Monte Kyaiktiyo, Myanmar

A Rocha Dourada e em Equilíbrio de Buda


Bici vs Bus
Ciclista passa entre autocarros numa estação de camionagem entre Rangum e Kin Pun.
Petiscos
Vendedoras de petiscos no exterior da zona de transbordo para a rocha dourada de Kyaikhtiyo.
Meia-carga
Monges na dianteira da caixa do camião que assegura as ligações entre Kin Pun e a meia encosta do monte Kyaikhtiyo.
Rocha em Equilíbrio
Perspectiva que revela o equilíbrio em que há muito se mantém a Rocha Dourada de Kyaikhtiyo.
Mulher não entra
Portinhola que efectiva a proibição de entrada de mulheres no recinto da rocha dourada de Kyaikhtiyo.
Orar a partir de fora
Mulheres acendem velas e oram do lado de fora do recinto da rocha dourada.
Conferência de Monges
Monges budistas agrupados sobre o solo polido do recinto da rocha dourada.
Dourado sobre dourado
Fieis colam películas de folha de ouro que renovam o revestimento da rocha dourada.
Ocaso Dourado
Sol desaparece atrás das nuvens, numa altura em que os fieis budistas adoram a rocha dourada, cada vez mais resplandecente.
Andamos à descoberta de Rangum quando nos inteiramos do fenómeno da Rocha Dourada. Deslumbrados pelo seu equilíbrio dourado e sagrado, juntamo-nos à peregrinação já secular dos birmaneses ao Monte Kyaiktyo.

À chegada madrugadora ao terminal de autocarro de Rangum, engasgamo-nos com a inesperada tabela dos bilhetes.

Já andávamos pelo Myanmar há vários dias. Nunca a diferença do que pagavam os birmaneses para o preço de “Foreigner” nos irritara como ali. Barafustamos o possível. Mais que o aconselhável.

Até que um jovem de ar frágil, incomodado com a nossa indignação, se presta a esclarecer: “não vale a pena desesperarem dessa maneira. Todos os mochileiros vêm com o dinheiro contado para as suas longas viagens.

E todos se frustram com essa exploração. Mas vocês têm que compreender que são ordens do governo. Todas as empresas as devem seguir. Caso contrário, se forem descobertos, fecham-nas para sempre.”

A intervenção do rapaz nunca iria resolver o dano que aquela discrepância e que os 15.000 kyats adicionais nos causariam. Ainda assim, teve o dom de nos tranquilizar e fazer resignar. Pegamos nas mochilas. Instalamo-nos nos assentos apertados do autocarro, entre jovens monges budistas e camponeses de olho nas cabras e galinhas que seguiam no tejadilho.

Por volta, das 10 da manhã, por fim, partimos.

Viagem Calorenta entre Rangum e o vilarejo de Kin Pun

Tranquilizados pelo vento quente que nos massajava as cabeças, deixamo-nos levar pelo embalo, pelos solavancos e pelas vendas relâmpago tentadas por sucessivos vendedores itinerantes, de cada vez que o autocarro se detinha o suficiente para os deixar entrar.

Durante as primeiras dezenas de quilómetros, a estrada segue os meandros do rio Rangum. Logo, entramos na chamada auto-estrada Rangum-Mandalay, a estrada número um do Myanmar. Seguimos apontados a Bago e lá fazemos uma curta escala. Uma meia-hora adicional para norte, atingimos Hpa Yar Gyi e entramos na estrada 8 que corta para o extremo sudeste da Birmânia.

Rocha Dourada de Kyaikhtiyo, Budismo, Myanmar, Birmania

À partida, poderíamos ter cumprido um itinerário bem mais curto e recto rumo a oriente. Todo aquele arco a que nos vimos obrigados devia-se ao espraiar de outro rio primordial do Myanmar: o Sittang.

À laia do desaguar bangladeshi do Ganges, o último estertor do Sittang gerava um delta imenso de pântano e prado ensopado que o oceano Índico invadia na forma do Golfo de Martaban.

