Fazenda São João, Miranda, Brasil

Pantanal com o Paraguai à Vista


Travessia entre Jacarés
Três pantaneiros cruzam a lagoa infestada de jacarés da fazenda.
Jacaré Pouco Camuflado
O réptil mais temido do Pantanal a recarregar energias ao sol.
Boiada Intrigada
Vacas desconfiadas pela aproximação de forasteiros do seu pasto.
Pausa para Mate II
Pantaneiros convivem num descanso das tarefas da fazenda.
Mangas a Caminho de Maduras
Mangueira carregada de mangas que estarão maduras com a chegada da estação das chuvas.
Moda Pantaneira
Pantaneiro em trajes tradicionais de trabalho com gado no Pantanal.
Lagarto Camuflado
Outro réptil, semi-camuflado sobre a erva viçosa à beira da lagoa da Fazenda de São João.
fazenda-sao-joao-pantanal-miranda-mato-grosso-sul-brasil-ibises-rosa
Momento Pantaneiro
Pantaneiro da fazenda num momento de descanso e conversa.
Pitéus Pantaneiros
O buffet de comida regional da Fazenda São João.
Alinhamento Íbis
Íbis-escarlates voam a baixa altura, entre o verde do Pantanal.
O Cardeal do Pantanal
Uma das pequenas aves mais exuberantes do Pantanal.
Ocaso Escondido
Sol desce para o horizonte, atrás de galhos e de uma bruma densa causada pelo calor da tarde.
O Convívio das Araras
Araras-azuis convivem à sombra de uma grande árvore.
Um Ocaso Espelhado
Sol poente doura a lagoa da Fazenda de São João.
Sono de Angola
Galinhas-de-Angola dormem sob um telheiro da fazenda.
Quando a fazenda Passo do Lontra decidiu expandir o seu ecoturismo, recrutou a outra fazenda da família, a São João. Mais afastada do rio Miranda, esta outra propriedade revela um Pantanal remoto, na iminência do Paraguai. Do país e do rio homónimo.

Temos a primeira surpresa ainda antes de partirmos.

O guia encarregue de nos acompanhar falava português. Não o típico português “brasileiro”, muito menos o da região do Pantanal. Expressava-se num português africano.

Quando lhe perguntamos o que o tinha levado até aquele interior do Brasil, tão longe da sua Angola, Coutinho conta-nos que o facto de também falar inglês, lhe abriu a perspectiva de por ali trabalhar na fazenda e em turismo.

A oportunidade pareceu-lhe perfeita, até porque ia continuar a viver no calor.

Agarrou-a assim que pôde.

E continuava por ali, entre a Passo do Lontra e a São João. No caminho entre as duas, sentados na caixa de uma camioneta, conversamos um pouco mais.

Passo do Lontra à Fazenda São João: Viagem pelo Âmago Rural do Pantanal

De terra batida, a estrada provou-se poeirenta e recta, mas repleta de pequenas subidas e descidas forçadas nos lugares em que, durante a época das chuvas e do Pantanal alagado, havia que evitar a sua submersão, sobretudo em redor do grande curso de água mais próximo, o Corixo do Cerrado.

Cruzamo-nos com iguanas e com os inevitáveis carcarás, uma mera introdução à extensão faunística da Passo do Lontra que iríamos encontrar.

Damos entrada na propriedade por volta das onze da manhã, com o calor estival já a apertar. Os quartos, os redários, todos os aposentos privativos, aliás, estavam ocupados.

Instalamo-nos, assim, no dormitório masculino da fazenda, deu-nos ideia de que há muito por usar. Partilhamo-lo com dois grandes sapos que tinham reclamado o “banheiro” como um seu domínio refrescado.

Meia hora depois, Coutinho reaparece. Convoca-nos para uma volta guiada pela fazenda, na companhia de uma guia externa boliviana e dos seus clientes chilenos.

Sor João, o Ancião e Dono da Fazenda São João

Contornamos o pântano no âmago da fazenda quando nos surpreende um senhor já da sua idade, aos comandos de um tractor.

