Saint-Pierre, Martinica

A Cidade que Renasceu das Cinzas


Saint Pierre em fogo
Panorâmica de Saint-Pierre ao lusco-fusco.
De saída
Crentes deixam a Catedral de Saint Pierre.
Saudação Religiosa
Condutora de um autocarro que trouxe dezenas de fiéis a um encontro mariano em Saint Pierre.
Missa II
Fiéis durante uma missa mariana na catedral da cidade.
Notre Dame de Bon Port
Estátua da Notre Dame de Bon Port abençoa Saint Pierre e os seus pescadores e navegadores.
Sob observação
Visitantes da montanha Pelée observam a encosta do vulcão.
Missa
Crente reunidas em branco durante uma missa na catedral de Saint Pierre.
Casario Saint Pierre
Casario de Saint Pierre, com a catedral homónima enferrujada em destaque.
De saída II
Crentes deixam a igreja no fim de uma homília, parte do encontro mariano a ter lugar na catedral de Saint Pierre.
Em caso de chuva, em caso de sol
Betty Moustin, uma crente mariana desce de um miradouro sobre Saint Pierre, abençoado com a estátua da virgem.
As Horas que São
Velho relógio da biblioteca de Saint Pierre.
Repasto sem cerimónias
Duas fiéis almoçam numa pausa de um encontro mariano em Saint-Pierre.
Notre Dame de Bon Port II
Estátua da Virgem Maria, reconstruída depois de ter sido destruída pela erupção do vulcão Pelée.
O vulcão Pelée
A montanha vulcão Pelée que, em 1900, arrasou Saint-Pierre.
Em 1900, a capital económica das Antilhas era invejada pela sua sofisticação parisiense, até que o vulcão Pelée a carbonizou e soterrou. Passado mais de um século, Saint-Pierre ainda se regenera.

Um percurso fotogénico, repleto de curvas, contracurvas e paragens espontâneas para contemplação dos cenários tropicais luxuriantes tinha-nos retido demasiadas vezes e atrasado sem remédio.

O dia já se esgotava quando chegamos finalmente ao início do trilho que conduzia à cratera do vulcão, então escondida por detrás de um manto de nuvens brancas e baixas.

Uns poucos caminhantes regressavam extenuados daquelas alturas veladas e entregavam-se a repastos salvadores no bar instalado junto ao parque de estacionamento. Outros, em óbvio improviso, tentavam perceber se ainda estavam a tempo de subir.

visitantes monte pelee, saint pierre, martinica, antilhas francesas

Visitantes da montanha Pelée observam a encosta do vulcão.

Seguimos um casal que recorre a binóculos para desvendar de que eram feitas aquelas alturas. Como eles, decidimos adiar a expedição. Conhecíamos a fama aterrorizador das víboras da Martinica. Ainda assim, ficamos a explorar a encosta húmida em que a erva alta e restante mato tinham subsumido qualquer sinal de lava.

Pouco depois, regressamos à estrada serpentina, contornamos o sopé amplo da montanha e apontamos a Fort-de-France.

A manhã trás o sol escaldante de volta sobre a capital mas também o desejado fim-de-semana. Uma banda de rua ocupa um recanto sombrio junto a um centro comercial incaracterístico e anima a praça com as suas vozes em coro, uma bateria sincronizada de jambés e outros instrumentos de percussão.

Conjunto San Chénn, Fort de France-Martinica, Antihas Francesas

Banda San Chénn toca numa rua de Fort-de-France.

Descobrimos que são os San Chènn. Nunca os interpelamos mas, pelo nome, depreendemos que têm como móbil a celebração da cultura nativa da ilha e, mais que isso, da libertação dos escravos da longa sujeição aos colonos franceses que, duas semanas depois, ali teria a sua efeméride.

Ludger Cylbaris, nascera, em 1875, quase três décadas depois de o governador Victor Schoelcher ter assinado a abolição da escravatura no território. Gozava, portanto, de uma autonomia existencial até há alguns anos impensável.

