Bagan, Myanmar

A Planície dos Pagodes, Templos e Redenções Celestiais


Planície sagrada
Planície de Bagan repleta de templos e pagodes erguidos por crentes budistas ao longo dos séculos.
Terraço privilegiado
Visitantes de Bagan admiram a planície repleta de templos de Bagan, de cima de um deles.
Protecção Solar Natural
Jovem vendedora de Bagan mantém a face protegida com um protector solar natural feito da casca de uma árvore.
Templos sem conta
Silhuetas de templos e pagodas salpicam a planície de Bagan, ao pôr-do-sol.
Sem calçado
Sinal bilingue à porta de um templo pede a remoção do calçado dos fiéis.
Santuário Supremo
Templo de Thatbyinny Pahto, acima de outras estruturas religiosas secundárias.
Oração
Monge budista ora num templo de Bagan.
Pedra Testemunhal
Escritura em birmanês na base de um templo.
Nichos alinhados
Pequenos budas dourados do templo de Mahabohdi.
Monjes juvenis
Pequenos monges acabam de atravessar uma pequena pagoda de Bagan.
Sob um Céu Quebrado
Velhas pagodas partilham a planície com palmeiras-de-leque.
Pose budista
Detalhe de uma estátua de Buda no interior do templo de Ananda.
Carga de fiéis
Crentes budistas chegam às imediações de um templo de Bagan.
Cúpulas
Cúpulas de pagodes contra o pôr-do-sol sobre Bagan.
A religiosidade birmanesa sempre assentou num compromisso de redenção. Em Bagan, os crentes endinheirados e receosos continuam a erguer pagodes na esperança de conquistarem a benevolência dos deuses.

Exploramos a planície fluvial vasta porque se espraia Bagan, sobre pasteleiras velhas e rangedoras.

Pedalada após pedalada, deixamo-nos deslumbrar pelos templos grandiosos por lá erguidos, a começar pelo Ananda que foi construído pelo rei Kyazinttha em forma de crucifixo, baptizado com o nome de um dos primos veneráveis de Buda.

A beleza exótica de Ananda funde a arquitectura Mon com o estilo de construção hindu adaptado pelos birmaneses que contempla quatro Budas no seu âmago, virados para os diferentes pontos cardeais, com posições e expressões distintas granjeou-lhe o título colonial de Westminster Abbey de “Burma”.

Em frente do templo de Thatbyinnyu, o espanto renova-se. O mesmo volta a acontecer no sopé do impressionante Dhammayangyi que, de tão ambicioso, nunca chegou a ser terminado pelo rei Narathsu.

Narathsu procurava perdão divino por ter assassinado o pai e o irmão mais velho para ascender ao trono. A obra e o indulto ficaram a meio.

O templo continua a destacar-se como o maior de Bagan, com 61 metros de altura.

santuario, Templo de Thatbyinny Pahto, planicie, Bagan, Myanmar

Templo de Thatbyinny Pahto, acima de outras estruturas religiosas secundárias.

Quando a luz se começa a desvanecer, incontáveis ciclistas percorrem as estradas de terra batida que conduzem aos templos. Atrapalha-os o pó levantado pelos autocarros turísticos, pelos táxis e pela frota de carroças que circulam nas redondezas.

Ao chegarmos à base do pagode, damos com um exército de vendedores de recordações a acossar os estrangeiros armado de recordações e do mais genuíno charme birmanês.

Sem Rumo pela Planície dos Pagodes e Templos de Bagan

O sol cai sobre o horizonte. Os terraços mais elevados do templo ficam à pinha, preenchidos por dezenas de monges budistas e por uma multidão internacional que, a esforço, se coordena na partilha do monumento.

terracos, sagrados, visitantes, crentes, planicie, Bagan, Myanmar

Visitantes de Bagan admiram a planície repleta de templos de Bagan, de cima de um deles.

A iminência do ocaso, aumenta a urgência de subir a escadaria íngreme, de encontrar um espaço e apreciar a paisagem surreal. Coloca as compras em segundo plano até porque, no dia seguinte, os mesmos vendedores e produtos surgirão neste e noutros templos, tão disponíveis como sempre.