Coutinho informa-nos que se tratava de João Venturini, o dono da propriedade. Como se não bastasse, conduzia um Massey Ferguson, há muito a nossa marca de tractores preferida.

Rogamos-lhe algumas fotos sobre o seu veículo de trabalho. Apesar de pouco habituado a este tipo de atenções e de protagonismo, João Venturini acede.

Posicionamo-nos de maneira a lhe dar o destaque que merecia, e a evitarmos obstáculos de fundo indesejados.

Estamos nesse processo quando sentimos um ardor crescente. Num pé. Logo no outro. Pelos tornozelos acima.

No tempo de percebermos o que se passava, o ardor transforma-se numa aflição generalizada, uma espécie de incêndio biológico.

Estávamos há quase um minuto a fotografar sobre um enorme ninho de formigas-bala (paraponera clavata), assim tratada no Brasil por, com o devido exagero, a sua mordedura causar uma dor comparável à infligida pelos projécteis.

Sôr João Venturini e Coutinho esforçam-se por evitar risadas iminentes. Várias sacudidelas e praguejados depois, antecipamos o término da sessão fotográfica.

À Descoberta do Pantanal da Fazenda São João

Continuamos a afastar-nos dos edifícios da fazenda, ao longo das margens da sua lagoa, que vemos repleta de vegetação anfíbia, decorada por nenúfares, habitada por jacarés juvenis, engordados pela profusão de peixes com que a estiagem todos os anos os brindavam.

Passamos entre mangueiras hiperbólicas, por essa altura, carregadas com mangas ínfimas, miniaturas ainda verdes da fruta suculenta e deliciosa em que o calor abafado da época das chuvas os tornaria.

Enquanto isso, as árvores cumpriam uma outra função.

Araras, Ibis e Tantas outras Aves do Pantanal

Concediam pousos sombrios e protegidos aos bandos de araras que por ali esvoaçavam, entregues aos seus taramelares estridentes.

Ao passarmos sob uma dessas mangueiras, detectamos quatro ou cinco, das azuis, com as suas golas e aros dos olhos amarelos.

Observam-nos, intrigadas, mas menos apreensivas do que contávamos.

Quando, enfim, lhes passa a curiosidade, regressam ao mordiscar conflituoso em que andavam.

Em redor, bandos de íbis-escarlates, guarás-vermelhos, como preferem os brasileiros tratá-los, levam a cabo as suas próprias coreografias de voo, quase sempre ordeiros e bem agrupados.

Primeiro contra a folhagem tropical, logo, pelo firmamento que o calor parece deslavar.

Da comunhão de mangueiras, evoluímos para um pasto encharcado e vasto, sustento e modo de vida das manadas de cavalos que a fazenda fez por aumentar e da boiada que esteve na génese da propriedade.

Fazenda São João, a Fazenda Irmã da Passo do Lontra

Até à sua conversão, a Fazenda São João manteve-se como o retiro rural e pecuário da família Venturini.

Existia como contraponto à Passo do Lontra, uma fazenda fluvial que inauguraram, em 1979, às margens do Miranda para dar resposta a uma crescente procura deste rio e do Vermelho, por parte dos aficionados da pesca.

Com o passar do tempo, a família decidiu oferecer aos hóspedes da Passo do Lontra um dia à descoberta da sua outra fazenda.

Quando os visitantes com ela se encantavam, começaram a reclamar lá passarem noites. Os Venturini acederam. Adaptaram a propriedade a condizer.

Instalaram, por exemplo, o redário em que já não encontrámos vaga. E uma sala de refeições pitoresca, num edifício arredondado de que desponta uma das várias palmeiras do Pantanal, uma bocaiuva ou, pelo menos, assim nos parece.

A Sempre Fascinante Gastronomia Pantaneira

Nesse seu abrigo redado, cozinheiras com figuras e modos de Dª Benta, do velho “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, confecionam, expõem e servem refeições típicas pantaneiras.