De acordo, as cheias avassaladoras geradas pela monção das chuvas destas paragens, forçavam a via a cruzar o rio junto a Taung Tha Pyay Kan, já bem acima do delta.

Aquela travessia era de tal forma providencial que tinha direito a uma portagem. Mais que uma mera ponte, estávamos a cruzar a fronteira fluvial entre a região de Bago e o místico Mon State, o estado em que se situava o destino final da viagem.

Kin Pun: o Transbordo Sobrelotado para a Rocha Dourada de Kyaiktiyo

Por volta das três da tarde, quase cinco horas de sauna rodoviária depois, damos entrada em Kin Pun. Ali, juntamo-nos a uma pequena multidão apertada que aguardava o transporte para uma encosta intermédia que os forasteiros tratavam, em inglês, por Upper Level.

Um camião de caixa aberta aparece do nada. Aos poucos, o condutor e um auxiliar fazem sentar os passageiros, mais que apertados, comprimidos uns contra os outros sobre tábuas a fazer de bancos. Nem tudo era mau.

Rocha Dourada de Kyaikhtiyo, Budismo, Myanmar, BirmaniaSeguimos ao ar livre. Durante meia-hora, subimos por uma estrada de montanha cercada de vegetação tropical sulcada por quedas d´água mais longas que volumosas.

Um ou outro ponto teria dado fotografias enriquecedoras. Isto, caso conseguíssemos mexer os braços o suficiente para destacarmos as câmaras acima dos passageiros que nos apertavam.

Uma sucessão de bancas de recordações e relicário religioso, de restaurantes, casas de chá e outras repletas de essências, substâncias e produtos aconselhados pela medicina tradicional birmanesa confirmam-nos Upper Level.

Malgrado o nome do lugar, a epopeia não se ficaria por ali.

Rocha Dourada de Kyaikhtiyo, Budismo, Myanmar, Birmania

Os Serviços Pesados mas Providenciais dos Carregadores do monte Kyaiktiyo

O Golden Rock hotel esperava-nos mais acima. Esse acima era de tal maneira íngreme que dava trabalho a uma tropa de carregadores. A maior parte dos passageiros confia-lhes a bagagem. Estes sherpas do Mon State colocam-na em cestos amplos e às costas.

Recompostos de um inevitável descair, suam as estopinhas e fazem ranger ossos para cumprir as entregas à porta dos hotéis dos visitantes.

Os carregadores transportam mais que apenas bagagem. Quando chegam à base da montanha devotos idosos, incapacitados, demasiado obesos ou fracos para se poderem fazer à rampa, cabe aos carregadores levá-los até ao topo em macas feitas de bambu.

Cumprimos o registo no hotel. Demoramo-nos o suficiente para largarmos as mochilas grandes de que não iríamos já precisar. Àquelas latitudes, o ocaso não tardaria. Agarramos nas do equipamento. Saímos disparados rampa acima.

Passamos entre as estátuas espelhadas de dois grandes leões dourados. Logo após, na entrada da Golden Rock, um novo desvio de fundos em modo “Foreigner” multiplicado, mancha a espiritualidade que pensávamos imaculada do lugar. Deparamo-nos não só com uma Foreigner Entrance Fee, mas também com uma Foreigner Camera Fee.

Sem tempo para nos frustrarmos, tiramos e arrumamos o calçado. Assim mesmo, de pé descalço budista, sobre a pedra dura e quente, entre monges que supomos devotos, investigamos o complexo.

Rocha Dourada de Kyaikhtiyo, Budismo, Myanmar, Birmania

A Hora Mágica em que a Rocha Dourada mais Brilha

De um varandim privilegiado, assistimos ao lapso em que o sol alaranjou a orla de uma frente de nuvens, acima das montanhas. Essas nuvens altas, anularam a exuberância cromática que se esperava do pôr-do-sol. De acordo, concentramo-nos na subtileza crepuscular que se seguia.

