Colónia do Sacramento, Uruguai

Colónia do Sacramento: o Legado Uruguaio de um Vaivém Histórico


El Almacén
Uma loja tradicional de Colónia expõe à sua porta pequenos produtos de tanoaria
Sombra Preciosa
Cliente usufrui da paz da cidade numa das suas muitas esplanadas criativas.
Clássico em vermelho
Calhambeque estacionado à porta de uma casa tradicional de Colónia del Sacramento.
Lampião Parisiense
Velho lampião tinge de amarelo uma esquina nas imediações do farol de Colónia del Sacramento
Ritual do Mate
Namorados partilham o sol de Colónia e chá mate, um hábito incontornável dos uruguaios.
Cimo do Farol
Casal conversa no cimo do farol de Colónia del Sacramento.
Amarelo Lampião
Lampião resplandecente amarela um recanto histórico de Colónia del Sacramento.
Pasteleira
Velha pasteleira encostada a uma fachada bem mais antiga da praça antes ora portuguesa, ora espanhola, agora uruguaia
Pesca de Prata
Pescadores geram uma silhueta com o sol a Oeste do Rio da Prata.
De Entrada
Visitantes percorrem a ponte que conduz à entrada principal da cidade muralhada.
Rua para o Rio
Uma rua típica, assente numa calçada irregular feita de grandes pedras e dotada de candeeiros amarelos.
Rua Anil, calhambeque escarlate
Visitantes da cidade colonial examinam uma rua em tons de anil em que se destaca um velho carro da época clássica
Duelo de Clássicos
Carros antigos dão mais cor a uma rua de Colónia del Sacramento.
A fundação de Colónia do Sacramento pelos portugueses gerou conflitos recorrentes com os rivais hispânicos. Até 1828, esta praça fortificada, hoje sedativa, mudou de lado vezes sem conta.

À medida que a tarde se aproxima do fim, torna-se mais óbvia a razão porque a vastidão de água que contemplamos foi há muito baptizada de Rio da Prata.

Sentados sobre uma das muralhas baixas da grande fortificação apreciamos o fenómeno tomar conta do estuário e da alma dos uruguaios que povoam as suas margens.

O céu há dias que se mantém limpo. Exibe o mesmo azul que inspirou a bandeira uruguaia e a da vizinha nação argentina, a uns poucos quilómetros do outro lado da bacia.

Grupos de amigos ocupam saliências rochosas e convivem de canas de pesca em riste. Outros, aventuraram-se na imensidão da água salobra.

Vemos um pequeno barco com três pescadores a bordo. Ancoram a embarcação sobre o feixe amplo de luz solar. Nesse preciso momento, as suas figuras barram o reflexo da superfície e produzem uma curiosa silhueta móvel.

Colonia del Sacramento, Uruguai

Pescadores geram uma silhueta com o sol a Oeste do Rio da Prata.

Colónia do Sacramento e os seus vinte e cinco mil habitantes permanecem sedados pela vida retirada e hedonista da cidade, atrevemo-nos a pensar que numa espécie de compensação pelo passado bélico da povoação.

A Fundação Num Território Demasiado Disputado

A Nova Colónia do Santíssimo Sacramento – o seu nome original – foi a primeira colónia europeia no actual território uruguaio. Chegava o século XVII ao fim. Os comerciantes do Rio de Janeiro mostravam-se mais ansiosos que nunca em concretizar negócios com as colónias rivais da província de Rio del Plata, sobretudo Buenos Aires.

Determinado em apoiar os seus intentos, o Mestre de Campo Manuel de Lobo organizou uma expedição e navegou até ao Rio da Prata. Em Janeiro de 1680, deu início à presença portuguesa nesta região que a Coroa Lusa considerava situar-se a leste da linha formada pelo Tratado de Tordesilhas, tratado há muito envolto numa irresolúvel controvérsia.

Inteirados da presença dos rivais, os espanhóis mobilizaram tropas do Peru, da Argentina actual, do Paraguai. As Missões Jesuítas do rio Uruguai, por si só, enviaram cerca de três mil indígenas, a pé e a cavalo.