Do topo, as cores da planície de Bagan somem-se no crepúsculo e numa névoa difusa formado pela mescla da condensação tardia e do fumo libertado por fogueiras longínquas.

A visão revela-se quase extraterrestre. Em redor, para todas as direcções, centenas e centenas de templos vermelho-tijolo com pontas aguçadas, projectam-se do solo.

planicie sagrada, templos, santuarios, planicie, Bagan, Myanmar

Planície de Bagan repleta de templos e pagodes erguidos por crentes budistas ao longo dos séculos.

Geram uma atmosfera solene que cada uma das almas sobre os terraços e escadarias de Shwesandaw sorve no mais profundo espanto.

A Incompatibilidade de Bagan com os Preceitos da UNESCO

Até há algum tempo, esta reacção contrastava com a de qualquer interessado em história e arquitectura quando apurava que Bagan e esta sua esplendorosa herança não estavam sequer classificados pela UNESCO.

Tal como aconteceu em relação a tantos outros aspectos, o governo dictatorial do Myanmar isolou-se também quanto à recuperação do seu património. Em pouco tempo de sistemático desrespeito pelas regras vigentes no resto do Mundo, inviabilizou-a.

Em 1996, o governo do Myanmar chegou a apresentar uma candidatura de Bagan à UNESCO mas diversos danos já infligidos e a recusa em pactuar com as indicações dadas pela organização inviabilizaram o esforço.

Por essa altura, a junta militar tinha já restaurado o património de Bagan – stupas, pagodes, templos e outros edifícios seculares – sem qualquer critério e causando a profanação do estilo base dos monumentos com materiais modernos que destoavam dos originais.

sem calcado, proibido, planicie, Bagan, Myanmar

Sinal bilingue à porta de um templo pede a remoção do calçado dos fiéis.

Como se não bastasse, os governantes de Naypyidaw ergueram ainda na planície de Bagan um campo de golfe, uma via asfaltada e uma torre de vigia com 61 metros.

Malgrado este paradigma de sacrilégio, Bagan foi finalmente inscrita pela UNESCO como Património Mundial, em Julho de 2019. Vinte e quatro anos após a Junta Militar ter pedido a sua nominação.

E, no entanto, estas e outras atrocidades são insignificantes se comparadas com os crimes económicos e sociais cometidos para permitir a construção da nova capital do Myanmar, Naypyidaw.

Desde cedo, os birmaneses foram instruídos a confiar o seu destino a reis e divindades que reverenciavam com fervor. Algumas dessas personagens terrenas e celestiais destacaram das demais e fizeram história.

budas, nichos, templo mahabohdi, planicie, Bagan, Myanmar

Pequenos budas dourados do templo de Mahabohdi.

As Fundações Históricas da Planície dos Pagodes de Bagan

Em 1047, Anawratha, um rei precursor da nação birmanesa anexou Thaton, um domínio que lhe fazia sombra. A narrativa desta conquista explica, em parte, a espiritualidade e grandiosidade de Bagan.

Manuha, o todo-poderoso rei do povo rival de Mon tinha-lhe enviado um monge para o formar religiosamente. A determinada altura, Anawratha exigiu-lhe uma série de textos sagrados e de relíquias importantes, negadas por Manuha, que duvidava da seriedade da sua crença.

Anawratha enfureceu-se. Apoderou-se de Thaton e levou para Bagan tudo o que valia a pena pilhar, incluindo 32 exemplares das escrituras clássicas budistas, os monges e escolásticos de Thaton que as guardavam e estudavam e o próprio líder derrotado, Manuha.

Anawratha adoptou ainda o Budismo como religião única do reino.

monges, pagoda, planicie, Bagan, Myanmar

Pequenos monges acabam de atravessar uma pequena pagoda de Bagan.

Nos 230 anos seguintes, Anawratha e os reis bagari provaram-se devotos à religião que se havia alastrado ao Sudoeste Asiático a partir do território actual do Bangladesh.

Em nome daquela forma híbrida de Budismo Theravada – em parte Tântrica, em parte Mayahana – construíram uma média de 20 templos por ano, disseminados por uma área com 40 km².