Com o esvair da luz, o azul do firmamento intensifica-se. E rutila o ouro que envolvia a grande rocha, já da sua posição, inusitada.

Mesmo quase redonda, a uns 1.100 metros de altitude ventosos, a Golden Rock teima em resistir sobre a ponta de uma laje polida que se destaca de uma tal de crista Paung-Laung das montanhas de Eastern Yoma.

Rocha Dourada de Kyaikhtiyo, Budismo, Myanmar, BirmaniaEstamos na iminência da fronteira com a Tailândia de Mae Sot. Do lado de lá, o budismo em pouco difere do birmanês.

Coroa a Golden Rock o pequeno pagode de Kyaiktiyo (7.3 metros), também ele dourado. Em Bagan, mais a norte no Myanmar,  os crentes endinheirados mandam erguer grandes templos e estupas.

Já os que visitam Kyaiktiyo em peregrinação ajudam a manter o revestimento do conjunto ao desenrolarem e colarem na face daquele calhau espiritual pequenas folhas de ouro que compram na ladeira que precede a entrada.

Parte dessas folhas, cai sobre a laje. Fica a oscilar para cá e para lá, ao vento.

Algumas, permanecem coladas aos pés nus dos crentes, enquanto estes expressam a sua fé a sentirem e a abraçarem a superfície lustrosa da pedra, enquanto outros deixam oferendas de alimentos, de fruta e de incenso.

Rocha Dourada de Kyaikhtiyo, Budismo, Myanmar, BirmaniaDe onde admiramos os seus movimentos e o cair da noite, temos a sensação de que, pressionada pelos fiéis, a pedra poderia cair a qualquer momento. De acordo com a lenda, o que impede a gravidade de cumprir o seu papel é uma fina meda do cabelo de Buda.

A Lenda Budista que Há Muito Sustenta a Rocha Dourada

Como a Golden Rock ali foi parar tem explicação numa lenda intrincada. Narra que, em pleno século XI, o ascetismo puro de Taik Tha, um sacerdote eremita budista terá maravilhado Buda. Em jeito de recompensa, Buda ofereceu-lhe a tal meda de cabelo.

Ora, o eremita, por sua vez, ofereceu-a ao seu rei de então, Tissa, na condição que o consagrasse num pagode dedicado que deveria incluir uma pedra com a forma da cabeça de Taik Tha. O rei Tissa tentou por todos os meios.

Falhou na missão de encontrar uma pedra com o perfil adequado. Desesperado, implorou a ajuda de Thagyamin, o rei do céu da cosmologia budista.

Thagyamin tinha poderes sobrenaturais herdados do seu pai Zawgyi, um alquimista prodigioso, e da mãe, uma princesa Naga, que é como quem diz, um ser semi-divino, meio-humano, meio serpente que habita o submundo.

Thagyamin recorreu à sua força descomunal. Arrancou a pedra que Tissa buscava do fundo do oceano e empurrou-a sobre um barco, mar fora. Já em terra, colocou a pedra no lugar em que subsiste e a admirávamos.

De maneira a finalizar o seu trabalho sagrado, construiu o pequeno pagode no cimo da rocha em jeito de santuário do cabelo de Buda e para todo o sempre.

O termo mon kyaiktiyo por que é conhecido o santuário traduz-se, aliás, como pagode na cabeça de um eremita.

Com o tempo, esta cabeça de rocha tornou-se o terceiro lugar de peregrinação mais importante do Myanmar. Antecedem-no apenas o pagode de Shwedagon, em Rangum, e o de Mahamuni, situado a sudoeste de Mandalay, a segunda cidade do país.

Rocha Dourada de Kyaikhtiyo, Budismo, Myanmar, Birmania

Mulheres Não Entram: uma Inusitada Determinação Budista

Por determinação secular do budismo, é proibida a entrada de mulheres no complexo. Esta interdição advém de outra. Segundo os preceitos de Buda, as mulheres não podem tocar nos monges, já que vivem sob voto de castidade.