No campo oposto, Manuel Lobo também pediu tropas de reforço. As embarcações que as transportavam naufragaram à entrada do Rio da Prata. O desequilíbrio de forças tornou-se óbvio.

Sete meses depois do seu estabelecimento, Colónia do Sacramento foi capturada. Os espanhóis mudaram-lhe o nome para Fuerte del Rosario. Manuel Lobo foi feito prisioneiro em Buenos Aires onde morreria três anos depois. Começou, então, uma longa alternância de posse que conferiu à praça a sua arquitectura militar peculiar.

Colonia del Sacramento, Uruguai

Visitantes percorrem a ponte que conduz à entrada principal da cidade muralhada.

Uma Fortaleza que Agora Envolve Toda uma Cidade

Assim que passamos o fosso, sobre uma enorme ponte de madeira, Colónia do Sacramento prova-se um lugar feito, na origem, com poucas ou nenhumas preocupações de conforto.

Rua atrás de rua, beco atrás de beco retemos a sensação da iminência de um pé torcido, tão irregulares são as pedras que formam o seu calçadão negro, entre paredes reforçadas e bastiões imponentes.

Os séculos passaram. Apesar de alternantes, as presenças de líderes políticos, militares e religiosos das nações em contenda tornaram-se mais longas e justificaram edificações com outros cuidados.

Em tempos recentes, o Uruguai deu bom uso a esta herança. Arrecadou para a fortificação o estatuto de Património Mundial da UNESCO.

Colonia del Sacramento, Uruguai

Uma rua típica, assente numa calçada irregular feita de grandes pedras e dotada de candeeiros amarelos.

Quando percorremos o traçado geométrico, cercados de sicómoros, constatamos que muitos dos edifícios foram convertidos em museus, restaurantes, bares e lojas. Têm em comum decorações coloridas e elegantes. De noite, são iluminados por candeeiros de estilo parisiense como os que ainda equipam zonas históricas de Lisboa.

A identidade urbanística de Colónia do Sacramento mantinha-se.

E a corte da capital não tardou a reclamar a titularidade da sua mais recente colónia. Um ano depois da conquista hispânica, Colónia do Sacramento acolheu a assinatura do tratado provisional que estabeleceu a sua devolução a Portugal.

A Mestria Comercial dos Moradores, Com Eventuais Fundamentos Históricos

Também oficializou a condenação do ataque espanhol e a sanção do governador e capitão general da província do Rio da Prata, José de Garro. Em 1701, Portugal e Espanha assinaram, ainda em Lisboa, o tratado que estabelecia a primeira de várias cessões definitivas mas efémeras a Portugal.

Deixamos os almacenes, bodegas e pulperias maravilhados com a sua beleza e originalidade. Conjecturamos que a apetência dos colonienses para os negócios poderia ter raízes no espírito empreendedor dos seus antecessores. A história parece sustentar a teoria.

Colonia del Sacramento, Uruguai

Uma loja tradicional de Colónia expõe à sua porta pequenos produtos de tanoaria

O acordo luso-hispânico proibiu o comércio da praça com as colónias espanholas circundantes. Mas, a meio do século XVIII, Colónia do Sacramento havia-se já convertido num entreposto de contrabando português e britânico apostado em lucrar com o fornecimento das povoações hispânicas.

O prejuízo para a Coroa espanhola revelou-se de tal monta que Felipe V encarregou o governador de Buenos Aires de construir uma fortificação em Montevideo, com o objectivo supremo de controlar o comércio ilegal.

A Colónia do Sacramento que Forçou a Construção de Montevideo

Essa fortificação veio originar a capital do Uruguai. E Montevideo é o ponto de partida da maior parte dos visitantes nacionais de Colónia, por norma em evasões de descanso e lazer.

Colonia del Sacramento, Uruguai

Carros antigos dão mais cor a uma rua de Colónia del Sacramento.

Saímos de uma rua embelezada por dois calhambeques garridos. Algumas dezenas de metros para diante, passamos por um casal de namorados. Estão instalados de forma quase acrobática sobre um muro estreito.

E partilham uma bombilla de chá mate, precavidos com o inevitável suplemento de água quente num termo complementar.

