Ponte u-BeinMyanmar

O Crepúsculo da Ponte da Vida


Amizade acocorada
Jovens repousam sobre um tramo da ponte U-Bein
Quilhas em riste
Barcos típicos numa margem do lago Taungthaman
A Frota do pôr-do-sol
Barcos tradicionais do lago Taungthaman mostram ponte U-bein a visitantes estrangeiras.
Morador-ciclista
Morador ciclista da região em trajes típicos aproxima-se de uma das extremidades da ponte U bein
Crepúsculo à vista
Ciclistas e pedestres cruzam a ponte U Bein sobre o crespúsculo.
Um Convívio a remos
Grupo de monges budistas e amigos confraterniza no lago Taungthaman.
Duo Budista
Monges budistas cruzam a ponte U Bein pouco antes do lusco-fusco.
Travessia com equilíbrio
Moradora carrega panelas sobre a cabeça, de um lado ao outro da ponte.
Fim da escola
Grupo de estudantes regressa à sua aldeia no fim de mais um dia de aulas.
Pesca quase submarina
Pescador imerso nas imediações da ponte U Bein.
Pescaria do dia
Pescadores pescam à cana numa zona de viveiros do lago.
Velha árvore
Silhueta de árvore morta destaca-se do Lago Taungthaman.
Duo Budista II
Monges budistas aproximam-se de uma das margens.
A Ponte de Madeira Mais Longa
Secção da ponte U Bein, a ponte de madeira ainda em uso mais longa do mundo.
Com 1.2 km, a ponte de madeira mais antiga e mais longa do mundo permite aos birmaneses de Amarapura viver o lago Taungthaman. Mas 160 anos após a sua construção, U Bein está no seu crepúsculo.

Cumprida a viagem de rickshaw desde Mandalay, o condutor apresenta-nos o destino final já conformado com nova longa espera. “Calculo que queiram ficar até depois do pôr-do-sol, certo?, pergunta-nos só como descargo de consciência.

Ainda o vemos a instalar-se numa esplanada gerida por conhecidos mas depressa nos perdemos na profusão de restaurantes abarracados à beira do lago.

Fazia já dois meses que as monções tinham dado paz ao Myanmar. Sujeito aos caprichos da meteorologia, o lago Taungthaman encolhia de dia para dia.

Avistamos uma linha de embarcações artesanais coloridas, com quilhas curvas que pareciam apontar a responsabilidade do céu sempre limpo.

Ponte u bein, Amarapura, Myanmar, barcos de serviço

Barcos típicos numa margem do lago Taungthaman

“Passeio de barco ?”, “Uma volta de barco?” perguntam-nos distintos anfitriões vezes sem conta com a persistência gentil porque se regem os birmaneses.

Para variar, tínhamos preparado a visita. Sabíamos que ainda não era hora para ceder. Calculamos o prolongamento da ponte e damos com a sua extremidade imediata escondida detrás de outros estabelecimentos.

Já ia longo o prefácio daquela incursão a Amarapura. Sem paciência para o prolongamos, fazemo-nos à travessia. Por volta de 1859, U Bein, uma espécie de magistrado do reino de Inwa responsável pela empreitada da ponte não teve tempo a perder.

Ponte u bein, Amarapura, Myanmar, morador

Morador ciclista da região em trajes típicos aproxima-se de uma das extremidades da ponte U bein

A Empreitada Desenrascada da Ponte de Madeira Mais Longa do Mundo

Nessa altura, a capital de Inwa oscilava entre uma povoação homónima e Amarapura. Um rei de nome Tharrawaddy resolveu devolvê-la à última. Declarou ainda que se devia facilitar o acesso dos súbditos aos extremos opostos do lago.

Com o tesouro do reino diminuído pelas guerras Anglo-Birmanesas, U Bein teve que recorrer ao pragmatismo. Recorreu às sobras do palácio real abandonado.

Estimam-se em 10.000 os homens que transportaram a madeira ao longo do rio Ayeyarwady. Metro atrás de metro, avançamos pelos quase 1100 troncos empregues e vemos a vida a desenrolar-se sobre aquela estrutura improvável.