Arroz e feijão, macaxeira (mandioca) frita, empadões suculentos e galinha guisada, de tempos a tempos, sacrificadas do bando de galinhas-de-angola que, ao fim do dia, encontramos num sono comunitário sobre as tábuas mais altas do estábulo.

A noite, anunciou-a uma circunferência do sol perfeita, velada por um céu que o braseiro da tarde acinzentara e, assim o quisemos nas nossas fotografias, a ocultar-se atrás dos galhos de um qualquer arvoredo seco.

A noite encheu-se de sons e ruídos misteriosos e mágicos, mesmo ali em redor do dormitório a que chamámos casa.

Bufos de corujas e cantos de mães-da-lua, o coaxar das rãs na lagoa, passos furtivos de jaguatiricas e de antas, rastejares de anacondas. Tudo isto e muito mais ali era de esperar. Até ao despertar do grande pântano.

A aurora traz um alívio da fornalha e até algum orvalho que resiste às primeiras duas horas da ascensão solar. Na lagoa pantanosa, os nenúfares exibem uma frescura exuberante que só a aurora lhes concede.

Os Vaqueiros Pantaneiros da Fazenda São João

Saímos para nova caminhada, entre jacarés em plena recarga, tuiuiús a repararem os ninhos e a mesma boiada do dia anterior, intrigada pela nova invasão do seu pasto.

Ao regressarmos, damos com um trio de vaqueiros pantaneiros da fazenda a regressarem de uma qualquer tarefa a que o gado os tinha obrigado.

Aproximam-se num galope suave. Quando atingem a margem da lagoa, decidem-se pelo atalho e cruzam-na.

A travessia começa tranquila.

Até que, numa zona mais profunda, um cavalo se assusta com um jacaré. Empina e obriga o pantaneiro a dominá-lo, com a mestria dos anos passados sobre a sela.

Jesus e os seus auxiliares desmontam no estábulo. Retiram as selas aos cavalos, recompensam-nos com festas, sentam-se em cadeiras baixas e gozam um descanso ainda trajado.

De chapéus e botas de couro, calças de vaqueta. Cinto dotado de facas e bolsas com outros utensílios.

Descanso com Sabor a Chá-Mate

A conversa flui para um trabalho árduo de aí a uns dias e de como o mesmo labor gerou problemas inesperados numa fazenda vizinha.

Jesus não quer sequer pensar no que aí vem. Apostado em libertar-se do calor e da responsabilidade de ser o exemplo a seguir, enche um corno de mate de água a ferver.

Sorve o chá vitamínico com a leveza de espírito de quem já cavalgou milhentas atribulações daquelas.

Finda a trégua, remete-se à sombra do estábulo e a um estendal sem fim de correias, arreios, fitas e fivelas, alforges, esporas e itens afins.

Ainda tem por ali que fazer, mas o calor e a curiosidade dos forasteiros aliam-se num pretexto justo para adiar a faina.

Em vez, o pantaneiro elegante debruça-se sobre um dos barrotes que servem de cama às galinhas-de-angola.

Deslumbrado pelo lado de lá do Atlântico que lhe contamos, inverte os papéis.

Confronta-nos com duas ou três questões-observações que nos deixam a cogitar, a que responde com a sua forma pantaneira, terra-a-terra, mas tão honesta de ver o Mundo.

Naqueles confins quase paraguaios do Pantanal, o Brasil fazia mais sentido.