A vitória militar estrondosa que lhes deu origem surpreendeu e inspirou a vida dos súbditos que se habituaram a mencionar Bagan como Arimaddanapura, A Cidade do Rei que Esmagou o Inimigo.

Anawratha, em particular, ergueu alguns dos mais grandiosos edifícios da planície, ainda hoje, destacados entre os milhares que sobreviveram às invasões tártaras de Kublai Khan – a quem os birmaneses recusaram pagar tributo – e ao longo abandono que se seguiu.

escritura, birmanesa, planicie, Bagan, Myanmar

Escritura em birmanês na base de um templo.

São os casos do Shwezigon, do Pitaka Taik (a biblioteca das escrituras) e da elegante Shwesandaw paya, construída após a conquista de Thaton.

Quase um milénio depois, a religiosidade dos birmaneses equipara-se a do resto do Mundo:  vai da mais pura fé à crendice superficial e interesseira.

Planície dos Templos. A Procura de Redenção dos Birmaneses

Um bom exemplo da última das modalidades foi narrado por George Orwell em “Dias na Birmânia”.

Surge na personagem de U Po Kyin, um magistrado nativo corrupto e ambicioso que conjura todas as intrigas possíveis para desgraçar a vida do Dr. Veraswami, este, um médico indiano que U Po Kyin abomina e a quem quer conquistar a única vaga não “british” no European Club de Kyauktada, o districto fictício da Birmânia Imperial em que a acção se desenrola.

Como descreveu Orwell, a determinada altura, “U Po Kin tinha feito tudo o que um homem mortal podia fazer. Era tempo de se preparar para o próximo mundo – em resumo, de começar a construir pagodas…”.

No seu caso particular, esse provou-se dos poucos planos que lhe correram mal. U Po Kyin sofreu um ataque cardíaco e morreu antes que mandasse assentar o primeiro tijolo.

palmeiras de leque, nuvens, pagoda, planicie, Bagan, Myanmar

Velhas pagodas partilham a planície com palmeiras-de-leque.

Não terá sido caso único mas, ao longo da história, milhares de birmaneses precaveram-se a tempo. As suas obras foram erguidas para a eternidade um pouco por toda a nação. Bagan – mais ou menos a meio do território actual do Myanmar, nas margens do grande rio Irrawaddy a norte das de Amarapura e da famosa ponte u-Bein – acolhe uma concentração única.

Verdade seja dita que ninguém sabe ao certo quantos edifícios religiosos abriga Bagan.

No final do século XIII, a contagem oficial indicava 4446. Por volta de 1901, estudos britânicos contabilizaram 2157 monumentos ainda de pé e identificáveis.

Mas, em 1978, apenas alguns anos depois do forte tremor de terra que abalou a região, um novo cálculo estimou que existiam mais que na contagem anterior: 2230.

A conclusão a que se chegou só espantou quem não conhecia o modo de vida birmanês: os templos de Bagan simplesmente não paravam de aumentar.

templo ananda, estatua, Buda, planicie, Bagan, Myanmar

Detalhe de uma estátua de Buda no interior do templo de Ananda.

Com tantos budistas ávidos por salvaguardar a sua próxima vida, os residentes mais ricos de Yangon, entre outros, (incluindo muitos oficiais do governo militar) continuam a acreditar que obra feita em Bagan, lhes garantirá a redenção.

Reconstroem e erguem novos pagodes ao seu critério e a um ritmo inesperado (cerca de trezentos só no princípio do século XX) demasiadas vezes indiferentes à arquitectura do património original.

Mesmo se indigna os técnicos da UNESCO, esta dinâmica faz parte da forma de vida birmanesa.

É vista, no país, como natural.

A Azáfama Também Espiritual de Nyang U, a Porta de Entrada em Bagan

Alvorada atrás de alvorada, novos dias abafados despertam em Nyang U.

O mercado da povoação entra em frenesim. Mulheres de rostos pintados de thanaka dourado – uma protecção natural contra o sol – gerem as suas bancas de fruta e vegetais coloridos.

crentes, budistas, planicie, Bagan, Myanmar

Crentes budistas chegam às imediações de um templo de Bagan.