Mas num de tantos dias de álcool excessivo em Saint-Pierre, envolveu-se num conflito com um conterrâneo que feriu com uma faca. Foi condenado a um mês de prisão. Próximo do termo da pena, escapou-se.

De novo capturado, viu a pena aumentada em oito dias. Ironia das ironias, este agravamento do castigo, haveria de o salvar de um fim trágico e de o promover ao estatuto de herói excêntrico e atarantado da comunidade afro predominante na província francesa ultramarina.

Explicava-se, assim, porque os San Chènn repetiam o seu nome vezes sem conta, como parte do refrão de uma canção que o retrata e imortaliza. Continuava, no entanto, a faltar-nos a descoberta da povoação em que vivera e o episódio mais escaldante da sua existência de cobaia do destino.

Avançamos para norte, quase sempre com a costa oeste do Mar das Caraíbas à vista e por um litoral encurtado por encostas abruptas. Saint-Pierre não tardaria.

O bafo tropical aperta mais que nunca quando chegamos à entrada da cidade. Ignoramos a brisa litoral e metemo-nos por uma ladeira que uma placa perdida na vegetação confirmava conduzir-nos a um semi-promontório.

Peregrinas, Saint pierre-martinica, Antilhas francesas

Crente cristã percorre parte da rampa que conduz ao mirador Notre Dame de Bon Port.

Só chegamos a meio-caminho quando temos que interromper a marcha esforçada do carro. Um pelotão de senhoras faladoras em trajes alvos de eucaristia desce e bloqueia a estrada.

Betty Moustin, pergunta-nos se vamos ao miradouro: “Nós vimos agora de lá. É um lugar especial”, assegura-nos, sorridente, como se inspirada por uma visão.

Estávamos em Maio. Percebemos que faziam parte de uma peregrinação Mariana à cidade e que regressavam de rezar naquele cimo. Completamos a ascensão. Um derradeiro trilho ervado e descendente conduz-nos à plataforma.

Dali, a montanha Pelée mais distante e a baía preenchida pelo Mar das Caraíbas delimitavam um cenário inolvidável.

Casario, Saint pierre, Martinica, antilhas francesas

Casario de Saint Pierre, com a catedral homónima enferrujada em destaque.

Pelo meio, afirmava-se, rejuvenescido, o casario avermelhado e branco de Saint-Pierre, entre o areal cinzento que a povoação tomou de assalto e a arriba frondosa oposta.

O fascínio provou-se instantâneo mas prolongado. Concordamos que uma pintura como aquelas tinha que ser apreciada sob luz condigna. Prometemos regressar em boa hora e descemos de volta ao âmago da cidade.

Crentes Catedral, Saint pierre, Martinica, Antilhas fFrancesas

Crentes deixam a Catedral de Saint Pierre.

Centenas de devotos circulam em redor da catedral e entre o templo e uma casa comunal que lhes serve refeições e um convívio religioso. Pouco depois, tem início uma missa.

A igreja enche-se de fiéis de todas as partes da Martinica que combatem o calor com lenços, leques e outros abanicos de recurso.

fieis na missa, saint pierre, martinica, antilhas francesas

Fiéis durante uma missa mariana na catedral da cidade.

Apesar do vestido verde-garrido afro e do turbante amarelo-torrado que a coroa e destaca da multidão,

Fedia, também tem a sua função no evento: “porque é que estou tão colorida? Pois… pode não parecer mas sou motorista e gosto de alegrar os meus passageiros. Trouxe um autocarro cheio de crentes de Sainte Marie até cá. Agora estou à espera para os levar de volta”.

condutora autocarro, saint pierre-martinica, antilhas francesas

Condutora de um autocarro que trouxe dezenas de fiéis a um encontro mariano em Saint Pierre.