Passo do Lontra, Miranda, Brasil

O Brasil Alagado a um Passo da Lontra

Estamos no limiar oeste do Mato Grosso do Sul mas mato, por estes lados, é outra coisa. Numa extensão de quase 200.000 km2, o Brasil surge parcialmente submerso, por rios, riachos, lagoas e outras águas dispersas em vastas planícies de aluvião. Nem o calor ofegante da estação seca drena a vida e a biodiversidade de lugares e fazendas pantaneiras como a que nos acolheu às margens do rio Miranda.
Miranda, Brasil

Maria dos Jacarés: o Pantanal abriga criaturas assim

Eurides Fátima de Barros nasceu no interior da região de Miranda. Há 38 anos, instalou-se e a um pequeno negócio à beira da BR262 que atravessa o Pantanal e ganhou afinidade com os jacarés que viviam à sua porta. Desgostosa por, em tempos, as criaturas ali serem abatidas, passou a tomar conta delas. Hoje conhecida por Maria dos Jacarés, deu nome de jogador ou treinador de futebol a cada um dos bichos. Também garante que reconhecem os seus chamamentos.
Manaus, Brasil

Os Saltos e Sobressaltos da ex-Capital Mundial da Borracha

De 1879 a 1912, só a bacia do rio Amazonas gerava o latex de que, de um momento para o outro, o mundo precisou e, do nada, Manaus tornou-se uma das cidades mais avançadas à face da Terra. Mas um explorador inglês levou a árvore para o sudeste asiático e arruinou a produção pioneira. Manaus voltou a provar a sua elasticidade. É a maior cidade da Amazónia e a sétima do Brasil.
Manaus, Brasil

Ao Encontro do Encontro das Águas

O fenómeno não é único mas, em Manaus, reveste-se de uma beleza e solenidade especial. A determinada altura, os rios Negro e Solimões convergem num mesmo leito do Amazonas mas, em vez de logo se misturarem, ambos os caudais prosseguem lado a lado. Enquanto exploramos estas partes da Amazónia, testemunhamos o insólito confronto do Encontro das Águas.
Pirenópolis, Brasil

Cavalgada de Fé

Introduzida, em 1819, por padres portugueses, a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis agrega uma complexa rede de celebrações religiosas e pagãs. Dura mais de 20 dias, passados, em grande parte, sobre a sela.
Pirenópolis, Brasil

Cruzadas à Brasileira

Os exércitos cristãos expulsaram as forças muçulmanas da Península Ibérica no séc. XV mas, em Pirenópolis, estado brasileiro de Goiás, os súbditos sul-americanos de Carlos Magno continuam a triunfar.
Goiás Velho, Brasil

Vida e Obra de uma Escritora à Margem

Nascida em Goiás, Ana Lins Bretas passou a maior parte da vida longe da família castradora e da cidade. Regressada às origens, continuou a retratar a mentalidade preconceituosa do interior brasileiro
Chapada Diamantina, Brasil

Bahia de Gema

Até ao final do séc. XIX, a Chapada Diamantina foi uma terra de prospecção e ambições desmedidas.Agora que os diamantes rareiam os forasteiros anseiam descobrir as suas mesetas e galerias subterrâneas
Cataratas Iguaçu/Iguazu, Brasil/Argentina

O Troar da Grande Água

Após um longo percurso tropical, o rio Iguaçu dá o mergulho dos mergulhos. Ali, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, formam-se as cataratas maiores e mais impressionantes à face da Terra.
Ilha do Marajó, Brasil

A Ilha dos Búfalos

Uma embarcação que transportava búfalos da Índia terá naufragado na foz do rio Amazonas. Hoje, a ilha de Marajó que os acolheu tem uma das maiores manadas do mundo e o Brasil já não passa sem estes bovídeos.
Brasília, Brasil

Brasília: da Utopia à Capital e Arena Política do Brasil

Desde os tempos do Marquês de Pombal que se falava da transferência da capital para o interior. Hoje, a cidade quimera continua a parecer surreal mas dita as regras do desenvolvimento brasileiro.
Hidroeléctrica Binacional de Itaipu, Brasil

HidroElétrica Binacional do Itaipu: a Febre do Watt

Em 1974, milhares de brasileiros e paraguaios confluíram para a zona de construção da então maior barragem do Mundo. 30 anos após a conclusão, Itaipu gera 90% da energia paraguaia e 20% da do Brasil.
Rinoceronte, PN Kaziranga, Assam, Índia
Safari
PN Kaziranga, Índia