Ponte u bein, Amarapura, Myanmar

Secção da ponte U Bein, a ponte de madeira ainda em uso mais longa do mundo, feita silhueta pelo crepúsculo

Lado a lado, os pescadores insistem em lançar as linhas, apesar de já terem os seus cestos de vime semi-cheios e de segurarem à cintura grandes cachos de peixes.

Cruzamo-nos com grupos de monges e monjas budistas.

Ponte u bein, Amarapura, Myanmar, monges budistas

Monges budistas cruzam a ponte U Bein pouco antes do lusco-fusco.

Damos prioridade a sucessivos ciclistas desmontados e a camponeses aflitos com o peso das suas cargas agrícolas e até pecuárias.

Um Século e Meio Depois. A Ponte U Bein Resplandece de Vida

A ponte U Bein é secular. A condizer, durante muitas centenas dos seus pilares base, não detectamos qualquer sinal de modernidade. Homens e mulheres trajam longyis típicos e coloridos, combinados com camisas ou casacos simples.

Outros transeuntes surgem protegidos do sol tropical com chapéus tradicionais ou por tabuleiros pesados em que equilibram tachos e panelas com refeições aromáticas. A própria ponte poupa os habitantes ao cansaço, ao calor e às chuvadas da monção que fazem o lago transbordar.

Ponte u bein, Amarapura, Myanmar, amigos

Jovens repousam sobre um tramo da ponte U-Bein

Foi dotada de alpendres laterais erguidos em pontos intermédios e equipados com assentos. Jovens já livres da escola usam-nas para convívios e namoricos de ocasião. Um ou outro vendedor também lá se instalou e trata de despachar a sua mercadoria.

Paramos numa dessas extensões. A salvo de incomodar o trânsito, examinamos as redondezas e detectamos uma colónia de caricatos seres lacustres, pescadores enfiados na água até meio-tronco ou, nalguns casos, até ao pescoço com as suas canas de bambu em riste.

Ponte u bein, Amarapura, Myanmar, pescador

Pescador imerso nas imediações da ponte U Bein.

Cultivos e Pescarias Para Todos os Gostos no Lago Taungthaman

Confirmamos cada vez mais a dependência dos birmaneses destas paragens tanto da ponte como do lago. E o seu engenho para os aproveitarem consoantes as estações do ano. Um agricultor conduz uma parelha de búfalos. Lavra, assim, para cá e para lá, um istmo de terra recentemente dispensado pela época seca.

Em áreas anfíbias, outros empreendedores mantêm instalados viveiros de peixes e granjas repletas de patos.

Vizinhos incomodados e, nos últimos tempos, também as autoridades crêem que a primeira actividade é responsável pela degradação da água do lago e também pelo agravar do estado da ponte.

U Nyein Win, dono de um dos restaurantes da margem de que vínhamos, o Zegyo Thu, estava tão certo disso que não se coibiu recentemente de se queixar ao Myanmar Times: “nas últimas décadas, a criação de peixes em viveiro causou o declínio da diversidade das espécies aquáticas, da vegetação e da beleza do lago.

Antes existiam muitas espécies de peixes, não eram só tilápias vorazes como agora. Além disso, a água está cada vez mais estagnada e os pilares apodrecem. Muitos já perderam as bases.

Ponte u bein, Amarapura, Myanmar, pescadores

Pescadores pescam à cana numa zona de viveiros do lago.

Só se mantêm na estrutura por estarem ligados a outros por barras laterais. A ponte ainda é segura mas isso pode não durar.”

A Nova Era da Ponte U Bein: os Viveiros, da Poluição e o Turismo de Massas

Em Fevereiro passado, o Mayor de Mandalay contradeclarou, sem cerimónias, aos jornalistas que não tinha intenção de tratar da limpeza da água pelo que restou aos moradores e à maior parte dos trabalhadores do lago esperar que o Ministério da Cultura interviesse de forma mais assertiva.