Só recuando mais de 100 anos poderíamos encontrar uma Saint-Pierre tão exuberante e ocupada. Quando visitamos as ruínas da cela que reteve Cylbaris, confrontamo-nos com a calamidade sofrida pela antiga capital da Martinica e com a sorte reservada para o prisioneiro.

No virar do século XX, a montanha Pelée era considerada um vulcão adormecido mesmo se, desde 1889 e, em especial em Abril de 1902, se verificava alguma actividade de fumarolas sulfídricas na cratera.

A partir do fim do mês, a montanha impôs vários caprichos geológicos. Projectou pequenas amostras de cinzas, depois rochas, produziu tremores de terra, fez o mar recuar 100 metros, para logo retornar à linha de água normal, entre várias outras manifestações.

Finalmente, na manhã de 8 de Maio, dia da Ascensão, os habitantes observaram incandescências no cume do vulcão.

monte pelée, saint pierre, martinica, antilhas francesas

A montanha vulcão Pelée que, em 1900, arrasou Saint-Pierre.

O operador de telégrafo transmitiu, no entanto, a Fort-de-France um relatório sem qualquer desenvolvimento que terminou com “Allez”, com o que, às 7h52, passou a palavra ao interlocutor. No momento seguinte, a linha foi cortada.

Os tripulantes de um barco de reparação do telégrafo testemunharam o que se passou. Uma nuvem ardente negra densa espalhou-se na horizontal, a partir do sopé do vulcão.

Uma segunda, monstruosa, em forma de cogumelo e composta de poeiras, vapores, cinzas e gases vulcânicos foi visível a 100km de distância. Mais tarde, calculou-se que a velocidade inicial de ambas teria sido de quase 670 km/hora. A temperatura, no interior, ascendeu aos 1000º.

Saint-Pierre sucumbiu àquele inferno regurgitado das profundezas da Terra. Das pessoas que estavam na cidade, 28.000, a quase totalidade dos habitantes, pereceu.

Mas, como narra o tema popular entoado pelos San Chènn, Ludger Cylbaris não foi uma delas.

Protegido pelos muros amplos da cela sem janelas que o retinha, o prisioneiro foi socorrido passados três dias, por um homem de Morne-Rouge que ouviu os seus gritos. Sofrera queimaduras dolorosas no corpo mas resistia.

O evento depressa correu o mundo. Assim se propagou também a fama do felizardo Cylbaris que, pouco depois, seria recrutado pelo circo norte-americano Barnum, para se exibir e às suas queimaduras, em digressão internacional, como o único sobrevivente milagroso da catástrofe.

Veleiro ancorado, Saint pierre-martinica, Antilhas Francesas

Veleiros ancorados ao largo de Saint Pierre.

À época, Saint-Pierre era a capital económica da Martinica e das Antilhas.

O comércio do açúcar atraía barcos de todo o mundo à sua enseada e os proveitos daí decorrentes financiaram uma das primeiras redes de iluminação urbana eléctrica das Américas, um trólei puxado por cavalos, um teatro com 800 lugares, um jardim botânico e um porto hiperactivo.

Nuns poucos minutos, a montanha elegante que há muito convivia com a cidade reduziu-a a escombros e a carvão.

Tal como planeado, quando a tarde começa a encerrar-se voltamos a subir ao miradouro e a submeter-nos à supervisão altiva da estátua da Notre Dame du Bon Port, também ela derrubada e afastada do seu lugar original pela erupção e mais tarde colocada naquele pedestal elevado como que para preservar a cidade de nova hecatombe.

estatua notre dame bon port, saint pierre, martinica, antilhas francesas

Estátua da Notre Dame de Bon Port abençoa Saint Pierre e os seus pescadores e navegadores.

Alguns anos depois da destruição, os habitantes que estavam ausentes e outros forasteiros uniram esforços para recuperar os primeiros edifícios. Com o passar do tempo, a estrutura urbana foi efectivamente restaurada até ao aspecto embelezado que dali contemplamos.