O Baluarte dos Monocerontes Indianos

Situado no estado de Assam, a sul do grande rio Bramaputra, o PN Kaziranga ocupa uma vasta área de pântano aluvial. Lá se concentram dois terços dos rhinocerus unicornis do mundo, entre em redor de 100 tigres, 1200 elefantes e muitos outros animais. Pressionado pela proximidade humana e pela inevitável caça furtiva, este parque precioso só não se tem conseguido proteger das cheias hiperbólicas das monções e de algumas polémicas.
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-BragaNepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Luderitz, Namibia
Arquitectura & Design
Lüderitz, Namibia

Wilkommen in Afrika

O chanceler Bismarck sempre desdenhou as possessões ultramarinas. Contra a sua vontade e todas as probabilidades, em plena Corrida a África, o mercador Adolf Lüderitz forçou a Alemanha assumir um recanto inóspito do continente. A cidade homónima prosperou e preserva uma das heranças mais excêntricas do império germânico.
Aventura
Viagens de Barco

Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque e deixe-se levar em viagens de barco imperdíveis como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Kente Festival Agotime, Gana, ouro
Cerimónias e Festividades
Kumasi a Kpetoe, Gana

Uma Viagem-Celebração da Moda Tradicional Ganesa

Após algum tempo na grande capital ganesa ashanti cruzamos o país até junto à fronteira com o Togo. Os motivos para esta longa travessia foram os do kente, um tecido de tal maneira reverenciado no Gana que diversos chefes tribais lhe dedicam todos os anos um faustoso festival.
Assuão, Egipto, rio Nilo encontra a África negra, ilha Elefantina
Cidades
Assuão, Egipto

Onde O Nilo Acolhe a África Negra

1200km para montante do seu delta, o Nilo deixa de ser navegável. A última das grandes cidades egípcias marca a fusão entre o território árabe e o núbio. Desde que nasce no lago Vitória, o rio dá vida a inúmeros povos africanos de tez escura.
Singapura Capital Asiática Comida, Basmati Bismi
Comida
Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade gastronómica do Oriente.
Indígena Coroado
Cultura
Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes da Venezuela em Fiesta

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.
Corrida de Renas , Kings Cup, Inari, Finlândia
Desporto
Inari, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final da Kings Cup - Porokuninkuusajot - , confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.
Enseada, Big Sur, Califórnia, Estados Unidos
Em Viagem
Big Sur, E.U.A.

A Costa de Todos os Refúgios

Ao longo de 150km, o litoral californiano submete-se a uma vastidão de montanha, oceano e nevoeiro. Neste cenário épico, centenas de almas atormentadas seguem os passos de Jack Kerouac e Henri Miller.
Cena natalícia, Shillong, Meghalaya, Índia
Étnico
Shillong, India

Selfiestão de Natal num Baluarte Cristão da Índia

Chega Dezembro. Com uma população em larga medida cristã, o estado de Meghalaya sincroniza a sua Natividade com a do Ocidente e destoa do sobrelotado subcontinente hindu e muçulmano. Shillong, a capital, resplandece de fé, felicidade, jingle bells e iluminações garridas. Para deslumbre dos veraneantes indianos de outras partes e credos.
luz solar fotografia, sol, luzes
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Roça Bombaim, Roça Monte Café, ilha São Tomé, bandeira
História
Centro de São Tomé, São Tomé e Príncipe

De Roça em Roça Rumo ao Coração Tropical de São Tomé

No caminho entre Trindade e Santa Clara confrontamo-nos com o passado colonial terrífico de Batepá. À passagem pelas roças Bombaim e Monte Café, a história da ilha parece ter-se diluído no tempo e na atmosfera clorofilina da selva santomense.
Marcha Patriota
Ilhas
Taiwan