Enquanto isso, dedicam-se a amealhar o máximo de kyats possível. Praticamente já no limite oposto da ponte, alguns deles contavam com a nossa contribuição.

A terra firme desta margem também se revela ocupada com pequenos restaurantes-esplanada. Uma vez que o sol tinha descido de forma drástica só tivemos tempo de neles nos refrescarmos com água de cocos frescos e seguirmos o primeiro barqueiro que nos abordara.

Ponte u bein, Amarapura, Myanmar, mulher com panelas

Moradora carrega panelas sobre a cabeça, de um lado ao outro da ponte.

Por azar, os remos da sua embarcação chiam sem apelo e corrompem o quase-silêncio mágico em redor.

O Crepúsculo A Remos do Lado de Cá da Ponte U Bein

Mas o grande astro tinha pintado o céu a Oeste de um laranja garrido que se ainda avermelhava e a ponte U bein e todos os transeuntes que a atravessavam destacavam-se num negro forte contra o firmamento em fogo. Damos indicações ao barqueiro para a ir percorrendo a jeito dos enquadramentos que perseguimos.

Além do chiar, ouvem-se agora os cliques das câmaras em jeito de metralhadora, o recurso técnico a que nos vemos obrigados a recorrer para conseguirmos que os monges e restantes peões fiquem destacados nos pequenos intervalos entre pilares.

O barqueiro que nos propulsionava quase não falava inglês, limitava-se a interpretar os nossos desejos. Na iminência da margem oposta, excursões de turistas chegadas em cima da hora tinham fretado todos os barcos e as águas nas imediações da ponte eram mais disputadas que nunca.

Ponte u bein, Amarapura, Myanmar, barcos com passageiros

Barcos tradicionais do lago Taungthaman mostram ponte U-bein a visitantes estrangeiras.

Coagido pelos patronos a  esquecer-se das boas maneiras, um outro remador aproxima-se demais da ponte. Enfurece parte dos barqueiros e visitantes que se mantinham à distância.

Para nosso espanto, o nosso pacato remador exalta-se. Desanca o rival em birmanês, até que aquele se rende finalmente às evidências.

Alheia a estas contendas mundanas, a bola do Sol encaixa-se entre os pilares. Logo desaparece para o outro lado do Mundo. Entretanto, as dezenas de barqueiros que se evitavam no lago já haviam transladado os seus passageiros para os autocarros que os esperavam.

Ponte u bein, Amarapura, Myanmar

Ciclistas e pedestres cruzam a ponte U Bein sobre o crespúsculo.

Com a complacência do nosso, ficamos sós sobre o Taungthaman a ver a estrutura de madeira sumir na penumbra. Até que o nativo resolve encurtar a sua pena e a do condutor de rickshaw desesperado de Mandalay.

Apressa o desembarque e a despedida de Amarapura e da ponte U Bein.

Yangon, Myanmar

A Grande Capital da Birmânia (Delírios da Junta Militar à Parte)

Em 2005, o governo ditatorial do Myanmar inaugurou uma nova capital bizarra e quase deserta. A vida exótica e cosmopolita mantém-se intacta, em Yangon, a maior e mais fascinante cidade birmanesa.
Lago Inlé, Myanmar

Uma Agradável Paragem Forçada

No segundo dos furos que temos durante um passeio em redor do lago Inlé, esperamos que nos tragam a bicicleta com o pneu remendado. Na loja de estrada que nos acolhe e ajuda, o dia-a-dia não pára.
Chiang Khong - Luang Prabang, Laos

Barco Lento, Rio Mekong Abaixo

A beleza do Laos e o custo mais baixo são boa razões para navegar entre Chiang Khong e Luang Prabang. Mas esta longa descida do rio Mekong pode ser tão desgastante quanto pitoresca.
Bagan, Myanmar

