pelo cemitério murado de Kirkjubour, resiste, imaculada a predecessora igreja de Saint Olav, concluída antes de 1200 e, assim, a igreja mais antiga das Faroé, até à dita Reforma de 1537, o assento do Bispo Católico do arquipélago.

Os descendentes das gentes mais antigas de Kirkjubour estimam o seu passado como algo quase sagrado. Alguns dos setenta moradores de agora da povoação, muitos, donos do apelido Patursson levam essa herança a extremos incríveis.

Tróndur Patursson, pintor, vidreiro, escultor e aventureiro é um dos mais reputados artistas faroeses. Quando não ocupado com a sua produção e com exposições, a espaços, Tróndur, entrega-se, inclusive, a expedições de reconstituição da história primordial das ilhas Faroé.

Em 1976, em parceria com Tim Severin, levou a cabo uma travessia transatlântica numa réplica de uma embarcação de casco de couro baptizada de “Brendan” em homenagem ao monge irlandês que se crê ter realizado a mesma viagem séculos antes dos viquingues ou de Cristóvão Colombo.

De maneira a gerarmos um melhor imaginário desses tempos de navegações agrestes, percorremos o pontão de rocha que se prolonga da ala sudeste da igreja de Saint Olav, Hestfjordur adentro.

Dali, admiramos a povoação actual num formato panorâmico condigno, dispersa no sopé de uma falésia pedregosa que o curto Estio já tinha tido tempo de ervar e salpicar de flores amarelas. Percorrida por cavalos de crinas lustrosas ao vento.

Kirkjubour, Streymoy, Ilhas Faroé

Cavalos sobre um pasto que o curto Verão tornou frondoso.

No regresso ao arredor também ele ervado da igreja de Saint Olav, passeamo-nos entre as sepulturas e lápides da velha povoação, de olho nos registos das suas vidas idas.

Desde os nossos dias, aos que viram nascer a quase milenar Kirkjubour.

Mykines, Ilhas Faroé

No Faroeste das Faroé

Mykines estabelece o limiar ocidental do arquipélago Faroé. Chegou a albergar 179 pessoas mas a dureza do retiro levou a melhor. Hoje, só lá resistem nove almas. Quando a visitamos, encontramos a ilha entregue aos seus mil ovinos e às colónias irrequietas de papagaios-do-mar.
Kalsoy, Ilhas Faroé

Um Farol no Fim do Mundo Faroês

Kalsoy é uma das ilhas mais isoladas do arquipélago das faroés. Também tratada por “a flauta” devido à forma longilínea e aos muitos túneis que a servem, habitam-na meros 75 habitantes. Muitos menos que os forasteiros que a visitam todos os anos atraídos pelo deslumbre boreal do seu farol de Kallur.
Tórshavn, Ilhas Faroé

O Porto Faroês de Thor

É a principal povoação das ilhas Faroé desde, pelo menos, 850 d.C., ano em que os colonos viquingues lá estabeleceram um parlamento. Tórshavn mantém-se uma das capitais mais diminutas da Europa e o abrigo divinal de cerca de um terço da população faroense.
Vágar, Ilhas Faroé

O Lago que Paira sobre o Atlântico Norte

Por um capricho geológico, Sorvagsvatn é muito mais que o maior lago das ilhas Faroé. Falésias com entre trinta a cento e quarenta metros limitam o extremo sul do seu leito. De determinadas perspectivas, dá a ideia de estar suspenso sobre o oceano.
Oslo, Noruega

Uma Capital (sobre) Capitalizada

Um dos problemas da Noruega tem sido decidir como investir os milhares milhões de euros do seu fundo soberano recordista. Mas nem os recursos desmedidos salvam Oslo das suas incoerências sociais.
Nesbyen a Flam, Noruega

Flam Railway: Noruega Sublime da Primeira à Última Estação

Por estrada e a bordo do Flam Railway, num dos itinerários ferroviários mais íngremes do mundo, chegamos a Flam e à entrada do Sognefjord, o maior, mais profundo e reverenciado dos fiordes da Escandinávia. Do ponto de partida à derradeira estação, confirma-se monumental esta Noruega que desvendamos.
Magma Geopark, Noruega

Uma Noruega Algo Lunar

Se recuássemos aos confins geológicos do tempo, encontraríamos o sudoeste da Noruega repleto de enormes montanhas e de um magma incandescente que sucessivos glaciares viriam a moldar. Os cientistas apuraram que o mineral ali predominante é mais comum na Lua que na Terra. Vários dos cenários que exploramos no vasto Magma Geopark da região parecem tirados do nosso grande satélite natural.
Flam a Balestrand, Noruega

Onde as Montanhas Cedem aos Fiordes

A estação final do Flam Railway, marca o término da descida ferroviária vertiginosa das terras altas de Hallingskarvet às planas de Flam. Nesta povoação demasiado pequena para a sua fama, deixamos o comboio e navegamos pelo fiorde de Aurland abaixo rumo à prodigiosa Balestrand.
Stavanger, Noruega