Vemos o sol pôr-se, apressado, sobre o mar. O lusco-fusco instala-se e a iluminação urbana ganha vigor, reforçada pelos rastos de luz deixados pelos veículos que se cruzam na grelha geométrica.

panoramica st pierre, saint pierre, martinica, antilhas francesas

Panorâmica de Saint-Pierre ao lusco-fusco.

Moradores e visitantes celebram o fim de mais um dia caribenho acolhedor nas esplanadas da rua marginal e a bordo de alguns veleiros ao largo. Aos poucos, Saint-Pierre é tomada pelo ocre de um fogo ténue que se reflecte na baía contígua e contrasta com o negrume soberbo da montanha Pelée.

A imagem remete para a tragédia que quase a apagou do século XX mas, mesmo sem o fulgor de outros tempos, a Paris das Caraíbas dá sinais de vida.

Chã das Caldeiras, Ilha do Fogo Cabo Verde

Um Clã "Francês" à Mercê do Fogo

Em 1870, um conde nascido em Grenoble a caminho de um exílio brasileiro, fez escala em Cabo Verde onde as beldades nativas o prenderam à ilha do Fogo. Dois dos seus filhos instalaram-se em plena cratera do vulcão e lá continuaram a criar descendência. Nem a destruição causada pelas recentes erupções demove os prolíficos Montrond do “condado” que fundaram na Chã das Caldeiras.    
PN Bromo Tengger Semeru, Indonésia

O Mar Vulcânico de Java

A gigantesca caldeira de Tengger eleva-se a 2000m no âmago de uma vastidão arenosa do leste de Java. Dela se projectam o monte supremo desta ilha indonésia, o Semeru, e vários outros vulcões. Da fertilidade e clemência deste cenário tão sublime quanto dantesco prospera uma das poucas comunidades hindus que resistiram ao predomínio muçulmano em redor.
Martinica, Antilhas Francesas

Caraíbas de Baguete debaixo do Braço

Circulamos pela Martinica tão livremente como o Euro e as bandeiras tricolores esvoaçam supremas. Mas este pedaço de França é vulcânico e luxuriante. Surge no coração insular das Américas e tem um delicioso sabor a África.
Cilaos, Reunião

Refúgio sob o tecto do Índico

Cilaos surge numa das velhas caldeiras verdejantes da ilha de Reunião. Foi inicialmente habitada por escravos foragidos que acreditavam ficar a salvo naquele fim do mundo. Uma vez tornada acessível, nem a localização remota da cratera impediu o abrigo de uma vila hoje peculiar e adulada.
Vulcões

Montanhas de Fogo

Rupturas mais ou menos proeminentes da crosta terrestre, os vulcões podem revelar-se tão exuberantes quanto caprichosos. Algumas das suas erupções são gentis, outras provam-se aniquiladoras.
La Palma, CanáriasEspanha

O Mais Mediático dos Cataclismos por Acontecer

A BBC divulgou que o colapso de uma vertente vulcânica da ilha de La Palma podia gerar um mega-tsunami. Sempre que a actividade vulcânica da zona aumenta, os media aproveitam para apavorar o Mundo.
Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.
Big Island, Havai

Grande Ilha do Havai: À Procura de Rios de Lava

São cinco os vulcões que fazem da ilha grande Havai aumentar de dia para dia. O Kilauea, o mais activo à face da Terra, liberta lava em permanência. Apesar disso, vivemos uma espécie de epopeia para a vislumbrar.
Guadalupe, Antilhas Francesas

Guadalupe: Um Caribe Delicioso, em Contra-Efeito Borboleta

Guadalupe tem a forma de uma mariposa. Basta uma volta por esta Antilha para perceber porque a população se rege pelo mote Pas Ni Problem e levanta o mínimo de ondas, apesar das muitas contrariedades.
Fort-de-France, Martinica