Tendo em conta que a própria pedra emula a cabeça de um monge-eremita, estão de igual maneira proibidas de se aproximarem ou de tocarem na Golden Rock.

Ainda assim, as mulheres mais devotas cumprem a sua própria peregrinação ao lugar. Em vez de lhe tocarem, louvam a Golden Rock de alguma distância.

Vemo-las sentadas no exterior do derradeiro muro-vedação que isola a rocha. Rezam e acendem velas atrás de velas.

Rocha Dourada de Kyaikhtiyo, Budismo, Myanmar, BirmaniaA determinada altura, constatamos que o dourado dos seus muitos pequenos fogos rivaliza com o do calhau santuário ainda que, com a metamorfose do crepúsculo para a noite, os focos que nele incidem o dourem a dobrar.

Naquela noite, os crentes que adoravam a Golden Rock pouco mais eram que umas dezenas.

Todos os anos, durante o dia de Lua Cheia de Tabaung que calha em Março, são acesas em redor de 90.000 velas. Iluminada pelas 90.000 chamas correspondentes, a rocha brilha mais que nunca.

Nesse dia, acorrem ao Monte Kyaiktiyo várias centenas, até uns poucos milhares de fiéis budistas. O seu acesso à base da Golden Rock obedece a um controlo rigoroso. Mesmo assim, o ansiado contacto com o calhau de Buda é disputado até ao derradeiro centímetro.

Reza a lenda que os crentes budistas que completem os 13km da peregrinação a partir de Kinpun pelo menos três vezes num ano se veem prendados com prosperidade e reconhecimento da comunidade.

As possibilidades de agradarem a Buda não se ficam por aí. A mesma lenda que até então nos tinha ilustrado e justificado a razão de ser budista e equilibrista da Golden Rock, explica que, à chegada ao Monte Kyaiktiyo, o barco usado pelo rei celestial Thagyami se tornou pedra.

Os crentes budistas aproveitam para louvarem também essa pedra, situada a meros 300 metros da Golden Rock e baptizada de estupa de Kyaukthanban.

Por volta das seis da tarde, a Golden Rock começar a ceder ao breu nocturno. Só uns poucos fiéis mais resilientes prolongavam a adoração da pedra dourada.

Rocha Dourada de Kyaikhtiyo, Budismo, Myanmar, BirmaniaA longa peregrinação desde Rangum começava a impor-nos o devido cansaço. Nestes assuntos das energias mundanas, Buda pouco nos ajudaria. Recolhemos ao hotel. Tratamos de nos reavivar.

Yangon, Myanmar

A Grande Capital da Birmânia (Delírios da Junta Militar à Parte)

Em 2005, o governo ditatorial do Myanmar inaugurou uma nova capital bizarra e quase deserta. A vida exótica e cosmopolita mantém-se intacta, em Yangon, a maior e mais fascinante cidade birmanesa.
Lago Inlé, Myanmar

Uma Agradável Paragem Forçada

No segundo dos furos que temos durante um passeio em redor do lago Inlé, esperamos que nos tragam a bicicleta com o pneu remendado. Na loja de estrada que nos acolhe e ajuda, o dia-a-dia não pára.
Bagan, Myanmar

A Planície dos Pagodes, Templos e Redenções Celestiais

A religiosidade birmanesa sempre assentou num compromisso de redenção. Em Bagan, os crentes endinheirados e receosos continuam a erguer pagodes na esperança de conquistarem a benevolência dos deuses.
Ponte u-BeinMyanmar

O Crepúsculo da Ponte da Vida

Com 1.2 km, a ponte de madeira mais antiga e mais longa do mundo permite aos birmaneses de Amarapura viver o lago Taungthaman. Mas 160 anos após a sua construção, U Bein está no seu crepúsculo.
Chiang Mai, Tailândia