A Cidade Motora da Noruega

A abundância de petróleo e gás natural ao largo e a sediação das empresas encarregues de os explorarem promoveram Stavanger de capital da conserva a capital energética norueguesa. Nem assim esta cidade se conformou. Com um legado histórico prolífico, às portas de um fiorde majestoso, há muito que a cosmopolita Stavanger impele a Terra do Sol da Meia-Noite.
Bergen, Noruega

O Grande Porto Hanseático da Noruega

Já povoada no início do século XI, Bergen chegou a capital, monopolizou o comércio do norte norueguês e, até 1830, manteve-se uma das maiores cidades da Escandinávia. Hoje, Oslo lidera a nação. Bergen continua a destacar-se pela sua exuberância arquitectónica, urbanística e histórica.
Balestrand, Noruega

Balestrand: uma Vida Entre Fiordes

São comuns as povoações nas encostas dos desfiladeiros da Noruega. Balestrand está à entrada de três. Os seus cenários destacam-se de tal forma dos demais que atraíram pintores famosos e continuam a seduzir viajantes intrigados.
PN Thingvellir, Islândia

Nas Origens da Remota Democracia Viking

As fundações do governo popular que nos vêm à mente são as helénicas. Mas aquele que se crê ter sido o primeiro parlamento do mundo foi inaugurado em pleno século X, no interior enregelado da Islândia.
savuti, botswana, leões comedores de elefantes
Safari
Savuti, Botswana

Os Leões Comedores de Elefantes de Savuti

Um retalho do deserto do Kalahari seca ou é irrigado consoante caprichos tectónicos da região. No Savuti, os leões habituaram-se a depender deles próprios e predam os maiores animais da savana.
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-BragaNepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Arquitectura & Design
Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 – Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.
Totems, aldeia de Botko, Malekula,Vanuatu
Aventura
Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula.
cavaleiros do divino, fe no divino espirito santo, Pirenopolis, Brasil
Cerimónias e Festividades
Pirenópolis, Brasil

Cavalgada de Fé

Introduzida, em 1819, por padres portugueses, a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis agrega uma complexa rede de celebrações religiosas e pagãs. Dura mais de 20 dias, passados, em grande parte, sobre a sela.
Marcha Patriota
Cidades
Taiwan

Formosa mas Não Segura

Os navegadores portugueses não podiam imaginar o imbróglio reservado a Formosa. Passados quase 500 anos, mesmo insegura do seu futuro, Taiwan prospera. Algures entre a independência e a integração na grande China.
mercado peixe Tsukiji, toquio, japao
Comida
Tóquio, Japão

O Mercado de Peixe que Perdeu a Frescura

Num ano, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Desde 1935, que uma parte considerável era processada e vendida no maior mercado piscícola do mundo. Tsukiji foi encerrado em Outubro de 2018, e substituído pelo de Toyosu.
Noiva entra para carro, casamento tradicional, templo Meiji, Tóquio, Japão
Cultura
Tóquio, Japão

Um Santuário Casamenteiro

O templo Meiji de Tóquio foi erguido para honrar os espíritos deificados de um dos casais mais influentes da história do Japão. Com o passar do tempo, especializou-se em celebrar bodas tradicionais.
Corrida de Renas , Kings Cup, Inari, Finlândia
Desporto
Inari, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final da Kings Cup - Porokuninkuusajot - , confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.
Jovens percorrem a rua principal de Chame, Nepal
Em Viagem
Circuito Annapurna: 1º - Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Cenário marciano do Deserto Branco, Egipto
Étnico
Deserto Branco, Egipto

O Atalho Egípcio para Marte

Numa altura em que a conquista do vizinho do sistema solar se tornou uma obsessão, uma secção do leste do Deserto do Sahara abriga um vasto cenário afim. Em vez dos 150 a 300 dias que se calculam necessários para atingir Marte, descolamos do Cairo e, em pouco mais de três horas, damos os primeiros passos no Oásis de Bahariya. Em redor, quase tudo nos faz sentir sobre o ansiado Planeta Vermelho.
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

A Vida Lá Fora

Almada Negreiros, Roça Saudade, São Tomé
História
Saudade, São Tomé, São Tomé e Príncipe

Almada Negreiros: da Saudade à Eternidade

Almada Negreiros nasceu, em Abril de 1893, numa roça do interior de São Tomé. À descoberta das suas origens, estimamos que a exuberância luxuriante em que começou a crescer lhe tenha oxigenado a profícua criatividade.
Vista para ilha de Fa, Tonga, Última Monarquia da Polinésia
Ilhas
Tongatapu, Tonga