Metemos conversa. Não tardamos a confirmar o seu notório bem-estar: “pois sabem como é” dizem-nos com forte conversão dos ipsilons e duplos “eles” em “jotas”, convencional do sotaque castelhano da zona: “um uruguaio sem mate não é um verdadeiro uruguaio. Aqui, em Colónia, levam isso bem a sério. Lugar incrível este, não é? Nós adoramos cá vir. São portugueses? Ah, muito bem, muito obrigado por se terem lembrado de cá vir fundar isto!”

Mate, Colonia del Sacramento, Uruguai

Namorados partilham o sol de Colónia e chá mate, um hábito incontornável dos uruguaios.

O diálogo prolonga-se. Como é de esperar, também chega ao tema do vai e vem permanente da fortaleza entre Portugal e Espanha. Uma oscilação que se prolongou século XIX adentro.

O Tratado e Destratado de Paris e a Génese da Nação Uruguaia

Em 1750, o Tratado de Madrid estipulou que a colónia deveria voltar ao jugo hispânico, contra a cedência dos “Siete Pueblos de las Misiones”, no actual estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Com a entrada da Espanha na Guerra dos Sete Anos, as conversações foram interrompidas.

Espanha ocupou Colónia do Sacramento. A guerra terminou com a assinatura do Tratado de Paris que veio estabelecer nova devolução a Portugal.

Em 1777, Carlos III decidiu reverter o Tratado de Paris. Enviou nova expedição ao Rio da Prata e reconquistou Colónia.

Colonia del Sacramento, Uruguai

Velho lampião tinge de amarelo uma esquina nas imediações do farol de Colónia del Sacramento

Volvidos trinta anos, foram os britânicos a arrebatar a praça aos espanhóis. Como se não bastasse, ajudaram a fomentar as primeiras noções independentistas que inspiraram o movimento de libertação da Província Oriental.

Em 1818, na sequência da invasão luso-brasileira, 40 anos após a ter perdido pela última vez, Portugal reocupou Colónia do Sacramento.

Para pôr finalmente cobro à interminável sequela, em 1828, a fortaleza passou a fazer parte do Estado Oriental do Uruguai, o estado embrionário do Uruguai actual.

Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes da Venezuela em Fiesta

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.
Ilha de Moçambique, Moçambique  

A Ilha de Ali Musa Bin Bique. Perdão, de Moçambique

Com a chegada de Vasco da Gama ao extremo sudeste de África, os portugueses tomaram uma ilha antes governada por um emir árabe a quem acabaram por adulterar o nome. O emir perdeu o território e o cargo. Moçambique - o nome moldado - perdura na ilha resplandecente em que tudo começou e também baptizou a nação que a colonização lusa acabou por formar.
Ilha Ibo, Moçambique

Ilha de um Moçambique Ido

Foi fortificada, em 1791, pelos portugueses que expulsaram os árabes das Quirimbas e se apoderaram das suas rotas comerciais. Tornou-se o 2º entreposto português da costa oriental de África e, mais tarde, a capital da província de Cabo Delgado, Moçambique. Com o fim do tráfico de escravos na viragem para o século XX e a passagem da capital para Porto Amélia, a ilha Ibo viu-se no fascinante remanso em que se encontra.
Goa, Índia

O Último Estertor da Portugalidade Goesa

A proeminente cidade de Goa já justificava o título de “Roma do Oriente” quando, a meio do século XVI, epidemias de malária e de cólera a votaram ao abandono. A Nova Goa (Pangim) por que foi trocada chegou a sede administrativa da Índia Portuguesa mas viu-se anexada pela União Indiana do pós-independência. Em ambas, o tempo e a negligência são maleitas que agora fazem definhar o legado colonial luso.
Pirenópolis, Brasil

Uma Pólis nos Pirenéus Sul-Americanos

Minas de Nossa Senhora do Rosário da Meia Ponte foi erguida por bandeirantes portugueses, no auge do Ciclo do Ouro. Por saudosismo, emigrantes provavelmente catalães chamaram à serra em redor de Pireneus. Em 1890, já numa era de independência e de incontáveis helenizações das suas urbes, os brasileiros baptizaram esta cidade colonial de Pirenópolis.
Chandor, Goa, Índia