300 Wats de Energia Espiritual e Cultural

Os tailandeses chamam a cada templo budista wat e a sua capital do norte tem-nos em óbvia abundância. Entregue a sucessivos eventos realizados entre santuários, Chiang Mai nunca se chega a desligar.
Nara, Japão

O Berço Colossal do Budismo Nipónico

Nara deixou, há muito, de ser capital e o seu templo Todai-ji foi despromovido. Mas o Grande Salão mantém-se o maior edifício antigo de madeira do Mundo. E alberga o maior buda vairocana de bronze.
Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita o tori de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Na ilha de Miyajima, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.
Lhasa, Tibete

Quando o Budismo se Cansa da Meditação

Nem só com silêncio e retiro espiritual se procura o Nirvana. No Mosteiro de Sera, os jovens monges aperfeiçoam o seu saber budista com acesos confrontos dialécticos e bateres de palmas crepitantes.
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Monte Koya, Japão

A Meio Caminho do Nirvana

Segundo algumas doutrinas do budismo, são necessárias várias vidas para atingir a iluminação. O ramo shingon defende que se consegue numa só. A partir do Monte Koya, pode ser ainda mais fácil.
Lhasa, Tibete

Sera, o Mosteiro do Sagrado Debate

Em poucos lugares do mundo se usa um dialecto com tanta veemência como no mosteiro de Sera. Ali, centenas de monges travam, em tibetano, debates intensos e estridentes sobre os ensinamentos de Buda.
Quioto, Japão

O Templo de Quioto que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.
savuti, botswana, leões comedores de elefantes
Safari
Savuti, Botswana

Os Leões Comedores de Elefantes de Savuti

Um retalho do deserto do Kalahari seca ou é irrigado consoante caprichos tectónicos da região. No Savuti, os leões habituaram-se a depender deles próprios e predam os maiores animais da savana.
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-BragaNepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Lençóis da Bahia, Diamantes Eternos, Brasil
Arquitectura & Design
Lençois da Bahia, Brasil

Lençois da Bahia: nem os Diamantes São Eternos

No século XIX, Lençóis tornou-se na maior fornecedora mundial de diamantes. Mas o comércio das gemas não durou o que se esperava. Hoje, a arquitectura colonial que herdou é o seu bem mais precioso.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Aventura
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
Cortejo Ortodoxo
Cerimónias e Festividades
Suzdal, Rússia

Séculos de Devoção a um Monge Devoto

Eutímio foi um asceta russo do século XIV que se entregou a Deus de corpo e alma. A sua fé inspirou a religiosidade de Suzdal. Os crentes da cidade veneram-no como ao santo em que se tornou.
San Cristobal de Las Casas, Chiapas, Zapatismo, México, Catedral San Nicolau
Cidades
San Cristóbal de Las Casas, México

O Lar Doce Lar da Consciência Social Mexicana

Maia, mestiça e hispânica, zapatista e turística, campestre e cosmopolita, San Cristobal não tem mãos a medir. Nela, visitantes mochileiros e activistas políticos mexicanos e expatriados partilham uma mesma demanda ideológica.
jovem vendedora, nacao, pao, uzbequistao
Comida
Vale de Fergana, Usbequistão

Uzbequistão, a Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Uzbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.
Cabine Saphire, Purikura, Tóquio, Japão
Cultura
Tóquio, Japão

Fotografia Tipo-Passe à Japonesa

No fim da década de 80, duas multinacionais nipónicas já viam as fotocabines convencionais como peças de museu. Transformaram-nas em máquinas revolucionárias e o Japão rendeu-se ao fenómeno Purikura.
Corrida de Renas , Kings Cup, Inari, Finlândia
Desporto
Inari, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final da Kings Cup - Porokuninkuusajot - , confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.
Train Fianarantsoa a Manakara, TGV Malgaxe, locomotiva
Em Viagem
Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.
Étnico
Gizo, Ilhas Salomão