A Última Monarquia da Polinésia

Da Nova Zelândia à Ilha da Páscoa e ao Havai nenhuma outra monarquia resistiu à chegada dos descobridores europeus e da modernidade. Para Tonga, durante várias décadas, o desafio foi resistir à monarquia.
Auroras Boreais, Laponia, Rovaniemi, Finlandia, Raposa de Fogo
Inverno Branco
Lapónia, Finlândia

Em Busca da Raposa de Fogo

São exclusivas dos píncaros da Terra as auroras boreais ou austrais, fenómenos de luz gerados por explosões solares. Os nativos Sami da Lapónia acreditavam tratar-se de uma raposa ardente que espalhava brilhos no céu. Sejam o que forem, nem os quase 30º abaixo de zero que se faziam sentir no extremo norte da Finlândia nos demoveram de as admirar.
Vista do topo do Monte Vaea e do tumulo, vila vailima, Robert Louis Stevenson, Upolu, Samoa
Literatura
Upolu, Samoa

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado. Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração.
São Tomé Ilha, São Tomé e Principe, Norte, Roça Água Funda
Natureza
São Tomé, São Tomé e Príncipe

Pelo Cocuruto Tropical de São Tomé

Com a capital homónima para trás, rumamos à descoberta da realidade da roça Agostinho Neto. Daí, tomamos a estrada marginal da ilha. Quando o asfalto se rende, por fim, à selva, São Tomé tinha-se confirmado no top das mais deslumbrantes ilhas africanas.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Fieis acendem velas, templo da Gruta de Milarepa, Circuito Annapurna, Nepal
Parques Naturais
Circuito Annapurna: 9º Manang a Milarepa Cave, Nepal

Uma Caminhada entre a Aclimatização e a Peregrinação

Em pleno Circuito Annapurna, chegamos por fim a Manang (3519m). Ainda a precisarmos de aclimatizar para os trechos mais elevados que se seguiam, inauguramos uma jornada também espiritual a uma caverna nepalesa de Milarepa (4000m), o refúgio de um siddha (sábio) e santo budista.
A Toy Train story
Património Mundial UNESCO
Siliguri a Darjeeling, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Em quimono de elevador, Osaka, Japão
Personagens
Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A noite japonesa é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, acolhe-nos uma anfitriã de couchsurfing enigmática, algures entre a gueixa e a acompanhante de luxo.
Vista aérea de Moorea
Praias
Moorea, Polinésia Francesa

A Irmã Polinésia que Qualquer Ilha Gostaria de Ter

A meros 17km de Taiti, Moorea não conta com uma única cidade e abriga um décimo dos habitantes. Há muito que os taitianos veem o sol pôr-se e transformar a ilha ao lado numa silhueta enevoada para, horas depois, lhe devolver as cores e formas exuberantes. Para quem visita estas paragens longínquas do Pacífico, conhecer também Moorea é um privilégio a dobrar.
Solovestsky Outonal
Religião
Ilhas Solovetsky, Rússia

A Ilha-Mãe do Arquipélago Gulag

Acolheu um dos domínios religiosos ortodoxos mais poderosos da Rússia mas Lenine e Estaline transformaram-na num gulag. Com a queda da URSS, Solovestky recupera a paz e a sua espiritualidade.
white pass yukon train, Skagway, Rota do ouro, Alasca, EUA
Sobre Carris
Skagway, Alasca

Uma Variante da Febre do Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.
Uma espécie de portal
Sociedade
Little Havana, E.U.A.

A Pequena Havana dos Inconformados

Ao longo das décadas e até aos dias de hoje, milhares de cubanos cruzaram o estreito da Florida em busca da terra da liberdade e da oportunidade. Com os E.U.A. ali a meros 145 km, muitos não foram mais longe. A sua Little Havana de Miami é, hoje, o bairro mais emblemático da diáspora cubana.
Casario, cidade alta, Fianarantsoa, Madagascar
Vida Quotidiana
Fianarantsoa, Madagáscar

A Cidade Malgaxe da Boa Educação

Fianarantsoa foi fundada em 1831 por Ranavalona Iª, uma rainha da etnia merina então predominante. Ranavalona Iª foi vista pelos contemporâneos europeus como isolacionista, tirana e cruel. Reputação da monarca à parte, quando lá damos entrada, a sua velha capital do sul subsiste como o centro académico, intelectual e religioso de Madagáscar.
Pesca, Caño Negro, Costa Rica
Vida Selvagem
Caño Negro, Costa Rica

Uma Vida à Pesca entre a Vida Selvagem

Uma das zonas húmidas mais importantes da Costa Rica e do Mundo, Caño Negro deslumbra pelo seu ecossistema exuberante. Não só. Remota, isolada por rios, pântanos e estradas sofríveis, os seus habitantes encontraram na pesca um meio embarcado de fortalecerem os laços da sua comunidade.
Napali Coast e Waimea Canyon, Kauai, Rugas do Havai
Voos Panorâmicos
NaPali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto exploramos a sua Napalo Coast por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.
PT EN ES FR DE IT