Liberdade, Bipolaridade e Tropicalidade

Na capital da Martinica confirma-se uma fascinante extensão caribenha do território francês. Ali, as relações entre os colonos e os nativos descendentes de escravos ainda suscitam pequenas revoluções.
hipopotamos, parque nacional chobe, botswana
Safari
PN Chobe, Botswana

Chobe: um rio na Fronteira da Vida com a Morte

O Chobe marca a divisão entre o Botswana e três dos países vizinhos, a Zâmbia, o Zimbabwé e a Namíbia. Mas o seu leito caprichoso tem uma função bem mais crucial que esta delimitação política.
Circuito Annapurna, Manang a Yak-kharka
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna 10º: Manang a Yak Kharka, Nepal

A Caminho das Terras (Mais) Altas dos Annapurnas

Após uma pausa de aclimatização na civilização quase urbana de Manang (3519 m), voltamos a progredir na ascensão para o zénite de Thorong La (5416 m). Nesse dia, atingimos o lugarejo de Yak Kharka, aos 4018 m, um bom ponto de partida para os acampamentos na base do grande desfiladeiro.
Music Theatre and Exhibition Hall, Tbilissi, Georgia
Arquitectura & Design
Tbilisi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.
Barcos sobre o gelo, ilha de Hailuoto, Finlândia
Aventura
Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, a ilha de Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.
cowboys oceania, Rodeo, El Caballo, Perth, Australia
Cerimónias e Festividades
Perth, Austrália

Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.
Casario de Ushuaia, ultima das cidades, Terra do Fogo, Argentina
Cidades
Ushuaia, Argentina

A Última das Cidades Austrais

A capital da Terra do Fogo marca o limiar austral da civilização. De Ushuaia partem inúmeras incursões ao continente gelado. Nenhuma destas aventuras de toca e foge se compara à da vida na cidade final.
Moradora obesa de Tupola Tapaau, uma pequena ilha de Samoa Ocidental.
Comida
Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
Maiko durante espectaculo cultural em Nara, Geisha, Nara, Japao
Cultura
Quioto, Japão

Sobrevivência: A Última Arte Gueixa

Já foram quase 100 mil mas os tempos mudaram e as gueixas estão em vias de extinção. Hoje, as poucas que restam vêem-se forçadas a ceder a modernidade menos subtil e elegante do Japão.
Natação, Austrália Ocidental, Estilo Aussie, Sol nascente nos olhos
Desporto
Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos. A nadar.
Em Viagem
Viagens de Barco

Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque e deixe-se levar em viagens de barco imperdíveis como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Étnico
Nelson a Wharariki, PN Abel Tasman, Nova Zelândia

O Litoral Maori em que os Europeus Deram à Costa

Abel Janszoon Tasman explorava mais da recém-mapeada e mítica "Terra Australis" quando um equívoco azedou o contacto com nativos de uma ilha desconhecida. O episódio inaugurou a história colonial da Nova Zelândia. Hoje, tanto a costa divinal em que o episódio se sucedeu como os mares em redor evocam o navegador holandês.
Ocaso, Avenida dos Baobás, Madagascar
Portfólio Fotográfico Got2Globe

Dias Como Tantos Outros

A pequena-grande Senglea II
História
Senglea, Malta

A Cidade Maltesa com Mais Malta

No virar do século XX, Senglea acolhia 8.000 habitantes em 0.2 km2, um recorde europeu, hoje, tem “apenas” 3.000 cristãos bairristas. É a mais diminuta, sobrelotada e genuína das urbes maltesas.
Vai-e-vem fluvial
Ilhas
Iriomote, Japão

Iriomote, uma Pequena Amazónia do Japão Tropical

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.
Auroras Boreais, Laponia, Rovaniemi, Finlandia, Raposa de Fogo
Inverno Branco
Lapónia, Finlândia