Uma Casa Goesa-Portuguesa, Com Certeza

Um palacete com influência arquitectónica lusa, a Casa Menezes Bragança, destaca-se do casario de Chandor, em Goa. Forma um legado de uma das famílias mais poderosas da antiga província. Tanto da sua ascensão em aliança estratégica com a administração portuguesa como do posterior nacionalismo goês.
Cartagena de Índias, Colômbia

A Cidade Apetecida

Muitos tesouros passaram por Cartagena antes da entrega à Coroa espanhola - mais que os piratas que os tentaram saquear. Hoje, as muralhas protegem uma cidade majestosa sempre pronta a "rumbear".
Goiás Velho, Brasil

Um Legado da Febre do Ouro

Dois séculos após o apogeu da prospecção, perdida no tempo e na vastidão do Planalto Central, Goiás estima a sua admirável arquitectura colonial, a riqueza supreendente que ali continua por descobrir.
Lençois da Bahia, Brasil

Lençois da Bahia: nem os Diamantes São Eternos

No século XIX, Lençóis tornou-se na maior fornecedora mundial de diamantes. Mas o comércio das gemas não durou o que se esperava. Hoje, a arquitectura colonial que herdou é o seu bem mais precioso.
San Ignácio Mini, Argentina

As Missões Jesuíticas Impossíveis de San Ignácio Mini

No séc. XVIII, os jesuítas expandiam um domínio religioso no coração da América do Sul em que convertiam os indígenas guarani. Mas as Coroas Ibéricas arruinaram a utopia tropical da Companhia de Jesus
Rebanho em Manang, Circuito Annapurna, Nepal
Parques nacionais
Circuito Annapurna: 8º Manang, Nepal

Manang: a Derradeira Aclimatização em Civilização

Seis dias após a partida de Besisahar chegamos por fim a Manang (3519m). Situada no sopé das montanhas Annapurna III e Gangapurna, Manang é a civilização que mima e prepara os caminhantes para a travessia sempre temida do desfiladeiro de Thorong La (5416 m).
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Arquitectura & Design
Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 – Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.
O pequeno farol de Kallur, destacado no relevo caprichoso do norte da ilha de Kalsoy.
Aventura
Kalsoy, Ilhas Faroé

Um Farol no Fim do Mundo Faroês

Kalsoy é uma das ilhas mais isoladas do arquipélago das faroés. Também tratada por “a flauta” devido à forma longilínea e aos muitos túneis que a servem, habitam-na meros 75 habitantes. Muitos menos que os forasteiros que a visitam todos os anos atraídos pelo deslumbre boreal do seu farol de Kallur.
Parada e Pompa
Cerimónias e Festividades
São Petersburgo, Rússia

A Rússia Vai Contra a Maré. Siga a Marinha

A Rússia dedica o último Domingo de Julho às suas forças navais. Nesse dia, uma multidão visita grandes embarcações ancoradas no rio Neva enquanto marinheiros afogados em álcool se apoderam da cidade.
Manobras a cores
Cidades

Seul, Coreia do Sul

Um Vislumbre da Coreia Medieval

O Palácio de Gyeongbokgung resiste protegido por guardiães em trajes sedosos. Em conjunto, formam um símbolo da identidade sul-coreana. Sem o esperarmos, acabamos por nos ver na era imperial destas paragens asiáticas. 

jovem vendedora, nacao, pao, uzbequistao
Comida
Vale de Fergana, Usbequistão

Uzbequistão, a Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Uzbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.
Cabine Saphire, Purikura, Tóquio, Japão
Cultura
Tóquio, Japão

Fotografia Tipo-Passe à Japonesa

No fim da década de 80, duas multinacionais nipónicas já viam as fotocabines convencionais como peças de museu. Transformaram-nas em máquinas revolucionárias e o Japão rendeu-se ao fenómeno Purikura.
Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Desporto
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Casal Gótico
Em Viagem

Matarraña a Alcanar, Espanha

Uma Espanha Medieval

De viagem por terras de Aragão e Valência, damos com torres e ameias destacadas de casarios que preenchem as encostas. Km após km, estas visões vão-se provando tão anacrónicas como fascinantes.