A Planície dos Pagodes, Templos e Redenções Celestiais

A religiosidade birmanesa sempre assentou num compromisso de redenção. Em Bagan, os crentes endinheirados e receosos continuam a erguer pagodes na esperança de conquistarem a benevolência dos deuses.
Serengeti, Grande Migração Savana, Tanzania, gnus no rio
Safari
PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.
Bandeiras de oração em Ghyaru, Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 4º – Upper Pisang a Ngawal, Nepal

Do Pesadelo ao Deslumbre

Sem que estivéssemos avisados, confrontamo-nos com uma subida que nos leva ao desespero. Puxamos ao máximo pelas forças e alcançamos Ghyaru onde nos sentimos mais próximos que nunca dos Annapurnas. O resto do caminho para Ngawal soube como uma espécie de extensão da recompensa.
Igreja colonial de São Francisco de Assis, Taos, Novo Mexico, E.U.A
Arquitectura & Design
Taos, E.U.A.

A América do Norte Ancestral de Taos

De viagem pelo Novo México, deslumbramo-nos com as duas versões de Taos, a da aldeola indígena de adobe do Taos Pueblo, uma das povoações dos E.U.A. habitadas há mais tempo e em contínuo. E a da Taos cidade que os conquistadores espanhóis legaram ao México, o México cedeu aos Estados Unidos e que uma comunidade criativa de descendentes de nativos e artistas migrados aprimoram e continuam a louvar.
Era Susi rebocado por cão, Oulanka, Finlandia
Aventura
PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
Via Conflituosa
Cerimónias e Festividades
Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa

Em Jerusalém, enquanto percorrem a Via Dolorosa, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.
Executivos dormem assento metro, sono, dormir, metro, comboio, Toquio, Japao
Cidades
Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para o seu inemuri, dormitar em público.
jovem vendedora, nacao, pao, uzbequistao
Comida
Vale de Fergana, Usbequistão

Uzbequistão, a Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Uzbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.
Conversa entre fotocópias, Inari, Parlamento Babel da Nação Sami Lapónia, Finlândia
Cultura
Inari, Finlândia

O Parlamento Babel da Nação Sami

A Nação sami integra quatro países, que ingerem nas vidas dos seus povos. No parlamento de Inari, em vários dialectos, os sami governam-se como podem.
Espectador, Melbourne Cricket Ground-Rules footbal, Melbourne, Australia
Desporto
Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o Futebol Australiano só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.
Em Viagem
Chefchouen a Merzouga, Marrocos

Marrocos de Cima a Baixo

Das ruelas anis de Chefchaouen às primeiras dunas do Saara revelam-se, em Marrocos, os contrastes bem marcados das primeiras terras africanas, como sempre encarou a Ibéria este vasto reino magrebino.
Étnico
Nelson a Wharariki, PN Abel Tasman, Nova Zelândia

O Litoral Maori em que os Europeus Deram à Costa

Abel Janszoon Tasman explorava mais da recém-mapeada e mítica "Terra Australis" quando um equívoco azedou o contacto com nativos de uma ilha desconhecida. O episódio inaugurou a história colonial da Nova Zelândia. Hoje, tanto a costa divinal em que o episódio se sucedeu como os mares em redor evocam o navegador holandês.
tunel de gelo, rota ouro negro, Valdez, Alasca, EUA
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

Sensações vs Impressões

, México, cidade da prata e do Ouro, lares sobre túneis
História
Guanajuato, México

A Cidade que Brilha de Todas as Cores

Durante o século XVIII, foi a cidade que mais prata produziu no mundo e uma das mais opulentas do México e da Espanha colonial. Várias das suas minas continuam activas mas a riqueza de Guanuajuato que impressiona está na excentricidade multicolor da sua história e património secular.
Singapura Capital Asiática Comida, Basmati Bismi
Ilhas
Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade gastronómica do Oriente.
Barcos sobre o gelo, ilha de Hailuoto, Finlândia
Inverno Branco
Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, a ilha de Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.
silhueta e poema, cora coralina, goias velho, brasil
Literatura
Goiás Velho, Brasil

Vida e Obra de uma Escritora à Margem

Nascida em Goiás, Ana Lins Bretas passou a maior parte da vida longe da família castradora e da cidade. Regressada às origens, continuou a retratar a mentalidade preconceituosa do interior brasileiro
São Jorge, Açores, Fajã dos Vimes
Natureza
São Jorge, Açores