Formosa mas Não Segura

Os navegadores portugueses não podiam imaginar o imbróglio reservado a Formosa. Passados quase 500 anos, mesmo insegura do seu futuro, Taiwan prospera. Algures entre a independência e a integração na grande China.
costa, fiorde, Seydisfjordur, Islandia
Inverno Branco
Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando armadores de Reiquejavique compraram a frota pesqueira de Seydisfjordur, a povoação teve que se adaptar. Hoje, captura discípulos da arte de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.
Almada Negreiros, Roça Saudade, São Tomé
Literatura
Saudade, São Tomé, São Tomé e Príncipe

Almada Negreiros: da Saudade à Eternidade

Almada Negreiros nasceu, em Abril de 1893, numa roça do interior de São Tomé. À descoberta das suas origens, estimamos que a exuberância luxuriante em que começou a crescer lhe tenha oxigenado a profícua criatividade.
barco enferrujado, Mar de Aral, Usbequistão
Natureza
Mar de Aral, Uzbequistão

O Lago que o Algodão Absorveu

Em 1960, o Mar de Aral era um dos quatro maiores lagos do mundo mas projectos de irrigação secaram grande parte da água e do modo de vida dos pescadores. Em troca, a URSS inundou o Uzbequistão com ouro branco vegetal.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Esteros del Iberá, Pantanal Argentina, Jacaré
Parques Naturais
Esteros del Iberá, Argentina

O Pantanal das Pampas

No mapa mundo, para sul do famoso pantanal brasileiro, surge uma região alagada pouco conhecida mas quase tão vasta e rica em biodiversidade. A expressão guarani Y berá define-a como “águas brilhantes”. O adjectivo ajusta-se a mais que à sua forte luminância.
Willemstad, Curaçao, Punda, Handelskade
Património Mundial UNESCO
Willemstad, Curaçao

O Coração Multicultural de Curaçao

Uma colónia holandesa das Caraíbas tornou-se um grande polo esclavagista. Acolheu judeus sefarditas que se haviam refugiado da Inquisição em Amesterdão e Recife e assimilou influências das povoações portuguesas e espanholas com que comerciava. No âmago desta fusão cultural secular esteve sempre a sua velha capital: Willemstad.
Em quimono de elevador, Osaka, Japão
Personagens
Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A noite japonesa é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, acolhe-nos uma anfitriã de couchsurfing enigmática, algures entre a gueixa e a acompanhante de luxo.
Soufrière e Pitons, Saint Luci
Praias
Soufrière, Saint Lucia

As Grandes Pirâmides das Antilhas

Destacados acima de um litoral exuberante, os picos irmãos Pitons são a imagem de marca de Saint Lucia. Tornaram-se de tal maneira emblemáticos que têm lugar reservado nas notas mais altas de East Caribbean Dollars. Logo ao lado, os moradores da ex-capital Soufrière sabem o quão preciosa é a sua vista.
Kirkjubour, Streymoy, Ilhas Faroé
Religião
Kirkjubour, Streymoy, Ilhas Faroé

Onde o Cristianismo Faroense deu à Costa

A um mero ano do primeiro milénio, um missionário viquingue de nome Sigmundur Brestisson levou a fé cristã às ilhas Faroé. Kirkjubour, tornou-se o porto de abrigo e sede episcopal da nova religião.
Comboio do Fim do Mundo, Terra do Fogo, Argentina
Sobre Carris
Ushuaia, Argentina

Ultima Estação: Fim do Mundo

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul.
Sociedade
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Retorno na mesma moeda
Vida Quotidiana
Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
PN Tortuguero, Costa Rica, barco público
Vida Selvagem
PN Tortuguero, Costa Rica

A Costa Rica e Alagada de Tortuguero

O Mar das Caraíbas e as bacias de diversos rios banham o nordeste da nação tica, uma das zonas mais chuvosas e rica em fauna e flora da América Central. Assim baptizado por as tartarugas verdes nidificarem nos seus areais negros, Tortuguero estende-se, daí para o interior, por 312 km2 de deslumbrante selva aquática.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
PT EN ES FR DE IT