Pequena súbdita
Étnico

Hampi, India

À Descoberta do Antigo Reino de Bisnaga

Em 1565, o império hindu de Vijayanagar sucumbiu a ataques inimigos. 45 anos antes, já tinha sido vítima da aportuguesação do seu nome por dois aventureiros portugueses que o revelaram ao Ocidente.

arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Casario de Balestrand, Noruega
História
Balestrand, Noruega

Balestrand: uma Vida Entre Fiordes

São comuns as povoações nas encostas dos desfiladeiros da Noruega. Balestrand está à entrada de três. Os seus cenários destacam-se de tal forma dos demais que atraíram pintores famosos e continuam a seduzir viajantes intrigados.
Vista do topo do Monte Vaea e do tumulo, vila vailima, Robert Louis Stevenson, Upolu, Samoa
Ilhas
Upolu, Samoa

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado. Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração.
Barcos sobre o gelo, ilha de Hailuoto, Finlândia
Inverno Branco
Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, a ilha de Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.
Na pista de Crime e Castigo, Sao Petersburgo, Russia, Vladimirskaya
Literatura
São Petersburgo, Rússia

Na Pista de “Crime e Castigo”

Em São Petersburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.
Maksim, povo Sami, Inari, Finlandia-2
Natureza
Inari, Finlândia

Os Guardiães da Europa Boreal

Há muito discriminado pelos colonos escandinavos, finlandeses e russos, o povo Sami recupera a sua autonomia e orgulha-se da sua nacionalidade.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Abastecimento
Parques Naturais

PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.

Ilha do Principe, São Tomé e Principe
Património Mundial UNESCO
Príncipe, São Tomé e Príncipe

Viagem ao Retiro Nobre da Ilha do Príncipe

A 150 km de solidão para norte da matriarca São Tomé, a ilha do Príncipe eleva-se do Atlântico profundo num cenário abrupto e vulcânico de montanha coberta de selva. Há muito encerrada na sua natureza tropical arrebatadora e num passado luso-colonial contido mas comovente, esta pequena ilha africana ainda abriga mais estórias para contar que visitantes para as escutar.
ora de cima escadote, feiticeiro da nova zelandia, Christchurch, Nova Zelandia
Personagens
Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado da Nova Zelândia

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell, o feiticeiro da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. O último obrigou-o a mudar-se para casa da mãe.
Pescador manobra barco junto à Praia de Bonete, Ilhabela, Brasil
Praias
Ilhabela, Brasil

Em Ilhabela, a Caminho de Bonete

Uma comunidade de caiçaras descendentes de piratas fundou uma povoação num recanto da Ilhabela. Apesar do acesso difícil, Bonete foi descoberta e considerada uma das dez melhores praias do Brasil.
igreja, nossa senhora, virgem, guadalupe, mexico
Religião
San Cristobal de las Casas a Campeche, México

Uma Estafeta de Fé

Equivalente católica da Nª Sra. de Fátima, a Nossa Senhora de Guadalupe move e comove o México. Os seus fiéis cruzam-se nas estradas do país, determinados em levar a prova da sua fé à patrona das Américas.
Executivos dormem assento metro, sono, dormir, metro, comboio, Toquio, Japao
Sobre carris
Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para o seu inemuri, dormitar em público.
Graffiti deusa creepy, Haight Ashbury, Sao Francisco, EUA, Estados Unidos America
Sociedade
The Haight, São Francisco, E.U.A.

Órfãos do Verão do Amor

O inconformismo e a criatividade ainda estão presentes no antigo bairro Flower Power. Mas, quase 50 anos depois, a geração hippie deu lugar a uma juventude sem-abrigo, descontrolada e até agressiva.
Retorno na mesma moeda
Vida Quotidiana
Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
tunel de gelo, rota ouro negro, Valdez, Alasca, EUA
Vida Selvagem
Valdez, Alasca

Na Rota do Ouro Negro

Em 1989, o petroleiro Exxon Valdez provocou um enorme desastre ambientai. A embarcação deixou de sulcar os mares mas a cidade vitimada que lhe deu o nome continua no rumo do crude do oceano Árctico.
Napali Coast e Waimea Canyon, Kauai, Rugas do Havai
Voos Panorâmicos
NaPali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto exploramos a sua Napalo Coast por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.