Vendedores de bilhetes de autocarro, gritam os seus destinos entre a multidão e redobram esforços para completar lotações sem fim.

Quando menos se espera, autocarros bem mais modernos estacionam nas imediações e despejam hordas de turistas curiosos, quase todos de máquinas fotográficas em punho e carteiras recheadas de kyats voláteis.

Em absoluto contraste, na rua em frente, freiras budistas passam em fila pelas portas de domicílios e pequenos negócios.

Portam recipientes que os crentes lhes enchem de arroz e um ou outro complemento mais rico, alimentos que aliviam a sua árdua privação monástica.

monge budista, oracao, planicie, Bagan, Myanmar

Monge budista ora num templo de Bagan.

Para diante, o mercado transforma-se numa feira ainda mais barulhenta e poeirenta, animado por passatempos e jogos básicos promovidos com a ajuda de altifalantes.

Transaccionam-se vacas e cabras e muita malagueta que os potenciais compradores apanham à mão cheia e deixam cair como que para comprovar o potencial explosivo.

Logo ao lado, a azáfama é espiritual. Uma alameda coberta, ocupada por vendedores de artigos religiosos, conduz à entrada da Shwezigon paya, um dos templos budistas mais antigos e mais frequentados de Bagan, considerado o protótipo das milhares de estupas disseminadas pelo Myanmar.

Erguido até 1102, Shwezigon paya foi uma das primeiras obras do rei Anawaratha.

A importância que encerra vai muito para lá da antiguidade.

Os fiéis crêem que um dos seus túmulos conserva um osso e um dente do Buda Gautama e que um dos seus pilares de pedra contém inscrições ditadas em dialecto Mon pelo rei Kyazinttha, que se encarregou de acabar a obra, após a morte de Anawaratha.

Estamos num suposto “Inverno” do sudoeste asiático. Ainda assim, mal o Sol sobe no horizonte, brilha inclemente e incide nos crentes que circulam em redor do núcleo dourado do templo.

templos, pagodas, por do sol, planicie, Bagan, Myanmar

Silhuetas de templos e pagodas salpicam a planície de Bagan, ao pôr-do-sol.

Os fiéis rezam compenetrados, indiferentes ao burburinho gerado pelas primeiras excursões estrangeiras do dia.

Bingling Si, China

O Desfiladeiro dos Mil Budas

Durante mais de um milénio e, pelo menos sete dinastias, devotos chineses exaltaram a sua crença religiosa com o legado de esculturas num estreito remoto do rio Amarelo. Quem desembarca no Desfiladeiro dos Mil Budas, pode não achar todas as esculturas mas encontra um santuário budista deslumbrante.
Guwahati, India

A Cidade que Venera Kamakhya e a Fertilidade

Guwahati é a maior cidade do estado de Assam e do Nordeste indiano. Também é uma das que mais se desenvolve do mundo. Para os hindus e crentes devotos do Tantra, não será coincidência lá ser venerada Kamakhya, a deusa-mãe da criação.
Yangon, Myanmar

A Grande Capital da Birmânia (Delírios da Junta Militar à Parte)

Em 2005, o governo ditatorial do Myanmar inaugurou uma nova capital bizarra e quase deserta. A vida exótica e cosmopolita mantém-se intacta, em Yangon, a maior e mais fascinante cidade birmanesa.
Lago Inlé, Myanmar

Uma Agradável Paragem Forçada

No segundo dos furos que temos durante um passeio em redor do lago Inlé, esperamos que nos tragam a bicicleta com o pneu remendado. Na loja de estrada que nos acolhe e ajuda, o dia-a-dia não pára.
Machu Picchu, Peru

A Cidade Perdida em Mistério dos Incas

Ao deambularmos por Machu Picchu, encontramos sentido nas explicações mais aceites para a sua fundação e abandono. Mas, sempre que o complexo é encerrado, as ruínas ficam entregues aos seus enigmas.
Nara, Japão

O Berço Colossal do Budismo Nipónico

Nara deixou, há muito, de ser capital e o seu templo Todai-ji foi despromovido. Mas o Grande Salão mantém-se o maior edifício antigo de madeira do Mundo. E alberga o maior buda vairocana de bronze.
Lhasa, Tibete