Em Busca da Raposa de Fogo

São exclusivas dos píncaros da Terra as auroras boreais ou austrais, fenómenos de luz gerados por explosões solares. Os nativos Sami da Lapónia acreditavam tratar-se de uma raposa ardente que espalhava brilhos no céu. Sejam o que forem, nem os quase 30º abaixo de zero que se faziam sentir no extremo norte da Finlândia nos demoveram de as admirar.
Recompensa Kukenam
Literatura
Monte Roraima, Venezuela

Viagem No Tempo ao Mundo Perdido do Monte Roraima

Perduram no cimo do Mte. Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.
ilha de Praslin, cocos do mar, Seychelles, Enseada do Éden
Natureza
Praslin, Seichelles

O Éden dos Enigmáticos Cocos-do-Mar

Durante séculos, os marinheiros árabes e europeus acreditaram que a maior semente do mundo, que encontravam nos litorais do Índico com forma de quadris voluptuosos de mulher, provinha de uma árvore mítica no fundo dos oceanos.  A ilha sensual que sempre os gerou deixou-nos extasiados.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Vista Miradouro, Alexander Selkirk, na Pele Robinson Crusoe, Chile
Parques Naturais
Ilha Robinson Crusoe, Chile

Alexander Selkirk: na Pele do Verdadeiro Robinson Crusoe

A principal ilha do arquipélago Juan Fernández foi abrigo de piratas e tesouros. A sua história fez-se de aventuras como a de Alexander Selkirk, o marinheiro abandonado que inspirou o romance de Dafoe
Catedral São Paulo, Vigan, Asia Hispanica, Filipinas
Património Mundial UNESCO
Vigan, Filipinas

Vigan, a Mais Hispânica das Ásias

Os colonos espanhóis partiram mas as suas mansões estão intactas e as kalesas circulam. Quando Oliver Stone buscava cenários mexicanos para "Nascido a 4 de Julho" encontrou-os nesta ciudad fernandina
Vista do topo do Monte Vaea e do tumulo, vila vailima, Robert Louis Stevenson, Upolu, Samoa
Personagens
Upolu, Samoa

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado. Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração.
El Nido, Palawan a Ultima Fronteira Filipina
Praias
El Nido, Filipinas

El Nido, Palawan: A Última Fronteira Filipina

Um dos cenários marítimos mais fascinantes do Mundo, a vastidão de ilhéus escarpados de Bacuit esconde recifes de coral garridos, pequenas praias e lagoas idílicas. Para a descobrir, basta uma bangka.
Ulugh Beg, Astrónomo, Samarcanda, Uzbequistão, Um matrimónio espacial
Religião
Samarcanda, Usbequistão

O Sultão Astrónomo

Neto de um dos grandes conquistadores da Ásia Central, Ulugh Beg preferiu as ciências. Em 1428, construiu um observatório espacial em Samarcanda. Os seus estudos dos astros levaram-lhe o nome a uma cratera da Lua.
Train Fianarantsoa a Manakara, TGV Malgaxe, locomotiva
Sobre Carris
Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.
Tombola, bingo de rua-Campeche, Mexico
Sociedade
Campeche, México

Um Bingo tão lúdico que se joga com bonecos

Nas noites de sextas um grupo de senhoras ocupam mesas do Parque Independencia e apostam ninharias. Os prémios ínfimos saem-lhes em combinações de gatos, corações, cometas, maracas e outros ícones.
manada, febre aftosa, carne fraca, colonia pellegrini, argentina
Vida Quotidiana
Colónia Pellegrini, Argentina

Quando a Carne é Fraca

É conhecido o sabor inconfundível da carne argentina. Mas esta riqueza é mais vulnerável do que se imagina. A ameaça da febre aftosa, em particular, mantém as autoridades e os produtores sobre brasas.
Jabula Beach, Kwazulu Natal, Africa do Sul
Vida Selvagem
Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.
Napali Coast e Waimea Canyon, Kauai, Rugas do Havai
Voos Panorâmicos
NaPali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto exploramos a sua Napalo Coast por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.
EN FR PT ES