Gala dos Pequenos Cantores de Saeraghi

Em Gizo, ainda são bem visíveis os estragos provocados pelo tsunami que assolou as ilhas Salomão. No litoral de Saeraghi, a felicidade balnear das crianças contrasta com a sua herança de desolação.
luz solar fotografia, sol, luzes
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Teleférico que liga Puerto Plata ao cimo do PN Isabel de Torres
História
Puerto Plata, República Dominicana

Prata da Casa Dominicana

Puerto Plata resultou do abandono de La Isabela, a segunda tentativa de colónia hispânica das Américas. Quase meio milénio depois do desembarque de Colombo, inaugurou o fenómeno turístico inexorável da nação. Numa passagem-relâmpago pela província, constatamos como o mar, a montanha, as gentes e o sol do Caribe a mantêm a reluzir.
Singapura, ilha Sucesso e Monotonia
Ilhas
Singapura

A Ilha do Sucesso e da Monotonia

Habituada a planear e a vencer, Singapura seduz e recruta gente ambiciosa de todo o mundo. Ao mesmo tempo, parece aborrecer de morte alguns dos seus habitantes mais criativos.
Barcos sobre o gelo, ilha de Hailuoto, Finlândia
Inverno Branco
Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, a ilha de Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.
Baie d'Oro, Île des Pins, Nova Caledonia
Literatura
Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.
Igreja Sta Trindade, Kazbegi, Geórgia, Cáucaso
Natureza
Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbek (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
lagoas e fumarolas, vulcoes, PN tongariro, nova zelandia
Parques Naturais
Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões do PN Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori reclama aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.
Mulheres no forte de Jaisalmer, Rajastão, India
Património Mundial UNESCO
Jaisalmer, Índia

A Vida que Resiste no Forte Dourado de Jaisalmer

A fortaleza de Jaisalmer foi erguida a partir de 1156 por ordem de Rawal Jaisal, governante de um clã poderoso dos confins hoje indianos do Deserto do Thar. Mais de oito séculos volvidos, apesar da contínua pressão do turismo, partilham o interior vasto e intrincado do último dos fortes habitados da Índia quase quatro mil descendentes dos habitantes originais.
Casal de visita a Mikhaylovskoe, povoação em que o escritor Alexander Pushkin tinha casa
Personagens
São Petersburgo e Mikhaylovskoe, Rússia

O Escritor que Sucumbiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.
Cruzeiro Princess Yasawa, Maldivas
Praias
Maldivas

Cruzeiro pelas Maldivas, entre Ilhas e Atóis

Trazido de Fiji para navegar nas Maldivas, o Princess Yasawa adaptou-se bem aos novos mares. Por norma, bastam um ou dois dias de itinerário, para a genuinidade e o deleite da vida a bordo virem à tona.
Aurora ilumina o vale de Pisang, Nepal.
Religião
Circuito Annapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras do Circuito Annapurna pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Chepe Express, Ferrovia Chihuahua Al Pacifico
Sobre Carris
Creel a Los Mochis, México

Barrancas de Cobre, Caminho de Ferro

O relevo da Sierra Madre Occidental tornou o sonho um pesadelo de construção que durou seis décadas. Em 1961, por fim, o prodigioso Ferrocarril Chihuahua al Pacifico foi inaugurado. Os seus 643km cruzam alguns dos cenários mais dramáticos do México.
Tombola, bingo de rua-Campeche, Mexico
Sociedade
Campeche, México

Há 200 Anos a Brincar com a Sorte

No fim do século XVIII, os campechanos renderam-se a um jogo introduzido para esfriar a febre das cartas a dinheiro. Hoje, jogada quase só por abuelitas, a loteria local pouco passa de uma diversão.
Mulheres com cabelos longos de Huang Luo, Guangxi, China
Vida Quotidiana
Longsheng, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Vai-e-vem fluvial
Vida Selvagem
Iriomote, Japão

Iriomote, uma Pequena Amazónia do Japão Tropical

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.
PT EN ES FR DE IT