Sera, o Mosteiro do Sagrado Debate

Em poucos lugares do mundo se usa um dialecto com tanta veemência como no mosteiro de Sera. Ali, centenas de monges travam, em tibetano, debates intensos e estridentes sobre os ensinamentos de Buda.
Ponte u-BeinMyanmar

O Crepúsculo da Ponte da Vida

Com 1.2 km, a ponte de madeira mais antiga e mais longa do mundo permite aos birmaneses de Amarapura viver o lago Taungthaman. Mas 160 anos após a sua construção, U Bein está no seu crepúsculo.
Monte Koya, Japão

A Meio Caminho do Nirvana

Segundo algumas doutrinas do budismo, são necessárias várias vidas para atingir a iluminação. O ramo shingon defende que se consegue numa só. A partir do Monte Koya, pode ser ainda mais fácil.
Rinoceronte, PN Kaziranga, Assam, Índia
Safari
PN Kaziranga, Índia

O Baluarte dos Monocerontes Indianos

Situado no estado de Assam, a sul do grande rio Bramaputra, o PN Kaziranga ocupa uma vasta área de pântano aluvial. Lá se concentram dois terços dos rhinocerus unicornis do mundo, entre em redor de 100 tigres, 1200 elefantes e muitos outros animais. Pressionado pela proximidade humana e pela inevitável caça furtiva, este parque precioso só não se tem conseguido proteger das cheias hiperbólicas das monções e de algumas polémicas.
Aurora ilumina o vale de Pisang, Nepal.
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras do Circuito Annapurna pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Competição do Alaskan Lumberjack Show, Ketchikan, Alasca, EUA
Arquitectura & Design
Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.
lagoas e fumarolas, vulcoes, PN tongariro, nova zelandia
Aventura
Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões do PN Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori reclama aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.
cowboys oceania, Rodeo, El Caballo, Perth, Australia
Cerimónias e Festividades
Perth, Austrália

Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.
mao tse tung, coracao dragao, praca tianamen, Pequim, China
Cidades
Pequim, China

O Coração do Grande Dragão

É o centro histórico incoerente da ideologia maoista-comunista e quase todos os chineses aspiram a visitá-la mas a Praça Tianamen será sempre recordada como um epitáfio macabro das aspirações da nação
Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Ilha do Norte, Nova Zelândia, Maori, Tempo de surf
Cultura
Ilha do Norte, Nova Zelândia

Viagem pelo Caminho da Maoridade

A Nova Zelândia é um dos países em que descendentes de colonos e nativos mais se respeitam. Ao explorarmos a sua lha do Norte, inteirámo-nos do amadurecimento interétnico desta nação tão da Commonwealth como maori e polinésia.
Corrida de Renas , Kings Cup, Inari, Finlândia
Desporto
Inari, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final da Kings Cup - Porokuninkuusajot - , confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.
Jipe cruza Damaraland, Namíbia
Em Viagem
Damaraland, Namíbia

Namíbia On the Rocks

Centenas de quilómetros para norte de Swakopmund, muitos mais das dunas emblemáticas de Sossuvlei, Damaraland acolhe desertos entrecortados por colinas de rochas avermelhadas, a maior montanha e a arte rupestre decana da jovem nação. Os colonos sul-africanos baptizaram esta região em função dos Damara, uma das etnias da Namíbia. Só estes e outros habitantes comprovam que fica na Terra.
Moradora de Nzulezu, Gana
Étnico
Nzulezu, Gana

Uma Aldeia à Tona do Gana

Partimos da estância balnear de Busua, para o extremo ocidente da costa atlântica do Gana. Em Beyin, desviamos para norte, rumo ao lago Amansuri. Lá encontramos Nzulezu, uma das mais antigas e genuínas povoações lacustres da África Ocidental.
Ocaso, Avenida dos Baobás, Madagascar
Portfólio Fotográfico Got2Globe