De Fajã em Fajã

Abundam, nos Açores, faixas de terra habitável no sopé de grandes falésias. Nenhuma outra ilha tem tantas fajãs como as mais de 70 da esguia e elevada São Jorge. Foi nelas que os jorgenses se instalaram. Nelas assentam as suas atarefadas vidas atlânticas.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Foz incandescente, Grande Ilha Havai, Parque Nacional Vulcoes, rios de Lava
Parques Naturais
Big Island, Havai

Grande Ilha do Havai: À Procura de Rios de Lava

São cinco os vulcões que fazem da ilha grande Havai aumentar de dia para dia. O Kilauea, o mais activo à face da Terra, liberta lava em permanência. Apesar disso, vivemos uma espécie de epopeia para a vislumbrar.
Circuito Annapurna, Manang a Yak-kharka
Património Mundial UNESCO
Circuito Annapurna 10º: Manang a Yak Kharka, Nepal

A Caminho das Terras (Mais) Altas dos Annapurnas

Após uma pausa de aclimatização na civilização quase urbana de Manang (3519 m), voltamos a progredir na ascensão para o zénite de Thorong La (5416 m). Nesse dia, atingimos o lugarejo de Yak Kharka, aos 4018 m, um bom ponto de partida para os acampamentos na base do grande desfiladeiro.
ora de cima escadote, feiticeiro da nova zelandia, Christchurch, Nova Zelandia
Personagens
Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado da Nova Zelândia

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell, o feiticeiro da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. Com 88 anos de idade, após 23 anos de contrato com a cidade, fez afirmações demasiado polémicas e acabou despedido.
Lifou, Ilhas Lealdade, Nova Caledónia, Mme Moline popinée
Praias
Lifou, Ilhas Lealdade

A Maior das Lealdades

Lifou é a ilha do meio das três que formam o arquipélago semi-francófono ao largo da Nova Caledónia. Dentro de algum tempo, os nativos kanak decidirão se querem o seu paraíso independente da longínqua metrópole.
Kirkjubour, Streymoy, Ilhas Faroé
Religião
Kirkjubour, Streymoy, Ilhas Faroé

Onde o Cristianismo Faroense deu à Costa

A um mero ano do primeiro milénio, um missionário viquingue de nome Sigmundur Brestisson levou a fé cristã às ilhas Faroé. Kirkjubour, tornou-se o porto de abrigo e sede episcopal da nova religião.
Composição Flam Railway abaixo de uma queda d'água, Noruega
Sobre Carris
Nesbyen a Flam, Noruega

Flam Railway: Noruega Sublime da Primeira à Última Estação

Por estrada e a bordo do Flam Railway, num dos itinerários ferroviários mais íngremes do mundo, chegamos a Flam e à entrada do Sognefjord, o maior, mais profundo e reverenciado dos fiordes da Escandinávia. Do ponto de partida à derradeira estação, confirma-se monumental esta Noruega que desvendamos.
Mini-snorkeling
Sociedade
Ilhas Phi Phi, Tailândia

De regresso à Praia de Danny Boyle

Passaram 15 anos desde a estreia do clássico mochileiro baseado no romance de Alex Garland. O filme popularizou os lugares em que foi rodado. Pouco depois, alguns desapareceram temporária mas literalmente do mapa mas, hoje, a sua fama controversa permanece intacta.
Vendedores de fruta, Enxame, Moçambique
Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Esteros del Iberá, Pantanal Argentina, Jacaré
Vida Selvagem
Esteros del Iberá, Argentina

O Pantanal das Pampas

No mapa mundo, para sul do famoso pantanal brasileiro, surge uma região alagada pouco conhecida mas quase tão vasta e rica em biodiversidade. A expressão guarani Y berá define-a como “águas brilhantes”. O adjectivo ajusta-se a mais que à sua forte luminância.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
PT EN ES FR DE IT