Dias Como Tantos Outros

Music Theatre and Exhibition Hall, Tbilissi, Georgia
História
Tbilisi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.
Passagem, Tanna, Vanuatu ao Ocidente, Meet the Natives
Ilhas
Tanna, Vanuatu

Daqui se Fez Vanuatu ao Ocidente

O programa de TV “Meet the Natives” levou representantes tribais de Tanna a conhecer a Grã-Bretanha e os E.U.A. De visita à sua ilha, percebemos porque nada os entusiasmou mais que o regresso a casa.
Era Susi rebocado por cão, Oulanka, Finlandia
Inverno Branco
PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
Enseada, Big Sur, Califórnia, Estados Unidos
Literatura
Big Sur, E.U.A.

A Costa de Todos os Refúgios

Ao longo de 150km, o litoral californiano submete-se a uma vastidão de montanha, oceano e nevoeiro. Neste cenário épico, centenas de almas atormentadas seguem os passos de Jack Kerouac e Henri Miller.
Estátuas de elefantes à beira do rio Li, Elephant Trunk Hill, Guilin, China
Natureza
Guilin, China

O Portal Para o Reino Chinês de Pedra

A imensidão de colinas de calcário afiadas em redor é de tal forma majestosa que as autoridades de Pequim a imprimem no verso das notas de 20 yuans. Quem a explora, passa quase sempre por Guilin. E mesmo se esta cidade da província de Guangxi destoa da natureza exuberante em redor, também lhe achámos os seus encantos.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
lago ala juumajarvi, parque nacional oulanka, finlandia
Parques Naturais
Kuusamo ao PN Oulanka, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.
Soufrière e Pitons, Saint Luci
Património Mundial UNESCO
Soufrière, Saint Lucia

As Grandes Pirâmides das Antilhas

Destacados acima de um litoral exuberante, os picos irmãos Pitons são a imagem de marca de Saint Lucia. Tornaram-se de tal maneira emblemáticos que têm lugar reservado nas notas mais altas de East Caribbean Dollars. Logo ao lado, os moradores da ex-capital Soufrière sabem o quão preciosa é a sua vista.
Personagens
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Salvamento de banhista em Boucan Canot, ilha da Reunião
Praias
Reunião

O Melodrama Balnear da Reunião

Nem todos os litorais tropicais são retiros prazerosos e revigorantes. Batido por rebentação violenta, minado de correntes traiçoeiras e, pior, palco dos ataques de tubarões mais frequentes à face da Terra, o da ilha da Reunião falha em conceder aos seus banhistas a paz e o deleite que dele anseiam.
Arménia Berço Cristianismo, Monte Aratat
Religião
Arménia

O Berço do Cristianismo Oficial

Apenas 268 anos após a morte de Jesus, uma nação ter-se-á tornado a primeira a acolher a fé cristã por decreto real. Essa nação preserva, ainda hoje, a sua própria Igreja Apostólica e alguns dos templos cristãos mais antigos do Mundo. Em viagem pelo Cáucaso, visitamo-los nos passos de Gregório o Iluminador, o patriarca que inspira a vida espiritual da Arménia.
Sobre Carris
Sobre Carris

Viagens de Comboio: O Melhor do Mundo Sobre Carris

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie os melhores cenários do Mundo sobre Carris.
Cruzamento movimentado de Tóquio, Japão
Sociedade
Tóquio, Japão

A Noite Sem Fim da Capital do Sol Nascente

Dizer que Tóquio não dorme é eufemismo. Numa das maiores e mais sofisticadas urbes à face da Terra, o crepúsculo marca apenas o renovar do quotidiano frenético. E são milhões as suas almas que, ou não encontram lugar ao sol, ou fazem mais sentido nos turnos “escuros” e obscuros que se seguem.
O projeccionista
Vida Quotidiana
Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.
hipopotamos, parque nacional chobe, botswana
Vida Selvagem
PN Chobe, Botswana

Chobe: um rio na Fronteira da Vida com a Morte

O Chobe marca a divisão entre o Botswana e três dos países vizinhos, a Zâmbia, o Zimbabwé e a Namíbia. Mas o seu leito caprichoso tem uma função bem mais crucial que esta delimitação política.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.
PT EN ES FR DE IT